

FUNDAMENTOS DA EDUCAO CRIST


ndice:

1 A Devida Educao / 15  2
Cristo como Educador / 47  3 Um Apelo a Nossos Estudantes / 50  4
Pensamentos sobre Educao / 57  5 Uma Visita a College City / 62  6 O
Lar e a Escola / 64  7 A Importncia do Preparo Fsico / 71  8 A
Integridade de Daniel sob a Prova / 77  9 A Importncia da Educao / 82
10 O Perigo de Ler Livros de Fico e de Autores Incrdulos / 92 11 As
Escolas dos Antigos Hebreus / 95 12 Namoro e Casamento / 100 13 A
Importncia do Preparo na Obra de Deus / 107 14 A Devida Educao dos
Jovens / 113 15 O Valor do Estudo da Bblia / 123 16 O Livro dos Livros
/ 129 17 Responsabilidade dos Pais / 139 18 Educao e Sade / 145 19
Educao no Lar / 149 20 brios Mentais / 162 21 Livros em Nossas
Escolas / 167 22 O Mestre da Verdade, o nico Educador Seguro / 174 23
Os Tesouros com que Abastecer a Mente / 181 24 A Cincia da Salvao, a
Principal das Cincias / 186 25 O Carter Cristo Exemplificado nos
Professores e Estudantes / 191 26 O Mundo No Conheceu a Deus por sua
Prpria Sabedoria / 196 27 A Relao da Educao Para com a Obra de Deus
/ 201 28 A Necessidade de Obreiros Preparados / 212 29 Aos Professores e
Estudantes / 220 30 A Melhor Educao e seu Objetivo / 231 31 Cristo
Como Mestre / 236 32 A Educao Mais Essencial Para Obreiros Evanglicos
/ 242 33 Estudantes Decidindo o seu Destino Eterno / 245 34 Um Mal: a
Formalidade, no a Organizao / 253 35 Aos Professores / 260 36
Suspenso de Estudantes / 277 37 Aos Estudantes do Colgio de Battle
Creek / 285 38 Precisa-se de Estudantes que Cooperem com Deus / 291 39
Palavras aos Estudantes / 297 40 Estudai a Bblia por vs Mesmos / 307
41 Trabalho e Educao / 310 42 O Fundamento da Verdadeira Educao /
328 43 Cuidado com as Imitaes / 331 44 Rpido Preparo Para a Obra /
334 45 A Educao Essencial / 368 46 Educao Diligente e Completa / 373
47 Livros e Autores em Nossas Escolas / 381 48 O Livro Divino / 390 49
Educao Mais Elevada / 392 50 O Mestre Divino / 397 51 Verdadeira
Educao / 405 52 Educao Manual / 416 53 Influncia Educacional dos
Arredores / 421 54 Importncia da Cultura Fsica / 425 55 A Verdadeira
Educao Mais Elevada / 429 56 O Exemplo de Cristo em Contraste com o
Formalismo / 438 57 Um Exemplo Divino / 442 58 A Bblia, O Livro Mais
Importante Para a Educao em Nossas Escolas / 444 59 Correta Disciplina
Colegial / 454 60 A Bblia em Nossas Escolas / 467 61 Testemunho
Especial Acerca de Poltica / 475                 www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet 62 Semear Junto a Todas as guas / 487
63 A Obra de Nossos Educandrios / 488 64 Devemos Estabelecer-nos ao
Redor de Nossas Instituies / 492 65 Lies da Vida de Salomo / 498 66
Os Professores Como Exemplos de Integridade Crist / 504 67 O Essencial
na Educao / 512 68 Uma Mensagem aos Professores / 516 69 Providncia
em Favor de Nossas Escolas / 520 70 Professor, Conhece-te a ti Mesmo /
525 71 A Obra  Nossa Frente / 529 72 Conselho aos Professores / 533 73
O Verdadeiro Ideal Para Nossos Jovens / 541 74 Mensagem Para os Nossos
Jovens / 547



Livro 1

A Devida Educao Pg. 15

A mais delicada obra j
empreendida por homens e mulheres,  lidar com espritos jovens. O
mximo cuidado deve ser tomado, na educao da juventude, para variar de
tal maneira a instruo, que desperte as nobres e elevadas faculdades da
mente. Pais e mestres acham-se igualmente inaptos para educar
devidamente as crianas, se no aprenderam primeiro a lio do domnio
de si mesmos, a pacincia, a tolerncia, a brandura e o amor. Que
importante posio para os pais, tutores e professores! Bem poucos h
que compreendam as mais essenciais necessidades do esprito, e a maneira
por que devam dirigir o intelecto em desenvolvimento, o pensar e sentir
crescentes dos jovens. H um tempo para instruir as crianas, e um tempo
para educar os jovens; e  essencial que essas duas coisas sejam
combinadas em alto grau na escola. As crianas podem ser preparadas para
o servio do pecado ou para o servio da justia. A educao em tenra
idade molda-lhes o carter tanto na vida secular, como na religiosa. Diz
Salomo: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, at quando
envelhecer, no se desviar dele." Prov. 22:6. Esta linguagem 
positiva. O ensino recomendado por Salomo  dirigir, educar e
desenvolver. Para que os pais e mestres faam essa obra, devem eles
prprios compreender "o caminho" em que a criana deve andar. Isto
abrange mais que mero conhecimento de livros. Envolve tudo quanto  bom,
virtuoso, justo e santo. Compreende a prtica da temperana, da piedade,
bondade fraternal, e amor para com Deus e de uns para com os outros. A
fim de atingir esse objetivo,  preciso dar ateno  educao fsica,
mental, moral e religiosa da criana. A educao da criana, em casa ou
na escola, no deve ser como o ensino dos mudos animais; pois as
crianas tm vontade inteligente, a qual deve ser dirigida de maneira a
reger todas as suas faculdades. Os mudos animais devem ser treinados,
pois no possuem razo nem inteligncia. Pg. 16  mente humana, porm,
deve ser ensinado o domnio prprio. Ela deve ser educada a fim de
governar o ser humano, ao passo que os animais so governados por um
dono, e ensinados a ser-lhe submissos. O dono serve de mente, juzo e
vontade para o animal. Uma criana pode ser ensinada de maneira a, como
o animal, no ter vontade prpria. Sua individualidade pode imergir na
da pessoa que lhe dirige o ensino; sua vontade, para todos os intentos e
desgnios, est sujeita  de seu mestre. As crianas assim educadas
sero sempre deficientes em energia moral e responsabilidade como
indivduos. No foram ensinadas a agir movidas pela razo e por
princpios; sua vontade foi controlada por outros, e a mente no foi
desafiada para que pudesse expandir-se e fortalecer-se pelo exerccio.
No foram dirigidas e disciplinadas com respeito a sua constituio
peculiar, e a sua capacidade mental, de modo a desenvolverem as mais
vigorosas faculdades da mente, quando necessrio. Os professores no
devem parar a, mas dar ateno especial ao cultivo das faculdades mais
dbeis, para que todas sejam exercitadas, e levadas de um a outro grau
de vigor, de modo que a mente atinja as devidas propores. Muitas so
as famlias com crianas que parecem bem educadas enquanto se encontram
sob a disciplina; quando, porm, o sistema que as ligou a certas regras
se rompe, parecem incapazes de pensar, agir ou decidir por si mesmas.
Essas crianas estiveram por tanto tempo sob uma regra de ferro, sem
permisso de pensar e agir por si mesmas naquilo em que era
perfeitamente prprio que o fizessem, que no tm confiana em si
mesmas, para procederem segundo seu discernimento, tendo opinio
prpria. E quando saem de sob a tutela dos pais para agirem por si
mesmas, so facilmente levadas pelo discernimento de outros a errneas
direes. No tm estabilidade de carter. No foram deixadas em
situao de usarem o prprio juzo na proporo em que isto fosse
praticvel, e portanto a mente no foi devidamente desenvolvida e
fortalecida. Foram por Pg. 17 tanto tempo inteiramente controladas
pelos pais, que dependem totalmente deles; estes so mente e
discernimento para elas. Por outro lado, os jovens no devem ser
deixados a pensar e proceder independentemente do juzo de seus pais e
mestres. As crianas devem ser ensinadas a respeitar o juzo da
experincia, e serem guiadas pelos pais e professores. Devem ser de tal
maneira educadas que sua mente se ache unida com a dos pais e
professores, e instrudas de modo a poderem ver a convenincia de
atender a seus conselhos. Ento, ao sarem de sob a mo guiadora deles,
seu carter no ser como a cana agitada pelo vento. A rigorosa educao
dos jovens, sem lhes dirigir convenientemente o modo de pensar e
proceder por si mesmos na medida que o permitam sua capacidade e as
tendncias da mente, para que assim eles se desenvolvam no pensar, nos
sentimentos de                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet respeito por si mesmos e na confiana na
prpria capacidade de executar, produzir uma classe dbil em fora
mental e moral. E quando se acham no mundo, para agir por si mesmos,
revelaro o fato de que foram ensinados, como os animais, e no
educados. Em vez de sua vontade ser dirigida, foi forada  obedincia
mediante rude disciplina por parte dos pais e mestres. Os pais e
professores que se gabam de ter completo domnio sobre a mente e a
vontade das crianas sob seu cuidado, deixariam de gabar-se, caso
pudessem acompanhar a vida futura das crianas que so assim postas em
sujeio pela fora ou o temor. Essas crianas acham-se quase de todo
despreparadas para partilhar das srias responsabilidades da vida.
Quando esses jovens no mais se encontram sob a orientao de pais e
mestres, e se vem forados a pensar e agir por si mesmos,  quase certo
tomarem uma direo errnea, e cederem ao poder da tentao. No tornam
esta vida um xito, e as mesmas deficincias se manifestam em sua vida
religiosa. Pudessem os instrutores de crianas e jovens ter traado
diante de si o futuro resultado de sua errada disciplina, Pg. 18
mudariam seu plano de educao. Essa espcie de professores que se
satisfaz com o manter quase inteiro domnio sobre a vontade dos alunos,
no  a mais bem-sucedida, embora a aparncia no momento seja
lisonjeira. Nunca foi desgnio de Deus que a mente de uma pessoa
estivesse sob o completo domnio de outra. E os que se esforam para
fazer com que a individualidade de seus alunos venha a imergir na deles,
e para lhes servirem de mente, vontade e conscincia, assumem tremendas
responsabilidades. Esses alunos podem, em certas ocasies, parecer
soldados bem disciplinados. Uma vez, porm, removida a restrio,
ver-se- a falta de ao independente oriunda de firmes princpios neles
existentes. Os que tornam seu objetivo educar os alunos de maneira que
estes vejam e sintam estar neles prprios o poder de formar homens e
mulheres de slidos princpios, habilitados para qualquer posio na
vida, so os mestres mais teis e de xito permanente. Talvez sua obra
no se mostre ao descuidoso observador sob o aspecto mais vantajoso, nem
seja to altamente apreciada como a dos mestres que dominam a mente e a
vontade dos discpulos pela autoridade absoluta; a vida futura dos
alunos, porm, manifestar os frutos do melhor sistema de educao. H
perigo de tanto os pais como os professores comandarem e ditarem
demasiadamente, ao passo que deixam de se pr suficientemente em
relaes sociais com os filhos e alunos. Mantm-se com freqncia muito
reservados, e exercem sua autoridade de maneira fria, destituda de
simpatia, que no pode atrair o corao dos educandos. Caso reunissem as
crianas bem junto a si, e lhes mostrassem que as amam, e manifestassem
interesse em todos os seus esforos, e mesmo em suas brincadeiras,
tornando-se por vezes mesmo uma criana entre elas, dar-lhes-iam muita
satisfao e lhes granjeariam o amor e a confiana. E Pg. 19 mais
depressa as crianas respeitariam e amariam a autoridade dos pais e
mestres. Os hbitos e princpios de um professor devem ser considerados
ainda de maior importncia que suas habilitaes do ponto de vista da
instruo. Se ele  um cristo sincero, sentir a necessidade de manter
interesse igual na educao fsica, mental, moral e espiritual de seus
discpulos. A fim de exercer a devida influncia, cumpre-lhe ter
perfeito domnio sobre si mesmo, e o prprio corao possudo de
abundncia de amor para com os alunos - amor que se manifestar em sua
expresso, nas palavras e nos atos. Ele precisa ter firmeza de carter,
e ento poder moldar a mente dos alunos, da mesma maneira que os
instruir nas cincias. A primeira educao dos pequenos molda-lhes, em
geral, o carter para a vida. Os que lidam com os jovens devem ser muito
cuidadosos em despertar as qualidades do esprito, a fim de melhor
saberem como lhes dirigir as faculdades para serem exercitadas da
maneira mais proveitosa. Rigoroso Confinamento na Escola O sistema de
educao mantido por geraes passadas, tem sido destrutivo para a
sade, e mesmo para a prpria vida. Muitas crianas tm passado cinco
horas por dia em salas de aula mal ventiladas, sem suficiente largueza
para a saudvel acomodao dos alunos. O ar dessas salas fica em breve
envenenado para os pulmes que o inalam. Crianas pequenas, cujos
membros e msculos no so fortes, e cujo crebro ainda no se acha
desenvolvido, tm sido conservadas portas adentro, para dano seu. Muitas
no tm seno escassa reserva com que comear a vida, e o confinamento
na escola dia a dia, torna-as nervosas e doentes. Seu corpo  impedido
de crescer em virtude da exausta condio de seu sistema nervoso. E se a
lmpada da vida se apaga, os pais e os mestres no consideram haver tido
qualquer influncia direta em extinguir a centelha de vida. Ao
acharem-se junto  sepultura dos filhos, os aflitos pais consideram esse
golpe como especial Pg. 20 determinao da Providncia, quando, por
indesculpvel ignorncia, foi sua prpria orientao que destruiu a vida
dos filhos. Culpar, pois, a Providncia por tais mortes  blasfmia.
Deus queria que os pequeninos vivessem e fossem disciplinados, a fim de
poderem possuir belo carter, glorificando-O neste mundo e louvando-O
naquele outro melhor. Pais e professores, ao assumirem a
responsabilidade de ensinar essas crianas, no sentem a obrigao
diante de Deus de familiarizar-se com o organismo fsico, para que
possam cuidar do corpo de seus filhos e alunos de maneira a preservar a
vida e a sade. Milhares de crianas morrem em virtude da ignorncia de
pais e professores. H mes que gastam horas e horas em trabalho
desnecessrio com as suas prprias roupas e as de seus filhos, com o
propsito de ostentao, e alegam ento que no dispem de tempo para
ler e obter a informao necessria para cuidar da sade de seus filhos.
Acham mais fcil confiar o seu corpo aos cuidados dos mdicos. Muitos
pais sacrificaram a sade e a vida dos filhos para estarem de acordo com
a moda e os costumes. Relacionar-se com o maravilhoso organismo humano,
os nervos, os msculos, o estmago, o fgado, os intestinos, corao e
poros da pele, e compreender a dependncia de um rgo para com outro no
que respeita ao saudvel funcionamento de todos,  assunto em que a
maior parte das mes no tem nenhum interesse. Nada sabem da influncia
do corpo sobre a mente, e desta sobre o corpo. A mente, que liga o
finito ao Infinito, elas parecem no compreender. Todo rgo do corpo
foi feito para servo da mente. Esta  a capital do corpo. Permite-se s
crianas comer carne, especiarias, manteiga, queijo, porco, massas muito
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temperadas, e condimentos em geral. -lhes tambm permitido comer
alimentos insalubres a horas irregulares e entre as refeies. Essas
coisas fazem sua obra em desarranjar o estmago, estimulando os nervos a
uma ao fora do natural, e enfraquecendo o intelecto. Os pais no Pg.
21 compreendem que esto lanando a semente que h de produzir doena e
morte. Muitas crianas foram arruinadas para a vida em razo de se
exigir demais do intelecto e negligenciar fortalecer o fsico. Muitos
tm morrido na infncia devido ao procedimento seguido por pais e
professores imprudentes, que foraram o intelecto, por lisonja ou temor,
quando essas crianas eram demasiado tenras para verem o interior de uma
escola. A mente foi-lhes sobrecarregada com lies quando no deviam ser
foradas, antes contidas at que a constituio fsica estivesse
suficientemente forte para suportar esforo mental. As crianas devem
ser deixadas to livres como cordeiros a correr ao ar livre, soltas e
felizes, dando-se-lhes as melhores oportunidades de lanarem bases para
uma constituio sadia. Os pais devem ser os nicos mestres dos filhos
at que eles cheguem  idade de oito ou dez anos. Assim que a mente lhes
permita compreend-lo, cumpre aos pais abrir diante deles o grande livro
divino da Natureza. A me deve ter menos amor pelo artificial em casa e
no preparo de vestidos para ostentao, e tomar tempo para cultivar, em
si mesma e em seus filhos, o amor dos belos botes e flores a
desabrochar. Chamando a ateno dos filhos s diferentes cores e
variadas formas, pode relacion- los com Deus, que fez todas as belas
coisas que os atraem e deliciam. Pode elevar-lhes a mente ao Criador, e
despertar nos tenros coraes a afeio para com o Pai celeste, que
manifestou por eles to grande amor. Os pais podem associar Deus com
todas as obras de Sua criao. A nica sala de aula para as crianas de
oito a dez anos, deve ser ao ar livre, entre as flores a desabrochar e
os belos cenrios da Natureza, sendo para elas o livro de estudo mais
familiar os tesouros da mesma Natureza. Estas lies, gravadas na mente
das tenras crianas por entre as agradveis e atrativas cenas
campestres, jamais sero esquecidas. Para que as crianas e os jovens
tenham sade, alegria, Pg. 22 vivacidade e msculos e crebro bem
desenvolvidos, convm que estejam muito ao ar livre, e tenham
divertimentos e ocupaes bem orientados. Crianas e jovens mantidos na
escola e presos aos livros, no podem possuir s constituio fsica. O
exerccio do crebro no estudo, sem correspondente exerccio fsico,
tende a atrair o sangue  cabea, ficando desequilibrada a circulao
sangunea atravs do organismo. O crebro fica com demasiado sangue, e
os membros com muito pouco. Deve haver regras que limitem os estudos das
crianas e jovens a certas horas, sendo depois uma poro do tempo
dedicada ao trabalho fsico. E se os seus hbitos de comer, vestir e
dormir estiverem em harmonia com as leis fsicas, podero educar-se sem
sacrificar a sade fsica e mental. Decadncia Fsica da Raa O livro de
Gnesis apresenta um relato bem definido da vida social e individual, e,
todavia, no temos notcia de alguma criana que nascesse cega, surda,
aleijada, deformada ou imbecil. No  mencionado um s caso de morte
natural na infncia, meninice ou juventude. No h relato algum de
homens e mulheres vitimados por doenas. Os obiturios no livro de
Gnesis declaram o seguinte: "E foram todos os dias que Ado viveu
novecentos e trinta anos; e morreu." Gn. 5:5. "E foram todos os dias de
Sete novecentos e doze anos; e morreu." Gn. 5:8. Com referncia a
outros, diz o relato: "Morreu em boa velhice, velho e farto de dias."
Gn. 25:8. Era to raro morrer um filho antes de seu pai, que tal
acontecimento foi considerado digno de meno: "Morreu Har, estando seu
pai Ter ainda vivo." Gn. 11:28. Har j era pai ao tempo de sua morte.
Deus dotou o homem de to grande fora vital que ele tem resistido ao
acmulo de doenas lanadas sobre a raa em conseqncia de hbitos
pervertidos, e tem sobrevivido por seis mil anos. Este fato, por si
mesmo,  suficiente para nos mostrar a fora e a energia eltrica que
Deus Pg. 23 conferiu ao homem na criao. Foram necessrios mais de
dois mil anos de delitos e de condescendncia com as paixes inferiores
para trazer sobre os seres humanos enfermidades fsicas em grande
escala. Se Ado, ao ser criado, no houvesse sido dotado de vinte vezes
maior vitalidade do que os homens possuem agora, a humanidade, com seus
presentes mtodos de vida que constituem uma violao da lei natural, j
estaria extinta. Por ocasio do primeiro advento de Cristo, o gnero
humano degenerara to rapidamente que um acmulo de doenas pesava sobre
aquela gerao, suscitando uma torrente de aflio e uma carga de
sofrimento indescritvel. Tem-me sido apresentada a deplorvel condio
do mundo no tempo atual. Desde a queda de Ado, a humanidade tem estado
degenerando. Foram-me reveladas algumas das razes da lastimvel
condio atual de homens e mulheres formados  imagem de Deus. E o
sentimento de quanto ser necessrio fazer para deter, mesmo em pequena
escala, a decadncia fsica, mental e moral, fez com que o meu corao
ficasse pesaroso e abatido. Deus no criou o gnero humano em sua
presente condio debilitada. Este estado de coisas no  obra da
Providncia, mas, do homem; e tem sido ocasionado por maus hbitos e
abusos, pela violao das leis que Deus estabeleceu para governar a
existncia humana. Cedendo  tentao de satisfazer o apetite, Ado e
Eva caram originalmente de sua condio elevada, santa e feliz. E  por
meio da mesma tentao que os homens se tm debilitado. Eles tm
permitido que o apetite e a paixo ocupem o trono, mantendo em sujeio
a razo e o intelecto. A violao da lei fsica e sua conseqncia - o
sofrimento humano - tm prevalecido por tanto tempo, que homens e
mulheres consideram o presente estado de doena, sofrimento, debilidade
e morte prematura, como a sorte destinada aos seres humanos. O homem
saiu das mos do Criador perfeito e belo na forma, e de tal modo dotado
de fora vital que levou mais de mil anos para que os corruptos apetites
e paixes, bem como a geral Pg. 24
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violao da lei fsica, fossem sensivelmente notados na raa. As
geraes mais recentes tm experimentado a presso da debilidade e da
doena mais rpida e rigorosamente a cada gerao. As foras vitais tm
sido grandemente enfraquecidas pela condescendncia com o apetite e as
paixes da concupiscncia. Os patriarcas desde Ado at No, com poucas
excees, viveram quase mil anos. Depois do tempo de No, a durao da
vida tem diminudo gradualmente. Os que sofriam de enfermidades eram
levados a Cristo de toda cidade, vila e aldeia para serem curados por
Ele; pois eram afligidos por toda sorte de doenas. E a doena tem
aumentado constantemente atravs das geraes sucessivas desde aquele
perodo. Em virtude da continuada violao das leis da vida, a
mortalidade tem aumentado de modo alarmante. Os anos de vida dos homens
tm diminudo a tal ponto, que a gerao atual desce  sepultura, antes
mesmo da idade em que as geraes que viveram durante os dois primeiros
mil anos, aps a criao, se lanavam ao campo de ao. A doena tem
sido transmitida de pais a filhos, de gerao a gerao. Crianas de
bero so severamente afligidas por causa dos pecados de seus pais, que
reduziram sua fora vital. Seus maus hbitos de comer e vestir, e sua
dissipao geral, so transmitidos como herana aos filhos. Muitos
nascem dementes, deformados, cegos, surdos, e uma classe muito numerosa
 deficiente no intelecto. A estranha ausncia de princpios que
caracteriza esta gerao, e que se manifesta no desprezo mostrado s
leis da vida e da sade,  espantosa. Prevalece a ignorncia sobre este
assunto, embora a luz esteja brilhando por toda parte ao redor deles. A
preocupao da maioria : Que comerei? Que beberei? e com que me
vestirei? A despeito de tudo o que  declarado e escrito acerca do modo
em que devemos tratar o corpo, o apetite  a grande lei que governa
homens e mulheres em geral. As faculdade morais so debilitadas porque
homens e Pg. 25 mulheres no querem viver em obedincia s leis da
sade, e fazer deste grande assunto um dever pessoal. Os pais transmitem
a seus descendentes seus prprios hbitos pervertidos, e doenas
repulsivas corrompem o sangue e debilitam o crebro. A maioria dos
homens e das mulheres permanece na ignorncia das leis de seu ser,
condescendendo com o apetite e a paixo, com prejuzo do intelecto e da
moral; e parecem dispostos a permanecer na ignorncia do resultado de
sua violao das leis naturais. Satisfazem o pervertido apetite no uso
de venenos lentos, que corrompem o sangue e minam as foras nervosas,
trazendo, conseqentemente, doena e morte sobre si. Seus amigos chamam
o resultado dessa conduta de dispensao da Providncia. Com isto eles
insultam o Cu. Rebelaram-se contra as leis da Natureza, e sofreram a
punio deste abuso. Sofrimento e mortalidade prevalecem agora em toda a
parte, principalmente entre crianas. Quo grande  o contraste entre
esta gerao e os que viveram durante os dois primeiros mil anos!
Importncia do Ensino no Lar Indaguei se essa torrente de aflio no
podia ser evitada, fazendo-se tambm alguma coisa para salvar os jovens
desta gerao, da runa que os ameaa. Foi-me mostrado que uma grande
causa do deplorvel estado de coisas existente,  que os pais no se
sentem na obrigao de criar os filhos em conformidade com as leis
fsicas. As mes amam os filhos com amor idlatra, e condescendem com o
apetite deles quando sabem que isto  nocivo  sade, trazendo assim
sobre eles doenas e infelicidade. Esta cruel bondade manifesta-se em
grande escala na gerao atual. Os desejos das crianas so satisfeitos
 custa da sade e da boa disposio, porque  mais fcil para a me, no
momento, satisfaz-las do que negar aquilo que elas exigem. Assim
semeiam elas prprias a semente que brotar e dar frutos. As crianas
no so educadas a renunciar ao Pg. 26 apetite e restringir os desejos,
e tornam-se egostas, exigentes, desobedientes, ingratas e profanas. As
mes que esto fazendo esta obra colhero com amargura o fruto da
semente por elas lanada. Pecaram contra o Cu e contra os prprios
filhos, e Deus as considerar responsveis. Houvesse a educao, por
geraes atrs, sido dirigida por plano inteiramente diverso, e a
juventude de hoje no seria to depravada e intil. Os diretores e
professores das escolas teriam sido pessoas que conhecessem fisiologia e
que tivessem interesse, no somente em educar os jovens nas cincias,
mas em ensinar-lhes a maneira de conservar a sade, de modo a empregarem
da melhor maneira os conhecimentos, depois de os haverem adquirido.
Ligados s escolas deve haver estabelecimentos que desenvolvam vrios
ramos de trabalho, a fim de os estudantes terem ocupao e o necessrio
exerccio fora das horas de estudo. O trabalho e os entretenimentos dos
alunos deviam ter sido ajustados tendo em vista a lei fsica, sendo
adaptados  conservao do tono saudvel de todas as faculdades do corpo
e da mente. Ento, poderiam obter conhecimentos prticos de ofcios, ao
mesmo tempo que vo adquirindo sua instruo literria. Os estudantes
devem, enquanto na escola, ser despertados em suas sensibilidades morais
no que respeita a ver e sentir os direitos que a sociedade tem sobre
eles, e que devem viver em obedincia s leis naturais, de modo a
poderem, por sua vida e influncia, por preceito e exemplo, ser de
utilidade e uma bno para a sociedade. A juventude deve ser
impressionada quanto ao fato de exercerem todos uma influncia que se
faz sentir constantemente na sociedade, seja para melhorar e elevar, ou
para rebaixar e degradar. O primeiro estudo dos jovens deve ser
conhecerem-se a si mesmos, e conservar o corpo so. Muitos pais
conservam os filhos na escola quase o ano inteiro. Essas crianas seguem
maquinalmente a rotina do estudo, mas no retm o que estudam. Muitos
Pg. 27 desses estudantes contnuos parecem quase destitudos de vida
intelectual. A monotonia do estudo seguido fatiga a mente, e pouco  o
interesse que tomam nas lies; e, para muitos, torna-se penosa a
aplicao aos livros. No tm ntimo amor pelo pensar, nem ambio de
adquirir conhecimentos. No estimulam em si mesmos hbitos de reflexo e
pesquisa. As crianas carecem grandemente de educao apropriada, a fim
de virem a ser de utilidade ao mundo. Qualquer esforo, porm, que
exalte a cultura intelectual acima da educao moral,  mal orientado.
Instruir, cultivar, polir e refinar jovens e crianas, deve ser a
principal preocupao de pais e mestres. So poucos os raciocinadores
concentrados e os pensadores                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet lgicos, em razo de haverem falsas
influncias obstado o desenvolvimento do intelecto. A suposio de pais
e professores de que o estudo contnuo fortaleceria o intelecto, tem-se
demonstrado errnea; pois em muitos casos o efeito tem sido exatamente
contrrio. Na educao inicial das crianas, muitos pais e professores
deixam de compreender que a primeira ateno precisa ser dada 
constituio fsica, para garantir-se sade fsica e mental. Tem sido
costume animar crianas a freqentar a escola quando simples bebs,
necessitadas dos cuidados maternos. Numa idade delicada, so
freqentemente metidas em apinhadas salas de aula sem ventilao, onde
se sentam em posio incorreta em bancos mal construdos, e, em
resultado, as jovens e tenras estruturas de alguns se tm deformado. A
disposio e os hbitos da juventude muito facilmente se manifestam na
idade madura. Podeis curvar uma rvore nova em quase qualquer forma que
desejardes, e se ela permanecer e crescer como a pusestes, ser uma
rvore deformada, denunciando sempre o dano e o mau trato recebido de
vossas mos. Podeis, depois de anos de crescimento, procurar
endireit-la, mas todos os esforos se demonstraro infrutferos. Ela
ser sempre uma rvore Pg. 28 torta. Tal  o caso com a mente das
crianas. Estas devem ser cuidadosa e ternamente educadas na infncia.
Podem ser exercitadas na devida direo ou em direo errada, e em sua
vida futura seguiro aquela em que foram dirigidas na juventude. Os
hbitos ento formados crescero cada vez mais e cada vez mais se
fortalecero, e geralmente o mesmo ocorrer na vida posterior, apenas se
tornando sempre mais fortes. Vivemos numa poca em que quase tudo 
superficial. Pouca  a estabilidade e firmeza de carter, porque o
ensino e a educao das crianas  superficial j desde o bero. O
carter delas  formado sobre areia movedia. A abnegao e o domnio
prprio no foram entretecidos em seu carter. Foram mimadas e tratadas
complacentemente at ficarem estragadas para a vida prtica. O amor ao
prazer domina as mentes, e as crianas so aduladas e favorecidas para
sua runa. As crianas devem ser de tal modo exercitadas e educadas que
possam esperar tentaes, e contar com dificuldades e perigos. Deve-lhes
ser ensinado o domnio prprio, e a vencerem nobremente as dificuldades;
e uma vez que no se precipitem voluntariamente para o perigo, e se
coloquem sem necessidade no caminho da tentao, se fugirem s ms
influncias e s companhias viciosas, sendo ento, de maneira
inevitvel, compelidas a estar em perigoso convvio, tero suficiente
fora de carter para ficar ao lado do direito e manter o princpio,
saindo, no poder de Deus, com sua moral incontaminada. Se os jovens que
foram devidamente educados puserem em Deus a confiana, sua fora moral
resistir  mais severa prova. Poucos pais compreendem, porm, que seus
filhos so o que o seu exemplo e disciplina deles fizeram, e que so
responsveis pelo carter desenvolvido pelos filhos. Se o corao dos
pais cristos estivesse sujeito  vontade de Cristo, obedeceriam 
recomendao do Mestre divino: "Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a
Sua justia, e todas essas coisas vos sero acrescentadas." Mat. 6:33.
Se os que professam seguir a Cristo to-somente fizessem Pg. 29 isto,
dariam, no s a seus filhos, mas ao mundo incrdulo, exemplos que
representariam corretamente a religio da Bblia. Se os pais cristos
vivessem em obedincia aos preceitos do Mestre divino, preservariam a
simplicidade no comer e no vestir, e viveriam mais de acordo com a lei
natural. No dedicariam ento tanto tempo  vida artificial, inventando
para si mesmos preocupaes e fardos que Cristo no colocou sobre eles,
antes ordenou explicitamente que os evitassem. Se o reino de Deus e a
Sua justia constitussem a primeira e suprema considerao dos pais,
bem pouco tempo precioso seria despendido em desnecessrios adornos
exteriores, enquanto o intelecto dos filhos  quase inteiramente
negligenciado. O precioso tempo que muitos pais empregam para vestir os
filhos para ostentao em seus locais de entretenimento, seria melhor,
muito melhor aplicado no cultivo de sua prpria mente, a fim de se
tornarem competentes para instruir devidamente os filhos. No 
essencial para sua salvao ou felicidade que eles usem o precioso tempo
de graa que Deus lhes concede, em adornar-se, visitar-se e bisbilhotar.
Muitos pais alegam ter tanto o que fazer que no dispem de tempo para
desenvolver o intelecto, educar os filhos para a vida prtica ou
ensinar-lhes como podem tornar-se cordeiros do rebanho de Cristo. S por
ocasio do juzo final, quando sero decididos os casos de todas as
pessoas e os atos de toda a nossa vida expostos  nossa vista em
presena de Deus e do Cordeiro e de todos os santos anjos, os pais
compreendero o quase infinito valor do tempo que desperdiaram.
Muitssimos pais vero ento que seu procedimento errneo determinou o
destino de seus filhos. No s deixaram de assegurar para si mesmos as
palavras de louvor do Rei da Glria: "Bem est, servo bom e fiel. ...
Entra no gozo do teu Senhor", (Mat. 25:21) mas ouvem ser proferida sobre
os seus filhos a terrvel sentena: "Apartai-vos!" Mat. 25:41. Isto Pg.
30 exclui os seus filhos para sempre das alegrias e glrias do Cu e da
presena de Cristo. E sobre eles mesmos  lanada a sentena
condenatria: Aparta-te, "mau e negligente servo". Mat. 25:26. Jesus
jamais dir "Muito bem" para os que no fizeram jus a essas palavras por
sua vida fiel de abnegao e renncia para fazer o bem a outros e
promover a Sua glria. Os que vivem principalmente para agradar a si
mesmos, em vez de fazer o bem a outros, sofrero infinita perda. Se os
pais pudessem ser despertados para o senso da tremenda responsabilidade
que pesa sobre eles na obra de educar os filhos, dedicariam mais tempo 
orao, e menos  ostentao desnecessria. Meditariam, estudariam, e
orariam fervorosamente a Deus por sabedoria e ajuda divina, para
educarem os filhos de tal maneira que desenvolvam carter aprovado por
Deus. Sua preocupao no ser como saber educar os filhos para serem
louvados e honrados pelo mundo, mas como educ-los para formarem belo
carter que seja aprovado pelo Senhor.  necessrio muito estudo e
fervorosa orao por sabedoria celestial para saber como lidar com
mentes juvenis; pois muito depende da orientao que os pais conferem 
mente e  vontade de seus filhos. Impelir-lhes a mente na direo
correta e no tempo certo,  uma obra muitssimo importante; pois o seu
destino eterno poder depender das decises tomadas num momento crtico.
Quo importante, pois, que a mente dos pais, tanto quanto possvel,
esteja livre de opressivo e fatigante
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cuidado com as coisas temporais, a fim de poderem pensar e agir com
calma considerao, sabedoria e amor, e tornar a salvao da alma de
seus filhos sua primeira e mais alta preocupao! O grande objetivo que
os pais devem procurar alcanar para seus queridos filhos deve ser o
adorno interior. Os pais no podem permitir que visitas e pessoas
estranhas reclamem sua ateno, e, roubando-lhes o tempo, que  o grande
capital da vida, impossibilitem que eles ministrem aos filhos, Pg. 31
cada dia, a paciente instruo que precisam receber para dar correta
orientao  mente em desenvolvimento. A vida  muito curta para ser
esbanjada em diverses inteis e frvolas, em conversao sem proveito,
em adornos desnecessrios para ostentao ou em entretenimentos
estimulantes. No nos podemos dar ao luxo de desperdiar o tempo que
Deus nos d para beneficiar a outros e ajuntar para ns mesmos um
tesouro no Cu. O tempo  escasso para o desempenho dos deveres
necessrios. Devemos reservar tempo para o cultivo de nosso corao e
mente, a fim de habilitar-nos para o trabalho de nossa vida.
Negligenciando estes deveres essenciais e conformando-nos com os hbitos
e costumes da sociedade mundana e seguidora da moda, causamos grande
dano a ns mesmos e a nossos filhos. As mes que tm que disciplinar
mentes juvenis e formar o carter de seus filhos, no devem procurar a
agitao do mundo a fim de serem alegres e felizes. Tm um trabalho
importante na vida, e nem elas nem os seus devem permitir-se despender
tempo de modo intil. O tempo  um dos valiosos talentos que Deus nos
confiou e pelo qual nos faz responsveis. Desperdiar o tempo 
desperdiar o intelecto. As faculdades mentais so suscetveis de
elevado desenvolvimento.  dever das mes cultivar a mente e conservar
puro o corao. Devem aproveitar todos os meios ao seu alcance para
aperfeioamento intelectual e moral, a fim de estarem preparadas para
desenvolver a mente de seus filhos. As que condescendem com a inclinao
de estar em companhia de algum, logo ficaro impacientes se no
estiverem fazendo ou recebendo visitas. Tais pessoas no possuem a
faculdade de adaptao s circunstncias. Os indispensveis e sagrados
deveres domsticos parecem comuns e desinteressantes para elas. No lhes
agrada o exame ou a disciplina prprias. A mente anseia pelas variadas e
estimulantes cenas da vida mundana; os filhos so negligenciados por
condescendncia com a inclinao; e o anjo relator escreve: "Servos
inteis." Deus Pg. 32 no quer que nossa mente seja destituda de um
propsito definido, e, sim, que realize o bem nesta vida. Se os pais se
apercebessem de que Deus impe sobre eles o solene dever de educar os
filhos para serem teis nesta vida; se adornassem o templo interior da
alma de seus filhos e filhas para a vida imortal, veramos uma notvel
mudana para melhor na sociedade. Ento no seria manifestada to grande
indiferena para com a piedade prtica, e no seria to difcil
despertar as sensibilidades morais dos filhos para compreenderem os
reclamos de Deus a seu respeito. Os pais tornam-se, porm, cada vez mais
descuidados na educao de seus filhos nos ramos de utilidade. Muitos
pais consentem que os filhos formem maus hbitos e sigam sua prpria
inclinao, deixando de impressionar-lhes a mente com o perigo de
fazerem isso e com a necessidade de serem controlados por princpios. As
crianas freqentemente iniciam um servio com entusiasmo, mas,
encontrando dificuldade ou cansando-se dele, desejam mudar, e empreender
alguma coisa nova. E assim vo passando de uma coisa para outra, sem
nada completar. Os pais no devem permitir que os filhos sejam dominados
pelo amor  variao. No devem ocupar-se tanto com outras coisas que
no tenham tempo para disciplinar pacientemente as mentes em formao.
Algumas palavras de animao ou um pouco de ajuda no momento apropriado
podem auxili-los a transpor a dificuldade e o desalento, e a satisfao
resultante de completarem a tarefa que empreenderam os incentivar a
serem mais diligentes. Muitas crianas, por falta de palavras de
encorajamento e de um pouco de ajuda em seus esforos, ficam
desanimadas, e mudam de uma coisa para outra. Este lamentvel defeito as
acompanha por toda a vida. Deixam de fazer com xito tudo aquilo em que
se empenham, porque no aprenderam a perseverar sob circunstncias
desalentadoras. Assim, a vida Pg. 33 inteira de muitos se torna um
fracasso, pois no tiveram uma disciplina correta quando eram pequenos.
A educao recebida na infncia e na juventude afeta toda a sua carreira
na vida adulta, e sua experincia religiosa sofre um estigma
correspondente. Trabalho Fsico Para Estudantes Com o atual sistema de
educao, abre-se a porta da tentao para os jovens. Conquanto, em
geral, eles tenham demasiadas horas de estudo, dispem de muitas horas
sem ter o que fazer. Esses perodos de lazer so passados freqentemente
de modo descuidado. O conhecimento de maus hbitos  comunicado de uma
pessoa para a outra, e o vcio aumenta consideravelmente. Muitssimos
jovens que foram instrudos religiosamente no lar e que partem para as
escolas relativamente inocentes e virtuosos, so corrompidos pela
associao com companheiros depravados. Perdem o respeito prprio e
sacrificam nobres princpios. Acham-se ento preparados para seguir a
trilha descendente; pois abusaram tanto da conscincia que o pecado no
mais se parece to excessivamente perverso. Tais males existentes nas
escolas dirigidas de acordo com o sistema atual, poderiam ser corrigidos
em grande parte se o estudo fosse combinado com o trabalho. Os mesmos
males existem nas escolas superiores, s que em maior grau; pois muitos
jovens se educaram no vcio, e sua conscincia est cauterizada. Muitos
pais exageram a firmeza e as boas qualidades de seus filhos. No parecem
considerar que sero expostos s enganadoras influncias de jovens
corruptos. Os pais tm os seus receios ao envi-los  escola, a certa
distncia de casa, mas alimentam a iluso de que, tendo recebido bons
exemplos e instruo religiosa, eles sero fiis aos princpios em sua
vida estudantil. Muitos pais tm apenas uma vaga idia da extenso que a
licenciosidade assume nessas instituies de ensino. Em muitos casos, os
pais labutaram arduamente e sofreram numerosas privaes com o
acariciado propsito de Pg. 34 fazer com que os filhos obtivessem uma
educao esmerada. E depois de todos esses esforos, muitos passam pela
amarga experincia de receber os filhos de volta de seu curso de estudos
com hbitos dissolutos e constituio fsica arruinada. E com freqncia
so desrespeitosos a seus pais, ingratos e profanos. Esses pais
maltratados, que so recompensados dessa maneira por filhos ingratos,
lamentam haverem-nos enviado para l, a fim de serem expostos a
tentaes e voltarem para eles                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet arruinados fsica, mental e
moralmente. Com esperanas frustradas e corao quase dilacerado, vem
os filhos, de quem tanto esperavam, seguindo o caminho do vcio e
levando uma existncia miservel. Existem, porm, os que possuem
princpios firmes, que correspondem s expectativas dos pais e
professores. Atravessam o curso de estudos com a conscincia limpa, e
saem de l com boa constituio fsica e moral incontaminada por
influncias corruptoras. O seu nmero, porm,  pequeno. Alguns
estudantes dedicam-se inteiramente aos estudos e concentram toda a
ateno no objetivo de obter educao. Exercitam o crebro, mas permitem
que as faculdades fsicas permaneam inativas. O crebro 
sobrecarregado, e os msculos se debilitam pelo fato de no serem
exercitados. Quando tais estudantes se formam,  evidente que adquiriram
sua educao  custa da vida. Estudaram dia e noite, ano aps ano,
mantendo a mente em contnuo estado de tenso, mas no exercitaram
suficientemente os msculos. Sacrificaram tudo pelo conhecimento de
cincias, e descem  sepultura. As moas freqentemente se entregam ao
estudo, em detrimento de outros ramos de educao mais importantes para
a vida prtica do que o estudo de livros. E depois de adquirirem sua
educao, freqentemente ficam invlidas por toda a vida. Negligenciam a
sade permanecendo muito tempo em recintos fechados, destitudos do ar
puro do cu, e da luz solar dada por Deus. Essas jovens poderiam ter
sado com Pg. 35 sade de suas escolas, se houvessem ligado os estudos
a trabalhos domsticos e exerccios ao ar livre. A sade  um grande
tesouro.  a mais valiosa posse concedida aos mortais. Riqueza, honra ou
cultura custam muito caro se forem adquiridas a expensas do vigor da
sade. Nenhuma dessas realizaes pode trazer felicidade, se no houver
sade.  um terrvel pecado abusar da sade que Deus nos deu; pois todo
abuso dessa natureza debilita a nossa vida e constitui um prejuzo,
mesmo que obtenhamos toda a educao possvel. Em muitos casos os pais
ricos no vem a importncia de dar a seus filhos educao nos deveres
prticos da vida como o fazem em relao s cincias. No sentem a
necessidade de, para o bem do intelecto e da moral dos filhos, e para
sua futura utilidade, dar-lhes um conhecimento cabal do trabalho til. 
esta uma obrigao que tm para com os filhos, a fim de que, se lhes
chegarem reveses, possam manter-se com nobre independncia, sabendo como
fazer uso das mos. Se tm um capital de vigor, no podem ser pobres,
ainda que no possuam um centavo. Muitos que na juventude se achavam em
circunstncias favorveis, podem ficar despojados de todas as suas
riqueza, e com pais, irmos e irms para manter. Quo importante ,
pois, que a todo jovem se ensine a trabalhar, a fim de que possa estar
preparado para qualquer emergncia! As riquezas so uma verdadeira
maldio, quando os seus possuidores deixam que elas sejam um
impedimento para os filhos e filhas obterem o conhecimento de algum
trabalho til que os habilite para a vida prtica. Os que no so
compelidos a trabalhar, com freqncia no fazem suficiente exerccio
ativo para terem sade fsica. Jovens, por no ocuparem a mente e as
mos em trabalho ativo, adquirem hbitos de indolncia, e obtm
freqentemente o que  mais espantoso ainda: uma educao de rua, o
vcio de perambular pelas lojas, fumar, beber e jogar cartas. Algumas
jovens querem ler novelas, isentando-se de fazer trabalho ativo por
terem sade delicada. Sua debilidade Pg. 36  conseqncia da falta de
exercitarem os msculos que Deus lhes deu. Crem que so demasiado
dbeis para realizar trabalhos domsticos, mas fazem croch e rendas, e
preservam a delicada palidez das mos e do rosto, ao passo que suas mes
afadigadas trabalham penosamente para lavar e passar seus vestidos.
Estas jovens no so crists, pois transgridem o quinto mandamento. No
honram a seus pais. A me leva, porm, a maior culpa. Satisfez o desejo
das filhas e eximiu-as de partilharem dos deveres domsticos, at o
trabalho tornar-se desagradvel para elas, e amam e desfrutam uma
ociosidade doentia. Comem, dormem, lem novelas e falam de modas, ao
passo que sua vida  intil. A pobreza, em muitos casos,  uma bno;
pois evita que os jovens e as crianas sejam arruinados pela
inatividade. Tanto as faculdades fsicas como as mentais devem ser
cultivadas e desenvolvidas devidamente. O primeiro e constante cuidado
dos pais deve ser o de ver que os filhos tenham constituio vigorosa,
para que possam ser homens e mulheres sadios.  impossvel alcanar este
objetivo sem exerccio fsico. Para sua prpria sade fsica e bem
moral, as crianas devem ser ensinadas a trabalhar, mesmo que a
necessidade no o requeira. Se querem ter carter puro e virtuoso, devem
desfrutar da disciplina de um trabalho bem regulado, que ponha em
atividade todos os msculos. A satisfao das crianas por serem teis e
praticarem atos de abnegao para ajudar a outros, ser o prazer mais
salutar que j experimentaram. Por que deveriam os ricos privar a si
mesmos e a seus queridos filhos desta grande bno? Pais, a inatividade
 a maior maldio que j caiu sobre os jovens. No deveis permitir que
vossas filhas permaneam na cama at tarde, deixando que o sono dissipe
as preciosas horas que Deus lhes concedeu para serem dedicadas aos
melhores fins e pelas quais tero de prestar contas a Ele. A me causa
um grande dano s filhas levando as cargas que Pg. 37 deveriam
partilhar com ela para seu bem presente e futuro. A conduta seguida por
muitos pais ao permitir que os filhos sejam indolentes e satisfaam seu
desejo de ler novelas, incapacita-os para a vida real. A leitura de
fico e novelas  o maior mal a que podem entregar-se os jovens. As
leitoras de novelas e histrias de amor sempre deixam de ser mes boas e
prticas. Elas constroem castelos no ar, e vivem num mundo irreal e
imaginrio. Tornam-se sentimentais e tm concepes doentias. Sua vida
artificial tende a arruin-las para tudo o que  til. Tm a
inteligncia diminuda, embora nutram a iluso de serem superiores em
mentalidade e atitudes. Empenhar-se nos afazeres domsticos  o que h
de mais vantajoso para as moas. O trabalho fsico no impedir o
cultivo do intelecto. Longe disso. As vantagens obtidas pelo trabalho
fsico daro equilbrio  pessoa e impediro que se sobrecarregue a
mente. O trabalho atuar sobre os msculos e aliviar o crebro cansado.
H muitas jovens apticas e inteis que consideram pouco feminino
ocuparem-se em trabalho ativo. Mas o seu carter  por demais
transparente para enganar a pessoas sensatas no tocante  sua verdadeira
inutilidade. Elas riem sem causa, e tudo nelas  afetao. Parecem no
poder pronunciar as palavras claramente e com propriedade, mas deturpam
tudo o que dizem com                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet balbucios e risadinhas tolas. So elas
damas? No nasceram tolas, mas a educao as tornou assim. No se requer
uma coisa frgil, impotente, adornada com exagero e que ri tolamente
para fazer uma dama.  necessrio um corpo so para ter um intelecto
so. Sade fsica e um conhecimento prtico de todos os deveres
domsticos necessrios jamais constituiro um obstculo para um
intelecto bem desenvolvido; ambos so grandemente importantes para uma
senhora. Todas as faculdades da mente devem ser postas em uso e
desenvolvidas, a fim de que os homens e as mulheres tenham uma mente bem
equilibrada. O mundo est cheio de homens e mulheres unilaterais, que
ficaram assim porque uma parte de suas faculdades foi cultivada, ao
passo que outras foram diminudas pela falta de atividade. A educao da
maioria dos jovens  um fracasso. Estudam em demasia, ao Pg. 38 passo
que negligenciam o que diz respeito  vida prtica. Homens e mulheres
tornam-se pais e mes sem considerar suas responsabilidades, e sua
descendncia desce mais baixo do que eles na escala da deficincia
humana. Deste modo a espcie degenera rapidamente. A aplicao constante
ao estudo, segundo a maneira em que as escolas so agora dirigidas, est
incapacitando a juventude para a vida prtica. A mente humana precisa
ter atividade. Se no estiver ativa na direo certa, estar ativa na
direo errada. A fim de conserv-la em equilbrio, o trabalho e o
estudo devem estar unidos nas escolas. Deveriam ter sido tomadas
providncias nas geraes passadas para uma obra educacional em maior
escala. Relacionados com as escolas, deveria ter havido estabelecimentos
de manufatura e de agricultura, como tambm professores de trabalhos
domsticos. E uma parte do tempo dirio deveria ter sido dedicada ao
trabalho, de modo que as faculdades fsicas e mentais pudessem
exercitar-se igualmente. Se as escolas se houvessem estabelecido de
acordo com o plano que mencionamos, no haveria agora tantas mentes
desequilibradas. Deus preparou um belo jardim para Ado e Eva. Proveu-os
de tudo quanto exigiam suas necessidades. Plantou para eles rvores
frutferas de toda a espcie. Com mo liberal circundou-os de Suas
bnos. As rvores para utilidade e adorno, e as lindas flores, que
brotavam espontaneamente e cresciam em rica profuso ao redor deles,
deviam ignorar a degenerao. Ado e Eva eram ricos de fato. Possuam o
den. Ado era senhor em seu belo domnio. Ningum pode contestar o fato
de que ele foi rico. Deus sabia, porm, que Ado no podia ser feliz sem
ocupao. Deu-lhe portanto algo para fazer; devia cultivar o jardim. Se
os homens e as mulheres deste sculo degenerado possuem grande soma de
tesouro terrestre, que comparado com o paraso de beleza e opulncia
dado  soberania de Ado  insignificante - julgam-se eximidos do
trabalho, e ensinam Pg. 39 os filhos a consider-lo como degradante.
Esses pais abastados, por preceito e exemplo, ensinam a seus filhos que
o dinheiro  o que faz o cavalheiro ou a dama. Mas o nosso conceito do
que seja um cavalheiro ou uma dama se mede por seu valor intelectual e
moral. Deus no avalia pelo vesturio. A exortao do inspirado apstolo
Pedro : "O enfeite delas no seja o exterior, no frisado dos cabelos,
no uso de jias de ouro, na compostura de vestes, mas o homem encoberto
no corao, no incorruptvel trajo de um esprito manso e quieto, que 
precioso diante de Deus." I Ped. 3:3. Um esprito manso e tranqilo 
exaltado acima da honra ou das riquezas do mundo. O Senhor ilustra Sua
avaliao dos ricos segundo o mundo, cujas almas se envaidecem por
motivo de suas posses terrenas, pelo homem rico que destruiu os seus
celeiros e edificou outros maiores, para ter onde guardar os seus bens.
Esquecendo a Deus, deixou de reconhecer de onde procediam todas as suas
posses. Nenhum agradecimento ascendeu a seu amvel Benfeitor. Ele
felicitava a si mesmo dizendo: "Alma, tens em depsito muitos bens, para
muitos anos; descansa, come, bebe e folga." Luc. 12:19. O Mestre, que
lhe havia confiado riquezas terrenas para que beneficiasse com elas a
seu prximo e glorificasse a seu Criador, irou-Se com justia pela
ingratido dele, e disse: "Louco, esta noite te pediro a tua alma, e o
que tens preparado para quem ser? Assim  aquele que para si ajunta
tesouros e no  rico para com Deus." Luc. 12:20. Temos aqui uma
ilustrao de como o Deus infinito avalia o homem. Imensa fortuna ou
qualquer grau de riqueza no assegurar o favor de Deus. Todas essas
generosidades e bnos procedem dEle, a fim de provar e desenvolver o
carter do homem. Os homens podem ter riquezas sem limites; contudo, se
no so ricos para com Deus, se no tm interesse em obter para si o
tesouro celestial e a sabedoria de origem divina, so considerados
loucos por seu Criador, e ns os colocamos precisamente onde Deus os
coloca. O trabalho  uma Pg. 40 bno. No  possvel desfrutar sade
sem trabalho.  preciso exercitar todas as faculdades para que se
desenvolvam devidamente e para que tanto os homens como as mulheres
possuam uma mente bem equilibrada. Se os jovens houvessem recebido uma
educao cabal nos diversos ramos de trabalho, se lhes tivessem ensinado
o trabalho bem como as cincias, sua educao teria sido mais vantajosa
para eles. A constante tenso do crebro enquanto os msculos se mantm
inativos debilita os nervos, e por isso os estudantes tm um desejo
quase irresistvel de variao e de diverses estimulantes. E quando se
vem livres, depois de um confinamento de diversas horas de estudo
dirio, parecem quase selvagens. Muitos jamais foram controlados em
casa. Permitiu-se-lhes seguir as inclinaes, e crem que a restrio
das horas de estudo  uma imposio severa. No tendo nada que fazer
depois dessas horas, Satans lhes sugere os jogos e as travessuras como
variao. Sua influncia sobre outros estudantes  desmoralizadora. Os
que desfrutaram no lar dos benefcios do ensino religioso e que
ignoravam os vcios da sociedade, chegam a ser com freqncia os que
mais se relacionam com aqueles cuja mente se conformou a um molde
inferior e cujas oportunidades de adquirir cultura mental e preparao
religiosa foram muito limitadas. Acham-se em perigo, ao imiscuir-se com
companhias dessa espcie, e ao respirar uma atmosfera que no 
enobrecedora, mas, pelo contrrio, tende a rebaixar e degradar a
moralidade, de descer ao mesmo nvel que seus companheiros. O deleite de
um grande nmero de estudantes  divertir-se nas horas livres. E
muitssimos dos que deixam o lar inocentes e puros tornam-se corruptos
por influncia de seus companheiros de escola.
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levada a perguntar: Deve-se sacrificar tudo o que  valioso em nossos
jovens a fim de dar-lhes uma educao colegial? Se tivesse havido
estabelecimentos agrcolas e industriais ligados a nossas escolas, e se
houvessem sido empregados professores competentes para educar os jovens
nos Pg. 41 diversos ramos de estudo e de trabalho, dedicando parte do
tempo dirio ao aperfeioamento mental e outra parte ao trabalho fsico,
haveria agora uma classe mais elevada de jovens a entrar em cena e a
exercer influncia na modelao da sociedade. Muitos dos jovens que se
graduassem em tais instituies sairiam de l com estabilidade de
carter. Teriam perseverana, fortaleza e coragem para sobrepor-se aos
obstculos, e nobres princpios que no os deixariam ser desviados por
ms influncias, por mais populares que fossem. Deveria ter havido
professoras experientes para dar aulas s jovens no departamento
culinrio. As moas deveriam ter aprendido a confeccionar roupas, a
cortar, fazer e consertar artigos de vesturio, instruindo-se assim nos
deveres prticos da vida. Deveria haver estabelecimentos em que os
jovens pudessem aprender diversos ofcios, que pusessem em atividade
tanto os msculos como as faculdades mentais. Se os jovens no podem
adquirir mais que uma educao unilateral, qual  mais importante: o
conhecimento das cincias, com todas as suas desvantagens para a sade e
a vida, ou a aprendizagem do trabalho para a vida prtica? Respondemos
sem titubear: O ltimo. Se um deles tiver de ser abandonado, que o seja
o estudo dos livros. H muitas jovens casadas e com filhos, que possuem
bem pouco conhecimento prtico dos deveres pertinentes a uma esposa e
me. Lem e sabem tocar um instrumento musical, mas no sabem cozinhar.
No sabem fazer um bom po, to essencial para a sade da famlia. No
sabem cortar e confeccionar vestidos, pois nunca aprenderam a faz-lo.
Consideravam estas coisas sem importncia, e em sua vida de casadas
dependem tanto de alguma outra pessoa que realize estas coisas para
elas, como seus prprios filhinhos.  esta indesculpvel ignorncia no
tocante aos deveres mais imprescindveis da vida que torna infelizes a
muitssimas famlias. O conceito de que o trabalho  degradante para a
vida social levou para a sepultura a milhares que poderiam haver vivido.
Os que fazem unicamente trabalho manual, Pg. 42 labutam com freqncia
em excesso, sem perodos de descanso; ao passo que a classe intelectual
sobrecarrega o crebro e sofre por falta do saudvel vigor proporcionado
pelo trabalho fsico. Se a classe intelectual quisesse partilhar at
certo ponto do fardo da classe operria, fortalecendo assim os msculos,
a classe operria poderia fazer menos e dedicar uma parte de seu tempo 
cultura mental e moral. Os que se ocupam em atividades sedentrias e
literrias devem fazer exerccio fsico, mesmo que no necessitem
trabalhar para viver. A sade deve ser um incentivo suficiente para
induzi-los a unir o trabalho fsico ao mental. A cultura moral,
intelectual e fsica deve ser combinada a fim de produzir homens e
mulheres bem desenvolvidos e equilibrados. Alguns esto habilitados para
realizar maior esforo intelectual que outros, ao passo que h pessoas
inclinadas a amar e desfrutar o trabalho fsico. Ambas essas classes
devem procurar corrigir suas deficincias, para poderem apresentar a
Deus todo o ser, como sacrifcio vivo, santo e agradvel, que  o seu
culto racional. Os hbitos e costumes da sociedade amiga da moda no
devem regular o seu modo de ao. O inspirado apstolo Paulo acrescenta:
"E no vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovao
do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradvel
e perfeita vontade de Deus." Rom. 12:2. A mente de homens pensantes
trabalha demasiado. Freqentemente eles usam suas faculdades mentais
prodigamente, ao passo que h uma outra classe cujo mais elevado alvo na
vida  o trabalho fsico. Esta ltima classe no exercita a mente. Seus
msculos so postos em atividade, enquanto o crebro  privado de fora
intelectual, do mesmo modo que a mente dos pensadores  posta a
trabalhar, enquanto o corpo  fraudado em fora e vigor por
negligenciarem o exerccio dos msculos. Os que se contentam em devotar
a vida ao trabalho fsico, e deixam que outros faam por eles a parte
mental, enquanto simplesmente levam a cabo o que outros crebros
planejaram, tero fora muscular, mas intelecto deficiente. Sua Pg. 43
influncia para o bem  pequena em comparao com o que poderiam fazer
se usassem o crebro como usam os msculos. Esta classe  vencida mais
prontamente se atacada por enfermidade, visto que o organismo 
vitalizado pela fora eltrica do crebro para resistir a doenas.
Homens que tm boas faculdades fsicas deviam educar-se para pensar bem
como para agir, e no ficar na dependncia de que outros sejam crebros
para eles.  erro popular por parte de uma grande classe considerar o
trabalho coisa degradante. Da que os jovens se mostram ansiosos por
educar-se a fim de se tornarem professores, clrigos, comerciantes,
advogados, de modo que possam ocupar praticamente qualquer posio que
no requeira esforo fsico. Moas consideram o trabalho domstico como
medocre. E embora o exerccio fsico requerido na realizao de
trabalho caseiro, desde que no demasiado severo, destine-se a promover
a sade, preferem buscar a educao que as habilite como professoras ou
secretrias, ou aprender alguma profisso que as confine ao trabalho
sedentrio dentro de uma sala. O colorido da sade desaparece-lhes das
faces e tornam-se vtimas da enfermidade, pois tm falta de exerccio
fsico e pervertem os seus hbitos em geral. Tudo isto porque  moda!
Apreciam a vida delicada, que debilita e arruna. Na verdade, existem
alguns motivos para que as jovens no decidam empregar-se em trabalhos
domsticos, pois os que contratam pessoas para cozinheira, tratam-nas
geralmente como servas. Seus patres, com freqncia, no as respeitam e
lidam com elas como se fossem indignas de ser membros de sua famlia.
No lhes do os privilgios que concedem  costureira,  datilgrafa e 
professora de msica. Mas no pode haver melhor ocupao que os
trabalhos domsticos. Cozinhar bem, apresentar sobre a mesa alimentos
saudveis, de maneira atraente, requer inteligncia e experincia. A
pessoa que prepara o alimento a ser introduzido em nosso estmago a fim
de converter-se em sangue para nutrir o organismo, ocupa uma posio
muito importante e elevada. A posio de datilgrafa, costureira
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Pg.
44 ou professora de msica no pode igualar-se em importncia  da
cozinheira. O que se disse acima  uma afirmao do que poderia ter sido
feito mediante um sistema de educao apropriado. O tempo  agora
demasiado curto para levar a cabo o que poderia ter sido realizado nas
geraes passadas; mas podemos fazer muito, mesmo nestes ltimos dias,
para corrigir os males existentes na educao da juventude. E visto que
o tempo  curto, devemos ser fervorosos e trabalhar zelosamente para dar
aos jovens a educao compatvel com nossa f. Somos reformadores.
Desejamos que nossos filhos estudem com o maior proveito. A fim de
realizar isto  necessrio dar-lhes uma ocupao que ponha os msculos
em atividade. O trabalho dirio e sistemtico deve constituir uma parte
da educao dos jovens, mesmo nesta poca tardia. Pode-se ganhar muito
agora associando-se o trabalho com as escolas. Seguindo este plano, os
estudantes adquiriro elasticidade de esprito e vigor de pensamento, e
sero capazes de executar mais trabalho mental, em determinado tempo, do
que o fariam estudando somente. E podero sair da escola com a
constituio fsica inalterada, e com fora e coragem para perseverar em
qualquer posio que lhes for designada pela providncia divina. Visto
que o tempo  breve, devemos labutar com diligncia e redobrada energia.
Nossos filhos talvez no ingressem numa escola superior, mas podem obter
educao nos ramos essenciais que sejam aplicados depois na vida prtica
e que daro cultura  mente e exerccio a suas faculdades. Muitssimos
jovens que fizeram um curso superior no obtiveram aquela educao
verdadeira que pudessem pr em uso na vida prtica. Talvez tenham a fama
de possuir educao superior, mas, em realidade, so apenas ignorantes
educados. H muitos jovens cujos servios Deus aceitaria se se
consagrassem a Ele sem reservas. Caso empregassem no servio de Deus as
faculdades mentais que usam para seu servio e para adquirir bens
materiais, seriam obreiros fervorosos, perseverantes e de xito na vinha
do Senhor. Muitos de nossos Pg. 45 jovens deviam voltar a ateno para
o estudo das Escrituras, para que Deus possa us-los em Sua causa. No
se tornam, porm, to versados no conhecimento espiritual como nas
coisas temporais; deixam, portanto, de realizar a obra de Deus que
poderiam fazer de maneira aceitvel. H to-somente uns poucos para
admoestar os pecadores e ganhar almas para Cristo, quando deveria haver
muitos. Nossos jovens geralmente so sbios em assuntos mundanos, mas
no so entendidos no tocante s coisas do reino de Deus. Poderiam
concentrar a mente num conduto celestial, divino, e andar na luz,
avanando de um grau de luz e poder a outro, at conseguir trazer
pecadores a Cristo e dirigir os incrdulos e desalentados a uma
brilhante senda voltada para o Cu. E quando a luta houver terminado,
poderiam receber as boas-vindas para o gozo de seu Senhor. Os jovens no
devem ocupar-se na obra de explicar as Escrituras e fazer prelees
sobre as profecias, quando no conhecem a fundo as importantes verdades
bblicas que procuram explicar a outros. Podem ser deficientes nos ramos
comuns de educao e deixar, portanto, de realizar o bem que
conseguiriam fazer se houvessem desfrutado as vantagens de uma boa
escola. A ignorncia no aumenta a humildade ou a espiritualidade de
qualquer professo seguidor de Cristo. As verdades da Palavra divina
podem ser melhor apreciadas pelo cristo intelectual. Cristo pode ser
melhor glorificado por aqueles que O servem inteligentemente. O grande
objetivo da educao  habilitar-nos a usar as faculdades que Deus nos
deu, de tal maneira que exponha melhor a religio da Bblia e promova a
glria de Deus. Somos devedores quele que nos deu a existncia, de
todos os talentos que nos foram confiados; e temos o dever para com
nosso Criador de cultivar e aperfeioar os talentos que Ele confiou a
nosso cuidado. A educao disciplinar a mente, desenvolver suas
faculdades e as dirigir de modo inteligente, para que sejamos teis em
promover a glria de Deus. Necessitamos de uma escola na qual aqueles
que entram no ministrio pastoral possam pelo menos receber Pg. 46
instruo nos ramos comuns de educao, e onde aprendam tambm com mais
perfeio as verdades da Palavra de Deus para este tempo. Em conexo com
estas escolas deve haver prelees sobre as profecias. Os que realmente
possuem boas aptides que Deus aceitar para o trabalho em Sua vinha,
receberiam grande benefcio de uma instruo de apenas alguns meses em
tais escolas. Testimonies, vol. 3, pgs. 131-160. 2 Cristo Como Educador
Pg. 47 A mente humana  suscetvel do mais elevado cultivo. Uma vida
devotada a Deus no deve ser uma vida de ignorncia. Muitos falam contra
a instruo, devido a ter Jesus escolhido incultos pescadores para
pregar Seu evangelho. Afirmam haver Ele mostrado preferncia pelos
ignorantes. Muitos homens instrudos e de destaque acreditaram em Seus
ensinos. Houvessem estes, destemidamente, obedecido s convices da
conscincia, e hav-Lo-iam seguido. Suas aptides teriam sido aceitas e
empregadas no servio de Cristo, caso as houvessem oferecido. No
tiveram, no entanto, fora moral, em presena dos severos sacerdotes e
ciumentos prncipes, para confessar a Cristo e arriscar a prpria
reputao, ligando-se ao humilde Galileu. Aquele que conhecia o corao
de todos, compreendeu isto. Se os educados e nobres no queriam fazer a
obra que se achavam habilitados a executar, Cristo escolheria homens que
haviam de ser obedientes e fiis no cumprimento de Sua vontade. Escolheu
homens humildes e uniu-os a Si, a fim de os educar para levar avante na
Terra a grande obra, quando os houvesse de deixar. Cristo era a luz do
mundo. A fonte de todo o conhecimento. Era capaz de habilitar os
ignorantes pescadores para receber a mais alta comisso que lhes queria
confiar. As lies da verdade, ministradas a esses modestos homens, eram
de grande significao. Deviam abalar o mundo. Parecia coisa simples
Jesus ligar essas humildes pessoas a Si; foi, porm, um acontecimento
que produziu estupendos resultados. Suas palavras e obras deviam
revolucionar o mundo.                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Jesus no desprezava a educao. A
mais alta cultura do esprito, quando santificada mediante o amor e o
temor de Deus, recebe Sua inteira aprovao. Os humildes homens
escolhidos por Cristo estiveram com Ele por trs anos, sujeitos 
enobrecedora Pg. 48 influncia da Majestade do Cu. Cristo foi o maior
educador que o mundo j conheceu. Deus aceitar a juventude com seus
talentos e a opulncia de suas afeies, caso a Ele se consagrem. -lhes
possvel atingir o mais elevado grau de grandeza intelectual; e, se
forem equilibrados pelos princpios religiosos, podero levar avante a
obra que Cristo veio do Cu efetuar, sendo assim coobreiros do Mestre.
Os alunos de nosso Colgio tm valiosos privilgios, no somente de
obter conhecimentos de cincias, mas tambm de aprender a cultivar e pr
em prtica virtudes que lhes proporcionaro carter simtrico. So os
responsveis agentes morais de Deus. Os talentos da fortuna, da posio
e da inteligncia, so por Deus dados ao homem, em depsito, a fim de
serem sabiamente aproveitados. Esses vrios depsitos Ele distribuiu
proporcionalmente s conhecidas faculdades e aptides de Seus servos - a
cada um a sua obra. O Doador espera retribuies proporcionais s
ddivas. O dom mais humilde no deve ser desprezado ou permanecer
inativo. O pequeno regato no diz: No correrei mais em meu leito
estreito porque no sou um rio caudaloso. As hastes de capim no se
negam a crescer pelo fato de no serem rvores da floresta. A lmpada
no recusa emitir sua pequena luz porque no  uma estrela. A Lua e as
estrelas no recusam brilhar por no possurem a brilhante luz do Sol.
Cada pessoa tem sua prpria esfera e vocao peculiares. Os que tiram o
mximo proveito das oportunidades que lhes foram dadas por Deus
devolvero ao Doador, por meio de seu desenvolvimento, juros
proporcionais ao capital aplicado. O Senhor no galardoa a grande
quantidade de trabalho. Ele no considera a grandeza da obra da mesma
maneira que a fidelidade com que  realizada. Os servos bons e fiis so
recompensados. Ao cultivarmos as faculdades que Deus nos concedeu aqui,
aumentaremos em conhecimento e percepo, e seremos habilitados a
compreender e apreciar a vida imortal. Os que tm abusado dos
privilgios que Deus lhes d nesta vida, e Pg. 49 que se contentam com
a sua ignorncia, tendo a mente completamente ocupada com assuntos
insignificantes para si mesmos ou para os outros, no compreendero a
responsabilidade pessoal, no subjugaro as ms tendncias nem
fortalecero nobres resolues para uma vida mais pura, elevada e santa.
Os jovens devem educar-se para o mundo futuro. Perseverana na aquisio
de conhecimento, controlada pelo temor e amor de Deus, dar-lhes-
crescente poder para o bem nesta vida, e os que tirarem o mximo
proveito de seus privilgios para alcanar aqui as mais elevadas
realizaes, levaro estas valiosas aquisies consigo para a vida
futura. Buscaram e obtiveram o que  imperecvel. A capacidade para
apreciar as glrias que "o olho no viu, e o ouvido no ouviu", (I Cor.
2:9) ser proporcional s realizaes alcanadas mediante o cultivo das
faculdades, nesta vida. Os que esvaziarem o corao de toda vaidade e
escria, pela graa de Deus podero purificar as cmaras da mente,
tornando-a um tesouro de conhecimento, pureza e verdade. E ela estar
constantemente estendendo-se alm dos estreitos limites do pensamento
mundano, para a vastido do Infinito. A justia e a misericrdia de Deus
sero reveladas s percepes morais. Ser discernido o nefando carter
do pecado, com seus resultados. O carter de Deus, Seu amor manifestado
na ddiva de Seu Filho para morrer pelo mundo, e a beleza da santidade,
so excelsos assuntos para meditao. Fortalecero o intelecto e poro o
homem em ntima comunho com o Infinito. Review and Herald, 21 de junho
de 1877. 3 Um Apelo a Nossos Estudantes Pg. 50 Temos tido muitos
receios de que os estudantes que freqentam o Colgio de Battle Creek
deixem de receber todo o benefcio possvel, no sentido da cultura
religiosa, das famlias que lhes fornecem alojamento. Algumas famlias
no desfrutam as agradveis influncias da religio de Cristo, embora
sejam cristos professos. A influncia que esta classe de pessoas exerce
sobre os estudantes  mais censurvel do que a daqueles que no tm
pretenses de piedade. Esses formalistas irreligiosos e irresponsveis
podem apresentar-se ao mundo com aparatosa folhagem, enquanto, assim
como a figueira estril, esto inteiramente destitudos daquilo a que
nosso Salvador s d valor - fruto para Sua glria. Nada sabem a
respeito da obra realizada no corao pela graa de Deus. Tais pessoas
exercem perniciosa influncia sobre todos aqueles com quem se associam.
Deveria haver comisses para ver se os lares providos para os estudantes
no pertencem a meros formalistas, que no sentem responsabilidade pelas
almas dos queridos jovens. Muito se pode fazer pelos que se acham
privados das suaves e subjugantes influncias do crculo domstico. O
esprito manifestado por muitos revela que a linguagem do corao :
"'sou eu guardador do meu irmo?' Gn. 4:9. No tenho qualquer encargo
ou responsabilidade  parte de minha prpria famlia. No tenho qualquer
encargo ou interesse especial pelos estudantes que ocupam quartos em
minha casa." Gostaria de perguntar a estas pessoas se elas tm encargos
e sentem responsabilidades para com seus prprios filhos. Lamento ver
to pouca ansiedade da parte de alguns pais, de que todas as influncias
que circundam os seus filhos sejam favorveis  formao do carter
cristo; mas os que sentem peso de alma por seus prprios queridos no
devem restringir egoistamente seu interesse a sua prpria famlia. Jesus
 nosso exemplo em todas as coisas; no nos deu, porm, qualquer exemplo
de semelhante egosmo manifestado por muitos que professam ser Seus
seguidores. Pg. 51 Se permanecemos em Cristo e Seu amor permanece em
ns, amaremos aqueles por quem Cristo morreu; pois Ele ordenou que Seus
seguidores amassem uns aos outros, assim como Ele os amou. Os que
professamos o Seu nome obedecemos a este
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preceito? Se falharmos neste ponto, tambm falharemos nos outros.
Houvesse Cristo procurado Seu benefcio, convenincia e prazer, o mundo
teria sido deixado a perecer em seu pecado e corrupo. Uma estranha
indiferena para com a salvao de almas parece ter-se apoderado de
muitos cristos professos. Pecadores podem estar perecendo em toda parte
ao seu redor, mas no tm particular interesse na questo. Ser que
Cristo dir a estes indiferentes: "Bem est, servo bom e fiel. Entra no
gozo do teu Senhor"? Mat. 25:21 A alegria de Cristo consiste em ver
almas redimidas pelo sacrifcio que Ele fez em seu favor. Rapazes e
moas que no esto sob as influncias de um lar, precisam de algum que
cuide deles e que por eles manifeste algum interesse; e os que isso
fazem, esto suprindo uma grande falta, e verdadeiramente tanto esto
fazendo uma obra para Deus e a salvao de almas, como o pastor no
plpito. Esta obra de desinteressada beneficncia em trabalhar para o
bem da juventude, no  nada mais do que aquilo que Deus requer de cada
um de ns. Com que fervor deve o cristo experiente trabalhar para
evitar a formao dos hbitos que mancham indelevelmente o carter!
Tornem os seguidores de Cristo a Palavra de Deus atrativa para os
jovens. Seja o vosso prprio carter, abrandado e subjugado pelas
belezas da santidade, um constante sermo dirio para os jovens. No
manifesteis um esprito de murmurao; mas conquistai-os para santidade
de vida e obedincia a Deus. Alguns crentes professos, com seu mau
humor, repelem os jovens. O corao dos jovens  agora como cera
impressionvel, e podeis lev-los a admirar o carter cristo; dentro de
alguns anos, porm, a cera poder transformar-se em granito. Solicito
aos professos cristos de Battle Creek como igreja e como indivduos:
Assumi as responsabilidades que Deus vos confiou. Andai pessoalmente com
Deus; e exercei uma influncia Pg. 52 sobre os jovens que os preserve
de cair sob as mltiplas tentaes apresentadas de modo atrativo para
seduzir os jovens desta gerao. Satans est levando vantagem sobre o
professo povo de Deus. Eles parecem estar inconscientes dos perigos dos
jovens e da runa que os ameaa. Satans ostenta exultantemente suas
vitrias sobre os jovens; e os que professam ser soldados da cruz
permitem que ele arrebate suas vtimas debaixo do prprio teto, e se
mostram admiravelmente resignados. Os casos de muitos so considerados
irremediveis pelos que no estenderam uma mo ajudadora para salv-los.
Alguns deles poderiam ter sido salvos; e mesmo agora, se fosse
manifestado apropriado interesse por eles, ainda poderiam ser
alcanados. O que possumos ns, que no tenha sido recebido? Somos
devedores a Cristo por toda habilidade, toda virtude, todo bom
pensamento e toda ao correta. Por ns mesmos no temos nada de que
vangloriar-nos. Com submisso e humildade, prostremo-nos aos ps da
cruz; e que todas as nossas palavras e atos sejam de molde a conquistar
outros para Cristo, e no a impeli-los para mais longe dEle. Dirijo-me a
vs que residis no grande centro da obra. No podeis ser formalistas
descuidosos e irreverentes exclusivamente para vs mesmos. Muitas
testemunhas esto olhando para vs, e muitos pautam a sua conduta pela
vossa. Uma vida irreligiosa no s sela a vossa prpria condenao, mas
arruna tambm a outros. Vs que viveis onde tm de ser mantidos to
grandes interesses, deveis ser homens expeditos, fiis sentinelas, que
nunca deixem de estar de prontido. Um momento descuidado passado em
comodismo egosta ou em satisfao prpria pode conceder ao inimigo uma
vantagem que anos de penoso labor no consigam reparar. Os que escolhem
Battle Creek como seu lar devem ser homens e mulheres de f e orao,
leais aos interesses dos que os rodeiam. Sua nica segurana est em
andar com Deus. Haver diversidade de carter entre os jovens que
freqentam o Colgio de Battle Creek. Eles foram educados e
disciplinados de maneira diferente. A muitos se permitiu seguir a
inclinao de suas prprias mentes inexperientes. Os pais Pg. 53 pensam
que amam a seus filhos, mas se tm demonstrado seus piores inimigos. Tm
deixado o mal prosseguir sem restrio. Tm permitido aos filhos
acariciar o pecado, o que se assemelha a acariciar e mimar uma vbora,
que no somente picar a vtima que a acaricia, mas tambm a todos
aqueles com quem esta se relaciona. Alguns desses filhos mimados se
encontram entre os estudantes que freqentam nosso colgio. Os
professores e todos os que se interessam pelos estudantes e desejam
ajud-los tm a no invejvel tarefa de procurar auxiliar a essa classe
de jovens insubmissos. No estiveram sujeitos a seus pais no lar, e no
fazem uma idia do que  ter um dirigente na escola ou nos lares em que
se hospedam. Quanta f, pacincia, graa e sabedoria so necessrias
para lidar com esses jovens negligenciados e de que se deve ter muita
comiserao! Os pais enganados talvez se coloquem at ao lado dos filhos
contra a disciplina da escola e do lar. Querem impedir os outros de
cumprir o dever que Deus deles requer e que negligenciaram abertamente.
Quanta sabedoria divina  necessria para lidar com justia e amar a
misericrdia sob tais circunstncias difceis! Quo difcil  equilibrar
na direo certa a mentes deturpadas por esse desleixo! Alguns no tm
sido reprimidos, ao passo que outros tm sido governados em demasia; e
quando esto longe das vigilantes mos que mantinham rigorosamente as
rdeas do controle, deixando o amor e a misericrdia fora de cogitao,
decidem no receber ordens de ningum. Desdenham at da prpria idia de
restrio. Os que tm a difcil tarefa de educar esses jovens e
moldar-lhes o carter acaso no devem ser objeto das constantes oraes
dos filhos de Deus? Cuidados, encargos e pesadas responsabilidades devem
ser o quinho do professor consciencioso e temente a Deus, bem como dos
prestimosos pais e mes em Israel que residem em Battle Creek. Todos os
cristos sinceros, que apreciam as almas pelas quais Cristo morreu,
faro grandes esforos a fim de fazer tudo o que estiver ao seu alcance
para corrigir at mesmo os erros e as negligncias dos pais naturais. Os
professores sentiro que recai sobre eles o dever de apresentar os seus
Pg. 54 alunos diante do mundo e de Deus com carter simtrico e mente
bem equilibrada. Mas os professores no podem arcar com todo esse fardo,
e no se deve esperar que s eles sejam responsveis pelas boas maneiras
e moral elevada de seus alunos. Toda famlia que prov alojamento para
eles deve ter regras a que precisam sujeitar-se. No constituir um ato
de bondade para                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet eles ou seus pais permitir que formem
hbitos desordenados e que destruam ou danifiquem a moblia. Se tm
exuberante vivacidade e excesso de energia, que faam vigoroso trabalho
manual at que o cansao os incentive a apreciar o descanso em seus
quartos. Os quartos de alguns estudantes no ano passado deram uma
impresso desfavorvel de seus ocupantes. Se os estudantes so
grosseiros e rudes, seus quartos com freqncia evidenciam este fato.
Brincadeiras arrojadas, gargalhadas ruidosas e ficar acordado at altas
horas da noite no deve ser tolerado pelos que alugam quartos. Se
relevam tal procedimento da parte dos estudantes, causam-lhes um grave
dano, e tornam-se, em grande medida, responsveis pela m conduta. Os
quartos dos estudantes devem ser visitados freqentemente, para ver se
so favorveis  sade e ao conforto, e para verificar se todos esto
vivendo de acordo com os regulamentos da escola. Deve-se indicar
qualquer desleixo, e labutar fielmente em favor dos estudantes. Caso
sejam insubordinados e no queiram ser controlados,  melhor que voltem
para casa, e a escola estar em melhor situao sem eles. Nosso colgio
no deve ficar depravado por causa de alguns estudantes indisciplinados.
Muitos colgios em nosso pas so lugares em que os jovens correm o
perigo de se tornarem imorais e depravados por meio dessas ms
associaes. As associaes de nossos estudantes so uma questo
importante, e no devem ser negligenciadas. Muitos que chegam a nosso
colgio so cristos professos. Deve-se manifestar especial interesse
por eles e encoraj-los em seus esforos por levar uma vida crist.
Tanto quanto possvel, devem ser protegidos contra as tentaes que
assaltam os jovens Pg. 55 em todo lugar a que se volvam. Para os que
tiveram anos de experincia, as tentaes que derrotam esses jovens
talvez paream to leves e insignificantes que sejam levados a retirar
suas simpatias dos que so tentados e provados. Isto est errado. Sua
prpria vida e experincia inicial talvez tenham sido at mais instveis
do que as dos jovens a quem censuram por suas debilidades. Muitos que
professam ser seguidores de Cristo so fracos do ponto de vista moral.
Jamais foram heris da cruz, e so desviados com facilidade de sua
lealdade a Deus por prazeres ou diverses egostas. Tais pessoas
precisam ser ajudadas. No devem depender do acaso na escolha de seus
companheiros e colegas de quarto. Os que amam e temem a Deus devem levar
sobre a alma o peso destes casos e agir discretamente ao modificar
associaes desfavorveis. Jovens cristos que propendem a ser
influenciados por parceiros irreligiosos devem ter como companheiros a
indivduos que fortaleam as boas resolues e as inclinaes
religiosas. Um jovem bem disposto e com pendores religiosos, e mesmo
aquele que professa religio, pode perder as suas impresses religiosas
pela associao com algum que fala desdenhosamente das coisas sagradas
e religiosas, que talvez escarnea delas, e que tem falta de reverncia
e escrpulo. Um pouco de fermento leveda toda a massa. Alguns so fracos
na f; se forem colocados, porm, junto com bons colegas de quarto, que
exeram forte influncia em favor do que  direito, podem ser impelidos
na direo certa, obter uma valiosa experincia religiosa, e ser
bem-sucedidos na formao do carter cristo. Quisera que nossos irmos
e irms velassem pelas almas, como quem deve prestar contas. Minha mente
tem estado muito ocupada com este assunto. Insisto com os que professam
a Cristo sobre a necessidade de se revestirem de toda a armadura,
trabalhando ento em favor de nossos jovens que freqentam o Colgio de
Battle Creek. Talvez no precisem tanto de sermes e longas prelees
recriminativas, como de genuno interesse. Mostrai-lhes por vossas obras
que os amais e que tendes cuidado por sua alma. Pg. 56 Se
manifestsseis para os tenros jovens que agora esto vindo para Battle
Creek, os quais so lanados nos prprios braos da igreja, metade do
cuidado que tendes pelos vossos interesses temporais, podereis
prend-los a vs pelos mais fortes laos de simpatia; e vossa influncia
sobre eles seria um poder para o bem. Review and Herald, 21 de fevereiro
de 1878. 4 Pensamentos Sobre Educao Pg. 57 Nenhuma obra j
empreendida pelo homem requer maior cuidado e habilidade do que o devido
ensino e educao dos jovens e das crianas. No h influncias to
poderosas como as que nos cercam em nossos primeiros anos. Diz o sbio:
"Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, at quando
envelhecer, no se desviar dele." Prov. 22:6. A natureza do homem 
trplice, e o ensino recomendado por Salomo abrange o devido
desenvolvimento das faculdades fsicas, intelectuais e morais. Para
poderem realizar corretamente essa obra, pais e professores devem
compreender eles mesmos "o caminho em que a criana deve andar". Isso
envolve mais do que o conhecimento de livros ou o aprendizado das
escolas. Abrange a prtica da temperana, da bondade fraternal e da
piedade; o desempenho de nossos deveres para com ns mesmos, para com os
nossos semelhantes e para com Deus. Deve o ensino das crianas ser
dirigido num princpio diferente do que governa o ensino de animais
irracionais. Os animais devem apenas ser acostumados a submeter-se a seu
dono, mas a criana deve ser ensinada a dominar-se. A vontade precisa
ser ensinada a obedecer aos ditames da razo e da conscincia. Pode a
criana ser to disciplinada que, como o animal, no tenha vontade
prpria, perdendo-se a sua individualidade na do mestre. Tal ensino 
insensato, e desastrosos os seus efeitos. As crianas assim educadas,
sero deficientes na firmeza e deciso. No so ensinadas a agir por
princpio; a faculdade do raciocnio no  fortalecida pelo exerccio.
Tanto quanto possvel, deve cada criana ser ensinada a ter confiana em
si mesma. Pondo em exerccio as vrias faculdades, aprender onde  mais
forte e em que  deficiente. O instrutor sbio dar especial ateno ao
desenvolvimento dos traos mais fracos, para que a criana possa formar
um carter bem equilibrado e harmonioso. Em algumas escolas e famlias,
as crianas parecem bem Pg. 58                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet educadas, enquanto se acham sob a
disciplina imediata, mas quando o sistema que as manteve apegadas a
regras estabelecidas se desfaz, parecem ser incapazes de pensar, agir ou
decidir por si mesmas. Se houvessem sido ensinadas a exercer seu juzo
prontamente e ao mximo, o mal teria sido evitado. Foram, porm,
dominadas por tanto tempo pelos pais ou professores, que dependem
inteiramente deles. O que procura fazer com que a individualidade de
seus alunos venha a imergir na dele, de modo que a razo, o juzo e a
conscincia sejam submetidos a seu controle, assume desautorizada e
tremenda responsabilidade. Os que ensinam os alunos a sentir que neles
est o poder para se tornarem homens e mulheres honrados e teis, sero
os que tm xito mais permanente. Talvez sua obra no se mostre ao
descuidoso observador sob o aspecto mais vantajoso, nem seja to
altamente apreciada como a do mestre que mantm absoluto controle, mas a
vida futura dos alunos manifestar os resultados do melhor sistema de
educao. H perigo de tanto os pais como os professores comandarem e
ditarem demasiadamente, ao passo que deixam de se pr suficientemente em
relaes sociais com os filhos e alunos. Mantm-se muito reservados, e
exercem sua autoridade de maneira fria, destituda de simpatia, que
tende a repelir, ao invs de conquistar a confiana e a afeio. Caso
reunissem os filhos com mais freqncia bem junto a si, e manifestassem
interesse em suas atividades, e mesmo em suas brincadeiras,
conquistariam o amor e a confiana dos pequeninos, e a lio de respeito
e obedincia seria aprendida com muito mais facilidade; pois o amor  o
melhor mestre. Um interesse similar manifestado aos jovens produzir os
mesmos resultados. O corao da juventude  pronto em responder ao toque
de simpatia. Nunca se deve esquecer que o professor tem de ser o que
deseja que os seus alunos se tornem. Por conseguinte, seus princpios e
hbitos devem ser considerados como tendo at maior importncia do que
suas habilitaes intelectuais. Deve ser um homem que teme a Deus e
sinta a responsabilidade de Sua obra. Deve compreender Pg. 59 a
importncia do preparo fsico, mental e moral, e dar a devida ateno a
cada um deles. Quem deseja controlar os alunos precisa controlar
primeiro a si mesmo. Para granjear-lhes o amor, deve mostrar pela
fisionomia, palavras e atos que seu corao se acha repleto de amor por
eles. Ao mesmo tempo, porm, firmeza e deciso so indispensveis na
obra de formar hbitos corretos e desenvolver carter nobre. O preparo
fsico deve ocupar um lugar importante em todo sistema de educao. 
dever dos pais e professores relacionar-se com o organismo humano e as
leis pelas quais  governado, e, tanto quanto possvel, assegurar a seus
filhos e alunos a maior de todas as bnos terrenas: "Mente s em corpo
so." Morrem anualmente milhares de crianas, e muitas outras so
deixadas para levar uma vida de infortnio, talvez de pecado, devido 
ignorncia ou negligncia de pais e professores. Muitas mes gastam
horas e mesmo dias em trabalho desnecessrio, meramente para ostentao,
e no tm tempo para obter a informao necessria que as habilite a
preservar a sade de seus filhos. Entregam o corpo dos filhos aos
cuidados do mdico, e a alma aos cuidados do pastor, para que possam
continuar tranqilamente a prestar culto  moda. Familiarizar-se com o
maravilhoso mecanismo do corpo humano, compreender a dependncia de um
rgo para com outro, para salutar atividade de todos,  uma ocupao em
que no tm interesse. Pouco sabem acerca da influncia recproca da
mente e do corpo. A prpria mente, esse maravilhoso dom que une o finito
com o infinito, no  compreendida por elas. Por geraes, o sistema de
educao popular, especialmente para as crianas, tem sido prejudicial 
sade e  prpria vida. Crianas novas tm passado cinco ou at seis
horas por dia em salas mal ventiladas ou sem suficiente largueza para a
saudvel acomodao dos alunos. O ar dessas salas fica em breve
envenenado para os pulmes que o inalam. E ali os pequeninos, com um
corpo ativo e Pg. 60 inquieto, e uma mente no menos ativa e inquieta,
tm permanecido ociosos durante os longos dias de vero, quando o belo
mundo exterior os convidava a colher sade e felicidade com os pssaros
e as flores. Muitas crianas tm, quando muito, uma tnue ligao com a
vida. O confinamento na escola torna-as nervosas e doentias. Seu corpo
definha por falta de exerccio e por exausto do sistema nervoso. Se a
lmpada da vida se apaga, pais e professores nem sequer suspeitam que
tiveram algo que ver com a extino da centelha vital. Essa dolorosa
perda  considerada como especial determinao da Providncia, quando a
verdade  que inescusvel ignorncia e negligncia das leis naturais
destruram a vida dessas crianas. Era desgnio de Deus que vivessem
fruindo sade e vigor, para desenvolver um carter puro, nobre e belo,
para glorific-Lo nesta vida e para louv- Lo eternamente na vida
futura. Quem pode calcular o nmero de vidas que tm sido arruinadas por
cultivar as faculdades intelectuais em detrimento das faculdades
fsicas? A atitude de pais e mestres imprudentes, estimulando a mente da
juventude por meio de lisonja ou temor, tem sido fatal para muitos
alunos promissores. Em vez de incit-los com todos os incentivos
possveis, o mestre sensato reprimir um pouco a mente demasiado ativa,
at que a constituio fsica se torne suficientemente forte para
suportar o esforo mental. Para que os jovens possam ter sade e
alegria, que dependem do normal desenvolvimento fsico e mental, deve-se
ter o cuidado de regular devidamente o estudo, o trabalho e a recreao.
Os que se aplicam ao estudo em detrimento do exerccio fsico,
prejudicam a sade ao fazer isso. H um desequilbrio na circulao,
recebendo o crebro sangue em demasia, e as extremidades muito pouco.
Seus estudos devem ser limitados a um nmero apropriado de horas,
dedicando-se ento o tempo a trabalho ativo ao ar livre. s crianas
deve-se permitir correr e brincar fora de casa, desfrutando o ar fresco
e puro, e a vivificante luz solar. Pg. 61 Estabelea-se no comeo da
vida o fundamento de uma forte constituio fsica. Os pais devem ser os
nicos professores de seus filhos at atingirem oito ou dez anos de
idade. Tenha a me menos cuidado pelo que  artificial, recuse dedicar
suas faculdades  escravido do exibicionismo da moda, e reserve tempo
para cultivar em si mesma e nos filhos o amor pelas belas coisas da
Natureza. Chame a ateno deles para as glrias difundidas nos cus,
para os milhares de belas formas que adornam a
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Terra, e fale ento para eles a respeito dAquele que criou tudo isso.
Poder conduzir assim sua tenra mente para o Criador e despertar em seu
corao reverncia e amor para com o Doador de todas as bnos. Os
campos e as colinas - a sala de audincias da Natureza - devem ser a
sala de aula das crianas; os tesouros naturais, seu livro. As lies
assim inculcadas na mente deles no sero esquecidas com facilidade. As
obras de Deus na Natureza encerram lies de sabedoria e dons de cura
para todos. As variegadas cenas das estaes peridicas apresentam
constantemente novos indcios de Sua glria, de Seu poder e amor. Seria
bom que os estudantes mais velhos, enquanto se esforam por adquirir as
habilidades e a cultura dos homens, tambm buscassem mais da sabedoria
de Deus - aprender mais acerca das leis divinas, tanto naturais como
morais. Na obedincia a essas leis h vida e felicidade, neste mundo e
no mundo por vir. Review and Herald, 10 de janeiro de 1882. 5 Uma Visita
a College City Pg. 62 H algumas semanas, visitei College City
(Califrnia), para falar, a convite, sobre o assunto da temperana. A
igreja foi oferecida para a ocasio, e havia uma boa assistncia. O povo
desse lugar j tomou uma louvvel posio em favor dos princpios de
temperana. Com efeito, foi com essa condio que se estabeleceu um
colgio aqui. O terreno em que se encontra o edifcio escolar, com uma
grande rea circundante, foi doado  Igreja Crist para fins
educacionais, com a estipulao de que jamais seja aberto algum bar a
menos de cinco quilmetros do colgio. Este acordo parece ter sido
cumprido fielmente. Notamos que os jovens se achavam mais seguros ao
freqentar a escola numa tal cidade, do que onde h bares abertos dia e
noite, em cada esquina. Os regulamentos deste colgio protegem
estritamente a associao de rapazes e moas durante o perodo letivo.
S quando esses regulamentos so suspensos temporariamente, como s
vezes  o caso, podem os rapazes acompanhar as moas  entrada e  sada
das reunies pblicas. Nosso prprio colgio em Battle Creek tem
regulamentos similares, porm no to rigorosos. Eles so indispensveis
para proteger os jovens contra o perigo de namoro prematuro e casamento
insensato. Os jovens so enviados ao colgio por seus pais para obterem
educao, no para flertarem com o sexo oposto. O bem da sociedade, bem
como os mais altos interesses dos alunos, requer que no tentem escolher
um companheiro de vida enquanto seu carter ainda no se acha
desenvolvido, amadurecido o discernimento, encontrando-se eles ao mesmo
tempo privados do cuidado e guia paternos.  em virtude da falha
educao do lar que os jovens so to pouco dispostos a se submeterem 
devida autoridade. Eu sou me. Sei por isto o que digo quando afirmo que
os jovens e as crianas no esto apenas seguros Pg. 63 porm mais
felizes sob a salutar restrio, do que quando seguem suas prprias
inclinaes. Pais, vossos filhos no so protegidos convenientemente.
Nunca devem obter permisso para sair e entrar quando desejam, sem o
saberdes ou consentirdes. A irrestrita liberdade que se confere s
crianas desta poca demonstrou ser a runa de milhares. A quantos se
permite ficar nas ruas  noite, e os pais se contentam em ignorar os
companheiros de seus filhos! No raro so escolhidos companheiros cuja
influncia tende unicamente para a desmoralizao. Sob a proteo da
noite rapazes se renem em grupos para aprender suas primeiras lies em
jogos de cartas, de azar, e para fumar e bebericar vinho ou cerveja.
Filhos de pais religiosos se arriscam a entrar em bares para petiscar ou
para qualquer outra extravagncia semelhante, e assim colocam-se no
caminho da tentao. A prpria atmosfera desses ambientes est
impregnada de blasfmia e poluio. Ningum pode permanecer por muito
tempo a sem se corromper.  em virtude de tais associaes que jovens
promissores esto se tornando embriagados e criminosos.  preciso
guardar-se contra as prprias fontes do mal. Pais, a menos que saibais
que o ambiente  prprio, no permitais que vossos filhos saiam  rua
depois de cair a noite a fim de se empenharem em competies esportivas
ao ar livre ou para se encontrarem com outros rapazes com o propsito de
se divertirem. Se esta regra for rigidamente imposta, a obedincia se
tornar habitual, cessando o desejo de extravagncias. Os que esto
buscando proteger os jovens contra a tentao e prepar-los para uma
vida de utilidade, acham-se empenhados numa boa obra. Alegramo-nos em
ver, em qualquer instituio de ensino, o reconhecimento da importncia
da devida restrio e disciplina para os jovens. Oxal sejam os esforos
de todos os instrutores assim coroados de xito. Signs of the Times, 2
de maro de 1882. 6 O Lar e a Escola Pg. 64 A poca atual vangloria-se
de que nunca antes os homens possuram tantas facilidades para a
obteno de conhecimento ou manifestaram um interesse to geral pela
educao. A despeito, porm, desse alardeante progresso, existe um
esprito de insubordinao e temeridade sem paralelo na nova gerao; a
degenerao mental e moral  quase universal. A educao popular no
corrige o mal. A frouxa disciplina em muitas instituies de ensino
quase tem destrudo sua utilidade, tornando-as, nalguns casos, uma
maldio, e no uma bno. Este fato tem sido visto e deplorado, e
esto sendo feito diligentes esforos para corrigir as falhas em nosso
sistema educacional. H urgente necessidade de escolas em que os jovens
possam adquirir hbitos do domnio prprio, aplicao e confiana em si
mesmos, de respeito para com os superiores e de reverncia para com
Deus. Com tal instruo, poderemos esperar ver os jovens preparados para
honrar o seu Criador e ser uma bno para os semelhantes. Foi para
conseguir tais objetivos que se fundou o nosso Colgio de Battle Creek.
Os que procuram, porm, realizar semelhante obra verificam que seu
cometimento est repleto de numerosas e graves dificuldades. O mal que
constitui a base de todos os outros e que freqentemente neutraliza os
esforos dos melhores professores, encontra-se na disciplina do lar. Os
pais no                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet discernem a importncia de proteger os filhos
contra as sedutoras tentaes desta poca. Eles mesmos no exercem o
devido controle, e no apreciam, portanto, corretamente o seu valor.
Muitos pais e mes erram por deixarem de apoiar os esforos do fiel
professor. Os jovens e as crianas, com sua compreenso imperfeita e
juzo no desenvolvido, nem sempre conseguem entender todos os planos e
mtodos do professor. No entanto, quando transmitem em casa informaes
sobre o que  dito e feito na escola, so elas debatidas pelos pais no
crculo familiar, e o procedimento do professor  criticado sem
restrio. Pg. 65 Aqui os filhos aprendem lies que no so esquecidas
com facilidade. Todas as vezes que estiverem sujeitos a restries fora
do comum ou tiverem de aplicar-se a penoso estudo, apelaro a seus pais
imprudentes por simpatia e condescendncia. Deste modo  incentivado um
esprito de inquietao e descontentamento, a escola como um todo sofre
em resultado da influncia desmoralizadora, e o fardo do professor
torna-se muito mais pesado. A maior perda, porm,  experimentada pelas
vtimas desse desgoverno dos pais. Defeitos de carter que o devido
ensino teria corrigido, so deixados a fortalecer-se com os anos, para
danificar e talvez destruir a utilidade de seu possuidor. Por via de
regra, verifica-se que os estudantes mais propensos a queixar-se da
disciplina escolar, so os que receberam uma educao superficial.
Jamais tendo aprendido a necessidade de inteireza, encaram-na com
desagrado. Os pais tm negligenciado instruir seus filhos e filhas para
o fiel desempenho dos deveres domsticos. Permite-se que as crianas
passem o tempo brincando, enquanto o pai e a me labutam
incessantemente. Poucos jovens sentem que  seu dever arcar com uma
parte dos encargos da famlia. No lhes  ensinado que a condescendncia
com o apetite ou a busca de comodidade ou prazer no constituem o
principal objetivo da vida. O crculo familiar  a escola em que a
criana recebe suas primeiras e mais duradouras lies. Por isso devem
os pais demorar- se mais no lar. Por preceito e exemplo devem ensinar
aos filhos o amor e o temor de Deus; devem ensinar-lhes a ser
compreensivos, sociveis, afetivos; a cultivar hbitos industriosos, de
economia e abnegao. Dando aos filhos amor, simpatia e encorajamento no
lar, os pais podem prover-lhes um seguro e aprazvel refgio contra
muitas tentaes do mundo. "Falta tempo", diz o pai; "no tenho tempo de
dedicar-me  instruo de meus filhos; no tenho tempo de dedicar-me a
prazeres sociais domsticos." Ento no deveis ter tomado sobre vs a
responsabilidade de uma famlia. Privando-os do Pg. 66 tempo que lhes
pertence por direito, estais lhes roubando a educao que deviam receber
de vossas mos. Se tendes filhos, tendes uma obra a fazer, em unio com
a me, na formao do carter deles. Os que julgam ter a imperativa
obrigao de labutar em favor do melhoramento da sociedade, enquanto
seus prprios filhos crescem indisciplinados, deveriam verificar se no
se equivocaram quanto a seu dever. Sua prpria famlia  o primeiro
campo missionrio em que os pais devem labutar. Os que abandonam o
jardim do lar para que nele cresam espinhos e cardos, enquanto
manifestam grande interesse no cultivo do terreno do vizinho, esto
desprezando a Palavra de Deus. Repito:  a falta de amor e piedade, e a
negligncia de adequada disciplina no lar que suscitam tanta dificuldade
nas escolas e nos colgios. H um pavoroso estado de indiferena e
apatia entre professos cristos. Eles so insensveis, descaridosos,
implacveis. Estes maus traos, primeiro tolerados em casa, exercem sua
perniciosa influncia em todas as relaes da vida diria. Se o esprito
de bondade e cortesia fosse acalentado por pais e filhos, seria visto
tambm na relao entre o professor e o aluno. Cristo deve ser um
hspede honrado no crculo familiar, e Sua presena no  menos
necessria na sala de aula. Oxal o poder convertedor de Deus abrande e
suavize o corao de pais e filhos, professores e estudantes, e o
transforme  semelhana de Cristo. Pais e mes devem estudar o carter
dos filhos com diligncia e orao. Devem procurar reprimir e conter os
traos demasiado salientes, e estimular outros que sejam deficientes,
assegurando assim um desenvolvimento harmonioso. Isto no  uma questo
de pouca importncia. O pai talvez no considere um grande pecado
negligenciar o preparo de seus filhos; mas  assim que Deus o considera.
Os pais cristos necessitam de cabal converso a esse respeito. A culpa
se acumula sobre eles, e as conseqncias de suas aes passam Pg. 67
de seus prprios filhos para os filhos destes ltimos. A mente
mal-equilibrada, o temperamento precipitado, o mau humor, a inveja, o
cime testificam da negligncia paterna. Esses maus traos de carter
trazem grande infelicidade aos que os possuem. Quantos deixam de receber
dos companheiros e amigos o amor que poderiam obter, se fossem mais
amveis! Quantos criam dificuldades onde quer que vo, e em tudo em que
se empenham! Os filhos tm reivindicaes que os pais devem reconhecer e
respeitar. Eles tm direito a privilgios tais como educao e instruo
que os faro membros teis da sociedade, respeitados e amados aqui, e
lhes daro aptido moral para a sociedade do puro e santo porvir. Aos
jovens deve ensinar-se que o seu bem-estar tanto presente como futuro
depende em grande medida dos hbitos que formarem na meninice e na
juventude. Cedo devem ser acostumados  submisso,  abnegao e ao
respeito pela felicidade de outros. Devem ser ensinados a subjugar o
temperamento rude, a conter as palavras impulsivas, a manifestar
invarivel bondade, cortesia e domnio prprio. Pais e mes devem fazer
estudo de sua vida que seus filhos possam tornar-se to perfeitos no
carter quanto o esforo humano combinado com o auxlio divino possa
torn-los. Esta obra, com toda a sua importncia e responsabilidade,
eles aceitaram, desde que trouxeram filhos ao mundo. Os pais devem fazer
com que seu corao e vida sejam controlados pelos preceitos divinos, se
desejam criar os seus filhos na disciplina e na admoestao do Senhor.
Eles no tm autorizao para se irritarem, ralharem e ridicularizarem.
Nunca devem escarnecer dos filhos que tm perversos traos de carter,
que eles mesmos lhes transmitiram. Esse modo de disciplina jamais curar
o mal. Pais, apresentai os preceitos da Palavra de Deus ao admoestar e
reprovar vossos filhos obstinados. Mostrai-lhes um "assim diz o Senhor"
como vossa exigncia. Uma reprovao que vem como palavra de
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Pg.
68 Deus,  muito mais eficiente que a que sai em tom spero e colrico
dos lbios dos pais. Sempre que parea necessrio negar os desejos ou se
opor  vontade de uma criana, deve ela ser seriamente impressionada com
o pensamento de que isto no  feito para satisfazer os pais, ou para
condescender com autoridade arbitrria, mas para o seu bem. Deve ser-lhe
ensinado que toda falta no corrigida trar-lhe- infelicidade e
desagradar a Deus. Sob tal disciplina, as crianas encontraro sua
maior alegria em submeter sua vontade  de seu Pai celestial. Alguns
pais - bem como alguns professores - parecem esquecer que eles mesmos j
foram crianas. So empertigados, indiferentes e destitudos de
simpatia. Onde quer que sejam postos em contato com os jovens - no lar,
nas aulas dirias, na Escola Sabatina ou na igreja - mantm o mesmo ar
autoritrio, e sua fisionomia encerra habitualmente uma expresso solene
e reprovadora. A alegria ou a obstinao infantil, a buliosa atividade
da vida jovem, no encontra desculpa a seus olhos. Pequenas faltas so
tratadas como graves pecados. Tal disciplina no  crist. As crianas
assim educadas tm medo dos pais ou dos professores, mas no os amam;
no lhes confidenciam suas experincias infantis. Algumas das mais
valiosas qualidades da mente e do corao se arrefecem at morrer, como
uma tenra planta diante da glida rajada de vento. Sorride, pais!
Sorride, professores! Se vosso corao est triste, que vosso rosto no
o revele. Deixai que a alegria de um corao amorvel e grato refulja no
rosto. Sa de vossa fria dignidade, adaptando-vos s necessidades das
crianas, fazendo que elas vos amem. Necessitais conquistar-lhes a
afeio, se quereis imprimir-lhes no corao as verdades religiosas.
Jesus amava as crianas. Lembrava-Se de que uma vez foi criana, e Sua
bondosa fisionomia conquistava as afeies dos pequeninos. Eles gostavam
de brincar ao Seu redor, e de acariciar-Lhe o afvel rosto com suas mos
inocentes. Quando as mes hebrias trouxeram seus bebs para serem
abenoados pelo querido Salvador, Pg. 69 os discpulos julgaram que
isso era demasiado insignificante para interromper-Lhe os ensinos. Jesus
compreendeu, porm, o ardente anelo do corao dessas mes, e, contendo
os Seus discpulos, disse: "Deixai os pequeninos e no os estorveis de
vir a Mim, porque dos tais  o reino dos Cus." Mat. 19:14. Pais, tendes
uma obra a fazer por vossos filhos que nenhuma outra pessoa pode
realizar. No podeis lanar vossas responsabilidades sobre os outros. O
dever do pai para com seus filhos no pode ser transferido  me. Se ela
cumpre o seu dever, j tem trabalho bastante. Unicamente trabalhando
unidos, podem pai e me dar desempenho  tarefa que Deus lhes ps nas
mos. Para os pais e os filhos  mais do que perdido o tempo dedicado 
aquisio de riquezas, enquanto so negligenciados o aperfeioamento
mental e a cultura moral. Os tesouros terrenos tero de passar; mas a
nobreza de carter e o valor moral duraro para sempre. Se a obra dos
pais for bem realizada, proclamar atravs da eternidade sua sabedoria e
fidelidade. Os que oneram ao mximo sua bolsa e sua perspiccia a fim de
prover para os membros de sua famlia roupas dispendiosas e alimentos
requintados, ou para mant-los em ignorncia do trabalho til, tero
como retribuio apenas o orgulho, a inveja, a obstinao e o
desrespeito de seus filhos mimados. Desde a infncia  necessrio que se
erga na vida dos jovens uma firme barreira entre eles e o mundo, para
que no sejam afetados por sua influncia corrompedora. Os pais precisam
exercer crescente vigilncia, a fim de que seus filhos no sejam
perdidos para Deus. Se se considerasse de tanta importncia que os
jovens possussem um carter belo, e amvel disposio, como se
considera importante que imitem as modas do mundo no vesturio e no
comportamento, veramos centenas onde hoje vemos um que vem para o
cenrio da vida ativa preparado para exercer enobrecedora influncia
sobre a sociedade. A obra de educao, instruo e disciplina da parte
dos pais constitui a base de todas as outras. Os esforos dos melhores
professores muitas vezes tero de produzir pouco Pg. 70 resultado, se
os pais e as mes deixam de desempenhar a sua parte com fidelidade. A
Palavra de Deus sempre deve ser o seu guia. No procuramos apresentar
outra linha de conduta. Colocamos diante de todos os ensinos dessa
Palavra pela qual deve ser julgada a nossa obra, e perguntamos:  este o
padro que ns como pais cristos estamos procurando atingir? Review and
Herald, 21 de maro de 1882. 7 A Importncia do Preparo Fsico Pg. 71 O
presente sculo se destaca por um interesse sem paralelo na educao. A
ampla difuso do conhecimento por meio da imprensa, que pe ao alcance
de todos os meios para sua prpria cultura, tem despertado um anelo
geral de progresso intelectual. Embora reconheamos com gratido as
redobradas facilidades  nossa disposio, no devemos fechar os olhos
ante os defeitos do atual sistema de educao. No vido esforo para
alcanar uma cultura intelectual, tem-se negligenciado tanto o preparo
fsico como a educao moral. Muitos jovens saem das instituies de
ensino com a moral degradada e as faculdades fsicas debilitadas, sem
nenhum conhecimento da vida prtica e pouca fora para cumprir os seus
deveres. Ao ver estes males, tenho perguntado: Devem nossos filhos e
filhas tornar-se fracalhes morais e fsicos a fim de obter uma educao
nas escolas? No deve ser assim, no precisa ser, se os professores e os
estudantes forem fiis s leis da Natureza, que so tambm as leis de
Deus. Todas as faculdades da mente e do corpo devem ser postas em
exerccio ativo para que os jovens se tornem homens e mulheres fortes e
bem equilibrados. Muitos estudantes tm tanta pressa em terminar sua
educao, que no so cabais em nada do que empreendem. Poucos tm
suficiente coragem e domnio prprio para agir por princpios. A maioria
dos estudantes no compreendem o verdadeiro objetivo da educao, e no
procedem, portanto, de tal maneira que o consigam. Aplicam-se ao estudo
de matemtica ou de lnguas, ao passo que negligenciam um estudo muito
mais necessrio para a felicidade e o xito da vida. Muitos dos que
podem                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet explorar as profundezas da Terra com o gelogo, ou
atravessar os cus com o astrnomo, no revelam o menor interesse pelo
maravilhoso mecanismo de seu corpo. Outros sabem dizer com exatido
quantos ossos h no esqueleto humano e descrever corretamente cada rgo
do corpo, Pg. 71 sendo no obstante to ignorantes acerca das leis da
sade e o tratamento das enfermidades, como se a vida fosse regida por
um cego destino, em vez de por uma lei definida e invarivel. A sade
fsica est na prpria base de todas as ambies e esperanas dos
estudantes. Da a preeminente importncia de adquirir um conhecimento
das leis pelas quais se obtm e se conserva a sade. Todo jovem deve
aprender a regular seus hbitos dietticos - isto , saber o que, quando
e como comer. Deve estar instrudo acerca de quantas horas dedicar ao
estudo e quanto tempo ao exerccio fsico. O corpo humano pode ser
comparado a uma mquina esmeradamente ajustada, a qual requer cuidado
para manter-se em bom funcionamento. Uma parte no deve estar sujeita a
constante desgaste e presso, enquanto outra se oxida pela falta de
atividade. Quando a mente est atarefada, os msculos tambm devem ter
sua parte de exerccio. A devida regulao dos hbitos de comer, dormir,
estudar e fazer exerccio  um dever que todo estudante tem para consigo
mesmo, para com a sociedade e para com Deus. A educao que tornar os
jovens uma bno para o mundo,  a que os habilita para alcanar
verdadeira e nobre virilidade ou feminilidade. O estudante que estuda
arduamente, dorme pouco, faz pouco exerccio e come com irregularidade
alimentos imprprios ou de qualidade inferior, est obtendo cultura
intelectual a expensas da sade e da moral, da espiritualidade e,
talvez, da prpria vida. Os jovens gostam, por natureza, de estar em
atividade, e se no encontram legtimo desafogo para suas energias
reprimidas aps o confinamento da sala de aula, tornam-se inquietos e
impacientes sob a restrio, sendo portanto induzidos a empenhar- se em
esportes rudes e nada varonis, que desonram a tantas escolas e colgios,
e at a precipitar-se em cenas de verdadeira dissipao. Muitos dos
jovens que deixaram seus lares sendo inocentes, so corrompidos por suas
relaes na escola. Toda instituio de ensino deve tomar providncias
para o estudo e a prtica da agricultura e as artes mecnicas. Devem ser
empregados professores competentes para instruir os jovens Pg. 73 nas
diversas atividades industriais, bem como nos diferentes ramos de
estudo. Enquanto uma parte de cada dia  dedicada ao progresso
intelectual, dedique-se um tempo determinado ao trabalho fsico e uma
poro conveniente de tempo s prticas devocionais e ao estudo das
Escrituras. Este preparo fomentar hbitos de confiana prpria, firmeza
e deciso. Os graduados em tais instituies estariam preparados para
empenhar-se com xito nos deveres prticos da vida. Teriam coragem e
perseverana para transpor os obstculos, e firmeza de princpios que
no se renderia a ms influncias. Se os jovens s pudessem ter uma
educao unilateral, qual seria mais importante: o estudo das cincias,
com todas as suas desvantagens para a sade e a moral, ou um cabal
preparo nos deveres prticos, com a moral inclume e bom desenvolvimento
fsico? Respondemos sem hesitar: o ltimo. Todavia, com o devido
esforo, pode-se conseguir ambas as coisas, na maioria dos casos. Os que
combinam o trabalho til com o estudo no tm necessidade de exerccios
ginsticos. E o trabalho realizado ao ar livre  dez vezes mais benfico
para a sade do que o trabalho em recinto fechado. Tanto o mecnico como
o agricultor fazem exerccio fsico; contudo, o agricultor  o mais
sadio dos dois. Nada menos que o ar e a luz solar, meios sadaveis da
Natureza, satisfar plenamente os reclamos do organismo. O cultivador do
solo encontra em seu trabalho todos os movimentos que se podem praticar
no ginsio. Os campos so o seu local de exerccio. A abbada celeste 
seu teto, a terra slida seu pavimento. Ali ele ara e cava a terra,
semeia e colhe. Observai como durante a sega do feno ele corta e ajunta,
maneja o garfo e se contorce, levanta fardos e os carrega, arremessa-os
ao solo, calca-os com os ps e os empilha. Estes diversos movimentos
requerem a ao dos ossos, articulaes, msculos, tendes e nervos do
corpo. Seu vigoroso exerccio produz aspiraes e exalaes plenas,
profundas e fortes, que dilatam os pulmes e purificam o sangue,
transmitindo a clida corrente da vida aos borbotes pelas artrias e
veias. O lavrador que  temperante em todos os seus hbitos Pg. 74 goza
em geral de boa sade. O trabalho  agradvel para ele. Tem bom apetite.
Dorme bem, e pode sentir-se feliz. Contraste-se a condio do agricultor
ativo com a do estudante que negligencia o exerccio fsico. Senta-se
num aposento fechado, inclina-se sobre a escrivaninha ou a mesa, com o
peito contrado e os pulmes congestionados. No pode fazer aspiraes
plenas e profundas. O crebro  sobrecarregado ao mximo, ao passo que o
corpo est to inativo como se no houvesse uso para ele. O sangue dessa
pessoa se move lentamente no organismo. Seus ps esto frios, mas a
cabea est quente. Como tal pessoa pode ter sade? Faa o estudante
regularmente exerccio que o obrigue a respirar profunda e plenamente,
introduzindo nos pulmes o ar puro e cheio de vigor do cu, e ser ento
um novo ser. No  tanto o estudo penoso que destri a sade dos
estudantes, como seu menosprezo pelas leis da Natureza. Nas instituies
de ensino devem ser empregadas professoras experientes para instruir as
jovens nos mistrios da cozinha. O conhecimento de atividades domsticas
 imprescindvel para toda mulher. H um sem-nmero de famlias cuja
felicidade foi posta a perder pela ineficincia da esposa e me. No 
to importante que nossas filhas aprendam pintura, bordado, msica ou
mesmo "raiz cbica", ou figuras de retrica, como  importante que
aprendam a cortar, fazer e consertar suas prprias roupas, ou a preparar
o alimento de maneira saudvel e apetitosa. Quando a menina est com
nove ou dez anos, deve-se-lhe exigir que desempenhe uma parte nas
tarefas regulares da casa, na medida de sua capacidade, e que seja
responsabilizada pelo modo como realiza sua tarefa. Sbio era aquele pai
que, ao ser-lhe perguntado que pensava fazer com suas filhas, respondeu:
"Pretendo torn-las aprendizes de sua excelente me, para que aprendam a
arte de aproveitar o tempo, e para que sejam capacitadas a se tornarem
esposas e mes, chefes de famlia e membros teis da sociedade."
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Lavar
roupa sobre a antiquada esfregadeira, varrer, tirar o p, e uma
variedade de outros deveres na cozinha Pg. 75 e no jardim, sero
valioso exerccio para as jovens. Semelhante trabalho til ocupar o
lugar do crquete, do arco, da dana e de outras diverses que no
beneficiam a pessoa alguma. Muitas senhoras consideradas bem educadas,
diplomadas com distino em alguma instituio de ensino, so
vergonhosamente ignorantes dos deveres prticos da vida. So destitudas
das qualificaes necessrias para a devida regulamentao da famlia e
por isso mesmo essencial a sua felicidade. Podem falar da elevada
posio da mulher e seus direitos, mas elas mesmas ficam longe de
alcanar a verdadeira posio da mulher.  direito de toda filha de Eva
ter conhecimento completo dos deveres domsticos, receber educao em
cada departamento do trabalho caseiro. Toda jovem deve ser educada de
tal maneira que, se chamada a ocupar a posio de esposa e me, possa
governar como uma rainha em seu domnio. Deve ela ser plenamente capaz
de guiar e instruir os filhos, dirigir as empregadas e, se necessrio,
ministrar com as prprias mos s necessidades do lar.  seu direito
compreender o mecanismo do corpo humano e os princpios de higiene, os
assuntos relacionados com o regime alimentar e o vesturio, trabalho e
recreao, e outros pormenores sem conta que intimamente dizem respeito
ao bem-estar de sua casa.  seu direito obter tal conhecimento dos
melhores mtodos de tratar as enfermidades que possa cuidar dos filhos
quando enfermos, em vez de deixar seus preciosos tesouros nas mos de
enfermeiras e mdicos estranhos. A idia de que a ignorncia de ocupao
til  uma caracterstica essencial do verdadeiro cavalheiro ou dama, 
contrria ao desgnio de Deus na criao do homem. A indolncia  um
pecado, e a ignorncia de deveres comuns, o resultado de insensatez que
no decurso da vida dar ampla ocasio para amargo arrependimento. Os que
fazem de servir e honrar a Deus sua regra de vida, daro ateno ao
preceito do apstolo: "Quer comais, quer bebais ou faais outra qualquer
coisa, fazei tudo para a glria de Deus." I Cor. 10:31. Tais estudantes
preservaro a integridade diante da tentao, e sairo da escola com
intelecto bem Pg. 76 desenvolvido e com sade de corpo e de alma. Signs
of the Times, 29 de junho de 1882. 8 A Integridade de Daniel sob a Prova
Pg. 77 O profeta Daniel foi um personagem ilustre. Constituiu um
brilhante exemplo do que os homens podem tornar-se quando unidos com o
Deus de sabedoria. Um breve relato da vida deste santo homem de Deus
ficou registrado para animao dos que mais tarde seriam chamados a
suportar provas e tentaes. Quando o povo de Israel, seu rei, seus
nobres e sacerdotes foram levados em cativeiro, quatro dentre eles foram
escolhidos para servir na corte do rei de Babilnia. Um destes era
Daniel, o qual, muito cedo, deu mostras da notvel habilidade
desenvolvida em anos posteriores. Estes jovens eram todos de nascimento
principesco, e so descritos como "jovens em quem no houvesse defeito
algum, formosos de aparncia, e instrudos em toda a sabedoria, e sbios
em cincia, e entendidos no conhecimento". Dan. 1:4. Notando os talentos
superiores destes jovens cativos, o rei Nabucodonosor determinou
prepar-los para ocuparem importantes posies em seu reino. A fim de
que pudessem tornar-se perfeitamente qualificados para sua vida na
corte, de acordo com o costume oriental, eles deviam aprender a lngua
dos caldeus e submeter-se, durante trs anos, a um curso completo de
disciplina fsica e intelectual. Os jovens nessa escola de preparo no
s eram admitidos no palcio real, mas tambm se tomavam providncias
para que comessem da comida e bebessem do vinho que vinha da mesa do
rei. Em tudo isto o rei considerava que no estava somente conferindo a
eles grande honra, mas assegurando-lhes o melhor desenvolvimento fsico
e mental que poderia ser atingido. Entre as iguarias colocadas diante do
rei havia carne de porco e de outros animais que haviam sido declarados
imundos pela lei de Moiss, e que os hebreus tinham sido expressamente
proibidos de comer. Neste ponto Daniel deparou com uma severa prova.
Aderiria aos ensinos de seus pais concernentes Pg. 78 a comidas e
bebidas, e ofenderia o rei, perdendo, provavelmente, no s sua posio,
mas tambm a prpria vida? ou desatenderia o mandamento do Senhor e
reteria o favor do rei, assegurando assim grandes vantagens intelectuais
e as mais lisonjeiras perspectivas mundanas? Daniel no hesitou por
muito tempo. Decidiu permanecer firme em sua integridade, fosse qual
fosse o resultado. Assentou no seu corao "no se contaminar com a
poro do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia". Dan. 1:8. Hoje
h entre os professos cristos muitos que haveriam de julgar que Daniel
era demasiado escrupuloso, e o sentenciariam como mesquinho e fantico.
Eles consideram a questo do comer e beber como de muito pequena
importncia para exigir to decidida resistncia - tal que poderia
envolver o sacrifcio de todas as vantagens terrenas. Mas os que assim
raciocinam, notaro no dia do juzo que se desviaram das expressas
reivindicaes de Deus e se apoiaram em sua prpria opinio como norma
para o que  certo e para o que  errado. Descobriro que aquilo que
lhes parecera sem importncia no fora assim considerado por Deus. Suas
reivindicaes deveriam ter sido sagradamente obedecidas. Os que aceitam
e obedecem a um de Seus preceitos porque lhes convm, ao passo que
rejeitam a outro porque sua observncia haveria de requerer sacrifcio,
rebaixam a norma do direito e, por seu exemplo, levam outros a
considerarem levianamente a santa lei de Deus. "Assim diz o Senhor",
deve ser nossa regra em todas as coisas. Daniel foi submetido s mais
severas tentaes que podem assaltar os jovens de hoje; contudo,
manteve-se leal para com a instruo religiosa recebida na infncia. Ele
estava cercado por influncias que subverteriam os que vacilassem entre
o princpio e a inclinao; todavia, a Palavra de Deus o apresenta como
um carter irrepreensvel. Daniel no ousava confiar em
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poder moral. A orao era para ele uma necessidade. Fazia de Deus a sua
fora, e o temor do Senhor estava continuamente diante dele em todos os
acontecimentos de sua vida. Daniel possua a graa da genuna mansido.
Era verdadeiro, Pg. 79 firme e nobre. Procurava viver em paz com todos,
sendo ao mesmo tempo inflexvel como o cedro altaneiro, no que quer que
envolvesse princpio. Em tudo que no entrasse em coliso com sua
fidelidade a Deus, era respeitoso e obediente para com aqueles que sobre
ele tinham autoridade; possua, porm, to elevado conceito das
exigncias de Deus que as de governadores terrenos se lhes subordinavam.
Ele no seria induzido por nenhuma considerao egosta a desviar-se de
seu dever. O carter de Daniel  apresentado ao mundo como um admirvel
exemplo do que a graa de Deus pode fazer de homens cados por natureza
e corrompidos pelo pecado. O registro de sua vida nobre, abnegada,  uma
animao para a humanidade em geral. Dela podemos reunir fora para
resistir nobremente  tentao e, firmemente e na graa da mansido,
suster-nos pelo direito sob a mais severa provao. Daniel poderia haver
encontrado uma desculpa plausvel para desviar-se de seus estritos
hbitos de temperana; mas a aprovao de Deus era para ele mais cara do
que o favor do mais poderoso potentado terreno - mais cara mesmo do que
a prpria vida. Havendo, por sua conduta corts, obtido o favor de
Melzar - o oficial que tinha a seu cargo os jovens hebreus - Daniel
pediu que lhes concedesse no precisarem comer as iguarias da mesa do
rei, nem beber de seu vinho. Melzar temia que, condescendendo com este
pedido, poderia incorrer no desagrado do rei, e assim pr em perigo sua
prpria vida. Semelhante a muitos presentemente, ele pensava que um
regime moderado faria que esses jovens ficassem plidos e de aparncia
doentia, e deficientes na fora muscular, ao passo que o abundante
alimento da mesa do rei os tornaria corados e belos, e promoveria a
atividade fsica e mental. Daniel pediu que a questo se decidisse por
uma prova de dez dias, sendo permitido aos jovens hebreus, durante esse
breve perodo, comer um alimento simples, enquanto seus companheiros
participavam das guloseimas do rei. A petio foi, finalmente, deferida
e, ento, Daniel sentiu-se seguro de que havia ganho sua causa. Pg. 80
Conquanto jovem, havia visto os danosos efeitos do vinho e de um viver
luxuoso sobre a sade fsica e mental. Ao fim dos dez dias achou-se que
o resultado era exatamente o contrrio das expectativas de Melzar. No
somente na aparncia pessoal, mas em atividade fsica e vigor mental, os
que haviam sido temperantes em seus hbitos exibiram uma notvel
superioridade sobre seus companheiros que condescenderam com o apetite.
Como resultado dessa prova, a Daniel e seus companheiros foi permitido
continuarem seu regime simples durante todo o curso de seu preparo para
os deveres do reino. O Senhor recompensou com aprovao a firmeza e
renncia desses jovens hebreus, e Sua bno os acompanhou. Ele lhes
"deu o conhecimento e a inteligncia em todas as letras e sabedoria; mas
a Daniel deu entendimento em toda viso e sonhos". Dan. 1:17. Ao
expirarem os trs anos de preparo, quando sua habilidade e seus
conhecimentos foram examinados pelo rei, "entre todos eles no foram
achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso
permaneceram diante do rei. E em toda matria de sabedoria e de
inteligncia, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes
mais doutos do que todos os magos ou astrlogos que havia em todo o seu
reino". Dan. 1:19 e 20. A vida de Daniel  uma inspirada ilustrao do
que constitui um carter santificado. Apresenta uma lio para todos e
especialmente para os jovens. A estrita submisso aos reclamos de Deus 
benfica  sade do corpo e da alma. A fim de atingir a mais elevada
norma de aquisies morais e intelectuais,  necessrio buscar sabedoria
e fora de Deus e observar estrita temperana em todos os hbitos da
vida. Na experincia de Daniel e seus companheiros, temos um exemplo da
vitria do princpio sobre a tentao para condescender com o apetite.
Ela mostra que, por meio do princpio religioso, os jovens podem
triunfar sobre as concupiscncias da carne, e permanecer leais aos
reclamos de Deus, embora lhes custe grande sacrifcio. Que seria de
Daniel e seus companheiros se houvessem transigido com aqueles oficiais
pagos e cedido  presso Pg. 81 das circunstncias, comendo e bebendo
como era costume entre os babilnios? Esse nico exemplo de desvio dos
princpios teria debilitado sua conscincia do dever e da averso ao
mal. A condescendncia com o apetite teria envolvido o sacrifcio do
vigor fsico, a clareza do intelecto e o poder espiritual. Um passo
errado teria, provavelmente, levado a outros, at que, interrompendo sua
conexo com o Cu, teriam sido arrastados pela tentao. Disse Deus:
"Aos que Me honram honrarei." I Sam. 2:30. Enquanto Daniel se apegava a
Deus com firme confiana, o Esprito de poder proftico vinha sobre ele.
Enquanto era instrudo pelos homens nos deveres da vida na corte, era
por Deus ensinado a ler os mistrios dos sculos futuros e a apresentar
s geraes vindouras, por meio de figuras e smbolos, as coisas
maravilhosas que se dariam nos ltimos dias. Signs of the Times, 28 de
setembro de 1882. 9 A Importncia da Educao Pg. 82 O verdadeiro
objetivo da educao deve ser considerado cuidadosamente. Deus confiou a
cada um capacidades e faculdades, para que Lhe sejam restitudas com
acrscimo e valorizao. Todos os Seus dons so outorgados a ns para
serem usados ao mximo. Ele requer que todos ns cultivemos nossas
faculdades e atinjamos a mais alta capacidade possvel para ser teis, a
fim de que realizemos um nobre trabalho para Deus e sejamos uma bno
para a humanidade. Todo talento que possumos, quer seja capacidade
mental, dinheiro ou influncia, pertence a Deus, de modo que podemos
dizer com Davi: "Tudo vem de Ti, e da Tua mo To damos." I Crn. 29:14.
Querida juventude, qual  o alvo e propsito de vossa vida? Tendes a
ambio de educar-vos para poderdes ter nome e posio no mundo? Tendes
pensamentos que no ousais exprimir, de poderdes um dia alcanar as
alturas da grandeza intelectual; de
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poderdes assentar-vos em conselhos deliberativos e legislativos,
cooperando na elaborao de leis para a nao? Nada h de errado nessas
aspiraes. Podeis, cada um de vs, estabelecer um alvo. No vos deveis
contentar com realizaes mesquinhas. Aspirai  altura, e no vos
poupeis trabalhos para alcan-la. O temor do Senhor est  base de toda
verdadeira grandeza. A integridade, a inabalvel integridade,  o
princpio que precisais levar convosco em todas as relaes da vida.
Levai convosco a religio em vossa vida escolar, em vossa penso, em
todas as vossas prossecues. A importante questo convosco  agora como
escolher e aperfeioar vossos estudos de maneira a conservar a solidez e
pureza de imaculado carter cristo, mantendo todas as exigncias e
interesses temporais em sujeio aos reclamos mais elevados do evangelho
de Cristo. Deveis agora construir com o material que vos seja possvel
fornecer, para vos relacionardes com a sociedade e com a vida de maneira
tal que possais atender ao desgnio de Deus em vossa criao. Como
discpulos de Cristo, no sois Pg. 83 impedidos de empenhar-vos em
prossecues temporais; mas deveis levar convosco a religio. Seja qual
for a atividade a que vos possais habilitar, nunca alimenteis a idia de
que nela no podeis alcanar xito sem sacrificar princpios. Amparados
pelos princpios religiosos, podeis atingir qualquer altura que
desejardes. Alegrar-nos-ia ver-vos elevando-vos  nobre altura que Deus
quer que alcanceis. Jesus ama a preciosa juventude; e no Lhe agrada
v-la crescer com talentos no cultivados e no desenvolvidos. Podem
tornar-se homens fortes de firmes princpios, aptos para lhes serem
confiadas elevadas responsabilidades, e para esse fim podem licitamente
forar todos os nervos. Nunca, porm, cometais o to grande crime de
perverter as faculdades por Deus conferidas, para praticar o mal e
destruir a outros. H homens dotados que empregam sua habilidade para
disseminar a runa moral e a corrupo; mas todos esses esto lanando
sementes que produziro uma colheita que no se sentiro orgulhosos de
ceifar. Terrvel coisa  usar as habilidades por Deus concedidas, de
maneira a espalhar na sociedade danos e mgoas em vez de bnos. Coisa
triste , tambm, embrulhar num leno o talento que nos  confiado e
escond-lo no mundo; pois isso  lanar fora a coroa da vida. Deus
requer nosso servio. H responsabilidades para cada qual; e s podemos
cumprir a grande misso da vida quando essas responsabilidades forem
amplamente aceitas, e fiel e conscienciosamente desempenhadas. Diz o
sbio: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade." Ecl. 12:1.
Mas no julgueis, por um momento sequer, que a religio vos tornar
tristes e sombrios, e vedar-vos- o caminho para o xito. A religio de
Cristo no apaga nem mesmo enfraquece uma nica faculdade. De maneira
alguma vos incapacita para o prazer de qualquer verdadeira felicidade;
no se destina a diminuir vosso interesse na vida, ou a tornar-vos
indiferentes aos reclamos de amigos e da sociedade. No reveste a vida
de saco; no se expressa em profundos suspiros e gemidos. No, no; os
que em todas as coisas consideram a Deus o primeiro, o ltimo e Pg. 84
o melhor, so as pessoas mais felizes do mundo. Os sorrisos e o brilho
do Sol no lhes desaparecem do semblante. A religio no torna quem a
pratica grosseiro nem spero, desasseado ou descorts; ao contrrio,
eleva-o e enobrece-o, refina-lhe o gosto, santifica-lhe o juzo, e
habilita-o para a sociedade dos anjos celestiais e para o lar que Jesus
foi preparar. Nunca percamos de vista que Jesus  a fonte de alegria.
Ele no Se deleita no infortnio dos seres humanos, mas apraz-Lhe v-
los felizes. Os cristos tm ao seu dispor muitas fontes de felicidade,
e podem dizer com infalvel certeza quais so os prazeres lcitos e
corretos. Podem desfrutar de recreaes que no dissipem a mente ou
aviltem a alma, no iludam nem deixem aps si triste influncia que
destrua o respeito prprio ou impea o caminho da utilidade. Caso possam
levar consigo a Jesus e manter- se em esprito de orao, esto
perfeitamente salvaguardados. O salmista declara: "A exposio das Tuas
palavras d luz e d entendimento aos smplices." Sal. 119:130. Como
poder educador, a Bblia no tem rival. Nenhuma obra cientfica  to
apropriada para desenvolver a mente, como a contemplao das grandiosas
e essenciais verdades e lies prticas da Bblia. Jamais foi impresso
outro livro to til para conceder poder mental. Se no forem guiados
pela Palavra de Deus em suas pesquisas, os homens de maior intelecto se
tornam confusos; no podem compreender o Criador ou Suas obras. Aplicai,
porm, a mente para entender e avaliar a verdade eterna, incitai-lhe o
esforo cavando em busca das jias da verdade na copiosa mina da Palavra
de Deus, e nunca ficar tolhida e debilitada, como quando  deixada a
demorar-se em assuntos comuns. A Bblia  a histria mais instrutiva e
abarcante que j foi dada ao mundo. Suas pginas sagradas contm o nico
relato autntico da criao. Contemplamos aqui o poder que "estendeu os
cus e lanou os fundamentos da Terra". Temos aqui uma histria
verdadeira da humanidade, que no foi Pg. 85 deturpada pelo preconceito
ou orgulho humano. Encontramos na Palavra de Deus assunto para a mais
profunda reflexo; suas verdades suscitam a mais alta aspirao. Aqui
ns mantemos comunho com patriarcas e profetas, e ouvimos a voz do
Eterno ao falar Ele com os homens. Aqui ns vemos o que os anjos
contemplam com admirao - o Filho de Deus, como Se humilhou a Si mesmo
para tornar-Se nosso substituto e penhor, para lutar sozinho com os
poderes das trevas e para alcanar a vitria em nosso favor. Nossos
jovens tm a preciosa Bblia; e se todos os seus planos e propsitos
forem provados pelas Escrituras Sagradas, sero conduzidos a caminhos
seguros. Aqui podemos aprender o que Deus espera dos seres formados 
Sua imagem. Aqui podemos aprender como melhorar a vida presente, e como
assegurar a vida futura. Nenhum outro livro pode satisfazer as
interrogaes da mente e os anseios do corao. Dando ateno aos
ensinos da Palavra de Deus, os homens podem erguer-se das nfimas
profundezas da ignorncia e degradao para tornarem-se filhos de Deus,
companheiros de anjos sem pecado. Quanto mais a mente se demora nestes
assuntos, tanto mais se discernir que os mesmos princpios regem as
coisas naturais e espirituais. H harmonia entre a Natureza e o
cristianismo; pois ambos tm o mesmo Autor. O livro da Natureza e o
livro da                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet Revelao indicam a atuao da mesma mente divina.
H lies a serem aprendidas na Natureza; e h lies - lies
profundas, srias e realmente importantes - a serem aprendidas do Livro
de Deus. Jovens amigos, o temor do Senhor jaz  prpria base de todo
progresso;  ele o princpio da sabedoria. Vosso Pai celestial tem
direitos sobre vs; pois sem solicitao ou mrito de vossa parte Ele
vos cumulou com as generosidades de Sua providncia; e, mais que isso,
deu-vos todo o Cu em um dom - o de Seu amado Filho. Em retribuio a
esse infinito dom, Ele requer de vs obedincia voluntria. Visto que
sois comprados Pg. 86 por preo, sendo esse o precioso sangue do Filho
de Deus, Ele requer que faais uso correto dos privilgios que
desfrutais. Vossas faculdades intelectuais e morais so dons divinos,
talentos a vs confiados para sbio desenvolvimento, e no tendes a
liberdade de deix-los improdutivos por falta do devido cultivo, ou
serem danificados ou diminudos pela falta de atividade. Compete-vos
determinar se as pesadas responsabilidades que sobre vs repousam sero
fielmente atendidas ou no, se vossos esforos sero ou no bem
dirigidos, e da melhor maneira que puderdes. Vivemos entre os perigos
dos ltimos dias. Todo o Cu se interessa no carter que estais
formando. Toda providncia foi tomada em vosso favor, a fim de serdes
participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupo que pela
concupiscncia h no mundo. O homem no  deixado s para vencer os
poderes do mal, por meio de seus fracos esforos. O auxlio acha-se ao
seu alcance, e ser concedido a toda alma que realmente o desejar. Anjos
de Deus, que sobem e descem a escada que Jac contemplou em viso,
auxiliaro toda alma que aspira galgar at mesmo ao altssimo Cu. Eles
esto guardando o povo de Deus, e vigiando cada passo dado. Os que
galgarem o caminho iluminado sero recompensados, entraro no gozo de
seu Senhor. A Importncia da Educao Para Daniel, o temor do Senhor era
o princpio da sabedoria. Ele foi colocado numa posio em que a
tentao era forte. Nas cortes reais havia dissipao em toda a parte;
condescendncia egosta, satisfao do apetite, intemperana e
glutonaria constituam a ordem de cada dia. Daniel poderia participar
das prticas debilitantes e corrompedoras dos cortesos, ou resistir 
influncia degradante. Ele preferiu esta ltima linha de conduta.
Assentou em seu corao no corromper-se com as condescendncias
pecaminosas com que era posto em contato, quaisquer que fossem as
conseqncias. Nem mesmo se contaminaria com as iguarias da mesa do rei,
ou com o vinho que ele bebia. O Senhor Se agradou do Pg. 87
procedimento adotado por Daniel. Ele era muito amado e honrado pelo Cu;
e o Deus da sabedoria deu-lhe conhecimento da cultura dos caldeus e
inteligncia de todas as vises e sonhos. Se os estudantes que
freqentam nossos colgios fossem firmes e mantivessem a integridade, se
no se associassem aos que andam nas sendas do pecado, nem fossem
seduzidos por sua companhia, desfrutariam, como Daniel, o favor de Deus.
Se rejeitassem as diverses inteis e a condescendncia com o apetite,
teriam a mente clara para a busca do conhecimento. Adquiririam assim uma
fora moral que os habilitaria a permanecer inabalveis quando
assaltados pela tentao.  uma luta contnua manter-se sempre alerta
para resistir ao mal; mas compensa alcanar uma vitria aps a outra
sobre o prprio eu e os poderes das trevas. E se os jovens so
experimentados e provados como Daniel, que honra podem trazer para Deus
por sua firme adeso ao que  direito! Um carter ilibado  to precioso
como o ouro de Ofir. Sem pura, imaculada integridade, ningum poder
jamais elevar-se a uma posio honrosa. Nobres aspiraes e o amor 
justia no so, porm, hereditrios. O carter no pode ser comprado;
tem de ser formado por grandes esforos para resistir  tentao. A
formao de um carter ntegro  obra da vida inteira, e  o resultado
de meditar com orao e em ligao com um grande propsito. A excelncia
do carter que possus tem que ser o resultado de vosso prprio esforo.
Os amigos vos podem animar, mas no podem fazer a obra em vosso lugar.
Desejar, suspirar e sonhar, jamais faro com que sejais grandes ou bons.
Tendes que subir. Cingi o vosso entendimento e lanai-vos ao trabalho
com todas as fortes energias de vossa vontade.  o sbio aproveitamento
de vossas oportunidades, o cultivo dos talentos que vos foram dados por
Deus, que vos tornar homens e mulheres que possam ser aprovados pelo
Senhor e uma bno para a sociedade. Tende uma norma elevada, e com
indomvel energia tirai o mximo proveito de vossos talentos e
oportunidades, e avanai para o alvo. Pg. 88 Ser que nossos jovens
consideraro que tm batalhas a travar? Satans e suas exrcito esto
arregimentados contra eles, e no possuem a experincia obtida pelas
pessoas de idade madura. Satans tem intenso dio contra Cristo e a
aquisio de Seu sangue, e trabalha com todo engano de injustia. Ele
procura por todos os artifcios alistar os jovens sob o seu estandarte;
e usa-os como seus agentes para insinuar dvidas sobre a Bblia. Quando
 lanada uma semente de dvida, Satans a alimenta at produzir uma
abundante colheita. Se consegue abalar a f de um nico jovem em relao
 Escritura, tal indivduo no cessar de trabalhar enquanto outras
mentes no forem imbudas do mesmo ceticismo. Os que acalentam dvidas
se vangloriam de sua independncia mental; mas esto bem longe de
possuir genuna independncia. Tm a mente repleta de temor servil, com
receio de serem ridicularizados por algum to fraco e superficial como
eles mesmos. Isso  debilidade, e serviro sob o pior dos tiranos.
Verdadeira liberdade e independncia so encontradas no servio de Deus.
Este servio no impor sobre vs nenhuma restrio que no aumente a
vossa felicidade. Obedecendo aos Seus reclamos, encontrareis tal paz,
contentamento e prazer que nunca podereis desfrutar no caminho de
desenfreada licenciosidade e pecado. Estudai ento devidamente a
natureza da liberdade que desejais.  ela a liberdade dos filhos de
Deus, para serem livres em Cristo Jesus? ou chamais liberdade 
condescendncia egosta com paixes baixas? Tal liberdade conduz ao mais
penoso remorso;  a escravido mais cruel.
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Verdadeira independncia mental no  obstinao. Ela incentiva os
jovens a formar suas prprias opinies sobre a Palavra de Deus, sem
levar em conta o que outros possam dizer ou fazer. Se estiverem em
companhia de descrentes, ateus ou incrdulos, ela os incentiva a
reconhecer e defender sua crena nas sagradas verdades do evangelho, em
oposio s cavilaes e aos gracejos de seus perversos companheiros. Se
estiverem em presena dos que pensam ser uma virtude alardear as faltas
de professos cristos e zombar ento da Pg. 89 religio, moralidade e
virtude, a verdadeira independncia mental os incentivar a mostrar de
maneira corts, mas audaz, que o ridculo  um pssimo substituto para o
slido argumento. Ela os habilitar a olhar, alm do cavilador, para
aquele que o influencia, o adversrio de Deus e do homem, e a
resistir-lhe na pessoa de seu agente. Erguei-vos em favor de Jesus,
jovens amigos, e no tempo da necessidade Ele Se levantar em vosso
favor. "Pelos seus frutos os conhecereis." Mat. 7:20. A mente 
controlada por Deus ou por Satans; e a vida revela isso to claramente,
que ningum precisa equivocar-se acerca do poder a que prestais
obedincia. Cada pessoa tem uma influncia para o bem ou para o mal.
Vossa influncia est do lado de Cristo ou do lado de Satans? Os que se
apartam da iniqidade atraem em seu favor o poder da Onipotncia. A
atmosfera que os rodeia no  da Terra. Pelo silencioso poder de uma
vida bem ordenada e de uma conversao piedosa, podem apresentar Jesus
ao mundo. Podem refletir a luz do Cu e ganhar almas para Cristo. Folgo
de que tenhamos instituies em que nossos jovens podem estar separados
das influncias corruptoras to comuns nas escolas da atualidade. Nossos
irmos e irms devem ser gratos por que, na providncia de Deus, foram
estabelecidos os nossos colgios, e devem estar dispostos a sustent-los
com seus meios. Toda influncia deve contribuir para educar os jovens e
elevar a sua moral. Devem eles ser ensinados a ter coragem para resistir
 onda de contaminao moral desta era degenerada. Com firme apego ao
poder divino, podem eles estar na sociedade para amold-la e dar-lhe
forma, em vez de serem moldados segundo o modelo mundano. No pode haver
obra mais importante do que a devida educao de nossos jovens. Devemos
guard-los, repelindo a Satans, para que ele no os tire de nossos
braos. Quando os jovens vm para nossos colgios, no devem ser levados
a pensar que se encontram entre estranhos que no se importam com sua
alma. Deve haver pais e mes em Pg. 90 Israel, que estejam vigilantes
por essas almas, como quem deve prestar contas por elas. Irmos e irms,
no vos conserveis longe dos queridos jovens, como se no tivsseis
especial solicitude ou responsabilidade por eles. Vs, que h muito
tempo haveis professado ser cristos, tendes uma obra a fazer, a fim de
paciente e bondosamente os levar pelo caminho reto. Deveis mostrar-lhes
que os amais, porque so membros mais jovens da famlia do Senhor, a
aquisio de Seu sangue. O futuro da sociedade ser determinado pela
juventude de hoje. Satans est a fazer esforos ardorosos e
persistentes a fim de corromper a mente e depreciar o carter de todo
jovem; e ficaremos ns, que temos mais experincia, como meros
espectadores, vendo-o cumprir seu propsito sem qualquer impedimento?
Permaneamos em nosso posto, prontos a todo momento para trabalhar em
prol desses jovens e, mediante o auxlio de Deus, arred-los do abismo
da perdio. Na parbola, enquanto os homens dormiam, o inimigo semeou
joio; e enquanto vs, meus irmos e irms, vos encontrais inconscientes
da obra de Satans, est ele a reunir sob sua bandeira um exrcito de
jovens; e ele exulta, pois por meio deles prossegue com sua luta contra
Deus. Os professores de nossas escolas tm pesada responsabilidade a
suportar. Devem ser em suas palavras e carter o que desejam que seus
estudantes se tornem: homens e mulheres que temam a Deus e pratiquem a
justia. Se eles mesmos conhecem o caminho, podem adestrar os jovens a
andar nele. No somente os educaro nas cincias, mas os ensinaro a ter
independncia moral, a trabalhar por Jesus, e a assumir encargos em Sua
causa. Professores, que oportunidades so as vossas! Que privilgio est
a vosso alcance, de modelardes a mente e o carter dos jovens sob os
vossos cuidados! Que alegria no ser para vs encontr-los em redor do
grande trono branco, e saber que fizestes o que pudestes a fim de
habilit-los para a imortalidade! Se vossa obra resistir  prova do
grande dia, soar aos vossos ouvidos, qual msica a mais suave, a bno
do Mestre: Pg. 91 "Bem est, servo bom e fiel. ... Entra no gozo do teu
Senhor." Mat. 25:21. No grande campo da ceifa h abundncia de trabalho
para todos, e os que negligenciam fazer o que podem, sero achados em
culpa perante Deus. Trabalhemos para o presente e para a eternidade.
Trabalhemos em favor dos jovens com todas as foras que Deus nos
concedeu, e Ele abenoar nossos esforos bem dirigidos. Nosso Salvador
anela salvar os jovens. Ele Se regozijaria, vendo-os em redor de Seu
trono, vestidos nos trajes imaculados de Sua justia. Ele est esperando
para lhes colocar sobre a cabea a coroa da vida, e ouvir-lhes as vozes
felizes unirem-se ao tributarem honra, glria e majestade a Deus e ao
Cordeiro, no cntico de vitria que ecoar pelas cortes celestiais.
Review and Herald, 19 e 26 de agosto de 1884. 10 O Perigo de Ler Livros
de Fico e de Autores Incrdulos Pg. 92 Todo cristo, quer seja idoso
ou jovem, ser assaltado por tentaes; e nossa nica segurana est em
estudar cuidadosamente nosso dever, cumprindo-o ento, custe o que
custar para ns mesmos. Foi feito tudo para garantir-nos a salvao, e
no somente devemos estar dispostos a aprender a vontade de Deus, mas
tambm ansiosos por faz-la, e realizar todas as coisas para Sua glria.
Eis a obra de toda a vida do cristo. Ele no procurar ver at onde
pode aventurar-se na senda da indiferena e da descrena, e ser ainda
chamado filho de Deus; mas procurar ver quo estritamente consegue
imitar a vida e o carter de Cristo. Jovens amigos, o conhecimento da
Bblia ajudar-vos- a resistir  tentao. Se tendes tido o hbito de
ler livros de narrativas fictcias, considerareis se  correto gastardes
o vosso tempo com esses livros, que meramente ocupam o tempo e vos
divertem,                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet mas no vos proporcionam vigor mental ou moral? Se
os estais lendo, e percebeis que eles produzem mrbida avidez por
novelas estimulantes, se vos levam a ter averso  Bblia e a p-la de
lado, se vos envolvem em trevas e afastamento de Deus - se esta  a
influncia que eles exercem sobre vs, detende-vos exatamente onde
estais. No prossigais este curso de leitura at que se inflame vossa
imaginao e vos torneis incapacitados para o estudo da Bblia e para os
deveres prticos da vida real. Obras de fico de baixo valor no trazem
proveito algum. No transmitem genuno conhecimento; no inspiram
grandes e bons propsitos; no suscitam no corao ardentes desejos de
pureza; no produzem na alma fome de justia. Pelo contrrio, tomam o
tempo que deveria ser dedicado aos deveres prticos da vida e ao servio
de Deus - tempo esse que deveria ser dedicado  orao, a visitar os
doentes, a cuidar dos necessitados e a educar-se para uma vida til.
Quando comeais a ler um livro de narrativas fictcias, quo
freqentemente Pg. 93 a imaginao  to estimulada que sois induzidos
em pecado! Desobedeceis a vossos pais, e produzis confuso no crculo
domstico pela negligncia dos simples deveres que recaem sobre vs. E,
pior ainda,  esquecida a orao, e a Bblia  lida com indiferena ou
completamente desprezada. H uma outra espcie de livros que deveis
evitar - as produes de autores incrdulos como Paine e Ingersoll. Elas
muitas vezes vos so recomendadas como motejo de que sois covardes e
tendes medo de l-las. Dizei francamente a esses inimigos que vos querem
tentar - pois de fato so inimigos, por mais que professem ser vossos
amigos - que obedecereis a Deus e que tomareis a Bblia como guia.
Dizei-lhes que tendes receio de ler esses livros; que vossa f na
Palavra de Deus  agora demasiado fraca, e que desejais aument-la e
fortalec-la, no diminu-la; e que no quereis colocar-vos em to
ntimo contato com o pai da mentira. Admoesto-vos a permanecer firmes e
a nunca praticar um mau ato para no ser chamados de covardes. No
permitais que gracejos, ameaas e expresses zombeteiras vos induzam a
violar a conscincia no mnimo ponto que seja, abrindo assim uma porta
atravs da qual Satans consiga penetrar na mente e domin-la. Nunca vos
deis ao trabalho de abrir a capa de um livro que infunde suspeitas. H
infernal fascinao na literatura de Satans. Ela  a poderosa bateria
com a qual ele destri a singela f religiosa. Nunca vos considereis
suficientemente fortes para ler livros de autores incrdulos; pois eles
contm um veneno semelhante ao das vboras. No vos podem fazer bem, e
certamente causaro dano. Lendo-os, estareis inalando os miasmas do
inferno. Eles sero para vossa alma como uma corrente de gua poluda,
contaminando a mente, retendo-a nos labirintos do ceticismo e tornando-a
terrena e sensual. Tais livros so escritos por homens que Satans usa
como seus instrumentos; e deste modo ele tenciona confundir o esprito,
afastar de Deus as afeies e privar o vosso Criador da reverncia e
gratido que Suas obras requerem. Pg. 94 A mente precisa ser educada, e
seus desejos controlados e postos em sujeio  vontade de Deus. Em vez
de ser diminuda e deformada por nutrir-se com o vil refugo provido por
Satans, ela deve receber alimento salutar, que proporcione energia e
vigor. Jovem cristo, tendes tudo a aprender. Deveis ser atento
estudante da Bblia; deveis examin-la, comparando uma passagem com
outra. Se quereis prestar bom e aceitvel servio para o vosso Mestre,
deveis saber o que Ele requer. Sua Palavra  um guia seguro; se for
estudada cuidadosamente, no haver perigo de cair sob o poder das
tentaes que cercam os jovens e se aglomeram sobre eles. The Youth's
Instructor, 10 de setembro de 1884. 11 As Escolas dos Antigos Hebreus
Pg. 95 As instituies da sociedade humana encontram seus melhores
modelos na Palavra de Deus. Para as de ensino, em especial, no h falta
de preceito nem de exemplo. Lies de grande proveito, mesmo neste
sculo de progresso educacional, podem ser encontradas na histria do
antigo povo de Deus. O Senhor reservou para Si a educao e a instruo
de Israel. Seu cuidado no se restringia aos interesses religiosos
deles. Tudo que afetasse seu bem-estar mental ou fsico, tornava-se
tambm objeto de solicitude divina e inclua-se na esfera da lei divina.
Deus ordenou aos hebreus que ensinassem aos filhos Seus reclamos, e que
os tornassem familiarizados com todo o Seu trato com Seu povo. O lar e a
escola eram uma coisa s. Em vez de lbios estranhos, devia o corao
amoroso dos pais e das mes instruir os filhos. Os pensamentos de Deus
eram relacionados com todos os acontecimentos da vida diria no lar. As
grandes obras de Deus no libertamento de Seu povo eram referidas com
eloqncia e a mais profunda reverncia. Gravavam-se no esprito juvenil
as grandes verdades da providncia de Deus e da vida futura,
familiarizando-o assim com o verdadeiro, o bom e o belo. Mediante o uso
de figuras e smbolos, as lies dadas eram assim ilustradas e gravadas
mais firmemente na memria. Por meio desse conjunto de imagens animadas,
era a criana iniciada, quase desde a infncia, nos mistrios, na
sabedoria e nas esperanas dos pais e guiada num modo de pensar, sentir
e prever que alcanava muito alm do visvel e transitrio: at o
invisvel e eterno. Graas a essa educao, surgiram em Israel muitos
jovens de corpo e mente vigorosos, prontos para perceber e fortes para
agir, de corao preparado como bom terreno para o crescimento da
preciosa semente, e de inteligncia Pg. 96 disciplinada para ver a Deus
nas palavras da revelao e nas cenas da Natureza. As estrelas do cu,
as rvores e flores do campo, as altas montanhas, os regatos murmurantes
- tudo lhes falava, e as vozes dos profetas, ouvidas atravs do pas,
encontravam eco em seu corao.                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Tal foi o preparo de Moiss na humilde
cabana que era o seu lar em Gsen; de Samuel, por meio da fiel Ana; de
Davi, na sua morada nas colinas de Belm; de Daniel, antes que as cenas
do cativeiro o separassem do lar de seus pais. Tal foi, tambm, o
princpio da vida de Cristo no humilde lar de Nazar; tal o ensino pelo
qual o menino Timteo aprendeu dos lbios de sua me Eunice e de sua av
Lide, as verdades da Sagrada Escritura. Mais elementos foram providos
para o ensino dos jovens pelo estabelecimento da "escola dos profetas".
Se um jovem desejava obter melhor conhecimento das Escrituras,
aprofundar-se nos mistrios do reino de Deus e buscar sabedoria do alto,
para tornar-se um mestre em Israel, tal escola lhe estava aberta. As
escolas dos profetas foram fundadas por Samuel para servirem de barreira
contra a espalhada corrupo resultante da conduta inqua dos filhos de
Eli, e para promoverem o bem-estar moral e espiritual do povo. Estas
escolas foram uma grande bno para Israel, fomentando aquela justia
que engrandeceu a uma nao, fornecendo-lhe homens aptos para agir, no
temor de Deus, como dirigentes e conselheiros. Na realizao deste
objetivo, Samuel formou grupos de jovens piedosos, inteligentes e
estudiosos. Estes eram chamados filhos dos profetas. Os instrutores eram
homens no somente versados na verdade divina, mas que haviam por sua
vez desfrutado comunho com Deus, e recebido a concesso especial de Seu
Esprito. Desfrutavam do respeito e da confiana do povo, tanto pelo
saber como pela piedade. No tempo de Samuel havia duas destas escolas:
uma em Ram, residncia do profeta, e a outra em Quiriate-Jearim, Pg.
97 onde a arca ento se achava. Duas foram acrescentadas no tempo de
Elias, em Jeric e Betel, e outras se estabeleceram mais tarde em
Samaria e Gilgal. Os alunos destas escolas mantinham-se com o prprio
trabalho como lavradores e mecnicos. Em Israel isto no era considerado
estranho ou degradante; com efeito, considerava-se um crime permitir que
as crianas crescessem na ignorncia do trabalho til. Em obedincia 
ordem de Deus, a toda criana se ensinava algum ofcio, mesmo que
devesse ser educada para as funes sagradas. Muitos dos ensinadores
religiosos mantinham-se pelo trabalho manual. Mesmo at no tempo de
Cristo, no se considerava degradante que Paulo e quila ganhassem a
subsistncia pelo seu ofcio de fazer tendas. Os principais assuntos de
estudo eram a lei de Deus, juntamente com as instrues dadas a Moiss,
histria sagrada, msica sacra e poesia. O grandioso objetivo de todo
estudo era aprender a vontade de Deus e os deveres de Seu povo. Nos
registros da histria sagrada achavam-se traadas as pegadas de Jeov.
Dos acontecimentos do passado extraam-se lies instrutivas para o
futuro. Referiam-se as grandes verdades apresentadas pelos tipos e
sombras da lei mosaica, e a f apreendia o objeto central de todo aquele
sistema: o Cordeiro de Deus que deveria tirar os pecados do mundo. A
lngua hebraica era cultivada como o mais sagrado idioma do mundo.
Acariciava-se um esprito de devoo. No somente se ensinava aos
estudantes o dever de orar, mas tambm como orar, como aproximar-se do
Criador, como exercer a f nEle, e como compreender os ensinos de Seu
Esprito e obedecer-lhes. Intelectos santificados tiravam do tesouro de
Deus coisas novas e velhas. A arte da melodia sagrada era diligentemente
cultivada. No se ouviam valsas frvolas ou canes petulantes que
elogiassem o homem e desviassem de Deus a ateno; ouviam-se, porm,
sagrados e solenes salmos de louvor ao Criador, que engrandeciam Seu
nome e relatavam Suas obras maravilhosas. Deste modo, fazia-se com que a
msica Pg. 98 servisse a um santo propsito: erguer os pensamentos
quilo que  puro, nobre e elevador, e despertar na alma devoo e
gratido para com Deus. Quo grande  a diferena entre as escolas dos
tempos antigos, sob a superviso do prprio Deus, e nossas modernas
instituies de ensino! At nas escolas de Teologia formam-se muitos
alunos com menos conhecimento real de Deus e da verdade religiosa que
quando ali ingressaram. Poucas escolas se encontram que no sejam
governadas pelas mximas e costumes do mundo. H bem poucas em que o
amor dos pais cristos pelos filhos no se depare com amarga decepo.
Em que consiste a superior excelncia de nossos sistemas de educao? Na
literatura clssica com que se abarrotam os nossos filhos? Nas
realizaes ornamentais, alcanadas por nossas filhas  custa da sade
ou do vigor mental? No fato de o ensino moderno estar to geralmente
separado da Palavra da verdade, o evangelho de nossa salvao? Consiste
a suprema excelncia da educao popular em tratar os ramos individuais
de estudo sem levar em conta aquela pesquisa mais profunda que abrange o
esquadrinhamento das Escrituras e o conhecimento de Deus e da vida
futura? Consiste em imbuir a mente dos jovens de concepes pags acerca
da liberdade, moralidade e justia?  seguro colocar nossos jovens sob a
direo desses condutores cegos que estudam os orculos sagrados com
muito menos interesse que o que manifestam nos autores clssicos da
Grcia e Roma antigas? "A educao - comenta um escritor - est-se
convertendo num sistema de seduo." H uma deplorvel falta de adequada
restrio e judiciosa disciplina. Os sentimentos mais amargos, as
paixes mais incontrolveis so estimulados pela atitude de professores
imprudentes e mpios. A mente dos jovens  despertada com facilidade, e
sorve a insubordinao como gua. A ignorncia da Palavra de Deus, entre
as pessoas declaradamente crists,  alarmante. Os jovens em nossas
escolas pblicas tm sido privados das bnos das coisas sagradas. Pg.
99 Conversas superficiais, mero sentimentalismo, passam por instruo
moral e religiosa; carecem no entanto das caractersticas vitais da
verdadeira piedade. A justia e a misericrdia de Deus, a beleza da
santidade, e a segura recompensa da conduta correta, o hediondo carter
do pecado e a certeza do castigo, no so gravados na mente dos jovens.
O ceticismo e a incredulidade, sob agradvel disfarce ou como velada
insinuao, freqentemente encontram lugar nos livros escolares. Em
alguns casos, os princpios mais perniciosos tm sido inculcados pelos
professores. Maus companheiros esto ensinando aos jovens lies de
crime, dissipao e licenciosidade, cuja contemplao causa horror.
Muitas de nossas escolas pblicas so focos do vcio.
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Como
nossos jovens podem ser protegidos contra essas influncias
contaminadoras? Deve haver escolas estabelecidas sobre os princpios da
Palavra de Deus e governadas por seus preceitos. Deve haver outro
esprito em nossas escolas, para animar e santificar cada ramo de
educao. Deve-se buscar fervorosamente a cooperao divina. E no
buscaremos em vo. Pertencem- nos as promessas da Palavra de Deus.
Podemos esperar a presena do Mestre celestial. Podemos ver o Esprito
do Senhor derramado como nas escolas dos profetas, e cada coisa
participar de uma consagrao divina. A cincia ser ento, como foi
para Daniel, a serva da religio; e todo esforo, do primeiro ao ltimo,
contribuir para a salvao do homem - alma, corpo e esprito - e para a
glria de Deus por meio de Cristo. Signs of the Times, 13 de agosto de
1885. 12 Namoro e Casamento Pg. 100 Nestes dias de perigo e corrupo,
os jovens acham-se expostos a muitas provas e tentaes. Muitos esto a
navegar num porto perigoso. Precisam de um piloto; mas desdenham receber
o muito necessitado auxlio, julgando que so competentes para dirigir
seu barco, e no reconhecendo que ele est prestes a dar num recife
oculto, o qual lhes poder causar o naufrgio da f e da felicidade.
Esto envaidecidos com o assunto do namoro e do casamento, e sua
principal preocupao  conseguirem o seu desejo. Neste perodo, que  o
mais importante de sua vida, precisam de um conselheiro infalvel, um
guia seguro. Isto encontraro na Palavra de Deus. A menos que sejam
diligentes estudantes dessa Palavra, cometero erros graves, os quais
lhes mancharo a sua felicidade e a de outros, tanto para a vida
presente como para a futura. Muitos tm a disposio de ser impetuosos e
obstinados. No levaram a srio o sbio conselho da Palavra de Deus; no
batalharam contra o prprio eu nem obtiveram preciosas vitrias; e sua
vontade orgulhosa e inflexvel os desviou do caminho do dever e da
obedincia. Olhai para vossa vida passada, jovens amigos, e considerai
fielmente vosso procedimento  luz da Palavra de Deus. Tendes abrigado
essa conscienciosa considerao pelas vossas obrigaes para com vossos
pais, que a Bblia ordena? Tendes tratado com bondade e amor a me que
desde a infncia tem cuidado de vs? Tendes tido considerao para com
os seus desejos, ou ocasionado dores e tristezas ao seu corao,
executando vossos desejos e planos? A verdade que professais santificou
o vosso corao, e abrandou e subjugou vossa vontade? Se assim no foi,
tendes minucioso trabalho a fazer para endireitar os erros do passado. A
Bblia apresenta uma perfeita norma de carter. Esse Livro sagrado,
inspirado por Deus e escrito por homens santos,  um guia perfeito sob
todas as circunstncias da vida. Apresenta Pg. 101 distintamente os
deveres tanto de jovens como de adultos. Adotada como o guia da vida,
seus ensinos dirigiro a alma para cima. Eleva o esprito, melhora o
carter e d paz e alegria ao corao. Mas muitos jovens h que preferem
ser os conselheiros e guias de si mesmos, e tomaram em suas prprias
mos o seu caso. Esses precisam estudar mais de perto os ensinos da
Bblia. Em suas pginas acharo revelado o seu dever para com os pais e
seus irmos na f. Diz o quinto mandamento: "Honra a teu pai e a tua
me, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu
Deus, te d." xo. 20:12. E lemos noutra parte: "Vs, filhos, sede
obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto  justo." Efs. 6:1. Um
dos sinais de estarmos vivendo nos ltimos dias  o fato de serem os
filhos desobedientes aos pais, ingratos, profanos. A Palavra de Deus 
abundante em preceitos e conselhos que mandam respeitar os pais. Impe
aos jovens o sagrado dever de amar e ajudar os que os guiaram atravs da
infncia, da meninice e da juventude, at  varonilidade e feminilidade,
e que se acham agora em grande parte dependentes deles, quanto  paz e
felicidade. A Bblia no d sonido incerto quanto a esse assunto;
contudo, seus ensinos tm sido muito desrespeitados. Os jovens tm
muitas lies a aprender, e a mais importante  aprenderem a conhecer-se
a si mesmos. Devem ter idias corretas acerca de suas obrigaes e
deveres para com os pais, e estarem constantemente a aprender, na escola
de Cristo, a ser mansos e humildes de corao. Ao mesmo tempo que devem
amar e honrar os pais, cumpre-lhes tambm respeitar o juzo dos homens
de experincia com os quais se acham ligados na igreja. O jovem que anda
em companhia de uma jovem e capta a sua amizade sem conhecimento dos
pais dela, no desempenha um nobre papel cristo para com a moa nem
para com os pais dela. Por meio de comunicaes e encontros secretos
poder ele conseguir influncia sobre o esprito dela; mas assim
fazendo, deixa ele de manifestar aquela nobreza e integridade de Pg.
102 alma que possuir todo filho de Deus. Para conseguir os seus fins,
desempenham um papel que no  franco e aberto nem de acordo com a norma
bblica e demonstram-se infiis para com aqueles que os amam e se
esforam por ser seus fiis responsveis. Casamentos contratados sob
tais influncias no esto de acordo com a Palavra de Deus. Aquele que
quer desviar do dever a uma filha, querendo confundir as suas idias
acerca das claras e positivas ordens de Deus de obedecer e honrar aos
pais, no  a pessoa que h de ser fiel nas obrigaes do casamento.
Faz-se a pergunta: "Como purificar o jovem o seu caminho?" e  dada a
resposta: "Observando-o conforme a Tua Palavra." Sal. 119:9. O jovem que
fizer da Bblia o seu guia, no precisa errar o caminho do dever e da
segurana. Esse Livro bendito o ensinar a preservar sua integridade de
carter, a ser verdadeiro e no praticar nenhum engano. "No furtars",
(xo. 20:15) foi escrito pelo dedo de Deus sobre as tbuas de pedra; no
entanto, quantos furtos clandestinos de afeies no so praticados e
desculpados! Mantm-se um namoro enganoso, seguem-se comunicaes
privadas, at que as afeies de uma pessoa inexperiente e que no sabe
at que ponto se podem desenvolver essas coisas, so em certa medida
desviadas dos pais e dedicadas ao que demonstra, pelo seu procedimento,
que  indigno do seu amor. A Bblia condena toda espcie de
desonestidade e requer o reto procedimento sob todas as circunstncias.
Aquele que faz da Bblia o guia de sua juventude, a luz do seu caminho,
obedecer em todas as coisas aos seus ensinos. No transgredir nem um
jota ou um til da lei para conseguir qualquer objetivo, mesmo quando
tenha que fazer grandes sacrifcios em conseqncia disso. Se cr na
Bblia, sabe que as                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet bnos divinas no repousaro sobre
ele, se se desviar do estreito caminho da retido. Embora parea por
algum tempo que est prosperando, h de, por certo, colher o fruto de
suas aes. A maldio de Deus repousa sobre muitas das inoportunas e
imprprias amizades que se formam nesta poca atual. Pg. 103 Se a
Bblia deixasse estas questes a uma luz vaga e imprecisa, ento seria
mais justificvel o procedimento que muitos jovens de hoje esto
seguindo em suas relaes. Mas o reclamos bblicos no so ordens
incompletas; requerem perfeita pureza de pensamento, palavras e atos.
Somos gratos a Deus porque Sua Palavra  uma luz para nossos ps, e
porque ningum precisa errar o caminho do dever. Os jovens devem
constituir seu dever consultar suas pginas e atender a seus conselhos;
pois tristes erros so sempre cometidos ao desviar-se de seus preceitos.
Se h qualquer assunto que deveria ser considerado com calma reflexo e
juzo desapaixonado,  este o assunto do casamento. Se h tempo em que
se necessita da Bblia como um conselheiro,  antes de dar um passo que
ligue pessoas por toda a vida. Mas a idia predominante  a de que nesta
questo os sentimentos  que devem ser o guia; e, em muitssimos casos,
o apaixonado sentimentalismo toma as rdeas e leva  runa certa.  aqui
que os jovens mostram menos inteligncia do que em qualquer outro
assunto;  aqui que se recusam a ouvir razes. A questo do casamento
parece ter sobre eles um poder enfeitiante. No se submetem a Deus.
Seus sentidos so presos em cadeias e seguem seu caminho com certo
segredo, como se temessem que seus planos fossem contrariados por
algum. O modo secreto pelo qual se fazem os namoros e casamentos 
causa de grande quantidade de misria, da qual s Deus conhece a
completa extenso. Nesse recife milhares sofreram o naufrgio da alma.
Cristos professos, cuja vida  assinalada pela integridade, e que
parecem prudentes quanto a qualquer outro assunto, neste cometem
terrveis erros. Manifestam uma vontade firme, resoluta, a qual a razo
no pode mudar. Tornam-se to fascinados pelos sentimentos e impulsos
humanos que no tm desejo de pesquisar a Bblia e entrar em comunho
ntima com Deus. Satans sabe exatamente com que elementos tem de
tratar, e emprega sua infernal sabedoria em vrios artifcios, a fim de
enlaar almas para a runa. Observa Pg. 104 cada passo que se d, e faz
muitas sugestes, e muitas vezes estas sugestes so seguidas de
preferncia ao conselho da Palavra de Deus. Essa rede perigosa, bem
tecida,  habilmente preparada para apanhar os jovens e desprevenidos.
Pode achar-se muitas vezes disfarada sob um manto de luz; mas os que se
tornam suas vtimas trespassam-se a si mesmos com muitas dores. Em
resultado, vemos runas humanas por toda parte. Quando sero prudentes
os nossos jovens? Por quanto tempo ainda continuar este estado de
coisas? Devero os filhos consultar to-somente seus prprios desejos e
inclinaes, independentemente do conselho e juzo dos pais? Alguns h
que parecem nunca dar um pensamento aos desejos ou preferncias dos
pais, nem tomar em considerao o seu maduro juzo. O egosmo
fechou-lhes a porta do corao para a afeio filial. O esprito dos
jovens precisa ser despertado quanto a este assunto. O quinto mandamento
 o nico ao qual se acha ligada uma promessa; mas  considerado
levianamente, e mesmo positivamente desprezado pelas exigncias do que
ama. A desconsiderao para com o amor de uma me, e desonra da
solicitude de um pai, so pecados que se encontram registrados contra
muitos jovens. Um dos maiores erros ligados a este assunto  a idia de
que os jovens e inexperientes no devem ser perturbados em suas
afeies, que no deve haver nenhuma interferncia em sua experincia
amorosa. Se j houve um assunto que devesse ser considerado de todos os
pontos de vista,  este. O auxlio da experincia de outros, e o calmo e
cuidadoso pesar da questo em ambos os lados,  positivamente
indispensvel.  um assunto que  pela grande maioria de pessoas tratado
com muita, mas muita leviandade. Consultai a Deus e a vossos pais
tementes a Deus, jovens amigos. Orai sobre o assunto. Pesai cada
sentimento e observai todo desenvolvimento de carter na pessoa a quem
pretendeis ligar o destino de vossa vida. O passo que ides dar  um dos
mais importantes de vossa vida, e no deve ser dado precipitadamente.
Conquanto possais amar, no ameis cegamente. Estudai cuidadosamente para
ver se vossa vida matrimonial h de ser feliz, ou desarmoniosa e
infeliz. Fazei surgir Pg. 105 as perguntas: Ajudar-me- esta unio na
escalada para o Cu? Aumentar meu amor a Deus? E aumentar minha esfera
de utilidade nesta vida? Se estas reflexes no apresentarem nada em
contrrio, ento prossegui, no temor de Deus. Mas mesmo se assumistes
compromisso, sem conhecerdes plenamente o carter da pessoa com quem vos
pretendeis unir, no penseis que o compromisso torne uma positiva
necessidade fazerdes o voto de casamento, e vos ligardes por toda a vida
a uma pessoa que no podeis amar nem respeitar. Sede muito cuidadosos em
como fazeis compromissos condicionais; mas melhor, muito melhor, 
quebrardes o compromisso antes do casamento do que vos separardes
depois, como muitos fazem. O verdadeiro amor  uma planta que precisa
ser cultivada. Que a mulher que deseje uma unio pacfica e feliz, e
queira escapar a futuras misrias e tristezas, indague, antes de
entregar suas afeies: Tem meu pretendente uma me? Qual  a qualidade
do carter dela? Reconhece ele suas obrigaes para com ela? Tem
considerao para com os seus desejos e sua felicidade? Se ele no
respeita nem honra a me, porventura manifestar respeito e amor,
bondade e ateno para com a esposa? Passada a novidade do casamento,
continuar a amar-me? Ser paciente com os meus erros, ou crtico,
imperioso e ditatorial? A afeio verdadeira passar por alto muitos
erros; o amor no os distinguir. A juventude confia demais no impulso.
No deve entregar-se demasiado facilmente, nem deixar-se cativar muito
depressa pelo atraente exterior do pretendente. O namoro, tal como 
seguido hoje,  uma armadilha de engano e hipocrisia, com o qual o
inimigo das almas tem muito mais que haver do que o Senhor. Se h coisa
em que seja preciso o bom senso comum,  esta; mas o fato  que ele
pouco se emprega neste assunto. Se os filhos tivessem mais familiaridade
com os pais, se neles confiassem e lhes desabafassem as alegrias e
tristezas, se poupariam muita mgoa futura. Pg. 106
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Quando se acham perplexos, sem saber qual o procedimento correto,
exponham aos pais a questo, tal qual a consideram sob o seu ponto de
vista, e peam-lhes conselho. Quem seria to capaz como os pais tementes
a Deus, de lhes apontar os perigos? Quem to bem como eles compreender
seu temperamento particular? Os filhos que forem cristos avaliaro
acima de toda bno terrena o amor e a aprovao dos pais tementes a
Deus. Os pais podem sentir com os filhos, e orar por eles e com eles,
para que Deus os proteja e guie. Acima de tudo o mais, lhes apontaro o
Amigo e Conselheiro que nunca falha, e o qual Se comove com o sentimento
de Suas fraquezas. Aquele que foi tentado em todos os pontos como ns
somos, mas sem pecado, sabe como socorrer os que so tentados e que se
achegam a Ele com f. Review and Herald, 26 de janeiro de 1886. 13 A
Importncia do Preparo na Obra de Deus Pg. 107 O trabalho do obreiro
no  pequeno ou insignificante. Se ele se dedica a qualquer ramo da
obra, seu primeiro dever  ter cuidado de si mesmo e da doutrina. Deve
examinar o seu corao e remover o pecado; deve manter ento sempre
diante de si o Modelo, Jesus cristo, como seu exemplo. No deve
sentir-se na liberdade de moldar sua conduta como melhor aprouver a sua
prpria inclinao. Ele  a propriedade de Jesus. Escolheu uma alta
vocao, e dela deve proceder o colorido e feio de toda a sua vida
futura. Ingressou na escola de Cristo, e poder obter conhecimento de
Cristo e Sua misso, e da obra que lhe compete realizar. Todas as suas
faculdades devem ser postas sob o controle do grande Mestre. Toda
faculdade mental, todo rgo do corpo deve ser mantido nas melhores
condies possveis, a fim de que a obra de Deus no apresente sinais de
seu carter defeituoso. Antes de uma pessoa estar preparada para ensinar
a verdade aos que se encontram nas trevas, precisa tornar-se discpulo.
Deve estar disposta a receber conselhos. No pode colocar o p no
terceiro, quarto ou quinto degrau da escada do progresso antes de haver
comeado no primeiro degrau. Muitos julgam estar habilitados para a
obra, quando em realidade no sabem quase nada a esse respeito. Se
receberem permisso para comear a trabalhar por confiana prpria,
deixaro de adquirir o conhecimento que  seu privilgio obter, e
estaro condenados a lutar contra muitas dificuldades para as quais eles
se acham inteiramente desprevenidos. A cada obreiro  concedido agora o
privilgio de aperfeioar-se, e ele deve fazer com que tudo concorra
para esse objetivo. Quando quer que se faa esforo especial num
importante lugar, deve ser estabelecido um sistema de trabalho bem
organizado, de maneira que os que desejarem ser colportores, e os que
so habilitados a dar estudos bblicos a famlias possam Pg. 108
receber as necessrias instrues. Os que so obreiros tambm devem ser
discpulos, e enquanto o pastor labuta na palavra e na doutrina, no
devem vaguear ociosamente de um lado para o outro, como se nada houvesse
no discurso que necessitassem ouvir. No devem considerar a pessoa que
fala simplesmente como orador, mas como mensageiro de Deus aos homens.
Preferncias e preconceitos pessoais no devem exercer influncia sobre
a ateno prestada por eles. Se todos imitassem o exemplo de Cornlio e
dissessem: "Agora, pois, estamos todos presentes diante de Deus, para
ouvir tudo quanto por Deus te  mandado", (Atos 10:33) tirariam muito
mais proveito dos sermes ouvidos por eles. Deve haver, em ligao com
nossas misses, colgios para os que esto prestes a entrar no campo
como obreiros. Devem estar certos de que precisam tornar-se como novatos
que aprendam o ofcio de trabalhar pela converso de almas. O labor
nestas escolas deve ser variado. O estudo da Bblia deve ocupar o lugar
mais importante, e, ao mesmo tempo, deve haver um sistemtico treino da
mente e das maneiras, para que aprendam a se aproximar do povo da melhor
maneira possvel. Todos devem aprender a trabalhar com tato, cortesia,
bem como com o Esprito de Cristo. Jamais devem parar de aprender, mas
sempre continuar cavando em busca da verdade e dos melhores mtodos de
trabalho, como se estivessem  cata de ouro escondido na terra. Oxal
todos os que comeam a empenhar-se na obra resolvam no ter sossego a
menos que se tornem obreiros de primeira classe. A fim de fazer isto,
no devem permitir que a mente seja dominada pelas circunstncias e os
impulsos, mas fixar-se ao ponto exato, e ser exercitada ao mximo para
compreender a verdade em todos os seus aspectos. Homens de talento tm
labutado com grande desvantagem porque seu esprito no foi disciplinado
para a obra. Vendo a necessidade de obreiros, dispuseram-se a preencher
a lacuna, e, embora tenham realizado grande bem, este em muitos casos
Pg. 109 no  nem a dcima parte do que poderiam ter realizado se
houvessem recebido o devido preparo logo no incio. Muitos que pretendem
dedicar-se ao servio de Deus no sentem necessidade de qualquer preparo
especial. Mas os que tm essa impresso, so precisamente aqueles que se
encontram em maior necessidade de rigoroso preparo.  quando eles tm
pouco conhecimento de si mesmos e da obra, que se consideram mais
habilitados. Quando esse conhecimento  maior, percebem a ignorncia e a
ineficincia de que se acham possudos. Ao submeterem o corao a
minucioso exame, notam tanta coisa diferente do carter de Cristo, que
so levados a exclamar: "Quem  idneo para estas coisas?", e com
profunda humildade esforar-se-o cada dia por colocar-se em ntima
ligao com Cristo. Crucificando o prprio eu, esto pondo os ps no
caminho em que Ele pode gui-los. H o perigo de que o obreiro
inexperiente, enquanto procura habilitar-se para a obra, julgue ser
competente para colocar-se em qualquer posio na qual soprem ao seu
redor diversos ventos de doutrinas. Ele no pode fazer isto sem perigo
para sua prpria alma. Se lhes sobrevierem provaes e tentaes, o
Senhor dar foras para venc-las; mas quando algum se coloca no
caminho da tentao, sucede com freqncia que Satans, por meio de seus
agentes, estimula os sentimentos dessa pessoa de tal maneira que
confundam e perturbem a mente. Por meio de comunho com Deus e minucioso
estudo das Escrituras, o obreiro deve firmar-se cabalmente antes de
empreender com regularidade a tarefa de ensinar a outros. Joo, o
discpulo amado, foi banido para a solitria ilha de Patmos, a fim de
que pudesse estar separado de toda luta e at mesmo da obra que amava, e
a                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet fim de que o Senhor pudesse comunicar-Se com ele e
revelar-lhe as cenas finais da histria terrestre. Foi no deserto que
Joo Batista aprendeu a mensagem que devia transmitir a fim de preparar
o caminho para Aquele que viria. Acima de tudo o mais, porm, deve-se
incutir nos indivduos que decidiram tornar-se servos de Deus, que
precisam ser pessoas convertidas. O corao deve ser puro. A Pg. 110
piedade  essencial para esta vida e para a vida futura. O homem sem
carter slido e virtuoso certamente no ser uma honra para a causa da
verdade. O jovem que pretende cooperar com Deus deve ser puro de
corao. Em seus lbios, em sua boca, no deve haver dolo algum. Os
pensamentos devem ser puros. Santidade de vida e carter  uma coisa
rara, mas o obreiro precisa t-la, pois do contrrio no poder
jungir-se a Cristo. Jesus declara: "Sem Mim nada podereis fazer." Joo
15:5. Se os que tencionam trabalhar para o bem dos outros e para a
salvao de seus semelhantes confiarem em sua prpria sabedoria, eles
iro falhar. Se tm humilde conceito de si mesmos, so ento
suficientemente modestos para crer em Deus e esperar Seu auxlio. "No
te estribes no teu prprio entendimento. Reconhece-O em todos os teus
caminhos, e Ele endireitar as tuas veredas." Prov. 3:5 e 6. Temos ento
o privilgio de ser dirigidos por um sbio conselheiro, e crescente
entendimento  dado ao verdadeiro e sincero pesquisador da verdade e do
conhecimento. A razo por que no temos mais homens de grande
envergadura e amplo conhecimento,  que eles confiam em sua prpria
sabedoria finita e procuram imprimir seu cunho  obra, em vez de receber
o cunho de Deus. No oram com fervor e no mantm aberto o meio de
comunicao entre sua alma e Deus, para que possam reconhecer-Lhe a voz.
Mensageiros de luz viro em auxlio dos que julgam ser a personificao
da fraqueza, sem a tutela divina. A Palavra de Deus deve ser estudada
com mais diligncia, e introduzida na vida e no carter, moldados
segundo a norma de justia que Deus estabeleceu em Sua Palavra. Ento a
mente se expandir e se fortalecer, sendo tambm enobrecida ao
apossar-se das verdades que so eternas. Embora o mundo seja desatento e
indiferente  mensagem de advertncia e misericrdia transmitida na
Bblia, o povo de Deus, que discerne a proximidade do fim, deve ser mais
resoluto e dedicado, e trabalhar com mais diligncia, a fim de
proclamarem as virtudes dAquele que os chamou das trevas para a Sua
maravilhosa luz. Pg. 111 O conhecimento  um poder, tanto para o bem
como para o mal. A religio da Bblia  a nica salvaguarda para os
seres humanos.  dispensada muita ateno aos jovens nesta poca, para
que saibam entrar airosamente numa sala, danar e tocar instrumentos
musicais. Mas esta educao lhes  negada: conhecer a Deus e atender a
Seus reclamos. A educao que  to duradoura como a eternidade,  quase
inteiramente negligenciada como sendo antiquada e indesejvel. A
educao da criana para assumir a obra de edificao do carter com
relao ao seu bem atual,  sua paz e felicidade presentes, e para lhe
guiar os ps no caminho levantado para que nele andem os remidos do
Senhor, no  considerada da moda, e, portanto, no essencial. A fim de
que nossos filhos entrem pelos portais da cidade de Deus como
vencedores, devem ser ensinados a temer a Deus e a guardar os Seus
mandamentos na vida presente.  a tais que Jesus chama de
bem-aventurados: Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus
mandamentos, "para que tenham direito  rvore da vida, e possam entrar
na cidade pelas portas." Apoc. 22:14. A bno  proferida sobre os que
se acham familiarizados com a vontade de Deus revelada em Sua Palavra. A
Bblia  o grande instrumento nas mos de seu Autor para fortalecer o
intelecto. Ela franqueia o jardim da mente para o cultivo do Lavrador
celestial.  porque se d to pouca ateno ao que Deus diz e ao que
Deus requer, que h to poucos que sentem o dever de realizar trabalho
missionrio, to poucos que se tm submetido a treinamento, incitando
para o servio toda faculdade, a fim de que seja adestrada e fortalecida
para prestar melhor servio a Deus. Esto sendo feitos esforos
demasiado dbeis para unir com nossas escolas a pessoas de diferentes
nacionalidades que deveriam estar unidas com elas, para que obtenham uma
educao e se habilitem para uma obra to nobre, to elevada e de to
grande influncia. Deus no levou em conta os tempos da ignorncia. Mas
a luz est brilhando cada vez com maior intensidade; a luz e os
privilgios de compreender a verdade bblica so abundantes, se
to-somente os obreiros Pg. 112 abrirem os olhos do seu entendimento. A
verdade deve ser difusa. As misses nacionais e no estrangeiro requerem
ntegros caracteres cristos para se empenharem em projetos
missionrios. As misses em nossas cidades neste pas e no exterior
requerem homens imbudos do Esprito de Cristo, que trabalhem como
Cristo trabalhou. Review and Herald, 14 de junho de 1887. 14 A Devida
Educao dos Jovens Pg. 113 O terceiro anjo  representado a voar pelo
meio do cu, mostrando que a mensagem deve ir atravs da extenso e
largura da Terra.  a mais solene mensagem que j foi dada a mortais, e
todos quantos se propem a ligar-se com a obra devem sentir primeiro sua
necessidade de educao, e do mais completo processo de preparo para o
trabalho, com referncia a sua utilidade futura; e devem-se fazer planos
e fazer esforos para aperfeioamento dos que aspiram entrar em qualquer
ramo da obra. O trabalho ministerial no pode nem deve ser confiado a
rapazes, nem o de instrutoras bblicas a moas inexperientes, pelo fato
de eles oferecerem seus servios e estarem dispostos a assumir posies
de responsabilidade, enquanto carecem de experincia religiosa, e lhes
falta completa educao e preparo. Precisam ser provados para ver se
resistem  prova; pois, a menos que desenvolvam o firme, consciencioso
princpio de ser tudo quanto Deus quer que eles sejam, no ho de
representar corretamente nossa causa e obra para este tempo. Nossas
irms empenhadas na obra em toda misso, devem ter uma profundeza de
experincia obtida dos que desfrutaram tal experincia e que compreendem
as formas e os mtodos de trabalho. Os movimentos missionrios esto
sendo continuamente embaraados por falta de obreiros com a devida
atitude mental e a devoo e piedade que representem corretamente a
nossa f.                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet Muitos h que deveriam tornar-se missionrios, mas
que no ingressam nunca no campo, porque os que esto ao seu lado na
igreja ou em nossos colgios no se preocupam de falar com eles, expondo
diante de seus olhos as reivindicaes de Deus quanto a todas as suas
faculdades, e no oram com eles e por eles. O momentoso perodo que
decide os planos e o curso da vida, passa; so reprimidas as suas
convices; outras influncias e atraes os arrastam, e as tentaes de
buscar Pg. 114 posies mundanas que, pensam eles, ho de trazer-lhes
lucros financeiros, levam-nos para a corrente do mundo. Tais jovens
poderiam haver sido salvos para o pastorado por meio de planos bem
organizados. Se as igrejas em diferentes lugares cumprirem seu dever,
Deus cooperar com seus esforos por Seu Esprito, provendo homens fiis
para o pastorado. Nossas escolas devem ser instituies educativas e de
preparo. Se os homens e as mulheres delas saem habilitados, em qualquer
sentido, para o campo missionrio, sejam impressionados com a grandeza
da obra; em sua experincia diria se deve introduzir a piedade prtica,
a fim de que sejam habilitados para qualquer posio de utilidade em
nosso mundo, na igreja ou na grande vinha moral de Deus, que agora
requer trabalhadores nas terras estrangeiras. Devem os jovens ser
impressionados com a idia de que neles se tem confiana. Tm um senso
de honra, e desejam ser respeitados, e tm este direito. Se os alunos
recebem a impresso de que no podem sair ou entrar, sentar-se  mesa,
ou estar em qualquer parte, mesmo em seu quarto, a no ser que sejam
vigiados, que um olho crtico esteja sobre eles para criticar e relatar,
ter isto uma influncia desmoralizadora, e a recreao em si no dar
prazer. Esse conhecimento de uma vigilncia contnua,  mais do que
tutela paterna, e muito pior; pois os pais sbios podem, com tato,
discernir freqentemente sob a superfcie e ver, a operao da mente
irrequieta nos anelos da juventude, ou debaixo das foras da tentao, e
estabelecer seus planos de ao para anular o mal. Mas esse constante
desvelo no  natural, e produz os males que est procurando evitar. A
sade dos jovens exige exerccio, alegria, e que sejam cercados de uma
atmosfera feliz e agradvel, para o desenvolvimento da sade fsica e de
um carter simtrico. A Palavra de Deus deve ser exposta aos jovens, mas
um jovem no deve ser colocado na posio de fazer isto. Os que
constantemente precisam ser vigiados para resguardar sua boa conduta,
tero de ser vigiados em qualquer posio Pg. 115 em que estiverem. Por
isso, o molde dado ao carter na juventude por um tal sistema de preparo
 totalmente deletrio. Tende em vista a disciplina mental e a formao
de corretos sentimentos e hbitos morais. Os estudos, em geral, devem
ser poucos e bem escolhidos, e os que freqentam nossos colgios tm de
receber preparo diverso do que  ministrado nas escolas comuns da
atualidade. Se possuem pais sbios e tementes a Deus, eles geralmente
receberam o ensino dos princpios do cristianismo. A Palavra de Deus era
respeitada em seu lar, sendo seus ensinos considerados a lei da vida.
Foram criados na doutrina e admoestao do evangelho. Quando entram na
escola, devem continuar esta mesma educao e preparo. As mximas, os
costumes e prticas do mundo, no so os ensinos de que eles necessitam.
Eles devem ver que os professores na escola cuidam de sua alma, que tm
decidido interesse em seu bem-estar espiritual. A religio  o grande
princpio a ser incutido; pois o amor e o temor de Deus so o princpio
da sabedoria. Se os jovens afastados da atmosfera domstica, da guia e
tutela dos pais, forem entregues a si mesmos para escolher seus
companheiros, depararo com uma crise em sua histria que geralmente no
 favorvel  piedade ou aos princpios. Por conseguinte, onde quer que
se estabelea uma escola, deve haver coraes fervorosos para tomar vivo
interesse em nossos jovens. H necessidade de pais e mes que contribuam
com profunda simpatia e benvolas admoestaes. Deve-se introduzir nos
cultos toda aprazibilidade possvel. Os que prolongam esses servios at
torn-los cansativos, deixam errneas impresses na mente dos jovens,
levando-os a ligar a religio com o que  rido, anti-social e
desinteressante. Tais jovens no adotam para si mesmos o mais alto
padro, mas princpios frouxos e um baixo padro arrunam aqueles que,
se devidamente instrudos, no s estariam em condies de ser uma
bno para a causa, mas tambm para a igreja e o mundo.  essencial, no
professor, piedade Pg. 116 ardente, ativa. O culto matutino e
vespertino, na capela, bem como as reunies de sbado, sem constante
cuidado e se no forem vivificados pelo Esprito de Deus, podero
tornar-se formais e, para os jovens, o mais enfadonho e menos atrativo
dos exerccios escolares. As reunies sociais devem ser dirigidas de
maneira a se tornarem no somente ocasies proveitosas, mas de real
prazer. Estudem os que ensinam os jovens, por sua vez, na escola de
Cristo, aprendendo lies para comunicar a seus alunos.  preciso
sincera, diligente e ntima devoo. Cumpre evitar toda falta de viso.
Que o professor se desligue de sua dignidade ao ponto de ser um com as
crianas em seus exerccios religiosos e entretenimentos, sem lhes dar a
impresso de serem vigiadas e sem andar de um lado para o outro com
aspecto imponente, como se fosse um soldado uniformizado a montar guarda
sobre elas. Sua prpria presena entre as crianas lhes apresentar um
modelo  conduta. Sua harmonia com elas faz-lhe pulsar o corao com
novo afeto. Os jovens necessitam de simpatia, afeio e amor, do
contrrio ficaro desanimados. Um esprito de "No me importo com
ningum e ningum se importa comigo" toma posse deles, e se bem que
professem ser seguidores de Cristo, tm um diabo tentador em suas
pegadas, e esto em risco de ficar desanimados e mornos, e de abandonar
a Deus. Ento algum julga que deve censur-los e trat-los friamente,
como se fossem muito piores do que so em realidade. Poucos, talvez
nenhum, sentem o dever de fazer esforos pessoais para reform-los e
remover as lamentveis impresses neles produzidas. As obrigaes do
professor so srias e sagradas, mas parte alguma de sua obra  mais
importante do que a de proteger os jovens com terna e amorvel
solicitude, de modo que sintam ter nele um amigo. Conquiste uma vez o
professor a confiana dos alunos, e poder facilmente gui-los,
control-los e prepar-los. Os santos motivos em que se baseiam Pg. 117
nossos princpios cristos devem ser introduzidos na vida. A salvao de
seus alunos  o mais elevado interesse confiado ao professor temente a
Deus. Ele  colaborador de Cristo, e seu especial e determinado esforo
deve ser salvar almas da perdio                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet e ganh-las para Jesus Cristo. Deus o
requerer de suas mos. Todo professor deve viver uma existncia de
piedade, pureza, esmerado esforo no desempenho de todo dever. Se o
corao arde com o amor de Deus, ver-se- na vida aquela pura afeio
que  essencial; far-se-o fervorosas oraes e dar-se-o fiis
advertncias. Quando estas so negligenciadas, periclitam as almas sob
seu cuidado.  melhor gastar menos tempo com longas prelees e estudos
absorventes do que deixar de atender a tais deveres negligenciados. No
entanto, depois de todos esses esforos, os mestres verificaro talvez
que alguns desenvolvem carter destitudo de princpios. So frouxos na
moral, o que , em muitos casos, resultado de viciosos exemplos e falta
de disciplina dos pais. Conquanto os professores faam tudo quanto
podem, no conseguiro levar esses jovens a uma vida de pureza e
santidade. Aps paciente disciplina, afetivo labor e fervorosa orao,
ficaro decepcionados com aqueles de quem muito esperaram. Recebero,
alm disto, a censura dos pais, por no haverem tido poder de
contrabalanar a influncia de seu exemplo e imprudente educao. O
professor experimentar tais desalentos depois de haver cumprido o seu
dever. Compete-lhe, porm, prosseguir em sua obra, confiando em que Deus
opere com ele, ocupando varonilmente o seu posto e trabalhando com f.
Outros sero salvos para Deus, e sua influncia se exercer em salvar
outros ainda. Que os pastores, os professores da Escola Sabatina e de
nossos colgios unam alma, corao e propsito na obra de salvar nossa
juventude da runa. Muitos tm a impresso: "Bem, no importa que no
sejamos to meticulosos para educar-nos devidamente", e tem sido adotado
um padro inferior de conhecimento. E agora que so necessrios homens
competentes para ocupar diversas posies de responsabilidade, tais
indivduos so Pg. 118 raros; havendo necessidade de mulheres de mente
bem equilibrada e que no tenham uma educao de baixo teor, mas uma
educao que as habilite para qualquer posio de responsabilidade, elas
no so encontradas com facilidade. O que merece ser feito, precisa ser
bem feito. Embora a religio deva ser o elemento predominante em toda
escola, isso no levar ao declnio dos conhecimentos nas letras. Embora
a atmosfera religiosa deva predominar na escola, difundindo a sua
influncia, ela far com que todos os verdadeiros cristos sintam mais
profundamente a necessidade de conhecimento completo, a fim de usarem da
melhor maneira as faculdades que lhes foram concedidas por Deus.
Enquanto progridem na graa e no conhecimento de nosso Senhor Jesus
Cristo, gemero sob o senso de suas imperfeies e procuraro sem cessar
distender as faculdades mentais, de modo a tornarem-se cristos
inteligentes. O Senhor Jesus  desonrado por idias ou desgnios baixos
de nossa parte. Aquele que no percebe a obrigatoriedade da lei de Deus
e negligencia observar cada uma de suas exigncias, viola toda a lei. O
que se contenta em satisfazer apenas parcialmente a norma da justia, e
que no triunfa de todo inimigo espiritual, no cumpre o desgnio de
Cristo. Rebaixa todo o plano de sua vida religiosa, e enfraquece o
prprio carter. Sob a fora da tentao, seus defeitos de carter tomam
as rdeas, e o mal triunfa. Para satisfazer a mais elevada norma
possvel, precisamos ser perseverantes e decididos. Em muitos casos,
precisam ser vencidos hbitos e ideais estabelecidos, antes de podermos
fazer progresso na vida religiosa. O cristo fiel dar muito fruto; ele
 um obreiro; no ficar indolentemente  deriva, mas por toda a
armadura para travar as batalhas do Senhor. A obra essencial  conformar
os gostos, os apetites, as paixes, os motivos e desejos com a grande
norma de justia. A obra deve comear no corao. A menos que este seja
puro e esteja em perfeita harmonia com a vontade de Cristo, qualquer
paixo dominante, qualquer Pg. 119 hbito ou defeito, tornar-se- um
poder para destruir. Nada menos que o corao inteiro ser aceito por
Deus. Deus quer que os professores em nossas escolas sejam eficientes.
Se tiverem avanada compreenso espiritual, percebero que  importante
no serem deficientes no conhecimento das cincias. A piedade e a
experincia religiosa jazem  prpria base da verdadeira educao. Que
ningum julgue, porm, que para tornar-se um educador no  essencial
nada mais do que ser fervoroso em assuntos religiosos. Ao passo que os
mestres precisam de piedade, necessitam tambm de um completo
conhecimento das cincias. Isto no s far com que se tornem cristos
bons e prticos, mas os habilitar a educar os jovens, e tero ao mesmo
tempo sabedoria celestial para conduzi-los  fonte de gua viva. O
cristo visa atingir as mais altas realizaes com o intuito de
beneficiar os outros. O conhecimento harmoniosamente misturado com o
carter cristo, tornar a pessoa realmente uma luz no mundo. Deus opera
com os esforos humanos. Os que fazem toda diligncia para tornar firme
sua vocao e eleio, sentiro que um conhecimento superficial no os
habilitar para uma posio de utilidade. A educao equilibrada por
slida experincia religiosa habilita o filho de Deus para executar a
obra que lhe  designada, slida, firme, inteligentemente. Aquele que
aprende de Jesus, o maior Educador que o mundo j conheceu, no somente
possuir um simtrico carter cristo, mas uma mente exercitada para o
labor eficaz. A mente que discerne com rapidez ir muito alm da
superfcie. Deus no quer que nos satisfaamos com mente preguiosa,
indisciplinada, pensamentos obtusos, e memria fraca. Quer que todo
professor seja eficiente, no se contentando, apenas, com certa medida
de xito, mas compreendendo sua necessidade de constante diligncia em
adquirir conhecimento. Nosso corpo e alma pertencem a Deus, pois Ele os
comprou. Deu-nos talentos e tornou-nos possvel adquirir mais, a fim de
que possamos ser teis a ns mesmos e a outros no caminho da vida. Pg.
120 Cumpre a cada um desenvolver e fortalecer os dons que lhe foram
emprestados por Deus, para efetuar com eles um trabalho mais diligente e
prtico, tanto em questes temporais como religiosas. Se todos
compreendessem isto, que vasta diferena seria notada em nossas escolas,
em nossas igrejas e misses! A maioria contenta-se, porm, com um
limitado conhecimento, poucas realizaes, satisfazendo-se simplesmente
em ser aceitvel. A necessidade de ser homens semelhantes a Daniel e
Moiss, homens de influncia, homens cujo carter se tornou harmnico
mediante o trabalho em benefcio da humanidade e para glria de Deus -
tal experincia, s uns poucos tm tido, e o resultado  que bem poucos
se acham agora habilitados para satisfazer  grande necessidade dos
tempos.                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet Deus no passa por alto os ignorantes; se estes,
porm, estiverem ligados com Cristo, se forem santificados por meio da
verdade, estaro sempre adquirindo conhecimento. Mediante o exercitarem
todas as faculdades para glorificarem a Deus, tero aumentado poder para
faz-lo. Mas os que esto dispostos a permanecer em uma estreita esfera
pelo fato de Deus ter condescendido em aceit-los quando ali se achavam,
so muito nscios; h, todavia, centenas e milhares que esto procedendo
exatamente assim. Deus lhes deu o mecanismo vivo, e este precisa ser
usado diariamente a fim de que a mente atinja realizaes cada vez mais
elevadas.  uma lstima que muitos confundam ignorncia com humildade, e
que, a despeito de todos os recursos que Deus nos concedeu para a
educao, tantas pessoas estejam dispostas a permanecer na mesma posio
inferior em que se encontravam quando lhes foi transmitida a verdade.
No progridem intelectualmente; no se acham melhor habilitadas e
preparadas para realizar grandes e boas obras do que na ocasio em que
ouviram a verdade pela primeira vez. Muitos que so mestres da verdade
deixam de ser estudantes, cavando sempre mais fundo em busca da verdade,
como se estivessem  procura de tesouros escondidos. Seu intelecto
atinge um padro baixo e comum; mas no procuram ser homens de
influncia - no por ambio egosta, mas por amor a Cristo, para que
revelem o poder da verdade sobre o intelecto. No  pecado apreciar o
talento Pg. 121 literrio, contanto que no seja idolatrado; mas
ningum deve lutar pela vanglria de exaltar o prprio eu. Quando este 
o caso, h falta da sabedoria que desce l do Alto, a qual 
primeiramente pura; depois pacfica, indulgente, tratvel, plena de
misericrdia e de bons frutos. Se forem dirigidas por homens que possuem
a habilidade de administr-las cuidadosamente, as misses estabelecidas
em nossas cidades sero luzes invariveis a brilhar entre as trevas
morais. A exposio das Escrituras por meio de estudos bblicos  uma
parte essencial da obra relacionada com essas misses; mas os obreiros
no podem assumi-la a menos que estejam preparados. Muitos devem
adestrar-se na escola antes mesmo que saibam como estudar para submeter
a mente e os pensamentos ao controle da vontade, e como empregar
sabiamente suas faculdades mentais. Como um povo, temos muito o que
aprender antes de estarmos habilitados para empenhar-nos na grandiosa
obra de preparar um povo que permanea em p no dia do Senhor. Nossas
Escolas Sabatinas, que devem instruir as crianas e os jovens, so muito
superficiais. Seus dirigentes precisam cavar mais fundo. Devem dedicar
mais ateno e esforo  obra que esto realizando. Precisam estudar a
Bblia com mais afinco e ter uma experincia religiosa mais profunda
para que saibam como dirigir Escolas Sabatinas segundo as instrues do
Senhor, e como conduzir crianas e jovens ao Salvador. Este  um dos
ramos da obra que est definhando por falta de homens e mulheres
eficientes e perspicazes que sintam a responsabilidade perante Deus de
usar suas faculdades, no para enaltecer o prprio eu, no por
vanglria, mas para fazer o bem. Quo ampla e extensa  a ordem:
"Portanto, ide, ensinai todas as naes, batizando-as em nome do Pai, e
do Filho, e do Esprito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas
que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, at
 consumao dos sculos"! Mat. 28:19 e 20. Que honra  a conferida ao
homem; todavia, quantos procuram cingir-se  costa! Quo poucos esto
dispostos a fazer-se ao mar alto e lanar as redes para a pesca! Ora,
para que Pg. 122 isto se faa, para que os homens sejam cooperadores de
Deus, para que sejam chamados a labutar nas misses urbanas e para
enfrentar mentalidades de toda a espcie, deve haver preparativos
especiais para esse tipo de trabalho. Review and Herald, 21 de junho de
1887. 15 O Valor do Estudo da Bblia Pg. 123 "Toda Escritura
divinamente inspirada  proveitosa para ensinar, para redargir, para a
corrigir, para instruir em justia, para que o homem de Deus seja
perfeito e perfeitamente instrudo para toda boa obra." II Tim. 3:16 e
17. A Palavra de Deus  como um tesouro que contm tudo quanto 
essencial para aperfeioar o homem de Deus. Ns no apreciamos a Bblia
como deveramos. No estimamos devidamente as riquezas que encerra, nem
nos damos conta da grande necessidade que temos de examinar as
Escrituras por ns mesmos. Os homens negligenciam o estudo da Palavra de
Deus para ir aps interesses mundanos ou entregar-se aos prazeres da
poca. Algum assunto insignificante torna-se uma desculpa para a
ignorncia acerca das Escrituras dadas por inspirao divina. Seria
melhor rejeitar, porm, qualquer coisa de carter terrenal em vez deste
importantssimo estudo, que nos tornar sbios para a vida eterna.
Di-me o corao quando vejo homens - at mesmo aqueles que professam
esperar a vinda de Cristo - dedicando seu tempo e talentos  circulao
de livros que no contm nada acerca das verdades especiais para nosso
tempo - livros de contos, de biografias e de teorias e especulaes
humanas. O mundo est cheio de tais livros; podem ser obtidos em
qualquer parte; ser que os seguidores de Cristo podem ocupar-se, porm,
num trabalho to ftil quando h em toda parte clamorosa necessidade da
verdade de Deus? No temos o encargo de propagar esses livros. H
milhares que podem faz-lo, pois ainda no tm conhecimento de algo
melhor. Temos uma misso definida, e no devemos abandon-la por
questes secundrias, empregando homens e recursos a fim de chamar a
ateno das pessoas para livros que no tm relao com a verdade
presente. Orais em favor do avano da verdade? Trabalhai ento neste
sentido e demonstrai que vossas oraes procedem de coraes sinceros e
fervorosos. Deus no opera milagres onde Pg. 124 providenciou os meios
pelos quais poder ser realizada a obra. Empregai vosso tempo e talentos
em Seu servio, e Ele no deixar de cooperar com vossos esforos. Se o
agricultor deixa de arar e semear, Deus no operar um milagre para
anular as conseqncias de sua negligncia. O tempo da colheita encontra
o seu campo sem fruto: no h molhos a recolher ou gro a armazenar.
Deus proveu a semente, o solo, o sol e a chuva; e se o agricultor
houvesse empregado os meios  sua disposio, teria recebido segundo a
semeadura e o trabalho por ele realizados.
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Existem grandes leis que governam o mundo natural, e as coisas
espirituais so governadas por princpios igualmente positivos; 
necessrio empregar os meios para chegar a um fim e para obter os
resultados desejados. Os que no fazem esforos decididos no esto
trabalhando em harmonia com as leis de Deus. No esto fazendo uso das
provises feitas pelo Pai celestial, e s podem esperar minguadas
retribuies. O Esprito Santo no obriga os homens a seguir determinada
conduta. Somos agentes morais livres, e quando se nos h dado suficiente
evidncia quanto a nosso dever, compete-nos decidir a conduta a ser
tomada. A vs que permaneceis em ociosa expectativa, esperando que Deus
realize algum milagre maravilhoso para iluminar o mundo em relao 
verdade, desejo perguntar se haveis empregado os meios que Deus proveu
para o avano de Sua causa. Vs que orais por luz e verdade celestiais,
tendes estudado as Escrituras? Tendes desejado o "genuno leite
espiritual", (I Ped. 2:2) para que por ele vos seja dado crescimento?
Vs vos submetestes ao mandato revelado? "Fars" e "no fars", so
requisitos claros; no h lugar para ociosidade na vida crist. Vs que
lamentais vossa pobreza espiritual, procurais conhecer e fazer a vontade
de Deus? Estais procurando entrar pela porta estreita? H trabalho,
fervoroso trabalho, que fazer para o Mestre. Os males condenados na
Palavra de Deus devem ser vencidos. Deveis batalhar individualmente
contra o mundo, a carne e o diabo. Pg. 125 A Palavra de Deus  chamada
"a espada do Esprito", (Efs. 6:17) e deveis tornar-vos hbeis em seu
manuseio, a fim de abrir caminho atravs do exrcito da oposio e das
trevas. Apartai-vos das companhias prejudiciais. Calculai o preo de
seguir a Jesus, e fazei-o com o decidido propsito de despojar- vos de
toda impureza da carne e do esprito. A vida eterna vale tudo o que
possus e sois, e Jesus disse: "Qualquer de vs que no renuncia a tudo
quanto tem no pode ser Meu discpulo." Luc. 14:33. Aquele que nada faz,
esperando ser compelido por algum poder sobrenatural, continuar
esperando imerso em apatia e trevas. Deus deu Sua Palavra. Ele fala a
vossa alma em linguagem inconfundvel. No basta a palavra de Sua boca
para mostrar qual  o vosso dever e incentivar-vos a cumpri-lo? Os que
humilde e devotamente examinam as Escrituras para conhecer e fazer a
vontade de Deus, no ficaro em dvidas quanto a suas obrigaes para
com Ele. Porque "se algum quiser fazer a vontade dEle, pela mesma
doutrina, conhecer se ela  de Deus ou se eu falo de mim mesmo". Joo
7:17. Se quereis conhecer o mistrio da piedade, deveis seguir a singela
palavra da verdade, quer haja ou no sentimentos ou emoes. A
obedincia prestada deve provir de um sentimento de princpios, e
deve-se seguir o que  correto em quaisquer circunstncias. Este  o
carter escolhido por Deus para salvao. A prova da genuinidade do
cristo  dada na Palavra de Deus. Disse Jesus: "Se Me amardes,
guardareis os Meus mandamentos." Joo 14:15 "Aquele que tem os Meus
mandamentos e os guarda, este  o que Me ama; e aquele que Me ama ser
amado por Meu Pai, e Eu o amarei e Me manifestarei a ele. ... Se algum
Me ama, guardar a Minha palavra, e Meu Pai o amar, e viremos para ele
e faremos nele morada. Quem no Me ama no guarda as Minhas palavras;
ora, a palavra que ouvistes no  Minha, mas do Pai que Me enviou." Joo
14:21, 23 e 24. Eis a as condies de acordo com as quais toda alma
ser escolhida para a vida eterna. Vossa obedincia aos mandamentos de
Deus evidenciar vosso direito a uma herana com os santos na luz. Deus
escolheu certa excelncia de Pg. 126 carter, e a todo aquele que, pela
graa de Cristo, alcance a norma por Ele requerida, ser amplamente
suprida a entrada no reino de glria. Todos os que querem alcanar esta
norma de carter tero de usar os meios que Deus proveu para este fim.
Se quereis herdar o repouso que resta para os filhos de Deus, deveis
tornar-vos colaboradores de Deus. Sois escolhidos para levar o jugo de
Cristo - levar Sua carga, carregar Sua cruz. Deveis ser diligentes em
"fazer cada vez mais firme a vossa vocao e eleio". II Ped. 1:10.
Examinai as Escrituras e vereis que no  escolhido nenhum filho ou
filha de Ado para ser salvo em desobedincia  lei de Deus. O mundo
invalida a lei de Deus; mas os cristos so escolhidos para santificao
mediante obedincia  verdade. So escolhidos para que levem a cruz se
querem cingir a coroa. A Bblia  a nica regra de f e doutrina. E no
h nada mais apropriado para vigorizar a mente e fortalecer o intelecto
do que o estudo da Palavra de Deus. No h outro livro que seja to
poderoso para elevar os pensamentos e dar vigor s faculdades como as
vastas e enobrecedoras verdades da Bblia. Se a Palavra de Deus fosse
estudada como deveria ser, os homens teriam uma grandeza de
entendimento, uma nobreza de carter e uma firmeza de propsito que
raramente se vem neste tempos. Milhares de homens que ministram no
plpito carecem das qualidades essenciais da mente e do carter, porque
no se aplicam ao estudo das Escrituras. Satisfazem-se com um
conhecimento superficial das verdades repletas de profunda significao;
e preferem continuar assim, perdendo muito em todo o sentido, em vez de
buscar com diligncia o tesouro escondido. A procura da verdade
recompensar a cada passo ao que a busca, e cada descoberta lhe
proporcionar campos mais ricos de estudo. Os homens so transformados
de acordo com aquilo que contemplam. Se pensamentos e assuntos triviais
ocupam a ateno, o homem ser trivial. Se  to negligente que no
obtenha mais que uma compreenso superficial da Pg. 127 verdade de
Deus, no receber as ricas bnos que o Senhor deseja conceder-lhe. 
uma lei da mente que esta se contrai ou se dilata em proporo quilo
com que se familiariza. A menos que se ocupem vigorosa e
persistentemente com a tarefa de examinar a verdade, as faculdades
mentais certamente se contrairo, perdendo sua capacidade para
compreender os profundos significados da Palavra de Deus. A mente se
expandir se for usada para descobrir a relao entre os assuntos da
Bblia, comparando passagem com passagem e o espiritual com o
espiritual. Ide alm da superfcie; os mais ricos tesouros do pensamento
acham-se  disposio do estudante hbil e diligente. Os que esto
ensinando a mensagem mais solene que j foi dada ao mundo, devem
disciplinar a mente para que compreenda seu significado. O tema da
redeno suportar o estudo mais concentrado e sua profundidade no ser
jamais explorada completamente. No h razo para temer que esgotareis
este maravilhoso assunto. Bebei profundamente da fonte da salvao. Ide
vs mesmos  fonte para que sejais totalmente refrigerados, para que
Jesus Se torne em vs uma fonte a jorrar para a vida eterna. S a
verdade e a religio da Bblia resistiro  prova do juzo. No devemos
deturpar a Palavra de Deus para acomod-
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nossa convenincia e interesses mundanos, mas perguntar sinceramente:
"Que queres que faa?" Atos 9:6. "No sois de vs mesmos, porque fostes
comprados por bom preo." I Cor. 6:19 e 20. E que preo! No "mediante
coisas corruptveis, como prata ou ouro..., mas pelo precioso sangue de
Cristo". I Ped. 1:18 e 19. Quando o homem se perdeu, o Filho de Deus
disse: Eu o redimirei; Eu serei seu fiador e substituto. Ele ps de lado
Suas vestiduras reais, revestiu Sua divindade com a humanidade, e desceu
do trono real, para poder chegar at o fundo mesmo da misria e tentao
humana, levantar nossa natureza cada e possibilitar que sejamos
vitoriosos, filhos de Deus, herdeiros do reino eterno. Permitiremos,
ento, que alguma considerao terrena nos desvie da senda da verdade?
Pg. 128 No desafiaremos toda doutrina e teoria, submetendo-a  prova
da Palavra de Deus? No devemos permitir que nenhum argumento humano nos
desvie de uma pesquisa cabal da verdade bblica. As opinies e os
costumes dos homens no devem ser recebidos como se tivessem autoridade
divina. Deus revelou em Sua Palavra em que consiste todo o dever do
homem, e no devemos apartar-nos da grande norma de justia. Ele enviou
Seu Filho Unignito para que fosse nosso exemplo, e nos convida a
ouvi-Lo e segui-Lo. No nos devemos deixar afastar da verdade segundo 
em Jesus porque grandes e professos bons homens ponham certas idias
acima das singelas declaraes da Palavra de Deus. A obra de Cristo 
atrair homens do que  falso para o que  verdadeiro e genuno. "Quem Me
segue no andar em trevas, mas ter a luz da vida." Joo 8:12. No h
perigo de cair em erro enquanto seguimos as pegadas da "Luz do mundo".
Devemos fazer as obras de Cristo. Devemos colocar o corao e a alma em
Seu servio; devemos examinar a Palavra da vida e apresent-la aos
outros. Devemos ensinar as pessoas a compreender a importncia de seus
ensinos e o perigo de desviar-se de suas claras ordens. Os judeus foram
induzidos em erro e levados  runa, e rejeitaram o Senhor da glria
porque ignoravam as Escrituras e o poder de Deus. Uma grande obra est
diante de ns: a de levar os homens a fazer da Palavra de Deus a regra
de sua vida e a no transigir com as tradies e os costumes, mas andar
em todos os mandamentos e estatutos do Senhor. Review and Herald, 17 de
julho de 1888. 16 O Livro dos Livros Pg. 129 O estudo da Bblia dar
vigor ao intelecto. Diz o salmista: "A exposio das Tuas palavras d
luz e d entendimento aos smplices." Sal. 119:130. Muitas vezes tem-me
sido perguntado: "Deve a Bblia tornar-se o livro mais importante em
nossas escolas?" Ela  um livro precioso e admirvel.  um tesouro que
contm jias de grande valor.  uma histria que descerra perante ns os
sculos passados. Sem a Bblia estaramos entregues a conjeturas e
fbulas no tocante s ocorrncias dos tempos antigos. Dentre todos os
livros que tm inundado o mundo, por mais valiosos que sejam, a Bblia 
o Livro dos livros, e merece o mais profundo estudo e ateno. Apresenta
no s a histria da criao deste mundo, mas tambm uma descrio do
mundo por vir. Contm instrues acerca das maravilhas do Universo e
revela  nossa compreenso o Autor dos cus e da Terra. Desdobra um
simples e completo sistema de teologia e filosofia. Os que estudam com
diligncia a Palavra de Deus, e obedecem a suas instrues e amam suas
singelas verdades, aperfeioaro o intelecto e as maneiras. Ela  uma
ddiva de Deus que deve despertar em todo corao a mais sincera
gratido; pois constitui a revelao de Deus ao homem. Se as verdades da
Bblia forem entretecidas na vida prtica, elevaro a mente acima de
seus interesses terrenos e da degradao. Os que so versados nas
Escrituras distinguir-se-o como homens e mulheres que exercem uma
influncia enobrecedora. Ao serem esquadrinhadas as verdades reveladas
pelo Cu, o Esprito de Deus  posto em ntima conexo com o sincero
pesquisador das Escrituras. A compreenso da revelada vontade de Deus
desenvolve, expande e eleva a mente, concedendo-lhe novo vigor pelo fato
de colocar suas faculdades em contato com estupendas verdades. Se o
estudo das Escrituras tornar-se uma questo secundria, Pg. 130
sofre-se grande perda. A Bblia foi por algum tempo eliminada de nossas
escolas, e Satans encontrou um terreno propcio, no qual trabalhou com
incrvel rapidez, fazendo uma colheita do seu agrado. A compreenso
equipara-se ao nvel das coisas com que se familiariza. Se todos
fizessem da Bblia o seu estudo, veramos um povo mais desenvolvido,
capaz de pensar de maneira mais profunda e revelando mais elevado grau
de inteligncia, do que poderiam proporcionar-lhes os mais intensos
esforos ao estudar meramente as cincias e as histrias do mundo. A
Bblia confere ao sincero pesquisador avanada disciplina mental, e ele
emerge da contemplao das coisas divinas com as faculdades
enriquecidas; o prprio eu  humilhado, ao passo que Deus e Sua verdade
revelada so exaltados.  porque os homens desconhecem as preciosas
histrias da Bblia, que existe tanta exaltao humana e  dada to
pouca honra a Deus. A Bblia contm exatamente a espcie de alimento de
que o cristo necessita para fortalecer o esprito e intelecto. O estudo
de todos os livros de filosofia e cincia no pode fazer pela mente e a
moral o que a Bblia consegue realizar ao ser estudada e posta em
prtica. Por meio do estudo da Bblia mantemos um intercmbio com
patriarcas e profetas. A verdade  expressa em linguagem elevada, que
exerce fascinante poder sobre a mente; o pensamento  elevado das coisas
terrenas para a contemplao da glria da futura vida imortal. Que
sabedoria humana pode equiparar-se  grandeza da revelao divina? O
homem finito, que no conhece a Deus, procura diminuir o valor das
Escrituras e encobrir a verdade sob pretensos conhecimentos cientficos.
Os que se ufanam de possuir sabedoria superior aos ensinos da Palavra de
Deus, necessitam de maiores goles da fonte do conhecimento a fim de que
se tornem cientes de sua verdadeira ignorncia. H uma pretensa
sabedoria de homens que  loucura  vista de Deus. "Ningum se engane a
si mesmo: se algum dentre vs se tem por sbio neste mundo, faa-se
louco para ser sbio. Porque a sabedoria Pg. 131
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mundo  loucura diante de Deus; pois est escrito: Ele apanha os sbios
na sua prpria astcia." I Cor. 3:18 e 19. Os que tm apenas esta
sabedoria precisam tornar-se estultos em sua prpria opinio. A maior
ignorncia que agora aflige a humanidade  a respeito da obrigatoriedade
da lei de Deus; e essa ignorncia  o resultado da negligncia de
estudar a Palavra do Senhor.  um decidido plano de Satans cativar e
absorver de tal maneira a mente, que o grande Livro-guia de origem
divina no seja o Livro dos livros e que o pecador no seja conduzido da
senda da transgresso para a senda da obedincia. A Bblia no 
exaltada como deveria ser; todavia, quo infinita  a sua importncia
para a alma humana! Ao examinar as suas pginas deparamos com cenas
majestosas e eternas. Contemplamos a Jesus, o Filho de Deus, ao vir a
este mundo e empenhar- Se no misterioso conflito que desbaratou os
poderes das trevas. Quo maravilhoso e quase inacreditvel que o
infinito Deus consentisse na humilhao de Seu querido Filho! Que todo
estudante das Escrituras contemple este grandioso fato, pois no sair
dessa contemplao sem ter sido elevado, purificado e enobrecido! A
Bblia  um livro que revela os princpios da justia e da verdade.
Contm tudo o que  necessrio para a salvao da alma, sendo ao mesmo
tempo muito adequada para fortalecer e disciplinar a mente. Se for usada
como livro de estudo em nossas escolas, demonstrar-se- muito mais
eficaz que qualquer outro livro no mundo, para guiar sabiamente nas
questes pertinentes a esta vida, bem como ajudar a alma a galgar a
escada do progresso que se estende at o Cu. Deus cuida de ns como
seres intelectuais e deu-nos Sua Palavra como lmpada para os nossos ps
e luz para os nossos caminhos. "A exposio das Tuas palavras d luz e
d entendimento aos smplices." Sal. 119:130. No  meramente a leitura
da Palavra que produzir o resultado designado pelo Cu, mas a verdade
revelada na Palavra de Deus precisa ter acesso ao corao para que se
obtenha o almejado benefcio. Pg. 132 Nem sempre os mais bem educados
em cincias so os mais eficientes instrumentos para uso de Deus. Muitos
h que se acham postos de lado, e os que tiveram menos vantagens quanto
 obteno de conhecimento dos livros lhes tomam o lugar, por possurem
conhecimento prtico das coisas essenciais no uso dirio da vida; ao
passo que os que se julgam instrudos deixam muitas vezes de ser alunos,
so presumidos e se consideram acima de receber ensino, mesmo de Jesus,
o maior Mestre que o mundo j conheceu. Os que cresceram e se
expandiram, cujas faculdades de raciocnio se tm desenvolvido mediante
profundo exame das Escrituras, a fim de saberem a vontade de Deus, ho
de atingir posies de utilidade; pois a Palavra de Deus lhes penetrou
na vida e no carter. Ela deve fazer sua prpria obra, ao ponto de
dividir juntas e medulas e discernir os pensamentos e propsitos do
corao. A Palavra de Deus deve tornar-se o alimento pelo qual o cristo
se deve fortalecer no esprito e no intelecto, a fim de poder combater
em prol da verdade e da justia. Por que  que nossos jovens, e mesmo os
de mais idade, so facilmente induzidos  tentao e ao pecado? - 
porque a Palavra de Deus no  estudada e meditada como devia ser. Fosse
ela apreciada, haveria uma retido interior, um poder de esprito que
resistiria s tentaes de Satans para o mal. Firme e decidida fora de
vontade deixa de se introduzir na vida e carter, porque as sagradas
instrues de Deus no se tornam objeto de estudo e de meditao. No se
faz o esforo que devia se feito para dirigir o esprito aos pensamentos
puros e santos, desviando-o do que  impuro e falso. No se faz a
escolha da melhor parte, do sentar-se aos ps de Jesus, como Maria, para
aprender as mais sagradas lies do divino Mestre, a fim de serem
entesouradas no corao e praticadas na vida diria. A meditao nas
coisas santas elevar e refinar o esprito, formando senhoras e
cavalheiros cristos. Pg. 133 Deus no aceitar nenhum de ns que
esteja amesquinhando suas faculdades em concupiscentes e terrenas
degradaes, por pensamentos, palavras ou atos. O Cu  um lugar puro e
santo, onde ningum pode entrar, a menos que se ache refinado,
espiritualizado, limpo e purificado. Temos uma obra a fazer por ns
mesmos, e no seremos capazes de a realizar seno recebendo fora de
Jesus. Acima de todos os outros livros, devemos fazer da Bblia o nosso
estudo; devemos am-la, obedecer- lhe como  voz de Deus. Devemos ver e
compreender suas restries e exigncias - "fars" e "no fars" - e
compreender a verdadeira significao da Palavra de Deus. Quando a
Palavra de Deus se torna o nosso conselheiro, e pesquisamos as
Escrituras em procura de luz, os anjos do Cu aproximam-se para nos
impressionar a mente e iluminar o entendimento, de modo que se possa na
verdade dizer: "A exposio das Tuas palavras d luz e d entendimento
aos smplices." Sal. 119:130. No admira que no haja mais
espiritualidade entre a juventude que professa o cristianismo, quando
to pouca ateno  dada  Palavra de Deus. No se atende aos conselhos
divinos; as admoestaes no so obedecidas; no se buscam a graa e a
sabedoria celestiais a fim de serem evitados os antigos pecados, sendo o
carter purificado de todo vestgio de corrupo. A orao de Davi era:
"Faze-me entender o caminho dos Teus preceitos; assim, falarei das Tuas
maravilhas." Sal. 119:27. Se a mente de nossos jovens, bem como a dos de
mais idade, fosse devidamente dirigida, quando juntos, sua conversao
recairia sobre elevados temas. Quando a mente  pura, e os pensamentos
elevados pela verdade de Deus, as palavras ho de ser do mesmo carter,
"como mas de ouro em salvas de prata". Prov. 25:11. Mas com a
compreenso atual, com os hbitos presentes, com a baixa norma com que
mesmo professos cristos se acham satisfeitos, a conversa  vulgar e
destituda de proveito.  terrena, e no lembra a verdade, o Cu, nem
atinge sequer o nvel das mais cultas classes de mundanos. Pg. 134
Quando Cristo e o Cu so os temas de contemplao, a palestra o
demonstrar. A conversao ser temperada com graa, e o que fala
revelar que tem estado a educar-se na escola do divino Mestre. Diz o
salmista: "Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os Teus
juzos." Sal. 119:30. Ele prezava como tesouro a Palavra de Deus. Ela
lhe penetrava no entendimento, no para ser desconsiderada, mas posta em
prtica na vida. A menos que seja apreciada, a Palavra Sagrada no ser
obedecida como livro infalvel, seguro e precioso. Todo pecado que nos
assalta deve ser posto de lado.  preciso batalhar contra ele at que
seja vencido. O Senhor cooperar com os vossos esforos. Ao operar o
homem finito e pecaminoso sua prpria salvao com temor e tremor, Deus
 quem efetua nele tanto o                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet querer como o realizar, segundo a Sua
boa vontade. Deus no agir, porm, sem a cooperao do homem. Este
precisa exercitar ao mximo suas faculdades; deve colocar-se como apto e
dcil aluno na escola de Cristo; e, ao aceitar ele a graa que lhe 
oferecida livremente, a presena de Cristo no pensamento e no corao
dar-lhe- firmeza de propsito para desembaraar- se de todo peso do
pecado, a fim de que o corao seja tomado de toda a plenitude de Deus e
Seu amor. Os estudantes de nossas escolas devem considerar que a
contemplao do pecado tem trazido inevitveis conseqncias, e as
faculdades que lhes foram dadas por Deus tm sido enfraquecidas e
incapacitadas para o progresso moral, por terem sido mal aplicadas.
Muitos h que reconhecem a veracidade deste fato. Acariciaram o orgulho
e a presuno at que estes maus traos de carter se tornaram um poder
dominador, controlando seus desejos e inclinaes. Embora tenham tido
uma aparncia de piedade e realizado muitos atos virtuosos aos seus
prprios olhos, no houve verdadeira mudana de corao. Eles no tm
colocado as prticas de sua vida em definida e estrita harmonia com a
grande norma de justia, a lei de Deus. Se comparassem criteriosamente
sua vida com essa norma, no poderiam deixar de perceber Pg. 135 que
so deficientes, enfermos de pecado e que precisam de um mdico. S
podem compreender a que profundezas tm cado, se contemplarem o
infinito sacrifcio feito por Jesus Cristo, para ergu-los da
degradao. Bem poucos tm uma compreenso do nefando carter do pecado
e se acham inteirados da grandeza da runa que resultou da transgresso
da lei de Deus. Ao examinar o maravilhoso plano da redeno para
restaurar o pecador  imagem moral de Deus, vemos que o nico meio para
a libertao do homem foi provido pela abnegao e a incomparvel
condescendncia e amor do Filho de Deus. S Ele tinha poder para
batalhar contra o grande adversrio de Deus e do homem, e, como nosso
substituto e fiador, tem concedido poder aos que se apegam a Ele pela
f, para tornarem-se vitoriosos em Seu nome e por meio de Seus mritos.
Podemos ver na cruz do Calvrio quanto custou para o Filho de Deus
trazer salvao  raa cada. Assim como o sacrifcio em favor do homem
foi completo, a restaurao do homem, da contaminao do pecado, tambm
deve ser cabal e completa. A lei de Deus nos foi dada como norma para
reger a nossa conduta. Nenhum ato pecaminoso ser desculpado pela lei;
nenhuma injustia escapar  sua condenao. A vida de Cristo  um
perfeito cumprimento de cada um dos preceitos dessa lei. Ele declara:
"Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." Joo 15:10. O
conhecimento da lei condenaria o pecador e esmagaria a esperana em seu
peito, se no visse a Jesus como seu substituto e fiador, pronto a
perdoar-lhe a transgresso e o pecado. Quando, mediante a f em Jesus
Cristo, o homem realiza o melhor que est ao seu alcance, procurando
guardar o caminho do Senhor pela obedincia aos Dez Mandamentos, a
perfeio de Cristo  imputada para cobrir a transgresso da alma
contrita e obediente. Ser feita uma tentativa por parte de muitos
pretensos amigos da educao a fim de divorciar das cincias, a Pg. 136
religio, em nossas escolas. Eles no pouparo esforos ou despesas para
transmitir o conhecimento secular; mas no uniro a ele o conhecimento
do que Deus tem revelado como constituindo perfeio de carter. E, no
entanto, a instruo na verdade de Deus desenvolveria a mente,
comunicando tambm conhecimento secular; pois o prprio fundamento da
verdadeira educao est no temor do Senhor. Diz o salmista: "O temor do
Senhor  o princpio da sabedoria." Prov. 9:10. Os vivos orculos de
Deus revelam os enganos do pai da mentira. Quem de nossos jovens pode
saber algo sobre o que  a verdade, em comparao com o erro, a menos
que esteja familiarizado com as Escrituras? A singeleza da verdadeira
piedade deve ser introduzida na educao de nossos jovens a fim de que
tenham conhecimento divino para se livrarem da corrupo das paixes que
h no mundo. Os que verdadeiramente so seguidores de Cristo no
serviro a Deus s quando isto estiver de acordo com a sua inclinao,
mas tambm quando envolve abnegao e sacrifcio. O importante conselho
dado a Timteo pelo apstolo Paulo, a fim de que no deixasse de cumprir
o seu dever, deve ser apresentado aos jovens de hoje: "Ningum despreze
a tua mocidade; pelo contrrio, torna-te padro dos fiis, na palavra,
no procedimento, no amor, na f, na pureza." I Tim. 4:12. Os pecados que
assediam devem ser combatidos e vencidos. Traos objetveis de carter,
sejam eles herdados ou cultivados, devem ser enfrentados em separado e
comparados com a grande norma da justia; e,  luz refletida pela
Palavra de Deus, devem ser combatidos com firmeza e vencidos no poder de
Cristo. "Segui a paz com todos e a santificao, sem a qual ningum ver
o Senhor." Heb. 12:14. Dia a dia, e hora a hora, deve haver um vigoroso
processo de abnegao e santificao a operar-se interiormente; e ento,
no exterior, as obras daro testemunho de que Jesus mora no corao pela
f. A santificao no cerra as entradas da alma ao conhecimento, mas
vem expandir a mente, inspirando-a para buscar a verdade como a tesouros
escondidos; Pg. 137 e o conhecimento da vontade divina promover a obra
de santificao. Existe um Cu e, oh! quo zelosamente nos devemos
esforar por alcan-lo! Apelo para os alunos de nossas escolas e
colgios, a fim de que creiam em Jesus como seu Salvador. Acreditai que
est pronto a vos ajudar por Sua graa, quando a Ele vos chegais em
sinceridade. Deveis combater o bom combate da f. Deveis ser lutadores
pela coroa da vida. Esforai-vos, pois as garras de Satans se acham
sobre vs. Se no vos arrancardes de seu poder, sereis paralisados e
arruinados. O inimigo se acha  direita e  esquerda, em vossa frente e
por trs de vs; e deveis calc-lo aos ps. Esforai-vos, pois h uma
coroa a ser alcanada. Esforai-vos, pois, se no obtiverdes a coroa,
perdereis tudo nesta vida e na por vir. Esforai-vos, mas seja o vosso
esforo feito no poder de vosso ressurgido Salvador. Os alunos de nossas
escolas estudaro e procuraro imitar a vida e o carter dAquele que
desceu do Cu para mostrar-lhes o que devem ser, se querem entrar no
reino de Deus? Tenho-vos transmitido a mensagem da breve volta do Filho
de Deus nas nuvens do Cu com poder e grande glria. No apresentei
perante vs um tempo definido, mas repeti para vs a exortao do
prprio Cristo, de vigiar e orar, "porque o Filho do homem h de vir 
hora em que no penseis". Mat. 24:44. A advertncia tem ecoado atravs
dos sculos at o nosso tempo: "Eis que cedo venho, e o Meu galardo
est comigo para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o
mega, o princpio e o fim, o primeiro e o derradeiro." Apoc. 22:12 e
13. Bem-                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet aventurados aqueles que guardam os Seus
mandamentos, "para que tenham direito  rvore da vida, e possam entrar
na cidade pelas portas." Apoc. 22:14. Review and Herald, 21 de agosto de
1888. 17 Responsabilidade dos Pais Pg. 139 Deus tem permitido que a luz
da reforma de sade brilhe sobre ns nestes ltimos dias, a fim de que,
andando na luz, escapemos de muitos dos perigos a que seremos expostos.
Satans est trabalhando com grande poder para levar os homens a
condescender com o apetite, satisfazer a inclinao e passar seus dias
em descuidada insensatez. Ele apresenta atraes numa vida de prazer
egosta e condescendncia sensual. A intemperana debilita as energias
tanto da mente como do corpo. Quem assim  vencido colocou-se no terreno
de Satans, onde ser tentado e afligido, sendo finalmente controlado 
vontade pelo inimigo de toda a justia. Os pais precisam compenetrar-se
de sua obrigao de dar ao mundo filhos que tenham um carter bem
desenvolvido - filhos que tenham fora moral para resistir  tentao e
cuja vida seja uma honra para Deus e uma bno para os semelhantes. Os
que iniciam a vida ativa com firmes princpios, estaro preparados para
permanecer inclumes no meio das poluies morais desta poca corrupta.
Aproveitem as mes toda oportunidade de educar os filhos para a
utilidade. A obra da me  sagrada e importante. Ela deve ensinar aos
filhos, desde o bero, hbitos de abnegao e domnio prprio. Seu
tempo, em sentido especial, pertence a seus filhos. Se for, porm,
ocupado principalmente com as tolices desta poca degenerada, se a
sociedade, o vesturio e as diverses absorverem sua ateno, seus
filhos no sero devidamente educados. Muitas mes que deploram a
intemperana existente por toda parte, no aprofundam a viso o bastante
para ver a causa. Com demasiada freqncia ela remonta  mesa do lar.
Inmeras mes, mesmo entre as que professam ser crists, pem
diariamente diante de sua famlia alimentos substanciosos e muito
condimentados, que tentam o apetite e incitam a comer em excesso. Em
algumas Pg. 140 famlias, os alimentos crneos constituem o principal
artigo do regime alimentar e, conseqentemente, o sangue se enche de
humores cancerosos e escrofulosos. Quando, ento, lhes sobrevm
sofrimento e doena, atribuem  Providncia o que  o resultado de uma
conduta errnea. Repito: A intemperana comea na mesa, e a maioria
condescende com o apetite at que a condescendncia se torne segunda
natureza. Quem quer que coma em demasia ou ingira alimentos que no
sejam saudveis, est enfraquecendo sua fora para resistir aos reclamos
de outros apetites e paixes. Muitos pais, para evitar a tarefa de
ensinar pacientemente hbitos de abnegao aos filhos, permitem que
comam e bebam todas as vezes que lhes aprouver. O desejo de satisfazer o
gosto e de condescender com a inclinao, no diminui com o passar dos
anos; e  medida que crescem, esses jovens mimados so governados pelo
impulso, escravos do apetite. Quando assumem o seu lugar na sociedade e
comeam a viver por si mesmos, so incapazes de resistir  tentao. No
gluto, no afeioado ao fumo, no beberro e brio, vemos os funestos
resultados da educao errnea e da condescendncia pessoal. Quando
ouvimos a aflitiva lamentao de homens e mulheres cristos com
referncia aos terrveis males da intemperana, surgem imediatamente as
perguntas: Quem educou os jovens? quem promoveu neles esses apetites
desregrados? quem negligenciou a solene responsabilidade de moldar-lhes
o carter para a utilidade nesta vida e para o convvio com os anjos
celestiais na vida futura? Qual no ser a cena quando pais e filhos se
encontrarem no final ajuste de contas! Milhares de filhos que tm sido
escravos do apetite e de vcios aviltantes e cuja vida  uma runa
moral, colocar-se-o face a face diante dos pais que fizeram deles o que
so. Quem, a no ser os pais, ter de arcar com essa terrvel
responsabilidade? Foi o Senhor que corrompeu esses jovens? - Oh, no!
Quem, ento, realizou essa terrvel obra? Os pecados dos pais no foram
transmitidos aos filhos em apetites pervertidos e paixes? e no foi
completada a obra pelos que negligenciaram educ-los Pg. 141 segundo a
norma dada por Deus? To certo como eles existem, todos esses pais sero
examinados na presena de Deus. Satans est pronto para fazer a sua
obra; ele no deixar de apresentar sedues a que os filhos no tero
fora de vontade ou poder moral para resistir. Vi que, por meio de suas
tentaes, ele est instituindo modas que se alteram sempre, bem como
festas e diverses atraentes, a fim de que as mes sejam levadas a
dedicar seu tempo a questes frvolas, e no para a educao e o preparo
de seus filhos. Nossos jovens necessitam de mes que desde o bero lhes
ensinem a dominar a paixo, a negar o apetite e a vencer o egosmo. Eles
precisam de preceito sobre preceito, regra sobre regra, um pouco aqui,
um pouco ali. Aos hebreus foi ensinado como educar os filhos de tal
maneira que evitassem a idolatria e a perversidade das naes pags:
"Ponde, pois, estas Minhas palavras no vosso corao e na vossa alma, e
atai-as por sinal na vossa mo, para que estejam por testeiras entre os
vossos olhos, e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em
tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te." Deut.
11:18 e 19. A mulher deve ocupar a posio que Deus originariamente lhe
designou, de igualdade com o marido. O mundo necessita de mes que o
sejam no meramente no nome mas em todo o sentido da palavra. Podemos
dizer com segurana que os deveres que distinguem a mulher so mais
sagrados, mais santos, que os do homem. Compreenda a mulher a santidade
de sua obra e na fora e temor de Deus assuma a misso de sua vida.
Eduque seus filhos para serem teis neste mundo e para o lar no mundo
melhor. A posio da mulher em sua famlia  mais sagrada que a do rei
em seu trono. Sua grande obra  tornar a prpria vida um exemplo, o qual
ela desejaria que seus filhos imitassem. E por preceito e exemplo, deve
abastecer-lhes a mente de conhecimento til e conduzi-los ao trabalho
abnegado Pg. 142                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet em favor dos outros. O grande incentivo
para a me laboriosa e afadigada deve ser o fato de que todo filho
educado de modo correto e que possui o adorno interior, o ornamento de
um esprito manso e quieto, brilhar nas cortes do Senhor. Exorto as
mes crists a compreenderem sua responsabilidade, e a viverem, no para
agradar a si mesmas, mas para glorificar a Deus. Cristo no agradou a Si
mesmo, mas assumiu a forma de servo. Ele deixou as cortes reais e
revestiu Sua divindade com a humanidade, a fim de que por Seu exemplo
pudesse ensinar-nos como podemos ser elevados  posio de filhos e
filhas da famlia real, filhos do celeste Rei. Quais so, porm, as
condies para obtermos esta grande bno? - "Sa do meio deles, e
apartai-vos, diz o Senhor; e no toqueis nada imundo; e Eu vos
receberei; e eu serei para vs Pai, e vs sereis para Mim filhos e
filhas." II Cor. 6:17 e 18. Cristo rebaixou-Se da posio de igualdade
com Deus para a de servo. Seu lar ficava em Nazar, um lugar proverbial
por sua iniqidade. Seus pais incluam-se entre os humildes e pobres.
Seu ofcio era o de carpinteiro, e trabalhava com as prprias mos a fim
de cumprir a Sua parte no sustento da famlia. Por trinta anos foi
submisso a Seus pais. A vida de Cristo reala nosso dever de ser
diligentes no trabalho e de prover a subsistncia dos que se acham sob o
nosso cuidado. Em Suas instrues aos discpulos, Jesus ensinou-lhes que
Seu reino no  um reino temporal, em que todos pleiteiam a posio mais
elevada; deu-lhes tambm lies de humildade e sacrifcio pessoal para o
bem dos outros. Sua humildade no consistia no menosprezo de Seu carter
e habilitaes, mas em adaptar-Se  humanidade cada, a fim de ergu-la
consigo a uma vida mais elevada. No entanto, quo poucos vem algo
atrativo na humildade de Cristo! As pessoas mundanas porfiam
constantemente por exaltar-se acima dos outros; mas Jesus, o Filho de
Deus, a Si mesmo Se humilhou para enaltecer o homem. O verdadeiro
discpulo de Cristo seguir o Seu exemplo. Oxal as mes desta Pg. 143
gerao reconhecessem o carter sagrado de sua misso, no procurando
competir na aparncia com suas vizinhas ricas, mas buscando honrar a
Deus pelo fiel cumprimento do dever. Se fossem implantados princpios
corretos acerca da temperana nos jovens que devem formar e moldar a
sociedade, quase no haveria necessidade de cruzadas em favor desse
assunto. Predominariam a firmeza de carter e o controle moral, e as
tentaes destes ltimos dias seriam combatidas no poder de Jesus. 
muito difcil esquecer os hbitos cultivados durante a vida. O demnio
da intemperana tem uma fora gigantesca e no  derrotado com
facilidade. Se, porm, os pais iniciarem a cruzada contra ela em seus
prprios lares, em suas prprias famlias, nos princpios ensinados aos
filhos desde a infncia, podem esperar ser bem-sucedidos. Mes, vale a
pena usar as preciosas horas que Deus vos d para formar o carter de
vossos filhos e para ensinar-lhes a aderir estritamente aos princpios
de temperana no comer e beber.  confiada aos pais a sagrada tarefa de
proteger a constituio fsica e moral de seus filhos, de modo que o
sistema nervoso seja bem equilibrado e a alma no corra perigo. Os pais
e as mes devem compreender as leis da vida, para que no permitam, por
ignorncia, que se desenvolvam nos filhos ms tendncias. A alimentao
afeta tanto a sade fsica como a moral. Com que cuidado, portanto,
devem as mes procurar suprir a mesa com os alimentos mais simples e
saudveis, a fim de que no sejam debilitados os rgos digestivos,
desequilibrados os nervos ou neutralizada a instruo que do aos
filhos. Satans percebe que no pode exercer to grande poder sobre a
mente quando o apetite  mantido sob controle, do que quando 
acalentado, e procura constantemente levar os homens  condescendncia.
Sob a influncia de alimentos insalubres,  entorpecida a conscincia,
obscurecido o esprito e prejudicada a suscetibilidade s impresses.
Mas a Pg. 144 culpa do transgressor no  atenuada por ter sido violada
a conscincia at tornar-se insensvel. Visto que o salutar estado
mental depende da condio normal das foras vitais, quanto cuidado deve
ser exercido para no usar estimulantes ou narcticos! Vemos, porm, um
grande nmero dos que professam ser cristos usando fumo. Eles deploram
os males da intemperana; todavia, enquanto falam contra o uso de
bebidas alcolicas, esses mesmos indivduos expelem o sumo do tabaco.
Deve haver uma mudana de opinio com referncia ao uso do fumo antes de
ser atingida a raiz do mal. Insistimos ainda mais nesta questo. O ch e
o caf promovem o apetite por estimulantes mais fortes. Achegando-nos,
ento, ainda mais perto do lar,  preparao do alimento, perguntamos: 
praticada a temperana em todas as coisas? So executadas aqui as
reformas essenciais  sade e  felicidade? Todo verdadeiro cristo
exercer controle sobre os seus apetites e paixes. A menos que esteja
livre da servido do apetite, no poder ser verdadeiro e obediente
servo de Cristo. A condescendncia com o apetite e a paixo enfraquece o
efeito da verdade sobre o corao.  impossvel que o esprito e o poder
da verdade santifiquem o corpo, alma e esprito do homem enquanto ele 
dominado por desejos sensuais. Christian Temperance and Bible Hygiene,
pgs. 75-80, 1890. 18 Educao e Sade Pg. 145 Por geraes, o sistema
de educao predominante tem sido destrutivo para a sade, e mesmo para
a prpria vida. Muitos pais e mestres deixam de compreender que nos
primeiros anos da criana a principal ateno precisa ser dada 
constituio fsica, a fim de garantir a sade fsica e mental. Tem sido
costume animar crianas a freqentar a escola quando simples bebs,
necessitadas dos cuidados maternos. Em muitos casos, os pequeninos
aglomeram-se em salas de aula faltas de ventilao, onde se sentam em
posio errnea em bancos mal construdos, e, em resultado, a jovem e
tenra estrutura de alguns se tem deformado. Crianas, cujos membros e
msculos no so fortes, e cujo crebro ainda no se acha desenvolvido,
tm sido conservadas portas a dentro, para dano seu. Muitas no tm
seno escassa reserva com que comear a vida, e o confinamento na escola
dia a dia, torna-as nervosas e doentes. Seu corpo  impedido de crescer
em virtude da exausta condio do sistema nervoso. No entanto, quando a
lmpada da vida se apaga, os pais e os mestres no se consideram de modo
algum responsveis por extinguir a centelha vital. Ao acharem-se junto
da sepultura dos filhos, os aflitos pais consideram esse golpe como
especial determinao                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet da Providncia, quando, por
indesculpvel ignorncia, foi sua prpria orientao que destruiu a
jovem vida. Em tais circunstncias, culpar a Providncia pela morte
constitui uma blasfmia. Deus quer que os pequeninos vivam e recebam uma
educao correta, a fim de poderem desenvolver belo carter,
glorificando-O neste mundo e louvando-O naquele outro melhor. Pais e
mestres assumem a responsabilidade de educar essas crianas, mas quo
poucos dentre eles sentem o dever diante de Deus de conhecer o organismo
fsico, para que saibam como preservar a vida e a sade dos que se acham
sob seus cuidados. Milhares de crianas morrem em Pg. 146 resultado da
ignorncia dos que cuidam delas. Muitas crianas foram arruinadas para a
vida e algumas morreram em virtude do procedimento insensato de pais e
professores, que foraram o jovem intelecto enquanto era negligenciada a
natureza fsica. Essas crianas eram demasiado tenras para estarem numa
sala de aula. A mente foi-lhes sobrecarregada com lies, quando devia
ter permanecido livre at que houvesse suficiente fora fsica para
suportar esforo mental. As crianas devem ser deixadas to livres como
cordeiros a correr ao ar livre.  necessrio conferir-lhes as melhores
oportunidades de lanarem a base de uma constituio sadia. Os jovens
que so retidos na escola e confinados a intenso estudo no podem ter
boa sade. O esforo mental sem correspondente exerccio fsico atrai
para o crebro excessiva quantidade de sangue, desequilibrando assim a
circulao. O crebro tem sangue em demasia, ao passo que as
extremidades tm muito pouco. As horas de estudo e recreao devem ser
reguladas cuidadosamente, e uma parte do tempo deve ser gasta em
trabalho fsico. Quando os hbitos dos estudantes, de comer e beber, de
vestir e dormir, esto em harmonia com a lei fsica, podem obter
educao sem perder a sade. Deve-ser repetir muitas vezes e inculcar na
conscincia a lio de que a educao ser de pouco valor se no houver
fora fsica para us-la depois de ser adquirida. Os estudantes no
devem ter permisso para assumir tantos estudos que no tenham tempo
para exerccio fsico. A sade no pode ser preservada, a no ser que
alguma parte de cada dia seja dedicada  atividade muscular ao ar livre.
Horas regulares devem ser dedicadas ao trabalho manual de alguma
espcie, algo que ponha em ao todas as partes do corpo. Equilibrai o
esforo das faculdades fsicas e mentais, e a mente do estudante ser
refrescada. Se est doente, o exerccio fsico freqentemente ajudar o
organismo a recuperar a condio normal. Ao sarem os alunos do colgio,
devem ter melhor sade e melhor compreenso das leis da vida do que
quando Pg. 147 nele entram. A sade deve ser to sagradamente cuidada
como o carter. Muitos estudantes so deploravelmente ignorantes do fato
de que o regime alimentar exerce poderosa influncia sobre a sade.
Alguns nunca fizeram um esforo decidido para controlar o apetite ou
para observar regras adequadas quanto  alimentao. Comem demasiado,
at nas refeies regulares, e alguns comem entre elas, sempre que surge
a tentao. Se os que professam ser cristos desejam solver estas
questes to intrincadas para eles: Por que sua mente  to fechada, por
que suas aspiraes religiosas so to fracas? Em muitos casos no
precisam ir alm da mesa; pois, se no houver outra, h a uma causa
suficiente. Muitos separam-se de Deus pela condescendncia com o
apetite. Aquele que observa a queda de um pardal, que conta at os
cabelos da cabea, assinala o pecado dos que condescendem com o apetite
pervertido,  custa da debilitao das energias fsicas, do
entorpecimento do intelecto e do amortecimento das percepes morais. Os
prprios professores devem dar ateno adequada s leis da sade, a fim
de conservarem suas energias nas melhores condies possveis, e pelo
exemplo, bem como por preceito, exercerem uma influncia correta sobre
seus alunos. O professor cujas energias fsicas esto j enfraquecidas
pela doena ou por excesso de trabalho, deve dar especial ateno s
leis da vida. Cumpre-lhe dedicar tempo  recreao. Ele no deve assumir
responsabilidades alm do seu trabalho escolar que o sobrecarreguem de
tal maneira, fsica ou mentalmente, que seu sistema nervoso seja
desequilibrado; pois neste caso ele estar incapacitado para lidar com
mentes, e no poder fazer justia a si mesmo ou a seus alunos. Nossas
instituies de ensino devem ser providas de todos os recursos para
instruo com respeito ao mecanismo do corpo humano. Deve-se ensinar aos
estudantes a respirar, ler e falar de maneira que o esforo no recaia
sobre a garganta e os pulmes, mas sobre os msculos abdominais. Os
professores Pg. 148 precisam educar-se neste sentido. Nossos alunos
devem obter um preparo completo, a fim de poderem entrar na vida ativa
com um conhecimento racional da habitao que Deus lhes deu.
Ensinai-lhes que devem ser aprendizes por todo o tempo que viverem. E
enquanto lhes estiverdes ensinando, lembrai-vos de que eles ensinaro a
outros. Vossas lies sero repetidas em benefcio de muitos outros alm
dos que se assentam diante de vs dia a dia. Christian Temperance and
Bible Hygiene, pgs. 81-84, 1890. 19 Educao no Lar Pg. 149 A obra da
me  muito importante. Em meio dos cuidados do lar e dos penosos
deveres da vida diria, ela deve procurar exercer uma influncia que
favorea e eleve sua famlia. Nos filhos confiados a seu cuidado, toda
me recebe um encargo sagrado do Pai celestial; e  seu privilgio,
mediante a graa de Cristo, moldar seu carter segundo o modelo divino,
difundir sobre sua vida uma influncia que os atraia a Deus e ao Cu. Se
as mes sempre houvessem compreendido sua responsabilidade, tornando a
preparao de seus filhos para os deveres desta vida e para as honras da
futura vida imortal seu principal propsito e sua misso mais
importante, no veramos a misria que existe atualmente em tantos lares
de nossa ptria.  tal a tarefa da me, que exige progresso constante em
sua prpria vida, a fim de conduzir seus filhos a realizaes cada vez
mais elevadas. Satans elabora, porm, os seus planos para apoderar-se
da alma de pais e filhos. As mes so afastadas dos deveres domsticos e
do cuidadoso preparo de seus filhinhos, para dedicar-se ao servio do
prprio eu e do mundo. Permite-se                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet que a vaidade, a moda e questes de
menor importncia absorvam a ateno, descuidando-se assim a educao
fsica e moral dos preciosos filhos. Se a me forma seu critrio com os
costumes e as prticas do mundo, incapacita-se para as responsabilidades
que lhe compete desempenhar. Se for dominada pela moda, isto debilitar
seu poder de resistncia e tornar a vida um fardo cansativo, em vez de
uma bno. Por motivo de debilidade fsica, talvez deixe de apreciar o
valor de suas oportunidades, e sua famlia corre o risco de crescer sem
os benefcios de seu cuidado, oraes e instruo diligente. Se
to-somente considerassem os maravilhosos privilgios que Deus lhes tem
concedido, as mes no se desviariam to facilmente Pg. 150 de seus
sagrados deveres para ocupar-se com triviais questes mundanas. A obra
da me comea com o beb em seus braos. Tenho visto freqentemente o
pequenino ser jogar-se ao solo e gritar, se o contrariavam nalguma
coisa. Este  o momento para repreender o mau esprito. O inimigo
procurar governar a mente de nossos filhos; temos de consentir, porm,
que ele os plasme segundo sua vontade? Esses pequeninos no podem
discernir qual  o esprito que os domina, e  o dever dos pais
manifestar juzo e discrio em seu lugar. Seus hbitos devem ser
vigiados cuidadosamente.  necessrio restringir as ms tendncias e
estimular a mente a inclinar-se para o que  correto. Deve-se animar a
criana em cada esforo que faz para governar-se a si mesma. A
regularidade deve ser a regra em todos os hbitos das crianas. Cometem
as mes um grande erro em permitir-lhes que comam entre as refeies.
Por esta prtica se transtorna o estmago e  lanada a base para
sofrimentos futuros. Sua impertinncia pode ter sido causada pelo
alimento insalubre, ainda no digerido; mas a me julga que no pode
gastar tempo para raciocinar sobre a questo e corrigir sua m
orientao. Nem pode ela se deter para abrandar sua impaciente
inquietao. D aos pequenos sofredores um pedao de bolo ou alguma
outra guloseima para aquiet-los, mas isso to-somente aumenta o mal.
Algumas mes, em sua ansiedade por fazer grande quantidade de trabalho,
agitam-se em to grande pressa e nervosismo que ficam mais irritadias
que os filhos, e repreendendo, e mesmo batendo, procuram aterrar os
pequenos, de modo que fiquem quietos. Queixam-se muitas vezes as mes da
sade delicada de seus filhos, e consultam o mdico, quando, se
to-somente exercessem um pouco de senso comum, veriam que o mal 
causado por erros no regime alimentar. Vivemos numa poca de glutonaria,
e os hbitos nos quais so educados os jovens, mesmo por muitos
adventistas do stimo dia, esto em oposio direta s leis da Natureza.
Estava eu certa vez assentada  mesa com vrias crianas abaixo de doze
anos de idade. Foi servida carne em abundncia, e ento uma menina
delicada e nervosa pediu Pg. 151 picles. Entregaram-lhe um frasco de
picles mistos, ardente de mostarda e picante de outros condimentos, e
disso ela se serviu abundantemente. A criana era proverbial por seu
nervosismo e irritabilidade de temperamento, e esses condimentos
ardentes, eram de molde a produzir tal condio. O filho mais velho
achava que no podia tomar uma refeio sem carne, e mostrava grande
descontentamento, e mesmo desrespeito, quando no lhe era dada. A me
condescendera com os seus gostos e desgostos a ponto de tornar-se pouco
menos que escrava de seus caprichos. Ao menino no se provera trabalho,
e passava a maior parte de seu tempo lendo coisas inteis ou piores que
inteis. Queixava-se quase constantemente de dor de cabea, e no tinha
prazer em alimento simples. Devem os pais prover ocupao para os
filhos. Coisa alguma ser mais certa fonte de mal do que a indolncia. O
trabalho fsico que produz uma sadia fadiga aos msculos, dar apetite
para alimento simples e saudvel, e o jovem que tem trabalho apropriado
no se levantar da mesa murmurando porque no v a sua frente uma
travessa de carne e vrias iguarias que lhe tentem o apetite. Jesus, o
Filho de Deus, trabalhando com Suas mos na banca de carpinteiro, deu um
exemplo a todos os jovens. Lembrem-se os que zombam quanto a assumir os
deveres comuns da vida, de que Jesus era sujeito aos pais, e contribua
com Sua parte para o sustento da famlia. Poucas iguarias se viam na
mesa de Jos e Maria, pois achavam-se entre os pobres e humildes. Os
pais devem servir de exemplo a seus filhos no dispndio do dinheiro. H
indivduos que, to logo ganhem algum dinheiro, gastam-no em guloseimas
ou em adornos desnecessrios, e quando diminuem as entradas, sentem
necessidade do dinheiro que esbanjaram. Se tm uma renda abundante, usam
todo dinheiro que recebem; se a renda  pequena, torna-se insuficiente
por causa dos hbitos extravagantes adquiridos por eles, e fazem
emprstimos para suprir as demandas. Pg. 152 Lanam mo de toda fonte
possvel para fazer frente a suas necessidades fantasiosas. Tornam-se
desonestos e infiis, e o registro mantido contra eles nos livros do Cu
 de tal natureza que no gostariam de contempl-lo no dia do juzo.
Precisam satisfazer a concupiscncia dos olhos e condescender com o
apetite, e permanecem pobres devido a seus hbitos descuidados, quando
poderiam haver aprendido a viver dentro do alcance de seus recursos. A
extravagncia  um dos pecados a que os jovens so propensos. Desprezam
os hbitos de economia para no serem considerados tacanhos e
mesquinhos. O que Jesus, a Majestade do Cu, que lhes deu um exemplo de
paciente laboriosidade e economia, diria a tais pessoas? No 
necessrio especificar aqui a maneira de exercer economia em todos os
particulares. Aqueles cujo corao est inteiramente entregue a Deus, e
que tomam Sua Palavra por guia, sabero como devem conduzir-se em todos
os deveres da vida. Aprendero de Jesus, que  manso e humilde de
corao; e, cultivando a mansido de Cristo, fecharo a porta contra
inmeras tentaes. No consideraro como satisfazer ao apetite e 
paixo por exibir-se, enquanto tantas pessoas nem sequer conseguem
repelir a fome de sua casa. A importncia gasta diariamente em coisas
desnecessrias, com o pensamento: " apenas uma moeda"; "So apenas
alguns centavos", parece ser muito pequena; multipliquem-se, porm,
essas pequenas quantias pelos dias do ano, e,  medida que os anos vo
passando, o montante dos algarismos quase parecer incrvel.
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Aprouve ao Senhor apresentar-me os males que resultam de hbitos
perdulrios, a fim de que eu possa admoestar os pais a ensinarem estrita
economia aos seus filhos. Ensinai-lhes que o dinheiro gasto naquilo que
no necessitam  desvirtuado do uso a que se destina. Quem  desonesto
no mnimo, tambm  desonesto no muito. Se os homens so desonestos com
os bens terrenos, no podem ser-lhes confiadas as riquezas eternas.
Ponde uma guarda sobre vosso apetite; ensinai vossos filhos, pelo
exemplo assim como por preceito, a usar um regime simples. Ensinai-os
Pg. 153 a ser industriosos, no meramente ocupados, mas empenhados em
trabalho til. Procurai despertar neles as sensibilidades morais.
Ensinai-lhes que Deus tem direitos sobre eles, mesmo desde os primeiros
anos de sua infncia. Dizei-lhes que por todos os lados h corrupo
moral  qual devem resistir, que precisam chegar-se a Jesus e a Ele se
entregar, corpo e esprito, e que nEle encontraro foras para resistir
a toda e qualquer tentao. Mantende presente ao seu esprito que eles
no foram criados meramente para agradarem-se a si mesmos, mas para
serem instrumentos do Senhor, para propsitos nobres. Quando as
tentaes instam para que enveredem por caminhos de condescendncias
egostas, quando Satans procura excluir a Deus de sua vista, ensinai-os
a olhar para Jesus, suplicando-Lhe: "Salva-me, Senhor, para que no seja
vencido!" Anjos se juntaro ao seu redor, em resposta a sua orao,
guiando-os em caminhos seguros. Cristo orou por Seus discpulos, no
para que fossem tirados do mundo, mas fossem guardados do mal -
guardados de cederem s tentaes com que se defrontariam por todos os
lados. Esta  uma prece que deveria ser feita por todo pai e toda me.
Mas, devem eles assim pleitear com Deus em favor dos filhos e ento
deix-los a proceder segundo lhes apraz? Devem eles cevar o apetite at
que se torne senhor absoluto, e ento esperar refrear os filhos? - No;
a temperana e o domnio prprio devem ser ensinados mesmo desde o
bero. Sobre a me deve repousar em grande parte a responsabilidade
desta obra. Os laos terrestres mais ternos so os que ligam me e
filho. Este  mais facilmente impressionado pela vida e exemplo da me
do que do pai, por ser mais forte e mais terno esse lao de unio.
Entretanto,  pesada a responsabilidade da me, e deve ela ter o
constante auxlio do pai. Por toda a parte h intemperana no comer e no
beber, intemperana no trabalho, intemperana em quase tudo. Os que
fazem grande esforo para realizar justamente tanto trabalho em
determinado tempo, e continuam a trabalhar quando seu juzo lhes diz que
deviam descansar, jamais lucram. Pg. 154 Esto vivendo de capital
emprestado. Esto gastando a energia vital de que necessitaro num tempo
futuro. E quando a energia que to indiferentemente usaram  exigida,
fracassam por esta lhes faltar. Foi-se a fora fsica, fracassam as
faculdades mentais. Reconhecem que se defrontam com a perda, mas no
sabem qual . Seu tempo de necessidade chegou, mas os seus recursos
fsicos esto esgotados. Todo aquele que viola as leis da sade deve a
qualquer tempo sofrer em maior ou menor escala. Deus nos proveu de vigor
constitucional, que ser necessrio em diferentes perodos de nossa
vida. Caso indiferentemente esgotemos essa energia pela contnua
sobrecarga, em algum tempo seremos os prejudicados. Ser diminuda nossa
utilidade, se no for destruda a nossa prpria vida. Em regra o
trabalho do dia no deve prolongar-se pela noite. Se todas as horas do
dia forem bem aproveitadas, todo o trabalho continuado at a noite 
extra, e o organismo sobrecarregado se ressentir do fardo que lhe 
imposto. Foi-me mostrado que os que assim procedem freqentemente perdem
mais do que ganham, pois suas energias esto esgotadas e trabalham sob
estimulao nervosa. Talvez no percebam algum dano imediato, mas esto
infalivelmente solapando o organismo. Consagrem os pais as noites a sua
famlia. Deponham os cuidados e as perplexidades com os trabalhos do
dia. O esposo e pai ganharia muito se adotasse a regra de no arruinar a
felicidade de sua famlia trazendo para o lar as preocupaes com os
negcios, para produzir atritos e aborrecimentos. Pode ser que necessite
do conselho de sua esposa em questes difceis, e ambos podem obter
alvio em suas perplexidades buscando juntos a sabedoria de Deus; manter
porm a mente em tenso constante por assuntos de negcios prejudicar a
sade, tanto da mente como do corpo. Sejam os seres passados to
alegremente quanto possvel. Seja o lar um lugar em que exista alegria,
cortesia e amor. Isto o tornar atraente para os filhos. Se os pais
esto continuamente nutrindo aborrecimentos, so irritadios e crticos,
Pg. 155 os filhos participam do mesmo esprito de descontentamento e
contenda, e o lar torna-se o lugar mais infeliz do mundo. Os filhos
encontram mais prazer entre estranhos, em companhias descuidadas ou na
rua, do que no lar. Tudo isto poderia ser evitado se se praticasse a
temperana em todas as coisas e se cultivasse a pacincia. O domnio
prprio por parte de todos os membros da famlia tornar o lar quase um
paraso. Tornai os vossos aposentos to agradveis quanto possvel.
Descubram os filhos que o lar  o lugar mais atraente da Terra.
Circundai-os de influncias que os demovam de buscar companheiros de rua
e de pensar nos antros do vcio, a no ser com horror. Se a vida do lar
fosse o que deveria ser, os hbitos nele formados seriam uma poderosa
defesa contra os ataques da tentao quando os jovens tivessem que
abandonar o amparo do lar para ir ao mundo. Construmos nossas casas
para a felicidade da famlia ou meramente por ostentao? Proporcionamos
a nossos filhos habitaes agradveis e ensolaradas, ou as conservamos
escuras e fechadas, reservando-as para estranhos, cuja felicidade no
depende de ns? No h obra mais nobre que possamos fazer, benefcio
maior que conferir  sociedade, do que dar a nossos filhos uma educao
adequada, inculcando neles, por preceito e exemplo, o importante
princpio de que a pureza de vida e a sinceridade de propsito
prepar-los-o melhor para desempenharem sua parte no mundo. Nossos
costumes artificiais privam-nos de muitos privilgios e alegrias, e nos
inabilitam para o que  til. Uma vida de acordo com a moda  uma vida
dura e ingrata. Quantas vezes se sacrificam o tempo, o dinheiro e a
sade, submete-se a pacincia a penosa prova e perde-se o domnio
prprio, s por causa da ostentao! Se os pais se apegassem 
simplicidade, no tolerando despesas para a satisfao da vaidade e para
seguir a moda; se mantivessem uma nobre independncia dentro do que 
correto,                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet sem se deixar desviar pela influncia dos que,
embora professem a Cristo, recusam erguer a cruz da abnegao, dariam a
seus filhos, por meio deste mesmo exemplo, uma educao inestimvel. Os
filhos tornar-se-iam homens e Pg. 156 mulheres de valor moral, tendo,
por sua vez, a coragem de defender audazmente o que  correto, mesmo
contra a corrente da moda e a opinio popular. Cada ato dos pais
repercute no futuro dos filhos. Dedicando tempo e dinheiro ao adorno
exterior e  condescendncia do apetite pervertido, esto fomentando nos
filhos a vaidade, o egosmo e a concupiscncia. As mes se queixam de
estar to carregadas de cuidados e trabalhos que no podem reservar
tempo para ensinar pacientemente a seus pequeninos e compadecer-se deles
em suas decepes e provas. Os coraes juvenis anseiam por simpatia e
ternura, e se no as obtm dos pais, busc-las-o em fontes que ponham
em perigo a mente e os costumes. Tenho ouvido mes negarem a seus filhos
algum prazer inocente, por falta de tempo e reflexo, enquanto suas
atarefadas mos e seus fatigados olhos se ocupavam diligentemente com
alguma intil pea de adorno, algo que to-somente serviria para
estimular a vaidade e a extravagncia nos filhos. Para onde se torce o
rebento, para l se inclina a rvore."  medida que os filhos se
aproximam da varonilidade e da feminilidade, essas lies produzem fruto
de orgulho e falta de valor moral. Os pais deploram as faltas de seus
filhos, mas no vem que apenas esto colhendo os resultados de sua
prpria semeadura. Pais cristos, assumi a responsabilidade de vossa
vida e pensai sinceramente nas sagradas obrigaes que pesam sobre vs.
Fazei da Palavra de Deus a vossa norma, em vez de seguir as modas e os
costumes do mundo, a concupiscncia dos olhos e a soberba da vida. A
felicidade futura de vossa famlia e o bem-estar da sociedade, dependem,
em grande parte, da educao fsica e moral que vossos filhos recebem
nos primeiros anos de vida. Caso seus gostos e hbitos sejam to simples
em tudo como deveriam ser; caso o seu vesturio seja asseado, sem adorno
adicional, as mes tero tempo para tornar felizes os filhos e
ensinar-lhes amorosa obedincia. No envieis vossos pequeninos muito
cedo para a escola. A me deve ser cuidadosa com a maneira em que confia
a modelao da mente infantil a mos alheias. Os pais devem Pg. 157 ser
os melhores mestres dos filhos at que eles atinjam a idade de oito ou
dez anos. Sua sala de aula deveria ser o ar livre, entre as flores e os
pssaros, e seu livro de estudo, o tesouro da Natureza. To depressa
como sua inteligncia possa compreend-lo, os pais devem abrir perante
eles o grande livro divino da Natureza. Essas lies, dadas em tal
ambiente, no sero esquecidas com facilidade. Devem ser feitos grandes
esforos a fim de preparar o terreno do corao, para que o Semeador
espalhe a boa semente. Se metade do tempo e do trabalho que agora  mais
do que desperdiado em seguir as modas do mundo, fosse dedicado ao
cultivo da mente das crianas e  formao de hbitos corretos, seria
vista nas famlias uma assinalada modificao. No faz muito, ouvi uma
me dizer que lhe agradava ver uma casa construda com acerto, e que os
defeitos na disposio e as falhas no retoque final da obra de
carpintaria, lhe causavam averso. No condeno o gosto delicado neste
sentido; porm, enquanto escutava o que ela dizia, lamentei que essa
mesma delicadeza no pudesse haver sido introduzida em seus mtodos de
governar os filhos. Estes eram edifcios de cuja construo ela era
responsvel; no entanto, as maneiras speras e descorteses dessas
crianas, sua ndole iracunda e egosta e sua vontade no reprimida eram
dolorosamente manifestas aos outros. Eram, com efeito, caracteres
disformes, peas de humanidade desajustadas; no obstante, a me era
cega a tudo isso. A disposio de sua casa era mais importante para ela
do que a simetria do carter de seus filhos. O asseio e a ordem so
deveres cristos; no entanto, mesmo estas coisas podem ser levadas
demasiado longe, fazendo-se com que sejam o essencial, ao passo que so
negligenciadas questes de maior importncia. Os que descuidam os
interesses dos filhos por estas consideraes, esto dizimando a hortel
e o cominho, ao passo que negligenciam os preceitos mais importantes da
lei - a justia, a misericrdia e o amor de Deus. As crianas mais
mimadas tornam-se voluntariosas, iracundas e desamveis. Oxal os pais
compreendessem que tanto a sua felicidade como a de seus filhos dependem
de uma disciplina sensata na infncia! Quem so estes Pg. 158
pequeninos confiados a nosso cuidado? So os membros mais novos da
famlia do Senhor. Ele diz: "Toma este filho, esta filha, cria-os para
Mim e prepara-os para que sejam lavrados 'como colunas de palcio', a
fim de que resplandeam nos trios do Senhor." Obra preciosa! Importante
obra! Vemos, no entanto, mes que suspiram por um campo mais vasto de
trabalho, por alguma obra missionria a ser feita. Se to-somente
pudessem ir  frica ou  ndia, creriam estar fazendo algo. Assumir,
porm, os pequenos deveres dirios da vida e cumpri-los fiel e
perseverantemente, parece ser para elas algo sem importncia. Por qu?
Acaso no  freqentemente porque a obra da me  to pouco apreciada?
Ela tem milhares de cuidados e responsabilidades de que o pai raramente
tem algum conhecimento. Com demasiada freqncia ele retorna ao lar
trazendo consigo os cuidados e as perplexidades dos negcios, que
projetam sua sombra na famlia, e se no encontra tudo a seu gosto no
lar, d expresso a sentimentos de impacincia e de censura. Pode
gabar-se do que realizou durante o dia, mas o trabalho da me, a seu
ver, vale muito pouco, ou pelo menos no  estimado. Para ele, os
cuidados que ela tem parecem insignificantes. S precisa cozinhar,
cuidar dos filhos, s vezes bastante numerosos, e manter a casa em
ordem. Ela procurou, durante o dia todo, fazer com que o mecanismo
domstico funcionasse suavemente. Embora estivesse cansada e perplexa,
procurou falar bondosa e alegremente, ensinar os filhos e conserv-los
no reto caminho. Tudo isso custou esforo e muita pacincia de sua
parte. Ela no pode, por sua vez, gabar-se do que realizou.
Parece-se-lhe que no efetuou coisa alguma. Mas no  assim. Conquanto
os resultados de seu trabalho no sejam visveis, anjos de Deus observam
a ansiosa me, notando os fardos que carrega dia a dia. Talvez o seu
nome jamais aparea nos anais da Histria ou receba a honra e o aplauso
do mundo, como pode suceder com o do esposo e pai; mas  imortalizado no
livro de Deus. Ela est fazendo o que pode, e sua posio, Pg. 159
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vista de Deus,  mais elevada do que a de um rei em seu trono; pois est
lidando com o carter e modelando inteligncias. As mes do presente
esto formando a sociedade do futuro. Quo importante que seus filhos
sejam criados de tal modo que consigam resistir s tentaes que tero
de enfrentar em toda a parte, mais tarde na vida! Seja qual for a
ocupao do pai e as perplexidades que ela lhe ocasione, traga ele para
o lar o mesmo semblante sorridente e as maneiras agradveis com que
durante todo o dia acolheu visitantes e estranhos. Sinta a esposa que
pode apoiar-se no grande afeto de seu marido - que seus braos a
fortalecero e sustero atravs de todas as suas labutas e cuidados, que
a influncia dele apoiar a sua, e seu fardo perder metade do peso.
Acaso os filhos no pertencem tanto a ele como a ela? Procure o pai
aliviar a tarefa da me. Nos momentos que seriam dedicados ao prazer de
um cio egosta, procure ele familiarizar-se com os seus filhos,
unindo-se a eles em suas brincadeiras e trabalhos. Mostre-lhes as lindas
flores, as altas rvores, em cujas folhas podem discernir as obras e o
amor de Deus. Deve ensinar-lhes que o Deus que fez todas essas coisas
ama o que  belo e bom. Cristo chamou a ateno dos discpulos para os
lrios do campo e as aves do cu, mostrando como Deus cuida deles; e
apresentou isto como prova de que Ele cuidar do homem, que vale muito
mais do que as aves e as flores. Explique-se s crianas que embora seja
desperdiado muito tempo em tentativas de ostentao, nossa aparncia
jamais poder comparar-se, em graa e beleza, com a das mais simples
flores do campo. Desta maneira sua mente ser dirigida do artificial
para o natural. Podero aprender que Deus lhes concedeu todas essas
belas coisas para serem desfrutadas por eles, e que deseja que Lhe dem
os melhores e mais santos afetos do corao. Devem os pais procurar
despertar nos filhos interesse pelo estudo de fisiologia. Os jovens
precisam ser instrudos com referncia a seu corpo. Poucos so entre os
Pg. 160 jovens os que tm qualquer conhecimento definido dos mistrios
da vida. O estudo do maravilhoso organismo humano, da relao e
dependncia de todas as suas complicadas partes,  um estudo em que a
maioria das mes tm pouco ou nenhum interesse. No compreendem a
influncia do corpo sobre a mente, ou da mente sobre o corpo. Ocupam-se
com ninharias desnecessrias, e ento alegam que no tm tempo para
obter as informaes de que necessitam a fim de cuidar devidamente da
sade de seus filhos. D menos incmodo confi-los aos mdicos. Milhares
de crianas morrem pela ignorncia das leis de seu ser. Se os prprios
pais obtivessem conhecimento deste assunto e se compenetrassem da
importncia de p-lo em prtica, veramos melhor estado de coisas.
Ensinai vossos filhos a raciocinarem da causa para o efeito.
Mostrai-lhes que, se violam as leis de seu ser, tero de pagar a pena
com o sofrimento. Se no puderdes ver melhoramentos to rpidos como
desejais, no vos desanimeis, mas instru-os pacientemente, e persisti
at que seja alcanada a vitria. Continuai a ensin-los com referncia
a seu corpo e como cuidar dele. Desleixo com relao  sade corporal,
tende ao desleixo na moral. No negligencieis ensinar vossos filhos a
preparar alimento saudvel. Dando-lhes estas lies de fisiologia e de
boa culinria, estais a ensinar-lhes os primeiros passos em alguns dos
mais teis ramos de educao, e incutindo princpios que so elementos
necessrios em sua formao religiosa. Todas as lies de que falei
neste artigo so necessrias. Se forem convenientemente atendidas, sero
como um baluarte que preserve nossos filhos dos males que esto
inundando o mundo. Temos necessidade de temperana em nossas mesas.
Temos necessidade de casas em que a luz solar dada por Deus e o ar puro
do cu sejam bem-vindos. Temos necessidade de uma influncia alegre e
feliz em nossos lares. Devemos cultivar bons hbitos em nossos filhos e
instru-los nas coisas de Deus. Custa algo fazer tudo isto. Custa
oraes e lgrimas, e instruo paciente e repetida com Pg. 161
freqncia. Ficamos s vezes sem saber o que fazer; mas podemos
apresentar nossos filhos a Deus em nossas oraes, pedindo que sejam
guardados do mal, orando: "Agora, Senhor, faze a Tua obra; abranda e
subjuga o corao de nossos filhos"; e Ele nos ouvir. Deus ouve as
oraes das mes chorosas e aflitas. Quando Cristo esteve na Terra, as
mes sobrecarregadas levaram os filhos a Ele; pensavam que se pusesse as
mos sobre eles, teriam maior nimo para cri-los no caminho em que
deveriam andar. O Salvador sabia por que essas mes se aproximaram dEle
com seus pequeninos, e repreendeu os discpulos que queriam afast-los,
dizendo: "Deixai vir os pequeninos a Mim e no os impeais, porque dos
tais  o reino de Deus." Mar. 10:14. Jesus ama os pequeninos e est
observando para ver como os pais efetuam sua obra. A iniqidade aumenta
por todos os lados, e para que as crianas se salvem  preciso fazer
esforos diligentes e perseverantes. Cristo disse: "Me santifico a Mim
mesmo, para que tambm eles sejam santificados." Joo 17:19. Queria que
Seus discpulos fossem santificados, e tornou-Se seu exemplo, para que
pudessem segui-Lo. Que sucederia se os pais e as mes assumissem a mesma
posio, dizendo: "Desejo que meus filhos tenham firmes princpios, e
dar-lhes-ei um exemplo disso em minha vida"? No considere a me
demasiado grande sacrifcio algum que seja feito para a salvao de sua
famlia. Lembrai-vos de que Jesus deu a vida a fim de resgatar da runa
a vs mesmos e a vossos filhos. Tereis Sua simpatia e ajuda nesta
bendita obra, e sereis cooperadores de Deus. Embora falhemos em qualquer
outra coisa, esmeremo-nos na obra em favor de nossos filhos. Se a
disciplina domstica os torna puros e virtuosos, se ocupam o nfimo e
mais humilde lugar no grande plano de Deus para o bem do mundo, a obra
de nossa vida jamais poder ser considerada um fracasso. Christian
Temperance and Bible Hygiene, pgs. 60-72. 20 brios Mentais Pg. 162
Que lero nossos filhos? - eis uma sria pergunta, que requer resposta
sria. Aflijo-me ao ver, em famlias crists, revistas e jornais
contendo histrias em srie, as quais no causam boa impresso no
esprito. Tenho observado aqueles cujo gosto pela fico foi assim
cultivado. Tm tido o privilgio de escutar as verdades da Palavra de
Deus, de conhecer as razes de nossa f; mas chegaram  maturidade
destitudos de piedade verdadeira. Esses queridos jovens necessitam
muitssimo de introduzir o                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet melhor material na edificao de seu
carter - o amor e o temor de Deus, e o conhecimento de Cristo. Muitos,
porm, no possuem uma inteligente compreenso da verdade como  em
Jesus. A mente se tem banqueteado com histrias sensacionais. Vivem num
mundo irreal, e acham-se inabilitados para os deveres prticos da vida.
Tenho observado crianas a quem se permitiu crescerem dessa maneira.
Seja em casa, seja fora, elas ou esto desassossegadas ou sonhadoras, e
so incapazes de conversar, a no ser acerca dos assuntos mais comuns.
As mais nobres faculdades, as que se adaptam s mais altas realizaes,
foram rebaixadas  contemplao de assuntos triviais, ou ainda piores,
at que a pessoa se satisfaz com esses temas, mal podendo alcanar
qualquer coisa mais elevada. Os pensamentos religiosos e a conversao
sobre os mesmos, tm-se tornado desagradveis. O alimento mental em que
se tm chegado a deleitar,  contaminador em seus efeitos, conduzindo a
pensamentos impuros e sensuais. Tenho experimentado sincera piedade por
essas almas, ao considerar quanto esto perdendo com o negligenciar
oportunidades de obter conhecimento de Cristo, em quem se concentram
nossas esperanas de vida eterna. Quanto tempo precioso  desperdiado,
e que poderia ser empregado em estudar o Modelo da verdadeira bondade!
Conheo pessoalmente alguns que perderam o saudvel tnus da mente
mediante errneos hbitos de leitura. Pg. 163 Atravessam a vida com uma
imaginao doentia, avolumando toda pequenina ofensa. Coisas a que um
esprito so, razovel, no daria ateno, tornam-se para eles provas
insuportveis, intransponveis obstculos. Para eles a vida se acha
continuamente envolta em sombras. Os que tm condescendido com o hbito
de correr atravs de histrias emocionantes, esto invalidando sua fora
mental e se tornando inaptos para vigorosos pensamentos e pesquisas.
Existem homens e mulheres agora no declnio da vida, que nunca se
recobraram dos efeitos da leitura imoderada. O hbito, formado no
princpio da vida, com eles cresceu e se tornou robusto; e seus esforos
para venc-lo, conquanto decididos, no tm conseguido seno um xito
parcial. Muitos nunca recuperaram seu vigor mental. Todas as tentativas
de se tornarem cristos prticos findam no desejo. No podem ser
verdadeiramente semelhantes a Cristo, e continuar a nutrir o esprito
com esta classe de literatura. Tampouco o efeito fsico  menos
desastroso. O sistema nervoso  desnecessariamente sobrecarregado por
esta paixo da leitura. Em alguns casos, jovens e mesmo os de idade
madura, tm sido afligidos por paralisia que no tem outra causa seno o
excesso de leitura. Sendo a mente mantida em constante agitao, o
delicado maquinismo do crebro enfraqueceu-se a ponto de no poder agir,
sobrevindo em resultado a paralisia. Ao ser cultivado o apetite de
histrias estimulantes, sensacionais, perverte-se o gosto moral, e a
mente no fica satisfeita, a no ser que seja continuamente alimentada
com essa intil e nociva comida. Tenho visto moas, professas seguidoras
de Cristo, que se sentiam positivamente infelizes, se no tivessem nas
mos qualquer novo romance ou conto. A mente pede estimulante da mesma
maneira que o bbedo anela a intoxicante bebida. Essas moas no
manifestavam nenhum esprito de devoo; no difundiam nenhuma luz
celeste entre suas companheiras para as encaminhar  fonte do
conhecimento. No possuam profunda experincia religiosa. Se esta
espcie de leitura no estivesse sempre diante delas, poderia ter havido
alguma esperana de reforma de sua Pg. 164 parte; ansiavam-na, porm, e
insistiam em t-la. Di-me ver jovens de ambos os sexos arruinando assim
sua utilidade nesta vida, e deixando de obter uma experincia que os
prepare para uma existncia eterna na sociedade celestial. No podemos
achar para eles mais apropriado termo que "brios mentais". Os
imoderados hbitos de leitura exercem to seguramente perniciosa
influncia sobre o crebro, como o faz a intemperana no comer e beber.
O melhor modo de impedir o desenvolvimento do mal,  ocupar
antecipadamente o terreno. O mximo cuidado e vigilncia so precisos no
cultivo do esprito e na semeadura, nele, das preciosas sementes da
verdade bblica. O Senhor, em Sua grande misericrdia, revelou-nos nas
Escrituras as regras do santo viver. Expe-nos os pecados a serem
evitados; esclarece-nos o plano da salvao e indica o caminho para o
Cu. Inspirou homens santos para que registrassem, para nosso proveito,
instrues relativas aos perigos que infestam o caminho, e a maneira de
a eles fugir. Os que Lhe obedecem  recomendao de examinar as
Escrituras, no sero ignorantes dessas coisas. Entre os perigos dos
ltimos dias, todo membro da igreja deve compreender as razes de sua
esperana e f - razes que no so de difcil compreenso. H
suficiente matria para ocupar o esprito, caso cresamos na graa e no
conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Somos finitos, mas devemos
ter uma percepo do infinito. A mente deve ser exercitada em contemplar
a Deus e Seu maravilhoso plano para nossa salvao. Deste modo a alma
ser elevada acima do que apenas  terreno e comum, e firmada no que 
enobrecedor e eterno. O pensamento de que nos achamos no mundo de Deus,
na presena do grande Criador do Universo, que fez o homem  Sua prpria
imagem, conduzir a mente a extensos e elevados setores de meditao. O
pensamento de que os olhos de Deus vigiam sobre ns, de que Ele nos ama
e teve tanto cuidado por ns que chegou a dar Seu mui amado Filho para
resgatar-nos, a fim de que no perecssemos miseravelmente, Pg. 165 
sublime; e quem abre o corao para o acolhimento e a contemplao de
assuntos dessa natureza, jamais se contentar com assuntos triviais e
sensacionais. Se a Bblia fosse estudada como deveria ser, os homens
tornar-se-iam fortes no intelecto. Os assuntos tratados na Palavra de
Deus, a digna simplicidade de suas declaraes, os nobres temas que
apresenta ao esprito, desenvolvem no homem faculdades que no podem ser
desenvolvidas de outra maneira. Abre-se, na Bblia, um campo ilimitado 
imaginao. O aluno sair da contemplao de seus grandiosos temas, da
associao com suas sublimes imagens com pensamentos e sentimentos mais
puros e elevados que se tivesse passado o tempo lendo qualquer obra de
mera origem humana, sem falar nas de carter leviano. Deixam os jovens
de alcanar seu mais nobre desenvolvimento, quando negligenciam a mais
alta fonte de sabedoria: a Palavra                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet de Deus. A razo de termos to poucos
homens de bom esprito, de estabilidade e de slido valor,  que Deus
no  temido, Deus no  amado, os princpios religiosos no so
aplicados  vida como devem ser. Deus quer que aproveitemos todos os
meios de cultivar e fortalecer nossas faculdades intelectuais. Fomos
criados para uma existncia mais elevada e mais nobre do que  a vida no
tempo atual.  este um tempo de preparao para a futura vida imortal.
Onde podero ser encontrados mais grandiosos temas para contemplao,
mais interessantes assuntos para meditao, do que as sublimes verdades
reveladas na Bblia? Estas verdades realizaro uma poderosa obra em
favor do homem, se ele to- somente seguir o que elas ensinam. Quo
pouco, porm,  estudada a Bblia! Demora-se em toda e qualquer coisa
sem importncia, de preferncia aos assuntos nela contidos. Se a Bblia
fosse mais lida, fossem suas verdades melhor compreendidas, seramos um
povo muito mais iluminado e esclarecido. Anjos do reino da luz
colocam-se ao lado do diligente pesquisador da verdade, a fim de
impressionar e iluminar o seu esprito. Aquele cujo entendimento se acha
obscurecido pode encontrar luz mediante o conhecimento Pg. 166 das
Escrituras. Christian Temperance and Bible Hygiene, pgs. 123-126. 21
Livros em Nossas Escolas Pg. 167 Na tarefa de educar os jovens em
nossas escolas, ser uma questo difcil reter a influncia do Esprito
Santo de Deus e apegar- se, ao mesmo tempo, a princpios errneos. A luz
que resplandece sobre os que tm olhos para ver, no pode misturar-se
com as trevas da heresia e do erro encontradas em muitos dos livros
recomendados aos alunos de nossos colgios. Tanto estudantes como
professores tm pensado que para obter educao, era necessrio estudar
as produes de escritores que ensinam o atesmo, em razo de suas obras
conterem brilhantes gemas do pensamento. Quem foi, porm, o originador
dessas gemas do pensamento? - Deus, somente Deus; pois Ele  a fonte de
toda luz. Acaso no se encontram nas pginas da Sagrada Escritura todas
as coisas essenciais  sade e ao crescimento da natureza espiritual e
moral? No  Cristo nossa cabea vivente? E no temos de crescer nEle
at a estatura perfeita de homens e mulheres? Pode uma fonte impura
verter gua potvel? Por que haveramos de vadear penosamente o conjunto
de erros contidos nas obras de pagos e ateus para obter o benefcio de
algumas verdades intelectuais, quando toda a verdade se acha  nossa
disposio? O homem no pode realizar nada de bom sem Deus. Ele  o
originador de todo raio de luz que tem atravessado as trevas do mundo.
Tudo que  valioso provm de Deus e pertence a Ele. Existe uma razo por
que os agentes do inimigo manifestam s vezes notvel sabedoria. O
prprio Satans foi educado e disciplinado nas cortes celestiais e
possui um conhecimento do bem e do mal. Mistura o precioso com o vil, e
 isso que lhe d poder para enganar os filhos dos homens. Visto, porm,
que Satans se apropriou dos atavios divinos a fim de poder exercer
influncia em seus usurpados domnios, devem os que jaziam em trevas e
viram grande luz apartar-se dela e Pg. 168 recomendar as trevas?
Aqueles que conheceram os orculos de Deus recomendaro que nossos
alunos estudem livros que expressam sentimentos pagos e ateus, para que
sejam inteligentes? Satans tem seus agentes, educados segundo seus
mtodos, inspirados por seu esprito e adaptados a suas obras; mas
devemos cooperar com eles? Como cristos, recomendaremos as obras de
seus agentes como valiosas e at mesmo essenciais para uma boa educao?
O Senhor mesmo tem indicado que devem ser estabelecidas escolas entre
ns a fim de que se possa obter verdadeiro conhecimento. Nenhum
professor em nossas escolas deve sugerir a idia de que, para obter o
devido preparo,  essencial o estudo de livros que expressam sentimentos
pagos e ateus. Os estudantes educados dessa maneira no so
competentes, por sua vez, para tornarem-se educadores, pois esto cheios
dos sutis enganos do inimigo. O estudo de obras que de algum modo
expressam sentimentos ateus  como pegar em carvo; pois o homem que
pensa segundo a orientao do ceticismo no pode manter uma mente
impoluta. Ao recorrer a tais fontes em busca de conhecimento, no nos
estamos afastando das neves do Lbano para beber das turvas guas do
vale? Os homens que se afastam do conhecimento de Deus tm colocado a
mente sob o domnio de Satans, seu mestre, e ele os prepara para serem
seus servos. Quanto menos se puser perante os jovens obras que exponham
idias atestas, tanto melhor. Os anjos maus esto sempre de prontido
para enaltecer perante as inteligncias juvenis aquilo que lhes causar
dano, e, ao serem lidos livros que expressam sentimentos pagos e ateus,
esses invisveis agentes do mal procuram infundir nos leitores o
esprito de desconfiana e incredulidade. Os que bebem desses canais
contaminados no tm sede das guas da vida, pois se contentam com as
cisternas rotas do mundo. Julgam possuir os tesouros do saber, quando,
em realidade, s esto amontoando madeira, feno e restolho, os quais no
vale a pena adquirir ou conservar. Seu Pg. 169 amor por si mesmos, sua
idia de que um conhecimento superficial das coisas constitui educao,
torna-os jactanciosos e enfatuados, quando so, como os fariseus,
ignorantes das Escrituras e do poder de Deus. Oh, que nossa juventude
entesourasse o conhecimento imperecvel, a fim de poderem levar consigo
para a futura vida imortal o saber que  apresentado como ouro, prata e
pedras preciosas! A classe de educadores e estudantes que se consideram
sbios, no sabe nada como deveria sab-lo. Precisam aprender mansido e
humildade na escola de Cristo a fim de que apreciem grandemente o que o
Cu considera excelente. Os que recebem uma educao valiosa que seja
to duradoura como a eternidade, no sero considerados como os homens
melhor educados do mundo. As Escrituras declaram, porm, que "o temor do
Senhor  o princpio da sabedoria". Prov. 9:10. Tal espcie de
conhecimento encontra-se abaixo da norma na opinio do mundo; no
entanto,  essencial que todo jovem se torne sbio nas Escrituras, se
quer ter vida eterna. Diz o apstolo: "Toda Escritura divinamente
inspirada  proveitosa para o ensinar, para a redargir, para a
corrigir, para instruir em justia, para que o homem de Deus seja
perfeito e perfeitamente instrudo para toda boa obra." II Tim. 3:16 e
17. Isto  bastante amplo.                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Procurem todos compreender, na mxima
amplitude de suas faculdades, o significado da Palavra de Deus. A mera
leitura superficial da Palavra inspirada trar pouco benefcio, porque
cada declarao feita nas pginas sagradas requer cuidadoso estudo. 
verdade que certas passagens no requerem to diligente concentrao
como outras, pois seu significado  mais evidente. Mas o estudante da
Palavra de Deus deve procurar compreender a relao que existe entre uma
passagem e outra, at que a cadeia da verdade se revele a sua vista.
Como os veios do precioso metal se acham ocultos debaixo da superfcie
da Terra, assim as riquezas espirituais esto escondidas no texto da
Sagrada Escritura, e  necessrio esforo mental e devota ateno para
descobrir o significado oculto da Palavra de Deus. Que Pg. 170 todo
estudante que aprecia o tesouro celestial aplique ao mximo suas
faculdades mentais e espirituais, e cave bem fundo na mina da verdade, a
fim de que possa obter o ouro celestial - a sabedoria que o torne sbio
para a salvao. Caso se manifestasse no estudo do plano da salvao
metade do zelo manifestado em procurar compreender as brilhantes idias
dos incrdulos, milhares que agora jazem em trevas ficariam encantados
com a sabedoria, a pureza, a elevao das providncias de Deus em nosso
favor; ficariam fora de si pela admirao e assombro que lhes causaria o
amor e a condescendncia de Deus em dar Seu Filho unignito para a raa
cada. Como  que muitos se contentam em beber dos turvos regatos que
correm no vale sujo, quando poderiam refrescar o esprito nas correntes
vivas das montanhas? Pergunta o profeta: "Deixar-se- a neve do Lbano
por uma rocha do campo? ou deixar-se-o as guas estranhas, frias e
correntes?" E o Senhor responde: "O Meu povo se tem esquecido de Mim,
queimando incenso  vaidade; e fizeram-nos tropear nos seus caminhos e
nas veredas antigas, para que andassem por veredas afastadas, no
aplainadas." Jer. 18:15.  lamentvel que homens a quem foram confiadas
esplndidas habilidades para serem empregadas no servio de Deus, tenham
prostitudo suas faculdades no servio do mal e colocado seus talentos
aos ps do inimigo. Submeteram-se na mais servil escravido ao prncipe
do mal, ao passo que rejeitaram o servio de Cristo, considerando-o
humilhante e indesejvel. Encararam a obra do seguidor de Cristo como
estando abaixo de suas ambies e requerendo um declnio de sua
grandeza, uma espcie de escravido que reprimiria suas faculdades e
restringiria o crculo de sua influncia. Aquele que havia feito um
infinito sacrifcio para que eles pudessem ficar livres da servido do
mal foi posto de lado como indigno de seus melhores esforos e mais
elevado servio. Estes homens receberam seus talentos de Deus, e toda
Pg. 171 gema do pensamento pela qual foram considerados dignos da
ateno de sbios e pensadores, no pertence a eles, mas ao Deus de toda
a sabedoria, a quem no reconheceram. Por meio da tradio e da falsa
educao, tais homens so exaltados como educadores do mundo; mas,
dirigindo-se a eles, os estudantes se acham em perigo de aceitar o vil
juntamente com o precioso; pois a superstio, o raciocnio capcioso e o
erro esto mesclados com pores de verdadeira filosofia e instruo.
Esta mescla forma uma poo que  venenosa para a alma, destruindo a f
no Deus de toda a verdade. Os que tm sede de conhecimento no precisam
dirigir-se a essas fontes contaminadas, pois so convidados a ir  fonte
da vida e beber livremente. Esquadrinhando a Palavra de Deus, podem
encontrar o tesouro escondido da verdade que por longo tempo tem estado
oculto sob o refugo do erro, da tradio humana e das opinies dos
homens. A Bblia  o grande educador, pois no  possvel estudar com
devoo suas sagradas pginas sem que o intelecto seja disciplinado,
enobrecido, purificado e refinado. "Assim diz o Senhor: No se glorie o
sbio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua fora; no se
glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto:
em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor, que fao beneficncia, juzo
e justia na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor. Eis
que vm dias, diz o Senhor, em que visitarei a todo circuncidado com o
incircunciso." Jer. 9:23-25. Os que pretendem ser cristos, que
professam crer na verdade e que no entanto bebem nas fontes contaminadas
da incredulidade, e por preceito e exemplo apartam a outros das frias
guas de neve do Lbano, so nscios, embora professem ser sbios. "Ouvi
a palavra que o Senhor vos fala a vs,  casa de Israel. Assim diz o
Senhor: No aprendais o caminho das naes, nem vos espanteis com os
sinais dos cus; porque com eles se atemorizam. ... Mas Pg. 172 o
Senhor Deus  a verdade; Ele mesmo  o Deus vivo e o Rei eterno; do Seu
furor treme a Terra, e as naes no podem suportar a Sua indignao.
Assim lhes direis: Os deuses que no fizeram os cus e a Terra
desaparecero da Terra e de debaixo deste cu. Ele fez a Terra pelo Seu
poder; Ele estabeleceu o mundo por Sua sabedoria e com a Sua
inteligncia estendeu os cus. Fazendo Ele soar a voz, logo h arrudo
de guas no cu, e sobem os vapores da extremidade da Terra; Ele faz os
relmpagos para a chuva e faz sair o vento dos Seus tesouros. Todo homem
se embruteceu e no tem cincia; todo ourives  envergonha-se todo o
fundidor da sua imagem de escultura; porque sua imagem fundida mentira
, e no h esprito nela. Vaidade so, obra de enganos; no tempo da sua
visitao, viro a perecer. No  semelhante a estes a poro de Jac;
porque Ele  o Criador de todas as coisas, e Israel  a vara da Sua
herana; Senhor dos Exrcitos  o Seu nome." Jer. 10:1, 2, 10-16. "Assim
diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu
brao, e aparta o seu corao do Senhor! Porque ser como a tamargueira
no deserto e no sentir quando vem o bem; antes, morar nos lugares
secos do deserto, na terra salgada e inabitvel. Bendito o varo que
confia no Senhor, e cuja esperana  o Senhor. Porque ele ser como a
rvore plantada junto s guas, que estende as suas razes para o
ribeiro e no receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e,
no ano de sequido, no se afadiga nem deixa de dar fruto. ...  Senhor,
Esperana de Israel! Todos aqueles que Te deixam sero envergonhados; os
que se apartam de Mim sero escritos sobre a terra; porque abandonam o
Senhor, a fonte das guas vivas. Sara-me, Senhor, e sararei; salva-me, e
serei salvo; porque Tu s o meu louvor." Jer. 17:5-8, 13 e 14.
Afastem-se os crentes na verdade para este tempo dos Pg. 173
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autores que ensinam o atesmo. No apaream obras de cticos nas
estantes de vossas bibliotecas, onde vossos filhos possam ter acesso a
elas. Os que provaram a boa Palavra de Deus e as virtudes do mundo
vindouro no considerem mais um aspecto essencial de uma boa educao o
ter conhecimento dos escritos daqueles que negam a existncia de Deus e
desprezam Sua santa Palavra. No deis lugar aos agentes de Satans,
visto que nada h para justificar os seus feitos; uma coisa limpa no
pode proceder da que  imunda. Review and Herald, 10 de novembro de
1891. 22 O Mestre da Verdade, o nico Educador Seguro Pg. 174 H no
mundo duas classes de educadores. Uma  a daqueles que Deus torna canais
de luz, e a outra, a dos que Satans usa como agentes seus, e que so
sbios em fazer o mal. Uma classe contempla o carter de Deus, e cresce
no conhecimento de Jesus, a quem Deus enviou ao mundo. Essa classe se
entrega completamente s coisas que trazem a iluminao celestial, a
sabedoria celeste, para a elevao da alma. Toda capacidade de sua
natureza  submetida a Deus, e seus pensamentos so levados em cativeiro
a Cristo. A outra classe est em concerto com o prncipe das trevas, que
sempre est alerta para descobrir uma oportunidade para ensinar aos
outros o conhecimento do mal. Caso lhe seja concedido lugar, no tarda
em abrir caminho ao corao e  mente. Grande  a necessidade de elevar
a norma da justia em nossas escolas, de dar instrues segundo Deus.
Entrasse Cristo em nossas instituies de educao para a juventude,
purific-las-ia como fez com o templo, banindo muitas coisas que exercem
influncia contaminadora. Muitos dos livros de estudo dos jovens seriam
eliminados, sendo substitudos por outros de molde a inculcar
conhecimento substancioso, abundantes de sentimentos prprios para serem
entesourados no corao, e de preceitos que possam reger a conduta. Ser
desgnio do Senhor que falsos princpios, raciocnios falsos e enganos
de Satans sejam postos perante o esprito dos jovens e das crianas?
Sero sentimentos pagos e ateus apresentados a nossos estudantes como
valiosos acrscimos a seu peclio de conhecimentos? As obras dos mais
intelectuais dos cticos, so o produto de um esprito prostitudo ao
servio do adversrio; e ho de os que se dizem reformadores, que buscam
dirigir as crianas e os jovens no Pg. 175 reto caminho, no trilho
aberto, imaginar que Deus Se agradaria de que apresentassem aos jovens
aquilo que Lhe desfigurar o carter, e O apresentar sob um falso
aspecto? Sero os sentimentos dos incrdulos, as expresses de homens
dissolutos, defendidos como merecedores da ateno dos estudantes, pelo
fato de serem o produto de homens a quem o mundo admira como grandes
pensadores? Homens que professam crer em Deus colhero de tais autores
profanos as expresses e sentimentos, entesourando-os como jias
preciosas para serem conservadas entre as riquezas do esprito? De modo
nenhum! O Senhor concedeu a esses homens, admirados pelo mundo,
inapreciveis dotes intelectuais; dotou-os de crebros superiores; eles
no os empregaram, porm, para glria de Deus. Qual Satans, esses
homens dEle se separaram; assim fazendo conservaram, no obstante, ainda
muitas das preciosas gemas de pensamento que Deus lhes doara.
Colocaram-nas em um engaste de erros, para dar realce aos prprios
sentimentos humanos, a fim de tornar atrativas as enunciaes inspiradas
pelo prncipe do mal.  verdade que nos escritos dos pagos e ateus se
encontram pensamentos de ordem elevada, atrativos para o esprito. H,
porm, razo para isto. No foi Satans o portador de luz, o
participante da glria de Deus no Cu, o primeiro depois de Jesus, em
poder e majestade? Nas palavras da Inspirao  ele descrito como aquele
que conferia a medida, "cheio de sabedoria e perfeito em formosura". O
profeta declara: "Estavas no den, jardim de Deus; toda pedra preciosa
era a tua cobertura. ... Tu eras querubim ungido para proteger, e te
estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras
afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que
foste criado, at que se achou iniqidade em ti. ... Elevou-se o teu
corao por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por
causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus,
para que olhem Pg. 176 para ti. Pela multido das tuas iniqidades,
pela injustia do teu comrcio, profanaste os teus santurios; Eu, pois,
fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em
cinza sobre a Terra, aos olhos de todos os que te vem. Todos os que te
conhecem entre os povos esto espantados de ti; em grande espanto te
tornaste e nunca mais sers para sempre." Ezeq. 28:12- 19. A grandeza e
o poder com que o Criador dotou Lcifer, foram por este pervertidos;
todavia, quando convm aos seus desgnios, ele pode comunicar aos homens
sentimentos encantadores. Tudo na Natureza provm de Deus; no entanto,
Satans pode inspirar a seus agentes pensamentos que parecem elevados e
nobres. No se dirigiu ele a Cristo citando as Escrituras quando
tencionava venc-Lo com especiosas tentaes?  assim que ele se
aproxima dos homens, como anjo de luz, disfarando suas tentaes sob a
aparncia de bondade, e fazendo-os acreditar ser ele o amigo e no o
inimigo da humanidade. Por essa maneira tem enganado e seduzido a
humanidade, iludindo-a com sutis tentaes, confundindo-a com
artificiosos enganos. Satans tem atribudo a Deus todos os males
herdados pela carne. Tem-nO representado como um Deus que Se deleita nos
sofrimentos de Suas criaturas, vingativo e implacvel. Foi Satans que
deu origem  doutrina do tormento eterno como castigo pelo pecado, pois
assim podia levar os homens  incredulidade e  rebelio, perturbar as
almas e destronar a razo humana. Olhando para baixo, o Cu viu as
iluses a que estavam sendo os homens induzidos, e achou que era preciso
vir  Terra um divino Instrutor. Os homens em ignorncia e trevas
morais, deviam ter luz, luz espiritual; pois o mundo desconhecia a Deus,
e Ele Se lhes devia revelar ao entendimento. Do Cu olhou a verdade para
baixo, e no viu o reflexo da prpria imagem; pois densas nuvens de
sombras e escurido espirituais envolviam o mundo. Unicamente o Senhor
Jesus era capaz de dispersar as nuvens; porquanto Pg. 177
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Ele 
a Luz do mundo. Por Sua presena podia dissipar a negra sombra lanada
por Satans entre o homem e Deus. As trevas cobriam a Terra, e a
escurido os povos. Por meio das acumuladas falsificaes do inimigo,
muitos foram to enganados que adoraram um falso deus, revestido dos
atributos do carter satnico. O Mestre enviado pelo Cu, nada menos que
o prprio Filho de Deus, veio  Terra para revelar aos homens o carter
do Pai, a fim de que O adorassem em esprito e em verdade. Cristo
revelou aos homens o fato de que a mais estrita adeso a cerimnias e
formas no poderia salv-los; pois o reino de Deus  de natureza
espiritual. Cristo veio para semear o mundo com a verdade. Em Suas mos
estavam as chaves de todos os tesouros da sabedoria, sendo-Lhe dado
abrir portas  cincia e revelar no descobertas jazidas de
conhecimento, fosse isto essencial  salvao. Apresentou aos homens
exatamente o contrrio das representaes do inimigo quanto ao carter
de Deus, e neles procurou gravar o amor do Pai, que "amou o mundo de tal
maneira que deu o Seu Filho unignito, para que todo aquele que nEle cr
no perea, mas tenha a vida eterna". Joo 3:16. Acentuou aos homens a
necessidade da orao, do arrependimento, da confisso e do abandono do
pecado. Ensinou-lhes a honestidade, a clemncia, a misericrdia e a
compaixo, ordenando-lhes no amarem apenas aos que os amavam, mas os
que os odiavam e os maltratavam. Em tudo isto, estava Jesus a
revelar-lhes o carter do Pai, que  longnimo, misericordioso e
piedoso, tardio em iras, e grande em beneficncia e verdade. Os que
aceitaram os Seus ensinos achavam-se sob o protetor cuidado dos anjos,
comissionados para fortalecer e iluminar, a fim de que a verdade pudesse
renovar e santificar a alma. Cristo declara a misso que tinha em vista
ao vir  Terra. Afirma em Sua ltima orao pblica: "Pai justo, o mundo
no Te conheceu; mas Eu Te conheci, e Pg. 178 estes conheceram que Tu
Me enviaste a Mim. E Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e lho farei
conhecer mais, para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu
neles esteja." Joo 17:25 e 26. Quando Moiss pediu ao Senhor que lhe
mostrasse Sua glria, o Senhor disse: "Farei passar toda a Minha bondade
por diante de ti." xo. 33:19. "Passando, Pois, o Senhor perante a sua
face, clamou: Jeov, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em
iras e grande em beneficncia e verdade; que guarda a beneficncia em
milhares; que perdoa a iniqidade, e a transgresso, e o pecado; que ao
culpado no tem por inocente. ... E Moiss apressou-se, e inclinou a
cabea  terra, e encurvou-se." xo. 34:6-8. Quando formos capazes de
compreender o carter de Deus como Moiss, tambm ns nos daremos pressa
em curvar-nos em adorao e louvor. Jesus no esperava nada menos de que
"o amor com que Me amaste" (Joo 17:26) estivesse no corao de Seus
filhos, a fim de que pudessem comunicar a outros o conhecimento de Deus.
Oh! que certeza esta de que o amor de Deus pode habitar no corao de
todos os que nEle crem! Oh! que salvao  provida; pois Ele pode
salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus. Exclamamos com
admirao: Como sero possveis estas coisas? Mas Jesus no Se
contentar com nada menos do que isso. Aos que aqui so participantes de
Seus sofrimentos, de Sua humilhao, resistindo por amor a Seu nome,
ser outorgado o amor de Deus como o foi para o Filho. Disse Aquele que
sabe: "O mesmo Pai vos ama." Joo 16:27. Aquele que teve conhecimento
pessoal do comprimento, da largura, da altura e da profundidade desse
amor, declarou-nos esse fato surpreendente. Este amor pertence-nos pela
f no Filho de Deus; por isso, a conexo com Cristo significa tudo para
ns. Devemos ser um com Ele, assim com Ele o  com o Pai, e ento somos
amados pelo infinito Deus como membros do corpo de Cristo, como ramos da
Videira viva. Devemos estar ligados ao tronco original e receber
nutrio da Videira. Cristo  nossa Pg. 179 Cabea glorificada, e o
divino amor fluindo do corao de Deus se detm em Cristo e  comunicado
aos que se uniram a Ele. Penetrando na alma, este divino amor lhe
infunde gratido, livra-a de sua debilidade espiritual, do orgulho,
vaidade e egosmo, e de tudo o que deforma o carter cristo. Olhai, oh!
olhai para Jesus, e vivei! No podeis deixar de ficar encantados com os
inigualveis atrativos do Filho de Deus. Cristo era Deus manifestado na
carne, o mistrio oculto dos sculos, e nossa aceitao ou rejeio do
Salvador envolvem interesses eternos. A fim de salvar o transgressor da
lei de Deus, Cristo, que  igual com o Pai, veio viver o Cu diante dos
homens, para que aprendessem o que significa ter o Cu no corao.
Ilustrou o que o homem deve ser para estar  altura da preciosa ddiva
da vida que se mede com a vida de Deus. A vida de Cristo estava imbuda
da divina mensagem do amor de Deus, e anelava intensamente transmitir
esse amor aos outros, em abundante medida. O Seu semblante irradiava
compaixo e Sua conduta caracterizava-se pela graa, humildade, verdade
e amor. Todo membro de Sua igreja militante deve manifestar as mesmas
qualidades, se deseja fazer parte da igreja triunfante. O amor de Cristo
 to amplo, to cheio de glria, que em comparao com ele, tudo o que
os homens consideram grande se reduz a uma insignificncia. Quando
obtemos uma viso a seu respeito, exclamamos:  profundidade das
riquezas do amor que Deus conferiu aos homens na ddiva de Seu Filho
unignito! Ao procurarmos descrever o amor de Deus em linguagem
apropriada, notamos que as palavras so demasiado inspidas, demasiado
dbeis e muito abaixo do assunto, e depomos a pena e dizemos: "No, no
 possvel descrev-lo." S podemos fazer o mesmo que o discpulo amado,
dizendo: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de
sermos chamados filhos de Deus." I Joo 3:1. Ao fazer qualquer tentativa
para descrever esse amor, sentimo-nos Pg. 180 como bebs balbuciando
suas primeiras palavras. Podemos adorar em silncio; pois nesta questo
s o silncio  eloqncia. Toda e qualquer linguagem  inadequada para
descrever esse amor. Ele  o mistrio de Deus na carne, Deus em Cristo e
a divindade na humanidade. Cristo curvou-Se em inigualvel humildade a
fim de que, em Sua elevao ao trono de Deus, pudesse elevar os que nEle
crem a um lugar com Ele em Seu trono. Todos os que olham a Jesus com f
para que nEle sejam curadas as feridas e contuses causadas pelo pecado,
sero restaurados.                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet Os temas da redeno so momentosos, e
somente os que tm inclinao para as coisas espirituais podem
discernir-lhes a profundeza e o significado. Demorar-nos sobre as
verdades do plano da salvao constitui nossa segurana, nossa vida,
nossa alegria.  necessrio f e orao para contemplarmos as profundas
coisas de Deus. Nosso esprito acha-se to preso a idias tacanhas que
s temos vises restritas da experincia que  nosso privilgio
desfrutar. Quo pouco compreendemos acerca do significado da orao do
apstolo, ao dizer ele: "Para que, segundo as riquezas da Sua glria,
vos conceda que sejais corroborados com poder pelo Seu Esprito no homem
interior; para que Cristo habite, pela f, no vosso corao; a fim de,
estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente
compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento,
e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede
todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.
Ora, quele que  poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente
alm daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em ns opera,
a Esse glria na igreja, por Jesus Cristo, em todas as geraes, para
todo o sempre. Amm." Efs. 3:16-21. Review and Herald, 17 de novembro
de 1891. 23 Os Tesouros com que Abastecer a Mente Pg. 181 Jesus
contemplou a humanidade, ignorante, apostatada de Deus e que se achava
sob a penalidade da lei transgredida; e veio trazer livramento, oferecer
perdo completo, assinado pela Majestade do Cu. Se o homem aceitar esse
perdo poder salvar- se; se rejeit-lo, estar perdido. S a sabedoria
de Deus pode desdobrar os mistrios do plano da salvao. A sabedoria
dos homens pode ou no ser valiosa, conforme ser demonstrado pela
experincia, mas a sabedoria de Deus  indispensvel; no entanto, muitos
que professam ser sbios so voluntariamente ignorantes das coisas
pertinentes  vida eterna. Perdei o que tiverdes de perder no mbito dos
conhecimentos humanos, mas deveis ter f no perdo adquirido para vs a
um preo infinito, pois do contrrio perecer convosco toda a sabedoria
obtida na Terra. Se o Sol da Justia retirasse do mundo Seus raios de
luz, seramos deixados nas trevas da noite eterna. Jesus falava como
nenhum outro homem jamais falara. Vazara sobre os homens todo o tesouro
celeste de sabedoria e conhecimento. Ele  a luz que ilumina a todo
homem que vem ao mundo. Todos os aspectos da verdade Lhe eram
manifestos. No viera para enunciar sentimentos e opinies incertos; mas
somente para proferir verdades estabelecidas em princpios eternos. Por
que acatar, ento, as inconstantes palavras dos homens como elevada
sabedoria, quando se acha  vossa disposio maior e infalvel
sabedoria? Os homens tomam os escritos dos falsamente chamados
cientistas, e procuram harmonizar suas dedues com as afirmaes da
Bblia. Onde, porm, no h acordo, no pode haver harmonia. Cristo
declara: "Ningum pode servir a dois senhores." Mat. 6:24. Seus
interesses so incompatveis. Reiteradas vezes os homens tentaram
colocar a Bblia e os escritos humanos sobre uma base comum; mas essa
tentativa tem sido um fracasso, pois no podemos servir a Deus e a
Mamom. Pg. 182 Estamos no mundo, mas no devemos ser do mundo. Jesus
implora que aqueles pelos quais Ele morreu no percam a recompensa
eterna prodigalizando suas afeies nas coisas dessa Terra perecvel e
privando-se assim da felicidade perptua. O raciocnio esclarecido nos
compele a reconhecer que as coisas celestiais so superiores s
terrenas; no entanto, o depravado corao do homem o induz a dar
primazia s coisas do mundo. As opinies de grandes homens, as teorias
da falsamente chamada cincia, so misturadas com as verdades da Sagrada
Escritura. O corao que se entrega a Deus ama, porm, a verdade da
Palavra divina; porque mediante a verdade  regenerada a alma. A mente
carnal no tem prazer em meditar na Palavra de Deus, mas quem sofreu uma
renovao mental discerne novos encantos nos orculos vivos; pois divina
beleza e luz celestial parecem fulgurar em cada uma de suas passagens. O
que para a mente carnal era um desolado deserto, para a mente espiritual
torna-se uma terra de correntes vivas. Aquilo que para o corao no
renovado parecia ser um terreno estril, para a alma convertida se torna
o jardim de Deus, coberto de fragrantes botes e viosas flores. A
Bblia tem sido colocada em segundo plano, ao passo que os dizeres de
assim chamados grandes homens tm sido aceitos em seu lugar. Que o
Senhor nos perdoe o desprezo que temos dado a Sua Palavra. Embora a
Bblia contenha inestimveis tesouros e se assemelhe a uma mina repleta
de preciosos minrios, no  apreciada, no  examinada, e suas riquezas
no so descobertas. A misericrdia, a verdade e o amor so muito mais
valiosos do que podemos imaginar; no podemos ter uma proviso demasiado
grande desses tesouros, e  na Palavra de Deus que descobrimos como
podemos tornar-nos possuidores dessas riquezas celestiais; todavia, por
que a Palavra de Deus  desinteressante para muitos cristos professos?
Seria porque a Palavra de Deus no fosse esprito e vida? Ter Jesus
colocado sobre ns uma incumbncia desinteressante, ao ordenar para ns:
"Examinai as Escrituras"? Joo 5:39. Disse Jesus: Pg. 183  "As palavras
que Eu vos disse so esprito e vida." Joo 6:63. As coisas espirituais,
porm, so discernidas espiritualmente, e o motivo de vossa falta de
interesse  terdes falta do Esprito de Deus. Quando o corao for posto
em harmonia com a Palavra, surgir dentro de vs uma nova vida, brilhar
nova luz sobre cada linha da Palavra, e ela tornar-se- a voz de Deus a
vossa alma. Deste modo adotareis reflexes celestiais, sabereis para
onde estais indo e sereis capazes de tirar o mximo proveito de vossos
privilgios hoje em dia. Devemos pedir que o Senhor abra nosso
entendimento para que compreendamos a verdade divina. Se humilharmos o
corao diante de Deus, se tirarmos dele a vaidade, o orgulho e o
egosmo, mediante a graa abundantemente a ns outorgada; se desejarmos
sinceramente e crermos firmemente, os brilhantes raios do Sol da Justia
incidiro sobre a nossa mente, iluminando nosso entendimento
obscurecido. Jesus  a Luz que ilumina a todo homem que vem ao mundo.
Ele  a Luz do mundo, e convida-nos a ir a ele, e dEle aprender. Jesus
era o grande Mestre. Poderia haver feito revelaes cientficas de molde
a relegar as descobertas dos mais eminentes homens  categoria de
indizveis insignificncias; isto no era, porm, Sua misso ou obra.
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para buscar e salvar os perdidos, e no Se deixaria desviar do prprio
objetivo. No permitiu que coisa alguma O demovesse. Esta obra colocou-a
em nossas mos. Iremos realiz-la? Nos dias de Cristo, os mestres
estabelecidos instruam os homens nas tradies dos pais, em fbulas
infantis, a que se misturavam as opinies dos que eram considerados
altas autoridades. Todavia, nem elevados nem humildes podiam discernir
qualquer raio de luz nesses ensinos. Que admirao que as multides
seguissem as pegadas do Senhor e Lhe rendessem homenagem enquanto Lhe
escutavam as palavras! Ele revelou verdades soterradas sob o entulho do
erro, e libertou-as das exigncias e tradies dos homens, declarando-as
de vigncia eterna. Resgatou a verdade da penumbra Pg. 184 em que se
achava, dando-lhe o devido encaixe, a fim de que brilhasse em todo o seu
brilho original. Dirigia-Se aos homens em Seu nome, pois estava
investido de autoridade; e por que no deveriam os que professam ser
Seus seguidores falar com autoridade acerca dos assuntos sobre os quais
Ele tem transmitido luz? Por que aceitar fontes inferiores de instruo,
se Cristo  o grande Mestre que conhece todas as coisas? Por que
submeter  considerao dos estudantes autores inferiores, quando 
feito o convite por Aquele cujas palavras so esprito e vida: "Vinde,
... e aprendei de Mim"? Mat. 11:28 e 29. No estaremos intensamente
interessados nas lies de Cristo? No ficaremos encantados com a nova e
gloriosa luz da verdade celestial? Esta luz est acima de tudo o que o
homem pode apresentar. S podemos receber luz achegando-nos  cruz e
apresentando-nos no altar de sacrifcio. Aqui se manifesta a debilidade
humana; aqui  revelada Sua fora; aqui os homens vem que h poder em
Cristo para salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus. No
seremos praticantes das palavras dAquele que conhece todas as coisas?
No faremos da Bblia nosso conselheiro na educao e no preparo de
nossos jovens? A Palavra de Deus  a base de todo conhecimento
verdadeiro, e Cristo ensina o que os homens devem fazer a fim de serem
salvos. At agora tm sido cumpridos os desgnios do inimigo
apresentando-se diante de nossos estudantes tais livros que tm ensinado
artificiosos erros e exposto fbulas que tm incitado seus apetites
carnais. Introduziremos em nossas escolas o semeador do joio?
Permitiremos que homens considerados grandes, e que no entanto tm sido
instrudos pelo inimigo de toda a verdade, realizem a educao de nossos
jovens? Ou tomaremos a Palavra de Deus como nosso guia e faremos com que
nossas escolas sejam conduzidas mais de acordo com o sistema das antigas
escolas dos profetas? Se a Bblia fosse estudada e obedecida; se
tivssemos o esprito de Cristo, faramos decididos esforos para ser
cooperadores de Deus. Devemos dar mais valor  alma; pois Pg. 185 toda
alma convertida a Deus constitui uma vaso dedicado ao uso sagrado, um
depositrio da verdade, um portador de luz para outros. Deus espera mais
das escolas do que foi produzido at agora. Cristo disse: "Trabalhai no
pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida
eterna, a qual o Filho do homem vos dar, porque a este o Pai, Deus, O
selou." Joo 6:27. Ento compreenderemos corretamente os ensinos da
Palavra de Deus e prezaremos a verdade como o mais valioso tesouro com
que abastecer a mente. Teremos uma fonte inesgotvel das guas da vida.
Oraremos como o salmista: "Desvenda os meus olhos, para que veja as
maravilhas da Tua lei", (Sal. 119:18) e, como ele, descobriremos que "os
juzos do Senhor so verdadeiros e justos juntamente. Mais desejveis
so do que ouro, sim, do que muito ouro fino; e so mais doces do que o
mel e o licor dos favos. Tambm por eles  admoestado o Teu servo; e em
os guardar h grande recompensa." Sal. 19:9-11. Review and Herald, 24 de
novembro de 1891. 24 A Cincia da Salvao, a Principal das Cincias
Pg. 186 As escolas estabelecidas entre ns so assunto de grave
responsabilidade, pois envolvem importantes interesses. Em sentido
especial, nossas escolas so um espetculo aos anjos e aos homens. H
poder no conhecimento de cincias de toda a espcie, e  desgnio de
Deus que a cincia avanada seja ensinada em nossas escolas como
preparao para a obra que h de preceder as cenas finais da histria
terrestre. A verdade deve ir aos mais remotos confins da Terra mediante
pessoas preparadas para a obra. Mas, embora haja poder no conhecimento
da cincia, o conhecimento que Jesus veio transmitir pessoalmente ao
mundo era o conhecimento do evangelho. A luz da verdade devia lanar
seus brilhantes raios nas partes mais longnquas da Terra, e a aceitao
ou a rejeio da mensagem de Deus envolvia o destino eterno das almas. O
plano da salvao fez parte dos conselhos do Infinito desde toda a
eternidade. O evangelho  a revelao do amor de Deus aos homens, e
significa tudo o que  essencial para a felicidade e o bem-estar da
humanidade. A obra de Deus na Terra  de incomensurvel importncia, e o
especial objetivo de Satans  coloc-la fora do alcance da vista e da
mente, para que torne eficazes seus enganosos artifcios na destruio
daqueles por quem Cristo morreu.  seu propsito fazer com que as
invenes humanas sejam exaltadas acima da sabedoria de Deus. Quando a
mente se enleva com as concepes e as teorias dos homens, com excluso
da sabedoria de Deus, recebe o selo da idolatria. A cincia, como
falsamente lhe chamam, tem sido exaltada acima de Deus, a Natureza acima
do seu Criador, e como Deus pode aprovar tal sabedoria? Na Bblia 
definido todo o dever do homem. Salomo declara: "Teme a Deus e guarda
os Seus mandamentos; porque este  o dever de todo homem." Ecl. 12:13. A
vontade de Deus  revelada em Sua Pg. 187 Palavra escrita, e este  o
conhecimento essencial. A sabedoria humana, a familiaridade com os
idiomas de diversas naes so um auxlio na obra missionria. A
compreenso dos costumes das pessoas, e do lugar e da poca dos
acontecimentos,  conhecimento prtico, pois ajuda a esclarecer as
figuras da Bblia, a realar o poder das lies de Cristo; mas no 
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absolutamente necessrio saber estas coisas. O peregrino pode encontrar
o caminho preparado para ser palmilhado pelos remidos, e no haver
desculpa para quem perecer devido  m compreenso das Escrituras. Na
Bblia  declarado todo princpio vital, explicado todo dever,
evidenciada toda obrigao. Todo o dever do homem  resumido pelo
Salvador, nestas palavras: "Amars o Senhor, teu Deus, de todo o teu
corao, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. ... Amars o
teu prximo como a ti mesmo." Mat. 22:37 e 39. Na Palavra, o plano da
salvao acha-se claramente delineado. A ddiva da vida eterna 
prometida sob a condio de salvadora f em Cristo. O atraente poder do
Esprito Santo  assinalado como um instrumento na obra da salvao do
homem. A recompensa dos fiis, o castigo dos culpados, so expostos com
clareza. A Bblia contm a cincia da salvao para todos os que querem
ouvir as palavras de Cristo e p-las em prtica. Diz o apstolo: "Toda
Escritura divinamente inspirada  proveitosa para ensinar, para a
redargir, para a corrigir, para instruir em justia, para que o homem
de Deus seja perfeito e perfeitamente instrudo para toda boa obra." II
Tim. 3:16 e 17. A Bblia  seu expositor. Uma passagem ser a chave que
descerrar outras passagens, e deste modo haver luz sobre o significado
oculto da Palavra. Comparando diversos textos que tratam do mesmo
assunto e examinando sua relao em todo o sentido, tornar-se- evidente
o verdadeiro significado das Escrituras. Muitos pensam que precisam
consultar comentrios sobre as Escrituras para compreenderem o
significado da Palavra de Pg. 188 Deus, e no queremos tomar a posio
de que os comentrios no devem ser estudados; mas ser necessrio muito
discernimento para descobrir a verdade de Deus entre a multido de
palavras humanas. Quo pouco tem sido feito pela igreja, como entidade
que professa crer na Bblia, para reunir as jias esparsas da Palavra de
Deus em uma perfeita corrente de verdade! As jias da verdade no jazem
na superfcie, como muitos supem. A mente dominadora na confederao do
mal sempre se ocupa em manter a verdade fora do alcance da vista e
colocar ante os olhos as opinies de grandes homens. O adversrio est
fazendo tudo o que pode para obscurecer a luz do Cu por meio de
processos educacionais, pois no quer que os homens ouam a voz do
Senhor, dizendo: "Este  o caminho; andai nele." Isa. 30:21. As jias da
verdade acham-se espalhadas sobre o terreno da revelao; mas tm sido
soterradas sob as tradies humanas, sob os dizeres e mandamentos de
homens, e a sabedoria do Cu tem sido virtualmente passada por alto;
pois Satans tem sido bem- sucedido em fazer com que o mundo creia que
as palavras e realizaes humanas so de grande importncia. O Senhor
Deus, o Criador do Universo, deu o evangelho ao mundo a um preo
infinito. Por meio deste agente divino, agradveis e revigorantes
torrentes de conforto celestial e consolo permanente tm sido abertos
para aqueles que se aproximam da fonte da vida. Ainda h veios de
verdade a serem descobertos; mas as coisas espirituais se discernem
espiritualmente. As mentes obscurecidas pelo mal no podem apreciar o
valor da verdade como  em Jesus. Quando se acaricia a iniqidade, os
homens no sentem a necessidade de fazer esforos diligentes, com orao
e reflexo, para compreender o que devem saber, ou perder o Cu. Tm
estado h tanto tempo sob a sombra do inimigo, que encaram a verdade
como se vem os objetos atravs de um vidro enfumaado e defeituoso;
pois todas as coisas so escuras e pervertidas a seus olhos. Sua viso
espiritual  dbil e indigna de confiana, porque olham para as sombras
e se afastam da luz. Os que professam crer em Jesus, sempre devem,
porm, acercar-se da luz. Cumpre-lhes orar diariamente para que Pg. 189
a luz do Esprito Santo incida sobre as pginas do sagrado Livro, a fim
de que sejam habilitados a compreender as coisas do Esprito de Deus.
Devemos ter implcita confiana na Palavra de Deus, pois do contrrio
estaremos perdidos. As palavras dos homens, por mais importantes que
sejam, no podem tornar-nos perfeitos e perfeitamente habilitados para
toda boa obra. "Deus vos escolheu desde o princpio para a salvao,
pela santificao do Esprito e f na verdade." II Tess. 2:13. Neste
versculo so reveladas os dois instrumentos na salvao do homem: a
influncia divina e a forte e viva f dos que seguem a Cristo. 
mediante a santificao do Esprito e a crena da verdade que nos
tornamos cooperadores de Deus. O Senhor espera a cooperao de Sua
igreja. No  Seu desgnio acrescentar outro elemento de eficincia a
Sua Palavra; efetuou Sua grande obra dando Sua inspirao ao mundo. O
sangue de Jesus, o Esprito Santo, a Palavra divina, so nossos. O
objeto de toda esta proviso do Cu est diante de ns: as almas pelas
quais Cristo morreu; e compete-nos lanar mo das promessas dadas por
Deus e tornar-nos Seus colaboradores; pois os agentes divinos e humanos
devem cooperar nesta obra. A razo por que muitos cristos professos no
tm uma experincia clara e bem definida,  que no consideram um
privilgio compreender o que Deus declarou por meio de Sua Palavra. Aps
a ressurreio de Jesus, dois de Seus discpulos dirigiram-se a Emas, e
o Mestre uniu-Se a eles. Mas no reconheceram a seu Senhor, e pensaram
que era algum estrangeiro. Todavia, "comeando por Moiss e por todos os
profetas, explicava-lhes o que dEle se achava em todas as Escrituras. E
chegaram  aldeia para onde iam, e Ele fez como quem ia para mais longe.
E eles O constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque j  tarde, e j
declinou o dia. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando
estando com eles  mesa, tomando o po, o abenoou Pg. 190 e partiu-o e
lho deu. Abriram-se-lhes, ento, os olhos, e O conheceram, e Ele
desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura, no ardia em
ns o nosso corao quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria
as Escrituras? ... Ento, abriu-lhes o entendimento para compreenderem
as Escrituras". Luc. 24:27-32 e 45. Esta  a obra que podemos esperar
que Cristo faa por ns; pois o que o Senhor revelou  para ns e nossos
filhos para sempre. Jesus sabia que tudo o que se apresentava em
desacordo com o que Ele viera revelar ao mundo, era falso e enganoso.
Disse, porm: "Todo aquele que  da verdade ouve a Minha voz." Joo
18:37. Havendo estado nos conselhos de Deus e habitado nas eternas
alturas do santurio, todos os elementos da verdade estavam nEle e eram
Seus, pois era um com Deus. "Na verdade, na verdade te digo que ns
dizemos o que sabemos e testificamos o que temos vimos, e no aceitais o
nosso testemunho. Se vos                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet faleis de coisas terrestres, no
crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ningum subiu
ao Cu, seno o que desceu do Cu, o Filho do homem, que est no Cu."
Joo 3:11-13. "Toda palavra de Deus  pura; escudo  para os que confiam
nEle. Nada acrescentes s Suas palavras, para que no te repreenda, e
sejas achado mentiroso." Prov. 30:5 e 6. Review and Herald, 1 de
dezembro de 1891. 25 O Carter Cristo Exemplificado nos Professores e
Estudantes Pg. 191 Em nome de meu Mestre, insto com os jovens de ambos
os sexos que pretendem ser filhos e filhas de Deus, a que obedeam 
Palavra de Deus. Insto com os professores de nossas escolas para que
dem um exemplo correto queles com quem se relacionam. Os que desejam
estar habilitados para moldar o carter dos jovens devem aprender na
escola de Cristo, a fim de que sejam mansos e humildes de corao, como
o foi o Modelo divino. No vesturio, na conduta, em todas as suas
maneiras, devem exemplificar o carter cristo, revelando o fato de que
se acham sob as sbias regras disciplinares do grande Mestre. O jovem
cristo deve ser diligente, preparado para assumir responsabilidades com
esprito corajoso e mos voluntrias. Deve estar disposto a enfrentar as
provas da vida com pacincia e fortaleza. Deve procurar formar um
carter de acordo com o Modelo divino, seguindo princpios dignos e
firmando-se em hbitos que o habilitem a obter a coroa do vencedor. Na
vida escolar, os jovens podem lanar sementes que produziro uma
colheita, no de espinhos, mas de precioso gro para o celeiro
celestial. No h tempo mais favorvel do que o que  passado na escola
para reconhecer o poder da graa salvadora de Cristo, para ser
controlado pelos princpios da lei divina, e  do interesse do prprio
aluno levar uma vida piedosa. A glria culminante da vida resulta da
unio com Cristo. Ningum vive para si mesmo. Vossa vida est
entretecida com todas as outras na trama comum da humanidade, e deveis
ser cooperadores de Deus para salvao dos que perecem na degradao e
misria. Deveis ser instrumentos para influenciar todos aqueles com quem
vos associais a levar uma vida melhor, a dirigir a mente a Jesus. Joo
escreve: "Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a Palavra de
Deus est em vs, e j vencestes o Pg. 192 maligno." I Joo 2:14. E
Paulo exorta Tito a pedir aos jovens que sejam "moderados". Tito 2:6.
Elevai vossa alma para ser como Daniel, um leal e firme servo do Senhor
dos Exrcitos. Ponderai bem o caminho de vossos ps; porque pisais em
terra santa, e os anjos de Deus vos esto ao redor.  justo sentirdes
que deveis galgar o mais alto lance da escada educacional. A Filosofia e
a Histria so importantes estudos; mas vosso sacrifcio de tempo e
dinheiro de nada valer se no empregardes vossas realizaes para a
honra de Deus e o bem da humanidade. A menos que o conhecimento da
cincia seja um degrau para a obteno de mais altos objetivos,  sem
valor.  intil a educao que no fornece conhecimento to duradouro
como a eternidade. A no ser que mantenhais o Cu e a vida futura e
imortal diante de vs, vossas realizaes no so de valor permanente.
Se, porm, Jesus for o vosso mestre, no somente um dia da semana, mas
todos os dias, todas as horas, podereis receber a Sua aprovao na busca
das realizaes intelectuais. Daniel teve sempre presente a glria de
Deus, e vs tambm deveis dizer: Senhor, desejo ter conhecimento, no
para a glorificao do prprio eu, mas para corresponder  expectativa
de Jesus, a fim de que aperfeioe um inteligente carter cristo,
mediante a graa que me foi dada. Sero os estudantes fiis aos
princpios como Daniel? No futuro haver mais premente necessidade de
homens e mulheres de habilitaes intelectuais do que houve no passado;
pois vastos campos se abrem diante de ns, j brancos para a ceifa.
Nesses campos podeis ser cooperadores de Deus. Se, porm, sois mais
amigos dos prazeres que amigos de Deus, se estais cheios de leviandade,
se permitis que passem as ureas oportunidades sem adquirir
conhecimento, sem colocar slidas vigas no edifcio de vosso carter,
sereis diminudos e invalidados em qualquer ramo de trabalho que
empreendais. Conquanto uma boa educao, se aliada  consagrao naquele
que a possui, seja grande benefcio, os que no tm Pg. 193 o
privilgio de adquirir elevado grau de cultura literria no precisam
pensar que no lhes seja possvel progredir na vida intelectual e
espiritual. Caso aproveitem da melhor maneira o conhecimento que
possuem, se buscarem ajuntar dia a dia qualquer coisa ao seu peclio de
conhecimentos, e se vencerem toda perversidade de temperamento mediante
o atento cultivo de traos cristos de carter, Deus lhes abrir veios
de sabedoria, e deles se poder dizer, como outrora acerca dos filhos
dos hebreus: Deus lhes deu sabedoria e entendimento. No  verdade que
os jovens mais inteligentes sejam sempre os que mais xito conseguem.
Quantas vezes homens de talento e educao tm sido colocados em
posies de confiana, demonstrando-se um fracasso! Seu brilho tinha
aparncia de ouro, mas, quando provado, mostrou-se apenas ouro falso e
escria. Fizeram de sua obra um fracasso devido  falta de fidelidade.
No eram industriosos e perseverantes, e no iam ao fundo das coisas.
No estavam dispostos a comear do incio da escada, subindo, mediante
paciente labor, lance aps lance, at chegar ao topo. Caminharam nas
fascas (seus brilhantes lampejos e idias) que eles mesmos acenderam.
No confiaram na sabedoria que s Deus pode dar. Sua falha no proveio
de falta de oportunidade, mas de sobriedade. No sentiram que suas
vantagens de educao lhes eram de valor, e assim no avanaram como
podiam ter feito no conhecimento da religio e da cincia. Seu esprito
e carter no foram equilibrados por elevados princpios de justia.
Sejam nossos jovens criteriosos e considerem os caminhos de seus ps.
Evitem o pecado por ser destrutivo em suas tendncias e desagradvel a
Deus. Discirnam as possibilidades que se acham ao seu alcance, e busquem
a Deus a fim de que lhes conceda graa para manterem-se nos caminhos da
justia. Busquem o conselho e a direo do Senhor a fim de que possam
dedicar a vida para Sua glria no mundo. Ao obter educao, no se deve
considerar o xito como Pg. 194                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet uma questo de casualidade ou destino;
ele provm daquele Deus que leu o corao de Daniel, que contemplou com
agrado a pureza de seus motivos, a firmeza de seu propsito de honrar ao
Senhor. Daniel no caminhou nas fascas que ele mesmo acendeu, mas fez
do Senhor sua sabedoria. A filosofia divina foi a base de sua educao.
Recebeu com agrado o conselho do Senhor. Oxal todos os estudantes
fossem como Daniel! Muitos, porm, no notam a importncia de
submeter-se  disciplina divinal. Oxal todos compreendessem que sem
Cristo nada podem fazer! Quem com Ele no ajunta, espalha. Seus
pensamentos e aes no possuiro o devido carter, e sua influncia
ser destruidora do bem. Nossas aes exercem uma dupla influncia, pois
afetam os outros bem como a ns mesmos. Esta influncia ser uma bno
ou uma maldio para aqueles com quem nos relacionamos. Quo pouco
apreciamos este fato! As aes formam os hbitos, e os hbitos formam o
carter; portanto, se no cuidarmos de nossos hbitos, no estaremos
habilitados para unir-nos com os agentes celestiais na obra de salvao,
nem preparados para entrar nas manses celestes que Jesus foi preparar;
pois s entraro aqueles que submeteram sua vontade e propsito 
vontade e propsito de Deus. A pessoa cujo carter foi provado, que
suportou a prova, que  participante da natureza divina, estar entre
aqueles aos quais Cristo declara bem-aventurados. Sem Cristo nada
podemos fazer. Os princpios puros de integridade, virtude e bondade
procedem todos de Deus. Consciencioso cumprimento do dever, simpatia
semelhante  de Cristo, amor pelas almas e amor por vossa prpria alma,
porque pertenceis a Deus e fostes comprados com o precioso sangue de
Cristo, tornar-vos-o cooperadores de Deus e dotar- vos-o de poder
persuasivo e atraente. Tendes de respeitar vossa prpria f a fim de
apresent-la com xito a outros. Tanto por exemplo como por preceito,
deveis demonstrar que reverenciais vossa f, falando reverentemente de
coisas sagradas. Nunca permitais que escape de vossos lbios uma
expresso de leviandade e frivolidade quando citais as Pg. 195
Escrituras. Ao tomar a Bblia nas mos, lembrai-vos de que estais sobre
terra santa. H anjos ao vosso redor, que podereis ver se fossem
abertos os vossos olhos. Seja vossa conduta de molde a deixardes sobre
cada alma com que vos relacioneis a impresso de que estais rodeados de
uma atmosfera pura e santa. Uma palavra v, uma risada frvola, podem
impelir uma alma na direo errada. Terrveis so as conseqncias de
no ter constante ligao com Deus. Abstende-vos de todo mal. Os pecados
comuns, por mais insignificantes que sejam considerados, prejudicaro
vosso senso moral e apagaro a impresso interna do Esprito de Deus. O
carter dos pensamentos deixa a sua marca na alma, e toda conversao
baixa corrompe o entendimento. Todo mal promove a runa dos que o
cometem. Deus pode perdoar o pecador arrependido e o far; mas, embora
seja perdoado, seu carter  prejudicado;  destruda a faculdade do
pensamento elevado, que  prpria da mente no enfraquecida. As
cicatrizes sempre permanecem na vida. Busquemos, portanto, a f que atua
pelo amor e purifica o corao, a fim de que representemos o carter de
Cristo perante o mundo. Review and Herald, 8 de dezembro de 1891. 26 O
Mundo no Conheceu a Deus por sua Prpria Sabedoria Pg. 196 A verdade
de Deus  infinita, suscetvel a incomensurvel expanso, e quanto mais
a contemplamos, tanto mais aparecer a sua glria. A verdade tem sido
exposta diante de ns, e, no entanto, aplicam-se a ns as palavras de
Paulo aos Glatas: " insensatos glatas! Quem vos fascinou para no
obedecerdes  verdade, a vs, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi
j representado como crucificado? S quisera saber isto de vs:
recebestes o Esprito pelas obras da lei ou pela pregao da f? Sois
vs to insensatos que, tendo comeado pelo Esprito, acabeis agora pela
carne? Ser em vo que tenhais padecido tanto? Se  que isso tambm foi
em vo." Gl. 3:1-4. "Sem Mim - disse Cristo - nada podereis fazer."
Joo 15:5. Os que procuram levar avante a obra em sua prpria fora,
certamente iro fracassar. Por si mesma, a educao no prepara o homem
para ocupar um lugar na obra, nem o habilita para obter conhecimento de
Deus. Escutai o que Paulo tem a dizer sobre este assunto: "Porque Cristo
enviou-me no para batizar, mas para evangelizar; no em sabedoria de
palavras, para que a cruz de Cristo se no faa v. Porque a palavra da
cruz  loucura para os que perecem; mas para ns, que somos salvos,  o
poder de Deus. Porque est escrito: Destruirei a sabedoria dos sbios e
aniquilarei a inteligncia dos inteligentes. Onde est o sbio? onde
est o escriba? onde est o inquiridor deste sculo? Porventura, no
tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como, na sabedoria de
Deus, o mundo no conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus
salvar os crentes pela loucura da pregao." I Cor. 1:17-21. Atravs de
sucessivos sculos de trevas, na meia-noite do paganismo, Deus permitiu
que os homens experimentassem encontr-Lo por sua prpria sabedoria, no
para demonstrar a Seu contento a incapacidade deles, mas para que os
prprios homens vissem que no podem obter conhecimento de Deus e de
Jesus Cristo, Seu Filho, sem a revelao Pg. 197 de Sua Palavra pelo
Esprito Santo. Quando Cristo veio ao mundo, a experincia havia sido
realizada cabalmente, e o resultado evidenciou que o mundo no conheceu
a Deus por sua prpria sabedoria. At mesmo na igreja Deus tem permitido
que os homens ponham  prova sua sabedoria nesta questo; mas quando 
causada uma crise devido  falibilidade humana, Deus tem defendido
poderosamente o Seu povo. Quando a igreja esteve em condies precrias,
quando Seu povo passou por provaes e opresso, Ele exaltou-os
sobremaneira por notveis livramentos. Quando surgiram entre o povo
mestres infiis, houve debilidade, e a f do povo de Deus parecia
esvaecer-se; mas Deus Se levantou e limpou a Sua eira, e os provados e
fiis foram enaltecidos. H ocasies em que a apostasia penetra nas
fileiras, em que a piedade  eliminada do corao pelos que deviam ter
acompanhado os passos de seu Guia divino. O povo de Deus separa-se da
fonte de sua fora, e o resultado  orgulho, vaidade, extravagncia e
ostentao. H dolos no interior e no exterior; mas Deus envia o
Consolador como reprovador do pecado, para
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Seu povo seja advertido de sua apostasia e censurado por sua desero da
f. Quando as mais preciosas manifestaes de Seu amor forem
prazerosamente reconhecidas e apreciadas, o Senhor verter o blsamo de
conforto e o leo de alegria. Quando os homens so levados a compreender
que suas estimativas humanas so muito deficientes, e se convencem de
que sua sabedoria no passa de loucura, ento  que se volvem para o
Senhor a fim de O buscarem de todo o corao, para que possam ach-Lo.
Foi-me mostrado que toda igreja entre ns necessita das profundas
atuaes do Esprito de Deus. Oh! haveramos de dirigir os homens para a
cruz do Calvrio. Recomendaramos que olhassem para Aquele que foi
traspassado por seus pecados. Recomendaramos que contemplassem o
Redentor do mundo sofrendo a penalidade da transgresso da lei de Deus
por eles. O veredicto : "A alma que pecar, essa morrer." Ezeq. 18:4.
Mas na cruz o pecador v o Unignito do Pai morrendo em seu lugar e
dando Pg. 198 vida ao transgressor. Todos os seres na Terra e no Cu
so convidados a ver que grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto
de sermos chamados filhos de Deus. Todo pecador pode olhar e viver. No
observeis a cena do Calvrio de maneira descuidada e irrefletida.
Dar-se- o caso de que os anjos, ao olharem para ns, os recipientes do
amor de Deus, notem que somos frios, indiferentes e insensveis, quando
o Cu contempla com assombro a estupenda obra de redeno para salvar um
mundo cado, e deseja devassar o mistrio do amor e da aflio do
Calvrio? Os anjos olham com admirao e assombro para aqueles em cujo
favor foi provida to grande salvao, e se admiram de que o amor de
Deus no os desperte, incentivando-os a emitir melodiosos acordes de
gratido e adorao. Mas o resultado que todo o Cu almeja contemplar
no  visto entre os que professam ser seguidores de Cristo. Com que
facilidade proferimos palavras afetuosas acerca de nossos amigos e
parentes; e, no entanto, como somos remissos em falar dAquele cujo amor
no tem paralelo, manifestado em Cristo crucificado entre vs! O amor de
nosso Pai celestial na ddiva de Seu Filho unignito ao mundo 
suficiente para inspirar toda alma, para abrandar todo corao duro e
insensvel e para produzir contrio e ternura. Ser que os seres
celestiais contemplaro, porm, naqueles por quem Cristo morreu,
insensibilidade a Seu amor, dureza de corao e nenhuma manifestao de
gratido e afeto ao Doador de todas as boas coisas? Devero questes de
menor importncia absorver toda a energia do ser, sem que o amor de Deus
receba alguma retribuio? Brilhar o Sol da Justia inutilmente? Em
vista do que Deus tem feito, pode ter menos reivindicaes a vosso
respeito? Temos um corao que possa ser tocado e sensibilizado pelo
amor divino? Estamos dispostos a ser vasos escolhidos? Acaso no somos
vigiados por Deus, e no nos ordenou Ele que difundamos Sua mensagem de
luz? Necessitamos de um acrscimo de f. Precisamos esperar, precisamos
vigiar, orar e trabalhar, suplicando que Pg. 199 o Esprito Santo seja
derramado abundantemente sobre ns, para que sejamos luzes no mundo.
Jesus olhou com infinita compaixo para o mundo em sua condio
degradada. Assumiu a forma humana para que pudesse pr-Se em contato com
a humanidade e elev-la. Veio buscar e salvar o perdido. Atingiu a maior
profundeza da misria e aflio humana, a fim de tomar o homem do modo
como o encontrou, um ser manchado pela corrupo, degradado pelo vcio,
depravado pelo pecado e unido a Satans na apostasia, e elev-lo a um
lugar no Seu trono. Escreveu-se, porm, a Seu respeito que "no falhar
nem ser quebrantado", e Ele foi avante na senda da abnegao e da
renncia a Si mesmo, dando-nos o exemplo, para que sigamos as Suas
pegadas. Devemos trabalhar como Jesus, renegando a nossa prpria
vontade, afastando-nos das sedues de Satans, desprezando a comodidade
e aborrecendo o egosmo, a fim de salvar e buscar o perdido, conduzindo
almas das trevas para a luz, para o brilho do amor de Deus. Fomos
encarregados de ir e pregar o evangelho a toda criatura. Devemos
transmitir aos perdidos as boas novas de que Cristo pode perdoar o
pecado, renovar a natureza, revestir a alma das vestes de Sua justia,
pr o pecador em conformidade com os Seus planos, e ensin-lo e
habilit-lo a ser cooperador de Deus. A alma convertida vive em Cristo.
Dissipam-se as suas trevas, e brilha nessa alma nova luz celestial. "O
que ganha almas sbio ." Prov. 11:30. "Os sbios, pois, resplandecero
como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justia
refulgiro como as estrelas sempre e eternamente." Dan. 12:3. O que 
efetuado mediante a cooperao dos homens com Deus  uma obra que jamais
perecer, mas subsistir pelos sculos eternos. Aquele que faz de Deus
sua sabedoria, que cresce  medida da estatura completa de Cristo Jesus,
ser posto perante reis e diante dos chamados grandes homens do mundo, e
proclamar as virtudes dAquele que o chamou das trevas para a Sua
maravilhosa luz. Cincia e literatura no podem introduzir no
obscurecido entendimento humano a luz que o glorioso evangelho Pg. 200
do Filho de Deus pode transmitir. S o Filho de Deus pode realizar a
grandiosa obra de iluminar a alma. No admira que Paulo exclame: "No me
envergonho do evangelho de Cristo, pois  o poder de Deus para salvao
de todo aquele que cr." Rom. 1:16. O evangelho de Cristo confere
personalidade queles que crem, tornando-os epstolas vivas, conhecidas
e lidas por todos os homens. Deste modo  comunicado  multido o
fermento da piedade. Os seres celestiais conseguem discernir os
verdadeiros elementos de grandeza de carter; pois somente a bondade 
considerada eficincia  vista de Deus. "Sem Mim - disse Cristo - nada
podereis fazer." Joo 15:5. Nossa f, nosso exemplo precisam ser
considerados mais sagrados do que no passado. A Palavra de Deus deve ser
estudada como nunca dantes; pois  a preciosa oferenda que temos de
apresentar aos homens a fim de que aprendam o caminho da paz e obtenham
a vida que se mede com a vida de Deus. A sabedoria humana, to exaltada
entre os homens,  reduzida  insignificncia diante da sabedoria que
aponta o caminho preparado para nele andarem os remidos do Senhor.
Unicamente a Bblia proporciona os meios para distinguir o caminho da
vida do caminho largo que conduz  perdio e  morte. Review and
Herald, 15 de dezembro de 1891. 27 A Relao da Educao Para com a Obra
de Deus Pg. 201                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet "No dizeis vs que ainda h quatro meses
at que venha a ceifa? Eis que Eu vos digo: levantai os vossos olhos e
vede as terras, que j esto brancas para a ceifa. E o que ceifa recebe
galardo e ajunta fruto para vida eterna, para que, assim o que semeia
como o que ceifa, ambos se regozijem." Joo 4:35 e 36. H grande
escassez de trabalhadores para ir aos campos missionrios, dotados do
verdadeiro esprito missionrio, prontos a difundir a luz da verdade no
meio das trevas morais do mundo. Os inimigos de Deus tramam diariamente
a supresso da verdade e a escravizao das almas humanas. Esto
procurando exaltar o falso sbado e, prendendo os homens no erro,
adensar as trevas que cobrem a Terra e a escurido que cobre os povos.
Em tal tempo como este, os que conhecem a verdade manter- se-o
inativos, permitindo que prevaleam os poderes das trevas? No deveriam
os que crem na verdade para este tempo estar bem despertos e labutar
com uma energia compatvel com a profisso de sua f? No deveriam os
que compreendem a verdade de Deus sacrificar-se ao mximo a fim de
ganhar almas para Cristo e prestar obedincia  lei de Deus? Vai alto o
dia, vem chegando a noite, e  necessrio trabalhar enquanto  dia; a
noite vem, quando ningum pode trabalhar. Em tal tempo como este, s
deveramos ter este objetivo em vista: empregar todos os meios providos
por Deus para implantar a verdade nos coraes humanos.  com esta
finalidade que a Palavra de Deus foi transmitida ao mundo, para que
governe a vida e transforme o carter. Compete a todo seguidor de Cristo
esforar-se ao mximo para difundir o conhecimento da verdade. Cristo
incumbiu Seus discpulos de ir por todo o mundo e pregar o evangelho a
todas as naes. Pg. 202 Diante da grandiosa tarefa de iluminar o
mundo, os que cremos na verdade devemos sentir a necessidade de educao
completa nos diversos ramos do conhecimento prtico, e especialmente a
nossa necessidade de educao nas verdades das Escrituras. Erros de toda
a espcie so agora enaltecidos como sendo verdade, e  nosso dever
examinar diligentemente a Palavra Sagrada, para que saibamos o que  a
verdade e possamos apresent-la inteligentemente a outros. Seremos
convidados a tornar conhecidas as razes de nossa f. Havemos de
comparecer diante de juzes para responder por nossa lealdade  lei de
Deus. O Senhor nos chamou para fora do mundo a fim de que sejamos
testemunhas de Sua verdade; e em todas as nossas fileiras, jovens de
ambos os sexos devem ser preparados para posies de utilidade e
influncia. Pertence-lhes o privilgio de tornarem-se missionrios para
Deus; mas no podem ser simples novatos na educao e no conhecimento da
Palavra de Deus, e colocar-se  altura da sagrada obra que lhes foi
designada. Em todos os pases a falta de educao entre nossos obreiros
 dolorosamente manifesta. Compreendemos que a educao no somente 
necessria para o adequado cumprimento dos deveres da vida domstica,
mas tambm para o xito em todos os ramos de utilidade. Em vista da
necessidade de educao para a obra de Deus e para o cabal desempenho
das diversas responsabilidades da vida, quo gratos devemos ser pelo
fato de estar prestes a ser inaugurada em Melbourne uma escola sob a
direo de fervorosos crentes na verdade para este tempo! Para o xito
deste novo empreendimento, para o benefcio que ele trar a vs e a
vossos filhos, disponham-se agora calorosamente todos os nossos irmos e
irms a cooperar com os que vieram assumir a responsabilidade da obra.
Professores tm vindo at vs da Amrica do Norte, no temor e amor de
Deus, no sem sacrifcio, a fim de ajudar-vos em vossos esforos para
erguer o estandarte da verdade entre o povo. Eles desejam ensinar os
jovens a compreender a Palavra de Deus, para que vossos filhos sejam
capazes de abrir as Escrituras a outros. Compete agora aos que j foram
Pg. 203 iluminados pela verdade nestas colnias cooperar com os
esforos de seus irmos norte-americanos, sabendo que em Cristo todos os
preconceitos raciais, todas as distines nacionais so postos de lado,
e todos somos irmos, empenhados na obra de levar avante o reino do
Redentor. Todos somos um em Cristo, e devemos unir-nos cordialmente no
esforo de educar e preparar de tal maneira um exrcito de rapazes e
moas que sejam cristos coerentes, bem equilibrados, capazes de
compreender e explicar as Escrituras. A pureza, a f, o zelo e a firmeza
de carter dos que saem a trabalhar para o Senhor devem ser to
evidentes que os outros vejam as suas boas obras e sejam levados a
glorificar a nosso Pai que est no Cu. Se nossa profisso de f 
amparada por sincera piedade, ser um instrumento para o bem; pois desse
modo almas sero influenciadas a concordar com as condies de salvao.
 desgnio de Deus que Sua graa se manifeste no crente, para que por
meio do carter semelhante ao de Cristo, dos membros individuais, a
igreja possa tornar-se a luz do mundo. Faam os pais todo esforo
possvel para enviar seus filhos  escola que logo ser inaugurada em
Melbourne; pois poder ser que deste modo alguns membros de vossa
prpria famlia sejam habilitados pelo Senhor a tornarem-se obreiros em
Sua causa. H muitas vagas para missionrios na Austrlia, Nova Zelndia
e as ilhas do mar. E no ser possvel prover obreiros da Amrica do
Norte para preencher todas essas numerosas vagas.  necessrio educar
obreiros nesses campos que possam assumir a obra e partir como
portadores de luz para as tenebrosas regies dessas terras. No so
muitos os que podem ir para a Amrica do Norte a fim de obter uma
educao; e mesmo que pudessem ir, talvez no fosse o melhor para eles
ou para o avano da obra. O Senhor deseja que se estabeleam escolas
neste pas para educar obreiros, para dar cunho  obra da verdade
presente nestes novos campos e para despertar o interesse dos
descrentes. Ele quer que estabeleais um centro educacional em vosso
prprio pas, onde estudantes promissores sejam educados Pg. 204 em
ramos de trabalho prtico e nas verdades da Bblia, a fim de se
prepararem para labutar nessas terras, libertando almas da servido de
Satans. Podero vir professores da Amrica do Norte at a obra estar
bem estabelecida, formando-se deste modo um novo lao de unio entre a
Amrica do Norte e a Austrlia, a Nova Zelndia e as ilhas do mar. H
nestes pases jovens a quem Deus dotou graciosamente de habilidade
mental; mas, para que realizem o seu melhor, suas faculdades precisam
ser orientadas corretamente. Eles devem usar os talentos dados por Deus
para a obteno de elevada cultura, tornando-se obreiros que no tm de
que se envergonhar, que manejam bem a palavra da verdade, sbios para
salvao. Este talento precisa ser desenvolvido, e visto que est para
ser estabelecida aqui uma escola, certamente no  prudente fazer tantas
despesas para enviar alunos  Amrica do Norte. A obra deve ser efetuada
aqui mesmo. Isto aqui  um                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet campo missionrio, e todo indivduo
que  considerado digno da educao que pode ser proporcionada por
nossas escolas norte-americanas, deve obter uma educao neste prprio
local de suas futuras labutas. Os que tm capacidade podem ser
preparados aqui mesmo, a fim de que ponham seu conhecimento em prtica
na primeira oportunidade possvel e se tornem instrumentos nas mos do
Senhor para a disseminao da luz e da verdade. Mesmo que no pesasse,
porm, sobre vs nenhuma destas responsabilidades, mesmo que no
houvesse campos missionrios a serem penetrados, ainda seria necessrio
educar os nossos filhos. Seja qual for o trabalho que os pais considerem
apropriado para os seus filhos, quer desejem que eles se tornem
industriais, agricultores, mecnicos, ou que adotem alguma outra
carreira profissional, tirariam grande proveito da disciplina de um
curso de estudos. Vossos filhos devem ter a oportunidade de estudar a
Bblia na escola. Precisam estar cabalmente providos das razes de nossa
f, a fim de compreender as Escrituras por si mesmos. Por meio da
compreenso das verdades da Bblia, estaro melhor habilitados a ocupar
posies de responsabilidade. Sero fortalecidos contra as tentaes que
iro assedi-los Pg. 205 por todos os lados. Se estiverem, porm,
completamente instrudos e consagrados, podero ser chamados, como
Daniel, a ocupar importantes responsabilidades. Daniel foi um fiel
estadista nas cortes de Babilnia; pois temia e amava a Deus, e confiava
nEle; e em tempos de tentao e perigo foi preservado pelo poder divino.
Lemos que Deus deu sabedoria a Daniel e dotou-o de entendimento. Os que
obtm conhecimento da vontade de Deus e praticam os ensinos de Sua
Palavra, sero achados fiis em qualquer posio de responsabilidade em
que forem colocados. Considerai isto, pais, e colocai os vossos filhos
onde sero educados nos princpios da verdade, onde ser feito todo
esforo possvel para ajud-los a manter sua consagrao, se j
estiverem convertidos, ou para influenci-los a tornarem-se filhos de
Deus, se ainda no so convertidos, habilitando-os deste modo a sair a
conquistar outros para a verdade. Avaliem os que tm o amor da verdade
no corao, o valor de uma alma por quem Cristo morreu,  luz refletida
da cruz do Calvrio. Muitos h que se sentem impelidos pelo Esprito de
Deus a ir para a vinha do Senhor. Almejam buscar e salvar o perdido. Em
razo, porm, da falta de conhecimento e disciplina, no se acham
preparados para empreender a obra de elevar e enobrecer os semelhantes.
Os que ensinam a outros tambm precisam de instruo. Necessitam
aprender como lidar com a mente humana. Devem tornar-se cooperadores de
Cristo, aproveitando toda oportunidade para comunicar aos homens o
conhecimento de Deus. A fim de ser instrumentos de Deus na obra de
elevar a mente humana do que  terreno e sensual para o que  espiritual
e divino, os obreiros precisam ser educados e preparados. Tornando-se
alunos, compreendero melhor como instruir a outros. Devem adquirir
disciplina mental, pondo em atividade as capacidades que lhes foram
dadas por Deus, dedicando-se de todo o corao e mente  tarefa de
adquirir conhecimento. Tendo em vista a glria de Deus, devem pr toda a
energia no trabalho, aprendendo Pg. 206 tudo o que podem e tornando-se
entendidos, para que possam comunicar conhecimento a outros. H uma
grande obra a ser realizada nestes pases; e o amor de Cristo e o amor
s almas pelas quais Ele morreu devem constranger-nos a fazer todos os
esforos possveis para buscar e salvar o perdido. Levantem-se todos
como fiis soldados de Cristo para trabalhar por vossos irmos e com
eles, para que a obra seja bem-sucedida em vossas mos. Lembrem-se todos
os que se alistam neste empreendimento muito necessrio, que a escola
no  estabelecida meramente para o nosso prprio benefcio e de nossos
filhos; mas para que seja transmitido o conhecimento da verdade, e almas
que perecem sejam salvas no reino eterno. Apeguem-se todos a essa obra,
resolvidos a no falhar nem ficar desalentados, e o Senhor operar
maravilhas entre ns. Se neste tempo deixarmos de fazer decididos
esforos para ampliar e enaltecer a obra, e recuarmos porque as questes
no so conduzidas segundo nossas prprias idias, o Senhor certamente
nos por de lado e escolher outros instrumentos que empreendam Sua obra
segundo a Sua vontade, e sigam as orientaes de Seu Esprito. Oxal
todos cumprissem o seu dever, para que nossa influncia se unisse a fim
de levar avante a causa de Deus! O olhar de Deus paira sobre estas
terras; pois Ele quer erguer o Seu estandarte e desfraldar a Sua
bandeira. Aqui neste solo missionrio, Ele quer ver almas ganhas para
Jesus Cristo. Deus quer que todo aquele que professa ser cristo seja um
verdadeiro missionrio, pronto a colocar-se em linha a fim de realizar
sua obra individual no local em que reside, e que todos se unam num
esforo sistemtico. Deseja que os homens esqueam suas prprias noes
e preconceitos, que s trazem trevas e dvidas para sua alma, e
empenhem-se na obra em favor dos que se acham prestes a perecer. Ele
quer que compreendam que ningum vive para si mesmo.  mediante a
negligncia do esforo altrusta em favor dos outros que muitos se
tornaram diminudos e incapacitados em sua experincia religiosa. Alguns
que se encontram na retaguarda poderiam estar bem adiantados no
conhecimento de Deus, se no se houvessem apartado de seus irmos, Pg.
207 afastando-se da associao com os crentes que no labutavam de
acordo com suas idias restritas. Oh! se tais estorvadores perdessem de
vista a si mesmos e se interessassem pela salvao de almas, seriam
esquecidas suas insignificantes divergncias e no existiria a alienao
de seus irmos. Se, ao se reunirem, eles no falassem a respeito das
coisas em que vem objees, mas como que cerrassem a boca com um freio,
e buscassem o Senhor com fervente orao para que repousasse sobre eles
o Esprito Santo, a fim de que sintam responsabilidade para com as almas
pelas quais Cristo morreu, veriam dissipar-se as trevas, e penetrariam
em sua alma a luz e a esperana. Desapareceria a presuno, e
tornar-se-iam dceis como crianas. A obstinao se desvaneceria pela
contemplao do amor de Deus, e seu corao brilharia pelo contato com
uma brasa tirada do altar. Seria banida a tristeza, e a alegria tomaria
o seu lugar; pois o infinito amor e a bondade de Deus seriam o assunto
de seu testemunho. Os que desejam ser vencedores precisam ser alijados
de si mesmos; e a nica coisa que efetuar esta grandiosa obra 
interessar-se vivamente pela salvao dos outros. Isto no significa que
deveis converter os homens para a vossa maneira de agir ou compeli-los a
ver as coisas sob o mesmo aspecto que vs; mas deveis procurar
apresentar a verdade como ela  em                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Jesus, e labutando para ser uma bno
aos outros, sereis abundantemente abenoados por Deus. O fato de terdes
feito e estardes fazendo algo para estender as fronteiras do reino de
Deus, libertando pobres almas do jugo de superstio e erro da parte de
Satans, trar regozijo ao corao e expandir vossas idias e planos.
Ao identificardes vossos interesses com os de Cisto, santificareis para
Deus vosso talento de habilidade, influncia e recursos. Alguns de vs
consideraro um privilgio deixar os seus lares a fim de labutar nas
ilhas do mar e libertar almas da escravido do pecado e do erro. 
medida que obtiverdes nova e mais profunda experincia, aprendereis o
que  orar no Pg. 208 Esprito Santo; e sero recuperados os que se
afastaram de Deus, e haver mais anseio de aprender de Jesus a ser manso
e humilde de corao, do que de apontar para as faltas e os erros de
vossos irmos; pois aceitais pela f a Cristo como vosso Salvador
pessoal. No vos reunireis ento para expor vossas dvidas e temores.
Tereis algo melhor sobre que falar, pois vosso corao se expandir,
tendo a paz de Cristo que excede todo entendimento. Esta  a experincia
que Deus deseja que desfruteis neste pas. Para alcanar, porm, tal
experincia,  necessrio tomar algumas medidas definidas. Os mtodos e
planos para a realizao da obra devem estar de acordo com a ordem do
Senhor, e no com as vossas idias particulares; deste modo os
resultados compensaro sobejamente o dispndio de recursos. O esforo
missionrio tornar-se- mais geral, e o exemplo de um obreiro zeloso,
labutando na direo certa, influir sobre outros, que tambm sairo a
pregar o evangelho. O esprito missionrio se estender de famlia em
famlia, e os irmos tero algo mais interessante sobre que falar do que
os seus ressentimentos. Interessar-se-o em revelar as gemas da verdade
contidas na Bblia, e sero estabelecidas igrejas, construdas casas de
culto, e muitos viro em auxlio do Senhor. Os irmos estaro unidos
pelos laos do amor, e dar-se-o conta de sua unio com cristos
experientes em todas as partes do mundo, visto que so um em seus
planos, um no objetivo de seus interesses. Um passo para a frente dado
pelos que se acham  dianteira da obra ser sentido pelos que residem
neste pas e em todas as naes, e os que esto em pases estrangeiros
correspondero ao esforo feito no centro da obra, seguindo nosso grande
Lder; e assim, por meio da converso de almas para a verdade, ascender
uma torrente de louvor quele que est assentado sobre o trono. A obra
missionria na Austrlia e na Nova Zelndia ainda est na fase inicial;
mas deve ser realizada na Austrlia, Nova Zelndia, frica, ndia, China
e nas ilhas do mar a Pg. 209 mesma obra que tem sido efetuada no campo
nacional. Sob o apropriado smbolo de um anjo voando pelo meio do cu 
representada a obra do povo de Deus. Nesta obra os seres celestiais
cooperam com os instrumentos humanos para estender a ltima mensagem aos
habitantes do mundo. Os planos e a obra dos homens no esto, porm,
acompanhando o passo da Providncia divina; pois, embora alguns nesses
pases, que pretendem crer na verdade, declarem por sua atitude: "No
queremos o Teu caminho,  Senhor, mas o nosso prprio caminho", h
muitos que esto pleiteando com Deus para que compreendam o que  a
verdade. Em lugares secretos, esto chorando e orando a fim de que vejam
a luz nas Escrituras; e o Senhor do Cu encarregou Seus anjos de
cooperar com os instrumentos humanos em levar avante Seu amplo desgnio,
para que todos os que anseiam luz possam contemplar a glria de Deus.
Devemos seguir o caminho aberto pela Providncia divina; e,  medida que
formos avanando, notaremos que o Cu entrou em ao diante de ns,
ampliando o campo de labuta muito alm das dimenses de nossos recursos
e capacidades. A grande necessidade do campo aberto diante de ns deve
apelar a todos aqueles aos quais Deus confiou talentos de recursos ou
capacidade, para que dediquem a Deus a si mesmos e tudo o que possuem.
Devemos ser mordomos fiis, no s de nossos recursos, mas tambm da
graa que nos foi dada, a fim de que muitas almas sejam colocadas sob o
estandarte ensangentado do Prncipe Emanuel. Os propsitos e objetivos
a serem alcanados por missionrios consagrados so muito amplos. O
campo de atividade missionria no  restringido por povos ou
nacionalidades. O campo  o mundo, e a luz da verdade deve ir a todos os
lugares escuros da Terra num tempo muito mais curto do que muitos julgam
possvel. Deus tenciona pr em operao certos instrumentos em vosso
prprio pas para ajudar nessa grande obra de iluminar o mundo. Pretende
empregar a vs e vossos filhos como soldados que desempenhem uma parte
nesta luta agressiva contra os poderes das trevas, e certamente no
ireis desprezar a bno de Deus e considerar levianamente Pg. 210 o
privilgio que vos  estendido! Ele quer que vos empenheis no conflito,
batalhando juntos para Sua glria, no ambicionando a supremacia, no
procurando exaltar a vs mesmos rebaixando os outros. Quer dotar-vos do
verdadeiro esprito missionrio, que eleva, purifica e enobrece tudo
aquilo com que se pe em contato, tornando puros, bons e nobres todos
quantos se colocam voluntariamente sob a sua influncia; pois todo
agente que coopera com os seres celestiais ser dotado de poder do alto
e representar o carter de Cristo. O esprito missionrio nos habilita
a apreciar melhor as palavras da Orao do Senhor, quando Ele nos ordena
orar: "Venha o Teu reino. Seja feita a Tua vontade, tanto na Terra como
no Cu." Mat. 6:10. O esprito missionrio amplia nossos pensamentos e
nos coloca em unio com todos os que tm compreenso da expansiva
influncia do Esprito Santo. Deus quer dissipar as nuvens que se
acumularam ao redor das almas nestas colnias e unir todos os nossos
irmos em Cristo Jesus. Deseja que estejamos ligados pelos laos do
companheirismo cristo, cheios de amor pelas almas por quem Cristo
morreu. Disse Ele: "O Meu mandamento  este: que vos ameis uns aos
outros, assim como Eu vos amei." Joo 15:12. Quer que estejamos unidos
no corao e nos planos para realizar a grande obra a ns confiada. Os
irmos devem pr-se ombro a ombro, unindo suas oraes junto ao trono da
graa, para que consigam mover o brao do Onipotente. O Cu e a Terra
estaro ento intimamente ligados na obra, e haver alegria e jbilo na
presena dos anjos de Deus, quando  encontrada e restaurada a ovelha
perdida. O Esprito Santo, que abranda e sensibiliza o corao humano,
incentivar a fazer as obras de Cristo. Eles atendero  injuno:
"Vendei o que tendes, e dai esmolas, e fazei para vs bolsas que no se
envelheam; tesouro nos Cus que nunca
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acabe." Luc. 12:33. Cristo a Si mesmo Se deu por ns, e requer-se que
Seus seguidores a si mesmos se dem para Ele, com seus talentos de
recursos e capacidades. Que mais o Senhor poderia ter feito pelo homem
alm daquilo que Ele fez? E no Lhe entregaremos Pg. 211 tudo o que
temos e somos, praticando sacrifcio e abnegao pessoal? Se somos
discpulos de Cristo, isto ser manifesto ao mundo, por nosso amor
queles pelos quais Ele morreu. Foi mediante o esprito de amor que o
evangelho chegou at vs e a todos os homens que tm conhecimento de
Deus. Requer- se de ns que no somente admiremos os homens a quem Deus
tem usado e que almejemos ter tais homens agora, mas tambm que nos
sujeitemos a ser usados por Deus como Seus instrumentos humanos. Foi o
Seu Esprito que inspirou seus esforos, e Ele pode dar abundantemente a
Seus obreiros hoje a mesma coragem, zelo, fervor e dedicao. Foi Jesus
que deu a esses homens graa, poder, fortaleza e perseverana, e est
disposto a fazer o mesmo com todos os que desejam ser verdadeiros
missionrios. Deus comeou a trabalhar neste pas, e a igreja deve
unir-se com os seres celestiais, manifestando santa atividade, e, pelo
exerccio de suas faculdades, tornarem-se mais eficientes para salvar
almas e glorificar a Deus. Ns que temos visto a luz da verdade somos
convidados a promover o seu avano, a despertar para a grande
responsabilidade da obra missionria a ser realizada em nossas
fronteiras; e  o dever de toda alma cooperar com os que desejam levar
avante a obra. Procurem todos puxar com Cristo com cordas eqitativas.
Ocultemos nossa vontade na vontade de Deus, para que cessem todas as
desavenas, a fim de que o carter de Cristo seja representado por meio
de bondade, pacincia, abnegao, mansido, humildade e amor. Unam-se
todos cordialmente a fim de fazer o mximo que estiver ao seu alcance
para apoiar a escola que agora est para ser estabelecida; pois nas mos
de Deus ela poder ser o meio de educar obreiros para difundir a luz da
verdade sobre o povo. Quem se colocar do lado do Senhor? Quem quer ver
agora a obra a ser efetuada, e realiz-la? Supplement to The Bible Echo,
1 de setembro de 1892. 28 A Necessidade de Obreiros Preparados Pg. 212
Tenho estado profundamente interessada no relato de uma experincia
recente do Pastor Daniells, o qual, no trajeto de Melbourne para
Adelaide, deteve-se numa cidade chamada Nhill, a fim de visitar alguns
jovens que tm enviado pedidos de nossas revistas e livros ao escritrio
do Echo. Ele encontrou ali um jovem chamado Hansen - dinamarqus, que
deparou casualmente com o Echo numa biblioteca pblica, e tornou-se
atento leitor da revista. Os assuntos da verdade apresentados nas
colunas da revista encontraram guarida em seu corao, e ele comeou a
falar sobre eles para um amigo no hotel em que trabalhava. Este homem -
o Sr. Williams - tambm ficou interessado, e eles enviaram pedidos de
outras publicaes, tornando- se assinantes regulares da revista. O
Pastor Daniells achou-os ansiosos de obter melhor conhecimento da
verdade. Sobre a mesa do Sr. Williams achava-se a obra Thoughts on
Daniel and the Revelation e diversos outros livros publicados por nosso
povo. Eles tinham visto s um homem que pertencia a nossa f. Compraram
do Pastor Daniells trs exemplares do livro Caminho a Cristo - um para
cada um deles e outro para ser dado a um ministro. O Pastor Daniells
ficou contente com a visita, e animado pela palestra que manteve com
esses pesquisadores da verdade. Esses homens haviam estudado a verdade
proveniente da pgina impressa e da Bblia, e tinham aceito todos os
pontos doutrinrios na medida em que conseguiam compreend-los sem a
ajuda do pregador vivo. Uma grande obra prossegue silenciosamente por
intermdio da distribuio de nossas publicaes; mas quanto bem poderia
ser realizado se alguns de nossos irmos e irms da Amrica do Norte
viessem para estas colnias, como fruticultores, lavradores ou
comerciantes, procurando, no temor e amor de Deus, conquistar almas para
a verdade! Se tais famlias fossem consagradas a Deus, Ele as usaria
como Seus instrumentos. Os pastores tm seu lugar e sua obra, mas h
muitos que Pg. 213 no podem ser alcanados por eles; tais pessoas
poderiam ser alcanadas por famlias que lhes fariam visitas, procurando
inculcar a verdade para estes ltimos dias. Em suas relaes domsticas
ou comerciais, poderiam pr-se em contato com uma classe inacessvel ao
pastor, revelar para eles os tesouros da verdade e transmitir-lhes o
conhecimento da salvao. Ao todo, muito pouco se tem feito neste setor
da obra missionria, pois o campo  vasto e muitos obreiros poderiam
labutar com xito neste setor de atividade. Se os que receberam o
conhecimento da verdade compreendessem a necessidade de estudar as
Escrituras por si mesmos, se sentissem o peso da responsabilidade que
recai sobre eles, como fiis mordomos da graa de Deus, teriam
comunicado a luz a muitos que se acham em trevas, e quo grande teria
sido a colheita de almas para o Mestre! Se cada um avaliasse a
responsabilidade que tem diante de Deus por sua influncia pessoal, de
maneira alguma seria um ocioso, mas cultivaria suas aptides e
exercitaria cada faculdade, a fim de poder servir quele que o comprou
com o prprio sangue. Os jovens, especialmente, devem sentir que lhes
cumpre exercitar a mente, e aproveitar toda oportunidade de se tornarem
inteligentes, para oferecerem servio aceitvel quele que por eles deu
Sua preciosa vida. E ningum cometa o erro de se considerar to bem
educado que no tenha mais necessidade de estudar livros ou a Natureza.
Aproveite cada um toda ocasio com que, na providncia de Deus, ele 
favorecido, para adquirir tudo quanto  possvel na revelao ou no
conhecimento. Devemos aprender a estimar devidamente as faculdades com
que Deus nos dotou. Se um jovem tem de comear no primeiro lance da
escada, no se deve desanimar, mas assentar subir lance aps lance, at
ouvir a voz de Cristo dizendo: Filho, vem mais para cima. "Bem est,
servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei;
entra no gozo do teu Senhor." Mat. 25:21. Pg. 214
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de comparar nosso carter com a infalvel norma da lei de Deus. A fim de
fazer isto, precisamos examinar as Escrituras, avaliando nossas
realizaes pela Palavra de Deus. Por meio da graa de Cristo so
possveis as mais altas realizaes no carter, pois toda alma que 
posta sob a influncia modeladora do Esprito de Deus pode ser
transformada no intelecto e no corao. Para compreender vossa condio,
 necessrio estudar a Bblia e vigiar em orao. Diz o apstolo:
"Examinai-vos a vs mesmos se permaneceis na f; provai-vos a vs
mesmos. Ou no sabeis, quanto a vs mesmos, que Jesus Cristo est em
vs? Se no  que j estais reprovados." II Cor. 13:5. No permaneam os
ignorantes no estado em que se encontram. Eles no podem permanecer em
ignorncia e corresponder ao desgnio de Deus. Devem olhar para a cruz
do Calvrio e avaliar a alma pelo valor do sacrifcio feito ali. Jesus
diz a todos os crentes: "Vs sois as Minhas testemunhas." Isa. 43:10.
"Ns somos cooperadores de Deus." I Cor. 3:9. Diante deste fato, quo
diligentemente cada um deve esforar-se por utilizar toda faculdade para
aproveitar todas as oportunidades de tornar-se eficiente, a fim de que
no seja vagaroso no cuidado, mas fervoroso de esprito, servindo ao
Senhor! Todo talento dado aos homens deve ser desenvolvido a fim de que
aumente de valor, e todo melhoramento deve ser restitudo a Deus. Se
sois deficientes nas maneiras, na voz, na educao, no necessitais
permanecer sempre nesta condio. Deveis esforar-vos continuamente por
atingir uma norma mais elevada tanto na educao como na experincia
religiosa, para que vos torneis mestres de boas coisas. Como servos do
grande Rei, deveis compreender individualmente que tendes a obrigao de
aperfeioar-vos pela observao, pelo estudo e pela comunho com Deus. A
Palavra de Deus  poderosa para vos tornar sbios, para guiar-vos e para
tornar-vos perfeitos em Cristo. O bendito Salvador  um modelo
irrepreensvel a ser imitado por todos os Seus seguidores.  privilgio
dos filhos de Deus compreender as coisas espirituais, e serem capazes de
administrar sabiamente o que  confiado a seu cuidado. Deus no prov
uma maneira Pg. 215 pela qual algum possa ter uma desculpa para ser
descuidado em seu trabalho; e, no entanto, tem sido oferecida a Ele uma
grande poro dessa espcie de trabalho pelos que labutam em Sua causa;
isto, porm, no Lhe  agradvel. Rapazes e moas, tendes vs, como
indivduos adquiridos a um preo infinito, procurado apresentar-vos a
Deus, aprovados, como obreiros que no tm de que se envergonhar? Tendes
dedicado a Deus o precioso talento da voz, e feito grandes esforos para
falar distinta, clara e fluentemente? Por mais imperfeita que seja vossa
elocuo, podeis corrigir vossos defeitos e recusar ter um tom nasal ou
falar de maneira abafada e indistinta. Se vossa pronncia  distinta e
inteligvel, ser grandemente aumentada vossa utilidade. No deixeis,
ento, que fique sem ser corrigida nenhuma forma defeituosa de falar.
Orai a respeito do assunto e cooperai com o Esprito Santo que trabalha
para vossa perfeio. O Senhor, que no princpio fez o homem perfeito,
ajudar-vos- a desenvolver as faculdades fsicas e mentais,
habilitando-vos a assumir encargos e responsabilidades na causa de Deus.
Milhares hoje em dia esto desqualificados para a obra pastoral, no
podem assumir uma posio de sagrada responsabilidade e acham-se
perdidos para a causa, por haverem deixado de avaliar os talentos que
lhes foram dados por Deus e por no cultivarem as faculdades mentais e
fsicas para que possam ocupar posies de responsabilidade na obra do
Mestre. Estamos aqui, individualmente, como aprendizes, e o Senhor est
submetendo  prova nossa fidelidade a Ele. Ele quer usar-nos como
instrumentos para comunicar ao mundo a luz de Sua Palavra. Se
aproveitarmos a luz que Deus nos deu, difundindo-a para outros, teremos
cada vez mais luz; "porque quele que tem se dar, e ter em abundncia;
mas aquele que no tem, at aquilo que tem lhe ser tirado". Mat. 13:12.
Compete-nos escolher o que iremos fazer com a luz que Deus nos deu.
Podemos andar na luz, ou recusar seguir as pegadas Pg. 216 de Cristo,
extinguindo assim a nossa luz. Considerando a luz que tem sido dada por
Deus,  de maravilhar no haver dezenas e dezenas de rapazes e moas
indagando: "Senhor, que queres que faa?" Atos 9:6.  um perigoso engano
imaginar que, a menos que um jovem se haja decidido a consagrar-se ao
pastorado, no se deva fazer nenhum esforo especial a fim de
habilit-lo para a obra de Deus. Seja qual for a vossa vocao, 
essencial que desenvolvais, por meio do estudo diligente, as aptides de
que sois dotados. Os jovens de ambos os sexos devem ser estimulados a
apreciar as bnos enviadas pelo Cu em oportunidades de se tornarem
bem disciplinados e inteligentes. Cumpre-lhes aproveitar as escolas
estabelecidas para comunicar o melhor dos conhecimentos.  pecado ser
indolente e descuidado quanto a obter educao. O tempo  curto e,
portanto, visto que o Senhor dever voltar em breve para pr termo s
cenas da histria terrestre,  tanto maior a necessidade de aproveitar
as ocasies e os privilgios atuais. Os rapazes e as moas devem
colocar-se em nossas escolas, onde  possvel obter conhecimento e
disciplina. Devem consagrar a Deus suas aptides, tornar-se diligentes
estudantes da Bblia, a fim de se fortalecerem contra doutrinas
errneas, e no serem desencaminhados pelos erros dos mpios; pois 
mediante a diligente pesquisa da Escritura que obtemos o conhecimento do
que  a verdade. Pela observncia da verdade que j conhecemos, mais luz
irradiar sobre ns, vinda da Santa Palavra. Ao submetermos nossa
vontade  vontade de Deus, ao humilharmos nosso corao diante dEle,
desejaremos ardentemente tornar- nos Seus colaboradores, indo salvar os
que perecem. Os que so sinceramente consagrados a Deus, no entraro na
obra levados pelos mesmos motivos que induzem os homens a se empenharem
nas empresas mundanas, meramente por amor da subsistncia; mas tomaro
parte na obra sem permitir que nenhuma considerao mundana os domine,
compreendendo a santidade da causa de Deus. Pg. 217 O mundo tem de ser
advertido, e nenhuma alma deve ficar satisfeita com um conhecimento
superficial da verdade. No sabeis a que responsabilidade podeis ser
chamados. Ignorais aonde vos podero convidar a ser testemunhas da
verdade. Muitos tero de se apresentar nas cortes legislativas; alguns
perante reis e diante dos doutos da Terra, para responderem por sua f.
Os que no tm seno um superficial conhecimento da verdade, no sero
capazes de expor claramente as Escrituras, e dar razes definidas da f
que possuem. Ficaro confusos, e no sero obreiros que no tm de que
se envergonhar. Que ningum imagine
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precisar estudar, visto no ter de pregar do sagrado plpito. No sabeis
o que Deus pode requerer de vs.  lamentvel que o progresso da causa
seja estorvado pela falta de obreiros educados, que se hajam habilitado
para posies de confiana. O Senhor aceitar milhares para trabalharem
em Sua seara, mas muitos tm deixado de se habilitar para a obra. Todo
aquele, porm, que esposou a causa de Cristo, que se ofereceu como
soldado do exrcito do Senhor, deve colocar-se onde lhe seja dado
exercitar-se fielmente. A religio tem, na verdade, significado bem
pouco para os professos seguidores de Cristo; pois no  vontade de Deus
que algum permanea na ignorncia quando ao seu alcance tm sido
colocados a sabedoria e o conhecimento. Quo poucos se tm habilitado na
cincia de salvar almas! Quo poucos compreendem a obra que deve ser
realizada em edificar a igreja, em comunicar luz aos que se acham em
trevas! No entanto, Deus deu a cada homem a sua obra. Devemos
desenvolver a nossa salvao com temor e tremor; porque Deus  quem
efetua em ns tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.
Na obra de salvao h cooperao dos agentes humanos e divinos. Tem-se
declarado muita coisa acerca da ineficcia do esforo humano; no
entanto, o Senhor no faz nada pela salvao da alma sem a cooperao do
homem. A Palavra de Deus  clara e distinta Pg. 218 neste ponto, e,
contudo, embora tanto dependa de nossa cooperao com os seres
celestiais, os homens se portam como se pudessem dar-se ao luxo de pr
de lado os reclamos de Deus e deixar que as coisas de conseqncia
eterna fiquem  espera de sua boa vontade. Eles agem como se pudessem
acomodar as coisas espirituais a si prprios, e colocam os interesses
eternos na dependncia das questes terrenas e temporais. Mas, quo
presunoso  lidar deste modo com o que  mais essencial e que se perde
com mais facilidade! Onde esto os que pretendem ser sbios cooperadores
de Deus? Diz o apstolo: "Vs sois lavoura de Deus e edifcio de Deus."
I Cor. 3:9. Esperaro, porm, os homens, sob a presso das
circunstncias, conseguir apossar-se de alguma posio importante, se
negligenciaram preparar-se e disciplinar-se para a obra? Imaginaro
poder tornar-se polidos instrumentos nas mos de Deus para a salvao de
almas pelas quais Cristo morreu, se negligenciaram usar as oportunidades
colocadas  sua disposio a fim de se habilitarem para a obra? "Porque
no temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os
principados, contra as potestades, contra os prncipes das trevas deste
sculo, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no
dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes." Efs. 6:12 e 13. Todos
necessitam aproveitar as faculdades e oportunidades que lhes so dadas
por Deus, para que individualmente se tornem cooperadores de Deus. Deus
est continuamente labutando em nosso favor, de maneira que no nos
falte nenhum dom. Concedeu-nos faculdades fsicas, mentais e morais, e
se as aproveitarmos devidamente, seremos capazes de enfrentar os poderes
sobrenaturais das trevas e venc-los. Jesus tem apontado o caminho da
vida, tem manifestado a luz da verdade, tem dado o Esprito Santo e nos
dotou ricamente de tudo o que  essencial para nossa perfeio. Tais
vantagens no so, porm, avaliadas, e passamos por alto nossos
privilgios e oportunidades, no cooperando com os seres celestiais e
deixando Pg. 219 assim de tornar-nos nobres, inteligentes obreiros para
Deus. Aqueles para os quais seu caminho parece mais atraente do que o
caminho do Senhor, no podem ser usados em Seu servio, pois
representariam mal o carter de Cristo e desviariam as almas do servio
aceitvel a Deus. Os que trabalham para o Mestre devem ser bem
disciplinados, para que se portem como fiis sentinelas. Devem ser
homens e mulheres que cumpram os planos de Deus para o judicioso
aperfeioamento mental dos que so abrangidos por sua influncia. Devem
unir-se com todas os agentes que procuram cumprir a vontade de Deus
quanto a salvar o mundo perdido. Cristo deu-Se a Si mesmo, o Justo pelos
injustos; Ele morreu na cruz do Calvrio, e confiou aos seres humanos a
obra de completar o grande alcance do amor redentor; pois o homem
coopera com Deus em Seu esforo para salvar os que perecem. Nos deveres
negligenciados pela igreja encontra-se o motivo da demora do cumprimento
do propsito de Deus; se, porm, os homens deixam de cumprir sua obra,
teria sido melhor que nunca houvessem nascido. Grande mal resultar da
negligncia de cooperar com Deus; pois perder-se- a vida eterna. Nosso
xito como candidatos ao Cu depender de nossa diligncia em cumprir as
condies sob as quais  outorgada a vida eterna. Temos de aceitar a
Palavra de Deus e obedecer-lhe; no podemos ser ociosos e derivar a esmo
com a correnteza. Devemos estudar diligentemente a Palavra de Deus.
Devemos preparar-nos e educar-nos como bons soldados de Cristo. Devemos
promover a obra, tornando-nos cooperadores de Deus. Review and Herald,
14 de fevereiro de 1893. 29 Aos Professores e Estudantes Pg. 220
Durante a noite foram-me dadas mensagens para vs outros em Battle Creek
e para todas as nossas escolas. Conquanto esteja no plano de Deus que
sejam adestradas as faculdades fsicas tanto quanto as mentais, o
exerccio fsico deve ser de tal espcie que esteja em completa harmonia
com as lies dadas por Jesus Cristo a Seus discpulos. O que se d ao
mundo deve ser visto na vida dos cristos, de modo que no tocante 
educao e ao treinamento pessoal os seres celestiais no tenham de
anotar nos livros do Cu que os alunos e os professores de nossas
escolas so "mais amigos dos deleites do que amigos de Deus". II Tim.
3:4. Isto  o que se anota agora com referncia a um grande nmero
deles. "Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus." II Tim. 3:4.
Deste modo Satans e seus anjos esto armando laos para vossa alma, e
ele mesmo age em certo sentido sobre professores e alunos a fim de
induzi-los a se empenharem em exerccios e diverses que se tornam
intensamente absorventes, mas cujo carter  tal que fortalece os mais
baixos instintos, suscitando apetites e paixes que assumiro a direo,
opondo-se da maneira mais decidida s operaes e  obra do Esprito
Santo de Deus sobre o corao humano.
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Que
vos diz o Esprito Santo? Qual foi Seu poder e influncia sobre vosso
corao durante a assemblia da Associao Geral e as assemblias em
outros Estados? Tendes dedicado especial ateno a vs mesmos? Sentiram
os professores da escola que precisam prestar ateno? Se Deus os
designou para serem educadores dos jovens, so tambm "supervisores do
rebanho". No esto na obra escolar para inventar planos referentes a
exerccios e jogos que desenvolvam pugilistas; nem para rebaixar as
coisas sagradas ao nvel do que  profano. Eu estava falando aos
professores, dirigindo-lhes mensagens Pg. 221 de repreenso. Todos os
professores necessitam de exerccio, uma mudana de ocupao. Deus tem
indicado que esse exerccio deve constituir um trabalho til e prtico;
vs, porm, vos afastastes do plano de Deus para seguir invenes
humanas, e isso em detrimento da vida espiritual. Nem um i ou um til da
influncia posterior de uma educao nesse sentido vos habilitar a
enfrentar os severos conflitos destes ltimos dias. Que espcie de
educao esto recebendo nossos professores e alunos? Deus ideou e
projetou tal espcie de exerccio para vs, ou est sendo introduzido
pelas invenes e imaginaes humanas? Como a mente est sendo preparada
para o estudo e a meditao, para os pensamentos srios e a orao
fervorosa e contrita que procede de coraes sensibilizados pelo
Esprito Santo de Deus? "E, como foi nos dias de No, assim ser tambm
a vinda do Filho do homem." Mat. 24:37. "E viu o Senhor que a maldade do
homem se multiplicara sobre a Terra e que toda imaginao dos
pensamentos de seu corao era s m continuamente." Gn. 6:5. O Senhor
apresentou diante de mim a necessidade de estabelecer em Battle Creek
uma escola que no deve imitar a nenhuma escola j existente. Devemos
ter professores que guardem sua alma no amor e temor de Deus. Os
professores tm de ensinar acerca de coisas espirituais, preparar um
povo que permanea firme na penosa crise que se acha diante de ns; tem
havido, porm, um afastamento do plano de Deus em muitos aspectos. As
diverses esto contribuindo mais do que qualquer outra coisa para
anular a operao do Esprito Santo, e o Senhor est sendo ofendido.
"Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos
Meus olhos e cessai de fazer mal. [Mas no vos detenhais aqui; ide
avante seguindo a Luz do mundo.] Aprendei a fazer o bem; praticai o que
 reto; ajudai o oprimido; fazei justia ao rfo; tratai da causa das
vivas. Vinde, ento, e argi-me, diz o Senhor; ainda que os vossos
pecados sejam como a escarlata, eles se tornaro brancos como a neve;
ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornaro como a branca
l." Isa. 1:16-18. Eis a o terreno em que deveis exercitar o intelecto
e prover-vos uma mudana de atividade. "Se quiserdes, e ouvirdes,
comereis o bem desta terra." Isa. 1:19. Pg. 222 "Como se fez prostituta
a cidade fiel! Ela que estava cheia de retido! A justia habitava nela,
mas, agora, homicidas. A tua prata se tornou em escrias, o teu vinho se
misturou com gua. Os teus prncipes so rebeldes e companheiros de
ladres; cada um deles ama os subornos e corre aps salrios; no fazem
justia ao rfo, e no chega perante eles a causa das vivas." Isa.
1:21-23. "Vinde,  casa de Jac, e andemos na luz do Senhor." Isa. 2:5.
"Afastai-vos, pois, do homem cujo flego est no seu nariz. Porque em
que se deve ele estimar?" Isa. 2:22. "No confieis em prncipes nem em
filhos de homens, em quem no h salvao. Sai-lhes o esprito, e eles
tornam para a sua terra; naquele mesmo dia, perecem os seus pensamentos.
Bem- aventurado aquele que tem o Deus de Jac por seu auxlio e cuja
esperana est posta no Senhor, seu Deus." Sal. 146:3-5. "Ah! Povo Meu!
Os que te guiam te enganam e destroem o caminho das tuas veredas." Isa.
3:12. Estou alarmada por vossa causa em Battle Creek. Os professores so
muito rigorosos em acusar e castigar os alunos que violam as regras mais
insignificantes, no por intenes perversas, mas por negligncia; ou
ocorrem certas circunstncias que fazem com que no seja pecado
desviarem-se de regras estabelecidas, as quais no devem ser mantidas
com inflexibilidade se forem transgredidas; e, no entanto, a pessoa
culpada  tratada com se houvesse pecado gravemente. Pois bem,
professores, desejo que considereis o lugar em que estais situados, que
arrazoeis e pronuncieis juzo contra vs mesmos; porque no somente
haveis infringido as regras, mas tendes sido rspidos e severos com os
estudantes; e, alm disso, h um conflito entre vs e Deus. No tendes
feito caminhos retos para os vossos ps, para que no se extravie o que
 manco. Vs vos desviastes dos caminhos seguros. Digo "professores";
no menciono nomes. Deixo a aplicao a vossa prpria conscincia. O
Senhor Deus de Israel tem operado repetidas vezes em vosso meio. Tendes
tido grandes evidncias das majestosas atuaes do Altssimo. Mas um
perodo de grande luz, de maravilhosas revelaes do Esprito e Pg. 223
poder de Deus,  um perodo de grande perigo, se no for aproveitada a
luz. Quereis considerar Jer. 17:5-10; 18:12-15? Pois, sem dvida alguma,
estais incorrendo no desagrado de Deus. A luz tem incidido sobre vs com
raios claros e invariveis. O que essa luz tem feito por vs? Cristo, o
Supremo Pastor, vos contempla com desaprovao, e pergunta: "Onde est o
rebanho que te foi confiado, o teu lindo rebanho?" Jer. 13:20.
"Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de
todos; porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
Olhai, pois, por vs e por todo o rebanho sobre que o Esprito Santo vos
constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou
com Seu prprio sangue." Atos 20:26-28. "Apascentai o rebanho de Deus
que est entre vs, tendo cuidado dele, no por fora, mas
voluntariamente; nem por torpe ganncia, mas de nimo pronto." I Ped.
5:2. Os professores que no tm uma experincia religiosa progressiva,
que no aprendem diariamente lies na escola de Cristo, a fim de
servirem de exemplo para o rebanho, mas que aceitam seu salrio como a
coisa mais importante, no so idneos para a solene, terrivelmente
solene posio que ocupam. As passagens citadas so apropriadas para
todas as nossas escolas estabelecidas segundo Deus tencionava que o
fossem, a saber: de acordo com o sistema ou exemplo das escolas dos
profetas, comunicando a mais elevada espcie de conhecimento - no
misturando escrias com a prata nem vinho com gua - o qual constitui
uma representao de valiosos princpios. Idias falsas e prticas
incorretas esto levedando o que  puro e corrompendo o que sempre
deveria ser mantido assim, e considerado pelo mundo, pelos anjos e pelos
homens como                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet instituies do Senhor - como escolas em que o
ensino de amar e temer a Deus ocupe o primeiro lugar. "E a vida eterna 
esta: que conheam a Ti s por nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a
quem enviaste." Joo 17:3. "Nem como tendo domnio sobre a herana de
Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho." I Ped. 5:3. Aprendam
diariamente os professores que alegam ser cristos, as lies de Cristo
em Sua escola. "Tomai sobre vs Pg. 224 o Meu jugo, e aprendei de Mim,
que sou manso e humilde de corao, e encontrareis descanso para a vossa
alma." Mat. 11:29. Pergunto para vs: Cada um dos educadores da escola
est levando o jugo de Cristo, ou fabricando seus prprios jugos a fim
de coloc-los sobre o pescoo dos outros - jugos que eles mesmos no
querem levar: rgidos, severos e rigorosos; e isto quando eles mesmos se
portam de modo muito descuidado em relao a Deus, errando diariamente
em pequenas e grandes coisas, evidenciando pelas palavras, pelo esprito
e pelos atos que no so um bom exemplo para os estudantes e que no
percebem que se acham sob a disciplina do maior Mestre que o mundo j
conheceu?  necessrio que haja uma norma mais alta e mais santa na
escola de Battle Creek e em outras escolas que a tm imitado. Os
costumes e prticas da escola de Battle Creek passam a todas as igrejas,
e as pulsaes desta escola repercutem por todo o corpo de crentes. No
faz parte do plano de Deus que sejam gastos milhares de dlares em
ampliaes e acrscimos nas instituies de Battle Creek. J  demais o
que existe ali presentemente. Tomai esses recursos adicionais e
estabelecei a obra em regies necessitadas, de outros campos, a fim de
dar estabilidade  obra. Tenho transmitido a palavra de Deus a este
respeito. H razes que muitos no vem, e no tenho a liberdade de
apresent-las a vs neste momento; mas declaro em nome do Senhor que
cometereis um erro em acrescentar edifcio a edifcio; pois esto sendo
concentradas em Battle Creek demasiadas responsabilidades para um s
lugar. Se tais responsabilidades fossem divididas e aplicadas em outras
localidades, seria muitssimo melhor do que amontoar tanta coisa em
Battle Creek, privando a outros campos desprovidos, das vantagens com
que Deus quer brind-los. H demasiados senhores na escola que querem
governar sobre a herana de Deus. Existe muito pouco do esprito de
Cristo e demais do prprio eu. Aqueles, porm, que se acham sob a
influncia do Esprito de Deus, que se encontram sob o domnio de
Cristo, so exemplos para o rebanho; e Pg. 225 quando aparecer o
Supremo Pastor, recebero a incorruptvel coroa de glria.
"Semelhantemente vs, jovens, sede sujeitos aos ancios; e sede todos
sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste
aos soberbos, mas d graa aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da
potente mo de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte." I Ped. 5:5 e 6.
Toda a vossa exaltao prpria opera o resultado natural e vos reveste
de um carter que Deus no pode aprovar por um momento sequer. "Sem Mim
- disse Cristo - nada podereis fazer." Joo 15:5. Trabalhai e ensinai;
trabalhai segundo as normas de Cristo, e assim jamais labutareis em
vossa prpria e deficiente habilidade, mas tereis a cooperao do
divino, combinado com a aptido humana conferida por Deus. "Lanando
sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vs. Sede
sbrios, e vigiai [no em chutar futebol e adestrar-vos nos condenveis
jogos que deveriam fazer todo cristo enrubescer-se de mortificao ao
refletir sobre isso]. O diabo, vosso adversrio, anda em derredor,
bramando como leo, buscando a quem possa tragar." I Ped. 5:7 e 8. Sim,
ele est em vosso ptio de recreio observando vossas diverses,
agarrando toda alma que se acha desprevenida, lanando suas sementes em
mentes humanas e controlando o intelecto humano. Por amor a Cristo,
fazei uma parada no Colgio de Battle Creek e considerai o efeito sobre
o corao, o carter e os princpios, dessas diverses copiadas dos
costumes de outras escolas. Tendes estado progredindo firmemente nos
caminhos dos gentios, e no segundo o exemplo de Jesus Cristo. Satans
est no terreno da escola; acha-se presente em cada exerccio na sala de
aula. Os alunos cuja mente ficou profundamente agitada com os jogos no
se encontram na melhor condio para receber a instruo, o conselho e a
repreenso, que encerram a maior importncia para eles nesta vida e para
a futura vida imortal. Declara a Escritura a respeito de Daniel e seus
companheiros: "A esses quatro jovens Deus deu o conhecimento e a
inteligncia em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu
entendimento em toda as viso e sonhos." Dan. 1:17. De que maneira vos
Pg. 226 estais preparando para cooperar com Deus? "Chegai-vos a Deus, e
Ele Se chegar a vs". Tia. 4:8. "Resisti ao diabo, e ele fugir de
vs". Tia. 4:7. Estude-se cuidadosamente a alimentao; ela no 
saudvel. Os diversos pratos preparados como sobremesas so
prejudiciais, em vez de benficos e saudveis; e, segundo a luz que me
tem sido dada, deve haver uma decidida modificao no preparo dos
alimentos. Deve haver uma cozinheira hbil e meticulosa que proporcione
aos alunos esfaimados ampla proviso de pratos substanciosos. A educao
no sentido de suprir as mesas no  correta, salutar ou satisfatria, e
 necessrio haver uma decidida reforma. Esses alunos so a herana de
Deus, e devem ser introduzidos no internato os mais slidos e salutares
princpios no tocante ao regime alimentar. Os pratos de comidas brandas,
as sopas e os alimentos lquidos, ou o uso abundante da carne, no so o
que h de melhor para proporcionar bons msculos e rgos digestivos
sadios, ou crebros lcidos. Oh! como somos tardos para aprender! De
todas as instituies de nosso mundo, a escola  a mais importante! Nela
deve ser estudada a questo da alimentao; no se deve seguir o
apetite, os gostos, os caprichos ou as idias de pessoa alguma; no
obstante,  necessrio uma grande reforma; pois danos que durem toda a
vida sero o seguro resultado da atual maneira de cozinhar. De todas as
posies de importncia no referido colgio, a principal  a da pessoa
que dirige a preparao dos pratos a serem colocados diante dos alunos
esfomeados; pois, se houver negligncia neste trabalho, a mente no
estar preparada para realizar a sua obra, por haver sido o estmago
tratado imprudentemente e no poder trabalhar como convm. Necessitam-se
inteligncias vigorosas. O intelecto humano precisa expandir-se, e
adquirir vigor, agudeza e atividade. Deve-se obrig-lo a fazer trabalho
rduo, pois do contrrio tornar-se- dbil e ineficiente.  necessrio
energia cerebral para pensar com mais afinco; deve-se exigir do crebro
o mximo a fim de resolver e dominar problemas difceis, se no haver
um                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet decrscimo de vigor mental e da capacidade de
pensar. A mente deve idear, trabalhar e esforar-se a fim de dar solidez
e vigor ao intelecto; e se os rgos Pg. 227 fsicos no so mantidos
nas melhores condies por meio de alimentos substanciosos e nutritivos,
o crebro no recebe a nutrio que lhe corresponde para poder
trabalhar. Daniel compreendia isto e adotou um regime alimentar simples
e nutritivo, rejeitando as finas iguarias da mesa do rei. As sobremesas
que levam tanto tempo a preparar, so, muitas delas, prejudiciais 
sade. Os alimento slidos que requerem mastigao sero muito melhores
do que os mingaus ou os alimentos lquidos. Insisto nisto como coisa
essencial. Envio minha admoestao ao Colgio de Battle Creek para que
passe dali a todas as nossas instituies de ensino. Estudai estes
assuntos, e adquiram os alunos a devida educao no preparo de alimentos
saudveis, apetitosos e slidos que nutram o organismo. Eles no tm
agora, nem tiveram no passado, a correta espcie de preparo e educao
acerca dos alimentos mais saudveis para formar tendes e msculos
sadios e proporcionar nutrio ao crebro e ao sistema nervoso. O
intelecto deve manter-se desperto com trabalho novo, diligente e
ardoroso. Como se h de fazer isto? O poder do Esprito Santo deve
purificar os pensamentos e limpar a alma de sua contaminao moral. Os
hbitos corruptores no s envilecem a alma, mas degradam o intelecto. A
memria sofre, sacrificada sobre o altar de prticas baixas e nocivas.
"O que semeia na sua carne da carne ceifar a corrupo; mas o que
semeia no Esprito, do Esprito ceifar a vida eterna." Gl. 6:8. Quando
os professores e os estudantes consagrarem a Deus alma, corpo e esprito
e purificarem seus pensamentos pela obedincia s leis de Deus,
recebero continuamente nova dotao de fora fsica e mental. Ento
haver ardentes anelos de Deus e fervorosas oraes para discernir com
clareza. A funo e obra do Esprito Santo no consiste em que O usem,
como muitos supem, mas em o Esprito Santo usar a eles, moldando,
adaptando e santificando toda faculdade. Dedicar as faculdades a
prticas concupiscentes transtorna o crebro e as energias nervosas, e,
embora professem a religio, no so, nem sero jamais, instrumentos a
quem Deus possa usar; pois Ele aborrece Pg. 228 as prticas impuras,
que destroem as energias nervosas vitais. Este pecado de impureza
diminui o vigor fsico e as capacidades mentais, de modo que qualquer
esforo mental logo se torna enfadonho. A memria  instvel; e, oh! que
detestvel oferenda  assim apresentada a Deus! Quando contemplo ento
as cenas apresentadas diante de mim; quando considero as escolas
estabelecidas em diferentes lugares, e vejo que ficam muito abaixo de
qualquer coisa que se assemelhe s escolas dos profetas, sinto
incomensurvel angstia. O exerccio fsico foi designado pelo Deus da
sabedoria. Cada dia devem ser dedicadas algumas horas a proveitosa
educao em ramos de trabalho que ajudem os estudantes a aprender os
deveres da vida prtica, essenciais a todos os nossos jovens. Mas isto
foi eliminado, e introduziram-se diverses que simplesmente proporcionam
exerccio, sem constiturem uma bno especial na prtica de aes boas
e justas, em que consiste a educao e o preparo essenciais. Cada um dos
alunos necessita de uma educao mais completa nos deveres prticos. O
tempo empregado em exerccio fsico, o qual, passo a passo, conduz ao
excesso e  intensidade nos jogos e no exerccio das faculdades, deveria
ser usado segundo as normas de Cristo, com o que se obteria a bno de
Deus. Todos deveriam sair de nossas escolas com esmerada eficincia, de
modo que ao dependerem de seus prprios recursos, possuam um
conhecimento de que possam fazer uso e que seja essencial para a vida
prtica. O ato de andar  busca de tantas idias acerca de como empregar
com mais diligncia as faculdades conferidas por Deus, sem efetuar algo
que seja bom, algo que possais levar convosco para a vida futura, e sem
a memria de aes boas e generosas, est assim registrado no livro do
Cu: "Pesado foste na balana e foste achado em falta." Dan. 5:27. O
estudo diligente  essencial, bem como o rduo trabalho diligente. Os
jogos no so essenciais. Est crescendo entre os alunos a influncia de
sua dedicao a diverses, at converter-se num poder fascinante e
sedutor que neutraliza a influncia da verdade sobre a mente e o carter
humano. Um Pg. 229 esprito bem equilibrado no  obtido, em geral,
pelo devotamento das faculdades fsicas s diverses. O trabalho fsico
associado ao esforo mental com o fim de ser til,  uma disciplina na
vida prtica, dulcificada continuamente pela lembrana de que est
habilitando e educando a mente e o corpo para executar melhor a obra que
 desgnio de Deus que os homens realizem em diversos setores. Quanto
mais perfeitamente entenderem os jovens como efetuar os deveres da vida
prtica, tanto mais vivo e salutar ser o seu prazer dirio por serem
teis aos outros. A mente assim educada a desfrutar o esforo fsico na
vida prtica se expande, e, mediante a cultura e o preparo, torna-se bem
disciplinada e ricamente provida para prestar servio, adquirindo alm
disso o conhecimento essencial para ser um auxlio e bno aos prprios
jovens e aos outros. Pense e diga cada aluno: Eu estudo e trabalho para
a eternidade. Podem aprender a ser pacientemente laboriosos e
perseverantes em seus esforos combinados de trabalho fsico e mental.
Que dispndio de energias  feito em vossas partidas de futebol e outras
invenes vossas de carter gentlico - exerccios que no beneficiam a
pessoa alguma! Aplicai as mesmas energias na execuo de trabalho til,
e acaso no vos ser mais agradvel enfrentar o registro de vossa vida
no grande dia de Deus? Tudo que  feito sob o estmulo santificador da
obrigao crist, pelo fato de que sois mordomos a quem foram confiados
talentos a serem usados para que se tornem uma bno a vs mesmos e a
outros, proporciona verdadeira satisfao; porque tudo  feito para a
glria de Deus. No consigo encontrar nenhum caso na vida de Cristo que
demonstre haver Ele dedicado tempo a jogos ou diverses. Ele era o
grande Educador para a vida presente e futura. No tenho conseguido
encontrar nenhum caso em que Ele tenha ensinado os Seus discpulos a
empenharem-se na diverso do futebol ou em jogos de competio, a fim de
fazerem exerccio fsico, ou em representaes teatrais; e, no entanto,
Cristo era nosso modelo em todas as coisas. Cristo, o Redentor do mundo,
deu a cada um a sua obra, e ordena: "Negociai [ocupai-vos, na verso
inglesa] at que Eu venha." Luc. 19:13.
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Pg.
230 E ao realizar Sua obra, o corao se entusiasma com tal
empreendimento, e todas as energias da alma so alistadas numa obra
designada pelo Senhor e Mestre, que  elevada e importante. O mestre e o
estudante cristos so habilitados a tornarem-se mordomos da graa de
Cristo e a serem sempre diligentes. Tudo o que podem fazer para Jesus 
ser fervorosos, tendo o ardente desejo de manifestar sua gratido a Deus
no cumprimento mais diligente de toda obrigao que lhes  imposta, a
fim de que, por sua fidelidade a Deus, correspondam ao grande e
maravilhoso dom de Seu Filho unignito, para que pela f nEle no
peream, mas tenham a vida eterna.  necessrio que cada um dos que se
acham em toda escola ou instituio esteja, como Daniel, em to estreita
relao com a Fonte de toda a sabedoria, que suas oraes o habilitem a
alcanar a norma mais elevada de seus deveres em qualquer setor, e que
possa cumprir os requisitos estudantis no somente sob a direo de
mestres capazes, mas tambm sob a superviso dos seres celestiais,
sabendo que est sobre ele o Olho que tudo v e que nunca dorme. O amor
e o temor de Deus estavam diante de Daniel, o qual educou e disciplinou
todas as suas faculdades para corresponderem o mximo possvel ao
amoroso cuidado do Grande Mestre, consciente de sua responsabilidade
para com Deus. Os quatro jovens hebreus no estavam dispostos a
consentir que motivos egostas e o amor das diverses ocupassem os
ureos momentos desta vida. Trabalhavam com corao voluntrio e nimo
pronto. Esta no  uma norma to elevada que no possa ser alcanada por
todo cristo. Deus requer mais de todo estudante cristo do que o que
Lhe tem sido dado. Sois "espetculo ao mundo, aos anjos e aos homens". I
Cor. 4:9. Special Testimonies on Education, outubro de 1893. 30 A Melhor
Educao e seu Objetivo Pg. 231 A melhor educao que pode ser dada s
crianas e aos jovens  a que encerra a mais ntima relao com a futura
vida imortal. Tal espcie de educao deve ser ministrada por pais
piedosos, por professores dedicados e pela igreja, a fim de que os
jovens, por sua vez, se tornem zelosos missionrios, quer na ptria,
quer nos campos estrangeiros. Devem ser diligentemente instrudos nas
verdades da Bblia, para que se tornem colunas na igreja, defensores da
verdade, arraigados e firmados na f. Devem saber o que crem e ter tal
experincia nas coisas divinas que jamais atraioem sagrados encargos.
Os jovens devem ser educados, por preceito e exemplo, que lhes compete
ser instrumentos para Deus, mensageiros de misericrdia, preparados para
toda boa palavra e obra, e que devem ser uma bno aos que se acham
prestes a perecer. Temos grande necessidade de esmerada aptido, e os
talentos confiados a nossos jovens devem ser consagrados ao servio de
Deus e empregados em Sua obra. Deve haver homens e mulheres habilitados
a trabalhar nas igrejas e a preparar nossos jovens para ramos especiais
de servio, a fim de que almas sejam levadas a ver a Jesus. As escolas
estabelecidas por ns devem ter em vista este objetivo e no imitar o
sistema das escolas denominacionais estabelecidas por outras igrejas ou
o sistema de seminrios e colgios do mundo. Devem ter um sistema muito
mais elevado, em que no se origine ou no se favorea nenhum aspecto de
incredulidade. Aos estudantes deve-se ensinar o cristianismo prtico, e
a Bblia deve ser considerada o livro mais elevado e importante. Em
todas as partes do mundo h grande necessidade de professores cristos e
de mdicos missionrios. Em todas as partes do campo, tanto na ptria
como no estrangeiro, h portas abertas para os que podem fazer bem ao
corpo e  alma, apresentando a preciosa luz da verdade. A negligncia
Pg. 232 anterior neste sentido no deve perpetuar-se. Grande luz tem
incidido sobre o nosso caminho, nalguns aspectos mais do que em outros,
e, no entanto, nosso progresso nesses prprios setores tem estado muito
aqum da luz que recebemos. Muitos de nossos rapazes e moas mais
promissores tm oferecido o melhor de suas aptides em relicrios
idlatras, entregando-se a si mesmos como sacrifcio ao prncipe do mal.
Oxal os jovens em nossas escolas, tanto individual como coletivamente,
se submetam s valiosas operaes do Esprito do Senhor, para que
reconheam as indicaes de Sua providncia e esperem em Deus, a fim de
que conheam e realizem Sua vontade! Abririam deste modo a porta do
corao a Jesus. Entregando-nos a Deus, obtemos grandes vantagens; pois,
se temos fraquezas de carter, como sucede com todos ns, unimo- nos com
Algum que  poderoso para salvar. Nossa ignorncia estar unida 
sabedoria infinita, nossa fragilidade ao eterno poder, e, como Jac,
cada um de ns pode tornar-se um prncipe com Deus. Ligados ao Senhor
Deus de Israel, teremos poder do alto que nos habilitar a ser
vencedores; e mediante a comunicao do divino amor, encontraremos
acesso aos coraes humanos. Com mo tremente apegar-nos-emos ao trono
do Infinito, e diremos: "No Te deixarei ir, se me no abenoares." Gn.
32:26.  dada a certeza de que Ele nos abenoar e tornar-nos- uma
bno; e isto  nossa luz, nossa alegria, nosso triunfo. Quando os
jovens compreenderem o que  ter o favor e o amor de Deus no corao,
comearo a perceber o valor de seus privilgios adquiridos por sangue,
e consagraro suas capacidades a Deus, procurando com todas as foras
dadas pelo Senhor aumentar os talentos a serem usados no servio do
Mestre. A nica segurana para nossos jovens nesta poca de pecado e
crime  ter viva ligao com Deus. Devem aprender como buscar a Deus, a
fim de que sejam cheios de Seu Santo Esprito e procedam como se
estivessem cientes de que toda o exrcito celestial os contempla com
atenta solicitude, Pg. 233 prontos a socorr-los no perigo e em tempos
de necessidade. Os jovens devem ser protegidos contra a tentao por
meio de advertncias e instrues. Devem aprender quais os incentivos
que lhes so apresentados na Palavra de Deus. Deve ser delineado perante
eles o perigo de darem um passo nos atalhos do mal. Devem ser educados a
respeitar os conselhos de Deus nos Seus sagrados orculos. Devem ser
instrudos de tal maneira que tomem uma posio resoluta contra o mal e
decidam abster-se de trilhar qualquer caminho em que no possam esperar
que Jesus os acompanhe e que repouse sobre eles a Sua bno. Devem
aprender uma religio prtica e diria que santifique todos os aspectos
de sua vida, no lar, nos negcios, na
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igreja, na sociedade. Precisam ser educados de tal modo que compreendam
quo perigoso  tratar levianamente com os seus privilgios, e que Deus
espera que busquem cada dia a Sua bno com reverncia e fervor. A
bno de Deus  um precioso dom, e deve receber tal apreciao que no
seja abandonada por preo algum. A bno do Senhor enriquece, e com ela
no traz desgosto. Meu corao fica profundamente perturbado quando leio
algo sobre a degradao de nobres faculdades no servio de Satans. Nas
reparties governamentais, nas posies de grande responsabilidade, nos
encargos oficiais, os homens so tentados pelo maligno; e o resultado 
corrupo, crimes, defraudaes, roubos e extorses. Existem terrveis
antros de corrupo que vertem sobre o nosso mundo influncias
deletrias que conspurcam a comunidade. Em todos os lugares Satans
armou as suas ciladas a fim de apanhar homens de cultura, de bons dotes
naturais - homens que poderiam tornar-se cooperadores com Deus,
companheiros dos anjos, habitantes do Cu - a fim de ajunt-los ao seu
cortejo de escravos. E, no entanto, Jesus os resgatou da servido do
inimigo; mas recusam estar em liberdade, e no querem tornar-se filhos e
herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Cristo de uma herana imperecvel.
Vivem como se a Terra, o dinheiro, a posio, as casas e Pg. 234 as
propriedades fossem os principais objetivos de sua criao. Sua vida 
prolongada pela terna misericrdia de Deus; mas no  deplorvel ver
homens de grande competncia vivendo a um nvel to baixo? O resgate foi
pago, e todos podem ir a Deus e, mediante uma vida de obedincia,
alcanar a vida eterna. Por isso, como  lamentvel que os homens se
afastem da herana imperecvel e vivam para satisfazer o orgulho, para o
egosmo e a ostentao, e, pela submisso ao domnio de Satans, percam
a bno que poderiam obter tanto nesta vida como na vida futura.
Poderiam entrar nos palcios do Cu e associar-se em condies de
liberdade e igualdade com Cristo e os anjos celestiais, e com os
prncipes de Deus; entretanto, por incrvel que parea, eles se afastam
das atraes celestes. O Criador de todos os mundos deseja amar os que
crem em Seu Filho unignito como Salvador pessoal assim como ama a Seu
Filho. Aqui mesmo e agora Seu gracioso favor nos  outorgado nesta
maravilhosa amplitude. Concedeu aos homens o dom da Luz e Majestade do
Cu, e, com Ele, todos os tesouros celestiais. Assim como nos prometeu a
vida futura, tambm nos outorga principescas ddivas nesta vida, e, como
recipientes de Sua graa, deseja que desfrutemos tudo quanto enobrecer,
expandir e elevar nosso carter.  Seu desgnio habilitar-nos para as
cortes celestiais. Satans contende, porm, pelas almas dos homens e
lana sua sombra infernal atravs do caminho deles, a fim de que no
contemplem a luz. No quer que tenham um vislumbre da honra futura, das
glrias eternas reservadas para os que habitaro no Cu, ou que
desfrutem a experincia que constitui um antegozo da felicidade do Cu.
Tendo, porm, as atraes celestes diante da mente para infundir
esperana, avivar o desejo e estimular o esforo, como poderemos
afastar-nos desta perspectiva e escolher o pecado e seu salrio, que  a
morte? Os que aceitam a Cristo como seu Salvador tm a promessa Pg. 235
da vida que agora existe e da que est para vir. O instrumento humano
no  devedor de parte alguma de sua capacidade ao servio de Satans;
mas deve toda a sua lealdade ao infinito e eterno Deus. O mais humilde
discpulo de Cristo pode tornar-se um habitante do Cu, herdeiro de Deus
de uma herana incorruptvel que no se esvaece. Oxal todos escolham o
dom celestial, tornando-se herdeiros de Deus daquela herana cujo ttulo
est resguardado contra todo e qualquer destruidor, um mundo sem fim!
Oh! no escolhais o mundo, mas escolhei a herana superior!
Apressurai-vos e prossegui com insistncia em direo ao alvo, para o
prmio de vossa soberana vocao em Cristo Jesus. Por amor a Cristo,
moldai o objetivo de vossa educao pelos incentivos do mundo melhor.
Review and Herald, 21 de novembro de 1893. 31 Cristo Como Mestre Pg.
236 Por Seu sbio desgnio, o Senhor encobre verdades espirituais em
figuras e smbolos. Mediante o uso de figuras de linguagem era muitas
vezes dada a Seus acusadores e inimigos a mais franca e eficaz
repreenso, sem que pudessem achar em Suas palavras algo para
conden-Lo. Em parbolas e comparaes Ele encontrou o melhor mtodo
para comunicar verdades divinas. Em linguagem simples, usando figuras e
ilustraes tiradas do mundo natural, Ele descerrava a verdade
espiritual a Seus ouvintes e expunha preciosos princpios que se teriam
apagado da memria deles, sem quase deixar vestgio, se Ele no houvesse
relacionado Suas palavras com emocionantes cenas da vida, experincia ou
Natureza. Despertava assim o interesse deles, suscitava perguntas e,
quando havia captado completamente a sua ateno, neles inculcava
decididamente o testemunho da verdade. Conseguia deste modo causar tal
impresso sobre o corao que, mais tarde, ao olharem Seus ouvintes para
aquilo com que Ele relacionara Seu ensino, podiam recordar as palavras
do divino Mestre. O ensino de Jesus era de natureza completamente
diferente do ensino ministrado pelos doutos escribas. Eles pretendiam
ser expositores da lei, tanto escrita como tradicional. Mas o tom formal
de suas instrues indicava que no discerniam nada nas doutrinas dos
sagrados orculos que tivesse poder vital. No apresentavam nada que
fosse novo; no proferiam palavras que satisfizessem os anseios do
corao. No proporcionavam alimento para os famintos cordeiros e
ovelhas. Tinham o costume de demorar-se sobre as partes obscuras da lei,
e o resultado de suas argumentaes era uma coleo de palavras
absurdas, que os doutos no conseguiam entender, nem eram compreendidas
pelo povo comum. Cristo veio para revelar ao mundo a verdade divina.
Ensinava como quem tem autoridade. Falou como jamais algum havia
falado. No havia hesitao em Sua conduta, nem a Pg. 237 menor sombra
de dvida em Suas declaraes. Ele falava como quem entende todas as
partes do assunto. Poderia haver desvendado mistrios que patriarcas e
profetas almejavam perscrutar, que a curiosidade humana desejara
ansiosamente compreender. Porm, se os homens no conseguiam discernir
as verdades mais simples e expostas de maneira bem clara, como
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poderiam compreender os mistrios que se achavam ocultos aos olhos
mortais? Jesus no recusava repetir antigas verdades familiares, pois
era o Autor dessas verdades. Ele era a glria do templo. Separou do erro
verdades que haviam sido perdidas de vista, que tinham sido desvirtuadas
e mal-empregadas e que foram desligadas de sua posio correta;
apresentando-as como preciosas jias em seu brilho, tornou a coloc-las
em seu devido engaste, e ordenou que permanecessem firmes para todo o
sempre. Que obra foi essa! Era de tal natureza que o homem finito no
podia compreend-la ou realiz-la. Somente a Mo divina podia pegar a
verdade que, em sua ligao com o erro, estivera favorecendo a causa do
inimigo de Deus e do homem, e coloc-la onde pudesse glorificar a Deus e
ser a salvao da humanidade. A obra de Cristo consistiu em restituir ao
mundo a verdade em seu vio e beleza originais. Ele representava o
espiritual e celeste pelas coisas da Natureza e da experincia. Dava o
tenro man  alma faminta e apresentava um novo reino a ser estabelecido
entre os homens. Os rabinos expunham os requisitos da lei como uma
enfadonha rotina de exigncias. Eles faziam exatamente o que Satans
est fazendo em nossos dias: apresentavam a lei ao povo como frio e
rgido cdigo de preceitos e tradies. As supersties encobriam a luz,
a glria, a dignidade e os reclamos de grande alcance da lei de Deus.
Professavam falar ao povo em lugar de Deus. Depois da transgresso de
Ado, o Senhor no falou mais diretamente com o homem; a humanidade foi
entregue nas mos de Cristo, e toda comunicao ao mundo foi efetuada
por Seu intermdio. Foi Cristo que proferiu a lei no Monte Pg. 238
Sinai, e Ele conhecia o significado de todos os seus preceitos, a glria
e majestade da lei do Cu. No Sermo da Montanha, Cristo define a lei e
procura inculcar na mente de Seus ouvintes os reclamos de longo alcance
dos preceitos de Jeov. Suas instrues foram uma nova revelao ao
povo; e os intrpretes da lei, os escribas e os fariseus, bem como o
povo em geral, ficaram maravilhados de Sua doutrina. As palavras de
Cristo no eram novas, e, no entanto, tiveram o impacto de uma
revelao; pois apresentavam a verdade em seu devido aspecto, e no do
modo como os mestres a haviam colocado perante o povo. Ele no
manifestava considerao pelas tradies e os mandamentos de homens, mas
abria os olhos do seu entendimento para contemplarem as maravilhas da
lei de Deus, que  o fundamento de Seu trono desde o princpio do mundo;
e, enquanto durarem os cus e a Terra, atravs dos infindveis sculos
da eternidade, ela ser a grande norma de justia, santa e justa e boa.
O sistema de economia judaica era o evangelho em figura, uma
apresentao do cristianismo que deveria expandir-se  medida que a
mente das pessoas fosse compreendendo a luz espiritual. Satans sempre
procura obscurecer as verdades que so claras, e Cristo sempre procura
abrir a mente  compreenso de toda verdade essencial a respeito da
salvao do homem cado. At hoje ainda h aspectos da verdade que so
discernidos indistintamente, conexes que no so compreendidas, e
amplas profundezas da lei de Deus que no so percebidas. H
incomensurvel amplitude, dignidade e glria na lei de Deus; e, no
entanto, o mundo religioso ps de lado esta lei, como os judeus, a fim
de exaltar as tradies e os mandamentos de homens. Antes dos dias de
Cristo, os homens perguntavam inutilmente: "Que  a verdade?" Joo
18:38. As trevas cobriam a Terra, e a escurido os povos. At mesmo a
Judia estava envolta em obscuridade, embora a voz de Deus lhes falasse
em Seus orculos. A verdade de Deus fora reduzida ao silncio pelas
supersties e tradies de seus pretensos Pg. 239 intrpretes, e
contendas, cimes e preconceitos dividiam os professos filhos de Deus.
Ento houve um Mestre enviado por Deus - Aquele mesmo que era o Caminho,
a Verdade e a Vida. Jesus exps a pura e preciosa verdade do Cu a fim
de que brilhasse entre as trevas e escurido moral da Terra. Deus
dissera: "Haja luz espiritual", e a luz da glria de Deus foi revelada
na face de Jesus Cristo. Cristo foi manifestado como Salvador dos
homens. As pessoas no deviam confiar de modo algum em suas prprias
obras, em sua prpria justia ou em si mesmas, e, sim, no Cordeiro de
Deus que tira os pecados do mundo. NEle foi revelado o Advogado junto ao
Pai. Por Seu intermdio foi feito o convite: "Vinde, ento, e argi-me,
diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles
se tornaro brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o
carmesim, se tornaro como a branca l." Isa. 1:18. Este convite tem
repercutido atravs dos tempos at os nossos dias. Que o orgulho, a
estima ou justia prprias no impeam a algum de confessar seus
pecados, para que possa fazer jus  promessa: "O que encobre as suas
transgresses nunca prosperar; mas o que as confessa e deixa alcanar
misericrdia." Prov. 28:13. No oculteis nada a Deus e no negligencieis
a confisso de vossas faltas aos irmos quando eles tm alguma ligao
com elas. "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos
outros, para que sareis." Tia. 5:16. Muitos pecados no so confessados,
e ter-se- de enfrent-los no dia do ajuste final;  muito melhor
reconhecer os pecados agora, confess-los e abandon-los, enquanto o
Sacrifcio expiatrio intercede em nosso favor. No tenhais averso a
aprender a vontade de Deus sobre este assunto. O bem-estar de vossa
alma, a unidade de vossos irmos podem depender da atitude que tomais
nestas coisas. "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mo de Deus, para
que, a seu tempo, vos exalte, lanando sobre Ele toda a vossa ansiedade,
porque Ele tem cuidado de vs." I Ped. 5:6 e 7.  um fato lamentvel que
o corao faltoso no esteja disposto a ser criticado ou a sujeitar-se 
humilhao pela Pg. 240 confisso do pecado. Alguns reconhecem suas
faltas, mas imaginando que a confisso lhes diminua a dignidade,
desculpam seu erro e eximem-se  disciplina que a confisso
proporcionaria  alma. A lembrana de seu manifesto erro perdurar para
amargurar seus deleites e perturbar suas atividades; pois desviando-se
da senda da confisso, deixam de ser fiis exemplos para o povo. Eles
vem os erros dos outros; mas como podem ter a coragem de dar o
conselho: "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos
outros, para que sareis", (Tia. 5:16) se deixaram de seguir esta
instruo em sua prpria vida? Quanto aprendero os pastores ou o povo
de uma verdade que pem de lado e esquecem, se possvel, porque no 
agradvel; porque no lisonjeia seu orgulho, mas reprova e aflige? Os
pastores e o povo, se de fato esto salvos, precisam estar salvos dia
aps dia, hora aps hora. Devem ter fome e sede da justia de Cristo, da
iluminao do Esprito Santo. Os membros da igreja - os que se acham
colocados em posies de confiana - precisam ser batizados com o
Esprito de Deus, do contrrio no estaro habilitados para as posies
que aceitam.                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet Um homem pode ter um conhecimento das Escrituras
que no o torne sbio para a salvao, mesmo que consiga vencer seus
oponentes num debate pblico. Se no h em sua alma profundo anseio de
Deus; se ele no esquadrinha seu corao como se fosse com uma lmpada
acesa, temendo que se oculte ali algum mal; se no se acha possudo do
desejo de responder  orao de Cristo, para que Seus discpulos sejam
um assim como Ele o  com o Pai, a fim de que o mundo creia que Jesus 
o Cristo - lisonjeia-se inutilmente de que  cristo. Seu conhecimento,
iniciado por ambio,  levado avante por orgulho; mas a alma acha-se
destituda do divino amor, da brandura e mansido de Cristo. Ele no 
sbio  vista de Deus. Pode ter sabedoria para derrotar um oponente; mas
no pode ser sbio para a salvao sem a operao do Esprito Santo. E
"o fruto do Pg. 241 Esprito : amor, alegria, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fidelidade, mansido, domnio prprio". Gl. 5:22.
Nem talento, nem eloqncia nem o estudo egosta das Escrituras
produzir amor a Deus ou conformidade com a imagem de Cristo. Nada, a
no ser o poder divino, pode regenerar o corao e o carter humanos e
imbuir a alma com o amor de Cristo, que sempre se manifestar no amor
queles pelos quais Ele morreu. Review and Herald, 28 de novembro de
1893. 32 A Educao Mais Essencial Para Obreiros Evanglicos Pg. 242 H
obreiros cristos que no receberam uma educao colegial porque lhes
era impossvel obter essa vantagem; Deus deu, porm, provas de hav-los
escolhido. Ele ordenou que sassem a labutar em Sua vinha. Tornou-os
eficientes cooperadores Seus. Eles tm um esprito dcil; sentem sua
dependncia de Deus e o Esprito Santo est com eles para ajud-los em
suas deficincias. Ele avivar e fortalecer o intelecto, dirigir os
seus pensamentos e ajudar na apresentao da verdade. Quando o obreiro
se pe em p diante do povo para expor as palavras da vida, ouve-se em
sua voz o eco da voz de Cristo.  evidente que ele anda com Deus; que
tem estado com Jesus e dEle aprendido. Introduziu a verdade no santurio
interior da alma; ela  para ele uma viva realidade, e ele apresenta a
verdade na demonstrao do Esprito e de poder. O povo ouve o jubiloso
som. Deus fala-lhes ao corao por meio do homem consagrado a Seu
servio. Ao exaltar a Jesus mediante o Esprito, o obreiro realmente se
torna eloqente.  fervoroso e sincero, e  amado por aqueles pelos
quais trabalha. Que pecado recairia sobre todo aquele que ouvisse tal
homem meramente para criticar, para notar as imperfeies gramaticais ou
a pronncia incorreta e expor tais erros ao ridculo! Os fariseus
escarneciam de Cristo; criticavam a simplicidade de Sua linguagem, a
qual era to clara que as crianas, os idosos e o povo comum O ouviam
com prazer e ficavam encantados com as Suas palavras. Os saduceus tambm
zombavam dEle pelo fato de Seus discursos serem muito diferentes de tudo
o que era proferido por seus governantes e escribas. Esses mestres
judeus falavam em tons montonos, e os textos escritursticos mais
claros e preciosos se tornavam Pg. 243 desinteressantes e
ininteligveis, encobertos sob tal acervo de tradio e conhecimento
erudito que depois de os rabis haverem falado, o povo conhecia menos do
significado das Escrituras que antes. Havia muitas almas famintas do Po
da Vida, e Jesus alimentou-as com a verdade pura e simples. Em Seus
ensinos, Ele tirava ilustraes das coisas da Natureza e das transaes
comuns da vida, com que eles se achavam familiarizados. Deste modo a
verdade tornou-se-lhes uma viva realidade; as cenas da Natureza e as
experincias da vida diria repetiam constantemente para eles os
preciosos ensinamentos do Salvador. A maneira de Cristo ensinar era
precisamente o que Ele deseja que Seus servos faam. O orador que no
possui uma educao completa pode s vezes cometer erros de gramtica ou
de pronncia; talvez no empregue as expresses mais eloqentes ou as
metforas mais belas; porm, se ele mesmo provou do Po da Vida; se
bebeu da Fonte da Vida, pode alimentar as almas famintas; pode dar da
gua da Vida para quem est sedento. Seus defeitos sero perdoados e
esquecidos. Seus ouvintes no ficaro enfadados ou desgostosos, mas
agradecero a Deus pela graciosa mensagem a eles enviada por Seu servo.
Se o obreiros consagrou-se inteiramente a Deus e  diligente na orao
por foras e sabedoria celestial, a graa de Cristo ser seu mestre, e
ele vencer grandes defeitos e tornar-se- cada vez mais versado nas
coisas de Deus. Que ningum, no entanto, se prevalea disto para ser
indolente, para desperdiar o tempo e as oportunidades e para
negligenciar o preparo que lhe  essencial a fim de tornar-se eficiente.
O Senhor no Se agrada de maneira alguma dos que tm oportunidade para
obter conhecimento, mas que se justificam por deixar de aproveitar todos
os privilgios que Ele colocou a seu alcance a fim de tornarem-se
obreiros inteligentes e bem habilitados, dos quais no tenha de
envergonhar-Se. Acima de todas as outras pessoas na Terra, o homem cujo
intelecto  iluminado pela exposio da Palavra de Deus a seu
entendimento, sentir que deve aplicar-se com mais Pg. 244 diligncia 
leitura da Palavra de Deus bem como ao estudo diligente das cincias,
pois sua esperana e vocao so mais elevadas do que qualquer outra.
Quanto mais intimamente a pessoa estiver ligada com a Fonte de todo
conhecimento e sabedoria, tanto maiores podero ser as vantagens
intelectuais e espirituais de sua relao com Deus. O conhecimento do
Senhor  a educao essencial, e obter tal conhecimento ser o constante
empenho de todo leal obreiro. Christian Education, 1893. 33 Estudantes
Decidindo o seu Destino Eterno Pg. 245 Lembrem-se os estudantes de que
formar carter que resista  prova do juzo  algo muito srio. Vs
mesmos sois responsveis pela espcie de carter que edificais. Nenhum
professor pode formar vosso carter. Vs mesmos decidis o vosso prprio
destino eterno.  necessrio contemplar tais caracteres que sejam dignos
de imitao. Referimo-nos a Jos no Egito e a Daniel em Babilnia. Estes
jovens foram experimentados e provados; e visto que se mantiveram firmes
aos princpios, tornaram-se                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet homens representativos e modelos de
integridade. Quisera dizer aos jovens de nossas instituies de ensino,
quer professem crer ou no: Estais agora no tempo da graa, e no advir
a nenhum de vs um segundo tempo de graa. Esta  a nica oportunidade
que tereis para resistir ao exame e  prova de Deus. Com o mais profundo
interesse os anjos de Deus nas cortes celestiais observam o
desenvolvimento do carter; e de acordo com os registros nos livros do
Cu, so pesadas as aes e  avaliado o valor moral. Cada dia o relato
de vossa vida passa em revista diante de Deus assim como , quer seja
meritrio ou desabonador. Sois faltosos na verdadeira elevao e nobreza
de alma, e ningum pode conceder-vos o carter de que necessitais. A
nica maneira pela qual podeis atingir a norma de valor moral pela qual
sereis medidos  confiar em Cristo e cooperar com Ele com firme,
diligente e inabalvel resoluo. Os que fazem isto no introduziro em
seu trabalho um esprito de leviandade, de frivolidade e de amor s
diverses. Consideraro que no foi com pequeno custo para seus pais ou
para si mesmos que vieram ao colgio para obter melhor conhecimento das
cincias e para adquirir mais ampla compreenso tanto do Antigo como do
Novo Testamento. Quisera Pg. 246 dirigir-me a vs como a pessoas que
raciocinam e que possuem inteligente compreenso de seus privilgios e
deveres. No seria melhor cooperardes com os vossos professores, a fim
de que possais atingir a mais alta norma que vos seja possvel alcanar?
O tempo  mais valioso para vs do que o ouro, e deveis aproveitar todo
precioso momento. Deveis considerar qual ser vossa influncia sobre os
outros. Se um aluno  descuidado e nutre excessivo amor s diverses,
deve pr-se sob o controle do princpio, para que no se torne um ativo
agente de Satans, opondo-se, por sua m influncia,  obra que os
professores procuram realizar e prejudicando o que os seres celestiais
procuram efetuar por meio dos instrumentos humanos. Ele pode frustrar o
desgnio de Deus e deixar de aceitar a Cristo e de tornar-se realmente
um filho de Deus. As obrigaes entre professores e alunos so
recprocas. Os professores devem fazer diligente esforo para que sua
prpria alma seja santificada mediante a graa de Cristo e para que
labutem segundo as normas de Cristo pela salvao de seus alunos. Por
outro lado, os alunos no devem adotar um procedimento que se torne
penoso e difcil para seus professores e que traga sobre eles tentaes
difceis de resistir. Os alunos no devem, por um errneo procedimento,
baixar a elevada posio e reputao da escola, dando motivo a que se
alastre, entre os crentes e os descrentes, a notcia de que as escolas
adventistas do stimo dia, embora pretendam ser estabelecidas para
proporcionar a melhor educao aos que as freqentam, no so superiores
s escolas comuns no mundo inteiro. Este no  o carter nem a reputao
que Deus quer que se atribua a nossas escolas; e os que usaram a
influncia que Deus lhes confiou, para dar tal carter ou reputao 
escola, usaram-na em sentido errneo. Os que tm desrespeitado os
regulamentos e procurado abater a autoridade, quer sejam crentes Pg.
247 ou descrentes, acham-se registrados nos livros do Cu como no
podendo ser tidos na conta de membros da famlia real, filhos do celeste
Rei. Os professores que assumem o fardo da obra que lhes compete levar,
j tero suficientes responsabilidades, cuidados e encargos, sem o peso
adicional de vossa desobedincia. Apreciaro todo esforo feito pelos
alunos para cooperar com eles na obra. O estudante desleixado e
insubordinado, que no cultiva o respeito prprio, que no se acha bem
disposto e que no procura fazer o melhor que est ao seu alcance, causa
a si mesmo grande mal. Est decidindo qual ser o estado de seu carter
e induzindo outros a afastar-se da verdade e retido, os quais, se no
fosse tal influncia perniciosa, ousariam ser leais e nobres. O
estudante que sente a responsabilidade de ser fiel em ajudar a seus
mestres, estar ajudando mais a si mesmo do que aos outros. O Cu olha
com aprovao para os estudantes que se esforam por fazer o que 
correto e que tm o firme propsito de ser leais a Deus. Eles recebero
auxlio de Deus. Lemos a respeito de Daniel e seus companheiros que
permaneceram firmes  verdade como uma rocha: "Ora, a estes quatro
jovens Deus deu o conhecimento e a inteligncia em toda cultura e
sabedoria. ... Em toda matria de sabedoria e de inteligncia sobre que
o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os
magos e encantadores que havia em todo o seu reino." Dan. 1:17 e 20. Se
no tencionais aproveitar vossas oportunidades e privilgios, por que
gastais, em freqentar a escola, o dinheiro cuja obteno custou muito
trabalho a vossos pais? Eles vos enviaram para fora do teto paterno com
elevadas esperanas de que sereis educados e favorecidos por vossa
permanncia no colgio. Eles vos tm acompanhado com cartas e oraes, e
toda linha que lhes escrevestes foi lida com ansiedade. Eles tm
agradecido a Deus por toda indicao de que desejais tornar a vossa vida
crist um sucesso, e tm chorado de alegria diante dos indcios de vosso
progresso no Pg. 248 conhecimento cientfico e espiritual. Oh! desejo
implorar-vos que no faais nada que seja duvidoso. Ponderai sobre o
aspecto em que vossos pais considerariam as vossas aes, e evitai fazer
qualquer coisa que lhes cause aborrecimento. No sejais irrefletidos,
descuidosos e indisciplinados. Vossas aes no findam com vossa prpria
pessoa; elas trazem honra ou desonra para a escola, segundo forem boas
ou ms. Se praticais o mal, ofendeis a Jesus Cristo, que vos adquiriu
com o preo de Seu sangue, magoais a alma de vosso diretor, feris o
corao de vossos professores e prejudicais e danificais vossa prpria
alma. Causais uma mancha em vosso registro de que ficareis
envergonhados. Valer a pena?  sempre melhor e mais seguro fazer o que
 direito porque  direito. No quereis fazer agora algumas srias
reflexes? O pensar corretamente jaz  base do correto proceder.
Assentai em vosso esprito que haveis de corresponder s expectativas de
vossos pais a vosso respeito, que haveis de fazer fiis esforos para
vos distinguir, que cuidareis em que o dinheiro gasto convosco no tenha
sido mal aplicado e desperdiado. Formai decidido propsito de cooperar
com os esforos feitos pelos pais e os mestres, alcanando uma elevada
norma de conhecimentos e de carter. Determinai-vos a no decepcionar os
que vos amam o suficiente para confiar em vs.  varonil proceder
retamente, e Jesus vos ajudar a faz-lo, se o buscardes fazer porque 
direito. Os que se interessam em vosso bem-estar tm lisonjeiras
esperanas a vosso respeito, de que vos tornareis pessoas teis,
repletas de valor moral e inabalvel integridade. Muito se tem arriscado
pelos jovens que partiram da Nova Zelndia para a Amrica do Norte; e
desejo dizer a estes estudantes: Proponde-vos um alvo bem elevado, e
ascendei ento passo a passo at                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet atingir a norma, mesmo que seja por
penoso esforo, abnegao e sacrifcio pessoal. Cristo ser para vs um
auxlio presente em todo tempo de necessidade, se O invocardes, para que
sejais como Daniel, ao qual nenhuma tentao podia corromper. No
decepcioneis a vossos pais e a vossos amigos; acima de tudo, porm, Pg.
249 no decepcioneis Aquele que vos amou de tal maneira que deu Sua
prpria vida para cancelar os vossos pecados e tornar-Se o vosso
Salvador pessoal. Disse Jesus: "Sem Mim nada podereis fazer." Joo 15:5.
Conservai isto na memria. Se cometestes erros, podeis alcanar a
vitria discernindo tais erros e considerando-os como sinais de
advertncia para habilitar-vos a evitar sua repetio. No  necessrio
dizer-vos que isso transformar vossa derrota em vitria, desapontando o
inimigo e honrando vosso Redentor, a quem pertenceis. Em realidade,
deploramos que alguma fraqueza de carter tenha maculado o registro do
passado, porque sabemos que isso constitui uma evidncia de que no
vigiastes em orao. Lamentamos que tenha havido erros, pois eles tm
colocado sobre os professores certos fardos que eles no deveriam ter
levado. Os professores tm de lutar contra suas prprias debilidades
naturais de carter, e so suscetveis de agir insensatamente sob a
presso da tentao. Podem imaginar que esto procedendo de modo correto
ao impor rigorosa disciplina, podendo no entanto equivocar-se no caso
com que esto lidando. Quo melhor seria, tanto para os alunos como para
os professores, se os estudantes zelassem de sua prpria honra e agissem
por motivos puros e nobres, de tal maneira que seu procedimento os
recomendasse a seus mestres e educadores! Se em todo aspecto possvel e
sob todas as circunstncias eles tratassem os que ocupam posies de
confiana e assumem responsabilidades, como eles mesmos gostariam de ser
tratados, quanta paz e xito acompanhariam a escola! Por que deveriam os
estudantes unir-se com o grande apstata para tornarem-se seus agentes
em tentar a outros e, por meio destes, causar a runa de muitos? Todo
ser humano tem suas tribulaes individuais, peculiares a si prprio, e
ningum est isento de tentaes. Se os professores so discpulos de
Cristo e se empenham na obra de modo aprovado por Deus, Satans
certamente os assaltar com suas tentaes. Caso Pg. 250 o grande
enganador consiga instigar maus elementos de carter nos estudantes e,
por intermdio deles, causar perplexidade e desalento nos educadores,
foi bem-sucedido na realizao de seu propsito. Se sob a tentao o
professor revela debilidade em qualquer sentido,  prejudicada a sua
influncia; mas aquele que demonstra ser um agente do grande adversrio
das almas, ter de prestar contas a Deus pela parte que desempenhou
fazendo com que o professor tropeasse. Considerem os estudantes
cuidadosamente este aspecto do assunto e aprendam como animar e amparar
seus professores, e no como causar-lhes desalento e tentaes.
Procedendo deste modo, no estaro semeando joio que brote entre o
trigo. "No vos enganeis: de Deus no se zomba; pois aquilo que o homem
semear, isso tambm ceifar. Porque o que semeia para a sua prpria
carne da carne colher corrupo; mas o que semeia para o Esprito do
Esprito colher vida eterna. E no nos cansemos de fazer o bem, porque
a seu tempo ceifaremos, se no desfalecermos. Por isso, enquanto
tivermos oportunidade, faamos o bem a todos, mas principalmente aos da
famlia da f." Gl. 6:7-10. Os estudantes sero tentados a fazer coisas
desordenadas com a nica finalidade de agradar a si mesmos e ter o que
eles chamam "divertimento". Se eles zelarem de sua honra e considerarem
o fato de que fazendo tais coisas no favorecem ou beneficiam a quem
quer que seja, mas envolvem a outros bem como a si mesmos em
dificuldade, sero mais propensos a adotar uma conduta varonil e honrosa
e a colocar sua vontade ao lado da vontade de Cristo. Labutaro de
acordo com as normas de Cristo, ajudando os professores a levarem seus
fardos, que Satans gostaria de tornar mais deprimentes fazendo com que
espritos irrefletidos se ocupem com vos artifcios. Procuraro criar
na escola uma atmosfera que, em vez de ser deprimente e debilitante para
as faculdades morais, tornar-se- salutar e estimulante. Procedendo
assim, os estudantes podem ter a convico de que desempenharam sua
parte ao lado de Cristo nessa questo e que no concederam a menor Pg.
251 influncia ou capacidade ao grande adversrio de tudo o que  bom.
Com quanto maior satisfao podero os estudantes lembrar-se de tal
maneira de agir, do que daquela na qual sancionaram planos secretos de
desrespeito e desconsiderao  autoridade! Tero motivo para louvar a
Deus por haverem resistido aos clamores da inclinao e por haverem
colocado sua influncia ao lado da ordem, da diligncia e da obedincia.
Lembre-se todo estudante de que lhe compete ajudar, no impedir, a causa
da educao. Os estudantes em nossas instituies de ensino podem formar
um carter segundo a semelhana divina, ou degradar as faculdades que
lhes foram dadas por Deus, reduzindo-se a um nvel inferior, e no
podero culpar a ningum mais seno a si prprios por se haverem
degradado. Foi feito em favor do homem tudo quanto Deus podia fazer.
Antecipou-se toda necessidade; tomaram-se providncias para toda
dificuldade e emergncia. Tem sido retificado o que  tortuoso,
aplanados os lugares escabrosos, e portanto ningum ser desculpado no
dia do juzo por haver acalentado a descrena e resistido s operaes
do Esprito Santo. Jesus Cristo Se entregou a Si mesmo como sacrifcio
completo em favor de todos os decados filhos e filhas de Ado. Oh! que
humilhao foi suportada por Ele! Como desceu, passo a passo, cada vez
mais baixo na senda da humilhao! No entanto, jamais degradou a alma
com uma nica srdida mancha do pecado! Sofreu tudo isto para que
pudesse erguer, purificar, refinar e enobrecer a cada um de vs, e
colocar-vos sobre Seu trono como co-herdeiros dEle mesmo. Como
confirmareis a vossa vocao e eleio? Qual  o caminho da salvao?
Cristo declara: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida." Joo 14:6.
Por mais pecaminosos e culpados que sejais, sois chamados, sois
escolhidos. "Chegai-vos a Deus e Ele Se chegar a vs outros." Tia. 4:8.
Ningum ser compelido a ir a Jesus Cristo contra a sua vontade. A
Majestade do Cu, o Filho unignito do Deus vivo e verdadeiro abriu o
caminho para irdes a Ele, dando Sua vida como sacrifcio na cruz do
Calvrio. Pg. 252                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet Mas, embora tenha sofrido tudo isto por
vs,  demasiado puro,  demasiado justo para contemplar a iniqidade.
No entanto, at mesmo isto no deve afastar-vos dEle; pois declara: "No
vim chamar justos e sim pecadores ao arrependimento." Mat. 9:13.
Aproximem-se dEle as almas que perecem, assim como esto, sem qualquer
pretexto, mas implorando o sangue expiatrio de Cristo, e sero aceitos
por Deus, o qual habita na glria entre os querubins, acima do
propiciatrio. O sangue de Jesus  um passaporte que nunca falha, por
cujo intermdio todas as vossas peties podem ter acesso ao trono de
Deus. Christian Education, 1893. 34 Um Mal: a Formalidade, no a
Organizao Pg. 253 O mal no  resultado da organizao, mas de
fazer-se de tudo motivo de organizao, e tornar a piedade vital de
pouco valor. Quando a forma e o mecanismo adquirem a preeminncia, e a
obra que devia ser feita com simplicidade  transformada em laboriosa
tarefa, resultar mal, e pouco ser realizado em proporo ao esforo
feito. O objetivo da organizao  justamente o reverso disto; e se
devssemos nos desorganizar, seria como que demolir o que foi
construdo. Maus resultados tm sido vistos tanto na obra da Escola
Sabatina como na sociedade missionria, pelo fato de fazer-se muito de
mecnico, ao passo que a experincia vital  perdida de vista. Em muitos
dos supostos melhoramentos levados a efeito, o que se tem feito 
colocar o molde humano na obra. Tm sido aceitos na Escola Sabatina como
oficiais e professores homens e mulheres cuja mente no estava
espiritualizada, e que no tomaram vivo interesse na obra a eles
cometida; mas apenas mediante o auxlio do Esprito Santo  que se pode
pr em ordem a situao. O mesmo mal que agora existe em nossas igrejas
tem existido h anos. Formalidade, orgulho e amor  ostentao tm
ocupado o lugar de verdadeira piedade e humilde devoo. Veramos
diferente estado de coisas se determinado nmero se consagrasse
inteiramente a Deus, e ento devotasse seus talentos  obra da Escola
Sabatina, avanando sempre em conhecimento, educando-se para que
pudessem instruir a outros quanto aos melhores mtodos a serem
empregados na obra; mas no devem os obreiros procurar mtodos pelos
quais ofeream um espetculo, consumindo tempo em representaes
teatrais e exibies de msica, pois isto no beneficia a ningum. No 
bom ensaiar crianas para que faam discursos em ocasies especiais.
Devem elas ser ganhas para Cristo, e em lugar de despender tempo,
dinheiro e esforo para uma encenao, que todo esforo seja feito a fim
de preparar os molhos para a colheita. Pg. 254 Muitas pessoas parecem
pensar que tudo quanto era necessrio na obra da Escola Sabatina era
organizar a escola e exercitar os alunos para que procedessem em
harmonia com um conjunto de cerimnias e formas; e que se fosse possvel
conseguir pessoas como professores, a Escola Sabatina andaria por si.
Muitas vezes so escolhidos professores que no podem levar almas a
Cristo porque no sabem consider-Lo precioso a sua prpria alma; mas
todos os que no do  alma o valor que os leve a trabalhar como Cristo
desejaria que trabalhassem, no estaro ajuntando com Cristo. "Quem
comigo [notem estas palavras] no ajunta espalha." Mat. 12:30. Se os
professores no sentem a responsabilidade de levar almas a Jesus,
far-se-o indiferentes  verdade; tornar-se-o descuidosos, e a
atmosfera com que circundam a alma operar no sentido de afast-los de
Cristo. E com tais pessoas na Escola Sabatina, haver perptuo conflito
com dificuldades; pois quando os professores assumem o trabalho mas no
tm interesse nele, os alunos participam do mesmo esprito. Conquanto
existam tais dificuldades, poder-se- aboli-las acabando com a
organizao? Estou certa de que o Senhor operou na organizao que tem
sido aperfeioada, e o fato de que h aspectos desalentadores na obra
no deve ser considerado motivo suficiente para desorganizao. Foi-nos
outorgada abundante luz com referncia  organizao das igrejas;
tivemos no entanto uma rdua peleja para aperfeioar a organizao; mas
afinal foi ganha a vitria, e deveria a igreja desorganizar-se agora por
causa de indiferena, formalidade e orgulho? Devemos retornar  desordem
porque membros da igreja no consagrados colocaram na obra o molde
humano e procuraram adaptar a igreja a um padro popular?  certo que a
simplicidade de genuna piedade desapareceu em grande parte da igreja, e
muitos dos que professam seguir a Cristo tornaram-se to cegos que
chegam Pg. 255 a pensar que o ganho  piedade, e dedicam suas energias
s coisas temporais. No reconhecem que toda a sua capacidade
intelectual foi adquirida por Cristo e que devem dedicar-Lhe os melhores
produtos de seu pensamento, para que seja levada avante a Sua causa. Em
vez de dedicar, porm, suas atiladas e claras idias para o avano da
causa, a fim de fortalecer e amparar a igreja, devotam todas as suas
energias  promoo de seus prprios interesses. No ajuntam com Cristo,
mas conduzem para longe dEle por suas palavras e atos. Circundam a alma
de uma atmosfera deletria para a espiritualidade. Professam ser
seguidores de Cristo, mas no O conhecem mediante conhecimento
experimental. No praticam a religio. No procuram ser cristos do
mesmo modo em que aprenderiam um ofcio. Professam crer numa verdade
avanada; mas  evidente que a conservam no ptio exterior; pois ela no
exerce poder santificador sobre a vida e o carter. Eles no compreendem
quanto se acha em jogo; pois est em perigo a salvao de sua prpria
alma e a dos outros. No compreendem que para ser um aroma de vida para
vida devem estar sob disciplina e instruo espiritual, aprendendo na
escola de Cristo. Sem essa disciplina espiritual tornam-se ineficientes,
ignorantes e subdesenvolvidos, e no vem a necessidade de instruo e
conhecimento espiritual que os habilitem a ocupar posies de influncia
e utilidade. Se no se consagrarem inteiramente a Deus, tornando-se
alunos em Sua escola, realizaro um trabalho casual que redundar em
prejuzo para a igreja. Devido a essas influncias no consagradas,
deveramos porm voltar atrs e dilapidar os mtodos que construmos com
grande dificuldade, declarando que toda organizao  um erro? No
ousamos fazer isto. H muitas coisas que precisam ser ajustadas; pois
algumas coisas de pequena importncia recebem muita considerao, ao
passo que outras coisas de grande importncia so negligenciadas e
encaradas como no sendo essenciais. O intelecto humano necessita de
educao literria bem como de instruo espiritual para que se
desenvolva harmoniosamente;                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Pg. 256 pois sem educao literria
os homens no podem ocupar devidamente diversas posies de
responsabilidade. O grande livro educador  a Bblia; no entanto quase
no  lido e posto em prtica. Oxal todo indivduo procurasse tornar-se
tudo o que pudesse, aproveitando suas oportunidades da melhor maneira
possvel, tencionando usar toda faculdade que Deus lhe deu, no
simplesmente para favorecer seus negcios temporais, mas para promover
seus interesses espirituais. Oxal todos procurassem diligentemente
saber que  a verdade, e estudar intensamente para terem linguagem
correta e vozes educadas, a fim de apresentarem a verdade em toda a sua
elevada e enobrecedora beleza. Que ningum imagine que ser levado por
acaso para alguma posio de utilidade. Se quiserem ser usados a fim de
labutar para Deus, agucem os homens as suas faculdades e concentrem o
intelecto com diligente aplicao.  Satans que deseja conservar os
homens em ignorncia e ineficincia, para que se desenvolvam de um modo
unilateral que talvez nunca sejam capazes de corrigir. Quer que os
homens exercitem certo nmero de faculdades com excluso de outras, de
maneira que o intelecto perca seu vigor e, quando houver real
necessidade, no consiga colocar-se  altura da emergncia. Deus deseja
que os homens faam o melhor que podem, e enquanto Satans impele a
mente numa direo, Jesus a atrai noutra direo. Quando a verdade 
recebida no corao, inicia a obra de aprimoramento e santificao do
recebedor. Aquele que acaricia a verdade no sentir que no tem
necessidade de maior esclarecimento, mas reconhecer,  medida que
cumpre a verdade em sua vida prtica, que necessita de contnua luz a
fim de poder aumentar em conhecimento. Ao introduzir a verdade em sua
vida, perceber sua real ignorncia e compreender a necessidade de ter
uma educao mais completa, para que saiba como usar sua capacidade com
o mximo proveito. Existe entre ns carncia de aptides educadas, e no
possumos homens suficientemente preparados para corresponderem ao
trabalho de dirigir nossas igrejas e Escolas Sabatinas. Muitos que
conhecem a verdade no a compreendem Pg. 257 ainda de maneira a se
absterem de introduzir o que  deles prprios ao apresent-la. No esto
preparados para exp-la de modo que seu carter sagrado e solene seja
claro para o povo. Em vez de menos disciplina, necessitam de mais
completo preparo. Impossvel  a qualquer pessoa prever para que funo
poder ser chamada. Talvez seja colocada em situaes em que necessite
de pronto discernimento e argumentos ponderados, e portanto  para honra
de Cristo que se multipliquem entre ns os obreiros bem educados;
estaro mais habilitados a comunicar a verdade de maneira clara,
inteligente, e a verdade deve ser apresentada o quanto possvel livre de
defeitos. A verdadeira educao, quando a mente est sob a influncia
controladora do Esprito Santo,  de grande importncia, e todo
indivduo deve aprender a apreciar devidamente as aptides concedidas
por Deus; e pondo em prtica o conhecimento obtido, poder, mediante a
influncia de seu carter, inculcar em outras pessoas o valor de obter
instruo para o servio de Cristo e incentiv-las a seguir o Seu
exemplo. H muita coisa a ser feita no mundo, e no  proveitoso pr
novatos a labutar com questes de suma importncia. A apatia, a
indolncia, a desateno manifestadas para com a educao causam
espanto, mas agradam bastante a Satans. Deus quer que despertemos de
nossa indiferena e no permitamos mais que as faculdades intelectuais
caiam em dissipao e degenerem em imbecilidade. Os homens devem
apreciar os talentos que lhes foram confiados e aproveitar as
oportunidades colocadas ao seu alcance. Disponde as faculdades mentais
para a ao e, mediante vigoroso esforo, fazei com que o intelecto se
expanda e se desenvolva. H mais necessidade agora do que jamais no
passado, de que nossos rapazes e moas sejam habilitados
intelectualmente para a obra. Nossas Escolas Sabatinas precisam no
somente de obreiros intelectuais, mas tambm de obreiros espirituais, e
o intelecto obtm seu tono e eficincia por meio de cabal disciplina.
Mediante estudo superficial, o intelecto perde gradualmente o seu tono e
degenera em imbecilidade, Pg. 258 no sendo mais capaz de realizar
esforos exaustivos. Mas a educao prepara as pessoas para reconhecer e
efetuar a exata modalidade de trabalho que deve ser feita neste tempo.
Cabal disciplina, sob a direo de um sbio professor, tem mais valor do
que dons e aptides naturais sem disciplina. O Senhor manifestou Seu
apreo para com o homem dando Seu Filho unignito para redimi-lo.
Satans tambm tem manifestado seu apreo pela aptido bem disciplinada
e santificada, mediante os engenhosos mtodos com que procura desviar do
servio de Deus o corao e a mente de tal indivduo, para que consiga
lev-lo a unir-se s fileiras da apostasia. Como um anjo de luz, ele se
aproxima com suas insinuaes a fim de atrair os homens para o seu
servio; pois ele sabe que um homem ou mulher instrudos, quando no se
acham sob a direo do Esprito de Deus, podem ser muito teis para ele.
Assediar o estudante com tentaes especiosas, procurando induzi-lo a
orgulhar-se de suas realizaes e a imaginar que  um grande personagem,
para que confie em si mesmo e caminhe nas fascas que ele mesmo acendeu.
Assim  levado a separar a alma de Deus, a Fonte de toda luz e
conhecimento, e, para que exalte a si mesmo, a unir-se com Satans, o
originador de todo pecado. O temor do Senhor  o princpio de toda a
sabedoria; e quando no se confia em Deus, o resultado da educao tende
somente a elevar a impiedade. A razo por que a igreja  dbil e
ineficiente  haver falta da graa de Cristo entre os que professam a
verdade para estes ltimos dias. Se o Senhor j falou alguma vez por meu
intermdio, h pecados de quase toda a espcie acariciados por muitos
que pretendem ser filhos de Deus; e a no ser que eles se separem de
Satans e se apeguem a Jesus, Justia nossa, a maldio de Deus estar
sobre os que tm tido grande luz, mas preferiram andar nas trevas.
"Passou, ento, Jesus, a increpar as cidades nas quais Ele operara
numerosos milagres, pelo fato de no se terem arrependido: ai de ti,
Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, Pg. 259 se em Tiro e em Sidom se
tivessem operado os milagres que em vs se fizeram, h muito que elas se
teriam arrependido com pano de saco e cinza. E, contudo, vos digo: No
dia do juzo, haver menos rigor para Tiro e Sidom do que para vs
outras. Tu, Cafarnaum, elevar-te-s, porventura, at ao cu? Descers
at ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os
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milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido at ao dia de hoje.
Digo-vos, porm, que menos rigor haver, no dia do juzo para com a
terra de Sodoma, do que para contigo." Mat. 11:20-22.  algo terrvel
ter grande luz e bno, ter muitas oportunidades e privilgios, e no
us-los, entretanto, para a salvao. Os que no aproveitam as
oportunidades para salvar-se, sero condenados pelos privilgios que
Deus lhes concedeu; mas os que andam na luz tero cada vez maior luz. Os
que tiveram a luz da verdade, mas deixaram de andar na luz, encontram-se
sob a mesma sentena condenatria que Corazim e Betsaida. No devero
ser atendidas tais advertncias? No devero tais admoestaes exercer
um impacto sobre ns? No futuro prximo ser visto com exatido quem
andou humildemente com Deus e quem obedeceu a Suas ordens. Os que
caminharam nas fascas que eles mesmos acenderam estaro cheios de
tristeza. Ver-se- que cometeram um terrvel erro. Oh! despertemos! A
luz est brilhando agora; sejam abertas as janelas da mente e do corao
a fim de acolher os raios enviados pelo Cu. Ter Jesus de dizer dos que
professam obedecer  verdade mas recusam andar em sua luz: "Neles se
cumpre a profecia de Isaas: Ouvireis com os ouvidos, e de nenhum modo
entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o
corao deste povo est endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos
e fecharam os olhos; para no suceder que vejam com os olhos, ouam com
os ouvidos, entendam com o corao, se convertam e sejam por Mim
curados"? Mat. 13:14 e 15. Christian Education, 1893. 35 Aos Professores
Pg. 260 Todos os que tm de lidar com a educao da classe mais nova de
estudantes devem considerar que essas crianas so afetadas pela
atmosfera reinante, e sentem as suas impresses, quer seja agradvel
quer desagradvel. Se o professor est ligado com Deus, se Cristo habita
em seu corao, o esprito nutrido por ele  percebido pelas crianas.
Quando um professor manifesta impacincia ou irritabilidade para com uma
criana, esta talvez no tenha nem metade da culpa que cabe ao
professor. Os mestres ficam cansados com seu trabalho, e ento qualquer
coisa que as crianas dizem ou fazem no se harmoniza com os seus
sentimentos; consentiro, porm, que neles penetre o esprito de
Satans, incentivando-os a suscitar nas crianas sensaes muito
desagradveis e molestas, por sua prpria falta de tato e de sabedoria
proveniente de Deus? No se deve empregar um professor a menos que se
tenha provas bem concretas de que ele ama a Deus e receia ofend- Lo.
Caso os professores sejam ensinados por Deus, se aprendem diariamente na
escola de Cristo, labutaro segundo as normas de Cristo. Cativaro e
atrairo com Ele; pois toda criana e todo jovem so preciosos. Todo
professor necessita de que Cristo habite em seu corao pela f, e de
possuir genuno esprito de abnegao e sacrifcio por amor a Cristo. O
indivduo pode ter suficiente educao e conhecimento nas cincias para
lecionar; mas foi averiguado se ele possui tato e sabedoria para lidar
com mentes humanas? Se os mestres no tm no corao o amor de Cristo,
no se acham habilitados para serem postos em contato com crianas e
para assumir as solenes responsabilidades colocadas sobre eles, de
educar tais crianas e jovens. Eles mesmos carecem da educao e do
preparo mais elevado e no sabem como lidar com mentes humanas. O
esprito de seu corao natural e insubordinado procura assumir o
controle, e submeter o malevel intelecto e carter das crianas a
semelhante disciplina, Pg. 261 equivale a deixar na mente cicatrizes e
leses que jamais se dissiparo. Caso o professor no possa ser levado a
sentir a responsabilidade e o cuidado que sempre deveria revelar ao
lidar com mentes humanas, sua educao tem sido, nalguns casos, muito
imperfeita. A instruo recebida na vida familiar tem sido prejudicial
para o carter, e  deplorvel que esse carter e essa orientao
deficiente se reproduzam nas crianas colocadas sob a sua direo. Somos
submetidos  prova diante de Deus para ver se podemos fazer parte
individualmente do nmero de remidos de que se compor a famlia no Cu.
"Vi tambm os mortos, os grandes e os pequenos, postos em p diante do
trono. Ento, se abriram livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi
aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o
que se achava escrito nos livros." Apoc. 20:12. So aqui representados o
grande trono branco e Aquele que nele Se assenta, de cuja presena
fugiram a Terra e o cu. Todo professor deve considerar que realiza sua
obra  vista do Universo celestial. Toda criana com que o professor 
posto em contato foi adquirida pelo sangue do Filho unignito de Deus, e
Aquele que morreu por essas crianas quer que sejam tratadas como Sua
propriedade. Certificai-vos, professores, de que vosso contato com cada
uma dessas crianas seja de tal natureza que no tenhais de
envergonhar-vos quando vos encontrardes com elas no grande dia em que
toda palavra e ao passar em revista diante de Deus e, com o seu fardo
de resultados, patentear-se perante vs individualmente. "Comprados por
preo" (I Cor. 6:20) - oh! que preo, s a eternidade o poder revelar!
O Senhor Jesus Cristo tem infinita ternura para com os que Ele comprou 
custa de Seus prprios sofrimentos na carne, a fim de que no perecessem
com o diabo e seus anjos, mas pudessem ser por Ele reivindicados como
Seus escolhidos. So eles a reivindicao de Seu amor, de Sua
propriedade peculiar; e contempla-os com inexprimvel afeto, dando a
fragrncia de Sua prpria justia a Seus amados que Pg. 262 nEle crem.
 preciso tato e sabedoria, humano amor e santificada afeio pelos
preciosos cordeiros do rebanho, a fim de lev- los a ver e apreciar o
privilgio de se submeterem  terna guia dos pastores fiis. Os filhos
de Deus exercero a mansido de Jesus Cristo. Mestres, Jesus Se encontra
em vossa escola todos os dias. Seu grande corao de infinito amor 
atrado, no somente para as crianas mais bem comportadas, que vivem
nos mais favorveis ambientes, mas para aquelas que receberam por
herana objetveis traos de carter. Os prprios pais no tm
compreendido quanto so responsveis pelas qualidades desenvolvidas nos
filhos, no tendo sabedoria e ternura para lidar com essas pobres
crianas, a quem fizeram o que so. Deixam de remontar
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causa dessas desalentadoras manifestaes que constituem uma provao
para eles. Jesus, porm, contempla com piedade e amor essas crianas,
pois Ele v e raciocina da causa para o efeito. O professor ou a
professora pode ligar essas crianas a seu corao por meio do amor de
Cristo habitando no templo da alma como doce fragrncia, como aroma de
vida para vida. Os professores podem, mediante a graa de Cristo a eles
comunicada, ser o vivo instrumento humano - ser cooperadores de Deus -
para iluminar, enaltecer, animar e ajudar a purificar a alma de sua
contaminao moral; e a imagem de Deus ser revelada na alma da criana,
transformando-se o carter pela graa de Cristo. Quando devidamente
representado pelos que pretendem ser cristos, o evangelho  o poder e a
sabedoria de Deus. Cristo crucificado por nossos pecados deve humilhar
em sua prpria estima toda alma perante Deus. Cristo ressuscitado dentre
os mortos, assunto ao Cu, nosso vivo Intercessor na presena de Deus, 
a cincia da salvao que precisamos aprender e ensinar s crianas e
aos jovens. Jesus declarou: "E a favor deles Eu Me santifico a Mim
mesmo, para que eles tambm sejam santificados na verdade." Joo 17:19.
 esta a obra Pg. 263 que sempre recai sobre cada professor. No se
deve fazer nenhum trabalho descuidado neste sentido, pois at a educao
das crianas nas escolas dirias requer muito da graa de Cristo e
subjugao do prprio eu. Os que so naturalmente irritveis, facilmente
provocados, e tm acariciado o hbito de criticar e pensar mal, deveriam
ter outra espcie de trabalho, que no reproduza, nas crianas e nos
jovens, qualquer de seus traos desagradveis de carter, pois aqueles
custaram preo demasiado alto. O Cu v na criana o homem ou a mulher
no desenvolvidos, com aptides e poderes que, corretamente orientados e
desenvolvidos, com sabedoria celestial, tornar-se-o os instrumentos
humanos pelos quais as influncias divinas podem cooperar, para serem
coobreiros de Deus. Palavras speras e contnua censura confundem, mas
no reformam a criana. No pronuncieis essa palavra irritada; conservai
vosso prprio esprito sob a disciplina de Jesus Cristo; aprendereis
ento a ter compaixo e simpatia para com os que estiverem sob vossa
influncia. No vos mostreis impacientes nem speros; pois, se essas
crianas no precisassem educar-se, no necessitariam das vantagens da
escola. Elas devem ser paciente, bondosa e amorosamente ajudadas ao
subir a escada do progresso, subindo degrau aps degrau na obteno de
conhecimentos.  um instrumento que opera diariamente que deve ser posto
em exerccio, uma f que atua pelo amor e purifica a alma do educador. 
a revelada vontade de Deus acatada como vossa autoridade suprema? Se
Cristo, a esperana da glria,  formado no interior, a verdade de Deus
agir de tal maneira sobre vosso temperamento natural, que seu poder
transformador ser revelado num carter transformado, e no convertereis
a verdade de Deus em mentira perante qualquer de vossos alunos, por
vossa influncia mediante as manifestaes de no santificado corao e
temperamento; nem revelareis que a graa de Cristo no  suficiente para
vs em todas as ocasies e em todos os lugares, por vossa exteriorizao
de um temperamento egosta, impaciente e que no se assemelha ao de
Cristo, ao lidar com a mente humana. Evidenciareis, assim, que a
autoridade de Deus sobre vs no  meramente Pg. 264 nominal, mas em
realidade e verdade. Deve haver uma separao de tudo o que  objetvel
ou no cristo, por mais difcil que seja para o verdadeiro crente.
Indagai, professores que realizais a vossa obra no s para o presente
mas para a eternidade: O amor de Cristo constrange meu corao e minha
alma ao lidar com as preciosas almas pelas quais Jesus deu Sua prpria
vida? Sob Sua disciplina constrangedora, so dissipados velhos traos de
carter que no se harmonizam com a vontade de Deus, e substitudos por
outros inteiramente diferentes? "Dar-vos-ei corao novo." Ezeq. 36:26.
Todas as coisas tornaram-se novas por meio de vossa converso ao Senhor
Jesus Cristo? Por palavras e laborioso esforo, estais semeando tal
semente nestes jovens coraes que podeis convidar o Senhor a reg-la,
para que, com Sua justia imputada, se transforme numa esplndida
colheita? Perguntai a vs mesmos: Por minhas prprias palavras no
santificadas e impacincia, e por falta da sabedoria do alto, ser que
estou confirmando estes jovens em seu esprito perverso, por verem que
seu professor tem um esprito contrrio ao de Cristo? Se eles morrerem
em seus pecados, acaso no serei responsvel por sua alma? A alma que
ama a Jesus, que aprecia o poder salvador de Sua graa, sentir tal
atrao por Cristo que desejar trabalhar segundo as Suas normas. Ele
no pode nem ousar deixar que Satans controle seu esprito e que sua
alma seja circundada de pernicioso miasma. Ser posto de lado tudo o que
corrompe a sua influncia, porque se ope  vontade de Deus e faz
perigar a alma das preciosas ovelhas e dos cordeiros. Compete-lhe vigiar
pelas almas, como quem deve prestar contas. Onde quer que, em Sua
providncia, Deus nos tenha colocado, seremos guardados por Ele; a nossa
fora ser como os nossos dias. Todo aquele que transige com seus
sentimentos e impulsos naturais torna-se dbil e indigno de confiana,
pois  um conduto pelo qual Satans pode comunicar-se para manchar e
corromper muitas almas. Esses pecaminosos acessos que controlam a pessoa
tendem a enerv-la, e ignomnia e confuso constituem o infalvel
resultado. O esprito de Jesus Cristo sempre exerce um poder renovador e
restaurador Pg. 265 sobre a alma que se compenetra de sua prpria
debilidade e corre para o Ser imutvel que pode conceder graa e poder
para resistir ao mal. Nosso Redentor tinha uma natureza humana muito
compreensiva. Seu corao sempre se comovia diante do manifesto
desamparo da criana exposta a maus tratos; pois Ele amava as crianas.
O mais fraco clamor do sofrimento humano jamais chegava inutilmente ao
Seu ouvido. E todos os que assumem a responsabilidade de instruir os
jovens depararo com coraes empedernidos, disposies perversas, e sua
obra  cooperar com Deus na restaurao de Sua imagem moral em cada
criana. Jesus - precioso Jesus - havia em Sua alma uma completa fonte
de amor. Os que ensinam as crianas devem ser homens e mulheres de
princpios. A vida religiosa de um grande nmero de indivduos que
professam ser cristos  de molde a revelar que no so cristos. Esto
constantemente representando mal a Cristo, falsificando-Lhe o carter.
No percebem a importncia dessa transformao
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carter, e que precisam adaptar-se a Sua semelhana divina. s vezes
exibiro tambm ao mundo um falso aspecto do cristianismo, que causar a
runa das almas colocadas em associao com eles, pelo prprio motivo de
que, embora professem ser cristos, no se acham sob a direo de Jesus
Cristo. Seus traos de carter hereditrios e cultivados so acariciados
como preciosas habilitaes, quando, em realidade, exercem deletria
influncia sobre outras mentes. Em termos bem claros e simples, caminham
nas fascas que eles mesmos acenderam. Possuem uma religio sujeita s
circunstncias e controlada por elas. Se tudo parece correr da maneira
que lhes apraz, e no h circunstncias irritantes que ponham a
descoberto sua natureza insubmissa e que no se assemelha  de Cristo,
so condescendentes e agradveis, e sero muito atraentes. Quando
ocorrerem certas coisas na famlia ou em sua associao com outros, que
perturbem sua paz e provoquem seu mau temperamento, se colocarem todas
as circunstncias diante de Deus e continuarem a fazer seu pedido,
suplicando Sua graa antes de se empenharem nas tarefas dirias Pg. 266
como professores, e conhecerem por si mesmos o poder e a graa e o amor
de Cristo habitando em seu corao antes de iniciarem suas labutas,
anjos de Deus so levados com eles para a sala de aula. Se entrarem,
porm, na sala de aula com um esprito exasperado e irritado, a
atmosfera moral que circunda sua alma deixar sua impresso sobre as
crianas que se acham sob os seus cuidados, e, em vez de estarem
habilitados para instruir as crianas, necessitam de algum para
ensinar-lhes as lies de Jesus Cristo. Todo professor que aceita a
responsabilidade de educar as crianas e os jovens deve examinar-se a si
mesmo e raciocinar criteriosamente da causa para o efeito. A verdade de
Deus tomou posse de minha alma? Tem sido introduzida em meu carter a
sabedoria que provm de Jesus Cristo, a qual ", primeiramente, pura;
depois, pacfica, indulgente, tratvel, plena de misericrdia e de bons
frutos, imparcial, sem fingimento"? Tia. 3:17. Enquanto ocupo a
responsvel posio de educador, acalento o princpio de que " em paz
que se semeia o fruto da justia, para os que promovem a paz"? Tia.
3:18. A verdade no deve ser guardada para ser posta em prtica quando
isto nos aprouver, mas em todas as ocasies e em todos os lugares.
Mentes equilibradas e caracteres simtricos requerem-se como ensinadores
em todos os ramos. No confieis esta obra s mos de rapazes e moas que
no sabem como tratar com as mentes humanas. To pouco sabem eles do
poder controlador da graa sobre seu corao e carter, que precisam
desaprender e aprender inteiramente novas lies da experincia crist.
Jamais aprenderam a manter sua prpria alma e carter sob a disciplina
de Jesus Cristo e a levar-Lhe cativos os pensamentos. No trato com
crianas e jovens deparam-se todas as espcies de caracteres. Sua mente
 impressionvel. Algo que se parea com uma exibio precipitada e
impulsiva por parte da professora pode eliminar sua influncia para o
bem sobre os estudantes a quem pretende estar educando. E contribuir
tal educao para o Pg. 267 bem-estar eterno, presente e futuro, das
crianas e dos jovens? Para seu benefcio espiritual,  necessrio
exercer sobre eles a devida influncia. Devem ser dadas constantemente
instrues para estimular as crianas na formao de hbitos corretos de
linguagem, voz e comportamento. Muitas dessas crianas no tiveram no
lar o necessrio cultivo. Foram dolorosamente negligenciadas. Algumas
foram deixadas a fazer o que bem entendiam; outras foram censuradas e
desencorajadas. Entretanto, pouca delicadeza e boa disposio tm sido
mostradas para com elas, e apenas poucas palavras de aprovao se lhes
tm dito. Herdaram o carter defeituoso dos pais, e a disciplina
aplicada por esses caracteres defeituosos foi repreensvel na formao
do carter. No se tem colocado na construo do carter material
slido. No h obra mais importante a fazer do que a educao e o
cultivo desses jovens e crianas. Os mestres que trabalham nesta parte
da vinha do Senhor precisam aprender primeiro como se tornarem senhores
de si, mantendo sob controle seu temperamento e sentimentos, em sujeio
ao Santo Esprito de Deus. Devem apresentar a evidncia de no possurem
uma experincia unilateral, porm, mente bem equilibrada e carter de
tal maneira simtrico que neles se possa confiar, por serem cristos
conscienciosos e estarem eles prprios debaixo da orientao do grande
Professor, o qual declarou: "Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde
de corao; e achareis descanso para a vossa alma." Mat. 11:29.
Aprendendo ento diariamente na escola de Cristo, podem educar as
crianas e os jovens. Cultivando-se e dominando-se, sob a disciplina na
escola de Cristo, entretendo viva ligao com o grande Mestre, tero
conhecimento inteligente da religio prtica; e, conservando a prpria
alma no amor de Deus, sabero exercer a graa da pacincia e da
suavidade crist. A pacincia, o amor, a longanimidade e a terna
simpatia so postas em atividade. Eles discerniro que tm um
importantssimo campo a cultivar na vinha do Senhor. Pg. 268 Devem
elevar o corao a Deus em sincera orao: S Tu o meu modelo; e ento,
contemplando a Jesus, eles faro a obra de Jesus Cristo. Disse Jesus: "O
Filho nada pode fazer de Si mesmo, seno somente aquilo que vir fazer o
Pai." Joo 5:19. O mesmo acontece com os filhos e filhas de Deus; eles
olham firme e docilmente para Jesus, no fazendo nada como  do seu
agrado e segundo sua prpria vontade e prazer; mas o que, nas lies de
Cristo, tm visto seu Modelo fazer, isso eles tambm fazem. Representam
assim, aos estudantes sob sua instruo, o carter de Jesus Cristo, em
todos os tempos e ocasies. Eles captam os brilhantes raios do Sol da
Justia e refletem esses preciosos raios sobre as crianas e os jovens a
quem esto educando. A formao de hbitos corretos deve deixar sua
impresso sobre a mente e o carter das crianas, para que pratiquem o
que  direito. Significa muito colocar tais crianas sob a influncia
direta do Esprito de Deus, educando e disciplinando-as na doutrina e
admoestao do Senhor. A formao de hbitos corretos e a manifestao
do devido esprito requerem grandes esforos no nome e na fora de
Jesus. O mestre precisa perseverar, apresentando preceito sobre
preceito, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali, com toda a
longanimidade e pacincia, simpatia e amor, ligando essas crianas a seu
corao pelo amor de Cristo revelado em sua prpria pessoa.
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Esta
verdade, no mais alto sentido, pode ser demonstrada e exemplificada
diante das crianas. "Capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que
erram, pois tambm ele mesmo est rodeado de fraquezas. E, por esta
razo, deve oferecer sacrifcios pelos pecados, tanto do povo como de si
mesmo." Heb. 5:2 e 3. Os professores devem ter isso em mente e nunca
perd-lo de vista quando propendem a ficar com os nimos agitados contra
as crianas e os jovens por causa de algum mau procedimento; lembrem-se
de que os anjos de Deus os contemplam com tristeza; porque se as
crianas erram e se portam mal,  tanto Pg. 269 mais necessrio que as
pessoas colocadas sobre elas como professores sejam capazes de
ensin-las por preceito e exemplo. Em caso algum devem perder o domnio
prprio, manifestar impacincia e aspereza, e falta de simpatia e amor;
pois essas crianas so a propriedade de Jesus Cristo, e os professores
tm de ser muito cuidadosos e tementes a Deus no tocante ao esprito que
acariciam e s palavras que proferem, pois as crianas captaro o
esprito manifestado, quer seja bom ou mau. Isto  uma pesada e sagrada
responsabilidade. Requerem-se professores que sejam ponderados, que
tomem em considerao suas prprias debilidades, deficincias e pecados,
e que no sejam despticos nem desanimem as crianas e os jovens. 
necessrio haver muita orao, muita f, muita clemncia e coragem, que
o Senhor est pronto a dar. Pois Deus v toda provao, e os professores
podem exercer maravilhosa influncia se praticarem as lies que Cristo
lhes tem dado. Consideraro, porm, esses professores sua prpria
conduta obstinada, visto que fazem mui dbeis esforos para aprender na
escola de Cristo e praticar mansido crist e humildade de corao? Os
prprios mestres devem encontrar-se em obedincia a Jesus Cristo e estar
sempre praticando Suas palavras, para que exemplifiquem o carter de
Jesus Cristo aos estudantes. Deixai brilhar a vossa luz em boas obras,
em fiel vigilncia e solicitude em favor dos cordeiros do rebanho, com
pacincia, com ternura e com o amor de Jesus em vosso prprio corao.
Colocar nesse setor rapazes e moas que no desenvolveram profundo e
ardente amor a Deus e s almas pelas quais Cristo morreu,  cometer um
erro que redundar na perda de muitas almas preciosas. O professor
precisa ser suscetvel s influncias do Esprito de Deus. Ningum que
se torne impaciente e irritado deve ser um educador. Os professores
devem considerar que esto lidando com crianas, no com homens e
mulheres. So crianas que tm tudo a aprender, e algumas tm muito mais
dificuldade do que outras para faz-lo. O aluno de pouca cultura
necessita de muito mais Pg. 270 encorajamento do que tem recebido. Se
forem colocados sobre esses espritos diferentes professores que se
deleitam naturalmente em dar ordens, mandar e engrandecer-se a si mesmos
em sua autoridade, que procedero com parcialidade, tendo favoritos aos
quais daro preferncias, enquanto outros so tratados com exatido e
severidade, produzir-se- um estado de confuso e insubordinao.
Professores que no tiveram uma experincia deleitosa e bem equilibrada
podem ser escolhidos para tomar conta de crianas e jovens, mas 
causado grande dano aos que so instrudos por eles. Os pais devem
encarar esta questo sob um aspecto diferente. Eles devem sentir que 
seu dever cooperar com o professor, incentivar sbia disciplina e orar
muito por aquele que est ensinando os seus filhos. No ajudareis as
crianas irritando-as, censurando-as ou desalentando- as; tampouco
desempenhareis uma boa parte ajudando-as a rebelar-se, e a ser
desobedientes, indelicadas e desamveis, devido ao esprito que
desenvolveis. Se realmente sois cristos, Cristo estar habitando em vs
e tereis o esprito dAquele que deu a vida pelos pecadores; e a
sabedoria de Deus ensinar-vos- em toda emergncia qual o procedimento a
ser adotado. As crianas tm necessidade de que sejam exercidos sobre
elas e praticados  sua frente constantes, firmes e vivos princpios de
justia. Assegurai-vos de deixar brilhar a verdadeira luz diante de
vossos alunos. H falta da luz do Cu. Nunca permitais que o mundo tenha
a impresso de que vosso esprito, gostos e aspiraes no so de
natureza mais elevada e pura do que os das pessoas mundanas. Se nas
vossas aes causais esta impresso sobre eles, fazeis com que uma luz
falsa e enganosa os conduza  runa. A trombeta tem que dar o sonido
certo. Foi traada pelo Deus eterno ampla, clara e profunda linha
demarcatria entre os justos e os injustos, entre os piedosos e os
perversos, entre os que so obedientes aos mandamentos de Deus e os que
so desobedientes. A escada que Jac contemplou na viso noturna - cuja
base assenta na Terra e o degrau mais elevado atinge os mais Pg. 271
altos Cus; estando o prprio Deus acima da escada e incidindo Sua
glria sobre cada degrau; anjos subindo e descendo sobre essa escada de
fulgurante esplendor -  um smbolo da constante comunicao mantida
entre este mundo e os lugares celestiais. Deus executa Sua vontade por
intermdio de anjos celestes em contnua comunicao com a humanidade.
Essa escada revela um direto e importante meio de comunicao com os
habitantes da Terra. Ela representou para Jac o Redentor do mundo que
une a Terra com o Cu. Todo aquele que tem visto a evidncia e a luz da
verdade e que aceita a verdade, professando sua f em Jesus Cristo,  um
missionrio no mais alto sentido da palavra.  o recebedor de tesouros
celestiais, e  seu dever transmiti-los, difundindo o que recebeu.
Ento, aos que so aceitos como professores em nossas escolas, est
aberto um campo para ser trabalhado e cultivado para a semeadura da
semente e a colheita do gro amadurecido. Que pode proporcionar maior
satisfao do que ser cooperador de Deus na educao e preparo das
crianas e jovens para amarem a Deus e guardarem os Seus mandamentos?
Guiai a Jesus as crianas que estais instruindo na escola da igreja e na
Escola Sabatina. Que vos pode dar maior alegria do que ver crianas e
jovens seguindo a Cristo, o grande Pastor, o qual chama e as ovelhas e
os cordeiros ouvem-Lhe a voz e O seguem? Que pode espargir mais luz na
alma do obreiro devotado e interessado do que saber que seu perseverante
e paciente esforo no foi vo no Senhor, e ver seus alunos com o brilho
do Sol na alma porque Cristo lhes perdoou os pecados? Que pode dar mais
satisfao ao coobreiro de Deus, do que ver crianas e jovens recebendo
as impresses do Esprito de Deus em verdadeira nobreza de carter e na
restaurao da imagem moral de Deus - crianas buscando a paz que vem do
Prncipe da paz?  a                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet verdade uma servido? Sim, em certo
sentido: ela prende as almas voluntrias em sujeio a Jesus Cristo,
submetendo seu corao  Pg. 272 bondade de Jesus Cristo. Oh!
apresentar em cada esforo missionrio a Jesus Cristo, e Este
crucificado, significa muito mais do que as mentes finitas podem
compreender. "Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgresses e modo
pelas nossas iniqidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele,
e pelas Suas pisaduras fomos sarados." Isa. 53:5. "Aquele que no
conheceu pecado, Ele O fez pecado por ns; para que, nEle, fssemos
feitos justia de Deus." II Cor. 5:21. Esta deve ser a preocupao de
nossa obra. Se algum se julga capaz de ensinar na Escola Sabatina, ou
na escola primria, a cincia da educao, necessita primeiro aprender o
temor do Senhor, que  o princpio da sabedoria, para que possa ensinar
esta cincia, a mais alta de todas. "E a vida eterna  esta: que
conheam a Ti s por nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem
enviaste." Joo 17:3. "Lhes dei as palavras que Me deste; e eles as
receberam, e tm verdadeiramente conhecido que sa de Ti, e creram que
Me enviaste." Joo 17:8. Aqui  apresentada diante de ns a obra de ser
representantes de Cristo, assim como Ele foi o representante do Pai em
nosso mundo. Devemos ensinar as palavras que nos so dadas nas lies de
Cristo. "Lhes dei as palavras que Me deste." Joo 17:8. Temos a nossa
obra, e todo instrutor dos jovens em qualquer aspecto deve receber num
corao bom e honesto o que Deus exps e registrou em Sua Santa Palavra
nas lies de Cristo, aceitando humildemente as palavras da vida.
Achamo- nos no dia antitpico de expiao, e no somente devemos
humilhar o corao diante de Deus e confessar os nossos pecados, mas
tambm, por meio de todo o nosso talento educacional, procurar instruir
aqueles com quem entramos em contato e lev- los por preceito e exemplo
a conhecer a Deus e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou. Oh! quanto almejo
que o Senhor do Cu abrisse muitos olhos que agora se acham cegados,
para que vissem a si mesmos como Deus os v, e para dar-lhes uma
compreenso da obra a ser realizada nos campos de labuta. No tenho,
porm, esperana de que todos os apelos Pg. 273 que fao produzam
resultado, a no ser que o Senhor fale  alma e escreva Seus requisitos
nas tbuas do corao. No pode todo instrumento humano que ora vive ter
uma elevada compreenso do que significa o fato de estar designado para
ele um vasto e importante campo de atividade missionria, sem a
necessidade de ir a regies longnquas? E, embora alguns tenham de
proclamar a mensagem de misericrdia aos que se encontram em lugares
remotos, muitos outros devem proclamar a mensagem aos que esto perto
deles. Nossas escolas devem ser estabelecimentos educativos que
habilitem os jovens a tornarem-se missionrios tanto por preceito como
pelo exemplo. Tenham sempre em mente os que desempenham o papel de
professores, que essas crianas e jovens constituem a aquisio do
sangue do Filho de Deus. Precisam ser levados a crer em Cristo como seu
Salvador pessoal. O nome de cada crente est gravado nas palmas de Suas
mos. O Supremo Pastor est olhando do santurio celestial para as
ovelhas de Seu pasto. Ele "chama pelo nome as Suas ovelhas e as traz
para fora". Joo 10:3. "Se algum pecar, temos um Advogado para com o
Pai, Jesus Cristo, o justo." I Joo 2:1. Oh! que preciosa e bendita
verdade! Ele no trata nenhum caso com indiferena. Sua impressionante
parbola do bom pastor representa a responsabilidade de todo pastor e de
todo cristo que aceitou a posio de professor de crianas e jovens, e
professor de adultos e jovens, em abrir as Escrituras para eles. Se
algum se afasta do aprisco, no  buscado com palavras speras e com um
chicote, mas com atrativos convites para voltar. As noventa e nove
ovelhas que no se desgarraram no despertam o compassivo interesse e o
terno e piedoso amor do pastor. Mas ele busca as ovelhas e os cordeiros
que mais ansiedade lhe causaram, e absorveram mais profundamente sua
compaixo. O desinteressado e fiel pastor deixa o resto das ovelhas,
concentrando todo o seu corao e alma e todas as suas energias em
encontrar a perdida. Em seguida, o quadro - graas a Deus! o pastor
regressa com a ovelha nos braos, regozijando-se a cada passo.
"Alegrai-vos comigo - diz ele Pg. 274 - porque j achei a minha ovelha
perdida." Luc. 15:6. Sinto-me to grata de que, na parbola, tenha sido
encontrada a ovelha. E esta  justamente a lio que o pastor tem a
aprender - xito no trazer de volta as ovelhas e os cordeiros. No nos 
apresentada  imaginao a cena de um contristado pastor voltando sem a
ovelha. E o Senhor Jesus declara que o prazer e a alegria do pastor por
encontrar a ovelha causam prazer e regozijo entre os anjos no Cu. A
sabedoria de Deus, Seu poder e amor, so sem paralelo. So eles a divina
garantia de que ningum, mesmo das extraviadas ovelhas e cordeiros, 
passado por alto, nem abandonado sem socorro. Uma cadeia de ouro - a
misericrdia e a compaixo do poder divino -  passada em torno dessas
almas periclitantes. No haver ento o instrumento humano de cooperar
com Deus? Dever ele mesmo ser pecaminoso, deficiente e falto de
carter, indiferente  alma prestes a perecer? Cristo ligou-o a Seu
trono eterno pelo sacrifcio de Sua prpria vida. A descrio que
Zacarias faz de Josu, o sumo sacerdote,  uma impressionante
representao do pecador pelo qual Cristo est intercedendo para que
seja levado ao arrependimento. Satans acha-se em p  mo direita do
Advogado, resistindo  obra de Cristo e pleiteando contra Ele que o
homem  sua propriedade, visto que o escolheu como seu dominador. Mas o
Defensor do homem, o Restaurador, o mais poderoso dos poderosos, ouve os
reclamos e as alegaes de Satans, e lhe responde: "O Senhor te
repreende,  Satans; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalm, te
repreende: no  este um tio tirado do fogo? Ora, Josu, vestido de
vestidos sujos, estava diante do anjo. Ento falando, ordenou aos que
estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estes vestidos sujos. E a ele
lhe disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqidade, e
te vestirei de vestidos novos. E disse eu: Ponham-lhe uma mitra limpa
sobre a sua Pg. 275 cabea. E puseram uma mitra limpa sobre a sua
cabea, e o vestiram de vestidos; e o anjo do Senhor estava ali". Zac.
3:2-5.                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet Todo professor que assume a responsabilidade de
lidar com espritos humanos tenha em mente que toda alma que propende a
errar e  tentada com facilidade constitui o especial objeto da
solicitude de Cristo, seu advogado. Os sos no precisam de mdico, e,
sim, os doentes. O compassivo Intercessor est pleiteando, e iro
pecaminosos e finitos homens e mulheres repelir uma alma que seja?
Dever qualquer homem ou mulher ser indiferente para com as prprias
almas pelas quais Cristo est pleiteando nas cortes celestiais? Em vosso
modo de ao, deveis imitar os fariseus, que eram impiedosos, e Satans,
que acusa e destri? Oh! humilhareis individualmente a prpria alma
diante de Deus, permitindo que sejam subjugados e quebrantados esses
nervos inflexveis e essa frrea vontade? Afastai-vos da voz de Satans
e de fazer sua vontade, e colocai-vos ao lado de Jesus, apoderando-vos
de Seus atributos, o Possuidor de vivas e ternas sensibilidades, o qual
pode tornar Sua prpria a causa dos aflitos e sofredores. Aquele a quem
muito se perdoou, muito amar. Jesus  um compassivo Intercessor,
misericordioso e fiel sumo sacerdote. Ele, a Majestade do Cu - o Rei da
glria - pode contemplar o homem finito, sujeito s tentaes de
Satans, sabendo que Ele sentiu o poder dos ardis de Satans. "Pelo que
convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmos, [revestindo Sua
divindade com a humanidade], para ser misericordioso e fiel sumo
sacerdote naquilo que  de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque,
naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que so
tentados." Heb. 2:17 e 18. Insto, portanto, convosco, meus irmos, a que
experimenteis labutar segundo as normas em que Cristo labutou. Jamais
deveis vestir o manto da severidade e condenar e denunciar, afugentando
do aprisco pobres e tentados mortais; mas, como cooperadores de Deus,
curai os que se acham espiritualmente enfermos. Fareis isto se Pg. 276
tiverdes a mente de Cristo. "Porque no temos um sumo sacerdote que no
possa compadecer-Se das nossas fraquezas; porm um que, como ns, em
tudo foi tentado, mas sem pecado." Heb. 4:15. "No sabes, no ouviste
que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da Terra, nem Se
cansa, nem Se fatiga? No h esquadrinhao do Seu entendimento." Isa.
40:28. Christian Education, 1893. 36 Suspenso de Estudantes Pg. 277
Desejo que compreendais uma coisa, a saber: que no tenho estado de
acordo com a expulso de estudantes da escola, a no ser que a
depravao humana e a gritante licenciosidade tornem isso necessrio,
para que outros no sejam corrompidos. Tem havido erro em mandar embora
da escola estudantes, como no caso de ______, de ______ e outros casos,
o que tem sido um grande mal, e almas tratadas desse modo tm aberto
diante de si um procedimento que as tem retido nas fileiras do
adversrio, como inimigos armados e equipados. Alm disso, no que
respeita a tornar pblicos  escola os erros dos estudantes, tenho sido
levada a ver e ouvir alguns desses desmascaramentos, sendo-me ento
mostrada a sua influncia posterior. Isso tem sido prejudicial em todos
os sentidos e no exerce benfica influncia sobre a escola. Se os que
desempenham uma parte nessas coisas possussem o esprito e a sabedoria
de Cristo, teriam discernido um meio de corrigir as dificuldades
existentes mais  semelhana de Jesus Cristo. Nunca se auxilia um
estudante humilhando-o perante toda a escola. Isso provoca uma ferida
que mortifica. No sara nem cura coisa alguma. H estudantes que so
suspensos da escola. Por este ato so arremessados no campo de batalha
de Satans a fim de competirem com principados e potestades, sem
armadura ou defesa, para tornarem-se fcil presa dos ardis de Satans.
Permiti que vos fale uma palavra em nome do Senhor. Quando  adotado um
procedimento adequado, nos casos em que os estudantes parecem ser
desencaminhados com tanta facilidade, no haver necessidade de
suspenso ou expulso. H uma maneira correta, e o Esprito do Senhor
precisa sensibilizar o instrumento humano, pois do contrrio sero
cometidos graves erros. Lidar com mentes humanas  a mais bela obra que
j foi empreendida por seres humanos. Os professores devem considerar
que no esto lidando com anjos, porm com seres humanos com idnticas
paixes que eles prprios. Os caracteres no so formados num s molde.
H aspectos de carter Pg. 278 de toda a espcie recebidos como herana
pelas crianas. So assim revelados os defeitos e as virtudes dos traos
de carter. Que todo mestre leve isto em considerao. A deformidade
hereditria e cultivada do carter humano, bem como a beleza de carter,
tero de ser enfrentadas, e muita graa cultivada no mestre a fim de
saber como lidar com os errantes para seu bem presente e eterno. O
impulso, a impacincia, o orgulho, o egosmo e a presuno, se
acariciados, causaro grande nmero de males que podem lanar a alma no
campo de batalha de Satans, sem sabedoria para dirigir a embarcao,
mas estando em perigo de ser arremessada de uma parte para a outra, ao
bel-prazer das tentaes de Satans, at naufragar. Todo professor tem
de vigiar seus prprios traos peculiares de carter para que Satans
no o use como seu agente para destruir almas, por meio dos seus
prprios traos de carter no consagrados. A nica segurana para os
professores est em aprenderem diariamente na escola de Cristo, Sua
mansido, Sua humildade de corao; porque ento o eu estar escondido
em Cristo, e ele tomar pacientemente o jugo de Cristo, considerando que
est lidando com Sua herana. Tenho de declarar-vos que me foi mostrado
que nem sempre tm sido empregados os melhores mtodos ao lidar com os
erros e as faltas dos estudantes, e o resultado  que almas tm sido
postas em perigo, e algumas se perderam. O mau temperamento dos
professores, atitudes imprudentes, a prpria dignidade, tm realizado
nefanda obra. No existe forma de vcio, mundanismo ou embriaguez que
efetue mais perniciosa obra sobre o carter, amargurando a alma e
suscitando males que reprimem o bem, do que paixes humanas que no
esto sob o domnio do Esprito de Deus. Jamais compensa irar-se, ficar
exacerbado e irritado. Quantos prdigos so mantidos fora do reino de
Deus pelo desagradvel carter dos que alegam ser cristos! Cime,
inveja, orgulho e sentimentos descaridosos, justia prpria, irritar-se
com facilidade, pensar o mal, aspereza, ser frio e indiferente - so
estes os atributos de Satans. Os professores depararo com essas coisas
no carter dos estudantes.  algo terrvel ter de lidar com essas
coisas; mas, procurando banir esses males, o
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Pg.
279 obreiro tem em muitos casos desenvolvido atributos similares que tm
arruinado a alma daquele com quem ele est lidando. No h, realmente,
lugar no Cu para tais disposies. O homem com semelhante carter s
tornaria o Cu infeliz, pois ele mesmo  infeliz. "Aquele que no nascer
de novo - disse Cristo - no pode ver o reino de Deus." Joo 3:3. Para
entrar no Cu, a pessoa deve ter Cristo formado em seu ntimo, a
esperana da glria, e levar o Cu consigo. Unicamente o Senhor Jesus
pode moldar e transformar o carter. Por falta de pacincia, bondade,
clemncia, altrusmo e amor, as manifestaes dos traos de carter
ocorrem involuntariamente quando se est desprevenido, e palavras no
crists e a falta de semelhana de carter com Cristo irrompem s vezes
para runa da alma. "No folga com a injustia." I Cor. 13:6. Notai
isto. O apstolo queria dizer que onde h o cultivo de genuno amor por
preciosas almas, ele ser revelado em favor dos que mais tm necessidade
daquela pacincia que  longnima e benigna, e no estar propenso a
exagerar uma pequena indiscrio ou converter uma injustia em grandes
ofensas imperdoveis; e no tornar as faltas dos outros de capital
importncia. O amor s almas pelas quais Cristo morreu no far o que
tem sido feito por meio de concepes errneas do que competia aos
errantes, expondo seus erros e fraquezas perante toda a escola. Como
pensais que Jesus tem considerado tais atos? Caso estivesse presente,
Ele teria dito aos que faziam essas coisas: "No conheceis as Escrituras
nem o poder de Deus." Mat. 22:29. Pois nas Escrituras  revelado
claramente como se deve lidar com os que erram. Clemncia, bondosa
considerao, "olhando por ti mesmo, para que no sejas tambm tentado",
(Gl. 6:1) abrandariam o corao obstinado e empedernido. O amor de
Jesus cobrir multido de pecados, para que no aflijam o ofensor nem
sejam expostos para suscitar sentimentos de toda a espcie e carter no
corao humano daqueles a quem so revelados tais erros e faltas, e
naquele que assim  tratado. Com demasiada freqncia, ele  impelido ao
desespero. Sua mente acha-se fora do alcance da cura. Ora, a obra  ter
a graa de Cristo na alma que Pg. 280 nunca, jamais, ser culpada de
expor as faltas alheias, a menos que seja uma positiva necessidade.
Procedei segundo a norma de Cristo. A Testemunha verdadeira fala em
Apocalipse 21:5. Praticai o amor. Nada h no cristianismo que seja
excntrico. Se algum no exercitar o brao, ele se torna fraco e
deficiente em energia muscular. A no ser que o cristo exercite suas
faculdades espirituais, no adquire fora de carter e vigor moral. O
amor  uma planta muito preciosa e precisa ser cultivada a fim de que
floresa. A preciosa planta do amor deve ser tratada ternamente
(adestrada), e tornar-se- forte e vigorosa, e rica em produo de
frutos, dando expresso a todo o carter. A natureza semelhante  de
Cristo no  egosta, indelicada, e no ferir a alma dos que esto
lutando com as tentaes de Satans. Penetrar nos sentimentos dos que
so tentados a fim de que as provaes e tentaes sejam conduzidas de
tal modo que realcem o ouro e consumam a escria. Esta  a prtica que
Deus designa para todos. Nessa escola de Cristo todos - tanto os
professores como os alunos - podem aprender diariamente as suas lies:
a ser pacientes, humildes, generosos e nobres. Todos vs tereis de
buscar a Deus com o mximo fervor em orao mesclada de f viva, e a
modeladora mo de Deus realar Sua prpria imagem em vosso carter.
Viro tentaes, mas no levaro a melhor. Mediante a graa encontrada
em abrir o corao  batida e  voz de Jesus, o carter e a experincia
crist tornam-se cada vez mais belos e celestes. Tenhamos em mente que
estamos lidando com almas que Cristo adquiriu para Si mesmo a um preo
infinito. Oh! dizei aos errantes: Deus vos ama; Deus morreu por vs.
Chorai por eles; orai com eles. Derramai lgrimas sobre eles, mas no
fiqueis irados contra eles. Constituem a propriedade adquirida por
Cristo. Procurem todos um carter que expresse amor em todas as suas
aes. "Qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crem em Mim,
melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoo uma m de azenha, e se
submergisse na profundeza do mar." Mat. 18:6. Seria melhor no existir
do que viver dia aps dia Pg. 281 destitudo desse amor que Cristo
revelou em Seu carter e recomendou a Seus filhos. Cristo disse: "Que
vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei a vs." Joo 13:34. Vivemos
num mundo cruel, insensvel, impiedoso. Satans e sua confederao esto
usando todo artifcio para seduzir as almas pelas quais Cristo deu Sua
preciosa vida. Todo aquele que ama a Deus com sinceridade e verdade,
amar as almas pelas quais Cristo morreu. Se desejamos fazer bem s
almas, nosso xito neste sentido ser proporcional  sua confiana na
confiana e estima que lhes dispensamos. O respeito manifestado  alma
humana que luta  o seguro meio atravs de Cristo Jesus para restaurao
do respeito prprio perdido pelo homem. Nossas idias antecipadas do que
ele poder tornar-se so um auxlio que no podemos apreciar
completamente. Temos necessidade da abundante graa de Deus a todo
momento; desfrutaremos ento uma experincia valiosa e prtica, pois
Deus  amor. Quem vive em amor, vive em Deus. Dai amor aos que mais o
necessitam. Os mais desventurados, os que tm o temperamento mais
desagradvel precisam de nosso amor, de nossa ternura, de nossa
compaixo. Os que pem  prova a nossa pacincia necessitam de mais
amor. Passamos pelo mundo s uma vez; qualquer bem que podemos fazer,
devemos faz-lo da maneira mais diligente, incansvel, com o mesmo
esprito que  declarado a respeito de Cristo em Sua obra. Ele no
falhar nem ficar desalentado. Os temperamentos rudes, obstinados,
intratveis, so os que necessitam de mais auxlio. Como podem ser
ajudados? Unicamente praticando, ao lidar com eles, aquele amor que
Cristo revelou ao homem cado. Podeis trat-los como merecem. Que seria
se Cristo nos tivesse tratado assim? Ele, o Inocente, foi tratado como
ns o merecemos. No entanto, somos tratados por Cristo com graa e amor
como no merecamos, mas como Ele merecia. Tratai alguns caracteres como
pensais que eles merecem copiosamente, e cortareis deles o ltimo fio de
esperana, destruireis vossa influncia e arruinareis a alma. Valer a
pena? No; digo centenas de vezes "no"! Ligai essas almas que
necessitam de toda a ajuda que vos  possvel conceder-lhes a um corao
amoroso, simpatizante, compassivo, transbordante de amor semelhante ao
de Cristo, Pg. 282 e salvareis da morte uma alma e cobrireis multido
de pecados. No seria melhor experimentarmos o processo do amor? Sede
cuidadosos com o que fazeis no mbito da suspenso de estudantes. Este 
um assunto solene. A falta dever ser muito grave para requerer essa
disciplina. Ento deve haver meticulosa considerao de todas as
circunstncias relacionadas com o                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet caso. Os estudantes enviados a curta
ou longa distncia do lar, como milhares e milhares de quilmetros,
esto afastados e destitudos das vantagens do lar, e se forem expulsos
ser-lhes-o negados os privilgios da escola. Todas as suas despesas tm
de ser cobertas por algum que teve confiana nesses indivduos e a
esperana de que seu dinheiro no seria investido em vo. O estudante
cai em tentao, e tem de ser disciplinado por seu erro. Ele percebe
vividamente que seu registro  maculado, e decepciona os que confiaram
nele, esperando que desenvolvesse o carter sob a influncia de seu
preparo na vida escolar, o qual compensar tudo o que foi investido em
seu favor. Mas  suspenso devido ao seu insensato procedimento. Que ir
fazer? A coragem encontra-se no ponto mais baixo; a coragem e mesmo a
varonilidade no so acalentadas. Ele tem despesas, e  perdido precioso
tempo. Quem  terno e bondoso para sentir o peso dessas almas? No
admira que Satans se prevalea das circunstncias. Eles so lanados no
campo de batalha de Satans, e os piores sentimentos do corao humano
so postos em exerccio, fortalecidos e confirmados. Exponho o caso como
me foi apresentado. Quisera que todos pudessem discernir isto como me
foi mostrado em todos os seus aspectos. Penso que haveria modificaes
radicais em numerosas regras e maneiras de lidar com mentes humanas.
Haveria maior nmero de mdicos para curar almas humanas e que
compreendam como lidar com espritos humanos. Seria manifestado muito
mais perdo, simpatia e amor, e exercidas muito menos influncias
desalentadoras e destrutivas. Suponhamos que Cristo lidasse com todos os
Seus filhos e filhas que dEle tomam conhecimento, como os instrumentos
humanos, como os professores lidam com os que se acham sob a sua
responsabilidade; Pg. 283 que, quando a lei do Senhor, Seus preceitos e
injunes so desatendidos por ns, os culpados sejam expulsos ou
suspensos, afastando-se o errante de Suas influncias salvadoras,
enaltecedoras e educativas, e deixando-se que escolha seu caminho e
procedimento sem a ajuda divina - que sucederia com as nossas almas? Seu
constante amor perdoador est prendendo a Si mesmo o interesse de nossa
alma. Oh! a grandeza do amor de Jesus me deslumbra ao consider-lo. O
jugo de Cristo  suave e o Seu fardo  leve. Quando participarmos mais
plenamente do amor de Jesus pela prtica, veremos resultados muito
diferentes em nosso prprio progresso como cristos, e na moldagem do
carter dos que so postos em relao conosco. A questo mais difcil
para os indivduos  renunciar ao que julgam ser seus direitos. O amor
no procura os seus interesses. O amor de origem divina penetra alm da
superfcie. O amor no se ufana, no se ensoberbece. Fortalecido pela
graa de Cristo, o amor no se conduz inconvenientemente. Quem vive em
amor, vive em Deus. Deus  amor. Todos necessitamos de amor, bondade,
ternura, compaixo e clemncia. Expeli da alma todo vestgio de egosmo
ou dignidade humana. Quando toda esperana foi excluda de Ado e Eva em
conseqncia de transgresso e pecado; quando a justia requeria a morte
do pecador, Cristo Se entregou a Si mesmo como sacrifcio pelo pecado do
mundo. O mundo estava sob condenao. Cristo tornou-Se substituto e
fiador do homem. Daria Sua vida pelo mundo, que  representado como a
nica ovelha perdida que se desgarrou do aprisco, cuja culpa e desamparo
foram lanados contra eles e estorvavam o caminho, impedindo seu
regresso. "Nisto consiste o amor: no em que ns tenhamos amado a Deus,
mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciao pelos
nossos pecados." I Joo 4:10. "Todos ns andamos desgarrados como
ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair
sobre Ele a iniqidade de ns todos." Isa. 53:6. Todo filho e filha de
Deus, caso neles habite o Salvador, representar a Cristo. Pg. 284 Toda
alma que no tem a habitao do Salvador revelar este fato pela falta
de um carter semelhante ao de Cristo. O amor no  acalentado e posto
em prtica. "Exaltemos o Salvador ressuscitado", em nossas palavras, em
nossa conversao, em nosso trato com os errantes. Pelo peso que 
colocado sobre mim, sei que muitos que exercem funes em nossas escolas
necessitam eles prprios de aprender, na escola de Cristo, Sua mansido,
Seu terno trato com os errantes, Sua compaixo e amor. At que sejam
desvanecidos e a escria se separe do carter, trabalharo em
contradio. Estou com o corao profundamente angustiado devido a
graves resultados que tm seguido a procedimentos insensatos, mais
graves do que muitos esto dispostos a admitir perante sua prpria
conscincia ou perante Deus. O eu  to grande em muitos, sempre lutando
pela supremacia! H os que professam ser seguidores de Jesus Cristo,
jamais tendo morrido para o prprio eu. Nunca caram sobre a rocha,
ficando em pedaos. At que isto se d, vivero para si mesmos, e se
morrerem como esto, ser para sempre demasiado tarde para endireitarem
os seus erros. Eu amo suas almas, Jesus ama suas almas e realizar uma
boa obra por eles, se eles se humilharem sob Sua poderosa mo,
arrependerem-se e se converterem, entregando-se cada dia a Deus. Deve
ser uma entrega constante, diria. Precisamos ser homens e mulheres
expeditos, sempre vigilantes sobre o prprio eu e procurando aproveitar
toda oportunidade para fazer o bem, e somente o bem, s almas pelas
quais Cristo deu Sua vida para torn-las Sua propriedade. Quando os
instrumentos humanos lidam com essas almas em tom severo, magoam o
corao de Cristo e O expem  ignomnia, pois representam mal o carter
de Cristo em seu carter. Disse algum: "Pela Tua brandura me vieste
engrandecer." II Sam. 22:36. Suplico a nosso Pai celestial que todos
quantos se acham relacionados com nossas escolas permaneam em Cristo
como o ramo est unido  videira viva. MS, 1893. 37 Aos Estudantes do
Colgio de Battle Creek Pg. 285 Tenho mui profundo interesse na
instituio educativa de Battle Creek. Durante anos meu esposo e eu
estivemos grandemente preocupados com referncia a estabelecer uma
escola em que nossos jovens e crianas tivessem vantagens de carter
superior s que se encontram nas escolas pblicas comuns ou nos colgios
do mundo. O Senhor especificou claramente qual deve ser o carter da
influncia e instruo que a escola tem, a fim de que seja realizada a
importante obra para a qual foi designada a escola. Visto que o
conhecimento e o temor do Senhor  o princpio da sabedoria, era
necessrio que o estudo da Bblia ocupasse um lugar proeminente entre os
diversos ramos da educao cientfica. O padro da escola devia ser de
elevada ordem,                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet e os princpios de vital piedade sempre
deveriam ser mantidos diante dos estudantes como um aspecto muitssimo
essencial da educao. "E a vida eterna  esta: que conheam a Ti s por
nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo 17:3. Os
jovens deviam ser instrudos acerca dos tempos em que vivemos, e levados
a compreender o que suceder antes do trmino da histria terrestre. Uma
razo por que era necessrio estabelecer nossas prprias instituies
era o fato de que os pais no conseguiam neutralizar a influncia do
ensino que seus filhos estavam recebendo nas escolas pblicas, e os
erros ali ensinados estavam conduzindo os jovens por falsos caminhos.
Nenhuma influncia poderia exercer mais forte impacto sobre a mente dos
jovens e das crianas do que a dos que os estavam educando nos
princpios de cincia. Por esta razo era evidente que precisavam ser
estabelecidas escolas nas quais nossos filhos fossem instrudos no
caminho da verdade. Em nossas escolas foi estipulado que os jovens
deviam ser educados nos princpios da temperana bblica, e Pg. 286
deveria ser exercida sobre eles toda influncia tendente a ajud-los a
evitar as loucuras deste sculo degenerado, que rapidamente estavam
tornando o mundo como uma segunda Sodoma. Em nossas instituies de
ensino deveria ser exercida uma influncia que neutralizasse a
influncia do mundo e no desse incentivo  condescendncia com o
apetite, com a satisfao egosta dos sentidos, com o orgulho, a
ambio, o amor ao vesturio e  ostentao, o amor ao aplauso e 
lisonja, e  disputa por elevadas retribuies e honras como recompensa
pelo bom desempenho escolar. Tudo isso deveria ser desaconselhado em
nossas escolas. Seria impossvel evitar essas coisas enviando-os para as
escolas pblicas, onde seriam postos diariamente em contato com o que
contaminaria sua moral. Atravs do mundo todo havia to grande
negligncia da devida disciplina no lar, que as crianas encontradas nas
escolas pblicas, na maioria dos casos, eram dissolutas e afundadas no
vcio. A obra que ns como um povo devamos realizar neste sentido era
estabelecer uma escola e fazer o trabalho que Jesus Cristo, da coluna de
nuvem, indicara ser a obra de Seu povo - ensinar e educar nossas
crianas e jovens a respeitar os mandamentos de Deus. O visvel desprezo
do mundo pela lei de Deus estava contaminando a moral dos que
professavam observar a lei de Deus. Somos porm convidados a seguir o
exemplo de Abrao. Disse o Senhor a seu respeito: "Porque Eu o tenho
conhecido, que ele h de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele,
para que guardem o caminho do Senhor, para agirem com justia e juzo."
Gn. 18:19. Abrao teve de deixar sua terra natal e a casa de seu pai e
peregrinar numa terra estranha, a fim de introduzir com xito a nova
ordem de coisas em sua famlia. A providncia divina sempre divulgaria
novos mtodos, e deveria ser feito progresso de gerao a gerao a fim
de preservar no mundo o conhecimento do verdadeiro Deus, de Suas leis e
mandamentos. Isto s poderia ser realizado cultivando-se a religio no
lar. Mas no era possvel para Abrao faz-lo enquanto Pg. 287 se
achava cercado de seus parentes e amigos idlatras. Segundo a ordem de
Deus, ele devia partir sozinho e atender  voz de Cristo, o dirigente
dos filhos de Israel. Jesus estava na Terra para instruir e educar o
povo escolhido de Deus. Abrao decidiu obedecer  lei de Deus, e o
Senhor sabia que no haveria de sua parte traio de encargos sagrados,
nem submisso a qualquer outro guia seno quele ao qual se achava na
obrigao de obedecer. Ele reconhecia que era responsvel pela instruo
de sua casa e de seus filhos, e ordenou-lhes que praticassem juzo e
justia depois dele. Ao ensinar-lhes as leis de Deus, mostrou-lhes que o
Senhor  nosso Juiz, nosso Legislador e Rei, e que os pais e os filhos
devem ser governados por Ele; no deve haver opresso da parte dos pais,
nem desobedincia da parte dos filhos. O Senhor ordenou que Moiss fosse
falar com Fara, dizendo-lhe que deixasse Israel sair do Egito. Haviam
estado no Egito durante quatrocentos anos, e tinham estado em servido
aos egpcios. Haviam-se corrompido pela idolatria, e chegou o tempo em
que Deus os chamou para fora do Egito, a fim de que pudessem obedecer a
Suas leis e guardar o Seu sbado, que Ele institura no den. Com
impressionante grandeza, proferiu para eles os Dez Mandamentos, do Monte
Sinai, para que compreendessem o carter sagrado e duradouro da lei e
estabelecessem o fundamento de muitas geraes, ensinando a seus filhos
a obrigatoriedade dos santos preceitos divinos. Esta  a obra que nos
compete realizar. Dos plpitos das igrejas populares  proclamado que o
primeiro dia da semana constitui o sbado do Senhor; mas Deus nos deu
luz, mostrando-nos que o quarto preceito do Declogo  realmente to
obrigatrio como os outros nove preceitos morais.  nossa obra explicar
para nossos filhos que o primeiro dia da semana no  o verdadeiro
sbado e que a sua observncia depois de nos ter vindo a luz a respeito
de qual  o verdadeiro sbado, constitui idolatria e est em franca
oposio  lei de Pg. 288 Deus. A fim de dar-lhes instruo no tocante
aos reclamos da lei de Jeov,  necessrio que separemos nossos filhos
das associaes e influncias mundanas e conservemos diante deles as
Escrituras da verdade, educando-os regra sobre regra, preceito sobre
preceito, para que no se mostrem desleais a Deus. Os protestantes
aceitaram o falso sbado, o filho do papado, e o tm exaltado acima do
sagrado e santificado dia de Deus; e nossas instituies de ensino foram
estabelecidas com a explcita finalidade de neutralizar a influncia dos
que no seguem a Palavra de Deus. Estas razes so suficientes para
mostrar a necessidade de possuirmos nossas prprias instituies
educacionais; pois devemos ensinar a verdade, e no fices e
falsidades. A escola deve completar a educao do lar; e, tanto no lar
como na escola, precisa ser mantida a simplicidade da alimentao, do
vesturio e das diverses. Deve ser criada uma atmosfera que no seja
deletria  natureza moral. Regra sobre regra, preceito sobre preceito,
nossos filhos e nossas famlias devem ser educados para seguirem o
caminho do Senhor, para colocarem-se firmemente ao lado da verdade e da
justia. Devemos manter uma posio contrria a toda espcie de enganos
que confundem as pessoas neste sculo degenerado, em que o erro est
encoberto e to mesclado com a verdade que quase  impossvel, para os
que no se acham familiarizados com as distines que as Escrituras
fazem entre as tradies dos homens e a Palavra de Deus, distinguir a
verdade do erro. Foi                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet afirmado claramente que neste sculo
"apostataro alguns da f, dando ouvidos a espritos enganadores e a
doutrinas de demnios". I Tim. 4:1. Ao ser introduzida a verdade na vida
prtica, deve-se elevar a norma cada vez mais, para corresponder aos
requisitos da Bblia. Isto requerer oposio s modas, costumes,
prticas e mximas do mundo. Influncias mundanas, como as ondas do mar,
chocam-se contra os seguidores de Cristo a fim de afast-los dos
verdadeiros princpios da mansido e da graa de Cristo; mas devem
permanecer to firmes Pg. 289 aos princpios como uma rocha. Requerer
coragem moral fazer isso, e aqueles cuja alma no est firmada  Rocha
eterna, sero arrebatados pela corrente mundana. S podemos permanecer
firmes se nossa vida est escondida com Cristo em Deus. A independncia
moral ser totalmente adequada quando se ope ao mundo. Sujeitando-nos
inteiramente  vontade de Deus, seremos colocados em posio vantajosa e
veremos a necessidade de decidida separao dos costumes e prticas do
mundo. No devemos elevar a nossa norma s bem pouco acima do mundo; e,
sim, tornar a linha demarcatria decididamente manifesta. H na igreja
muitos cujo corao pertence ao mundo, mas Deus insta com os que
pretendem crer na verdade avanada a que se ergam acima da presente
atitude das igrejas populares de hoje. Onde est a abnegao, onde est
o ato de levar a cruz que Cristo disse deveria caracterizar os Seus
seguidores? O motivo por que temos tido to pouca influncia sobre os
parentes e amigos descrentes  havermos manifestado em nossas prticas
pouca diferena decisiva das prticas do mundo. Os pais precisam
despertar e purificar a alma pela prtica da verdade em sua vida
familiar. Quando atingirmos a norma que o Senhor deseja que atinjamos,
as pessoas mundanas consideraro os adventistas do stimo dia como
extremistas esquisitos, singulares e austeros. "Somos feitos espetculo
ao mundo, aos anjos e aos homens." I Cor. 4:9. Achamo-nos sob o solene e
sagrado compromisso para com Deus de educar nossos filhos, no para o
mundo, no para porem suas mos nas mos do mundo, mas para amarem e
temerem a Deus e para guardarem Seus mandamentos. Devemos instru-los
para trabalharem inteligentemente segundo as normas de Cristo, a fim de
apresentarem elevado e nobre carter cristo queles com os quais se
associam. Por esta razo foram estabelecidas as nossas escolas, para que
os jovens e as crianas sejam educados de tal maneira que exeram no
mundo uma influncia para Deus. Por que, ento, deveriam nossas escolas
converter- se ao mundo e seguir seus costumes e modas? "Rogo-vos, pois,
Pg. 290 irmos, pela compaixo de Deus, que apresenteis o vosso corpo
em sacrifcio vivo, santo e agradvel a Deus, que  o vosso culto
racional. E no vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela
renovao do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa,
agradvel e perfeita vontade de Deus." Rom. 12:1 e 2. Quando os que
atingiram a idade da juventude e da varonilidade no vem diferena
alguma entre nossas escolas e os colgios do mundo, e no tm
preferncia no tocante a qual deles iro freqentar, embora o erro seja
ensinado por preceito e exemplo nas escolas do mundo,  ento necessrio
examinar acuradamente as razes que conduzem a semelhante concluso.
Nossas instituies de ensino podem pender para a conformidade mundana.
Podem avanar passo a passo em direo ao mundo; so, porm,
prisioneiros de esperana, e Deus as corrigir e iluminar, trazendo-as
de volta  sua honrada posio de separao do mundo. Estou observando
com intenso interesse, esperando ver nossas escolas completamente
imbudas do esprito de religio pura e sem mcula. Quando estiverem
assim imbudos, os estudantes vero que h uma grande obra a ser feita
segundo as normas de acordo com as quais Cristo trabalhava, e o tempo
que eles tm dedicado s diverses ser empregado para a realizao de
diligente trabalho missionrio. Procuraro fazer o bem a todos quantos
se acham ao seu redor, erguer almas curvadas em desalento e iluminar os
que esto nas trevas do erro. Revestir-se-o do Senhor Jesus Cristo e
nada disporo para a carne, no tocante s suas concupiscncias. Review
and Herald, 9 de janeiro de 1894. 38 Precisa-se de Estudantes que
Cooperem com Deus Pg. 291 Jesus morreu pela humanidade, e ao dar a Sua
vida engrandeceu a humanidade na escala do valor moral para com Deus. O
Filho do Deus infinito revestiu Sua divindade com a humanidade e
submeteu-Se  morte da cruz, para que pudesse tornar-Se um meio pelo
qual a humanidade conseguisse encontrar-se com a divindade. Ele
possibilitou que o homem se tornasse participante da natureza divina e
se livrasse da corrupo das paixes que h no mundo. Cristo trabalha
continuamente para elevar e enobrecer o homem, e requer que toda alma
que resgatou da desesperanada misria coopere com Ele na grandiosa obra
de salvar os perdidos. No devemos armar ciladas e fazer planos secretos
para atrair almas  tentao. Oh! se todos pudessem ver esta questo da
maneira como  apresentada para mim em todos os seus aspectos, quo
depressa abandonariam o inimigo em sua ardilosa obra! Como desprezariam
suas medidas para induzir a famlia humana ao pecado! Como odiariam o
pecado com a mais completa averso, ao considerarem o fato de que ele
custou a vida do Comandante do Cu, para que no perecessem e o homem
no fosse atado como desesperanado cativo ao carro triunfal de Satans,
como degradado escravo de sua vontade, como trofu de sua vitria e de
seu reino! Quem se unir com Satans? Quem usar a sua insgnia? Quem o
escolher como capito, recusando colocar-se sob o ensangentado
estandarte do Capito de nossa salvao? Cristo morreu por todo filho e
filha de Ado; e se o Filho de Deus manifestou to surpreendente amor,
fazendo este grande sacrifcio pelos pecadores, para que, pela f nEle,
no peream mas tenham a vida eterna, como pode o objeto desse grande
amor ficar indiferente e permanecer em pecado e Pg. 292 desobedincia,
no confessando sinceramente a Cristo sem um momento de dilao? Como
pode algum gostar de fazer o mal? Como podem os jovens rebaixar suas
faculdades de raciocnio entregando-as a Satans e dedicando sua
influncia quilo                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet que debilitar seu poder e eficincia
morais? Fazendo a vontade dAquele que ama ao mundo e que deu Seu Filho
unignito para morrer por eles, fortalecem todas as faculdades da alma e
aumentam sua prpria felicidade e paz. O Senhor honrou grandemente os
homens, dando a Jesus Cristo para resgat-los do domnio de Satans.
Quereis ser resgatados? Quereis ter o precioso dom de Cristo? ou
rejeitareis Seu servio? Jesus disse: "Quem comigo no ajunta espalha."
Mat. 12:30. Ele declarou: "Sem Mim nada podereis fazer" Joo 15:5 e "a
Minha graa te basta." II Cor. 12:9. Todo aquele que procura fazer o bem
em sua prpria fora finita, verificar que seus esforos so um
fracasso; mas os que aceitam a Cristo pela f, verificaro que Ele  um
Salvador pessoal. Alistar-se-o em Seu exrcito, tornar-se-o Seus
soldados e combatero o bom combate da f. Se eles so estudantes na
escola, sentiro que se acham alistados para tornar a escola a mais
ordeira, elevada e louvvel instituio do mundo. Poro toda partcula
de sua influncia do lado de Deus, do lado de Cristo e do lado dos seres
celestiais. Sentiro ser o seu dever formar uma sociedade de esforo
cristo, a fim de que possam ajudar todo estudante a ver a incoerncia
de um procedimento que Deus no aprova. Eles atrairo com Cristo e faro
o mximo que puderem para aperfeioar caracteres cristos. Assumiro a
obra de conduzir os coxos e os fracos no seguro caminho ascendente.
Formaro reunies de esforo cristo para fazer planos que sejam uma
bno para a instituio de ensino, e efetuaro tudo o que estiver ao
seu alcance para tornar a escola o que Deus tencionava e indicou que ela
fosse. Tero em mente o valor e a Pg. 293 eficcia das reunies de
esforo cristo a fim de preparar missionrios para sarem a dar a
advertncia ao mundo. Os estudantes devem ter seus prprios perodos de
orao, nos quais possam fazer peties ferventes e simples para que
Deus abenoe o diretor da escola, dando-lhe vigor fsico, clareza
mental, poder moral e discernimento espiritual, e para que todo
professor seja habilitado pela graa de Cristo a efetuar sua obra com
fidelidade e com ardente amor. Devem orar para que os professores possam
ser os instrumentos por cujo intermdio Deus trabalhe para fazer com que
o bem prevalea sobre o mal, mediante o conhecimento de Jesus Cristo a
quem Ele enviou. Que Deus conceda aos estudantes que freqentam nossas
instituies de ensino graa e coragem para agirem de acordo com os
princpios revelados na lei de Deus, a qual  uma expresso de Seu
carter. Nunca sejais encontrados depreciando as escolas que Deus tem
estabelecido. Se falhastes alguma vez, caindo em tentao,  porque no
fizestes de Deus a vossa fora, porque no tivestes a f que opera por
amor e purifica a alma. Oxal todo cristo sincero que tem alguma
ligao com nossas escolas resolva ser um servo fiel na causa de Cristo,
ajudando todo aluno a ser fiel, puro e santo na vida. Todos os que amam
a Deus procurem ganhar os que ainda no confessaram a Cristo. Cada dia
eles podem exercer silenciosa e devota influncia, e cooperar com Jesus
Cristo, o supremo missionrio a nosso mundo. Que toda alma - homens,
mulheres e jovens - cresa em excelncia de carter e devoo, em pureza
e santidade, vivendo unicamente para a glria de Deus, para que os
inimigos de nossa f no triunfem. Haja tal vinculao nos laos de
nossa santa f que nossa harmoniosa influncia esteja inteiramente do
lado do Senhor e concorra para a transformao daqueles com quem nos
associamos. Torne-se manifesto que tendes viva ligao com Deus e que
sois ambiciosos da glria do Mestre, procurando cultivar em vs mesmos
toda beleza Pg. 294 de carter com que possais honrar Aquele que deu a
vida por vs. Oxal o amor de Cristo exera um poder constrangedor a fim
de atrair outros ao caminho preparado para que nele andem os resgatados
do Senhor. Quando os estudantes em nossas escolas aprenderem a apreciar
a vontade de Deus, verificaro que  relativamente fcil cumpri-la. Se
os estudantes vem defeitos de carter nos outros, sejam agradecidos por
discernirem tais defeitos e poderem, portanto, acautelar-se contra eles.
Sem dvida, vereis pessoas que no esto aprendendo a mansido e
humildade de Cristo, mas amam a ostentao e so vaidosas, frvolas e
mundanas. O nico remdio para elas  contemplarem a Jesus, e, ao
estudarem o Seu carter, sero incentivadas a desprezar tudo o que  vo
e frvolo, frgil e mesquinho. O carter de Cristo est repleto de
clemncia, pacincia, bondade, misericrdia e incomparvel amor.
Contemplando tal carter, elevar-se-o acima da pequenez daquilo que os
tem modelado e moldado, tornando-os profanos e desagradveis. Diro o
seguinte: "No me tenho assentado com homens vos, nem converso com os
homens dissimulados." Salmo 26:4. Compreendero que "quem anda com os
sbios ser sbio, mas o companheiro dos insensatos se tornar mau".
Prov. 13:20. Lembrem-se todos os que procuram viver uma vida crist de
que a igreja militante no  a igreja triunfante. Sero encontradas na
igreja pessoas de ndole carnal. Elas devem receber mais compaixo do
que repreenso. No se deve julgar que a igreja apie tais indivduos,
embora se encontrem dentro de seus limites. Se a igreja os exclusse, os
mesmos que criticaram sua presena ali, acusariam a igreja por envi-los
a esmo ao mundo; alegariam que eles foram tratados desumanamente. Pode
ser que haja na igreja os que so frios, orgulhosos, altivos e
no-cristos, mas no precisais associar-vos com Pg. 295 essa classe.
H muitos que so cordiais, abnegados e altrustas, estando dispostos,
se necessrio, a depor a prpria vida para salvar almas. Jesus viu os
maus e os bons em afinidade na igreja, e disse: "Deixai-os crescer ambos
juntos at  ceifa." Mat. 13:30. Ningum precisa tornar-se joio porque
nem toda planta no campo  trigo. Se fosse conhecida a verdade, esses
queixosos fazem suas acusaes para acalmar uma conscincia culpada e
condenatria. Seu procedimento no  totalmente recomendvel. At mesmo
os que esto procurando alcanar o domnio sobre o inimigo s vezes tm
errado e cometido injustia. O mal prevalece sobre o bem quando no
confiamos inteiramente em Cristo e no permanecemos nEle. Sero ento
manifestadas incongruncias de carter que no seriam reveladas se
preservssemos a f que atua pelo amor e purifica a alma. No somos
compelidos a escolher como companheiros ntimos aos que rejeitam o amor
de Deus manifestado em dar Seu Filho ao nosso mundo, "para que todo
aquele que nEle cr no perea, mas tenha a vida eterna". Joo 3:16. Os
que amam a Deus no escolhero os inimigos de Deus para serem seus
amigos. Foi feita a pergunta: "Devias tu ajudar ao mpio e amar aqueles
que ao Senhor aborrecem?" II Crn. 19:2. Preferireis a associao dos
irreligiosos e desleais  dos que obedecem aos mandamentos de Deus?
Escolhereis separar-vos dos que amam a Deus, afastando-vos o mximo
possvel do conduto de luz? Necessitais
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permanecer numa atmosfera de pureza e f, e introduzir em vosso carter
princpios que sejam to slidos como uma viga. Os cristos no
escolhero nem cultivaro a companhia dos no-cristos. Se o Senhor vos
der uma posio especial no mundo, como fez com Jos e Daniel, Ele ento
vos suster e guardar no meio da tentao. Nunca estareis, porm, onde
achareis demasiada luz, em nosso mundo. Como  perigoso, portanto,
escolher a associao dos que amam mais as trevas do que a luz, e no
querem vir para a luz, a fim Pg. 296 de que suas obras no sejam
reprovadas! Review and Herald, 16 de janeiro de 1894. 39 Palavras aos
Estudantes Pg. 297 Toda alma est rodeada de uma atmosfera peculiar ao
indivduo. Essa atmosfera pode estar impregnada de malria espiritual
que  deletria para os princpios de justia. Quando somos, porm,
colocados em associao com outros, no precisamos de dias ou semanas
para determinar se a atmosfera espiritual  de Cristo ou de Satans. A
influncia das companhias no  jamais to forte como na vida escolar;
mas o estudante que vem para a escola com o ardente desejo de ser um
auxlio e uma bno para seus companheiros, ter o cuidado de lanar
sua influncia do lado certo e de procurar companheiros que se unam com
ele no cultivo de princpios e costumes corretos. Os estudantes devem
sentir sua responsabilidade na questo de tornar sua vida escolar um
sucesso. Devem aplicar todos os esforos na direo certa, de modo que
no decepcionem seus pais ou tutores que labutam arduamente para
conserv-los na escola e que sentem profunda solicitude por seu
bem-estar presente e eterno. Os estudantes devem alcanar uma
qualificao de que no se envergonhem no dia do juzo. O estudante que
 prudente em sua conduta, que no se deixa desviar para um lado ou para
o outro por ms influncias, exercer um poder repressor sobre aqueles
que na escola se comprazem em exibir sua independncia e entregar-se a
esportes perniciosos, em desobedincia aos regulamentos, enchendo o
corao de seus professores de tristeza e desalento. A vida  um
problema que devemos resolver individualmente por ns mesmos. Ningum
pode formar um carter para outrem; cada um de ns tem uma parte a
desempenhar quanto a decidir seu destino. Somos livres e responsveis
agentes de Deus, e cada um deve desenvolver sua prpria salvao com
temor e tremor, enquanto Deus efetua nele tanto o querer como o
realizar, segundo a Sua boa vontade. Os estudantes podem fazer o bem ou
o mal, mas "tudo Pg. 298 que o homem semear, isso tambm ceifar". Gl.
6:7. Somos individualmente postos  prova sob o exame de Deus. Os seres
celestiais esto todos arregimentados com o fim de ajudar a cada alma
que seja atrada a Jesus, e todo aquele que O ama verdadeiramente
cooperar com eles, procurando afastar as almas daquilo que  insensato,
baixo e frvolo. Os seguidores de Cristo no trabalharo do lado de
Satans para debilitar a f na religio verdadeira e depravar a outros,
espargindo ao seu redor uma atmosfera nociva para a moralidade e o
carter. Lamentamos ter de dizer, porm, que at mesmo em nossas escolas
h pessoas que apenas so crists de nome. No  necessria uma longa
convivncia com esses professos para verificar que so bem-sucedidos
agentes de Satans. H em nossas escolas indivduos de corao
corrompido que possuem, no entanto, maneiras agradveis, sendo
bem-sucedidos em fascinar a certa classe de pessoas; e, antes que os
desprevenidos o percebam, a influncia dessas pessoas modifica-lhes os
sentimentos, modelando-os de acordo com o carter repreensvel desses
indivduos corrompidos. Mas os que usam a roupagem do cristianismo,
sendo, no obstante, governados pelos costumes e mximas do mundo, so
corruptores morais. Pretendem buscar os tesouros celestiais, mas a
atmosfera que rodeia sua alma est carregada de mortferos miasmas
espirituais, e devem ser evitados pelos que desejam permanecer
incontaminados pelo mundo. O jovem que tem discernimento pode perceber
com facilidade que espcie de pessoas so eles, mesmo que no professe o
cristianismo; pois sabe que no so semelhantes a Cristo. Dever
permitir, porm, que lhe sirvam de pedra de tropeo? Ele tem um
Livro-guia que descreve os que se acham do lado do Senhor. Se sabe que o
procedimento daqueles  incompatvel com a profisso do cristianismo, se
compreende o que significa levar uma vida piedosa, tornar-se-
responsvel pela luz e o conhecimento que possui. Ser responsvel
quanto a fazer a vontade do Mestre, Pg. 299 quanto a mostrar ao mundo o
que constitui o verdadeiro conceito do cristianismo - o que  ter uma
vida e carter semelhante a Cristo. Temos um poderoso inimigo que no
somente odeia todo ser humano feito  imagem de Deus, mas dedica a mais
terrvel inimizade a Deus e a Jesus Cristo, Seu Filho unignito. Quando
os homens se entregam a si mesmos como escravos de Satans, este no
manifesta para eles a inimizade que evidencia contra os que levam o nome
de Cristo e se dedicam ao servio de Deus. Odeia-os com dio implacvel.
Sabe que pode ofender a Jesus colocando-os sob o poder de seus enganos,
insultando- os, debilitando sua f, incapacitando-os para servir a Deus
como se requer que o faam sob o seu Capito Jesus Cristo. Satans
permite que os que esto atados a seu carro como escravos desfrutem
certa medida de tranqilidade, porque so seus cativos voluntrios; mas
a sua inimizade  despertada quando chega at eles a mensagem de
misericrdia e procuram desvencilhar-se de seu poder, para seguirem o
verdadeiro Pastor.  ento que ele procura at-los com cadeias
adicionais para ret-los em seu cativeiro. O conflito entre a alma e
Satans comea quando o cativo passa a puxar a corrente, suspirando por
ver-se livre; pois o agente humano comea a cooperar com os seres
celestiais quando a f se apega a Cristo.  ento que o mais Poderoso do
que todos os fortes homens de guerra Se torna o auxiliador da alma, e o
pobre cativo  fortalecido pelo Esprito Santo para conseguir sua
liberdade. Deus tem profundo e ardente amor por todo membro da famlia
humana; ningum  esquecido, ningum  deixado sem amparo e enganado de
modo que o inimigo o vena. E se os que se alistaram no exrcito de
Cristo se revestirem de toda a armadura de
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e a usarem, resistiro a todos os assaltos do inimigo. Os que realmente
desejam ser ensinados por Deus e andar em Seus caminhos tm a segura
promessa de que, se sentem falta de sabedoria e a pedem a Deus, Ele a
dar Pg. 300 liberalmente, e nada lhes impropera. Diz o apstolo:
"Pea-a, porm, com f, no duvidando; porque o que duvida  semelhante
 onda do mar, que  levada pelo vento e lanada de uma para outra
parte. No pense tal homem que receber do Senhor alguma coisa. O homem
de corao dobre  inconstante em todos os seus caminhos." Tia. 1:6-8.
Deus responde por toda promessa e no podemos desonr-Lo mais do que
duvidando e vacilando, pedindo e no crendo, e dando ento expresso 
dvida. Se no recebeis imediatamente o que pedis, haveis de prosseguir
em obstinao e descrena? Crede; crede que Deus far exatamente o que
Ele prometeu. Continuai elevando as vossas oraes, e vigiai, trabalhai
e esperai. Combatei o bom combate da f. Dizei a vosso corao: "Deus me
convidou a ir a Ele. Ouviu minha orao. Empenhou Sua palavra prometendo
receber-me, e cumprir Sua promessa. Posso confiar em Deus; porque de
tal maneira me amou que deu o Seu Filho unignito para morrer por mim. O
Filho de Deus  o meu Redentor." "Pedi, e dar-se-vos-; buscai e
encontrareis; batei, e abrir-se-vos-." Mat. 7:7. "Se, vs, pois, sendo
maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai,
que est nos Cus, dar bens aos que Lhe pedirem?" Mat. 7:11. Os jovens
que ingressam e prosseguem na vida escolar com o verdadeiro objetivo em
vista, no ficaro saudosos ou decepcionados. No ficaro impacientes e
desassossegados, sem saber o que fazer consigo mesmos. Encontraro um
ajudador no Onipotente. Tero um alvo em vista, e este ser o de serem
homens e mulheres de princpios, que alcancem a norma estabelecida por
Deus, beneficiem a humanidade e glorifiquem a Deus. No consideraro sua
vida escolar como ocasio para buscar os prazeres, para diverso ociosa,
para extravagante folgana, mas procuraro tirar o mximo proveito das
oportunidades e dos privilgios que Deus lhes concede, de modo que no
decepcionem a seus pais e professores ou ofendam a Deus e aos seres
celestiais. Solene coisa  morrer; mas muito mais solene ainda  viver e
formar um carter que nos habilite a ingressar Pg. 301 na escola das
cortes celestiais no alto. Estamos vivendo em terra inimiga, e podemos
esperar dificuldades e conflitos. Os jovens tero de ser capazes de
suportar durezas como bons soldados de Jesus Cristo. No  o melhor que
seu caminho se faa perfeitamente plana e fcil, que lhes seja provido
dinheiro, e no se lhes ensine a sentir a necessidade de praticarem
abnegao e economia. Quando um jovem chega  concluso de que necessita
obter educao, deve considerar cuidadosamente qual  o motivo que o
leva  escola. Deve perguntar para si mesmo: Como posso empregar melhor
o tempo a fim de tirar todo o benefcio possvel de minhas oportunidades
e privilgios? Porei toda a armadura de Deus que me foi provida pelo dom
do Filho unignito de Deus? Abrirei meu corao ao Esprito Santo a fim
de que sejam despertadas todas as faculdades e energias que Deus me
confiou? Perteno a Cristo e estou empenhado em Seu servio. Sou um
mordomo de Sua graa. Conquanto, segundo vosso juzo humano, alguns que
professam o cristianismo no estejam  altura de vosso conceito do
carter cristo, no deveis entristecer o corao de Cristo levando uma
vida incoerente; pois outros esto em perigo de ser influenciados por
vosso procedimento incorreto. Estais lutando pela coroa da vida, e no
deveis contentar-vos em alcanar uma baixa norma. O Senhor no aceita um
trabalho feito pela metade; no deve haver de vossa parte indiscrio
alguma na sagrada obra de Deus. No confieis em vs mesmos, mas submetei
a Deus vossa vontade, vossas idias e vossos caminhos, e fazei somente a
Sua vontade. Vivei para agradar quele que vos teve em to grande estima
que deu a Jesus, Seu Filho unignito, para salvar-vos de vossos pecados.
Por Seus mritos sereis aceitos. Em vossa vida escolar, tende sempre
presente o pensamento de que o que merece ser feito, merece ser bem
feito. Confiai em Deus para obter sabedoria a fim de que no desanimeis
a nenhuma alma que faz o bem. Trabalhai com Cristo em atrair almas para
Ele. Pg. 302 Nada vos adiantar, porm, se, enquanto condenais o
trabalho displicente dos outros e assinalais seus erros, fracassais como
eles, por no vos colocardes ao lado da justia e lealdade. Mesmo que as
regras e os regulamentos paream desnecessariamente severos, sede
obedientes a eles, porque podeis errar em vossa experincia. Fazei o
melhor que estiver ao vosso alcance em tudo o que empreenderdes. Jesus 
vosso Salvador, e confiai nEle para que vos ajude dia a dia, a fim de
no semeardes joio, mas a boa semente do reino. "A candeia do corpo so
os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo
ter luz. Se, porm, os teus olhos forem maus, o teu corpo ser
tenebroso." Mat. 6:22 e 23. Como estudantes deveis aprender a ver com o
crebro bem como com os olhos. Deveis educar vosso raciocnio para que
no seja dbil e ineficiente. Deveis orar pedindo orientao e entregar
vosso caminho ao Senhor. Deveis cerrar vosso corao a toda insensatez e
pecado, e abri-lo a toda influncia celestial. Deveis tirar o mximo
proveito de vosso tempo e oportunidades para desenvolver um carter
simtrico. Gracejos, tolices e a indolncia no podem ser acolhidos como
vossos hspedes, se imitais o modelo, Cristo Jesus, e diariamente vos
tornais entendidos quanto ao que deveis fazer para ser salvos. Jovens
estudantes, vossa vida no pode ser governada pelos impulsos, sem que
sobrevenha um completo fracasso. No podeis seguir vossas inclinaes
naturais sem deparar com uma grande perda. Se quereis andar com
segurana, deveis guardar o caminho do Senhor. Vosso entendimento tem de
ser refinado e purificado; tendes de trabalhar de acordo com o plano de
Deus, pois do contrrio no tereis xito. Deveis estar sempre crescendo
e progredindo na graa e no conhecimento. No conseguireis fazer nada
que seja aceitvel em vossa vida escolar sem adotar hbitos de sistema e
ordem. O trabalho feito a esmo ocasionar infalvel fracasso.
Necessitais estudar cuidadosamente a questo das diverses. Perguntai
para vs mesmos: Qual  a influncia das diverses sobre a mente e o
carter e sobre a obra que vim fazer?
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303 Que relao tem a questo das diverses com minha vida religiosa,
com meu carter como cristo? Os jogos em que participais vos habilitam
a vos entregardes  orao e ao servio de Deus? Eles vos ajudam a
dedicar tanto zelo e fervor  obra do Senhor como o que dedicais a esses
jogos? Essas diverses a que vos entregastes no absorveram vosso
interesse a tal ponto que no vos foi possvel aplicar todo o fervor que
deveis ao estudo de vossas lies? Qual ter a supremacia - o servio
de Deus ou o servio do prprio eu? Examine cada estudante
cuidadosamente o terreno em que pisa. Queridos jovens, estais decidindo
agora vosso destino eterno. Deveis aplicar esforo persistente a vossa
vida crist se quereis aperfeioar um carter reto. Se tendes uma
experincia religiosa pequena, dbil e infantil, ser para vossa
perdio eterna. Devemos ser "completos nEle". "Como, pois, recebestes o
Senhor Jesus Cristo, assim tambm andai nEle." Col. 2:6. Isto significa
que tendes de estudar a vida de Cristo. Tendes de estud-la com tanto
mais diligncia do que estudais os ramos comuns do saber, quanto os
interesses eternos so mais importantes do que as atividades temporais,
terrenas. Se apreciais o valor e o carter sagrado das coisas eternas,
empregareis vossos pensamentos mais perspicazes, vossas melhores
energias, para a soluo do problema que envolve vosso bem-estar eterno;
pois qualquer outro interesse se reduz a uma insignificncia em
comparao com aquele. Tendes o Modelo: Cristo Jesus; segui os Seus
passos e estareis habilitados para ocupar toda e qualquer posio que
sejais convidados a desempenhar. Estareis "arraigados e edificados nEle
e confirmados na f, assim como fostes ensinados, crescendo em ao de
graas". Col. 2:7. No deveis ter o sentimento de que sois escravos, e,
sim, filhos de Deus; que sois grandemente favorecidos pelo fato de
terdes sido considerados de tanta valia que Deus vos tornou Sua
propriedade pagando um resgate infinito por vossa liberdade. Disse
Jesus: "J vos no chamarei servos, ... Pg. 304 mas tenho-vos chamado
amigos." Joo 15:15. Quando apreciais Seu maravilhoso amor, o amor e a
gratido sero em vosso corao como uma fonte de prazer. No recebais
adulaes, nem mesmo em vossa vida religiosa. A lisonja  uma artimanha
pela qual Satans se pe  espreita para enganar e para enfatuar o
agente humano com elevados conceitos de si mesmo. "Tende cuidado para
que ningum vos faa presa sua, por meio de filosofias e vs sutilezas,
segundo a tradio dos homens, segundo os rudimentos do mundo e no
segundo Cristo." Col. 2:8. A lisonja tem sido o alimento com que se tm
nutrido muitos de nossos jovens; e os que tm elogiado e lisonjeado
supem que estavam fazendo o que  correto; mas fizeram o que era
errado. Os elogios, a lisonja e a condescendncia tm feito mais para
conduzir preciosas almas a caminhos falsos, do que qualquer outra
artimanha inventada por Satans. A lisonja faz parte da poltica do
mundo, mas no da de Cristo. Por meio da lisonja, pobres seres humanos,
cheios de fraquezas e defeitos, so levados a pensar que so eficientes
e dignos, tornando-se enfatuados em sua mente carnal. Ficam inebriados
com a idia de que possuem mais capacidade do que sucede em realidade, e
sua experincia religiosa se torna desequilibrada. A no ser que pela
providncia divina se desviem desses enganos, e se convertam e aprendam
o ABC da religio na escola de Cristo, perdero sua alma. Muitos jovens
tm sido levados a crer que possuem aptido como dom natural, quando
essa aptido que pensam possuir s pode ser obtida mediante diligente
preparo e cultura, aprendendo a mansido e humildade de Cristo.
Acreditando ser dotados naturalmente, pensam no haver necessidade de
aplicar a mente  tarefa de dominar suas lies; e quando menos o
esperam, acham-se retidos nas ciladas de Satans. Deus permite que sejam
atacados pelo inimigo a fim de que compreendam suas prprias
debilidades. -lhes permitido cometer algum evidente desatino e serem
mergulhados em dolorosa humilhao. Quando, porm, se contorcem sob o
senso de suas prprias debilidades, no devem ser julgados com aspereza.
Pg. 305  esse o momento acima de todos os outros em que necessitam de
um conselheiro judicioso, um verdadeiro amigo que tenha discernimento de
carter.  esse o momento em que precisam de um amigo que seja guiado
pelo Esprito de Deus, que trate fiel e pacientemente com os errantes e
que levante a alma que est cada. Esta no h de ser levantada por meio
de lisonja. Ningum est autorizado a estender  alma esse enganoso
inebriante de Satans. Antes, ser-lhe-o indicados os primeiros degraus
da escada, e os vacilantes ps devem ser colocados sobre o mais baixo
degrau da escada do progresso. Pedro disse: "Associai com a vossa f a
virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domnio
prprio; com o domnio prprio, a perseverana; com a perseverana, a
piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.
Porque estas coisas, existindo em vs e em vs aumentando, fazem com que
no sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso
Senhor Jesus Cristo." II Ped. 1:5-8. Animem-se os errantes a ascender
passo a passo, degrau aps degrau. O esforo talvez seja penoso para
eles, mas ser decididamente a melhor lio que j aprenderam; porque
procedendo assim conhecero suas prprias fraquezas, estando portanto em
condies de evitar no futuro os erros do passado. Mediante a ajuda de
sbios conselheiros, suas derrotas se transformaro em vitrias. Ningum
procure comear, porm, no alto da escada. Comece cada um no degrau mais
baixo e suba passo a passo, por meio de Cristo e apegando-se a Ele, at
chegar  estatura de Cristo. Esta  a nica maneira de avanar em
direo ao Cu. Nada deve desviar a ateno da grande obra a ser
realizada. No estudo da Palavra e da vontade de Deus exercitem-se ao
mximo os pensamentos, as aptides e as faculdades cerebrais. O Senhor
tem um lugar para as melhores capacidades que confiou aos homens. Na
obra de estabelecer Seu reino, podemos empregar todas as capacidades que
nos foram dadas por Deus, com tanta fidelidade e diligncia como Daniel
o fez em Babilnia, quando foi achado fiel a todos os deveres para com
os homens e leal a seu Deus. Pg. 306 Deus requer muito mais tato, mais
judiciosa habilidade de comando do que at agora Lhe tem sido prestado
pelos Seus agentes humanos. H necessidade de pensamento perspicaz e
santificado e de intenso trabalho para frustrar os astutos planos de
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Satans.  feito o apelo para alcanar uma norma mais elevada, para
empregar na obra do Senhor um esforo mais santo, mais resoluto e mais
abnegado. Nossos jovens devem ser ensinados a atingir uma norma mais
elevada, a compreender que esto decidindo agora seu destino eterno. No
h proteo para quem quer que seja, a no ser que se tenha no corao a
verdade tal qual  em Jesus. Esta deve ser introduzida no corao pelo
Esprito Santo. Muito do que agora se chama religio desaparecer de
vista quando for assaltado pelos exrcitos de Satans. No permanecer
coisa alguma seno a verdade - a sabedoria l do alto, que h de
santificar a alma. Ningum imagine que a condescendncia prpria 
religio. No se acaricie o egosmo. Aprendam os jovens a refrear seus
desejos e a acautelar-se contra a extravagncia no uso dos recursos.
Olhem todos para Jesus, contemplem Seu carter e sigam os Seus passos.
"Porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E
estais perfeitos nEle, que  a cabea de todo o principado e potestade."
Col. 2:9 e 10. Youth's Instructor, 3, 10, 17 e 24 de maio de 1894. 40
Estudai a Bblia por Vs Mesmos Pg. 307 No permitais que algum sirva
de crebro para vs, no permitais que algum pense, pesquise e ore em
vosso lugar. Esta  a instruo que necessitamos levar a srio hoje em
dia. Muitos de vs estais convencidos de que o precioso tesouro do reino
de Deus e de Jesus Cristo se encontra na Bblia que tendes na mo.
Sabeis que nenhum tesouro terrestre  atingvel sem esforo diligente.
Por que esperareis compreender os tesouros da Palavra de Deus sem
examinar diligentemente as Escrituras?  apropriado e correto ler a
Bblia; mas o vosso dever no termina a; pois deveis examinar as suas
pginas por vs mesmos. O conhecimento de Deus no  obtido sem esforo
mental, sem orao por sabedoria a fim de poderdes separar o genuno
gro da verdade da palha com que os homens e Satans tm deturpado as
doutrinas verdadeiras. Satans e sua confederao de agentes humanos tm
procurado misturar a palha do erro com o trigo da verdade. Devemos
buscar diligentemente o tesouro escondido e pedir sabedoria do Cu a fim
de separar as invenes humanas das ordens divinas. O Esprito Santo
auxiliar o que procura grandes e preciosas verdades relacionadas com o
plano da redeno. Quisera impressionar a todos com o fato de que a
leitura casual das Escrituras no  o suficiente. Precisamos
examin-las, e isto significa fazer tudo o que  abrangido por essa
palavra. Assim como o mineiro explora ansiosamente a terra para
descobrir os veios de ouro, deveis examinar a Palavra de Deus em busca
do tesouro escondido que Satans h tanto tempo tem procurado ocultar
aos homens. O Senhor diz: "Se algum quiser fazer a vontade dEle,
conhecer a respeito da doutrina." Joo 7:17. A Palavra de Deus 
verdade e luz, e deve ser uma lmpada para os vossos ps, a fim de guiar
todos os vossos passos no caminho para as portas da cidade de Deus. 
por esta razo que Satans tem feito to desesperados esforos para Pg.
308 obstruir o caminho preparado para que nele andem os resgatados do
Senhor. No deveis levar vossas idias para a Bblia e fazer de vossas
opinies o centro em torno do qual gire a verdade. Deveis pr de lado as
vossas idias no comeo da pesquisa, e com corao humilde e submisso,
com o prprio eu escondido em Cristo, com fervorosa orao, buscar
sabedoria de Deus. Deveis sentir que precisais conhecer a revelada
vontade de Deus, porque isto diz respeito a vosso bem-estar pessoal e
eterno. A Bblia  o roteiro pelo qual podeis conhecer o caminho para a
vida eterna. Acima de tudo deveis desejar conhecer a vontade e os
caminhos do Senhor. No deveis examinar com o objetivo de encontrar
passagens da Escritura que possais interpretar de molde a provar vossas
teorias; pois a Palavra de Deus declara que isto  torcer as Escrituras
para a vossa prpria destruio. Precisais esvaziar-vos de todo
preconceito e examinar a Palavra de Deus com esprito de orao. O
grande erro da Igreja Catlica reside no fato de que a Bblia 
interpretada  luz das opinies dos "pais". Suas opinies so
consideradas infalveis, e os dignitrios da Igreja supem ser sua
prerrogativa obrigar os outros a crer como eles e usar a fora para
compelir a conscincia. Os que no concordam com eles so declarados
herticos. Mas no  assim que deve ser interpretada a Palavra de Deus.
Ela deve basear-se em seus prprios mritos eternos, ser lida como a
Palavra de Deus, obedecida como a voz de Deus que revela Sua vontade
para as pessoas. A vontade e a voz de homens finitos no devem ser
interpretadas como sendo a voz de Deus. A bendita Bblia nos d o
conhecimento do grandioso plano da salvao e nos mostra como todo
indivduo pode ter vida eterna. Quem  o autor desse Livro? - Jesus
Cristo. Ele  a Testemunha Verdadeira, e diz para os que Lhe pertencem:
"E dou- lhes a vida eterna, e nunca ho de perecer, e ningum as
arrebatar das Minhas mos." Joo 10:28. A Bblia deve mostrar-nos o
caminho a Cristo, e em Cristo  revelada a vida eterna. Pg. 309 Jesus
disse aos judeus e aos que se comprimiam ao Seu redor em grandes
multides: "Examinais as Escrituras". Joo 5:39. Os judeus tinham a
Palavra contida no Antigo Testamento; misturaram-na, porm, de tal
maneira com as opinies humanas que suas verdades foram mistificadas, e
encoberta a vontade de Deus para com o homem. Os ensinadores religiosos
do povo esto seguindo o seu exemplo neste sculo. Conquanto tivessem as
Escrituras que testificavam de Cristo, os judeus no foram capazes de
discernir a Cristo nas Escrituras; e embora tenhamos o Antigo e o Novo
Testamentos, os homens torcem as Escrituras para escapar de suas
verdades; e, em suas interpretaes das Escrituras, eles ensinam - como
o faziam os fariseus - os preceitos e as tradies dos homens em lugar
dos mandamentos de Deus. Nos dias de Cristo os dirigentes religiosos
haviam por tanto tempo apresentado idias humanas diante do povo, que os
ensinos de Cristo se opunham em todo o sentido a suas teorias e
prticas. Seu sermo na montanha contradisse virtualmente as doutrinas
dos presunosos escribas e fariseus. Eles haviam representado to mal a
Deus que Ele era considerado um juiz severo, destitudo de compaixo,
misericrdia e amor. Apresentavam ao povo inumerveis preceitos e
tradies como procedentes de Deus, embora no tivessem um "Assim diz o
Senhor" por sua autoridade. Conquanto professassem conhecer e adorar o
Deus vivo e verdadeiro, desfiguravam-nO completamente; e o carter de
Deus, da maneira como era retratado por Seu Filho, constitua um assunto
original, uma nova ddiva ao mundo.
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Cristo fez todo o esforo possvel para remover de tal modo a deturpao
feita por Satans, que pudesse ser restabelecida a confiana do homem no
amor de Deus. Ele ensinou os homens a dirigirem-se ao Supremo Governador
do Universo pelo novo nome: "Pai Nosso." Mat. 6:9. Este nome indica Sua
verdadeira relao para conosco, e, quando proferido com sinceridade
pelos lbios humanos,  qual msica aos ouvidos de Deus. Cristo nos
conduz ao trono de Deus por um novo e vivo caminho, a fim de
apresent-Lo a ns em Seu amor paternal. Review and Herald, 11 de
setembro de 1894. 41 Trabalho e Educao Pg. 310 Nossa mente tem estado
muito preocupada, de dia e de noite, com referncia a nossas escolas.
Como elas devem ser dirigidas? E qual deve ser a educao e o preparo
dos jovens? Onde deve localizar-se a nossa Escola Bblica Australiana?
Acordei esta manh  uma hora da madrugada com um pesado fardo em minha
alma. O assunto da educao tem-me sido apresentado em diversos
sentidos, em aspectos variados, por meio de muitas ilustraes e com
especificaes diretas, ora acerca de um ponto, ora de outro. Creio
realmente que temos muito que aprender. Somos ignorantes a respeito de
muitas coisas. Ao escrever e falar sobre a vida de Joo Batista e a vida
de Cristo, tenho procurado expor aquilo que me tem sido apresentado
acerca da educao de nossos jovens. Temos a obrigao para com Deus de
estudar este assunto com sinceridade; pois merece um exame minucioso e
crtico em cada um de seus aspectos. Cristo declarou acerca de Joo
Batista: "Entre os que de mulher tm nascido, no apareceu algum
maior." Mat. 11:11. Esse profeta foi conduzido ao deserto pelo Esprito
de Deus, longe das influncias contaminadoras da cidade, a fim de obter
uma educao que o habilitasse para receber instruo da parte de Deus,
e no da parte dos doutos escribas. No devia ligar-se aos rabinos;
quanto menos se familiarizasse com seus ensinos, preceitos e tradies,
tanto mais facilmente poderia o Senhor impressionar-lhe a mente e o
corao e dar-lhe o puro molde da verdade que devia ser dada ao povo a
fim de preparar o caminho do Senhor. Os ensinos dos escribas e fariseus
eram de tal carter que desviavam o povo da genuna verdade a ser
apresentada pelo Grande Mestre quando iniciasse Sua misso. A nica
esperana do povo era abrir o corao e a mente  luz enviada do Cu por
meio de Seu profeta, o precursor de Cristo. Pg. 311 Estas lies so
para ns. Os que alegam conhecer a verdade e compreender a grande obra a
ser efetuada neste tempo devem consagrar-se a Deus de alma, corpo e
esprito. No corao, no vesturio, na linguagem, em todo aspecto devem
estar separados das modas e prticas do mundo. Devem ser um povo
peculiar e santo. No  o vesturio que os torna singulares; mas, pelo
fato de serem um povo peculiar e santo, no podem levar as marcas da
semelhana com o mundo. Como um povo temos de preparar o caminho do
Senhor. Cada partcula da capacidade que Deus nos concedeu deve ser
posta em uso para preparar as pessoas de acordo com a vontade de Deus,
segundo Seu molde espiritual, a fim de que permaneam firmes neste
grande dia da preparao de Deus, e para que sejam suscitadas estas
solenes perguntas nos coraes amantes do mundo: "Que  a eternidade
para ns? Como subsistir o meu caso no juzo investigativo? Qual ser
minha sorte e meu destino?" Muitos que supem estarem indo para o Cu
tm os olhos vendados pelo mundo. Suas idias acerca do que constitui
uma educao e disciplina religiosa so vagas e s se apiam em
probabilidades; muitos h que no tm uma esperana bem compreendida, e
correm grande risco ao praticar precisamente as coisas que Jesus ensinou
que no deveriam fazer no comer, beber e vestir, atando-se assim ao
mundo de diversas maneiras. Tm que aprender ainda as solenes lies to
essenciais para crescer em espiritualidade a fim de sair do mundo e
separar-se dele. O corao est dividido, a mente carnal anela
conformidade, semelhana com o mundo de tantas maneiras que o sinal
distintivo no tocante ao mundo quase no  distinguvel. O dinheiro, o
dinheiro de Deus,  gasto para criar uma aparncia em conformidade com
os costumes do mundo; a experincia religiosa  contaminada pelo
mundanismo, e nem o mundo nem o Universo celestial discerne a evidncia
do discipulado - a semelhana de Cristo na abnegao e em levar a cruz.
Neste pas [Austrlia], Satans se tem entronizado da maneira mais
surpreendente para controlar os dirigentes do governo Pg. 312 nacional.
A educao que receberam desde a infncia  errnea. Muitas coisas que
so consideradas essenciais tm o efeito mais prejudicial sobre as
pessoas. O grande nmero de feriados tem exercido perniciosa influncia
sobre a mente dos jovens; seu efeito  desmoralizador para o governo, e
so inteiramente contrrios  vontade de Deus. Tm a tendncia de
promover uma agitao artificial, um desejo de diverso. As pessoas so
induzidas a dissipar o precioso tempo que deveria ser empregado em
trabalho til para sustentar honradamente a suas famlias e manter-se
livres de dvidas. A paixo pelas diverses e o desperdcio de dinheiro
em corridas de cavalos, em apostas e outras coisas semelhantes esto
aumentando a pobreza do pas e agravando a misria que constitui o
infalvel resultado dessa espcie de educao. Jamais poder ser dada a
devida educao aos jovens deste pas, ou de qualquer outro, a menos que
estejam separados a uma vasta distncia das cidades. Os costumes e
prticas das cidades incapacitam a mente dos jovens para a percepo da
verdade. A ingesto de bebidas alcolicas, o fumar e jogar, as corridas
de cavalos, o ato de ir ao teatro, a grande importncia atribuda aos
feriados - tudo isso  uma espcie de idolatria, um sacrifcio sobre o
altar dos dolos. Se nos feriados as pessoas cuidam conscienciosamente
de seus negcios legtimos, so consideradas como mesquinhas e
antipatriotas. O Senhor no pode ser servido dessa maneira. Os que
multiplicam os dias de prazer e diverso esto em realidade patrocinando
os vendedores de bebidas e tirando dos pobres os prprios recursos com
que haveriam de comprar alimento e roupa para seus filhos - recursos
que, usados com economia, logo proveriam uma residncia para suas
famlias. E s podemos tocar de leve nestes males. No  correto o plano
de situar os edifcios escolares onde os alunos tero constantemente
diante dos olhos as prticas errneas que tm moldado sua educao
durante toda a sua existncia, quer seja longa ou curta. Esses feriados,
com todo o seu conjunto de males, redundam em vinte vezes mais misria
do que bem-estar. Pg. 313                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Em grande parte a observncia desses
feriados  realmente compulsria. At pessoas genuinamente convertidas
acham difcil romper com esses costumes e prticas. Se as escolas fossem
estabelecidas nas cidades ou a poucos quilmetros delas, seria muito
difcil neutralizar a influncia da educao anterior recebida pelos
alunos no tocante a esses feriados e s prticas relacionadas com eles,
tais como as corridas de cavalos, as apostas e o oferecimento de
prmios. A prpria atmosfera dessas cidades est cheia de miasmas
deletrios. No se respeita a liberdade de ao individual; o tempo de
um homem no  considerado como sendo realmente seu; espera-se que
proceda como os demais. Se nossa escola se localizasse numa dessas
cidades ou a poucos quilmetros dela, estaria em constante operao uma
influncia oposta a ser enfrentada e vencida. A dedicao s diverses e
a observncia de tantos feriados proporcionam grande ocupao aos
tribunais, aos oficiais e juzes, e aumentam a pobreza e a misria, que
no precisariam estar aumentando. Tudo isso  falsa educao.
Verificaremos ser necessrio estabelecer nossas escolas fora e distante
das cidades, mas no to longe que no possam estar em contato com elas,
para lhes fazer bem e permitir que a luz resplandea em meio das trevas
morais. Os estudantes tm que ser colocados sob as circunstncias mais
favorveis para neutralizar em grande parte o efeito da educao que tm
recebido. Famlias inteiras necessitam de completa transformao em seus
hbitos e idias antes que possam ser verdadeiros representantes de
Jesus Cristo. E, em grande proporo, as crianas que tenham de receber
educao em nossas escolas faro muito maior progresso se estiverem
separadas do crculo familiar em que receberam uma educao errnea.
Poder ser necessrio que algumas famlias fixem residncia onde possam
ter a seus filhos consigo, evitando assim certas despesas; mas, em
muitos casos, isto demonstraria ser um impedimento, e no uma bno
para seus filhos. O povo deste pas dedica to pouco valor  importncia
de hbitos Pg. 314 de laboriosidade, que as crianas no so educadas
para efetuar autntico e diligente trabalho. Isto deve fazer parte da
educao ministrada aos jovens. Deus proporcionou ocupao para Ado e
Eva. O den foi a escola de nossos primeiros pais, e Deus era seu
instrutor. Eles aprenderam a lavrar a terra e a cuidar daquilo que o
Senhor havia plantado. No consideravam o trabalho como algo degradante,
mas como uma grande bno. A atividade era um prazer para Ado e Eva. A
queda de Ado modificou a ordem das coisas; a Terra foi amaldioada; mas
o mandado de que o homem devia ganhar o po com o suor do rosto no foi
dado como uma maldio. Por meio da f e da esperana, o trabalho
deveria ser uma bno para os descendentes de Ado e Eva. Jamais foi
desgnio de Deus que o homem no tivesse nada que fazer. Porm, quanto
maior e mais profunda  a maldio do pecado, tanto mais se altera a
ordem estabelecida por Deus. A carga da labuta repousa pesadamente sobre
determinada classe, mas a maldio da ociosidade se acha sobre muitos
que esto de posse do dinheiro de Deus, e tudo isso por causa do falso
conceito de que o dinheiro aumenta o valor moral dos homens. O trabalho
 para os seres humanos o que fazem dele. Empenhar-se em constante
labuta e buscar alvio momentneo na bebida e nas diverses
estimulantes, tornar os homens pouco melhores do que os animais.
Necessitamos neste pas de escolas para educar as crianas e os jovens,
a fim de que sejam senhores do trabalho, e no escravos dele. A
ignorncia e a ociosidade no elevaro a nenhum membro da famlia
humana. A ignorncia no aliviar a sorte do que trabalha arduamente.
Repare o trabalhador no benefcio que pode obter na ocupao mais
humilde, fazendo uso da capacidade que Deus lhe deu. Deste modo pode
tornar-se um educador, ensinando a outros a arte de trabalhar
inteligentemente. Pode compreender o que significa amar a Deus com o
corao, a alma, a mente e a fora. As faculdades fsicas devem ser
postas em atividade por amor a Deus. O Senhor quer a fora fsica, e
podeis revelar vosso amor para com Ele pelo devido emprego de vossas
energias fsicas, fazendo precisamente o Pg. 315 trabalho que necessita
ser feito. Para com Deus no h acepo de pessoas. Quando se construiu
o tabernculo no deserto para o servio de Deus, o trabalho foi
realizado sob a direo divina. Deus era o planejador; os operrios
foram ensinados por Ele, e puseram na obra corao, alma e fora. Havia
trabalho penoso a ser feito, e o vigoroso arteso punha  prova os
msculos e nervos, manifestando seu amor a Deus na labuta realizada em
Sua honra. H no mundo grande quantidade de trabalho penoso e cansativo
a ser efetuado, e aquele que trabalha sem pr em ao as faculdades da
mente, do corao e da alma, dadas por Deus, e que s emprega a fora
fsica, torna o trabalho uma carga fatigante. H homens com mente,
corao e alma que consideram o trabalho como algo enfadonho, e se
entregam a ele com resignada ignorncia, labutando sem pensar, sem pr 
prova as aptides mentais para fazer melhor o trabalho. H cincia na
espcie mais humilde de trabalho, e se todos o considerassem desta
maneira, veriam nobreza no trabalho. Deve- se pr o corao e a alma em
qualquer espcie de trabalho; ento haver alegria e eficincia. Nas
ocupaes agrcolas ou mecnicas os homens podem demonstrar a Deus que
apreciam o dom das faculdades fsicas assim como o das faculdades
mentais. Empregue-se a capacidade j educada a idear melhores mtodos de
trabalho. Isto  o que o Senhor deseja. H honra em qualquer espcie de
trabalho cuja execuo seja essencial. Faa-se da lei de Deus a norma de
ao, e ela enobrecer e santificar todo trabalho. A fidelidade no
desempenho de todo dever enobrece a obra e revela um carter que Deus
pode aprovar. "Amars o Senhor, teu Deus, de todo o teu corao, e de
toda a tua alma, e de todo o teu pensamento." Mat. 22:37. Deus deseja o
amor que se expressa no servio de corao, no servio de alma, no
servio das energias fsicas. No devemos ser mesquinhos em qualquer
servio que prestemos a Deus. Pg. 316 Tudo quanto Ele nos tem
emprestado deve ser usado inteligentemente para Ele. O homem que
exercita suas faculdades certamente as fortalecer, mas deve procurar
fazer o melhor que pode.  necessrio inteligncia e esmerada aptido
para idear os melhores mtodos na agricultura, na construo ou em
qualquer outro ramo, a fim de que o obreiro no trabalhe em vo.
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet No 
uma virtude que homens ou mulheres tolerem a lentido e o desleixo no
trabalho, seja qual for sua natureza. Os hbitos de morosidade devem ser
vencidos. O homem vagaroso e que faz seu trabalho com imperfeio no 
obreiro de valor. Sua lentido  um defeito que tem de ser visto e
corrigido. Ele precisa usar a inteligncia para idear como empregar o
tempo de modo a obter os melhores resultados. Quando algum est sempre
trabalhando e o trabalho nunca  terminado, a causa est em que a mente
e o corao no so postos no trabalho. Algumas pessoas levam dez horas
para fazer aquilo que outros realizam prazerosamente em cinco horas.
Tais obreiros no aplicam tato e mtodo a seu trabalho. Cumpre aprender
algo cada dia acerca de como melhorar na maneira de trabalhar, de modo a
terminar a tarefa e ter tempo para outra coisa.  dever de todo obreiro
dedicar no somente as foras, mas tambm a mente e o intelecto, quilo
que ir fazer. Alguns dos que se ocupam no trabalho domstico esto
sempre labutando; no porque tenham tanto que fazer, mas porque no
fazem planos para dispor de tempo. Devem reservar determinado tempo para
cumprir suas tarefas e fazer com que cada um de seus movimentos tenha a
sua utilidade. Lentido e ignorncia no so virtudes. Podeis escolher
tornar-vos estereotipados num procedimento errneo pelo fato de no
terdes a determinao de reformar-vos, ou podeis cultivar vossas
faculdades para prestar o melhor servio possvel, e neste caso sereis
requisitados em todas as partes. Sereis apreciados por tudo o que
valeis. "Tudo quanto te vier  mo para fazer, faze-o conforme as tuas
foras." Ecl. 9:10. "No sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no
esprito, servindo ao Senhor." Rom. 12:11. A Austrlia necessita que o
fermento de vigoroso e slido Pg. 317 senso comum seja abundantemente
introduzido em todas as suas cidades e povoaes. H necessidade de
educao apropriada. Devem ser estabelecidas escolas com a finalidade de
adquirir no somente conhecimento livresco, mas tambm noes de
laboriosidade prtica. Em diversas localidades h necessidade de homens
que indiquem s pessoas como obter riquezas provenientes do solo. O
cultivo da terra trar sua recompensa. Pela observncia dos feriados o
povo, tanto do mundo como das igrejas, tem sido educado na crena de que
esses dias de indolncia so essenciais para a sade e a felicidade, mas
os resultados revelam que se acham repletos de males que esto
arruinando o pas. Os jovens, em geral, no so educados a formarem
hbitos de diligncia. As cidades e at as povoaes rurais esto
tornando-se como Sodoma e Gomorra, e como o mundo nos dias de No. A
disciplina dos jovens naqueles dias era semelhante  forma em que as
crianas esto sendo educadas e disciplinadas nesta poca, a saber: amar
a agitao, glorificar a si mesmas e seguir aps a imaginao de seu
perverso corao. Agora, como naquele tempo, a depravao, a crueldade,
a violncia e o crime so os resultados. Todas estas coisas constituem
lies para ns. Na atualidade, poucos so realmente laboriosos e
econmicos. A pobreza e a dor se encontram em toda a parte. H homens
que trabalham arduamente, e obtm muito pouco por seu trabalho. 
necessrio muito mais amplo conhecimento acerca da preparao do
terreno. No h suficiente largueza de viso no tocante ao que se pode
obter da terra. Segue-se uma rotina estreita e invarivel, com
resultados desalentadores. O aumento do valor das terras tem sido uma
maldio para este pas, e so pagos preos exorbitantes por terrenos
comprados a prazo; depois ento  necessrio limpar o terreno, e toma-se
mais dinheiro emprestado; a edificao de uma casa requer mais dinheiro
ainda, e ento os juros, com a boca aberta, absorvem todos os lucros. As
dvidas se acumulam, e depois vem o fechamento e a falncia dos bancos
e a perda dos bens hipotecados. Milhares tm sido demitidos de seus
empregos; h famlias que perdem tudo o que possuem; solicitam
emprstimos uma e outra vez, e no fim tm de abandonar sua propriedade,
e saem sem um centavo. Muito dinheiro e rduo trabalho Pg. 318 tm sido
aplicados na compra de propriedades agrcolas adquiridas a prazo ou
herdadas com algum nus. Os ocupantes viveram com a esperana de se
tornarem os verdadeiros proprietrios, o que poderia ter-se realizado,
se no fossem as falncias dos bancos por todas as partes do pas. O
caso de um homem que tenha sua propriedade livre de qualquer nus  uma
feliz exceo  regra. Comerciantes esto falindo, e as famlias sofrem
por falta de alimento e vesturio. Nenhum trabalho se apresenta por si
mesmo; mas os feriados so to numerosos como antes, e suas diverses
so buscadas com a mesma avidez. Todos os que puderem faz-lo gastaro
seus centavos, xelins e libras ganhos a duras penas por uma sensao de
prazer, em bebidas fortes ou nalguma outra condescendncia. Os
peridicos que informam acerca da pobreza do povo tm anncios
permanentes de corridas de cavalos e dos prmios apresentados por
diferentes espcies de esportes emocionantes. Os espetculos, os teatros
e todas as demais diverses desmoralizantes dessa natureza esto
arrebatando o dinheiro do pas, e a pobreza aumenta constantemente.
Homens pobres investem seu ltimo xelim na loteria, esperando obter um
prmio, e tm ento de mendigar o alimento necessrio para suster a
vida, ou andar famintos. Muitos morrem de fome e muitos outros pem fim
a sua existncia. Mas a histria no termina aqui. Alguns nos levam a
suas plantaes de laranjas, limes e outras frutas, e dizem que a
produo no compensa pelo trabalho nelas aplicado.  quase impossvel
viver dentro dos rendimentos, e os pais decidem que seus filhos no
sero agricultores; eles no tm coragem e esperana para ensin-los a
cultivar a terra. H necessidade de escolas para educar e adestrar os
jovens de tal maneira que saibam como superar este estado de coisas.
Deve haver instruo nas cincias e instruo em planos e mtodos de
cultivar a terra. H esperana no solo, mas  preciso aplicar o crebro,
o corao e a fora no trabalho de cultiv-lo. O dinheiro empregado em
corridas de cavalos, assistncia ao teatro, jogos e loterias; o dinheiro
gasto nos bares em cerveja e bebidas fortes, seja investido em tornar
produtiva a terra, e veremos diferente estado de coisas. Pg. 319 Este
pas necessita de lavradores educados. O Senhor d copiosas chuvas e
benfica luz solar. D aos homens todas as suas faculdades; dediquem
eles, portanto, o corao, a mente e as foras a realizar Sua vontade em
obedincia a Seus mandamentos.                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Removam todo hbito pernicioso, no
gastando jamais um centavo sequer com cerveja ou qualquer outra bebida
alcolica, nem com o fumo; nada tenham que ver com corridas de cavalos
ou esportes similares; e consagrem-se ento a Deus, trabalhando com seus
dons de fora fsica, e seu trabalho no ser em vo. O Deus que fez o
mundo para benefcio do homem prover da terra recursos para sustentar o
trabalhador diligente. A semente lanada no solo devidamente preparado
produzir seu resultado. Deus pode preparar uma mesa para Seu povo no
deserto. Tm de ser aprendidos os diversos ofcios e ocupaes, os quais
requerem a aplicao de grande variedade de aptides mentais e fsicas.
As ocupaes que exigem uma vida sedentria so as mais perigosas, pois
afastam os homens do ar livre e da luz solar, e adestram certo nmero de
faculdades, ao passo que outros rgos se debilitam pela falta de
atividade. H homens que promovem seu trabalho, aperfeioam seus
negcios e logo descem  sepultura. Muito mais favorvel  a condio
daquele cuja ocupao o mantm ao ar livre, onde exercita os msculos,
enquanto o crebro tambm  obrigado a trabalhar, e todos os rgos tm
o privilgio de efetuar sua obra. Novas cenas se desdobram continuamente
perante os que podem viver fora das cidades e trabalhar ao ar livre,
contemplando as obras do Artista por excelncia. Ao fazerem do livro da
Natureza seu objeto de estudo, opera neles uma influncia que
sensibiliza e subjuga; pois reconhecem que o cuidado de Deus est sobre
tudo, desde o glorioso Sol nos cus at o pequeno pardal ou o mais
diminuto inseto que tenha vida. A Majestade do Cu nos indicou estas
coisas da criao de Deus como evidncia de Seu amor. Disse Aquele que
formou as flores: "Considerai os lrios, como eles crescem; no
trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomo, em toda a sua
glria, se vestiu como Pg. 320 um deles. E, se Deus assim veste a erva,
que hoje est no campo e amanh  lanada no forno, quanto mais a vs,
homens de pequena f?" Luc. 12: 27 e 28. O Senhor  nosso Mestre, e
ensinados por Ele poderemos aprender as mais preciosas lies da
Natureza. O mundo est sob a maldio do pecado; e, no entanto, mesmo em
seu estado de decadncia,  muito belo. Se no fosse poludo pelos atos
inquos e corruptos dos homens que andam sobre a terra, poderamos com a
bno de Deus apreciar nosso mundo assim como . Mas a ignorncia, o
amor aos prazeres e os hbitos pecaminosos, corrompendo alma, corpo e
esprito, enchem o mundo de lepra moral; mortfera malria moral est
destruindo a milhares e dezenas de milhares. Que se deve fazer para
salvar a nossos jovens? Ns podemos fazer pouco, mas Deus vive e reina,
e Ele pode fazer muito. Os jovens so nossa esperana para a obra
missionria. Devem ser estabelecidas escolas onde a Natureza oferea a
maior quantidade possvel de atrativos que deleitem os sentidos e dem
variedade ao panorama. Embora evitemos o falso e artificial, rejeitando
as corridas de cavalos, o jogo de cartas, as loterias, as disputas de
prmios, a ingesto de bebidas alcolicas e o uso do fumo, devemos
proporcionar fontes de prazer que sejam puras e nobres e edificantes.
Devemos escolher para nossa escola um local afastado das cidades, onde
os olhos no tenham que pousar continuamente sobre as habitaes dos
homens, e, sim, sobre as obras de Deus; onde os alunos encontrem lugares
que lhes interesse visitar e que sejam diferentes do que aquilo que as
cidades oferecem. Coloquem-se os nossos estudantes onde a Natureza fale
aos sentidos e em sua voz possam ouvir a voz de Deus. Estejam onde
possam olhar para Suas obras maravilhosas e contemplar o Criador atravs
da Natureza. Os jovens deste pas necessitam de mais diligente trabalho
espiritual do que os de qualquer outro pas que tenhamos visitado. As
tentaes so fortes e numerosas; os muitos feriados e os hbitos de
ociosidade so muitssimo desfavorveis para eles. Satans faz do ocioso
um participante e colaborador de suas tramas, e o Senhor Jesus no
habita em seu corao pela f. As crianas e os jovens no so ensinados
a Pg. 321 reconhecer que sua influncia  um poder para o bem ou para o
mal. Sempre se deve manter diante deles o quanto podem realizar; devem
ser incentivados a alcanar a mais elevada norma de retido. Mas, desde
a juventude em diante, tm sido educados segundo a idia popular de que
os feriados estabelecidos devem ser tratados com respeito e observados.
De acordo com a luz que o Senhor me tem dado, esses dias no tm mais
influncia para o bem do que a adorao das divindades pags; pois em
realidade no  nada menos do que isso. Esses dias so os tempos de
colheita especiais de Satans. O dinheiro tirado de homens e mulheres 
gasto naquilo que no  po. Os jovens aprendem a amar o que 
desmoralizador, o que a Palavra de Deus condena. A influncia  m, e s
continuamente m. A ocupao manual para os jovens  essencial. A mente
no deve ser constantemente sobrecarregada, em detrimento das energias
fsicas. A ignorncia da fisiologia e a negligncia em observar as leis
da sade tm levado para a sepultura a muitos que poderiam haver vivido
para trabalhar e estudar inteligentemente. Adequado exerccio da mente e
do corpo desenvolver e fortalecer todas as faculdades. Sero
preservados a mente e o corpo, e podero realizar uma variedade de
trabalho. Os pastores e os professores precisam instruir-se acerca
destas coisas e tambm pratic-las. O devido emprego da fora fsica,
bem como o das faculdades mentais, equilibrar a circulao do sangue, e
manter cada rgo do mecanismo vivo em bom funcionamento. Com
freqncia se faz mau uso da mente; ela  incitada  loucura ao
prosseguir numa s linha de pensamento; a aplicao excessiva da energia
cerebral e o descuido dos demais rgos do corpo conferem ao organismo
uma condio doentia. Toda faculdade mental pode ser exercitada com
relativa segurana se se utilizam igualmente as faculdades fsicas, e se
varia o tema do pensamento. Necessitamos de uma mudana de ocupao, e a
Natureza  um mestre vivo e saudvel. Quando os alunos ingressam na
escola para educar-se, os Pg. 322 professores devem procurar rode-los
de objetos do mais agradvel e interessante carter, a fim de que a
mente no se restrinja ao montono estudo dos livros. A escola no
deveria estar dentro ou perto de uma cidade, pois as suas dissipaes,
seus prazeres inquos, seus perversos costumes e prticas requereriam
constante trabalho para neutralizar a iniqidade reinante, a fim de que
no envenene a prpria atmosfera respirada pelos alunos. Na medida do
possvel, todas as escolas deveriam situar-
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onde a vista possa repousar sobre as coisas da Natureza, em vez de sobre
um grupo de casas. A paisagem sempre varivel dar satisfao ao gosto e
dominar a imaginao. A Natureza  um mestre vivo que ensina
constantemente. Tenho estado preocupada com muitas coisas referentes a
nossa escola. Em seu trabalho os rapazes esto associados com as moas e
fazem o trabalho que corresponde s mulheres. Isto  quase tudo que se
pode encontrar para eles fazerem na situao em que se acham atualmente;
de acordo, porm, com a luz que me tem sido dada, no  esta a espcie
de educao que os jovens necessitam. No lhes proporciona o
conhecimento que devem levar consigo para seus lares. Deve haver
diferente espcie de trabalho ao seu alcance, que lhes d a oportunidade
de manter ocupadas tanto as faculdades fsicas como mentais. Deve haver
terra para cultivo. No est muito longe o tempo em que as leis
contrrias ao trabalho dominical sero mais rigorosas, e deve-se fazer
um esforo para adquirir terrenos afastados das cidades, onde se possam
cultivar frutas e verduras. A agricultura oferecer recursos para o
sustento prprio, e poderiam aprender-se tambm diversos outros ofcios.
Este trabalho real e ativo requer ao mesmo tempo fora intelectual e
muscular.  necessrio mtodo e tato para cultivar com xito frutas e
verduras. Os hbitos de laboriosidade sero importante auxlio para os
jovens ao resistirem  tentao.  esse um campo aberto para dar vazo a
suas energias reprimidas, as quais, se no forem empregadas em ocupao
til, sero constante fonte de aflio para eles mesmos e para seus
professores. Pg. 323 Podem ser inventadas muitas espcies de trabalho
adaptadas a diferentes pessoas. O cultivo da terra ser, porm, uma
bno especial para o obreiro. H grande falta de homens inteligentes
para lavrar a terra de modo cabal. Este conhecimento no ser um
obstculo para a educao essencial s atividades comerciais ou 
utilidade em qualquer sentido. Dar incremento  capacidade do solo
requer pensamento e inteligncia. Isto no somente desenvolver os
msculos, mas tambm as aptides para o estudo, porque h igualdade de
ao da parte do crebro e dos msculos. Devemos adestrar os jovens de
tal maneira que apreciem lidar com a terra e se deleitem em melhor-la.
A esperana quanto a promover a causa de Deus neste pas est em criar
um novo gosto moral no amor ao trabalho, o qual transformar a mente e o
carter. Tem sido dado falso testemunho ao condenar a terra, a qual, se
fosse devidamente trabalhada, produziria abundante lucro. Os planos
acanhados, o pouco vigor empregado e o reduzido estudo quanto aos
melhores mtodos clamam fortemente por reforma. O povo tem de aprender
que o trabalho paciente operar maravilhas. H muitas queixas acerca da
improdutividade do solo; entretanto, se os homens lessem as Escrituras
do Antigo Testamento, veriam que o Senhor conhece muito melhor do que
eles o que se refere ao apropriado cultivo da terra. Depois de haver
cultivado durante vrios anos certas pores do terreno e de haver
obtido seus tesouros, deve-se-lhes conceder descanso, e modificar ento
as plantaes. Tambm podemos aprender muita coisa do Antigo Testamento
a respeito do problema do trabalho. Se os homens seguissem as instrues
de Cristo acerca de lembrar-se dos pobres e suprir suas necessidades,
quo diferente seria este mundo! Tende sempre em vista a glria de Deus;
e se a colheita fracassa, no vos desanimeis; fazei uma nova tentativa;
lembrai-vos, porm, de que s pode haver colheita se o solo 
devidamente preparado para a sementeira; o fracasso pode dever-se
inteiramente ao descuido neste ponto. A escola a ser estabelecida na
Austrlia deve dar primazia ao assunto das indstrias, revelando o fato
de que o trabalho corporal tem o seu lugar no plano de Deus para cada
homem, e Pg. 324 que Sua bno acompanha esse trabalho. As escolas
estabelecidas por aqueles que ensinam e praticam a verdade para este
tempo devem ser dirigidas de tal maneira que se acrescentem novos
incentivos a todas as espcies de trabalho prtico. Haver muita coisa
para provar os educadores, mas ter sido alcanado um grande e nobre
objetivo quando os estudantes sentirem que o amor a Deus deve ser
revelado no somente na consagrao do corao, da mente e da alma, mas
tambm na hbil e sbia aplicao de suas foras. Suas tentaes sero
muito menores; e deles, por preceito e exemplo, resplandecer uma luz
entre as teorias errneas e os costumes que imperam no mundo. Sua
influncia tender a corrigir a falsa idia de que a ignorncia  o
distintivo de um homem honrado. Deus seria glorificado se viessem para
este pas homens de outras partes, que tenham adquirido inteligente
noo da agricultura e que, por preceito e exemplo, ensinem as pessoas a
cultivar a terra para que produza abundantes riquezas. H necessidade de
homens que ensinem outros a arar e a fazer uso dos implementos da
agricultura. Quem sero os missionrios para realizar essa obra e para
ensinar mtodos adequados aos jovens e a todos os que se sentem
dispostos e bastante humildes para aprender? Se alguns no querem que se
lhes dem idias melhores, sejam as lies dadas silenciosamente,
mostrando o que se pode fazer formando pomares e plantando cereais; que
a colheita fale com eloqncia em favor de corretos mtodos de trabalho.
Dirigi uma palavra a vossos vizinhos quando puderdes faz-lo, prossegui
no cultivo de vosso prprio terreno, e isso educar. Alguns podero
insistir em que nossa escola deve estar na cidade a fim de conceder
influncia a nossa obra, e em que, se estiver no campo, perde-se a
influncia sobre as cidades; mas este no  necessariamente o caso. Os
jovens que freqentam nossa escola pela primeira vez no se acham
preparados para exercer uma influncia correta em qualquer cidade como
luzes que brilham no meio das trevas. No estaro preparados para
refletir a luz at que se dissipem as trevas de sua prpria educao
errnea. No futuro nossa escola no ser a mesma que Pg. 325 tem sido
no passado. Entre os estudantes tem havido homens de so juzo e de
experincia que tm tirado proveito da oportunidade de obter mais
conhecimento para efetuar uma obra racional na causa de Deus. Estes tm
sido uma ajuda na escola, pois contribuem para o seu equilbrio; mas no
futuro a escola se compor principalmente de alunos cujo carter tem que
ser transformado e aos quais ser necessrio dedicar muito trabalho
paciente; tero que desaprender e aprender de novo. Levar tempo para
desenvolver o verdadeiro esprito missionrio, e quanto mais estiverem
afastados das cidades e das tentaes que as inundam, tanto mais fcil
ser adquirirem o verdadeiro conhecimento e desenvolverem carter bem
equilibrado.                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet Os agricultores necessitam de muito mais
inteligncia em seu trabalho. Na maioria dos casos eles mesmos so
culpados se no vem a terra produzir sua colheita. Devem aprender
constantemente como obter da terra uma variedade de tesouros. Na medida
do possvel, as pessoas devem aprender a depender dos produtos que podem
ser obtidos do solo. Em cada fase desta espcie de trabalho podem educar
a mente a labutar pela salvao de almas, pelas quais Cristo morreu.
"Vs sois lavoura de Deus e edifcio de Deus." I Cor. 3:9. Levem os
professores de nossas escolas os alunos consigo aos jardins e campos, e
ensinem-lhes a cultivar a terra da maneira mais excelente. Seria bom se
os pastores que trabalham na palavra ou na doutrina pudessem ir aos
campos e passassem parte do dia em exerccio fsico com os alunos.
Poderiam fazer como fez Cristo, dando lies da Natureza para ilustrar a
verdade da Bblia. Tanto os professores como os alunos teriam ento
muito mais salutar experincia nas coisas espirituais, inteligncia mais
poderosa e mais puro corao para interpretar os mistrios eternos, do
que estudando livros de maneira to constante e aplicando o crebro sem
exercitar os msculos. Deus concedeu aos homens e s mulheres a
faculdade do raciocnio, e quer que empreguem a razo no tocante ao uso
de seu mecanismo fsico. Pode-se fazer a pergunta: Pg. 326 Como pode
aquele que maneja o arado e dirige os bois adquirir sabedoria? -
Buscando-a como a prata e procurando-a como a tesouros escondidos. Assim
seu Deus lhe ensina o que  conveniente, e o instrui. (Isa. 28:26.) "At
isto procede do Senhor dos Exrcitos, porque  maravilhoso em conselho e
grande em obra." Isa. 28: 29. Aquele que ensinou Ado e Eva no den a
cuidar do jardim, gostaria de instruir os homens hoje. H sabedoria para
aquele que maneja o arado e planta e semeia a semente. A terra tem seus
tesouros escondidos, e o Senhor gostaria de ter trabalhando o solo
milhares e dezenas de milhares que esto aglomerados nas cidades 
espera de uma oportunidade para ganhar uma bagatela; em muitos casos
essa bagatela no se converte em po, mas  posta na gaveta do dono do
bar, em troca do que destri a razo do homem formado  imagem de Deus.
Os que tomam suas famlias e as levam para o campo colocam-nas onde
tero menos tentaes. Os filhos que se acham em companhia de pais que
amam e temem a Deus esto em todo sentido melhor situados para aprender
do grande Mestre, o qual  a origem e fonte de sabedoria. Tm eles
oportunidade muito mais favorvel de se tornarem aptos para o reino do
Cu. Enviai os filhos para escolas situadas na cidade onde todo aspecto
de tentaes est  espera para atra-los e desmoraliz-los, e a tarefa
de edificar o carter ser dez vezes mais rdua para os pais e os
filhos. Deve-se fazer com que a Terra manifeste sua fora; mas, sem a
bno de Deus, ela nada pode fazer. No princpio Deus contemplou tudo
quanto fizera e disse que era muito bom. A Terra foi amaldioada em
conseqncia do pecado. Deve-se, porm, multiplicar essa maldio pelo
aumento do pecado? A ignorncia est realizando sua funesta obra. Servos
indolentes esto aumentando o mal por meio de seus hbitos ociosos.
Muitos relutam em ganhar o po com o suor do rosto e recusam cultivar o
solo. Mas nas profundezas da Terra h bnos ocultas para os que tm
coragem, disposio e perseverana para ajuntar seus tesouros. Pais e
Pg. 327 mes que possuem um pedao de terra e um lar confortvel so
reis e rainhas. Muitos agricultores tm falhado em arrancar do solo
adequado lucro porque empreendem o trabalho como se ele fosse ocupao
degradante; no vem que h nele uma bno para si e suas famlias.
Tudo que podem discernir  o estigma de servido. Seus pomares so
negligenciados, as colheitas no so guardadas no tempo certo e  feito
apenas um trabalho superficial no cultivo do solo. Muitos negligenciam
suas plantaes a fim de observar dias de festas e assistir a corridas
de cavalos e freqentar clubes de apostas; seu dinheiro  gasto em
espetculos, loterias e ociosidade; e depois alegam que no podem obter
dinheiro para cultivar a terra e melhorar suas lavouras; se tivessem,
porm, mais dinheiro, o resultado seria o mesmo. Special Testimonies on
Education, fevereiro de 1894. 42 O Fundamento da Verdadeira Educao
Pg. 328 A verdadeira educao  uma cincia grandiosa, porque se baseia
no temor do Senhor, que  o princpio da sabedoria. Cristo  o maior
Mestre que este mundo j conheceu, e no  do agrado do Senhor Jesus que
os sditos de Seu reino, pelos quais Ele morreu, sejam educados de tal
maneira que coloquem a sabedoria dos homens no primeiro plano e releguem
a sabedoria de Deus, conforme  revelada em Sua santa Palavra, ao ltimo
lugar. A verdadeira educao preparar as crianas e os jovens para a
vida presente, e, com referncia  vida futura, para uma herana na
ptria melhor, isto , a celestial. Eles devem ser preparados para a
ptria  qual olharam os patriarcas e profetas. "Todos estes morreram na
f, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo
nelas, e abraando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na
Terra. Porque os que isso dizem claramente mostram que buscam uma
ptria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam sado,
teriam oportunidade de tornar. Mas, agora, desejam uma melhor, isto , a
celestial. Pelo que tambm Deus no Se envergonha deles, de se chamar
seu Deus, porque j lhes preparou uma cidade." Heb. 11:13-16. O mtodo
geral de educar a juventude no alcana a norma da verdadeira educao.
Sentimentos ateus esto entretecidos nas matrias expostas nos livros
escolares, e os orculos de Deus so colocados em uma luz duvidosa ou
at mesmo censurvel. Assim a mente dos jovens se familiariza com as
sugestes de Satans; e as dvidas uma vez acariciadas tornam-se fatos
positivos para os que as mantm, e a pesquisa cientfica se torna
enganosa por causa da forma em que suas descobertas so interpretadas e
pervertidas. Os homens assumem o encargo de colocar a Palavra de Deus
ante um tribunal finito, Pg. 329 e pronuncia-se a sentena sobre a
inspirao de Deus de acordo com a avaliao finita, fazendo-se com que
a verdade divina parea como coisa duvidosa diante dos anais da cincia.
Esses falsos educadores exaltam a Natureza acima do Deus da Natureza e
acima do Autor de toda cincia verdadeira. Precisamente quando os
professores deveriam ter sido firmes e resolutos em seu testemunho;
precisamente quando deveria haver-se tornado manifesto que sua alma
estava firmada na Rocha Eterna; quando deveriam ter sido capazes de
inspirar f nos que duvidavam, admitiram sua prpria incerteza a
respeito do que era                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet verdade: se a Palavra de Deus ou as
descobertas da falsamente chamada cincia. Os que realmente eram
conscienciosos foram levados a titubear em sua f devido  hesitao dos
que professavam ser expoentes da Bblia quando lidavam com os orculos
vivos. Satans tem-se aproveitado da incerteza mental e, mediante
agentes invisveis, tem amontoado seus enganos, fazendo com que os
homens fiquem envoltos na nvoa do ceticismo. Homens instrudos tm
feito prelees em que a verdade  mesclada com o erro; e
desequilibraram a mente dos que se inclinavam para o erro em vez de para
a verdade. Os enganos sutilmente tramados pelos assim chamados sbios
possuem certo encanto para determinada classe de estudantes; mas a
impresso que essas prelees deixam na mente  a de que o Deus da
Natureza  restringido por Suas prprias leis. Tem-se discorrido
longamente sobre a imutabilidade da Natureza, e teorias cticas tm sido
adotadas de bom grado por aqueles cuja mente escolheu a atmosfera da
dvida, porque no estavam em harmonia com a santa lei de Deus,
fundamento de Seu governo no Cu e na Terra. Sua natural propenso para
o mal facilitou- lhes a escolha de falsos caminhos e fez com que
duvidassem da veracidade dos relatos e da histria tanto do Antigo como
do Novo Testamento. Envenenados pelo erro, aproveitaram toda
oportunidade para lanar as sementes da dvida em outros espritos. A
Natureza  exaltada acima do Deus da Pg. 330 Natureza, e  destruda a
simplicidade da f, pois d-se a impresso de que o fundamento da f 
inseguro. Envolta na nvoa do ceticismo, a mente dos que duvidam 
arremessada contra os recifes da incredulidade. The Youth's Instructor,
31 de janeiro de 1895. 43 Cuidado com as Imitaes! Pg. 331 A
associao com homens instrudos  tida por alguns em mais alta estima
que a comunho com o Deus do Cu. As declaraes dos sbios so
consideradas de mais valor que a mais elevada sabedoria revelada na
Palavra de Deus. Enquanto, porm, a incredulidade levanta orgulhosamente
a cabea, o Cu contempla com desprezo a vaidade e a insignificncia do
raciocnio humano, pois o homem em si e por si mesmo  vaidade. Todo o
mrito, toda a dignidade moral dos homens tem pertencido a eles
simplesmente atravs dos mritos de Jesus Cristo. Que so, ento, as
especulaes das mentes mais elevadas dentre os maiores homens que j
viveram? No obstante, os homens colocam seu raciocnio humano  frente
da revelada vontade de Deus, e apresentam ao mundo o que eles afirmam
ser sabedoria mais elevada que a do Eterno. Em suas vs imaginaes
pretendem lanar por terra a economia do Cu para satisfazer suas
prprias inclinaes e desejos. O grande Deus tem uma lei para reger Seu
reino, e os que a espezinham descobriro um dia que esto sujeitos a
seus estatutos. O remdio para a transgresso no se encontra em
declarar que a lei est abolida. Abolir a lei seria desonr-la e
desacatar o Legislador. A nica salvao para o transgressor da lei se
encontra no Senhor Jesus Cristo; porque mediante a graa e a expiao do
Filho unignito de Deus o pecador pode ser salvo, e vindicar-se a lei.
Os homens que perante o mundo fazem alarde de ser notveis exemplos de
grandeza, menosprezando ao mesmo tempo a revelada vontade de Deus,
cobrem o homem de honra e falam da perfeio da Natureza. Pintam um
belssimo quadro, mas  uma iluso, um lisonjeiro engano, pois caminham
nas fascas que eles mesmos acenderam. Os que apresentam uma doutrina
contrria  da Bblia so guiados pelo grande apstata que foi expulso
dos trios de Deus. Escreveu-se o seguinte a seu respeito antes de sua
queda: "Tu s o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito Pg.
332 em formosura. Estavas no den, jardim de Deus; toda pedra preciosa
era a tua cobertura... Tu eras querubim ungido para proteger, e te
estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras
afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que
foste criado, at que se achou iniqidade em ti. ... Elevou-se o teu
corao por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por
causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus,
para que olhem para ti. ... Eu... te tornei em cinza sobre a terra, aos
olhos de todos os que te vem. Todos os que te conhecem entre os povos
esto espantados de ti; em grande espanto te tornaste e nunca mais sers
para sempre." Ezeq. 28:12-19. Com semelhante guia - um anjo expulso do
Cu - esses pretensos sbios da Terra podem inventar teorias fascinantes
para obcecar a mente dos homens. Paulo disse aos glatas: "Quem vos
fascinou para no obedecerdes  verdade?" Gl. 3:1. Satans tem uma
mente superior e agentes escolhidos pelos quais opera para exaltar a
homens e honr-los acima de Deus. Mas Deus est revestido de poder; pode
tomar os que esto mortos em delitos e pecados e, por meio da operao
do Esprito que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, transformar o
carter humano, restituindo  alma a perdida imagem de Deus. Os que
crem em Jesus Cristo so transformados de rebeldes contra a lei de Deus
em servos obedientes e sditos de Seu reino. So de novo nascidos,
regenerados, santificados por meio da verdade. O ctico no admite este
poder, e nega toda evidncia at que caia sob o domnio de suas
faculdades finitas. Atreve-se at a pr de lado a lei de Deus e a
assinalar o limite do poder de Jeov. Mas Deus disse: "Destruirei a
sabedoria dos sbios e aniquilarei a inteligncia dos inteligentes. Onde
est o sbio? Onde est o escriba? Onde est o inquiridor deste sculo?
Porventura, Pg. 333 no tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo no conheceu a Deus pela Sua
sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregao.
Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; mas ns
pregamos a Cristo crucificado, que  escndalo para os judeus e loucura
para os gregos. Mas, para os que so chamados, tanto judeus como gregos,
lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus." I Cor.
1:19-24. The Youth's Instructor, 7 de fevereiro de 1895. 44 Rpido
Preparo Para a Obra Pg. 334                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Por diversas noites tenho estado muito
perplexa. Fico to perturbada que no consigo dormir bem. Minha ateno
tem sido despertada para certas coisas que preciso apresentar diante de
vs. Os professores de nossas escolas no Sanatrio e no Colgio de
Battle Creek precisam estar constantemente de sobreaviso, para que os
seus planos e sua conduta no debilitem e extingam a f dos estudantes
cujo corao foi profundamente impressionado pelo Esprito Santo. Eles
ouviram a voz de Jesus dizendo: "Filho, vai trabalhar hoje na vinha."
Mat. 21:28. Sentem necessidade de adequado curso de estudos, a fim de
que estejam preparados para labutar para o Mestre, e deve-se fazer todo
o esforo possvel para apressar seu avano; mas deve ser mantido
constantemente  vista o objetivo de sua educao. Desnecessria delonga
no deve ser recomendada nem permitida. As pessoas que se comprometeram
a ajudar a sustentar os alunos durante seu curso de estudos sofrem
grande perda se o tempo e o dinheiro so gastos insensatamente. Tais
pessoas manifestaram boa vontade e prontido para ajudar; mas ficam
desalentadas quando vem prolongar-se o tempo calculado inicialmente
como sendo necessrio para os estudantes receberem o devido preparo para
a obra, incentivando-se ainda os alunos a fazer outro curso de estudos 
custa dessas pessoas. Os anos passam, e ainda  realada perante os
estudantes a necessidade de mais instruo. Este prolongado processo de
aumentar cada vez mais o tempo e os ramos de estudo  uma das ciladas de
Satans para deter os obreiros. Os alunos, por si mesmos, no cogitariam
em semelhante delonga para ingressarem na obra, se no lhes fosse
recomendada com insistncia pelos supostos pastores e tutores que so os
seus professores e mdicos. Se houvesse mil anos  nossa frente, tal
profundeza de conhecimento no seria solicitada, embora fosse muito mais
conveniente; mas Pg. 335 o nosso tempo agora  restrito. Foi declarado:
"Hoje, se ouvirdes a Sua voz, no endureais o vosso corao." Heb.
3:15. No pertencemos  classe de pessoas que definem o exato perodo de
tempo que decorrer antes da segunda vinda de Jesus com poder e grande
glria. Alguns marcaram certo tempo, e quando esse tempo passou, seu
esprito presunoso no aceitou a repreenso, e eles tm marcado
diversas outras datas; numerosos fracassos caracterizaram-nos, porm,
como falsos profetas. "As coisas encobertas so para o Senhor, nosso
Deus; porm as reveladas so para ns e para nossos filhos, para
sempre." Deut. 29:29. A despeito do fato de haver falsos profetas,
tambm h os que pregam a verdade segundo  apresentada nas Escrituras.
Com profundo ardor e com genuna f, movidos pelo Esprito Santo, eles
esto incitando mentes e coraes, mostrando-lhes que estamos vivendo
perto da segunda vinda de Cristo, mas o dia e a hora de Seu aparecimento
acham-se fora do alcance da compreenso humana; pois "daquele dia e hora
ningum sabe, nem os anjos dos Cus, nem o Filho, mas unicamente Meu
Pai". Mat. 24:36. Deus estabeleceu, porm, um dia para o trmino da
histria deste mundo. "Este evangelho do reino ser pregado em todo o
mundo, em testemunho a todas as gentes, e ento vir o fim." Mat. 24:14.
A profecia se cumpre rapidamente. Mais, muito mais deve ser dito acerca
destes assuntos tremendamente importantes. Perto est o dia em que ser
decidido para sempre o destino de toda alma. Esse dia do Senhor muito se
apressa. Os falsos vigias esto erguendo o brado: "Tudo est bem"; mas o
dia de Deus se aproxima rapidamente. O rudo de seus passos  to
abafado que no desperta o mundo do sono mortal em que se acha imerso.
Enquanto os vigias clamam "Paz e segurana", "lhes sobrevir repentina
destruio", "e de modo nenhum escaparo"; (I Tess. 5:3) "porque vir
como um lao sobre todos os que habitam na face de toda a Terra". Luc.
21:35. Ele surpreende o amante dos prazeres e o homem pecaminoso como
ladro de noite. Quando aparentemente tudo est seguro e os homens Pg.
336 se recolhem a satisfeito repouso, ento o espreitante e furtivo
ladro da meia-noite aproxima-se de sua vtima. Quando  muito tarde
para evitar o mal, descobre-se que alguma porta ou janela no foi
fechada com segurana. "Estai vs apercebidos tambm, porque o Filho do
homem h de vir  hora em que no penseis." Mat. 24:44. As pessoas
entregam-se agora ao descanso, imaginando estar seguras dentro das
igrejas populares; cuidem todos, porm, para que no seja deixada uma
brecha pela qual o inimigo obtenha entrada. Deve-se fazer um grande
esforo para manter este assunto perante o povo. O solene fato de que o
dia do Senhor vir repentina e inesperadamente deve ser mantido no s
perante as pessoas do mundo, mas tambm diante de nossas prprias
igrejas. A terrvel advertncia da profecia  dirigida a toda alma.
Ningum julgue estar isento do perigo de ser apanhado de surpresa. No
permitais que a interpretao proftica de pessoa alguma arrebate vossa
convico do conhecimento de ocorrncias que revelam que este grande
acontecimento est bem prximo. O dinheiro gasto em construes
adicionais e ampliaes de edifcios existentes em Battle Creek deveria
ter sido usado para criar facilidades a fim de levar avante a obra em
lugares onde no se fez coisa alguma. Deus no Se agrada da maneira pela
qual tm sido empregados os Seus recursos. Para com Ele no h acepo
de lugares ou de pessoas. O costume de proporcionar a algumas pessoas
todas as vantagens para aperfeioarem sua educao em tantos ramos que
lhes seria impossvel usar a todos eles,  um dano, em vez de um
benefcio para aquele que frui tantas vantagens, alm de privar a outros
dos privilgios de que tanto necessitam. Caso houvesse muito menos desse
prolongado preparo, muito menos de exclusiva dedicao ao estudo,
haveria muito mais oportunidade para os estudantes aumentarem a f em
Deus. Aquele que durante longo tempo s dedica todas as suas energias ao
estudo, torna-se fascinado, ficando realmente absorto em seus livros, e
perde de vista o alvo que pretendia alcanar ao vir para a escola.
Foi-me mostrado que alguns Pg. 337 dos alunos esto perdendo a
espiritualidade, que sua f se vai enfraquecendo e que eles no entretm
contnua comunho com Deus. Despendem quase todo o tempo no manuseio de
livros; parecem conhecer bem pouco mais que isto. Mas de que proveito
lhes ser todo esse preparo? Que benefcio fruiro de todo o tempo e
recursos empregados? Digo-vos que sero mais do que perdidos. Deve haver
menos dessa espcie de trabalho, e mais f no poder divino. O povo que
ama os mandamentos de Deus deve testificar ao mundo de sua f por meio
de suas obras. Quando os estudantes vm a Battle Creek de longas
distncias e com grandes despesas, esperando receber instruo a
respeito de como podem tornar-se missionrios de xito, essa idia no
deve ser perdida de vista numa variedade de estudos. Considerai
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Moiss; o grande anelo de sua alma era que a presena de Deus estivesse
com ele, e que pudesse contemplar-Lhe a glria. Se forem dados aos
alunos mais estudos do que os que so absolutamente necessrios, isso
concorre para fazer com que esqueam o verdadeiro objetivo de sua vinda
a Battle Creek. Agora  o tempo em que  essencial efetuar somente o
trabalho que for necessrio. Longos anos de preparo no so uma real
necessidade. O preparo dos estudantes tem sido conduzido de acordo com o
mesmo princpio que os processos de construo. Tem-se acrescentado um
edifcio aps o outro simplesmente para tornar as coisas um pouco mais
cmodas e esmeradas. Deus est solicitando - e isso por diversos anos -
que haja uma reforma nestes aspectos. Ele quer que no haja
desnecessrio dispndio de recursos. O Senhor no est a favor de que
sejam gastos tanto tempo e dinheiro com umas poucas pessoas que vm a
Battle Creek a fim de obter melhor preparo para a obra. Em todos os
casos deve haver a mais atenta considerao quanto  melhor maneira de
gastar dinheiro na educao dos alunos. Ao passo que tanto se emprega
para pr uns poucos em dispendioso curso de estudos, muitos h que se
acham sedentos do conhecimento que poderiam obter dentro de alguns
meses; um ou dois anos seriam considerados grande bno. Pg. 338 Se
todos os meios so usados em manter alguns por vrios anos de estudo,
muitos rapazes e moas igualmente dignos no podem receber nenhuma
ajuda. Espero que os administradores da escola e do Sanatrio de Battle
Creek considerem esta questo devota e inteligentemente, e sem
parcialidade. Em lugar de supereducar a alguns, ampliai a esfera de
vossa caridade. Resolvei que os meios que pretendeis usar em educar
obreiros para a causa no sejam gastos simplesmente com um,
habilitando-o a obter mais do que ele na realidade necessita, ao passo
que outros so deixados sem receber coisa nenhuma. Dai aos alunos um
comeo, mas no considereis vosso dever conduzi-los ano aps ano.  seu
dever sarem para o campo a trabalhar, e a vs cumpre estender vossa
caridade a outros que necessitam de auxlio. A obra de Cristo no foi
realizada de tal modo que deslumbrasse os homens com Suas aptides
superiores. Ele saiu do seio do Onisciente, e poderia haver assombrado o
mundo com o grande e glorioso conhecimento que possua; ficou, no
entanto, calado e silencioso. No era Sua misso esmag-los com a
imensidade dos Seus talentos, e, sim, andar com mansido e humildade,
para que pudesse ensinar aos ignorantes o caminho da salvao. Um
devotamento demasiado grande ao estudo, mesmo da verdadeira cincia,
gera anormal apetite, o qual se desenvolve  medida que  alimentado.
Isto cria o desejo de adquirir mais conhecimento do que  essencial para
efetuar a obra do Senhor. A perseguio do conhecimento meramente por
amor dele desvia a mente da devoo para com Deus, detm o progresso no
sentido da santidade prtica e impede a alma de percorrer o caminho que
conduz a uma vida mais santa e feliz. O Senhor Jesus s comunicava a
medida de instruo que podia ser utilizada. Meus irmos, vossa maneira
de apresentar a necessidade de anos de estudo no agrada a Deus. O
Senhor Jesus deseja que os homens desenvolvam os seus talentos, e
prometeu acrescentar graa a graa. Comunicando aos outros, receberemos
em maior abundncia. Pg. 339 E, ao labutarmos deste modo, a mente no
ser obstruda por uma grande quantidade de assuntos que nela se
acumularam pela falta de oportunidade de comunicar o que foi recebido. O
estudante torna-se um dispptico mental pelo acmulo de muitas coisas
que no consegue usar. Tem sido desperdiado muito tempo e prejudicada a
utilidade progressiva dos alunos pelo ensino daquilo que no pode ser
utilizado pelo Esprito de Deus. Os que vm para a escola de Battle
Creek devem ser conduzidos com rapidez e eficincia atravs de um tal
curso de estudos que seja de utilidade prtica no salutar
desenvolvimento do corpo e santa atividade da alma. Em Seu evangelho,
Deus fala no somente para favorecer o crescimento da capacidade mental
do homem, mas tambm para ensinar como podem ser avivadas as
sensibilidades morais. Isto  ilustrado pelo caso de Daniel e os trs
hebreus. Eles conservaram sempre diante de si o temor e o amor de Deus,
e o resultado  consignado da seguinte maneira: "A esses quatro jovens
Deus deu o conhecimento e a inteligncia em todas as letras e sabedoria;
mas a Daniel deu entendimento em toda viso e sonhos." Dan. 1:17. Cristo
disse: "Bem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam."
Luc. 11:28. S o po da vida pode satisfazer a alma faminta. S a gua
da vida saciar a sede da alma. A mente dos discpulos era muitas vezes
estimulada pela curiosidade; mas em vez de satisfazer-lhes o desejo de
conhecer coisas que no eram necessrias para o adequado desempenho de
sua obra, Ele franqueava-lhes ao esprito novas direes de pensamento.
Dava-lhes muito necessrias instrues quanto  piedade prtica. Os
numerosos ramos que os estudantes so induzidos a assumir em seus
estudos, retendo-os da obra por diversos anos, no fazem parte da ordem
de Deus. Cristo veio buscar e salvar o perdido. Ao dizer: "Segue-Me",
Ele assumiu a posio de instrutor. Toda a luz que Ele trouxe do Cu
para os homens deve ser usada para revelar-lhes a profundeza da
destruio em que foram lanados por seus pecados e para Pg. 340
indicar-lhes o nico caminho que pode ser trilhado com a esperana de
chegar a um lugar seguro. Os brilhantes raios do Sol da Justia incidem
sobre este caminho, e o viajante, embora ingnuo, no precisa errar o
caminho. Os que vm para Battle Creek no devem ser incentivados a
absorver diversos anos de estudo. A intemperana no estudo  uma espcie
de intoxicao, e os que condescendem com ela,  semelhana do
alcolatra, desviam-se dos caminhos seguros, e tropeam e caem nas
trevas. O Senhor quer que todo estudante conserve em mente que devemos
ter em vista, unicamente, a glria de Deus. Eles no devem consumir e
dissipar suas energias fsicas e mentais em buscar obter todo
conhecimento possvel das cincias; mas todo indivduo deve conservar o
brilho e o vigor de todas as suas energias para se empenhar na obra que
o Senhor lhe designou em auxiliar almas a encontrar o caminho da
justia. Todos devem conservar o vigor de sua vida, sua energia
espiritual e suas aspiraes, e preparar-se para deixar os seus estudos
na escola e assumir os estudos mais prticos na esfera de atividade,
onde os anjos cooperam com eles. Os seres celestiais operam
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meio dos agentes humanos. A ordem do Cu  fazer, trabalhar - fazer algo
que redunde para a glria de Deus pelo fato de ser um benefcio para
nossos semelhantes prestes a perecer. Existe o grande perigo de que os
alunos de nossas escolas deixem de aprender a importantssima lio que
nosso Mestre deseja que eles aprendam. Esta lio nos  transmitida
neste trecho das Escrituras: "Tomai sobre vs o Meu jugo, e aprendei de
Mim, que sou manso e humilde de corao, e encontrareis descanso para a
vossa alma. Porque o Meu jugo  suave, e o Meu fardo  leve." Mat.
11:29. Alguns no somente deixaram de aprender a levar o jugo do manso e
humilde Jesus, mas tm sido incapazes de resistir s tentaes que os
assediam. Jovens inexperientes que percorreram longas distncias para
obter as vantagens de uma educao em nossa escola perderam seu apego a
Jesus. Essas coisas no deveriam ser assim. Pg. 341 O Senhor no
escolhe nem aceita trabalhadores segundo as numerosas vantagens que eles
tm desfrutado, ou segundo a educao superior que receberam. O valor do
instrumento humano  avaliado de acordo com a capacidade do corao para
conhecer e compreender a Deus. "Tu, pois, meu filho, fortifica-te na
graa que h em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas,
ouviste, confia-o a homens fiis, que sejam idneos para tambm
ensinarem os outros. Sofre, pois, comigo, as aflies, como bom soldado
de Jesus Cristo." II Tim. 2:1-3. O supremo bem possvel  obtido por
meio do conhecimento de Deus. "A vida eterna  esta: que conheam a Ti
s por nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo
17:3. Este conhecimento  a fonte secreta de que dimana todo o poder. 
mediante o exerccio da faculdade da f que somos habilitados a receber
e praticar a palavra de Deus. No se pode aceitar nenhuma desculpa, nem
receber algum pretexto de justificao para no conhecer e compreender a
vontade do Senhor. Deus iluminar o corao que  leal a Ele. Pode
discernir os pensamentos e as intenes do corao.  intil alegar que
se as coisas fossem assim e assim, teramos feito isso e aquilo. No h
um "se" em relao com os requisitos de Deus; Sua palavra  sim e amm.
No corao de f no pode haver a menor dvida quanto ao poder de Deus
para cumprir Suas promessas. A f genuna atua pelo amor e purifica a
alma. Disse Jesus para o pai aflito que solicitou que o terno amor e a
compaixo de Cristo fossem exercidos em favor de seu atribulado filho:
"Se tu podes crer; tudo  possvel ao que cr." Mar. 9:23. Todas as
coisas so possveis para Deus, e pela f podemos apoderar-nos de Seu
poder. Mas a f no  viso; a f no  sentimento; a f no 
realidade. "F  o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova
das coisas que se no vem." Heb. 11:1. Viver pela f significa pr de
lado os sentimentos e os desejos egostas, andar humildemente com o
Senhor, apoderar-se de Suas promessas e aplic-las a todas as ocasies,
crendo que Deus executar Pg. 342 Seus planos e propsitos em nosso
corao e vida pela santificao de nosso carter; significa depender
inteiramente da fidelidade de Deus e nela confiar implicitamente. Se for
tomada essa atitude, outros vero os frutos especiais do Esprito
manifestados na vida e no carter. A educao recebida por Moiss, como
neto do rei, foi completa. No se negligenciou nada que pudesse torn-lo
um sbio segundo a concepo que os egpcios tinham acerca da sabedoria.
Essa educao serviu de auxlio para ele em muitos sentidos; mas a parte
mais valiosa de seu preparo para a obra de sua vida foi adquirida
enquanto ele labutava como pastor. Enquanto ele guiava seus rebanhos
atravs dos ermos agrestes das montanhas e aos pastos verdejantes dos
vales, o Deus da Natureza ensinou-lhe a sabedoria mais elevada e
grandiosa. Na escola da Natureza, tendo o prprio Cristo como professor,
ele contemplou e aprendeu lies de humildade, mansido, f e confiana,
e de um modesto sistema de vida, servindo tudo isso para ligar sua alma
mais firmemente com Deus. Na solido das montanhas ele aprendeu aquilo
que toda a sua instruo no palcio real no conseguiu transmitir-lhe -
simples e inabalvel f e constante confiana no Senhor. Moiss supunha
que sua educao na sabedoria do Egito o habilitara plenamente para
libertar a Israel do cativeiro. No era ele versado em todas as coisas
necessrias para um general de exrcito? No tivera as maiores vantagens
das melhores escolas do pas? - Sim; ele achava que estava em condies
de livr-los. Aplicou-se primeiro ao trabalho procurando granjear o
favor de seu povo, reparando suas injustias. Ele matou um egpcio que
afligia um de seus irmos. Com isto ele manifestou o esprito daquele
que foi homicida desde o princpio e demonstrou ser incompetente para
representar o Deus de misericrdia, amor e ternura. Transformou sua
primeira tentativa num deplorvel fracasso. Como muitos outros, perdeu
ento imediatamente a confiana em Deus e volveu as costas para a obra
que lhe fora designada; fugiu da ira de Fara. Ele inferiu que devido a
seu erro, seu grande pecado de tirar a Pg. 343 vida do cruel egpcio,
Deus no permitiria que tivesse alguma parte na obra de livrar Seu povo
da atroz servido. Mas o Senhor permitiu essas coisas para que pudesse
ensinar-lhe a delicadeza, bondade, longanimidade que todo trabalhador
para o Mestre necessita possuir; pois so estas as caractersticas que
distinguem o obreiro de xito na causa do Senhor. O conhecimento dos
atributos do carter de Cristo Jesus no pode ser obtido por meio da
mais elevada educao nas melhores escolas cientficas. Essa sabedoria
s  aprendida do grande Mestre. As lies de mansido semelhante  de
Cristo, humildade de corao, reverncia pelas coisas sagradas, no so
ensinadas eficazmente em nenhuma outra parte, a no ser na escola de
Cristo. Moiss fora ensinado a esperar lisonja e louvor em virtude de
suas aptides superiores; mas devia aprender agora uma lio diferente.
Como pastor de ovelhas, Moiss foi ensinado a cuidar das ovelhas
aflitas, a tratar das que se achavam doentes, a procurar pacientemente
pelas que se desgarravam, a tolerar as ovelhas obstinadas, a suprir com
amorosa solicitude as necessidades dos cordeirinhos e das ovelhas mais
velhas e fracas.  medida que se desenvolveram estes aspectos de seu
carter, ele foi atrado para mais perto do Supremo Pastor. Uniu-se ao
Santo de Israel e submergiu-se nEle. Cria no grande Deus. Mantinha
comunho com o Pai por meio de humilde orao. Volvia-se para o
Altssimo em busca de educao nas coisas espirituais e de conhecimento
de seus deveres como fiel pastor. Sua vida tornou-se to intimamente
ligada com o Cu que Deus falava com ele face a face.
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Estando assim preparado, ele achava-se disposto a atender ao chamado de
Deus para trocar seu cajado de pastor pela vara da autoridade; a deixar
seu rebanho de ovelhas a fim de assumir a liderana de mais de um milho
de pessoas idlatras e rebeldes. Teria de confiar, porm, no Guia
invisvel. Assim como a vara era simplesmente um instrumento em sua mo,
assim deveria ele ser um instrumento submisso manejado pela mo de Jesus
Cristo. Moiss foi escolhido para ser o pastor do prprio povo de Deus,
e foi Pg. 344 por meio de sua firme f e inabalvel confiana no Senhor
que tantas bnos chegaram aos filhos de Israel. O Senhor Jesus procura
a cooperao de homens que se tornem canais desimpedidos por cujo
intermdio as riquezas celestiais possam ser derramadas sobre o povo de
Seu amor. Ele trabalha por meio de homens para o soerguimento e a
salvao de Seus escolhidos. Moiss foi chamado para labutar de parceria
com o Senhor, e foi a simplicidade de seu carter, associada  educao
prtica, que o tornou um homem to representativo. No auge de sua glria
humana, o Senhor permitiu que Moiss revelasse a insensatez da sabedoria
do homem, a debilidade da fora humana, para que pudesse compreender seu
total desamparo e sua ineficincia sem ser amparado pelo Senhor Jesus. A
precipitao de Moiss em matar o egpcio foi instigada por um esprito
presunoso. A f age na fora e sabedoria de Deus, e no segundo os
mtodos humanos. Por meio de simples f, Moiss foi habilitado a
transpor dificuldades e a vencer obstculos que quase pareciam
insuperveis. Quando eles confiavam nEle, e no em seu poder, o poderoso
General dos Exrcitos era fiel a Israel. Livrou-os de muitas
dificuldades de que jamais teriam escapado se fossem abandonados a sua
prpria sorte. Deus conseguiu manifestar Seu grande poder por intermdio
de Moiss em virtude de sua constante f no poder e nas amorosas
intenes de seu Libertador. Foi essa implcita f em Deus que fez de
Moiss o que ele era. Segundo tudo o que lhe ordenou o Senhor, assim
procedeu ele. Toda a erudio dos sbios no poderia, porm, torn-lo um
instrumento pelo qual o Senhor pudesse trabalhar enquanto no perdesse a
confiana em si mesmo, no compreendesse seu desamparo e no pusesse a
confiana em Deus; enquanto no estivesse disposto a obedecer s ordens
de Deus, quer parecessem ou no apropriadas a seu raciocnio humano. As
pessoas que recusam avanar at que vejam todo passo claramente
assinalado  sua frente, nunca efetuaro muita Pg. 345 coisa; mas todo
homem que manifesta sua f e confiana em Deus submetendo-se
voluntariamente a Ele, suportando a disciplina divina que lhe  imposta,
tornar-se- um obreiro de xito para o Senhor da vinha. Em seus esforos
para habilitar-se a ser cooperadores de Deus, os homens com freqncia
se colocam em tais posies que os inabilitam completamente para a
moldagem e modelao que o Senhor deseja dar-lhes. No so, pois,
portadores, como Moiss, da semelhana divina. Submetendo-se 
disciplina de Deus, Moiss tornou-se um instrumento santificado por cujo
intermdio o Senhor podia operar. Ele no hesitou em trocar o seu
caminho pelo caminho do Senhor, embora este o conduzisse por caminhos
estranhos, por sendas ainda no palmilhadas. No se atreveu a fazer uso
de sua educao para mostrar a insensatez das ordens de Deus e a
impossibilidade de obedecer-lhes. No; ele deu bem pouco valor s suas
prprias qualidades para completar com xito a grande obra que o Senhor
lhe havia designado. Quando comeou o seu encargo de livrar o povo de
Deus da servido em que se achava, segundo todas as probabilidades
humanas esse empreendimento era assaz inauspicioso; mas ele confiou
nAquele para o qual tudo  possvel. Numerosas pessoas em nossos dias
tm tido muito melhores oportunidades e desfrutado muito maiores
privilgios para obter conhecimento de Deus, do que Moiss; mas a f
deste ltimo confunde sua manifesta incredulidade. Ao mandado de Deus,
Moiss avanava, embora no houvesse adiante coisa alguma em que firmar
os ps. Mais de um milho de pessoas dependiam dele, e conduziu-as passo
a passo, dia aps dia. Deus permitiu essas solitrias jornadas atravs
do deserto, a fim de que Seu povo pudesse adquirir experincia no
suportar asperezas, e para que, quando estivessem em perigo, soubessem
que unicamente em Deus havia alvio e livramento, aprendendo assim a
conhecer a Deus e a confiar nEle, e a servi-Lo com f viva. No foi o
ensino das escolas do Egito que habilitou Moiss a triunfar de todos os
seus inimigos, mas Pg. 346 persistente, infalvel f, f que no faltou
sob as mais difceis circunstncias. Quando Deus ordenava que Moiss
fizesse alguma coisa, ele a fazia sem deter-se para considerar quais
seriam as conseqncias. Atribua a Deus o mrito pela sabedoria para
entender o que Ele indicava, e firmeza de propsito para indicar o que
Ele dizia; e por isso Moiss procedia como quem v Aquele que 
invisvel. Deus no est  procura de homens de educao perfeita. Sua
obra no deve esperar enquanto seus servos passam por preparaes to
admiravelmente elaboradas como as que nossas escolas esto planejando
ministrar; mas o Senhor quer homens que apreciem o privilgio de ser
cooperadores de Deus - homens que O honrem prestando implcita
obedincia a Seus reclamos, a despeito de teorias anteriormente
incutidas. No h limites  utilidade dos que pem de lado o prprio eu,
do lugar  operao do Esprito Santo em seu corao, e vivem uma
existncia inteiramente consagrada ao servio de Deus, suportando a
necessria disciplina imposta pelo Senhor, sem se queixar nem desfalecer
pelo caminho. Caso no desmaiem ante a repreenso do Senhor, tornando-
se endurecidos e obstinados, Ele ensinar tanto aos jovens como aos
adultos, hora por hora, dia por dia. Anela revelar Sua salvao aos
filhos dos homens; e se Seu povo escolhido remover os obstculos, far
fluir, em abundantes torrentes, as guas da salvao, por meio dos
condutos humanos. Muitos que esto buscando eficincia para a exaltada
obra de Deus mediante o aperfeioamento de sua educao nas escolas dos
homens, verificaro que deixaram de aprender as mais importantes lies
que o Senhor desejava ensinar-lhes. Negligenciando submeter-se s
impresses do Esprito Santo, deixando de viver em obedincia a todas as
reivindicaes de Deus, enfraqueceu-se-lhes o poder espiritual; perderam
a habilidade que acaso possuam para efetuar com xito trabalho para o
Senhor. Ausentando-se da escola de Cristo, esqueceram o som da voz do
Mestre, e Ele no lhes pode dirigir a conduta. Os homens podem adquirir
todo conhecimento                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet Pg. 347 suscetvel de ser comunicado pelo
professor humano; Deus, porm, deles requer ainda maior sabedoria. Como
Moiss, precisam aprender mansido, humildade de corao e desconfiana
do prprio eu. Nosso prprio Salvador, quando suportando a prova pela
humanidade, reconheceu que, de Si mesmo, nada podia fazer. Tambm ns
precisamos aprender que, de si mesma, a humanidade no possui fora
alguma. O homem s se torna eficiente ao partilhar da natureza divina.
Desde o abrir pela primeira vez um livro, o aspirante a uma educao
deve reconhecer que Deus  o nico que pode comunicar verdadeira
sabedoria. Cumpre-lhe buscar o conselho divino a cada passo ao longo do
caminho. No se deve fazer nenhum arranjo de que Deus no possa ser
participante, nenhuma unio se formar a que Ele no possa dar Sua
aprovao. Do princpio ao fim, o Autor da sabedoria deve ser
reconhecido como guia. Assim, o conhecimento obtido dos livros ser
cingido por viva f no infinito Deus. O aluno no se deve obrigar a
nenhum curso particular de estudo que envolva longos perodos de tempo,
mas ser guiado nesses assuntos pelo Esprito de Deus. Um curso de estudo
em Ann Arbor pode ser considerado essencial para alguns; influncias
perniciosas esto, porm, sempre operando ali sobre espritos
suscetveis, de modo que quanto mais progridem nos estudos, menos
consideram necessrio buscar o conhecimento da vontade e dos caminhos de
Deus. Ningum se devia permitir seguir um curso de estudo que lhe venha
enfraquecer a f na verdade ou no poder do Senhor, ou diminuir-lhe o
respeito pela vida de santidade. Quisera advertir os estudantes a no
darem um passo neste sentido, nem mesmo por conselho de seus
instrutores, ou de homens em posio de autoridade, a no ser que hajam
primeiro buscado a Deus em particular, o corao aberto s influncias
do Esprito Santo, obtendo Seu conselho com relao ao desejado curso de
estudo. Ponde  margem todo desejo egosta de vos distinguirdes; levai a
Deus toda sugesto do lado humano, e confiai na Pg. 348 guia de Seu
Esprito; seja extirpada toda ambio profana, para que o Senhor no
diga: "Bem vi Eu o louco lanar razes; mas logo amaldioei a sua
habitao." J 5:3. Cada um deve agir de tal maneira que possa dizer:
"Tu,  Senhor, me conheces, Tu me vs e provas o meu corao para
contigo." Jer. 12:3. "Tu,  Deus, me vs." O Senhor pondera todos os
motivos. Ele discerne os pensamentos, as intenes e os propsitos do
corao. Sem Deus no temos esperana; firmemos, portanto, a nossa f
nEle. "Tu s a minha esperana, Senhor Deus; Tu s a minha confiana
desde a minha mocidade." Sal. 71:5. Todo navio que navega no mar da vida
precisa ter a bordo o Piloto divino; mas quando surgem tempestades,
quando a tormenta  ameaadora, muitas pessoas lanam de bordo o Piloto
e entregam a embarcao aos cuidados do homem finito, ou procuram
dirigi-la por si mesmos. Ento seguem-se geralmente a runa e o
naufrgio, e o Piloto  censurado por conduzi-los a to perigosas guas.
No vos confieis  guarda dos homens, mas dizei: "O Senhor  o meu
ajudador; buscar-Lhe-ei o conselho; serei cumpridor de Sua vontade."
Todas as vantagens que acaso possuais, no vos podem beneficiar, nem a
mais alta educao habilitar-vos a ser condutos de luz, a menos que
tenhais a cooperao do divino Esprito. -nos to impossvel receber
habilitaes da parte dos homens, sem a iluminao divina, como era aos
deuses do Egito livrar os que neles confiavam. Os alunos no devem
julgar que toda sugesto para prolongarem os estudos esteja em harmonia
com o plano de Deus. Levai toda sugesto ao Senhor em orao, e buscai
diligentemente Sua orientao - no uma vez apenas, mas repetidamente.
Pleiteai com Ele at que estejais convencidos de que o conselho provm
de Deus ou dos homens. No coloqueis a vossa confiana em homens. Agi
sob a direo do Guia divino. Fostes escolhidos por Cristo. Fostes
resgatados pelo precioso sangue do Cordeiro. Apresentai diante de Deus a
eficcia desse sangue. Dizei-Lhe: "Sou Teu pela criao; sou Teu pela
redeno. Respeito a autoridade humana Pg. 349 e o conselho de meus
irmos; mas no posso confiar inteiramente neles. Desejo que me ensines,
 Deus. Fiz contigo o concerto de adotar o divino padro de carter e
que faria de Ti o meu conselheiro e guia - um participante de todos os
planos de minha vida; ensina-me, portanto." Que a glria do Senhor seja
vossa principal considerao. Reprimi todo desejo de distino mundana,
toda ambio de obter o primeiro lugar. Incentivai a pureza e santidade
de corao, para que possais representar os verdadeiros princpios do
evangelho. Seja todo ato de vossa vida santificado pelo sagrado empenho
de fazer a vontade do Senhor, para que a vossa influncia no conduza os
outros a caminhos proibidos. Quando Deus  o dirigente, Sua justia ir
adiante de ti, e a glria do Senhor ser a tua retaguarda. O Senhor diz:
"Vigiai e orai, para que no entreis em tentao." Mat. 26:41. O
conselho de vossos prprios irmos pode fazer com que vos desvieis do
caminho que o Senhor demarcou para que andsseis nela, pois a mente dos
homens nem sempre est sob o domnio do Esprito Santo. "Vigiai", para
que vossos estudos no se acumulem tanto e se tornem de to absorvente
interesse para vs, que a mente se vos sobrecarregue, sendo excludo de
vossa alma o desejo da piedade. Por parte de muitos alunos, o motivo e
ideal que os levou a entrar na escola foi gradualmente perdido de vista,
e uma profana ambio de adquirir educao elevada os induziu a
sacrificar a verdade. O intenso interesse de obter alta posio entre os
homens, fez com que deixassem fora de seus clculos a vontade do Pai
celestial; o verdadeiro conhecimento, porm, leva  santidade da vida
mediante a santificao da verdade. Com muita freqncia, quando os
estudos se acumulam, d-se lugar secundrio  sabedoria do alto, e
quanto mais os alunos avanam, tanto menos confiana depositam em Deus.
Consideram o muito saber como a prpria essncia do xito na vida; mas
se todos dessem a devida ateno  declarao de Cristo: "Sem Mim nada
podereis fazer" (Joo 15:5), diversos seriam seus planos. Sem os
princpios vitais da verdadeira religio, Pg. 350 sem o conhecimento de
como servir e glorificar o Redentor, a educao  mais nociva que
benfica. Quando a educao nos ramos humanos  levada a tal ponto que o
amor de Deus se desvanece no corao, que a orao  negligenciada, e se
deixam de cultivar os atributos espirituais, ela  inteiramente
desastrosa. Seria muito melhor deixar de buscar educao, e restaurar
vossa alma do estado de enfraquecimento, do que adquirir a melhor
educao possvel, perdendo de vista as vantagens eternas.
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Muitos h que esto amontoando demasiados estudos num restrito perodo
de tempo. Esto sobrecarregando as faculdades mentais; e
conseqentemente vem muitas coisas sob um aspecto deturpado. No se
contentam em seguir o curso de estudo regular, mas julgam que lhes 
causada uma injustia quando, em sua ambio egosta, no recebem
permisso para cursar todos os estudos que desejam cursar. Tornam-se
mentalmente desequilibrados. No consideram o fato de que obteriam
melhor habilitao para a obra do Mestre se seguissem um curso que no
causasse dano a suas faculdades fsicas, mentais e morais;
sobrecarregando, porm, a mente, trazem sobre si mesmos enfermidades
fsicas que duram toda a vida, debilitando suas energias e
incapacitando-os para a utilidade futura. Em caso algum eu aconselharia
restringir a educao a que Deus no ps limite. Nossa educao no
finda com as vantagens que este mundo pode oferecer. Por toda a
eternidade, os eleitos de Deus sero discpulos. Aconselharia, porm,
restrio no seguir os mtodos de educao que pem em risco a alma e
anulam o desgnio para que se despendem tempo e dinheiro. A educao 
uma grande obra vitalcia; para obter, porm, a educao verdadeira, 
necessrio possuir a sabedoria que s provm de Deus. O Senhor Deus deve
ser representado em todo aspecto da educao;  um erro, no entanto,
consagrar anos de estudo a um ramo de conhecimento de livros. Depois de
haver sido dedicado ao estudo um perodo de tempo, ningum aconselhe os
alunos a entrarem novamente noutro curso de estudos, Pg. 351 mas antes
a entrar na obra para que se estiveram preparando. Sejam aconselhados a
pr em prtica as teorias que eles j obtiveram. Daniel adotou este
procedimento em Babilnia. Ele ps em prtica o que aprendera sob a
direo de tutores. Busquem os estudantes a orientao celestial muito
mais do que tm feito at agora, e no tomem nenhuma medida, mesmo que
seja recomendada por seus professores, a menos que tenham mui
humildemente buscado sabedoria de Deus e recebido Sua guia e conselho.
Os estudantes so autorizados a ir para o colgio por certa extenso de
tempo a fim de adquirir conhecimentos cientficos; ao fazer isto, porm,
eles sempre devem considerar suas necessidades fsicas, e buscar sua
educao de tal maneira que no prejudiquem nem um pouco o templo do
corpo. Tomem o cuidado de no condescender com alguma prtica
pecaminosa, de no se afadigarem com demasiados estudos, de no ficarem
to absortos na dedicao aos estudos que seja suplantada a verdade e
expelido da alma o conhecimento de Deus pelas invenes humanas. Seja
todo momento dedicado ao estudo uma ocasio em que a alma esteja
consciente das responsabilidades que lhe foram dadas por Deus. No ser
ento necessrio recomendar que os alunos sejam fiis e justos e que
preservem a integridade da alma. Eles respiraro uma atmosfera celestial
e toda transao ser inspirada pelo Esprito Santo, manifestando-se
eqidade e justia. Se, porm, o corpo  negligenciado, se horas
imprprias so consumidas no estudo, se a mente  sobrecarregada, se as
energias fsicas no so aproveitadas e se debilitam, ento o mecanismo
humano fica entravado, e so negligenciadas as questes essenciais ao
nosso bem-estar futuro e felicidade eterna. O conhecimento dos livros se
torna extremamente importante, e Deus  desonrado. O estudante esquece
as palavras da inspirao e no segue a instruo do Senhor ao dizer
Ele: "Rogo-vos, pois, irmos, pela compaixo de Deus, que apresenteis o
vosso corpo em sacrifcio vivo, santo e agradvel a Deus, que  Pg. 352
o vosso culto racional. E no vos conformeis com este mundo, mas
transformai-vos pela renovao do vosso entendimento, para que
experimenteis qual seja a boa, agradvel e perfeita vontade de Deus."
Rom. 12:1 e 2. A mente de muitos necessita renovar-se, transformar-se e
ser moldada segundo o plano de Deus. Muitos se esto arruinando fsica,
mental e moralmente, em razo de excesso de dedicao ao estudo. Esto
se prejudicando para o tempo e a eternidade devido a hbitos de
intemperana no buscar educao. Esto perdendo o desejo de aprender na
escola de Cristo, lies de mansido e de humildade de corao. Todo
momento que passa est carregado de resultados eternos. A integridade
ser o infalvel resultado de seguir no caminho da justia. A fim de
solver o problema da educao ser necessrio que a pessoa cometa um
roubo para com Deus e recuse prestar-Lhe o servio voluntrio das
faculdades do Esprito, alma e corpo? Deus insta convosco para que vos
torneis praticantes de Sua Palavra, a fim de que sejais completamente
educados nos princpios que vos concedero habilitao para o Cu. No
deve ser seguido nenhum mtodo de educao que exclua a Palavra de Deus.
Seja a Palavra de Deus o vosso conselheiro. O objetivo da educao deve
ser receber luz para poder comunic-la, fazendo com que incida sobre os
outros por meio de boas obras. A educao mais elevada  o conhecimento
de Deus. "Assim diz o Senhor: No se glorie o sbio na sua sabedoria,
nem se glorie o forte na sua fora; no se glorie o rico nas suas
riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em Me conhecer e saber
que Eu sou o Senhor, que fao beneficncia, juzo e justia na Terra;
porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor." Jer. 9:23 e 24. Lede o
primeiro e o segundo captulos de I Corntios com profundo interesse, e
orai para que Deus vos d entendimento, de modo que possais compreender
pr em prtica as verdades ali reveladas. "Porque vede, irmos a vossa
vocao, que no so muitos os sbios segundo a carne, nem muitos os
poderosos, nem Pg. 353 muitos os nobres que so chamados. Mas Deus
escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sbias; e Deus
escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus
escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezveis, e as que no so
para aniquilar as que so; para que nenhuma carne se glorie perante Ele.
Mas vs sois dEle, em Jesus Cristo, o qual para ns foi feito por Deus
sabedoria, e justia, e santificao, e redeno; para que, como est
escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor." I Cor. 1:26-31. "O
Senhor  sublime, pois habita nas alturas; encheu a Sio de direito e de
justia. Haver,  Sio, estabilidade nos teus tempos, abundncia de
salvao, sabedoria e conhecimento; e o temor do Senhor ser o teu
tesouro." Isa. 33:5 e 6. O tempo  breve, e h apenas poucos obreiros na
vinha do Senhor. Alguns foram enviados desta parte do mundo para se
educarem em Battle Creek, a fim de que se tornem cooperadores de Deus.
Esperava-se que o Esprito Santo trabalhasse com eles para salvao dos
que esto na sombra da morte. Esses estudantes tm sido sustentados
pelos sacrifcios de homens e                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet mulheres que, segundo posso afirmar
com certeza, tomaram dinheiro emprestado para pagar a taxa escolar e
cobrir as despesas. O mundo precisa ser advertido; e, no entanto,
julgastes necessrio despender tempo e dinheiro em fazer
desnecessariamente um extenso preparo para a obra que esses estudantes
podem ser convidados a realizar. Vive hoje o mesmo Deus que Isaas viu
em sua viso, e Ele pode dar esclarecimento aos que desempenham uma
parte na obra de preparar homens para um trabalho solene e sagrado. Ele
diz: "Eu, o Senhor, amo o juzo, e aborreo a iniqidade; Eu lhes darei
sua recompensa em verdade e farei um concerto eterno com eles." Isa.
61:8. Os que dirigem a obra de educao esto colocando excessiva
quantidade de estudos diante dos que tm vindo a Battle Creek a fim de
se prepararem para a obra do Mestre. Eles Pg. 354 tm suposto que lhes
 necessrio aprofundar-se cada vez mais nos ramos educacionais; e
enquanto seguem diversos cursos de estudos, dissipa-se um ano aps outro
de precioso tempo e desaparecem ureas oportunidades que nunca mais
voltaro. H procrastinao em lanar estes homens ao trabalho; e os
alunos esto perdendo seu interesse pelas almas e confiam cada vez mais
numa educao baseada no conhecimento de livros, e no na eficcia do
Esprito Santo e naquilo que o Senhor prometeu fazer por eles. Este
fardo tem estado sobre mim durante anos.  adotado em Battle Creek um
procedimento que o Senhor no aprova. O fim de todas as coisas est
prximo. O dia de aflio, de angstia, de calamidade, de retribuio,
de castigo pelo pecado aproxima- se do mundo como ladro de noite. Est
perto o tempo em que sobrevir ao mundo repentina destruio, e de
nenhum modo escaparo. Tenho uma palavra de advertncia para vs.
Considerais as coisas sob uma luz muito fraca, e em excessiva proporo
de um ponto de vista meramente humano. At agora tem-se trabalhado
apenas em uma pequenina parte da grande vinha moral de Deus.
Relativamente, bem poucos tm recebido a ltima mensagem de misericrdia
a ser transmitida ao mundo. Os estudantes so levados a imaginar que sua
eficincia depende de sua educao e preparo; mas o xito da obra no
depende da quantidade de conhecimento que os homens tm sobre questes
cientficas. O pensamento que se deve conservar diante dos alunos,  que
o tempo  breve, e que se devem preparar rapidamente para fazer a obra
essencial para este tempo. Mediante a graa que lhe  dada por Deus,
todo homem deve realizar a obra, no confiando em seu fervor ou aptido
humana, pois Deus pode remover a aptido humana num momento. Pelo poder
do Salvador vivo, que  hoje nosso Advogado nas cortes celestiais,
procure cada um fazer a vontade de Deus. -me ordenado dizer-vos que no
sabeis quo presto sobrevir a crise. Ela vem vindo furtiva e
gradualmente sobre ns, como um ladro. O Sol resplandece no cu,
seguindo seu curso habitual, e os cus ainda declaram a glria de Deus;
os homens prosseguem em sua habitual rotina de Pg. 355 comer e beber,
plantar e construir, casar e dar-se em casamento; os comerciantes se
acham ainda empenhados em comprar e vender; as publicaes saem umas
aps outras; os homens acotovelam-se uns aos outros em busca das mais
altas posies; os amantes de prazeres continuam a freqentar os
teatros, as corridas de cavalos, os centros de jogo, e domina o mximo
de agitao; a hora da graa, no entanto, vai-se presto encerrando, e
cada caso est a ponto de ser eternamente decidido. Poucos h que
acreditem de alma e corao que temos um Cu a ganhar e um inferno de
que fugir; estes, porm, revelam pelas obras a sua f. Os sinais da
vinda de Cristo esto-se cumprindo rapidamente. Satans v que no lhe
resta seno pouco tempo para operar, e tem posto seus agentes a
trabalhar no sentido de agitar os elementos do mundo, para que os homens
sejam enganados, iludidos, e se conservem ocupados e absorvidos at que
finde o tempo da graa, e para sempre se feche a porta da misericrdia.
Os reinos deste mundo ainda no se tornaram os reinos de nosso Senhor e
de Seu Cristo. No vos enganeis; estai plenamente acordados, e agi com
rapidez; pois a noite vem, na qual ningum pode trabalhar. No animeis
estudantes que vos procuram, preocupados com a obra de salvar seus
semelhantes, a entrar num curso de estudos aps outro. No prolongueis
por muitos anos o tempo da educao. Assim fazendo, dais-lhes a
impresso de que h tempo bastante, e esse prprio plano se demonstra
para sua alma uma armadilha. Muitos h que se encontram mais bem
preparados, com mais discernimento espiritual e conhecimento de Deus, e
que conhecem mais os Seus reclamos, ao entrarem no curso de estudos, do
que quando se diplomam. Apodera-se deles a ambio de se tornarem homens
instrudos, e so estimulados a acrescentar os estudos at que com eles
ficam envaidecidos. Fazem dos livros seu dolo, e esto dispostos a
sacrificar a sade e a espiritualidade a fim de obter educao. Limitam
o tempo que deveria ser dedicado  orao, Pg. 356 e deixam de
aproveitar as oportunidades de fazer o bem, no transmitindo luz e
conhecimento. No pem em uso o conhecimento j adquirido, e no
progridem na cincia de ganhar almas. O trabalho missionrio torna-se
cada vez menos desejvel, ao passo que o anseio de sobrepujar no
conhecimento dos livros cresce de modo anormal. Prosseguindo em seus
estudos, separam-se do Deus de sabedoria. Alguns os felicitam por seu
progresso, e estimulam-nos a obter ttulo aps ttulo, mesmo que estejam
menos habilitados a fazer a obra de Deus  maneira das instrues de
Cristo, do que antes de ingressarem na escola de Battle Creek. Foi feita
a pergunta aos que se achavam reunidos: "Acreditais na verdade?
acreditais na terceira mensagem anglica? Se o credes, vivei ento
segundo a vossa f, e no incentiveis os homens a continuar em Battle
Creek quando deveriam estar longe desse lugar, fazendo o trabalho do
Mestre." O Senhor no  glorificado com essa delonga. Alguns vo a
Battle Creek e obtm uma idia muito mais elevada de suas capacidades do
que deveriam obter. So estimulados a fazer um prolongado curso de
estudo; mas no  esta a vontade de Deus. Isso no conta com a aprovao
celestial. O precioso tempo de graa no permite longamente delineados
anos de preparo. Deus chama; ouvi-Lhe a voz, enquanto diz: "Vai
trabalhar hoje na Minha vinha." Mat. 21:28. Agora, exatamente agora,  o
tempo de trabalhar. Acreditais que a vinda do Senhor est prxima e que
a ltima grande crise est prestes a desabar sobre o mundo?
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haver sbita mudana no trato de Deus. O mundo em sua perversidade est
sendo afligido por calamidades, como inundaes, tempestades, incndios,
terremotos, fomes, guerras e derramamento de sangue. "O Senhor  tardio
em irar-Se, mas grande em fora e ao culpado no tem por inocente; o
Senhor tem o Seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens so o
p dos Seus ps." Naum 1:3. Quem dera que os homens entendessem a
pacincia e a longanimidade de Deus! Ele restringe os prprios
atributos. Seu onipotente poder est sob o controle Pg. 357 da
Onipotncia. Ah! se os homens entendessem que Deus Se recusa a cansar-Se
com a perversidade do mundo, estendendo ainda a esperana do perdo,
mesmo aos menos merecedores! Sua pacincia, porm, no continuar para
sempre. Quem est preparado para a sbita mudana que se operar no
trato de Deus com os pecadores? Quem est preparado para escapar ao
castigo que sobrevir por certo aos transgressores? No temos um milnio
temporal para fazer a obra de advertir o mundo. H necessidade de
transformao da alma. A inteligncia mais eficaz que pode ser alcanada
ser obtida na escola de Cristo. Compreendei que nada digo nestas
palavras para depreciar a educao, mas falo a fim de advertir os que se
acham em risco de levar o que  lcito a ilcitos extremos, e de dar
demasiado valor  educao humana. Insisti antes sobre o desenvolvimento
da valiosa experincia crist, porquanto sem isto, de nenhum proveito
ser a educao do aluno. Se virdes que os estudantes esto em perigo de
absorver-se com os estudos a ponto de negligenciar o estudo daquele
Livro que os informa quanto  maneira de assegurar o futuro bem-estar de
sua alma, no lhes apresenteis a tentao de se aprofundarem mais, de
prolongarem o tempo de preparo. Por essa maneira seria perdido de vista
tudo quanto tornaria de valor para o mundo a educao dos alunos. Cristo
Jesus deve ser cada vez mais amado; mas alguns tm ido a Battle Creek em
busca de educao, quando, se houvessem permanecido  distncia,
estariam muito mais bem preparados para a obra de Deus. T-la-iam levado
avante com simplicidade, da maneira pela qual Cristo labutou. Teriam
confiado mais em Deus e no poder do Esprito Santo, e muito menos em sua
educao. Longos perodos de contnuo estudo so prejudiciais para o
bem-estar fsico, mental e moral. Lede o Antigo e o Novo Testamentos com
o corao contrito. Lede-os devota e fielmente, suplicando que o
Esprito Santo Pg. 358 vos conceda entendimento. Daniel examinou a
parte do Antigo Testamento que estava  sua disposio e fez da Palavra
de Deus seu melhor instrutor, aproveitando ao mesmo tempo as
oportunidades que lhe foram dadas para tornar-se versado em todos os
ramos do conhecimento. Seus companheiros fizeram a mesma coisa, e lemos
o seguinte: "Em toda matria de sabedoria e de inteligncia, sobre que o
rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os
magos ou astrlogos que havia em todo o seu reino." Dan. 1:20. "A esses
quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligncia em todas as
letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda viso e
sonhos." Dan. 1:17. Os estudantes que exaltam as cincias acima do Deus
da cincia so ignorantes, embora se considerem muito sbios. Se no
podeis reservar tempo para orar, para manter comunho com Deus, para
exame de conscincia, e se no apreciais a sabedoria que provm
unicamente de Deus, toda a vossa cultura ser deficiente, e vossas
escolas e colgios sero achados em falta. "O temor do Senhor  o
princpio da sabedoria." Sal. 111:10. Qual a f que estamos acalentando?
Temos uma f que atua por amor e purifica a alma? Nossa f corresponde 
luz que temos recebido? Satans exultaria se pudesse introduzir-se em
Battle Creek para deter a obra de Deus, inculcando invenes humanas em
admoestaes e conselhos. Deleitar-se-ia fazendo com que os obreiros se
absorvam em anos de preparo, de modo que a educao se torne um
empecilho e no um avano. O Esprito Santo de Deus tem lutado com
muitos jovens insistindo com eles para que se entreguem  causa e  obra
de Deus. Quando eles oferecem os seus prstimos  Associao, so
aconselhados a fazer um curso de estudos em Battle Creek, antes de
ingressarem na obra. Isto  muito bom se o estudante  bem equilibrado
com princpios; mas no  conveniente que o obreiro se detenha em
prolongado preparo. Deve-se dar a mxima ateno ao trabalho de Pg. 359
desenvolver os que sero missionrios. Todo esforo deve redundar em seu
benefcio, de modo que sejam enviados o mais depressa possvel. Eles no
se podem permitir esperar at que sua educao seja considerada
completa. Isto jamais pode ser alcanado, pois haver um contnuo curso
de estudos em andamento atravs dos interminveis sculos da eternidade.
H uma grande obra a ser feita, e a vinha do Senhor necessita de
obreiros. Os missionrios devem penetrar nos campos antes de serem
forados a cessar com o trabalho. H agora portas abertas por toda
parte; os estudantes no se podem permitir esperar para completar anos
de preparo; pois os anos que esto adiante de ns no so muitos, e
precisamos trabalhar enquanto o dia durar. No  conveniente aconselhar
homens e mulheres a fazer um curso de estudos em Ann Arbor. Muitos que
estiveram ali no foram ajudados no passado, e no o sero no futuro.
Observai os aspectos da obra de Cristo. Ele agia com a maior
simplicidade. Embora Seus discpulos fossem pescadores, Ele no
aconselhou que freqentassem a escola dos rabis antes de iniciarem o
trabalho. Chamou os Seus discpulos de perto das redes de pesca, e
disse: "Vinde aps Mim, e Eu vos farei pescadores de homens." Mat. 4:19.
Chamou a Mateus da alfndega, e disse: "Segue-Me." Mat. 9:9. Tudo que
tiveram de fazer foi seguir a Jesus, realizar o que Ele lhes ordenara, e
ingressar assim em Sua escola, onde Deus pudesse ser seu professor.
Enquanto o tempo durar, necessitaremos de escolas. Haver sempre
necessidade de educao; cumpre-nos, porm, cuidar em que ela no
absorva todo interesse espiritual. Existe positivo risco em aconselhar
alunos a prosseguir em um ramo de educao aps o outro, e em lev-los a
pensar que, por esse meio, ho de obter a perfeio. A educao assim
alcanada demonstrar-se- deficiente em todo sentido. Diz o Senhor:
"Destruirei a sabedoria dos sbios e aniquilarei a inteligncia dos
inteligentes. Onde est o sbio? Onde est o escriba? Onde o est o
inquiridor deste sculo? Porventura, no tornou Deus louca a sabedoria
deste mundo? Pg. 360 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo no
conheceu a Deus pela Sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes
pela loucura da pregao." I Cor. 1:19-21. Este  o plano delineado por
Deus; e atravs de geraes sucessivas e de sculos de
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paganismo este plano tem sido levado avante, no como experincia, mas
como meio aprovado para a disseminao do evangelho. Por meio deste
mtodo desde o princpio adveio convico ao homem, e o mundo foi
esclarecido acerca do evangelho de Deus. O mais alto grau de instruo
que qualquer ser humano pode atingir  a instruo dada pelo Mestre
Divino. Este  o conhecimento do qual, em sentido especial, teremos
grande necessidade ao nos aproximarmos do fim da histria deste mundo, e
todos faro bem em obter esta espcie de educao. O Senhor requer que
os homens estejam sob a Sua disciplina. H uma grande obra a ser feita
no sentido de libertar a mente humana das trevas e transport-la para a
maravilhosa luz de Deus. Como Seus instrumentos humanos, devemos cumprir
os Seus planos por meio de viva f. Estamos numa condio em que nossa
f no redundar para glria de Deus, ou somos instrumentos apropriados
para uso do Mestre, preparados para toda boa obra? Moiss era instrudo
em toda a sabedoria dos egpcios. Pela providncia de Deus, ele recebeu
ampla educao; grande parte da mesma, porm, teve de ser desaprendida e
considerada como loucura. Suas impresses tiveram de ser apagadas por
quarenta anos de experincia no cuidado das ovelhas e dos tenros
cordeirinhos. Se muitos dos que se acham ligados  obra do Senhor fossem
isolados como Moiss, sendo, pelas circunstncias, forados a seguir
qualquer humilde carreira at que o corao se lhes tornasse tenro,
far-se-iam pastores muito mais fiis em lidar com a herana de Deus, do
que so agora. No seriam to inclinados a engrandecer as prprias
aptides, ou a buscar demonstrar que a sabedoria de uma educao
avanada podia tomar o lugar de um so conhecimento de Deus. Quando
Cristo veio  Terra, o testemunho era que "o mundo Pg. 361 no conheceu
a Deus por Sua prpria sabedoria", mas "aprouve a Deus salvar os crentes
pela loucura da pregao". I Cor. 1:21. A sabedoria do mundo tinha sido
plenamente submetida  prova por ocasio do advento de Cristo, e a
alardeada sabedoria humana demonstrou ser deficiente. Os homens no
conheciam a verdadeira sabedoria que provm da Fonte de todo o bem. A
sabedoria do mundo foi pesada na balana, e achada em falta. Estais
dando aos alunos sob a vossa direo idias que no so corretas. Caso
recebessem muito menos dessas idias, estariam melhor habilitados para a
prossecuo de sua obra. No considerais devidamente a instruo e o
mtodo de nosso Senhor Jesus Cristo; Ele foi, no entanto, o nico
Educador perfeito em nosso mundo. "Mas ns no recebemos o esprito do
mundo, mas o Esprito que provm de Deus, para que pudssemos conhecer o
que nos  dado gratuitamente por Deus. As quais tambm falamos, no com
palavras de sabedoria humana, mas com as que o Esprito Santo ensina,
comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem
natural no compreende as coisas do Esprito de Deus, porque lhe parecem
loucura; e no pode entend-las, porque elas se discernem
espiritualmente. Mas o que  espiritual discerne bem tudo, e ele de
ningum  discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que
possa instru-lo? Mas ns temos a mente de Cristo." I Cor. 2:12-16.
Precisais estar aprendendo na escola de Cristo no tempo atual. O Senhor
tem poder para trabalhar com Seus prprios agentes. Estais
sobrecarregando pobres homens finitos com poderosas vantagens para fazer
uma grande obra, embora no tenham oportunidade ou vocao para usar
grande parte do fardo de estudos que tm procurado dominar. ureas
oportunidades esto passando para a eternidade, e foram dados conselhos
que deviam ter sido retidos; poderia ter sido realizado muito mais e
melhor trabalho do que tem sido feito, se houvesse sido
consideravelmente diminudo o perodo de tempo que muitos obreiros
passaram em Battle Creek. Eles deveriam ter sido postos em atividade
comunicando a luz Pg. 362 e o conhecimento que receberam aos que se
acham em trevas. O Deus de toda virtude acrescentar graa a graa. Os
que saem a trabalhar na vinha do Senhor aprendero como efetuar o
trabalho, e se lembraro das instrues que receberam durante a vida
escolar. O Senhor no Se agrada de que esses obreiros sejam estimulados
a passar vrios anos acumulando conhecimentos que no tero oportunidade
de transmitir. Preciosos jovens que deveriam estar labutando para Deus
tm vindo a Battle Creek para adquirir educao e obter melhor
conhecimento sobre como fazer o trabalho. Eles deveriam ter aprendido o
que  essencial num perodo bem curto. No deveriam requerer vrios anos
para sua educao antes que pudessem responder ao chamado: "Vai
trabalhar hoje na Minha vinha." Mat. 21:28. Em vez de serem enviados
como obreiros depois de haverem passado meses e anos no colgio, eles
so aconselhados a seguir outros estudos e a desenvolver-se em outros
ramos. So aconselhados a passar meses e anos em instituies onde a
verdade  negada e contestada e onde so apresentados erros de natureza
mais especiosa e contrria s Escrituras. Essas doutrinas so mescladas
com os seus estudos. Eles ficam enlevados em progredir nos ramos
educacionais, e perdem o amor a Jesus; e antes que saibam o que se passa
com eles, esto longe de Deus e completamente desprevenidos para atender
 ordem: "Vai trabalhar hoje na Minha vinha." Mat. 21:28. O desejo de
fazer trabalho missionrio dissipou-se. Eles seguem seus estudos com uma
paixo que fecha a porta para a entrada de Cristo. Quando eles se formam
e tm plena autorizao para sair como estudantes devidamente educados,
alguns perderam todo o interesse pela obra e acham-se menos preparados
para empenhar-se no servio de Deus do que quando vieram para Battle
Creek. O mensageiro virou-se para a congregao e disse: "Acreditais nas
profecias? Vs que conheceis a verdade, compreendeis que agora est
sendo dada ao mundo a ltima mensagem de advertncia - que agora est
sendo ouvido o ltimo convite de misericrdia? Pg. 363 Acreditais que
Satans desceu com grande poder, trabalhando com todo engano de
injustia em todos os lugares? Acreditais que a grande Babilnia veio 
lembrana diante de Deus, e que ela logo receber da mo de Deus o dobro
por todos os seus pecados e injustias?" Satans se agrada de que
retenhais em Battle Creek homens e mulheres que deveriam ser
cooperadores de Deus em Sua grande vinha moral. Se o inimigo puder
conservar os obreiros fora do campo sob qualquer pretexto, ele o far.
Esse preparo avanado que impede a entrada de talentos no campo, no d
ao Senhor a oportunidade de trabalhar com Seus obreiros. Muitos so
levados a ocupar de maneira egosta o tempo, os talentos e os meios em
obter uma educao avanada, ao passo que o mundo est perecendo por
falta do conhecimento que eles poderiam comunicar. Cristo chamou os
ignorantes                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet pescadores e deu a esses homens tal conhecimento
e sabedoria que seus adversrios no podiam contradizer ou resistir a
suas palavras. Seu testemunho tem ido s partes mais longnquas da
Terra. Os discpulos de Cristo no so chamados a engrandecer os homens,
mas a Deus, fonte de toda a sabedoria. Dem os educadores margem ao
Esprito Santo para operar no corao humano. O maior dos mestres Se
acha representado entre ns pelo Esprito Santo. Embora estudeis, embora
vos seja dado atingir mais e mais alto, e ocupeis cada hora de vosso
tempo de graa na perseguio do conhecimento, no ficareis completos.
Ao chegar o tempo a seu termo, tereis de perguntar a vs mesmos: Que
benefcio fiz eu aos que se encontram envoltos em plena escurido? A
quem comuniquei o conhecimento de Deus, e mesmo o conhecimento daquilo
em cuja busca despendi tanto tempo e recursos? Em breve se dir no Cu:
"Est consumado." Joo 19:30. "Quem  injusto faa injustia ainda; e
quem est sujo suje-se ainda; e quem  justo faa justia ainda; e quem
 santo seja santificado ainda. E eis que cedo venho, e o Meu galardo
est comigo para dar a cada um segundo a sua obra." Apoc. 22:11 e 12.
Quando sair esta ordem, todo Pg. 364 caso ter sido decidido. Muito
melhor seria que os obreiros tomassem menos trabalho, e o desempenhassem
devagar e humildemente, usando o jugo de Cristo e levando-Lhe os fardos,
do que dedicando anos de preparo para uma grande obra e deixando ento
de trazer filhos e filhas a Deus, deixando de ter qualquer trofu para
depor aos ps de Jesus. Homens e mulheres esto-se detendo em Battle
Creek por mui longo tempo. Deus os chama, mas eles no Lhe ouvem a voz.
Os campos so negligenciados, e isso significa que as mentes no so
iluminadas. A semente da corrupo est sendo rapidamente lanada no
corao de nossos jovens, e grandes verdades prticas precisam ser
postas em contato com as crianas e os jovens, pois a verdade 
poderosa. Os professores cristos so chamados a labutar para Deus. O
fermento da verdade precisa ser introduzido na alma antes que possa
operar a transformao do carter. Seria muito melhor que nossos jovens
fossem menos desenvolvidos nos ramos de estudo, do que serem deficientes
em humildade e mansido, e destitudos de corao contrito. A obra de
alguns de nossos educadores tem consistido em incapacitar os estudantes
para ser cooperadores de Deus. Deveis estudar para familiarizar-vos com
a maneira pela qual Jesus trabalhava e pregava. Ele era abnegado e
altrusta. No Se esquivava  labuta, e suportava o oprbrio, o
escrnio, o insulto, a zombaria e os maus-tratos; esto, porm, nossos
alunos sendo educados de tal maneira que sejam preparados para andar em
Suas pegadas? Deus no est em vossa procrastinao. Vossa tentao de
prosseguir ano aps ano em ramos de estudo est-se apoderando de outras
mentes, e elas esto perdendo gradualmente o esprito com que o Senhor
as inspirou a ir trabalhar em Sua vinha. Por que os homens responsveis
no conseguem discernir quais sero os infalveis resultados de deter os
estudantes dessa maneira e de ensinar-lhes a adiar a obra do Senhor? O
tempo est passando para a eternidade, e, no entanto, os que foram
enviados a Battle Creek a fim de se habilitarem para o trabalho na vinha
do Senhor no so incentivados a fazer o que podem para promover a causa
de Deus. So concedidos muitos privilgios aos que j conhecem a
verdade, e que, porm, no a esto Pg. 365 praticando. Dinheiro e
foras que deviam ser despendidos nos caminhos e atalhos do mundo, so
gastos com aqueles que no aproveitam a luz que j possuem,
comunicando-a aos que se acham em trevas. Quando Filipe recebeu a luz,
ele foi chamar a Natanael; muitos jovens, porm, que poderiam realizar
uma obra especial para o Mestre, no daro um passo enquanto no tiverem
mltiplas oportunidades. Os pastores de Jesus Cristo devem designar
alguma parte da vinha de Deus para homens que esto ociosos na praa. Se
eles errarem, corrigi os seus erros e ponde-os novamente em atividade.
Muitos mais tm sido impedidos de sair a trabalhar do que os que so
incentivados a desenvolver seus talentos; no entanto,  usando suas
aptides que eles aprendem como empregar seus talentos. Tm ido a Battle
Creek para obter uma educao muitos que poderiam ter sido mais bem
instrudos em seu pas. Perde-se tempo, o dinheiro  gasto
desnecessariamente, a obra fica por fazer e almas so perdidas devido
aos erros de previso dos que pensam estar servindo a Deus. O Senhor
vive, e Seu Santo Esprito preside em toda a parte. No deve prevalecer
a impresso de que Battle Creek  a Jerusalm do mundo e que todos devem
subir para l a fim de prestar culto. Os que querem aprender e fazem
todo esforo possvel para obter conhecimento, andando
conscienciosamente na luz da verdade, no precisam dirigir-se a Battle
Creek. Deus  nosso professor; e os que desejam desenvolver seus
talentos no lugar onde esto, sero favorecidos por professores enviados
por Deus para instru-los - professores que se tm preparado a fim de
realizar uma obra para o Mestre. Gastar mais tempo, despender mais
dinheiro  pior do que perd-lo; pois os que procuram obter uma educao
em detrimento da piedade prtica esto do lado que perde. Aquilo que
eles obtm nos ramos educacionais durante o tempo em que deveriam ter
iniciado o trabalho,  puro desperdcio e perda. Os seres celestiais
esto  espera de agentes humanos com os quais possam cooperar como
missionrios nas Pg. 366 partes obscuras da Terra. Deus est  espera
de homens que se empenhem em atividades missionrias em nossas grandes
cidades, mas homens e mulheres so retidos em Battle Creek quando
deveriam espalhar-se pelas cidades e vilas, pelos caminhos e atalhos.
Deveriam estar chamando e convidando as pessoas para a ceia nupcial,
pois agora tudo est pronto. Haver missionrios que faro um bom
trabalho na vinha do Mestre, embora no tenham ido a Battle Creek. Os
que vo a Battle Creek deparam com tentaes que no imaginavam pudessem
existir nesse lugar. Enfrentam motivos de desnimo que no precisavam
enfrentar, e no so ajudados em sua experincia religiosa por se
dirigirem a esse lugar. Perdem muito tempo porque no sabem o que devem
fazer, e ningum est preparado para dizer isso a eles. Perdem muito
tempo em ocupaes que nada tm que ver com a obra para a qual desejam
habilitar-se. O trabalho comum e o que  sagrado so misturados um com o
outro e postos no mesmo nvel. Isso, porm, no  sensato. Deus observa
o que se passa, mas no o aprova. Poderiam ter sido efetuadas muitas
coisas que teriam uma influncia duradoura, se eles houvessem labutado
com moderao e humildade no lugar em que estavam. O tempo est
passando; almas esto se decidindo para o bem ou para o mal,
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet e a
peleja cada vez se torna mais difcil. Quantos dos que conhecem a
verdade para o tempo atual esto agindo em harmonia com os seus
princpios?  verdade que se est fazendo alguma coisa; porm mais,
incomparavelmente mais se deveria fazer. O trabalho acumula-se, ao passo
que diminui o tempo para efetu-lo. Todos devem ser agora lmpadas
ardentes e resplandescentes, e, no entanto, muitos esto deixando de
manter suas lmpadas providas do leo da graa, espevitadas e ardendo,
de maneira que a luz resplandea hoje. Muitos so os que esto contando
com um longo amanh; isto , porm, um erro. Seja cada um educado de
maneira a mostrar a importncia da obra especial para hoje. Trabalhe
cada um para Deus e pelas almas; mostre cada um sabedoria e no seja
nunca encontrado em ociosidade, esperando que Pg. 367 algum o ponha a
trabalhar. O "algum" que vos poderia fazer isto, est demasiado
assoberbado de responsabilidades, e perde- se o tempo esperando sua
orientao. Deus vos dar sabedoria para uma reforma imediata; pois o
chamado ainda continua: "Filho, vai trabalhar hoje na Minha vinha." Mat.
21:28. Alguns podem ainda ficar indecisos, no entanto ouve-se ainda o
chamado: "Vai trabalhar na Minha vinha." "Hoje, se ouvirdes a Sua voz,
no endureais o vosso corao." Heb. 3:15. O Senhor inicia o pedido com
a palavra "filho". Quo terno, quo compassivo, e todavia, por outro
lado, quo urgente! Seu convite para trabalhar em Sua vinha  tambm uma
ordem. "Ou no sabeis que o nosso corpo  o templo do Esprito Santo,
que habita em vs, proveniente de Deus, e que no sois de vs mesmos?
Porque fostes comprados por bom preo; glorificai, pois, a Deus no vosso
corpo e no vosso esprito, os quais pertencem a Deus." I Cor. 6:19 e 20.
Special Testimonies on Education, 21 de maro de 1895. 45 A Educao
Essencial Pg. 368 Tenho escrito extensamente com referncia aos
estudantes que dedicam um tempo exageradamente longo  aquisio de uma
educao; espero, porm, no ser malcompreendida quanto ao que 
educao essencial. No quero dar a entender que se deve fazer um
trabalho superficial, como se ilustra pela forma em que se costumava
cultivar a terra em certas partes da Austrlia. S se introduzia o arado
algumas polegadas na terra, o solo no era preparado para a sementeira,
e a colheita era escassa, correspondendo, portanto,  preparao
superficial da terra. Deus tem dado mentes pesquisadoras aos jovens e s
crianas. Suas faculdades de raciocnio lhes so confiadas como
preciosos talentos.  dever dos pais manter diante deles o assunto da
educao em seu verdadeiro significado, pois abrange muitos aspectos.
Devem ser ensinados a desenvolver todo talento e rgo, com vistas a
serem usados no servio de Cristo para soerguimento da humanidade cada.
Nossas escolas so o instrumento especial do Senhor para preparar as
crianas e os jovens para a obra missionria. Os pais devem compreender
sua responsabilidade e fazer com que seus filhos apreciem os grandes
privilgios e bnos que Deus proveu para eles por meio das vantagens
educacionais. Sua educao domstica deve, porm, acompanhar o passo de
sua educao de carter literrio. Na infncia e na juventude devem ser
combinados o ensino prtico e o literrio, e armazenados na mente os
conhecimentos. Os pais devem sentir que tm uma obra solene a fazer, e
apoderar-se dela com fervor. Compete-lhes disciplinar e moldar o carter
de seus filhos. No devem contentar-se com uma obra superficial. Diante
de toda criana se estende uma vida repleta de elevadssimos interesses,
pois ho de ser feitos completos em Cristo mediante os instrumentos
providos por Deus. O terreno do corao deve ser ocupado com
antecipao; as sementes da verdade devem ser semeadas ali nos Pg. 369
primeiros anos. Se os pais so negligentes neste assunto, tero de
prestar contas por sua infiel mordomia. Deve-se lidar com as crianas
com ternura e amor, e ensinar-lhes que Cristo  seu Salvador pessoal e
que pelo simples processo de entregar-Lhe a mente e o corao tornam-se
Seus discpulos. Deve-se ensinar as crianas a ter parte nos deveres
domsticos. Devem ser ensinadas a ajudar ao pai e  me nas pequenas
coisas que podem fazer. Sua mente deve ser educada a pensar, sua memria
exercitada para lembrar o trabalho designado; e ao se educarem nos
hbitos de utilidade no lar, esto sendo ensinadas a realizar os deveres
prticos, prprios de sua idade. Se as crianas recebem o devido preparo
no lar, no sero encontradas nas ruas, recebendo ali, como tantos, a
educao que o acaso lhes oferece. Os pais que amam os filhos de maneira
sensata no os deixaro crescer com hbitos de indolncia e sem que
saibam como realizar os trabalhos domsticos. A ignorncia no 
aceitvel a Deus e  desfavorvel para a realizao de Sua obra. Ser
ignorante no deve ser considerado como sinal de humildade ou algo pelo
que os homens deveriam ser elogiados. Deus opera, porm, em favor das
pessoas a despeito de sua ignorncia. Os que no tiveram oportunidade de
obter conhecimento, ou que tiveram tal oportunidade mas no a
aproveitaram, e se convertem ao Senhor, podem ser teis em Seu servio
mediante a operao de Seu Esprito Santo. Mas os que tm instruo e se
consagram ao servio de Deus, podem prestar servio em maior nmero de
maneiras diversas e efetuar uma obra mais ampla no sentido de guiar
almas ao conhecimento da verdade, do que os que carecem de instruo.
Encontram-se em posio vantajosa devido  disciplina mental que
obtiveram. No depreciamos a educao de modo algum; pelo contrrio,
aconselhamos que seja levada avante com uma cabal compreenso da
brevidade do tempo e da grande obra que deve ser realizada antes da
vinda de Cristo. No queremos que os estudantes tenham a idia de que
Pg. 370 podem passar muitos anos adquirindo educao. Empreguem eles em
levar avante a obra de Deus a educao que podem obter em razovel
extenso de tempo. Nosso Salvador est no santurio intercedendo em
nosso favor. Ele  nosso Sumo Sacerdote intercessor, fazendo por ns o
sacrifcio da expiao, apresentando em nosso favor os mritos de Seu
sangue. Os pais devem procurar apresentar este Salvador a seus filhos, a
fim de inculcar-lhes na mente o plano da salvao - como, devido 
transgresso da lei de Deus, Cristo tomou Sobre Si os nossos pecados. O
fato de que o Filho unignito de Deus deu Sua vida
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet por
causa da transgresso do homem, para satisfazer a justia e vindicar a
honra da lei de Deus, deve ser mantido constantemente diante do
intelecto das crianas e dos jovens. O objetivo desse grande sacrifcio
tambm deve ser mantido diante deles, pois foi feito para erguer o homem
cado e degradado pelo pecado. Cristo sofreu para que mediante a f nEle
fossem perdoados os nossos pecados. Tornou-Se o substituto e o penhor do
homem, tomando sobre Si o castigo que de modo algum merecia, para que
ns, que o merecamos, pudssemos ser libertados e retornar  lealdade
para com Deus em virtude dos mritos de um Salvador crucificado e
ressuscitado. Ele  nossa nica esperana de salvao. Por meio de Seu
sacrifcio, os que agora estamos sendo provados, somos prisioneiros de
esperana. Temos de revelar ao Universo - ao mundo cado e aos mundos
no cados - que h perdo em Deus e que mediante Seu amor podemos ser
reconciliados com Ele. O homem que se arrepende, que se torna contrito
de corao, que cr em Cristo como sacrifcio expiatrio, compreende que
Deus Se reconciliou com ele. Durante todos os dias de nossa vida devemos
nutrir profunda gratido pelo fato de haver o Senhor deixado escritas
estas palavras: "Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na
eternidade e cujo nome  Santo: Em um alto e santo lugar habito e tambm
com o contrito e abatido de esprito, para vivificar o esprito dos
abatidos e para vivificar o corao dos contritos." Isa. 57:15. A
reconciliao de Deus com o homem e do homem com Deus  segura se forem
cumpridas certas condies. Diz o Senhor: "Os sacrifcios Pg. 371 para
Deus so o esprito quebrantado; um corao quebrantado e contrito no
desprezars,  Deus." Sal. 51:17. Em outro lugar Ele diz: "Perto est o
Senhor dos que tm o corao quebrantado e salva os contritos de
esprito." Sal. 34:18. "Ainda que o Senhor  excelso, atenta para o
humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe." Sal. 138:6. "Assim diz o
Senhor: O Cu  o Meu trono, e a Terra, o escabelo dos Meus ps. Que
casa Me edificareis vs? E que lugar seria o do Meu descanso? Porque a
Minha mo fez todas estas coisas, e todas estas coisas foram feitas, diz
o Senhor; mas eis para quem olharei: para o pobre e abatido de esprito
e que treme diante da Minha palavra." Isa. 66:1 e 2. "O Esprito do
Senhor Jeov est sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas
novas aos mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de corao, a
proclamar liberdade aos cativos e a abertura de priso aos presos; a
apregoar o ano aceitvel do Senhor e o dia da vingana do nosso Deus; a
consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sio que se
lhes d ornamento por cinza, leo de gozo por tristeza, veste de louvor
por esprito angustiado; a fim de que se chamem rvores de justia,
plantao do Senhor, para que Ele seja glorificado." Isa. 61:1-3. O
salmista escreve: "Sara os quebrantados de corao e liga-lhes as
feridas." Sal. 147:3. Embora seja o Restaurador da humanidade cada, Ele
"conta o nmero das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes.
Grande  o nosso Senhor e de grande poder; o Seu entendimento 
infinito. O Senhor eleva os humildes e abate os mpios at  terra.
Cantai ao Senhor em ao de graas; cantai louvores ao nosso Deus sobre
a harpa. ... O Senhor agrada-Se dos que O temem e dos que esperam na Sua
misericrdia. Louva,  Jerusalm, ao Senhor; louva,  Sio, ao teu
Deus." Sal. 147:4-12. Quo preciosas so as lies deste salmo! Bem
faramos em estudar os quatro ltimos salmos de Davi. Tambm so mui
preciosas as palavras do profeta: "Porventura, deixar-se- a neve Pg.
372 do Lbano por uma rocha do campo? Ou deixar-se-o as guas
estranhas, frias e correntes? Contudo, o Meu povo se tem esquecido de
Mim, queimando incenso  vaidade; e fizeram-nos tropear nos seus
caminhos e nas veredas antigas, para que andassem por veredas afastadas,
no aplainadas." Jer. 18:14 e 15. "Assim diz o Senhor: Maldito o homem
que confia no homem, e faz da carne o seu brao, e aparta o seu corao
do Senhor! Porque ser como a tamargueira no deserto e no sentir
quando vem o bem; antes, morar nos lugares secos do deserto, na terra
salgada e inabitvel. Bendito o varo que confia no Senhor, e cuja
esperana  o Senhor. Porque ele ser como a rvore plantada junto s
guas, que estende as suas razes para o ribeiro e no receia quando vem
o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequido, no se
afadiga nem deixa de dar fruto." Jer. 17:5-8. Special Testimonies on
Education, 22 de abril de 1895. 46 Educao Diligente e Completa Pg.
373 No deve ser feito nenhum movimento para baixar a norma de educao
em nossa escola de Battle Creek. Os estudantes devem exercitar as
faculdades mentais; toda faculdade deve atingir o mximo desenvolvimento
possvel. Muitos estudantes vm para o colgio com hbitos intelectuais
parcialmente formados que so um empecilho para eles. O mais difcil de
controlar  o hbito de realizarem seu trabalho como questo rotineira,
ao invs de trazerem para seus estudos ponderado e resoluto esforo para
dominar as dificuldades e para compreender os princpios que servem de
fundamento para todos os assuntos em considerao. Mediante a graa de
Cristo est ao seu alcance modificar esse hbito da rotina, e  de seu
mximo interesse e utilidade futura dirigir corretamente as faculdades
mentais, habilitando-as a prestar servio para o Mestre mais sbio, cujo
poder podem reivindicar pela f. Isto dar xito a seus esforos
intelectuais em conformidade com as leis de Deus. Todo estudante deve
sentir que, sob a direo de Deus, precisa de preparo especial, de
cultura individual; e deve compreender que o Senhor exige que faa de si
mesmo tudo o que puder, para que possa tambm ensinar a outros. A
indolncia, a apatia e a irregularidade devem ser temidas, e o mesmo
acontece com o ato de prender-se a uma rotina. Espero que ningum tenha
a impresso diante de quaisquer palavras que escrevi, de que a norma da
escola deva ser baixada de qualquer maneira. Deve haver em nossa escola
uma educao mais diligente e completa, e para conseguir isto 
necessrio dar o primeiro e mais importante lugar  sabedoria que provm
de Deus. A religio de Cristo jamais aprova a indolncia fsica ou
mental. Temos diante de ns o caso de Daniel e seus companheiros, os
quais tiraram o mximo proveito de suas oportunidades para obter uma
educao nas cortes de Babilnia. Quando foram postos  prova pelos que
duvidavam de sua f e de Pg. 374                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet seu conhecimento, eles puderam
apresentar a razo da esperana que neles havia, e, tambm, resistir ao
exame de seu conhecimento em toda cultura e sabedoria; e descobriu-se
que Daniel tinha inteligncia de todas as vises e sonhos, demonstrando
ter viva ligao com o Deus de toda a sabedoria. "Em toda matria de
sabedoria e de inteligncia, sobre que o rei lhes fez perguntas, os
achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrlogos que
havia em todo o seu reino." Dan. 1:20. A histria de Daniel nos  dada
para advertncia nossa, sobre quem os fins dos sculos tm chegado. "O
segredo do Senhor  para os que O temem." Sal. 25:14. Daniel estava em
ntima comunho com Deus. Quando saiu o decreto da parte de um rei irado
e enfurecido, ordenando que todos os sbios de Babilnia fossem
destrudos, procuraram a Daniel e seus companheiros a fim de mat-los.
Ento Daniel respondeu, no com esprito de represlia, mas "avisada e
prudentemente" (Dan. 2:14), ao lder da guarda do rei, que tinha sado
para matar os sbios de Babilnia. Daniel perguntou: "Por que se apressa
tanto o mandado da parte do rei?" Dan. 2:15. Ele apresentou-se diante do
rei, pedindo que lhe fosse concedido tempo, e sua f no Deus a quem ele
servia o impeliu a dizer que revelaria ao rei a interpretao. "Ento,
Daniel foi para a sua casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e
Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericrdia ao Deus dos
Cus sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros no
perecessem com o resto dos sbios da Babilnia. Ento, foi revelado o
segredo a Daniel numa viso de noite; e Daniel louvou o Deus do Cu."
Daniel 2:17-19. Aqui a interpretao foi dada a conhecer a Daniel. A
acurada dedicao desses estudantes hebreus sob a direo divina foi
ricamente recompensada. Como fizessem diligente esforo para conseguir o
conhecimento, o Senhor lhes deu sabedoria celestial. O conhecimento por
eles alcanado foi-lhes de grande vantagem quando colocados em posio
extrema. O Senhor Deus do Cu no supre deficincias resultantes de
indolncia mental e espiritual. Quando os instrumentos humanos exercitam
Pg. 375 suas faculdades para obter conhecimento, a fim de se tornarem
profundos pensadores; quando, com as maiores testemunhas de Deus e da
verdade, tiverem feito conquistas no campo da pesquisa de doutrinas
vitais concernentes  salvao da alma, de maneira que o Deus do Cu
seja glorificado como supremo, ento at juzes e reis sero levados a
reconhecer, nas cortes de justia, nos parlamentos e conselhos, que o
Deus que fez o cu e a Terra  o nico Deus, vivo e verdadeiro, o Autor
do cristianismo e de toda a verdade, Aquele que instituiu o sbado do
stimo dia, quando foram postos os fundamentos da Terra, quando as
estrelas da alva juntas alegremente cantavam e todos os filhos de Deus
rejubilavam. Toda a Natureza dar testemunho, segundo foi designado,
para ilustrao da Palavra de Deus. O natural e o espiritual devem ser
associados nos estudos de nossas escolas. As atividades da agricultura
ilustram as lies bblicas. As leis obedecidas pela Terra revelam o
fato de que ela est sob o excelso poder de um Deus infinito. Os mesmos
princpios regem o mundo espiritual e o mundo natural. Separai a Deus e
Sua sabedoria da aquisio de conhecimento, e tereis uma educao
claudicante e unilateral, morta para todas as qualidades salvadoras que
do poder ao homem, de modo que seja incapaz de obter imortalidade por
meio da f em Cristo. O Autor da Natureza  o Autor da Bblia. A criao
e o cristianismo tm um s Deus. Todos os que se empenham na aquisio
de conhecimento devem almejar atingir o mais alto degrau do progresso.
Avancem eles to depressa e to longe quanto puderem; seja o seu campo
de estudo to amplo quanto possam abranger as suas faculdades, tornando
a Deus sua sabedoria, apegando-se quele que  infinito em conhecimento,
que pode revelar os segredos ocultos durante sculos, que pode solver os
problemas mais difceis para as mentes que crem nAquele que  o nico
que possui imortalidade, que habita em luz inacessvel. A testemunha
viva para Cristo, prosseguindo em conhecer ao Senhor, saber que como a
alva ser a sua sada. "Tudo o que o homem semear, isso tambm ceifar."
Gl. 6:7. Por meio de honestidade e Pg. 376 laboriosidade, mediante o
devido cuidado do corpo, aplicando todas as faculdades mentais na
aquisio de conhecimento e sabedoria nas coisas espirituais, toda alma
pode ser completa em Cristo, o qual  o modelo perfeito do homem
completo. O que escolhe uma conduta de desobedincia  lei de Deus est
decidindo seu futuro destino; est semeando para a carne, ganhando o
salrio do pecado - a destruio eterna, o contrrio da vida eterna.
Submisso a Deus e obedincia a Sua santa lei produzem o seguro
resultado. "A vida eterna  esta: que conheam a Ti s por nico Deus
verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo 17:3. Este
conhecimento  de to grande valor que a linguagem no consegue
descrev-lo;  de suprema utilidade neste mundo e de to grande alcance
como a eternidade. "Assim diz o Senhor: No se glorie o sbio na sua
sabedoria, nem se glorie o forte na sua fora; no se glorie o rico nas
suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em Me conhecer e
saber que Eu sou o Senhor, que fao beneficncia, juzo e justia na
Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor." Jer. 9:23 e 24.
Quando aspiramos a uma baixa norma, s alcanaremos uma norma baixa.
Recomendamos a todo estudante o Livro dos livros como o mais grandioso
estudo para a inteligncia humana, como a educao essencial para esta
vida e para a vida eterna. Mas no foi meu propsito baixar o padro
educacional no estudo das cincias. A luz que tem sido dada sobre estes
assuntos  clara e no deve ser desprezada de forma alguma. Se, porm, a
Palavra de Deus, que proporciona luz e entendimento aos smplices,
tivesse sido bem acolhida na mente e no templo da alma, como
conselheiro, como guia e instrutor, o instrumento humano que vive de
toda palavra que procede da boca de Deus, no teria havido necessidade
de repreenso por causa das apostasias dos estudantes depois que a
bno de Deus lhes adveio em esplndidos raios de luz divina para
brilhar no santo fogo do Cu sobre o altar dos coraes. Muitos
permitiram que as diverses tivessem a supremacia. No foi esta a
conduta Pg. 377 seguida por Daniel ao obter a educao que revelou por
seu intermdio a supremacia da sabedoria celestial sobre toda sabedoria
e conhecimento das mais elevadas escolas nas cortes da altiva Babilnia.
Deus abre o entendimento dos homens de maneira marcante se as Suas
palavras so introduzidas na vida prtica do estudante, e a Bblia 
reconhecida como o precioso e admirvel Livro que ela . Nada deve
inserir-se entre este Livro e o estudante, como sendo mais essencial;
pois  essa                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet sabedoria que, introduzida na vida prtica,
torna os homens sbios atravs do tempo e da eternidade. Deus  revelado
na Natureza; Deus  revelado em Sua Palavra. A Bblia  a mais admirvel
de todas as histrias, pois  produo de Deus, e no da mente finita.
Faz-nos remontar atravs dos sculos ao incio de todas as coisas,
apresentando a histria de tempos e cenas que de outro modo jamais
teriam sido conhecidos. Revela a glria de Deus na operao de Sua
providncia para salvar o mundo cado. Apresenta na linguagem mais
simples o imenso poder do evangelho, o qual, sendo recebido,
despedaaria as algemas que prendem os homens ao carro de Satans. A luz
resplandece das pginas sagradas em raios claros e gloriosos,
mostrando-nos a Deus, o Deus vivo, segundo  representado nas leis de
Seu governo, na criao do mundo, nos cus adornados por Ele. Seu poder
deve ser reconhecido como o nico meio de remir o mundo de supersties
degradantes que so to desonrosas para Deus e o homem. Todo estudante
da Bblia que no somente se familiariza com a verdade revelada mediante
a educao do intelecto, mas tambm por meio de seu poder transformador
sobre o corao e o carter, representar o carter de Deus a nosso
mundo numa vida bem regulada e pela conversao piedosa. A exposio da
Palavra esclarece. A mente se expande, e  elevada e purificada. Muitos,
porm, tm seguido um modo de ao incompatvel com o conhecimento da
verdade e a maravilhosa luz pela descida do Esprito Santo de maneira
to acentuada sobre os coraes em Battle Creek. Grande pecado e perda
resultaram da negligncia Pg. 378 de andar na luz do Cu. Entregando-se
a diverses, jogos competitivos e faanhas pugilsticas, eles declararam
ao mundo que Cristo no era seu guia em nenhuma destas coisas. Tudo isso
provocou a advertncia de Deus. O que me oprime agora  o perigo de cair
no outro extremo; no  necessrio que isso acontea; caso se faa da
Bblia o guia, o conselheiro, ela tende a exercer uma influncia sobre a
mente e o corao dos no-convertidos. Seu estudo, mais do que qualquer
outro, causar uma impresso divina. Ampliar o intelecto do estudante
ingnuo, dotando-o de novos recursos e novo vigor. Dar maior eficincia
s faculdades, pondo-as em contato com grandiosas verdades de longo
alcance. Sempre est trabalhando e atraindo;  um eficaz instrumento na
converso da alma. Se a mente humana se torna pequena, dbil e
ineficiente,  porque  deixada a lidar somente com assuntos banais.
Deus pode e quer realizar uma grande obra em favor de todo ser humano
que abrir o corao  Palavra de Deus, deixando que penetre no templo da
alma e expulse dali todo dolo. Convocados a fazer este esforo, a mente
e o corao absorvem as maravilhosas manifestaes da revelada vontade
de Deus. A alma que se converte ser fortalecida para resistir ao mal.
No estudo da Bblia a alma convertida come a carne e bebe o sangue do
Filho de Deus, que Ele mesmo interpreta como sendo o ato de receber e
cumprir Suas palavras, que so esprito e vida. A Palavra se faz carne e
habita entre ns, nos que aceitam os santos preceitos da Palavra de
Deus. O Salvador do mundo deixou um santo e puro exemplo para todos os
homens. Ele ilumina, eleva, e traz imortalidade a todos os que obedecem
s reivindicaes divinas. Esta  a razo por que escrevi para vs do
modo como o fiz. Deus no permita que por falta de discernimento sejam
cometidos erros pela m interpretao de minhas palavras dirigidas a
vs. No tenho tido outro sentimento seno o de prazer em saber que os
alunos poderiam sair do estudo das palavras da vida com a mente
expandida, elevada, enobrecida, Pg. 379 e com suas faculdades
entorpecidas despertadas para se empenharem no estudo das cincias com
mais vivo interesse; eles podem tornar-se instrudos como Daniel, com o
propsito de desenvolver e empregar toda faculdade para glorificar a
Deus. Compete, porm, a todo estudante aprender de Deus, que d
sabedoria, como instruir-se com o maior proveito, pois todos so
candidatos  imortalidade. O Senhor Deus desceu a nosso mundo revestido
da humanidade, para que pudesse levar a cabo em Sua prpria vida o
misterioso conflito entre Cristo e Satans. Ele desbaratou os poderes
das trevas. Toda essa histria est dizendo ao homem: Eu, o seu
Substituto e Penhor, assumi a sua natureza, mostrando-lhe que todo filho
e filha de Ado tem o privilgio de tornar-se participante da natureza
divina e, por meio de Jesus Cristo, de apoderar-se da imortalidade. Os
que so candidatos a essa grande bno devem proceder em tudo de
maneira a apresentar as vantagens de sua associao com o Senhor por
meio de Sua verdade revelada e pela santificao do Esprito Santo. Isto
expandir a mente do instrumento humano, prend-la- s coisas sagradas
e prepar-la- para receber e compreender a verdade, o que conduzir 
operao da verdade mediante a santificao do corao, alma e carter.
Os que desfrutam esta experincia no condescendero em empenhar-se nas
diverses que tm sido to empolgantes e ilusrias em sua influncia,
revelando que a alma no est comendo e bebendo as palavras da vida
eterna. O abandono da simplicidade da verdadeira piedade por parte dos
estudantes estava tendo uma influncia para debilitar o carter e
diminuir o vigor mental. Seu progresso nas cincias era retardado, ao
passo que se fossem como Daniel, sendo ouvintes e praticantes da Palavra
de Deus, progrediriam, como ele o fez, em todos os ramos do saber em que
se empenhassem. Sendo puros de esprito, tornar-se- iam fortes de
esprito. Seria aguada toda faculdade intelectual. Aceite-se a Bblia
como nico alimento para a alma, pois Pg. 380  o melhor e mais eficaz
para purificar e fortalecer o intelecto. Special Testimonies on
Education, 22 de abril de 1895. 47 Livros e Autores em Nossas Escolas
Pg. 381 Tenho alguns assuntos que desejo apresentar-vos no tocante 
educao. Os professores de nossas escolas tm grande respeito por
autores e livros que so de uso corrente na maioria de nossas
instituies educacionais. Todo o Cu tem estado contemplando nossas
instituies de ensino e pergunta para vs: Que tem que ver a palha com
o trigo? O Senhor nos deu em Sua Palavra as mais preciosas instrues,
ensinando-nos que carter devemos formar nesta vida a fim de
preparar-nos para a futura vida imortal. Tem sido o costume exaltar
livros e autores que no apresentam o devido fundamento para a educao
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verdadeira. De que fonte esses autores obtiveram sua sabedoria, uma
grande parte da qual no merece nosso respeito, mesmo que os referidos
autores sejam tidos por sbios? Obtiveram suas lies do maior Mestre
que o mundo j conheceu? Se no  assim, esto incontestavelmente em
erro. Aos que se esto preparando para as manses celestiais deve ser
recomendado que faam da Bblia seu principal livro de estudo. Esses
autores populares no tm indicado para os estudantes o caminho que
conduz  vida eterna. "E a vida eterna  esta: que conheam a Ti s por
nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo 17:3. Os
autores desses livros de uso corrente em nossas escolas so recomendados
e exaltados como homens de saber; sua educao, no entanto,  deficiente
em todo o sentido, a menos que tenham sido educados na escola de Cristo,
e, mediante conhecimento prtico, dem testemunho da Palavra de Deus
como sendo o estudo mais essencial para crianas e jovens. "O temor do
Senhor  o princpio da sabedoria." Sal. 111:10. Deveriam ter sido
preparados livros para serem postos nas mos dos estudantes que lhes
ensinassem a ter sincero e reverente amor pela verdade, e firme
integridade. As espcies de estudos que so positivamente essenciais na
formao do carter que lhes d uma preparao para a vida futura,
sempre devem ser conservadas diante Pg. 382 deles. Cristo deve ser
exaltado como o primeiro grande Mestre, o Filho unignito de Deus, que
estava com o Pai desde os sculos eternos. O Filho de Deus foi o grande
Mestre enviado  Terra para ser a luz do mundo. "O Verbo Se fez carne e
habitou entre ns." Joo 1:14. O Pai estava representado em Cristo, e o
cuidado dispensado  educao deve ser de tal natureza que eles
contemplem a Cristo e creiam nEle como a semelhana de Deus. Ele tinha a
mais admirvel misso neste mundo, e Sua obra no consistiu em dar um
relato completo de Seus direitos  divindade, mas a Sua humilhao foi o
encobrimento desses direitos. Por este motivo a nao judaica no
reconheceu a Cristo como o Prncipe da Vida; porque Ele no veio com
ostentao e aparncia, pois ocultou Seu glorioso carter sob a
vestimenta da humanidade. A famlia humana teria que consider-Lo  luz
das Santas Escrituras, que testificariam da maneira de Sua vinda. Se
houvesse vindo ostentado a glria que tinha com Seu Pai, ento Seu
caminho para a cruz teria sido estorvado pelo propsito dos homens, que
haveriam de tom-Lo pela fora para torn-Lo Rei. Teria de terminar Sua
vida fazendo um solene sacrifcio de Si mesmo. O tipo teria de encontrar
o anttipo em Jesus Cristo. Toda a Sua vida foi um prefcio de Sua morte
na cruz. Seu carter foi o de uma vida de obedincia a todos os
mandamentos de Deus, e teria de ser um exemplo para todos os homens da
Terra. Sua vida consistiu em viver a lei na humanidade. Ado havia
violado essa lei. Mas Cristo, mediante Sua perfeita obedincia  lei,
redimiu o ignominioso fracasso e queda de Ado. As profecias devem ser
estudadas, e a vida de Cristo comparada com os escritos dos profetas.
Ele Se identifica com as profecias, declarando reiteradamente: elas
escreveram a Meu respeito; elas testificam de Mim. A Bblia  o nico
livro que d uma descrio verdadeira de Cristo Jesus; e se todo ser
humano a estudasse como seu Livro de texto, e lhe obedecesse, nenhuma
alma se perderia. Pg. 383 Todos os raios de luz que brilham nas
Escrituras apontam para Jesus Cristo e testificam dEle, ligando entre si
as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento. Cristo  apresentado como
Autor e Consumador da f, sendo Ele mesmo Aquele em quem esto
concentradas as esperanas de vida eterna de todo ser humano. "Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unignito, para que
todo aquele que nEle cr no perea, mas tenha a vida eterna." Joo
3:16. Que livro pode comparar-se com a Bblia? Compreend-la  essencial
para cada criana e jovem e para os de idade madura; pois  a Palavra de
Deus, a palavra que h de guiar ao Cu toda a famlia humana. Por que,
ento, a Palavra vinda de Deus no contm os principais elementos que
constituem a educao? Livros de autores no inspirados so postos nas
mos de crianas e jovens em nossas escolas como livros de texto - como
livros pelos quais ho de ser educados. So mantidos diante dos jovens,
e seu precioso tempo  ocupado no estudo de coisas que nunca podero
usar. Tm sido introduzidos nas escolas muitos livros que jamais
deveriam ser colocados ali. No proclamam em nenhum sentido as palavras
de Joo: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." Joo
1:29. O curso completo de estudos em nossas escolas deve preparar um
povo para a futura vida imortal. Jesus Cristo  a sabedoria do Pai e
nosso grande Mestre enviado por Deus. Cristo declarou no sexto captulo
de Joo que Ele  o po que desceu do Cu. "Na verdade, na verdade vos
digo que aquele que cr em Mim tem a vida eterna. Eu sou o po da vida.
Vossos pais comeram o man no deserto e morreram. Este  o po que desce
do Cu, para que o que dele comer no morra. Eu sou o po vivo que
desceu do Cu; se algum comer desse po, viver para sempre; e o po
que Eu der  a Minha carne, que Eu darei pela vida do mundo." Joo
6:47-51. Os discpulos no compreenderam Suas palavras. Disse Cristo: "O
Esprito  o que vivifica, a carne para nada Pg. 384 aproveita; as
palavras que Eu vos disse so esprito e vida." Joo 6:63.  de suma
importncia,  luz das lies de Cristo, que todo ser humano estude as
Escrituras para que se convena de quem  a pessoa na qual se
centralizam suas esperanas de vida eterna. A Bblia sempre deve
tornar-se o grande e grandioso livro de estudo que chegou at ns da
parte do Cu, e  a Palavra da vida. Deve esse Livro, que nos diz o que
devemos fazer para ser salvos, ser colocado num canto, e serem exaltadas
as produes humanas como a grande sabedoria em matria de educao? O
conhecimento que as crianas e os jovens precisam adquirir para ser
teis nesta vida e que podem levar consigo para a vida futura se
encontra na Palavra de Deus. Isto, no entanto, no  incentivado e
apresentado diante deles como o conhecimento mais essencial e como
aquilo que proporcionar a informao mais correta acerca do verdadeiro
Deus e de Jesus Cristo a quem Ele enviou. H muitos deuses e muitas
doutrinas; preceitos e mandamentos que so colocados diante de nossos
jovens como os mandamentos de Deus. -lhes impossvel saber o que  a
verdade, o que  santo e o que  profano, a no ser na medida em que
compreendam as Escrituras, tanto o Antigo como o Novo Testamento.
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet A
Palavra de Deus deve ocupar o lugar do mais alto livro educativo do
mundo, e deve ser tratada com reverente temor.  nosso guia; dela
receberemos a verdade. Devemos apresentar a Bblia como o grande Livro
de texto a ser colocado nas mos de nossas crianas e jovens, para que
conheam a Cristo, pois conhec-Lo devidamente  vida eterna.  o Livro
que deve ser estudado pelos de idade mediana e pelos ancios. A Palavra
de Deus contm promessas, admoestaes, estmulos e afirmaes acerca do
amor de Deus para com todo aquele que O aceita como seu Salvador. Ponde,
portanto, a Santa Palavra em suas mos. Animai-os a examin-la, e ao
faz-lo encontraro tesouros ocultos de inestimvel valor para eles na
vida presente, e ao receber a Cristo como o po da vida tero a promessa
da vida eterna. Pg. 385 O Livro de leitura, a Bblia, contm instruo
acerca do carter que devem ter, da excelncia moral que deve ser
cultivada e que Deus e o Cu requerem. "Bem-aventurados os limpos de
corao, porque eles vero a Deus." Mat. 5:8. "Segui a paz com todos e a
santificao, sem a qual ningum ver o Senhor." Heb. 12:14. "Amados,
agora somos filhos de Deus, e ainda no  manifesto o que havemos de
ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a
Ele; porque assim como  O veremos. E qualquer que nEle tem esta
esperana purifica-se a si mesmo, como tambm Ele  puro. Qualquer que
comete o pecado tambm comete iniqidade, porque o pecado  iniqidade.
E bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle
no h pecado." I Joo 3:2-5. Este importantssimo conhecimento deve ser
mantido diante das crianas e dos jovens, no de maneira arbitrria e
desptica, mas como revelao divina, a qual  do mais alto valor para
assegurar sua paz presente, tranqilidade e repouso mental neste mundo
de tumultos e lutas, e como preparao para a futura vida eterna no
reino de Deus, onde eles O vero e conhecero, e tambm a Jesus Cristo
que deu Sua preciosa vida para redimi-los. Cristo veio na forma humana
para viver a lei de Deus. Ele era a Palavra da vida. Veio para ser o
evangelho de salvao para o mundo e para cumprir todo requisito da lei.
Jesus  a palavra, o guia que deve ser recebido e obedecido em todos os
pormenores. Quo necessrio  que esta mina da verdade seja explorada, e
descobertos e assegurados os preciosos tesouros da verdade, como ricas
jias! A encarnao de Cristo, Sua divindade, Seu sacrifcio expiatrio,
Sua maravilhosa vida no Cu como nosso Advogado, a operao do Esprito
Santo - todos estes vivos e vitais assuntos do cristianismo so
revelados desde o Gnesis at o Apocalipse. Os ureos elos da verdade
formam uma corrente de verdade evanglica, e o primeiro e mais
importante se encontra nos grandes ensinos de Cristo Jesus. Por que,
ento, no se h de engrandecer e exaltar as Escrituras em cada Pg. 386
escola de nossa ptria? Quo poucas crianas so ensinadas a estudar a
Bblia como a Palavra de Deus e a alimentar-se de suas verdades, que so
a carne e o sangue do Filho de Deus! "Se no comerdes a carne do Filho
do homem e no beberdes o Seu sangue, no tereis vida em vs mesmos.
Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue [isto , continua a receber
as palavras de Cristo e as pratica] tem a vida eterna, e Eu o
ressuscitarei no ltimo dia. Porque a Minha carne verdadeiramente 
comida, e o Meu sangue verdadeiramente  bebida. Quem come a Minha carne
e bebe o Meu sangue permanece em Mim, e Eu, nele." Joo 6:53-56. "E
aquele que guarda os Seus mandamentos nEle est, e Ele nele. E nisto
conhecemos que Ele est em ns: pelo Esprito que nos tem dado." I Joo
3:24.  necessrio que toda famlia faa da Bblia seu Livro de estudo.
Os dizeres de Cristo so ouro puro, isento de toda partcula de escria,
a no ser que os homens, com seu entendimento humano, procurem coloc-la
ali e fazer com que a mentira parea ser uma parte da verdade. Aos que
receberam a falsa interpretao da Palavra, quando examinam as
Escrituras com o decidido esforo de obter a prpria essncia da verdade
nelas contida, o Esprito Santo abre os olhos de seu entendimento, e as
verdades da Palavra lhes so como uma nova revelao. Seu corao 
vivificado para uma nova e viva f, e vem maravilhas na lei de Deus. Os
ensinos de Cristo tm para muitos uma amplitude e profundidade que nunca
antes haviam compreendido. As doutrinas de graa e verdade no so
realmente compreendidas pela maior parte de nossos alunos e membros de
igreja. A cegueira mental apoderou-se de Israel. Interpretar mal e dar
um sentido forado, meio verdico e mstico aos orculos de Deus,  para
os instrumentos humanos um ato que pe em perigo sua prpria alma e a
dos outros. "Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste
livro, testifico: Se algum lhes acrescentar alguma coisa, Deus far vir
sobre ele as pragas que esto escritas neste livro; e, se Pg. 387
algum tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirar a
sua parte da rvore da vida e da Cidade Santa, que esto escritas neste
livro." Apoc. 22:18 e 19. Aqueles que por sua interpretao humana fazem
com que a Escritura enuncie o que Cristo jamais colocou nela,
debilitando sua fora, fazendo que a voz de Deus, ouvida em instrues e
advertncias, testifique mentiras, a fim de evitar o inconveniente
suscitado pela obedincia s reivindicaes de Deus, tm-se convertido
em letreiros que apontam na direo errada, para falsos caminhos que
conduzem  transgresso e  morte. O testemunho do Alfa e mega a
respeito do castigo por fazer com que no seja essencial uma palavra
proferida pela boca de Deus,  a espantosa denncia de que recebero dos
flagelos escritos no livro; seus nomes sero tirados do livro da vida e
da cidade santa. Quantos podem responder sinceramente a esta pergunta:
Qual  a educao essencial para este tempo? Educao significa muito
mais do que muitos supem. A verdadeira educao abrange a disciplina
fsica, mental e moral, a fim de que todas as faculdades sejam
preparadas para o melhor desenvolvimento, para prestar servio a Deus e
para trabalhar pelo soerguimento da humanidade. Buscar ser reconhecido e
a glorificao de si mesmo deixaro o instrumento humano privado do
Esprito de Deus, destitudo daquela graa que pode torn-lo til e
eficiente obreiro de Cristo. Os que s desejam glorificar a Deus no
procuraro fazer notrios seus pretensos mritos, obter considerao ou
alcanar o lugar mais elevado. Os que ouvem o chamado do Redentor do
mundo e atendem a esse chamado, sero reconhecidos como povo distinto,
abnegado e santo.                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet Se os alunos de nossas escolas prestarem
ateno com o propsito de ouvir e atender o convite: "Vinde a Mim,
todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai
sobre vs o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de
corao, e encontrareis descanso para a vossa alma. Pg. 388 Porque o
Meu jugo  suave, e o Meu fardo  leve" (Mat. 11:28-30), seriam cartas
vivas, conhecidas e lidas por todos os homens. "Em verdade vos digo que,
se no vos converterdes e no vos fizerdes como crianas, de modo algum
entrareis no reino dos Cus. Portanto, aquele que se tornar humilde como
esta criana, esse  o maior no reino dos Cus." Mat. 18:3 e 4. Os
jovens necessitam de educadores que mantenham sempre diante deles a
Palavra de Deus em princpios vivos. Se eles mantiverem sempre os
preceitos da Bblia como seu guia, tero maior influncia sobre os
jovens; pois os professores sero estudantes que tm vivo contato com
Deus. De contnuo estaro inculcando idias e princpios que conduziro
a maior conhecimento de Deus, e a fervorosa e crescente f no sangue de
Jesus e no poder e eficcia da graa de nosso Senhor Jesus Cristo para
guard-los de cair; porque buscam constantemente os baluartes de uma
experincia crist salutar e bem equilibrada, tendo em si qualificaes
para futura utilidade, inteligncia e piedade. Os professores vem e
sentem que devem trabalhar de maneira a no diminuir e corromper a mente
dos que se relacionam com eles, por um servio doentio e semi-religioso.
 necessrio separar de nossas instituies educacionais a literatura
falsa e corrompida, de modo que no se recebam idias que sejam sementes
de pecado. Ningum suponha que a educao signifique o estudo de livros
que conduzam  aceitao de idias de autores que lancem uma semente que
germinar para produzir fruto que ser necessrio atar em feixes com o
mundo, separando-os da Fonte de toda sabedoria, de toda eficincia e de
todo poder, transformando-os em vtimas do arquienganador poder de
Satans. Uma educao pura para os jovens de nossas escolas, no
mesclada com filosofias pags,  uma necessidade positiva nos ramos
literrios. O bem-estar, a felicidade da vida religiosa das famlias com
que eles se acham relacionados, a prosperidade e piedade da igreja de
que so membros dependem grandemente da Pg. 389 educao religiosa que
os jovens receberam em nossas escolas. Special Testimonies on Education,
12 de junho de 1895. 48 O Livro Divino Pg. 390 O hospital  um vasto
campo missionrio. Estudando diligentemente a Palavra de Deus, vossos
estudantes de medicina esto muito melhor preparados para todos os
outros estudos, pois do estudo fervoroso da Palavra sempre advm
esclarecimento. Compreendam os mdicos-missionrios que quanto mais se
relacionarem com Deus e com Jesus Cristo a quem Ele enviou, e quanto
mais se familiarizarem com a histria bblica, mais bem-preparados
estaro para fazer o seu trabalho. Os alunos do Colgio de Battle Creek
devem desejar o mais elevado saber, e nada pode dar-lhes melhor
compreenso de todas as lies e uma boa memria, do que o estudo das
Escrituras. Haja genuna disciplina no estudo. Deve haver o mais humilde
e devoto anseio da alma por conhecer a verdade. Tem de haver professores
muito fiis, que se esforcem por fazer os estudantes compreenderem as
lies, no lhes explicando tudo, mas deixando que os alunos expliquem
com clareza cada texto que lem. Respeite-se a mente pesquisadora dos
estudantes. Acatai suas indagaes com respeito. Pouco proveito ser
alcanado com apenas roar de leve a superfcie. Pesquisa atenta e
estudo cuidadoso e esforado so necessrios para compreender a Palavra.
H nessa Palavra verdades que, qual veios de ouro precioso, esto
ocultos sob a superfcie. Os tesouros escondidos so descobertos ao
serem buscados, assim como o mineiro busca o ouro e a prata.
Certificai-vos de que a prova da verdade esteja na prpria Escritura.
Uma passagem  a chave de outras passagens. O valioso e profundo
significado -nos desvendado pelo Santo Esprito de Deus, tornando clara
a Palavra  nossa compreenso. "A exposio das Tuas palavras d luz e
d entendimento aos smplices." Sal. 119:130. A Palavra de Deus  o
grande guia para os alunos de nossas escolas. A Bblia ensina a inteira
vontade de Deus para com os filhos e filhas de Ado.  a regra de vida,
Pg. 391 ensinando-nos algo sobre o carter que precisamos formar para a
futura vida imortal. Nossa f, nossa prtica, pode tornar-nos cartas
vivas, conhecidas e lidas por todos os homens. Os homens no necessitam
da plida luz de tradies e costumes para tornar compreensveis as
Escrituras. Isto  exatamente to sensato como supor que o Sol,
brilhando nos cus ao meio-dia, precisasse da bruxuleante candeia da
Terra para aumentar- lhe o brilho. As fbulas ou as declaraes de
sacerdotes e pastores no so necessrias para salvar do erro os alunos.
Consultai o Orculo divino, e tereis luz. Na Bblia, todo dever 
esclarecido, toda lio  compreensvel, capaz de preparar os homens
para a vida eterna. O dom de Cristo e a iluminao do Esprito Santo nos
revelam o Pai e o Filho. A Palavra  exatamente adequada para tornar
homens, mulheres e jovens sbios para a salvao. Na Palavra 
claramente revelada a cincia da salvao. "Toda Escritura divinamente
inspirada  proveitosa para ensinar, para redargir, para corrigir, para
instruir em justia, para que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente instrudo para toda boa obra." II Tim. 3:16 e 17.
"Examinais as Escrituras" (Joo 5:39), pois ali est o conselho de Deus,
a voz de Deus falando  alma. Special Testimonies on Education, 1 de
dezembro de 1895. 49 Educao Mais Elevada Pg. 392 A expresso
"educao superior" deve ser considerada sob um ponto de vista diferente
do que tem sido encarada pelos estudantes de cincias. A orao de
Cristo a Seu Pai est repleta de eterna verdade. "Jesus falou essas
coisas e, levantando os olhos ao Cu, disse: Pai,  chegada a hora;
glorifica a Teu Filho, para que tambm o Teu Filho Te glorifique a Ti,
assim como                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet Lhe deste poder sobre toda carne, para que d a
vida eterna a todos quantos Lhe deste. E a vida eterna  esta: que
conheam a Ti s por nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem
enviaste." Joo 17:1-3. "Porque Aquele que Deus enviou fala as palavras
de Deus, pois no Lhe d Deus o Esprito por medida. O Pai ama o Filho e
todas as coisas entregou nas Suas mos. Aquele que cr no Filho tem a
vida eterna, mas aquele que no cr no Filho no ver a vida, mas a ira
de Deus sobre ele permanece." Joo 3:34-36. O poder e a alma da
verdadeira educao  o conhecimento de Deus e de Jesus Cristo, a quem
Ele enviou. "O temor do Senhor  o princpio da sabedoria." Sal. 111:10.
Est escrito a respeito de Jesus: "E o Menino crescia e Se fortalecia em
esprito, cheio de sabedoria; e a graa de Deus estava sobre Ele." Luc.
2:40. "E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graa para com
Deus e os homens." Luc. 2:52. O conhecimento de Deus constituir uma
espcie de conhecimento que ser to duradouro como a eternidade.
Aprender e executar as obras de Cristo  obter uma educao verdadeira.
Se bem que o Esprito Santo movia a mente de Cristo de modo que pudesse
dizer a Seus pais: "Por que  que Me procurveis? No sabeis que Me
convm tratar dos negcios de Meu Pai?" (Luc. 2:49), Ele trabalhou
entretanto no ofcio de carpinteiro como filho obediente. Revelou que
tinha conhecimento de Sua obra como Filho de Deus, e, no entanto, no
exaltou Seu carter divino. No apresentou o fato de que era divino como
razo para esquivar-Se de levar o fardo dos cuidados temporais, Pg. 393
mas era submisso a Seus pais. Era o Senhor dos mandamentos, todavia foi
obediente a todas as suas reivindicaes, deixando assim um exemplo de
obedincia para a infncia, a juventude e a idade adulta. Se a mente se
aplicar  tarefa de estudar a Bblia para obter informao,
ampliar-se-o as faculdades do raciocnio. Submetida ao estudo das
Escrituras, a mente se expande e torna-se mais bem equilibrada do que
ocupando-se na obteno de conhecimentos gerais dos livros que so
usados e que no tm conexo com a Bblia. Nenhum conhecimento  to
slido, consistente, e de to vasto alcance, como o que  obtido do
estudo da Palavra de Deus.  a base de todo verdadeiro conhecimento. A
Bblia  como uma fonte. Quanto mais se olha para o seu interior, tanto
mais profundo parece  vista. As grandiosas verdades da histria sagrada
possuem estupenda fora e beleza, e so to vastas como a eternidade.
Nenhuma cincia se iguala  que revela o carter de Deus. Moiss foi
educado em toda a sabedoria dos egpcios, disse porm o seguinte: "Vedes
aqui vos tenho ensinado estatutos e juzos, como me mandou o Senhor, meu
Deus, para que assim faais no meio da terra a qual ides a herdar.
Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta ser a vossa sabedoria e o
vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouviro todos estes
estatutos e diro: S este grande povo  gente sbia e inteligente.
Porque, que gente h to grande, que tenha deuses to chegados como o
Senhor, nosso Deus, todas as vezes que O chamamos? E que gente h to
grande, que tenha estatutos e juzos to justos como toda esta lei que
hoje dou perante vs? To-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a
tua alma, que te no esqueas daquelas coisas que os teus olhos tm
visto, e se no apartem do teu corao todos os dias da tua vida, e as
fars saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos." Deut. 4:5-9.
Onde encontraremos leis mais nobres, puras e justas do que as que
aparecem nos livros em que se acham registradas as instrues dadas a
Moiss para os filhos de Israel? Estas Pg. 394 leis devem perpetuar-se
atravs de todos os tempos para que o carter do povo de Deus possa ser
formado  semelhana divina. A lei  uma muralha protetora para os que
so obedientes aos preceitos de Deus. De que outra fonte podemos obter
semelhante energia ou aprender to nobre cincia? Que outro livro
ensinar os homens a amar, temer e obedecer a Deus como a Bblia? Que
outro livro apresenta aos estudantes cincia mais enobrecedora, histria
mais maravilhosa? Claramente retrata a justia e vaticina a conseqncia
da deslealdade  lei de Jeov. Ningum  deixado em trevas quanto ao que
Deus aprova ou desaprova. Estudando as Escrituras travamos conhecimento
com Deus e somos levados a compreender nossa relao com Cristo, o qual
 o portador dos pecados, o penhor, o substituto de nossa raa cada.
Estas verdades dizem respeito a nossos interesses presentes e eternos. A
Bblia supera todos os livros e seu estudo  mais valioso do que o
estudo de qualquer outra literatura para dar vigor e expanso  mente.
Paulo declara: "Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que
no tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." II
Tim. 2:15. "Tu, porm, permanece naquilo que aprendeste e de que foste
inteirado, sabendo de quem o tens aprendido. E que, desde a tua
meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sbio para a
salvao, pela f que h em Cristo Jesus. Toda Escritura divinamente
inspirada  proveitosa para o ensinar, para a redargir, para a
corrigir, para instruir em justia, para que o homem de Deus seja
perfeito e perfeitamente instrudo para toda boa obra." II Tim. 3:14-17.
"Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para
que, pela pacincia e consolao das Escrituras, tenhamos esperana."
Rom. 15:4. A Palavra de Deus  o livro mais perfeito que existe em nosso
mundo. No entanto, em nossos colgios e escolas tm sido apresentados
para o estudo de nossos alunos livros produzidos pela inteligncia
humana, e o Livro dos livros, que Deus deu aos homens como guia
infalvel, tem sido relegado a um plano secundrio. Pg. 395 Produes
humanas tm sido usadas como mais essenciais, e a Palavra de Deus tem
sido estudada simplesmente para dar colorido a outros estudos. Isaas
descreve com a linguagem mais viva as cenas da glria do Cu que lhe
foram apresentadas. Em todo o seu livro ele retrata coisas gloriosas que
devem ser reveladas aos outros. Ezequiel escreve: "Veio expressamente a
palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos
caldeus, junto ao rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mo do Senhor.
Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, e uma grande
nuvem, com um fogo a revolver-se, e um resplendor ao redor dela, e no
meio uma coisa como de cor de mbar, que saa dentre o fogo. E, do meio
dela, saa a semelhana de quatro animais; e esta era a sua aparncia:
tinham a semelhana de um homem. E cada um tinha quatro rostos, como
tambm cada um deles, quatro asas. E os seus ps eram ps direitos; e as
plantas dos seus ps, como a planta do p de uma bezerra, e luziam como
a cor de cobre polido. E tinham mos de homem debaixo das suas asas, aos
quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.
Uniam-se as suas asas uma  outra; no se viravam quando andavam; cada
qual                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet andava diante do seu rosto. E a semelhana do seu
rosto era como o rosto de homem; e,  mo direita, todos os quatro
tinham rosto de leo, e,  mo esquerda, todos os quatro tinham rosto de
boi, e tambm rosto de guia, todos os quatro." Ezeq. 1:3-10. O livro de
Ezequiel  profundamente instrutivo. Deus designou que a Bblia seja o
Livro pelo qual possa ser disciplinado o entendimento, e guiada e
dirigida a alma. Viver no mundo, e, no entanto, no ser do mundo,  um
problema que muitos professos cristos jamais resolveram em sua vida
prtica. O engrandecimento intelectual s advir a uma nao  medida
que os homens retornarem a sua lealdade para com Deus. O mundo est
inundado de livros de informao geral, e os homens ocupam a mente no
exame de histrias no inspiradas; mas negligenciam o Livro Pg. 396
mais admirvel, que pode dar-lhes as idias mais corretas e a
compreenso mais ampla. Review and Herald, 25 de fevereiro de 1896. 50 O
Mestre Divino Pg. 397 Os que aprendem diariamente de Jesus Cristo esto
preparados para ocupar sua posio como cooperadores de Deus, e qualquer
que seja o seu ofcio ou profisso, podem empregar as faculdades que
lhes foram dadas por Deus  semelhana do carter de Cristo enquanto
habitou na carne. Os jovens levaro consigo exatamente a influncia que
receberam em sua vida domstica e na educao escolar. Deus considera os
professores responsveis por sua obra como educadores. Precisam aprender
diariamente na escola de Cristo, a fim de elevar os jovens que tiveram
frouxa disciplina no lar, que no formaram bons hbitos de estudo, que
possuem pouco conhecimento da futura vida imortal, pela qual foi pago o
mais alto preo pelo Deus do Cu ao dar Seu Filho unignito para levar
uma vida de humilhao e sofrer a morte mais ignominiosa, "para que todo
aquele que nEle cr no perea, mas tenha a vida eterna". Joo 3:15.
Deus nos concede um tempo de graa em que podemos preparar-nos para a
escola mais elevada. Os jovens devem ser educados, disciplinados e
preparados para essa escola pela formao de um carter moral e
intelectual que seja aprovado por Deus. No devem receber um preparo nos
costumes, diverses e jogos desta corrompida sociedade mundana, e, sim,
nas normas de Cristo - um preparo que os habilite a ser cooperadores dos
seres celestiais. Que grande farsa , porm, a educao obtida nos ramos
literrios, se tiver de ser tirada do estudante para que seja
considerado digno de tomar posse daquela vida que se compara com a vida
de Deus, sendo ele mesmo salvo como que atravs do fogo! No passado, a
educao consistia em encher laboriosamente o crebro dos estudantes com
assuntos que no podem ter a menor utilidade para eles e que no sero
reconhecidos na escola mais elevada. Os mestres da nao judaica
pretendiam ensinar os jovens a compreender a pureza e a excelncia das
leis daquele reino que permanecer para todo o sempre, Pg. 398 mas
deturparam a verdade e a pureza. Embora dissessem de si mesmos: "Templo
do Senhor, templo do Senhor  este" (Jer. 7:4), crucificaram o
Originador de todo o sistema judaico, para o qual apontavam todas as
suas cerimnias. Deixaram de discernir o velado mistrio da piedade;
Cristo Jesus permaneceu oculto para eles. A verdade, a vida, o centro de
todo o seu ritual, foi rejeitado. Eles mantinham, e ainda mantm,
simplesmente as cascas, as sombras, as figuras que simbolizavam o
verdadeiro. Uma figura designada para aquele tempo, a fim de que
pudessem discernir o verdadeiro, tornou-se to deturpada por suas
prprias invenes, que se lhes cegaram os olhos. No compreenderam que
o tipo encontrou o anttipo na morte de Jesus Cristo. Quanto maior sua
deturpao de figuras e smbolos, tanto mais confusa ficou a sua mente,
de modo que no puderam ver o perfeito cumprimento do sistema judaico,
institudo e estabelecido por Cristo, e apontando para Ele como sendo
sua essncia. Comidas e bebidas e diversas ordenanas foram
multiplicadas at que a religio cerimonial constituiu sua nica forma
de culto. Em Seus ensinos, Cristo procurou educar e ensinar os judeus a
ver a finalidade daquilo que seria abolido pelo verdadeiro sacrifcio
dEle mesmo, o sacrifcio vivo. "Ide, porm - disse Ele - e aprendei o
que significa: Misericrdia quero e no sacrifcio." Mat. 9:13. Cristo
apresentou o carter puro como de suprema importncia. Dispensou toda a
ostentao, requerendo a f que atua por amor e purifica a alma, como
nico requisito para o reino do Cu. Ele ensinou que a religio
verdadeira no consiste em formas ou cerimnias, atrativos ou exibies
exteriores. Cristo teria adotado tudo isso em Sua prpria vida, se fosse
essencial na formao de um carter  semelhana divina. Sua cidadania,
Sua autoridade divina baseavam-se, porm, em Seus prprios mritos
intrnsecos. Ele, a Majestade do Cu, andou na Terra envolto no manto da
humanidade. Todos os Seus atrativos e triunfos deviam ser manifestados
em favor do homem e testificar de Sua viva ligao com Deus. Pg. 399 A
predio de Cristo acerca da destruio do templo era uma lio sobre a
purificao religiosa, pelo fato de tornar sem efeito formas e
cerimnias. Ele Se declarou maior do que o templo e distinguiu-Se ao
proclamar: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida." Joo 14:6. Era
Aquele no qual todo o cerimonial judaico e o servio tpico encontrariam
o cumprimento. Ele distinguiu- Se em lugar do templo; todas as funes
da igreja centralizavam-se unicamente nEle. No passado, os homens
aproximaram-se de Cristo por meio de formas e cerimnias, mas agora Ele
estava sobre a Terra, chamando a ateno diretamente para Si mesmo,
apresentando um sacerdcio espiritual e colocando o pecaminoso
instrumento humano junto ao estrado da misericrdia. "Pedi, e
dar-se-vos-", Ele prometeu; "buscai, e achareis; batei, e
abrir-se-vos-." Luc. 11:9. "Se pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o
farei. Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos." Joo 14:14 e 15.
"Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, este  o que Me ama;
... e Eu o amarei e Me manifestarei a ele." Joo 14:21. "Como o Pai Me
amou, tambm Eu vos amei a vs; permanecei no Meu amor. Se guardardes os
Meus                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte de
pesquisa na internet mandamentos, permanecereis no Meu amor, do mesmo
modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneo no Seu
amor." Joo 15:9 e 10. Cristo transmitiu estas lies em Seus ensinos,
mostrando que o servio cerimonial estava passando e no possua virtude
alguma. "A hora vem, - disse Ele - e agora , em que os verdadeiros
adoradores adoraro o Pai em esprito e em verdade, porque o Pai procura
a tais que assim O adorem. Deus  esprito, e importa que os que O
adoram O adorem em esprito e em verdade." Joo 4:23 e 24. A verdadeira
circunciso  a adorao de Cristo em esprito e em verdade, no em
formas e cerimnias, com pretenso hipcrita. A profunda necessidade
humana de um mestre divino era conhecida no Cu. A piedade e a simpatia
de Deus foram exercidas em favor do homem cado e atado ao carro de
Satans; e quando veio a plenitude do tempo, Ele enviou Seu Filho. Pg.
400 Aquele que fora designado nos conselhos do Cu veio  Terra como
instrutor. Ele no era nada menos do que o Criador do mundo, o Filho do
Deus Infinito. A rica benevolncia de Deus deu-O a nosso mundo; e para
satisfazer s necessidades da humanidade, Ele assumiu a natureza humana.
Para assombro do exrcito celestial, Ele andou na Terra como a Palavra
Eterna. Estando plenamente preparado, deixou as cortes reais para vir a
um mundo arruinado e corrompido pelo pecado. Ele uniu-Se misteriosamente
 natureza humana. "O Verbo Se fez carne e habitou entre ns." Joo
1:14. O excesso de bondade, benevolncia e amor da parte de Deus foi uma
surpresa para o mundo, de graa que podia ser compreendida, mas no
declarada. O fato de que Cristo, durante Sua infncia, crescesse em
sabedoria e graa, diante de Deus e dos homens, no era motivo de
admirao, pois estava de acordo com as leis de Sua designao divina
que Seus talentos se desenvolvessem e Suas faculdades se fortalecessem
pelo uso. Ele no procurou as escolas dos profetas nem a cultura
transmitida pelos mestres rabnicos; no necessitava da educao obtida
nessas escolas, pois Deus era o Seu Instrutor. Quando na presena de
mestres e maiorais, Suas perguntas eram lies instrutivas, e
surpreendia os grandes homens com Sua sabedoria e perspiccia. Suas
respostas s interrogaes feitas por eles descerravam campos de idias
sobre assuntos referentes  misso de Cristo que nunca antes lhes haviam
penetrado na mente. A quantidade de sabedoria e o conhecimento
cientfico que Cristo revelava em presena dos sbios eram motivo de
surpresa para Seus pais e irmos, pois sabiam que jamais recebera dos
grandes mestres instruo na cincia humana. Seus irmos ficavam
perturbados com Suas perguntas e respostas porque percebiam que Ele era
um instrutor para os doutos mestres. No podiam compreend-Lo, pois no
sabiam que tinha acesso  rvore da vida, uma fonte de conhecimento da
qual nada sabiam. Ele sempre possua uma dignidade e individualidade
peculiares, distintas do Pg. 401 orgulho ou da presuno mundana, pois
no Se esforava por obter grandezas. Depois que Cristo condescendera em
deixar Seu excelso domnio, descer de uma altura infinita e assumir a
forma humana, poderia haver adotado qualquer condio da humanidade que
preferisse; mas grandeza e posio nada eram para Ele, e escolheu o modo
de vida mais baixo e humilde. Belm foi o lugar de Seu nascimento; e, de
um lado, Sua linhagem era pobre, mas Seu Pai era Deus, o Possuidor do
mundo. Nenhum vestgio de luxo, comodidade, satisfao ou
condescendncia egosta foi introduzido em Sua vida, a qual era uma
constante rotina de abnegao e sacrifcio pessoal. Em conformidade com
o Seu nascimento humilde, Ele no teve, evidentemente, grandezas ou
riquezas, para que o crente mais humilde no possa dizer que Cristo
jamais experimentou a tenso de angustiante pobreza. Se Ele possusse o
aspecto de alarde exterior, de riquezas, de magnificncia, a classe mais
pobre da humanidade teria evitado Sua companhia; Ele escolheu, portanto,
a condio inferior da grande maioria das pessoas. A verdade de origem
celeste seria Seu assunto; competia-Lhe semear a verdade na Terra; e
veio de tal maneira que fosse acessvel a todos, para que unicamente a
verdade causasse uma impresso sobre os coraes humanos. O
contentamento de Cristo em qualquer circunstncia irritava Seus irmos.
Eles no podiam explicar a razo de Sua paz e serenidade; e nenhuma
persuaso da parte deles podia induzi-Lo a participar de quaisquer
planos ou medidas que dessem a impresso de trivialidade ou de culpa. Em
todas essas ocasies, Ele afastava-Se deles, afirmando claramente que
desviariam a outros e no eram dignos de ser filhos de Abrao. Teve de
dar tal exemplo para que as criancinhas, os membros mais novos da
famlia do Senhor, nada pudessem ver em Sua vida ou carter que
justificasse algum mau ato. Voc  muito meticuloso e esquisito, diziam
os membros de Sua prpria famlia. Por que no  como as outras
crianas? Mas isso no era possvel, porque Cristo devia ser um sinal e
um prodgio desde a Sua juventude, no que dizia respeito a rigorosa
obedincia e integridade. Pg. 402 Sendo sempre bondoso, corts, e
apoiando sempre os oprimidos, quer fossem judeus ou gentios, Cristo era
amado por todos. Mediante Sua vida e carter perfeitos, Ele respondeu 
pergunta feita no salmo quinze: "Senhor, quem, habitar no Teu
tabernculo? Quem morar no Teu santo monte? Aquele que anda em
sinceridade, e pratica a justia, e fala verazmente segundo o seu
corao." Sal. 15:1 e 2. Na infncia e na juventude, Sua conduta era de
tal natureza que pde dizer a Seus discpulos quando Se empenhou na obra
como Mestre: "Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu
amor, do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e
permaneo no Seu amor." Joo 15:10.  medida que Cristo avanava em
idade, prosseguia a obra iniciada em Sua infncia, e Ele continuava a
crescer em sabedoria e em graa para com Deus e os homens. No tomava o
partido de Sua prpria famlia meramente porque estavam ligados a Ele
pelos laos naturais; no defendia o seu caso nenhuma vez em que fossem
culpados de injustia ou erro; sempre defendia, porm, o que sabia ser
verdade. Cristo aplicava-Se diligentemente ao estudo das Escrituras,
pois sabia que estavam repletas de preciosas instrues para todos os
que quisessem torn-las seu conselheiro. Ele era fiel no desempenho de
Seus deveres domsticos, e as primeiras horas da manh, em vez de serem
desperdiadas na cama, muitas vezes O encontravam num lugar solitrio,
meditando, examinando as Escrituras e orando. Toda profecia referente a
Sua obra e mediao Lhe era familiar, especialmente as que diziam
respeito a                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet Sua humilhao, expiao e intercesso. Na
infncia e juventude, sempre estava diante dEle, o propsito de Sua
vida, como incentivo para que empreendesse a obra de mediar em favor do
homem cado. Ele veria uma posteridade que prolongaria os seus dias, e o
bom prazer do Senhor prosperaria nas Suas mos. "Portanto, ns tambm,
pois, que estamos rodeados de uma to grande nuvem de testemunhas,
deixemos todo embarao e o pecado que to de perto nos rodeia e
corramos, Pg. 403 com pacincia, a carreira que nos est proposta,
olhando para Jesus, Autor e Consumador da f, o qual, pelo gozo que Lhe
estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se 
destra do trono de Deus." Heb. 12:1 e 2. Cristo estudou tais assuntos em
Sua juventude, e o Universo celestial olhava com interesse para Aquele
que, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, no
fazendo caso da ignomnia. Oferecendo-Se, a Si mesmo para fazer
intercesso pelas transgresses da humanidade, Cristo desempenhou a
funo de sacerdote. Como recompensa, veria o fruto do penoso trabalho
de Sua alma, e ficaria satisfeito. Sua posteridade prolongaria para
sempre os seus dias na Terra. "Honra a teu pai e a tua me, para que se
prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te d." xo.
20:12. Por Sua obedincia a Seu pai e a Sua me, Cristo foi um exemplo
para todas as crianas e jovens; hoje em dia, porm, as crianas no
seguem o exemplo dado por Ele, e o infalvel resultado ser o
encurtamento de seus dias. "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo, que nos tem abenoado com toda sorte de bno espiritual nas
regies celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nEle, antes da
fundao do mundo, para sermos santos e irrepreensveis perante Ele; e
em amor nos predestinou para Ele, para a adoo de filhos, por meio de
Jesus Cristo, segundo o beneplcito de Sua vontade." Efs. 1:3-5. Antes
de serem lanados os fundamentos da Terra, foi feito o concerto de que
todos os que fossem obedientes, todos os que, por meio da abundante
graa provida, se tornassem santos no carter e sem culpa diante de
Deus, apropriando-se dessa graa, seriam filhos de Deus. Este concerto,
feito desde a eternidade, foi dado a Abrao centenas de anos antes da
vinda de Cristo. Com que interesse e com que ardor Cristo na humanidade
estudava os seres humanos para ver se eles se apoderariam da proviso
oferecida! "E a vida eterna  esta: que conheam a Ti s por nico Deus
verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo 17:3. Estas palavras
Pg. 404 abrem os olhos de todos os que querem ver. O conhecimento de
Deus  um conhecimento que no precisar ser deixado para trs quando
findar o nosso tempo de graa, um conhecimento do mais duradouro
benefcio para o mundo e para ns individualmente. Por que, ento,
devemos pr a Palavra de Deus em segundo plano, se ela  sabedoria para
salvao? "Portanto, convm-nos atentar, com mais diligncia, para as
coisas que j temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos
delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda
a transgresso e desobedincia recebeu a justa retribuio, como
escaparemos ns, se no atentarmos para uma to grande salvao"? Heb.
2:1-3. Estamos negligenciando a nossa salvao se damos o lugar mais
proeminente e a mais devota considerao a autores que tm apenas uma
idia confusa acerca do significado da religio, e se relegamos a Bblia
a uma posio secundria. Os que tm sido iluminados com referncia 
verdade para estes ltimos dias no encontraro instruo a respeito das
coisas que sobreviro a nosso mundo nos livros que geralmente so
estudados hoje em dia; a Bblia, porm, est repleta do conhecimento de
Deus, e  apta a educar o estudante para a utilidade nesta vida e para a
vida eterna. Estudai atentamente o primeiro captulo de Hebreus.
Tornai-vos interessados nas Escrituras. Lede-as e estudai-as
diligentemente. "Cuidais ter nelas a vida eterna", disse Cristo, "e so
elas que de Mim testificam." Joo 5:39. Ter um conhecimento experimental
e individual de Deus e de Jesus Cristo, "a quem Ele enviou", significa
tudo para ns. "E a vida eterna  esta: que conheam a Ti s por nico
Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo 17:3. Special
Testimonies on Education, 23 de maro de 1896. 51 Verdadeira Educao
Pg. 405 "A exposio das Tuas palavras d luz e d entendimento aos
smplices" (Sal. 119:130) - para os que no so presunosos, mas esto
dispostos a aprender. Qual era a obra do Mensageiro dado por Deus a
nosso mundo? O Filho unignito de Deus revestiu Sua divindade com a
humanidade e veio a nosso mundo como Mestre, como Instrutor, para
revelar a verdade em contraste com o erro. A verdade, a verdade
salvadora, jamais se debilitou em Sua lngua, jamais penou em Suas mos,
mas foi claramente realada e definida entre as trevas morais que
predominam em nosso mundo. Ele deixou as cortes celestiais por causa
dessa obra. Disse Ele a Seu respeito: "Para isso vim ao mundo, a fim de
dar testemunho da verdade." Joo 18:37. A verdade saa-Lhe dos lbios
com vigor e poder, como nova revelao. Ele era o caminho, a verdade e a
vida. Sua vida, dada em favor deste mundo pecaminoso, estava repleta de
fervor e de importantes resultados; pois a Sua obra era salvar almas que
perecem. Ele apareceu para ser a Luz Verdadeira que resplandece entre as
trevas morais da superstio e do erro, e foi apresentado por uma voz do
Cu proclamando: "Este  o Meu Filho amado, em quem Me comprazo." Mat.
3:17. E na transfigurao foi ouvida novamente esta voz do Cu: "Este 
o Meu Filho amado; a Ele ouvi." Luc. 9:35. "Porque Moiss disse: O
Senhor, vosso Deus, levantar dentre vossos irmos um Profeta semelhante
a mim; a Ele ouvireis em tudo quanto vos disser. E acontecer que toda
alma que no escutar esse Profeta ser exterminada dentre o povo." Atos
3:22 e 23. Cristo trouxe a nosso mundo certo conhecimento de Deus, e a
todos quantos receberam Sua Palavra e lhe obedeceram, deu- lhes o poder
de serem feitos filhos de Deus. Aquele que veio de Deus ao nosso mundo
deu instrues a respeito de todo assunto que  essencial que o homem
saiba a fim de encontrar o Pg. 406
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Ele uma realidade sempre presente e que dispensa demonstrao; Ele no
fazia sugestes, no promovia sentimentos, noes ou opinies, mas
apresentava somente slida verdade salvadora. Tudo quanto no 
abrangido pela verdade  mera suposio humana. Homens aparentemente
elevados e sbios talvez sejam nscios  vista de Deus, e, neste caso,
as sublimes e eruditas exposies de suas doutrinas, por mais que
agradem e satisfaam aos sentidos, e embora tenham sido transmitidas de
um sculo a outro, e embaladas no bero da f popular, constituem uma
iluso e uma falsidade se no se encontram nos inspirados ensinos de
Cristo. Ele  a fonte de toda sabedoria, pois colocou-Se exatamente no
mesmo nvel que o Deus eterno. Em Sua humanidade, a glria da iluminao
celestial incidiu diretamente sobre Ele, e dEle para o mundo, para ser
refletida por todos os que O recebem e crem nEle, mesclada com a
perfeio e o brilho de Seu carter. Se bem que Cristo Se evidenciasse
distintamente em Sua personalidade humana, e apelasse para a humanidade
em linguagem impressionante, mas simples, estava em to perfeita unidade
com Deus que Sua voz era revestida de autoridade, como a voz de Deus
emitida do centro de glria. No relato que o Esprito Santo o incumbiu
de apresentar, Joo diz o seguinte a respeito de Cristo: "No princpio,
era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava
no princpio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele
nada do que foi feito se fez." Joo 1:1-3. Este  o mais precioso
desdobramento de verdade definida, lanando sua divina luz e glria
sobre todos os que quiserem receb-la. Que conhecimento mais importante
pode ser obtido do que o que  comunicado no Livro que fala da queda do
homem e das conseqncias do pecado que abriu as comportas da aflio em
nosso mundo, e que tambm ensina algo sobre o primeiro advento de
Cristo, como indefeso Beb, nascido num estbulo e deitado numa
manjedoura? A histria de Cristo deve ser examinada, comparando uma
passagem com a outra, para que compreendamos a importantssima lio.
Quais Pg. 407 so as condies da salvao? Como seres inteligentes,
dotados de atributos e responsabilidades pessoais, podemos estar cientes
de nosso futuro destino eterno; pois o relato das Escrituras transmitido
por Joo, sob a direo do Esprito Santo, no encerra condies que no
possam ser compreendidas com facilidade e que no resistam  anlise
mais penetrante e arguta. Cristo era um mestre enviado por Deus, e Suas
palavras no continham futilidades ou a aparncia daquilo que no 
essencial. Mas a fora de muito ensino humano reside na afirmao, no
na verdade. Os professores da atualidade s podem usar a capacidade
educada de mestres anteriores; no entanto, com todo o peso da
importncia que possa ser conferida s palavras dos maiores autores,
existe consciente incapacidade para remont-las ao primeiro grande
princpio, a Fonte de infalvel sabedoria, da qual os mestre obtm sua
autoridade. H uma penosa incerteza, uma busca incessante, um
distender-se em procura das certezas que s se encontram em Deus.
Pode-se tocar a trombeta da grandeza humana, mas incerto  seu sonido;
no  digno de confiana, e no se pode, por ele, assegurar a salvao
de almas. Est sendo introduzido na educao um acervo de tradies, com
mera aparncia de verdade, o qual jamais habilitar o estudante para
viver nesta vida de tal maneira que obtenha a superior vida imortal. A
literatura colocada em nossas escolas, escrita por ateus e pretensos
sbios, no contm a educao que os alunos devem receber. No 
essencial que eles sejam instrudos nesses aspectos a fim de se formarem
nessas escolas e passarem para a escola que est no Cu. O acervo de
tradies ensinadas no suporta a comparao com os ensinos dAquele que
veio mostrar o caminho para o Cu. Cristo ensinava com autoridade. O
Sermo da Montanha  uma admirvel produo, no entanto  to simples
que uma criana pode estud-lo sem incompreenses. O monte das
bem-aventuranas  um smbolo da grande elevao espiritual em que
Cristo sempre Se achava. Ele falava com uma autoridade que pertencia
exclusivamente a Sua prpria Pessoa. Toda frase que Ele proferia, Pg.
408 provinha de Deus. Era a Palavra e a Sabedoria de Deus, e sempre
apresentava a verdade com a autoridade de Deus. "As palavras que Eu vos
disse - disse Ele - so esprito e vida." Joo 6:63. Aquilo que nos
conclios do Cu o Pai e o Filho consideraram essencial para a salvao
do homem foi definido desde a eternidade por meio de verdades infinitas
que os seres finitos no podem deixar de compreender. Foram feitas
revelaes para sua educao na justia, para que o homem de Deus possa
glorificar sua prpria vida e a de seus semelhantes, no somente por
possuir a verdade, mas comunicando-a. "Toda Escritura divinamente
inspirada  proveitosa para ensinar, para redargir, para corrigir, para
instruir em justia, para que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente instrudo para toda boa obra." II Tim. 3:16 e 17.
"Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que h de
julgar os vivos e os mortos, na Sua vinda e no Seu reino, que pregues a
palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes,
com toda a longanimidade e doutrina. Porque vir tempo em que no
sofrero a s doutrina; mas, tendo comicho nos ouvidos, amontoaro para
si doutores conforme as suas prprias concupiscncias." II Tim. 4:1-3.
Jesus no introduziu em Seus ensinos coisa alguma da cincia dos homens.
Seu ensino est repleto de grandiosas, enobrecedoras e salvadoras
verdades, s quais as mais elevadas ambies dos homens e suas mais
esplndidas invenes no se podem comparar; no entanto, coisas de menor
importncia preocupam a mente dos homens. O grande plano da redeno da
raa cada foi levado a efeito na vida de Cristo em carne humana. Este
plano de restaurar a imagem moral de Deus na humanidade degradada
inseriu-se em todo propsito da vida e do carter de Cristo. Sua
majestade no podia mesclar-se com a cincia humana que um dia se
desligar da grande fonte de toda a sabedoria. O assunto da cincia
humana nunca Lhe escapou dos santos lbios. Crendo e cumprindo as
palavras de Deus, Ele estava arrancando a famlia humana do carro de
Satans. Achava-Se atento  terrvel runa que pairava sobre a
humanidade e veio Pg. 409 salvar almas por Sua prpria justia,
trazendo ao mundo clara certeza de esperana e completo alvio. O
conhecimento existente no mundo pode ser adquirido, pois todos os homens
so propriedade de Deus e so usados por Ele para cumprir Sua vontade em
determinados aspectos, mesmo que rejeitem o homem Cristo Jesus como seu
Salvador. A maneira pela qual Deus usa os homens nem sempre 
discernida, mas Ele o faz. Deus dotou os homens de talentos e capacidade
inventiva, a fim de que                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet seja efetuada a Sua grande obra em
nosso mundo. As invenes da mente humana parecem proceder da
humanidade, mas Deus est atrs de tudo isso. Ele fez com que fossem
inventados os rpidos meios de comunicao para o grande dia de Sua
preparao. O uso que os homens tm feito de suas capacidades, fazendo
mau emprego e abusando dos talentos que lhes foram dados por Deus, tem
trazido confuso ao mundo. Eles substituram a direo de Cristo pela
direo do grande rebelde, o prncipe das trevas. S o homem 
responsvel pelo fogo estranho que tem sido misturado com o fogo
sagrado. O acmulo de muitas coisas que promovem a concupiscncia e a
ambio tem trazido sobre o mundo o juzo de Deus. Quando em
dificuldade, os filsofos e os grandes homens da Terra querem satisfazer
a mente sem recorrer a Deus. Eles debatem sua filosofia a respeito dos
cus e da Terra, explicando os flagelos, as pestilncias, as epidemias,
os terremotos e as fomes por sua pretensa cincia. Procuraro solver
centenas de perguntas relacionadas com a criao e a providncia divina,
dizendo: Isto  uma lei da Natureza. Existem leis naturais, mas elas so
harmoniosas e agem de acordo com todas as operaes de Deus. Quando,
porm, os muitos senhores e os muitos deuses se pem a explicar os
princpios e as providncias de Deus, apresentando ao mundo fogo
estranho em lugar do fogo divino, h confuso. O mecanismo da Terra e do
Cu requer muitas faces para cada roda a fim de ver a Mo debaixo das
rodas, extraindo perfeita ordem da confuso. O Deus vivo e verdadeiro 
uma necessidade em toda a parte. Pg. 410 Em Daniel 2  apresentada uma
histria muitssimo interessante e importante. Nabucodonosor, rei de
Babilnia, teve um sonho de que no conseguia lembrar-se ao acordar. "E
o rei mandou chamar os magos, e os astrlogos, e os encantadores, e os
caldeus" (Dan. 2:2), a quem havia exaltado e nos quais confiava, e,
depois de relatar as circunstncias, exigiu que eles lhe contassem o
sonho. Os sbios ficaram cheios de terror diante do rei, pois no tinham
nenhum raio de luz a respeito do sonho do rei. S puderam dizer: " rei,
vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretao.
Respondeu o rei e disse aos caldeus: O que foi me tem escapado; se me
no fizerdes saber o sonho e a sua interpretao, sereis despedaados, e
as vossas casas sero feitas um monturo; mas, se vs me declarardes o
sonho e a sua interpretao, recebereis de mim presentes, e ddivas, e
grande honra; Portanto, declarai-me o sonho e a sua interpretao." Dan.
2:4-6. Os sbios deram porm a mesma resposta que antes: "Diga o rei o
sonho a seus servos, e daremos a sua interpretao." Dan. 2:7.
Nabucodonosor comeou a ver que os homens nos quais confiava para
revelarem mistrios por meio de sua jactanciosa sabedoria, o
decepcionaram nessa grande perplexidade, e disse: "Percebo muito bem que
vs quereis ganhar tempo; porque vedes que o que eu sonhei me tem
escapado. Por conseqncia, se me no fazeis saber o sonho, uma s
sentena ser a vossa; pois vs preparastes palavras mentirosas e
perversas para as proferirdes na minha presena, at que se mude o
tempo; portanto, dizei-me o sonho, para que eu entenda que me podeis dar
a sua interpretao. Responderam os caldeus na presena do rei e
disseram: No h ningum sobre a Terra que possa declarar a palavra ao
rei; ... a coisa que o rei requer  difcil, e ningum h que a possa
declarar diante do rei, seno os deuses, cuja morada no  com a carne."
Dan. 2:8-11. "Ento, o rei muito se irou e Pg. 411 enfureceu; e ordenou
que matassem a todos os sbios de Babilnia." Dan. 2:12. Ao ser
informado desse decreto, "E Daniel entrou e pediu ao rei que lhe desse
tempo, para que pudesse dar a interpretao. Ento, Daniel foi para a
sua casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus
companheiros, para que pedissem misericrdia ao Deus dos Cus sobre este
segredo". Dan. 2:16-18. O Esprito do Senhor repousou sobre Daniel e
seus companheiros, e foi revelado o segredo a Daniel numa viso de
noite. Ao relatar ele os fatos, o sonho avivou-se na memria do rei, e
foi dada a interpretao, revelando os notveis acontecimentos que
ocorreriam na histria proftica. O Senhor estava trabalhando no reino
babilnico, comunicando luz aos quatro prisioneiros hebreus, para que
pudesse expor Sua obra perante o povo. Ele revelaria que tinha
autoridade sobre os reinos do mundo, para estabelecer reis e remover
reis. O Rei dos reis estava comunicando uma grande verdade ao rei de
Babilnia, avivando em seu esprito o senso de sua responsabilidade para
com Deus. Ele viu o contraste entre a sabedoria de Deus e a sabedoria
dos homens mais cultos de seu reino. O Senhor deu a Seus fiis
representantes lies do Cu, e Daniel declarou diante dos grandes
homens do rei de Babilnia: "Seja bendito o nome de Deus para todo o
sempre, porque dEle  a sabedoria e a fora; Ele muda o tempo e as
horas; Ele remove os reis e estabelece os reis; Ele d sabedoria aos
sbios e cincia aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido e
conhece o que est em trevas; e com Ele mora a luz." Dan. 2:20-22. "H
um Deus nos Cus, o qual revela os segredos; Ele, pois, fez saber ao rei
Nabucodonosor o que h de ser no fim dos dias." Dan. 2:28. A glria no
foi tributada aos homens que serviam de orculos no reino; mas os que
puseram toda a sua confiana em Deus, buscando graa e fora e
iluminao divina, Pg. 412 foram escolhidos como representantes do
reino de Deus na perversa e idlatra Babilnia. Os acontecimentos
histricos relatados no sonho do rei eram importantes para ele; mas o
sonho foi-lhe arrebatado a fim de que os sbios, por sua pretensa
compreenso dos mistrios, no lhe dessem uma falsa interpretao. As
lies nele ensinadas foram dadas por Deus para os que vivem em nosso
tempo. A incapacidade dos sbios para revelar o sonho  uma
representao dos sbios da atualidade, que no possuem discernimento,
erudio e conhecimento provenientes do Altssimo, no sendo, portanto,
capazes de compreender as profecias. As pessoas mais versadas na cincia
do mundo, que no esto atentas para ouvir o que Deus declara em Sua
Palavra e que no abrem o corao para receber essa Palavra e
transmiti-la aos outros, no so Seus representantes. No so os grandes
e sbios homens da Terra, os reis e nobres, que recebem a verdade para a
vida eterna, embora esta lhes seja apresentada. A exposio de Daniel do
sonho que Deus deu ao rei resultou em honra e dignidade por ele
recebidas. "Ento, o rei Nabucodonosor caiu sobre o seu rosto, e adorou
a Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de manjares e perfumes
suaves. Respondeu o rei a Daniel e disse: Certamente, o vosso Deus 
Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos segredos, pois
pudeste revelar este segredo. Ento, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe
deu muitos e grandes presentes, e o ps
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governador de toda a provncia de Babilnia, como tambm por principal
governador de todos os sbios de Babilnia. E pediu Daniel ao rei, e
constituiu ele sobre os negcios da provncia de Babilnia a Sadraque,
Mesaque e Abede-Nego; mas Daniel estava s portas do rei." (Dan.
2:46-49) - o lugar em que se administrava justia, e seus trs
companheiros foram constitudos conselheiros, juzes e governadores no
meio daquela terra. Estes homens no se encheram de vaidade, mas viram
que Deus foi reconhecido acima de todos Pg. 413 os potentados
terrestres e que Seu reino foi exaltado acima de todos os reinos do
mundo, e se alegraram com isso. Vemos, portanto, que pode ser obtido o
mais alto grau de educao terrestre, sendo todavia os seus possuidores
ignorantes dos princpios fundamentais que os tornariam sditos do reino
de Deus. A cultura humana no pode habilitar as pessoas para esse reino.
Os sditos do reino de Cristo no se tornam assim por meio de formas e
cerimnias e pelo dilatado estudo de livros. "E a vida eterna  esta:
que conheam a ti s por nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem
enviaste." Joo 17:3. Os membros do reino de Cristo so membros de Seu
corpo, do qual Ele mesmo  a cabea. So os filhos eleitos de Deus, "Mas
vs sois a gerao eleita, o sacerdcio real, a nao santa, o povo
adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das
trevas para a sua maravilhosa luz." (I Ped. 2:9), a fim de proclamarem
as virtudes dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.
"Porque povo santo s ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te
escolheu, para que lhe fosses o seu povo prprio, de todos os povos que
sobre a terra h. O Senhor no tomou prazer em vs, nem vos escolheu,
porque a vossa multido era mais do que a de todos os outros povos, pois
vs reis menos em nmero do que todos os povos, mas porque o Senhor vos
amava; e, para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o Senhor
vos tirou com mo forte e vos resgatou da casa da servido, da mo de
Fara, rei do Egito. Sabers, pois, que o Senhor, teu Deus,  Deus, o
Deus fiel, que guarda o concerto e a misericrdia at mil geraes aos
que o amam e guardam os seus mandamentos; e d o pago em sua face a
qualquer dos que o aborrecem, fazendo- o perecer; no ser remisso para
quem o aborrece; em sua face lho pagar. Guarda, pois, os mandamentos, e
os estatutos, e os juzos que hoje te mando fazer." Deut. 7:6-11. Se os
mandamentos de Deus devem estar em vigncia por milhares de geraes,
isso os levar ao reino de Deus,  presena de Deus e Seus santos anjos.
Pg. 414 Este  um argumento que no pode ser contestado. Os mandamentos
de Deus duraro por todo o tempo e a eternidade. Eles nos so dados,
portanto, como um fardo? - No. "E o Senhor nos ordenou que fizssemos
todos estes estatutos, para temermos ao Senhor, nosso Deus, para o nosso
perptuo bem, para nos guardar em vida, como no dia de hoje." Deut.
6:24. O Senhor deu mandamentos a Seu povo para que, obedecendo a eles,
pudessem preservar sua sade fsica, mental e moral. Deviam viver pela
obedincia; a morte , porm, o infalvel resultado da desobedincia 
lei de Deus. As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento precisam ser
estudadas diariamente. O conhecimento e a sabedoria de Deus advm ao
estudante que aprende constantemente de Seus caminhos e obras. A Bblia
deve ser nossa luz, nosso educador. Quando reconhecemos a Deus em todos
os nossos caminhos; quando os jovens so ensinados a crer que Deus envia
do cu chuva e sol, fazendo florescer a vegetao; quando lhes 
ensinado que todas as bnos provm dEle, e que devem ser-Lhe prestadas
aes de graa e louvor; quando com fidelidade reconhecem a Deus e
desempenham seus deveres dia a dia, Deus estar em todos os seus
pensamentos; podem confiar nEle quanto ao futuro, e ser evitado o
ansioso cuidado que traz infelicidade a tantas pessoas. "Mas buscai
primeiro o reino de Deus, e a sua justia, e todas essas coisas vos
sero acrescentadas." Mat. 6:33. A primeira e grande lio de toda
educao  conhecer e compreender a vontade de Deus. Durante cada um dos
dias da vida, levai convosco o conhecimento de Deus. Deixai que ele
absorva a mente e todo o ser. Deus deu sabedoria a Salomo, porm essa
sabedoria de origem divina foi deturpada quando ele se afastou de Deus
para obter sabedoria de outras fontes. Precisamos da sabedoria de
Salomo depois que aprendemos a sabedoria de Algum maior do que
Salomo. No devemos perscrutar a sabedoria humana, que  chamada
loucura, para procurar verdadeira sabedoria. Instruir-se na cincia
mediante a interpretao humana  obter uma falsa educao, mas aprender
de Deus e Jesus Cristo  aprender a Pg. 415 cincia da Bblia. A
confuso educacional provm do fato de a sabedoria e o conhecimento de
Deus no terem sido honrados e exaltados pelo mundo religioso. Os limpos
de corao vem a Deus em toda providncia, em todo aspecto da
verdadeira educao. Eles vibram  primeira aproximao da luz irradiada
do trono de Deus. Aos que captarem os primeiros vislumbres do
conhecimento espiritual sero feitas comunicaes do Cu. Os alunos de
nossas escolas devem considerar o conhecimento de Deus acima de todas as
outras coisas. Unicamente o exame das Escrituras trar o conhecimento do
verdadeiro Deus e de Jesus Cristo, a quem Ele enviou. "Porque a palavra
da cruz  loucura para os que perecem; mas para ns, que somos salvos, 
o poder de Deus. Porque est escrito: Destruirei a sabedoria dos sbios
e aniquilarei a inteligncia dos inteligentes." I Cor 1:18 e 19. "Porque
a loucura de Deus  mais sbia do que os homens; e a fraqueza de Deus 
mais forte do que os homens." I Cor. 1:25. "Mas vs sois dEle, em Jesus
Cristo, o qual para ns foi feito por Deus sabedoria, e justia, e
santificao, e redeno; para que, como est escrito: Aquele que se
gloria, glorie-se no Senhor." I Cor. 1:30 e 31. Special Testimonies on
Education, 26 de maro de 1896. 52 Educao Manual Pg. 416 A vida no
nos foi dada para ser passada em ociosidade ou satisfao prpria.
Grandes possibilidades so postas diante de todos os que desenvolverem
as aptides que lhes foram concedidas por Deus. Por esta razo o preparo
dos jovens  um assunto de suma importncia. Toda criana nascida no lar
 um depsito sagrado. Deus diz aos pais: Tomai esta criana e criai-a
para Mim, a fim de que venha a ser uma honra ao Meu nome, e um conduto
atravs do qual Minhas bnos possam fluir para o
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mundo. Habilitar a criana para uma vida assim, requer algo mais que uma
educao parcial, unilateral, que desenvolva as faculdades mentais com
prejuzo das fsicas. Todas as faculdades da mente e do corpo precisam
ser desenvolvidas; e esta  a obra que os pais, auxiliados pelo
professor, devem fazer pelas crianas e os jovens colocados sob o seu
cuidado. As primeiras lies tm grande importncia.  costume enviar
crianas muito novas  escola. Exige-se delas estudarem nos livros
coisas que sobrecarregam a mente infantil, e -lhes muitas vezes
ensinada a msica. Com freqncia os pais no dispem seno de pequenos
recursos, incorrendo em uma despesa que mal se podem permitir, mas tudo
precisam fazer para se aplicar a esse ramo artificial de educao. Tal
procedimento no  sbio. Uma criana nervosa no deve ser
sobrecarregada em qualquer sentido, e no deve aprender msica at estar
bem desenvolvida fisicamente. A me deve ser a professora, e o lar a
escola em que cada criana receba suas primeiras lies; e estas devem
incluir hbitos de operosidade. Mes, deixai que os pequeninos brinquem
ao ar livre, ouam os cnticos dos pssaros e aprendam o amor de Deus,
conforme se acha expresso em Suas belas obras. Ensinai-lhes lies
simples do livro da Natureza e das coisas que as rodeiam; e ao se lhes
expandir a mente, podem ser acrescentadas lies de livros e firmemente
fixadas na memria. Mas tambm aprendam, mesmo nos primeiros anos, a ser
teis. 52 Educao Manual Pg. 416 Ensinai-lhes a pensar que, como
membros da famlia, devem desempenhar uma parte interessada e til em
partilhar as responsabilidades domsticas, e procurar exerccio saudvel
na realizao dos necessrios deveres do lar.  essencial que os pais
procurem ocupao til para seus filhos, o que importa em assumirem
responsabilidades de acordo com sua idade e foras. Convm dar-se s
crianas alguma coisa para fazer que no somente as mantenha ocupadas,
mas as interesse tambm. As ativas mos e o crebro precisam ser usados
desde os mais tenros anos. Caso os pais negligenciem encaminhar as
energias dos filhos para direo til, causam-lhes grande prejuzo; pois
Satans estar pronto a encontrar algo para eles fazerem. No se h de
escolher uma atividade para eles, sendo os prprios pais os instrutores?
Quando a criana est em idade prpria para ser mandada  escola, o
professor deve cooperar com os pais, e a educao manual deve continuar
como parte dos estudos escolares. Muitos estudantes h que fazem
objees a esta espcie de trabalho nas escolas. Acham que uma
proveitosa ocupao, como aprender um ofcio,  degradante; esses tm
incorreta noo do que constitua a verdadeira dignidade. Nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo, que  um com o Pai e o Comandante nas cortes
celestiais, foi o instrutor e guia pessoal dos filhos de Israel; e
requeria-se entre eles que todo jovem aprendesse a trabalhar. Todos
tinham de ser educados nalgum ramo de atividade, para que possussem
conhecimento da vida prtica e no somente se sustentassem por si
mesmos, mas tambm fossem teis. Esta foi a instruo que Deus deu a Seu
povo. Em Sua vida na Terra, Cristo era um exemplo a toda a famlia
humana, havendo sido obediente e prestativo no lar. Aprendeu o ofcio de
carpinteiro e trabalhou com as prprias mos na pequena oficina de
Nazar. Vivera no meio das glrias do Cu; mas revestiu Sua divindade
com a humanidade, para que pudesse comunicar-Se com os homens e alcanar
coraes atravs da avenida comum da simpatia. E, reconhecido em figura
humana, a Si mesmo Se humilhou, e Pg. 418 trabalhou pela restaurao da
alma humana, adaptando-Se a Si mesmo  situao em que encontrou a
humanidade. A Bblia diz de Jesus: "E o menino crescia e Se fortalecia
em esprito, cheio de sabedoria; e a graa de Deus estava sobre ele."
Luc. 2:40. Ao trabalhar na infncia e na juventude, a mente e o corpo se
desenvolviam. Ele no usou Suas faculdades fsicas descuidadamente, mas
exercitou-as de molde a mant-las sadias, a fim de poder fazer o melhor
trabalho em cada setor. No desejava ser falho, nem mesmo no manuseio
das ferramentas. Foi to perfeito como operrio quanto o era no carter.
Por preceito e exemplo, Cristo dignificou o trabalho til. O tempo
despendido em exerccios fsicos no  perdido. O estudante que mantm
constantemente os olhos sobre os livros e faz pouco exerccio ao ar
livre, prejudica-se a si mesmo. O exerccio proporcional de todos os
rgos e faculdades do corpo  essencial para o melhor trabalho de cada
um. Quando o crebro est constantemente sobrecarregado enquanto os
outros rgos da maquinaria viva ficam inativos, h uma perda de fora,
tanto fsica como mental. O sistema fsico  lesado em seu tono
saudvel, a mente perde seu frescor e vigor, e o resultado  uma
agitao mrbida. No se obtm os maiores benefcios de exerccios que
se fazem como mero esporte ou exerccios propriamente ditos. H algum
benefcio derivado da permanncia ao ar livre e tambm do exerccio dos
msculos; mas seja a mesma quantidade de energia empregada no
cumprimento de obrigaes de auxlio, e o benefcio ser maior, sendo
alcanado um sentimento de satisfao, pois tais exerccios levam
consigo o senso da prestatividade e a aprovao da conscincia pelo
dever cumprido. Deve-se despertar nas crianas e jovens a ambio de se
exercitarem na prtica de algo que seja benfico a eles mesmos e um
auxlio a outros. O exerccio que desenvolve a mente e o carter, que
ensina as mos a serem teis e que prepara os jovens a assumir sua parte
nos encargos da vida, Pg. 419  o que d fora fsica e vivifica toda
faculdade. E h uma recompensa na atividade virtuosa, no cultivo do
hbito de viver para fazer o bem. Os filhos dos abastados no devem ser
privados da grande bno de ter algo para fazer que lhes promova o
vigor do crebro e dos msculos. O trabalho no  maldio, mas bno.
Deus confiou aos inocentes Ado e Eva um belo jardim para cuidar. Era
uma aprazvel ocupao, e nenhum trabalho que no fosse agradvel teria
entrado em nosso mundo, no houvesse o primeiro par transgredido os
mandamentos. A ociosidade aptica e a condescendncia egosta produzem
invlidos; podem tornar a vida uma coisa vazia e estril em todo o
sentido. Deus no concedeu a razo aos seres humanos nem lhes coroou a
vida com Sua bondade para que sejam amaldioados com os infalveis
resultados da ociosidade. Os abastados no devem ser privados do
privilgio e benefcio de ter um lugar entre os obreiros do mundo.
Cumpre-lhes compreender que so responsveis pelo
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emprego que fazem das possesses a eles confiadas; que suas energias, o
tempo e o dinheiro devem ser sabiamente empregados, e no para fins
egostas. A religio crist  prtica. No incapacita a pessoa para o
fiel desempenho de qualquer dos importantes deveres da vida. Quando o
doutor da lei perguntou a Jesus: "Que farei para herdar a vida
eterna?"(Luc. 10:25), Jesus devolveu a pergunta ao prprio doutor da
lei, dizendo: "Que est escrito na lei? Como ls?" Luc. 10:26. "E,
respondendo ele, disse: Amars ao Senhor, teu Deus, de todo o teu
corao, e de toda a tua alma, e de todas as tuas foras, e de todo o
teu entendimento e ao teu prximo como a ti mesmo." Luc. 10:27. Jesus
lhe disse: "Respondeste bem; faze isso e vivers." Luc. 10:28. Aqui no
 delineada uma religio inativa, e, sim, uma religio que requer o
enrgico emprego de todas as faculdades mentais e fsicas. O devaneio
indolente, a contemplao ociosa, no  religio. Deus requer que
apreciemos os diversos dons que possumos e que os multipliquemos pelo
uso constante e prtico. Seu povo deve ser modelo de correo em todas
as relaes da vida. Ele deu a cada um de ns um trabalho a fazer, Pg.
420 de acordo com a nossa capacidade; e  nosso privilgio desfrutar Sua
bno enquanto dedicamos o vigor do corpo e da mente a sua fiel
execuo, tendo em vista a glria de Seu nome. A aprovao de Deus
repousa com amorosa confiana sobre os filhos que tomam com satisfao
sua parte nos deveres da vida domstica, participando dos encargos do
pai e da me. Sero recompensados com sade do corpo e paz de esprito;
e fruiro o prazer de ver os pais tomarem parte nos entretenimentos
sociais e nas saudveis recreaes, prolongando assim a existncia. Os
filhos preparados para os deveres prticos da vida, sairo de casa para
ser membros teis da sociedade. Sua educao  muito superior  que se
adquire confinado em uma sala de aulas em tenra idade, quando nem a
mente nem o corpo est suficientemente forte para resistir  tenso. No
lar e na escola, por preceito e por exemplo, as crianas e os jovens
sejam ensinados continuamente a ser verdadeiros, desinteressados e
trabalhadores. No se lhes deve permitir passarem o tempo ociosamente;
no devem ficar de braos cruzados, em inatividade. Os pais e os
professores precisam trabalhar para a realizao desse objetivo - o
desenvolvimento de todas as faculdades e a formao de um reto carter.
Quando, porm, os pais compreendem as responsabilidades que lhes cabem,
muito menos trabalho restar ao professor na educao dos seus filhos. O
Cu se interessa nesta obra em favor dos jovens. Os pais e os
professores que, por meio de sbias instrues, dadas com calma e
deciso, habituam as crianas a pensarem nos outros, e a deles cuidar,
ajud-las-o a vencer o egosmo, e cerraro a porta a muitas tentaes.
Anjos de Deus cooperaro com esses fiis instrutores. Os anjos no so
incumbidos de fazer, eles prprios, esse trabalho; comunicaro, no
entanto, fora e eficincia aos que, no temor de Deus, procuram preparar
os jovens para uma vida de utilidade. Special Testimonies on Education,
11 de maio de 1896. 53 Influncia Educacional dos Arredores Pg. 421 Na
escolha de um lar, os pais no devem ser governados meramente por
consideraes temporais. Isso no  em absoluto uma questo do lugar em
que possam ganhar muito dinheiro, ou onde tero os arredores mais
aprazveis ou as maiores vantagens sociais. As influncias que rodearo
os seus filhos, impelindo-os para o bem ou para o mal, so mais
importantes do que qualquer dessas consideraes. Ao escolherem um lugar
de residncia, repousa sobre os pais a mais solene responsabilidade.
Tanto quanto possvel, devem colocar suas famlias no conduto de luz,
onde suas afeies permaneam puras e seu amor a Deus e de uns aos
outros se mantenha ativo. O mesmo princpio se aplica  localizao de
nossas escolas, onde se reuniro os jovens e sero atradas famlias por
causa das vantagens educacionais. No se devem poupar esforos no
sentido de escolher locais para nossas escolas em que a atmosfera moral
seja to salutar quanto possvel; pois as influncias predominantes
causaro profunda impresso sobre os jovens caracteres em formao. Por
esta razo  melhor um local retirado. As grandes cidades, os centros de
comrcio e de cultura talvez paream apresentar algumas vantagens; mas
essas vantagens so excedidas por outras consideraes. A sociedade no
tempo presente  corrupta, assim como foi nos dias de No. Deus concedeu
ricos dons  longeva raa antediluviana, a apenas um passo do paraso, e
eles possuam um vigor fsico e mental de que os homens tm agora
somente uma plida idia; as generosidades divinas e a fora e a
habilidade que Deus lhes deu foram porm usadas para fins egostas, para
satisfazer a apetites ilcitos e para condescender com o orgulho. Eles
baniram a Deus de seus pensamentos; desprezaram Sua lei; calcaram aos
ps Sua norma de carter. Regalaram-se em prazeres pecaminosos,
corrompendo seus caminhos diante de Deus, e uns aos outros. A violncia
e o crime enchiam a Terra. No era respeitada a relao Pg. 422
matrimonial nem os direitos de propriedade; e os clamores dos oprimidos
penetraram nos ouvidos do Senhor dos Exrcitos. Contemplando o mal, os
homens transformaram-se  sua imagem, at que Deus no pde mais tolerar
a sua perversidade, e eles foram destrudos pelo Dilvio. Os jovens
educados nas grandes cidades esto rodeados de influncias semelhantes
s que prevaleciam antes do Dilvio. Os mesmos princpios de
desconsiderao a Deus e Sua lei; o mesmo amor aos prazeres, 
satisfao egosta, e ao orgulho e  vaidade, atuam no tempo presente. O
mundo est entregue aos prazeres; prevalece a imoralidade; so
menosprezados os direitos dos fracos e desamparados; e, por todo o
mundo, as grandes cidades rapidamente se esto tornando focos de
iniqidade. O amor aos prazeres  um dos mais perigosos, porque  uma
das mais sutis dentre as muitas tentaes que assaltam as crianas e os
jovens nas cidades. Os feriados so numerosos; os jogos e as corridas de
cavalos atraem milhares de pessoas, e o turbilho da agitao e do
prazer desviam-nos dos sbrios deveres da vida. O dinheiro que deveria
ter sido economizado para melhores finalidades - em muitos casos o
escasso ordenado dos pobres -  desperdiado em diverses.
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contnuo anseio por diverses agradveis revela os profundos desejos da
alma. Mas os que bebem dessa fonte de prazer mundano acharo que
continua ainda insatisfeita a sede de sua alma. Eles esto enganados;
confundem alegria com felicidade; e quando cessa a agitao, muitos caem
nas profundezas do desnimo e desespero. Oh! que desatino, que loucura,
abandonar o "Manancial de guas vivas" pelas "cisternas rotas" (Jer.
2:13) do prazer mundano! Sentimos nas profundezas da alma o perigo que
circunda os jovens nestes ltimos dias; e no devero os que vm at ns
em busca de uma educao, e as famlias que so atradas para nossas
escolas, ser afastados, at onde for possvel, dessas influncias
sedutoras e desmoralizantes? Ao escolher locais afastados para nossas
escolas, nem por Pg. 423 um momento imaginamos estar colocando os
jovens fora do alcance da tentao. Satans  um trabalhador muito
diligente, e no se cansa em inventar maneiras de corromper todo
esprito que se abre s suas insinuaes. Ele enfrenta famlias e
indivduos em seu terreno, adaptando as tentaes s suas inclinaes e
debilidades. Mas, nas grandes cidades, seu poder sobre as mentes 
maior, e suas redes para prender os ps dos descuidados so mais
numerosas. Devem ser providas grandes extenses de terra em conexo com
nossas escolas. H alguns estudantes que nunca aprenderam a economizar,
e sempre gastaram todo centavo que puderam obter. Estes no devem ser
excludos dos meios de adquirir uma educao. Deve-se-lhes dar uma
ocupao, e mesclar o estudo dos livros com o aprendizado de hbitos de
operosidade e parcimnia. Aprendam a apreciar a necessidade de ajudarem
a si mesmos. Deve haver trabalho para todos os alunos, quer sejam ou no
capazes de pagar seu estipndio; tanto as faculdades fsicas como as
mentais devem receber a devida ateno. Os alunos precisam aprender a
cultivar a terra, pois isto os colocar em ntimo contato com a
Natureza. Na Natureza h uma influncia refinadora e suavizante que deve
ser levada em considerao na escolha do local para a escola. Deus tem
acatado este princpio ao preparar homens para Sua obra. Moiss passou
quarenta anos nos desertos de Midi. Joo Batista no foi habilitado
para sua alta vocao como precursor de Cristo pela associao com os
grandes homens do pas, nas escolas de Jerusalm. Ele foi para o
deserto, onde os costumes e as doutrinas dos homens no podiam
moldar-lhe a mente, e onde pudesse manter ininterrupta comunho com
Deus. Quando os perseguidores de Joo, o discpulo amado, procuraram
silenciar-lhe a voz e destruir sua influncia entre o povo, baniram-no
para a ilha de Patmos. Mas no puderam separ-lo do Divino Mestre. Na
solitria ilha de Patmos Joo podia estudar as coisas que Deus havia
criado. Nas Pg. 424 rochas escabrosas, nas guas que circundavam a
ilha, podia ver a grandeza e majestade de Deus. E enquanto comungava com
Deus e estudava o livro da Natureza, ouviu uma voz a lhe falar - a voz
do Filho de Deus. Jesus foi o Mestre de Joo na ilha de Patmos, e Ele
revelou ali a Seu servo maravilhosas coisas que ocorreriam no porvir.
Deus quer que apreciemos Suas bnos nas obras criadas por Ele. Quantas
crianas nas cidades apinhadas nem sequer possuem um pequeno gramado
sobre que colocar os ps. Caso pudessem ser educadas no campo, entre a
formosura, paz e pureza do mundo natural, teriam a impresso de estar
bem perto do Cu. Nos lugares retirados, onde nos encontramos bem longe
dos corrompidos preceitos, costumes e agitaes do mundo, e bem perto do
corao da Natureza, Cristo torna Sua presena real para ns e fala 
nossa alma de Sua paz e amor. Special Testimonies on Education, 11 de
maio de 1896. 54 Importncia da Cultura Fsica Pg. 425 A cultura fsica
 uma parte essencial de todo bem ordenado mtodo de educao. Os jovens
precisam ser ensinados a desenvolver suas foras fsicas, a conserv-las
no melhor estado e a torn-las de utilidade nos deveres prticos da
vida. Muitos crem que estas coisas no fazem parte do trabalho escolar;
isso , porm, um erro. As lies necessrias  habilitao para a
utilidade prtica devem ser ensinadas a toda criana no lar e a todo
aluno nas escolas. O lugar para comear o treinamento fsico  o lar, e
com a criana pequena. Os pais devem lanar o fundamento de uma
existncia saudvel e feliz. Uma das primeiras questes a serem
decididas  a do alimento em suas mesas; porque este  um assunto do
qual depende em grande parte o desenvolvimento dos pequeninos e a sade
da famlia. A habilidade no preparo dos alimentos  muito importante, e
no o  menos que o alimento seja da devida qualidade e adequada
quantidade. Todos ns precisamos fazer uso de sabedoria no comer. Se 
ingerido mais alimento do que pode ser digerido e assimilado, acumula-se
no estmago uma massa em decomposio, que ocasiona mau hlito e um
gosto desagradvel na boca. As energias vitais so gastas no esforo por
eliminar os resduos, e o crebro  privado de energia nervosa. Menos
alimento teria nutrido o organismo sem desperdiar suas energias com
excesso de trabalho. Deve-se, no entanto, prover alimento saudvel em
quantidade e qualidade adequadas para nutrir o organismo. Se seguirmos a
regra bblica: "Portanto, quer comais, quer bebais, ou faais outra
coisa qualquer, fazei tudo para a glria de Deus" (I Cor. 10:31), no
condescenderemos com o apetite em detrimento da sade fsica, que temos
o dever de conservar. Toda me deve fazer com que seus filhos
compreendam seu corpo e como cuidar dele. Deve explicar-lhes a estrutura
e o uso dos msculos que nos foram dados por nosso bondoso Pai
celestial. Somos feitura de Deus, e Sua Palavra Pg. 426 declara que
fomos formados "de um modo terrvel e... maravilhoso". Sal. 139:14. Ele
preparou esta morada viva para a mente; ela  "primorosamente tecida",
um templo que o prprio Senhor preparou para habitao de Seu Santo
Esprito. A mente rege o homem inteiro. Todas as nossas aes, quer boas
ou ms, originam-se na mente.  a mente que adora a Deus e nos pe em
contato com os seres celestiais. No entanto muitos passam toda a vida
sem instruir-se acerca do escrnio que contm esse tesouro.
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Todos
os rgos fsicos so servos da mente, e os nervos os mensageiros que
transmitem suas ordens a cada parte do corpo, dirigindo os movimentos do
mecanismo vivo. O exerccio  uma ajuda importante para o
desenvolvimento fsico. Ativa a circulao do sangue e d tonicidade ao
organismo. Se se deixa que os msculos permaneam inativos, logo se ver
que o sangue no os nutre de modo suficiente. Em vez de aumentar de
tamanho e vigor, perdem sua firmeza e elasticidade e se tornam frouxos e
dbeis. A inatividade no  a lei que o Senhor estabeleceu no corpo
humano. A operao harmoniosa de todas as partes - crebro, ossos e
msculos -  necessria para o completo e salutar desenvolvimento de
todo o organismo. A obra de treinamento fsico, iniciada no lar, deve
prosseguir nas escolas.  o desgnio do Criador que o homem conhea a si
mesmo; com demasiada freqncia, porm, perde-se de vista esse desgnio
na perseguio do saber. Os estudantes dedicam anos a diversos ramos
educacionais; absorvem-se no estudo das cincias e das coisas do mundo
natural; so versados na maioria dos assuntos, mas no chegam a
conhecer-se a si mesmos. Consideram o delicado organismo humano como
algo que cuidar de si mesmo; e o que  essencial no mais alto sentido -
o conhecimento de seu corpo -  negligenciado. Todo estudante deve saber
cuidar de si mesmo de tal maneira que conserve a sade nas melhores
condies possveis, Pg. 427 resistindo  debilidade e  doena; e se
por qualquer causa sobrevm a enfermidade ou ocorrem acidentes, deve
saber enfrentar as emergncias comuns sem chamar o mdico nem tomar suas
venenosas drogas. O prprio Senhor falou sobre este assunto do cuidado
do corpo. Ele diz em Sua Palavra: "Se algum destruir o templo de Deus,
Deus o destruir; porque o templo de Deus, que sois vs,  santo." I
Cor. 3:17. Esta passagem prescreve o consciencioso cuidado do corpo e
condena todo ignorante ou negligente descuido. E diz mais: "Ou no
sabeis que o nosso corpo  o templo do Esprito Santo, que habita em
vs, proveniente de Deus, e que no sois de vs mesmos? Porque fostes
comprados por bom preo; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no
vosso esprito, os quais pertencem a Deus." I Cor. 6:19 e 20 "Portanto,
quer comais, quer bebais ou faais outra qualquer coisa, fazei tudo para
a glria de Deus." I Cor. 10:31. O cuidado inteligente e consciencioso
de nosso corpo  um dever para com o nosso Pai celestial, o qual "amou o
mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unignito, para que todo aquele
que nEle cr no perea, mas tenha a vida eterna". Joo 3:16. Somos
individualmente a propriedade de Cristo, Sua possesso adquirida.
Requer-se que cada um de ns conserve a sade e o vigor mediante a
prtica da temperana em todas as coisas. Os apetites e as paixes
precisam ser dominados, para que por seu intermdio no debilitemos nem
contaminemos o templo humano de Deus. Qualquer coisa que diminua as
foras fsicas enfraquece a mente, e torna-a menos clara para discernir
entre o bem e o mal, entre o direito e o erro. Este princpio 
ilustrado no caso de Nadabe e Abi. Deu-lhes Deus sacratssima obra a
fazer, permitindo-lhes chegar perto dEle no servio que lhes fora
designado; eles, porm, tinham o hbito de beber vinho, e entraram no
servio santo do santurio com a mente confusa. Estava ali o fogo
sagrado que fora aceso pelo prprio Deus; mas eles puseram fogo comum em
seus incensrios quando ofereceram o incenso que devia ascender Pg. 428
como suave fragrncia com as oraes do povo de Deus. Visto que seu
intelecto estava obscurecido por uma pecaminosa condescendncia,
menosprezaram a recomendao divina. "Ento, saiu fogo de diante do
Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor." Lev. 10:2. Deus
proibiu o uso de vinho aos sacerdotes que ministravam em Seu santurio,
e a mesma ordem teria sido dada contra o fumo, se fosse conhecido o seu
uso; pois ele exerce tambm uma influncia entorpecente sobre o crebro.
E alm de obscurecer a mente,  imundo e contaminador. Resistam todos 
tentao de usar vinho, fumo, alimentos crneos, ch ou caf. A
experincia tem demonstrado que pode-se fazer muito melhor trabalho sem
estas coisas prejudiciais. Gravem os pais e mestres profundamente no
esprito dos jovens a verdade de que Cristo pagou um preo infinito por
nossa redeno. Ele no omitiu coisa alguma para que pudesse
reconduzir-nos  lealdade para com Deus. Deseja que recordemos nossa
linhagem real e alto destino como filhos e filhas de Deus, e que
tenhamos genuno respeito por ns mesmos. Ele quer que desenvolvamos
todas as nossas faculdades e que as conservemos no melhor estado
possvel, para poder encher-nos com Sua graa e usar-nos em Seu servio,
tornando-nos Seus colaboradores em favor da salvao de almas.  dever
de cada estudante, de cada indivduo, fazer tudo o que estiver ao seu
alcance para apresentar o corpo a Cristo como templo purificado,
fisicamente perfeito, bem como moralmente livre de contaminao - uma
habitao adequada para a presena interior de Deus. Special Testimonies
on Education, 11 de maio de 1896. 55 A Verdadeira Educao Mais Elevada
Pg. 429 Deus  amor. O mal existente no mundo no provm de Suas mos,
e, sim, de nosso grande adversrio, cuja obra sempre tem sido depravar o
homem e debilitar e perverter-lhe as faculdades. Deus no nos deixou,
porm, na runa operada pela queda. Toda faculdade tem sido posta ao
alcance por nosso Pai celestial, para que os homens, mediante esforos
bem dirigidos, possam recuperar a perfeio inicial e permanecer
completos em Cristo. Deus espera que faamos a nossa parte nessa obra.
Somos Seus - Sua possesso adquirida. A famlia humana custou um preo
infinito para Deus e Seu Filho Jesus Cristo. O Redentor do mundo, o
Filho unignito de Deus, por Sua perfeita obedincia  lei, por Sua vida
e carter, resgatou o que foi perdido na queda e possibilitou que o
homem obedecesse  santa lei de justia transgredida por Ado. Cristo
no trocou Sua divindade pela humanidade, mas combinou a humanidade com
a divindade; e na humanidade Ele viveu a lei em favor da famlia humana.
Os pecados de todos os que recebem a Cristo foram colocados em Sua
conta, e Ele satisfez plenamente a justia de Deus. Todo o plano da
redeno  expresso nestas preciosas palavras: "Porque Deus amou o mundo
de tal maneira que deu o Seu Filho unignito, para que todo aquele que
nEle cr no perea, mas tenha a vida eterna." Joo 3:16. Cristo sofreu
realmente o                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet castigo pelos pecados do mundo, para que Sua
justia pudesse ser imputada aos pecadores, e por meio de arrependimento
e f pudessem tornar-se semelhantes a Ele em santidade de carter. Ele
declara: "Assumo a culpa pelos pecados desse homem. O castigo recaia
sobre Mim, e o pecador arrependido fique inocente diante de Ti." No
momento em que o pecador cr em Cristo, permanece sem condenao  vista
de Deus; pois a justia de Cristo  sua: -lhe imputada a perfeita
obedincia de Cristo. Mas deve cooperar com o poder divino e fazer o seu
Pg. 430 esforo humano para dominar o pecado e ficar completo em
Cristo. O resgate pago por Cristo  suficiente para a salvao de todos
os homens; s ser til, porm, para os que se tornarem novas criaturas
em Cristo Jesus, sditos leais do eterno reino de Deus. Seu sofrimento
no proteger contra o castigo o pecador impenitente e desleal. A obra
de Cristo era restaurar o homem a seu estado original, e cur-lo,
mediante o poder divino, das feridas e leses causadas pelo pecado. A
parte do homem  apoderar-se pela f dos mritos de Cristo e cooperar
com as foras divinas na formao de um carter ntegro; de modo que
Deus possa salvar o pecador e ser ao mesmo tempo justo e vindicar Sua
santa lei. O preo pago por nossa redeno impe uma grande obrigao
sobre cada um de ns.  nosso dever compreender o que Deus exige de ns,
e o que Ele deseja que nos tornemos. Os educadores dos jovens devem
inteirar-se da obrigao que recai sobre eles e fazer o seu melhor para
obliterar os defeitos, quer sejam fsicos, mentais ou morais. Devem
desejar  perfeio em seu caso, para que os alunos tenham um modelo
correto. Os professores devem trabalhar de modo prudente. Os que
freqentemente esto junto com Deus em orao, tm santos anjos a seu
lado. A atmosfera que circunda sua alma  pura e santa; pois se acha
imbuda da santificadora influncia do Esprito de Deus. Diariamente
devem ser discpulos na escola de Cristo, para que sejam professores sob
a direo do grande Mestre. Precisam aprender de Cristo e tornar-se um
com Ele na obra de educar inteligncias, antes que possam ser
professores eficientes na educao mais elevada - o conhecimento de
Deus. Deus  revelado em Sua Palavra. "Porque tudo que dantes foi
escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela pacincia e
consolao das Escrituras, tenhamos esperana." Rom. 15:4. "E outra vez:
Louvai ao Senhor, todos os gentios, e celebrai-O todos os povos." "E
outra vez diz Isaas: Uma raiz em Jess haver, e, naquele que Se
levantar para reger os gentios, os gentios esperaro." Rom. 15:12. Pg.
431 A verdadeira educao mais elevada  o que torna os alunos
familiarizados com Deus e Sua Palavra, habilitando-os para a vida
eterna. Foi para colocar essa vida ao seu alcance que Cristo Se entregou
a Si mesmo como sacrifcio pelo pecado. Seu desgnio de amor e
misericrdia  expresso em Sua orao por Seus discpulos. "Jesus falou
essas coisas e, levantando os olhos ao cu, disse: Pai,  chegada a
hora; glorifica a Teu Filho, para que tambm o Teu Filho Te glorifique a
Ti, assim como Lhe deste poder sobre toda carne, para que d a vida
eterna a todos quantos Lhe deste. E a vida eterna  esta: que conheam a
Ti s por nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo
17:1-3. Todo instrutor dos jovens deve trabalhar em harmonia com esta
orao, conduzindo os alunos a Cristo. Jesus prossegue, expressando Seu
cuidado pelos que Lhe pertencem: "Estando Eu com eles no mundo,
guardava-os em Teu nome. Tenho guardado aqueles que Tu me deste, e
nenhum deles se perdeu, seno o filho da perdio, para que a Escritura
se cumprisse. Mas, agora, vou para Ti e digo isto no mundo, para que
tenham a Minha alegria completa em si mesmos. Dei-lhes a Tua palavra, e
o mundo os odiou, porque no so do mundo, assim como Eu no sou do
mundo." Joo 17:12-14. Apoderemo-nos do esprito que inspirou esta
orao que ascendeu ao Cu. Cristo revela aqui quais os mtodos e o
poder usados por Ele para proteger Seus discpulos contra as prticas,
os preceitos e as disposies mundanas: "Dei-lhes a Tua palavra, e o
mundo os odiou, porque no so do mundo". Joo 17:14. Suas aes, suas
palavras, seu esprito no esto em harmonia com o mundo, "assim como Eu
no sou do mundo". Joo 17:14. E o Salvador acrescenta: "No peo que os
tires do mundo, mas que os livres do mal." Joo 17:15. As crianas e os
jovens devem receber uma educao segundo as normas indicadas por
Cristo, para que sejam separados do mundo. Pg. 432 "Santifica-os na
verdade; a Tua palavra  a verdade." Joo 17:17. A Palavra de Deus deve
tornar-se o grande poder educador. Como os estudantes conhecero a
verdade, a no ser por atento, diligente e perseverante estudo da
Palavra? Eis aqui o grande estmulo, a fora oculta que aviva as
faculdades mentais e fsicas, dirigindo a vida na direo certa. Na
Palavra h sabedoria, poesia, histria, biografia e a mais profunda
filosofia. Eis aqui um estudo que estimula a mente para uma vigorosa
vida salutar, despertando-a para a atividade mais elevada.  impossvel
estudar a Bblia com esprito humilde e dcil, sem desenvolver e
fortalecer o intelecto. Os que melhor se acham familiarizados com a
sabedoria e o propsito de Deus da maneira como foram revelados em Sua
Palavra, tornam-se homens e mulheres de vigor mental; e podem tornar-se
obreiros eficientes com o grande Educador, Jesus Cristo. "Assim como Tu
Me enviaste ao mundo, tambm Eu os enviei ao mundo." Joo 17:18. H um
trabalho a ser feito pelo mundo, e Cristo envia Seus mensageiros, os
quais devem ser Seus colaboradores. Cristo deu a Seu povo as palavras da
verdade, e todos so convidados a desempenhar uma parte em torn-las
conhecidas ao mundo. "E por eles Me santifico a Mim mesmo, para que
tambm eles sejam santificados na verdade." Joo 17:19. Talvez os
professores suponham que podem ensinar em sua prpria sabedoria, retendo
suas imperfeies humanas; mas Cristo, o divino Mestre, cuja obra 
restituir ao homem o que foi perdido mediante a queda, santificava-Se a
Si mesmo para o Seu trabalho. A Si mesmo Se ofereceu a Deus como
sacrifcio pelo pecado, dando Sua vida pela vida do mundo. Queria que
aqueles pelos quais pagou semelhante resgate fossem santificados "na
verdade", e deu-lhes um exemplo. O Mestre  o que Ele deseja que se
tornem os Seus discpulos. No h santificao  parte da verdade - a
Palavra. Quo essencial, portanto, que ela seja compreendida por todos!
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Pg.
433 A orao de Cristo abrange mais do que os que eram ento Seus
discpulos; inclui todos quantos haveriam de receb-Lo pela f. Ele
declara: "Eu no rogo somente por estes, mas tambm por aqueles que,
pela Sua palavra, ho de crer em Mim; para que todos sejam um, como Tu,
 Pai, o s em Mim, e Eu, em Ti; que tambm eles sejam um em ns, para
que o mundo creia que Tu Me enviaste. E Eu dei-lhes a glria que a Mim
me deste, para que sejam um, como ns somos um. Eu neles, e Tu em Mim,
para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conhea que
Tu Me enviaste a Mim e que tens amado a eles como Me tens amado a mim."
Joo 17:20-23. Maravilhosas, maravilhosas palavras quase fora do alcance
da compreenso! Entendero isto os professores de nossas escolas?
Adotaro a Palavra de Deus como guia que pode torn-los sbios para a
salvao? Este Livro  a voz de Deus falando a ns. A Bblia nos revela
as palavras da vida, pois nos torna familiarizados com Cristo que 
nossa vida. Para ter verdadeira e inabalvel f em Cristo, precisamos
conhec-Lo assim como  representado na Palavra. A f  confiante. No 
uma questo de caprichos e estremecimentos, de acordo com o impulso e a
emoo do momento; mas  um princpio que se baseia em Jesus Cristo. E a
f precisa ser mantida em constante exerccio por meio de diligente e
perseverante estudo da Palavra. Esta ltima torna-se assim uma fora
atuante, e somos santificados na verdade. O Esprito Santo nos foi dado
como auxlio no estudo da Palavra. Jesus promete: "aquele Consolador, o
Esprito Santo, que o Pai enviar em Meu nome, vos ensinar todas as
coisas e vos far lembrar de tudo quanto vos tenho dito." Joo 14:26. Os
que se acham sob a direo do Esprito Santo sero capazes de ensinar a
Palavra inteligentemente. Quando se faz da Bblia o livro de estudo, com
fervorosa splica pela orientao do Esprito e com total entrega do
corao para ser santificado pela verdade, tudo quanto Cristo prometeu
se cumprir. O resultado de semelhante estudo da Bblia Pg. 434 ser
uma mente bem equilibrada, pois as faculdades fsicas, mentais e morais
sero desenvolvidas harmoniosamente. No haver paralisao no
conhecimento espiritual. Avivar-se- a compreenso, sero despertadas as
sensibilidades; a conscincia tornar-se- sensvel; as simpatias e
sentimentos se purificaro; criar-se- melhor atmosfera moral; e ser
comunicado novo poder para resistir  tentao. E todos, tanto
professores como alunos, tornar-se-o ativos e diligentes na obra de
Deus. H, por parte de muitos professores, a tendncia de no serem
cabais na educao religiosa. Contentam-se, eles prprios, com um
servio feito com corao dividido, servindo ao Senhor apenas para
escapar ao castigo do pecado. Essa negligncia afeta- lhes o ensino. No
tm ansiedade de verem os alunos adquirirem a experincia que no
desejam para si mesmos. O que lhes foi dado como uma bno tem sido
posto de lado como elemento perigoso. As oferecidas visitas do Esprito
Santo, so recebidas com as palavras de Flix a Paulo: "Por agora,
vai-te, e, em tendo oportunidade, te chamarei." Atos 24:25. Desejam
outras bnos; mas aquilo que Deus est mais desejoso de dar do que um
pai deseja oferecer boas ddivas a seus filhos; o Esprito Santo, que 
abundantemente oferecido, segundo as ilimitadas riquezas de Deus, e que,
se recebido, traria consigo todas as outras bnos - que palavras
empregarei eu que sejam suficientes para exprimir o que tem sido feito
com referncia a isso? O Mensageiro celestial tem sido repelido por
vontade resoluta. "At aqui irs com os meus alunos, mas no mais
adiante. No necessitamos de entusiasmo em nossa escola, nem de
animao. Estamos mais satisfeitos de trabalhar ns mesmos com os
estudantes." Assim se tem desprezado o bom Mensageiro de Deus, o
Esprito Santo. No esto os professores de nossas escolas em risco de
blasfmia, de acusar o Santo Esprito de Deus de ser um poder enganador,
conducente ao fanatismo? Onde esto os educadores que preferem a neve do
Lbano, que vem da rocha Pg. 435 do campo, ou as frescas e fluentes
guas vindas de outro lugar, s guas sombrias do vale? Uma sucesso de
chuvas de guas vivas vos tm sobrevindo, a vs, em Battle Creek. Cada
chuveiro era uma sagrada comunicao de influncia divina; no o
reconhecestes como tal, no entanto. Em vez de beber copiosamente das
correntes da salvao, to abundantemente oferecida mediante a
influncia do Esprito Santo, volvestes-vos aos escoadouros comuns a
satisfazer a sede da alma nas poludas fontes da cincia humana. O
resultado tem sido coraes endurecidos na escola e na igreja. Os que se
satisfazem com uma pequenina espiritualidade, tm ido ao ponto de quase
se incapacitar para apreciar as profundas operaes do Esprito de Deus.
Espero, porm, que os professores no tenham ainda transposto o limite
em que so entregues  dureza de corao e  cegueira mental. Se forem
novamente visitados pelo Esprito Santo, espero que no chamem pecado 
justia, e justia ao pecado. H necessidade de converso do corao
entre os professores. Requer-se genuna mudana de idias e mtodos de
ensino, a fim de coloc-los onde mantenham relaes pessoais com um
Salvador vivo. Uma coisa  assentir com a obra do Esprito na converso,
e outra o aceitar a ao desse Esprito como reprovador, a chamar ao
arrependimento.  necessrio que tanto os professores como os alunos,
no somente concordem com a verdade, mas tenham profundo conhecimento
prtico das operaes do Esprito. Suas advertncias so dadas por causa
da incredulidade dos que professam ser cristos. Deus Se aproximar dos
alunos porque so desencaminhados pelos educadores nos quais depositam
confiana; tanto os professores como os alunos precisam, porm, ser
capazes de reconhecer a voz do Pastor. Vs, que h muito perdestes o
esprito de orao, orai, orai fervorosamente: "Tem piedade de Tua
sofredora causa, piedade da igreja; tem piedade dos crentes
individualmente,  Tu, Pai das misericrdias! Tira de ns tudo quanto
contamina. Nega-nos o que quiseres, mas no retires de ns o Teu Santo
Esprito." Existem, e sempre existiro pessoas que no agem com
sabedoria; pessoas que, sendo proferidas palavras de dvida Pg. 436 ou
incredulidade, renunciam  convico, preferindo seguir a prpria
vontade; e por causa das deficincias de tais pessoas, Cristo tem sido
vituperado. Pobres e finitos mortais tm julgado o rico e precioso
derramamento do Esprito, exprimindo seu juzo a esse respeito, como os
judeus condenaram a obra de Cristo. Compreenda-se, em todas as
instituies da Amrica do Norte, que no vos  cometido o dirigir a
obra do Esprito Santo, e dizer de que maneira ela se apresentar. Sois
culpados de hav-lo feito. Que o Senhor vos perdoe,  a minha orao. Em
lugar de ser reprimido e afugentado, como tem sido, o Esprito
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Santo
deve ser bem acolhido, e Sua presena animada. Quando vos santificardes
mediante a obedincia da Palavra, o Esprito Santo vos dar vislumbres
das coisas celestiais. Quando buscardes a Deus com humilhao e fervor,
as palavras que tendes proferido em tons congelantes, ardero em vosso
corao; a verdade no enfraquecer ento em vossa lngua. O interesse
eterno deve ser o grande assunto dos professores e alunos.  necessrio
prevenir-se estritamente contra a conformidade com o mundo. Os
professores precisam ser santificados pela verdade, e a coisa de maior
importncia deve ser a converso de seus alunos, para que tenham novo
corao e vida. O objetivo do Grande Mestre  a restaurao da imagem de
Deus na alma, e todo professor em nossas escolas deve trabalhar em
harmonia com este propsito. Professores, confiai em Deus e avanai. "A
Minha graa te basta" (II Cor. 12:9),  a afirmao do Grande Mestre.
Apoderai- vos da inspirao dessas palavras, e nunca, nunca faleis de
dvida e incredulidade. Sede enrgicos. No h servio pela metade na
religio pura e sem mcula. "Amars, pois, o Snhor, teu Deus, de todo o
teu corao, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder." Deut. 6:5. A
mais altamente santificada ambio se exige da parte dos que acreditam
na Palavra de Deus. Professores, dizei a vossos alunos que o Senhor
Jesus Pg. 437 Cristo tomou todas as providncias para que eles marchem
avante vitoriosos, e para vencer. Levai-os a confiar na divina promessa:
"E, se algum de vs tem falta de sabedoria, pea-a a Deus, que a todos
d liberalmente e no o lana em rosto; e ser- lhe- dada. Pea-a,
porm, com f, no duvidando; [fala com f num momento e age com
descrena no outro] porque o que duvida  semelhante  onda do mar, que
 levada pelo vento e lanada de uma para outra parte. No pense tal
homem que receber do Senhor alguma coisa. O homem de corao dobre 
inconstante em todos os seus caminhos." Tia. 1:5-8. De Deus, a fonte da
sabedoria, procede todo conhecimento valioso para o homem, tudo quanto a
inteligncia pode apreender e conservar. O fruto da rvore que
representa o bem e o mal no deve ser ansiosamente apanhado pela
recomendao de algum que foi outrora um anjo de luz e glria. Ele
disse que, se o homem comer desse fruto, saber o bem e o mal; deixai-o
de lado, porm. O verdadeiro conhecimento no provm de homens infiis
ou mpios. A Palavra de Deus  luz e verdade. A verdadeira luz irradia
de Jesus Cristo, que "alumia a todo homem que vem ao mundo". Joo 1:9.
Do Esprito Santo procede conhecimento divino. Ele sabe o que a
humanidade necessita para promover paz, felicidade e sossego aqui no
mundo, e para assegurar o descanso eterno no reino de Deus. "Eu, Jesus,
enviei o Meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou
a Raiz e a Gerao de Davi, a resplandecente Estrela da manh. E o
Esprito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede
venha; e quem quiser tome de graa da gua da vida." Apoc. 22:16 e 17.
Special Testimonies on Education, 12 de junho de 1896. 56 O Exemplo de
Cristo em Contraste com o Formalismo Pg. 438 Do Senhor Jesus Cristo em
Sua juventude,  dado o testemunho divino: "E o Menino crescia e Se
fortalecia em esprito, cheio de sabedoria; e a graa de Deus estava
sobre Ele." Luc. 2:40. Aps a visita a Jerusalm em Sua meninice, Ele
retornou com Seus pais, "e desceu com eles para Nazar; e era-lhes
submisso. ... E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graa, diante de
Deus e dos homens". Luc. 2:51 e 52. Nos dias de Cristo, os educadores
dos jovens eram formalistas. Durante Seu ministrio, Jesus declarou para
os rabis: "Errais, no conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus."
Mat. 22:29. E acusou-os de ensinarem "doutrinas que so mandamentos de
homens". Mar. 7:7. A tradio era frisada, amplificada e reverenciada
muito acima das Escrituras. As afirmaes dos homens e uma interminvel
sucesso de cerimnias ocupavam to grande parte da vida dos estudantes,
que era negligenciada a educao que transmite o conhecimento de Deus.
Os grandes mestres discorriam longamente sobre pequenas coisas,
especificando todo pormenor a ser observado nas cerimnias religiosas e
fazendo de sua observncia uma questo de suprema obrigao. Eles
dizimavam "a hortel, o endro e o cominho", ao passo que desprezavam "os
preceitos mais importante da lei: a justia, a misericrdia e a f".
Mat. 23:23. Assim era introduzido um acervo de entulho que encobria 
vista dos jovens os grandes pontos essenciais do servio de Deus. No
sistema educacional no havia lugar para a experincia pessoal em que a
alma aprende por si mesma o poder de um "Assim diz o Senhor" e obtm
aquela confiana na Palavra divina que unicamente pode produzir paz e
poder com Deus. Ocupados com essa rotina de formas, os alunos dessas
escolas no encontravam horas tranqilas para manter comunho com Deus e
ouvir-Lhe a voz falando ao corao. O que os rabis consideravam educao
superior era em realidade o Pg. 439 maior empecilho  verdadeira
educao. Opunha-se a todo desenvolvimento real. Sob a sua disciplina,
eram reprimidas as faculdades dos jovens e seu intelecto era tolhido e
diminudo. Os irmos e as irms de Jesus aprenderam as numerosas
tradies e cerimnias dos rabis, mas o prprio Cristo no podia ser
induzido a interessar-Se nessas questes. Posto que ouvisse em toda a
parte as reiteradas palavras: "Deves" e "No deves", agia
independentemente dessas restries. Os reclamos da sociedade e os
reclamos de Deus sempre estavam em conflito; e conquanto em Sua
juventude no fizesse ataques diretos aos costumes ou preceitos dos
doutos mestres, no Se tornou aluno em suas escolas. Jesus no seguiria
costumes que requeressem que Se desviasse da vontade de Deus, nem Se
colocaria sob a instruo dos que exaltavam as palavras dos homens acima
da Palavra de Deus. Exclua da mente todos os sentimentos e formalidades
que no tinham a Deus como seu fundamento. No Se deixaria influenciar
por essas coisas. Ensinava, portanto, que  melhor evitar o mal, do que
procurar corrigi-lo depois de se haver firmado na mente. E Jesus, por
Seu exemplo, no levaria outros a colocar-se onde seriam corrompidos.
Tampouco Se poria desnecessariamente numa posio em que entrasse em
conflito com os rabis, a qual em anos posteriores poderia redundar no
enfraquecimento de Sua influncia sobre o povo. Pelas mesmas razes, no
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet podia
ser induzido a observar as formas destitudas de sentido ou repetir os
preceitos que mais tarde, em Seu ministrio, condenou to decididamente.
Embora Jesus fosse submisso a Seus pais, comeou em mui tenra idade a
agir por Si mesmo na formao de Seu carter. Se bem que Sua me fosse
Seu primeiro professor humano, Ele estava constantemente recebendo uma
educao de Seu Pai no Cu. Em vez de estudar atentamente o conjunto de
conhecimentos eruditos transmitidos de um Pg. 440 sculo a outro pelos
rabis, Jesus, sob a direo do Divino Mestre, estudava as palavras de
Deus, puras e imaculadas, e tambm o grande livro da Natureza. As
palavras "Assim diz o Senhor" sempre se achavam em Seus lbios, e "Est
escrito" era Sua explicao para todo ato que diferia dos costumes da
famlia. Ele introduzia uma atmosfera mais pura na vida domstica.
Conquanto no Se colocasse sob a instruo dos rabis tornando-Se um
aluno em suas escolas, era muitas vezes posto em contato com eles, e as
perguntas que fazia, como se fosse um discpulo, embaraavam os sbios;
pois suas prticas no se harmonizavam com as Escrituras, e no tinham a
sabedoria que provm de Deus. At mesmo para os que no se contentavam
com a Sua intransigncia com os costumes populares, Sua educao parecia
ser de um tipo mais elevado do que a deles prprios. A vida de Jesus
tornava evidente que muito esperava, e muito empreendia, portanto. Desde
a prpria infncia, Ele era a verdadeira luz a brilhar entre as trevas
morais do mundo. Revelava-Se a Si mesmo como a verdade e o guia dos
homens. Suas concepes da verdade e Seu poder para resistir  tentao
eram proporcionais a Sua conformidade com essa Palavra que Ele mesmo
inspirara santos homens a escrever. Comunho com Deus, completa entrega
da alma a Ele, ao cumprir Sua Palavra sem levar em conta a falsa
educao ou os costumes e as tradies de Seu tempo, assinalavam a vida
de Jesus. Estar sempre em ruidosa atividade, procurando por algum
desempenho exterior mostrar sua piedade superior, era, na opinio dos
rabis, a essncia da religio; posto que, ao mesmo tempo, por sua
constante desobedincia  Palavra de Deus, pervertiam o caminho do
Senhor. Mas a educao que se baseia em Deus levar os homens a
busc-Lo, "se, porventura, tateando, O pudessem achar". Atos 17:27. O
Infinito no , e nunca ser, restringido por organizaes e planos
humanos. Toda alma precisa ter uma experincia pessoal em adquirir
conhecimento da vontade e dos caminhos de Deus. Em todos os que se Pg.
441 acham sob a disciplina de Deus deve ser revelada uma vida que no
est em harmonia com o mundo; com seus costumes, prticas ou
experincias. Por meio do estudo das Escrituras, por meio de fervorosa
orao, podem ouvir Sua mensagem para eles: "Aquietai-vos e sabei que Eu
sou Deus." Sal. 46:10. Quando todas as outras vozes silenciam, quando
so postos de lado todos os interesses terrenos, o silncio da alma
torna mais distinta a voz de Deus. Assim se pode encontrar descanso
nEle. Deus  a paz, a alegria e a vida da alma. Quando a criana procura
chegar mais perto de seu pai do que de qualquer outra pessoa, demonstra
seu amor, sua f, sua perfeita confiana. E na sabedoria e fora do pai,
a criana descansa em segurana. O mesmo sucede com os filhos de Deus. O
Senhor nos ordena: "Olhai para Mim, e sereis salvos." Isa. 45:22. "Vinde
a Mim..., e Eu vos aliviarei", "Se algum de vs tem falta de sabedoria,
pea-a a Deus, que a todos d liberalmente e no o lana em rosto; e
ser-lhe- dada". "Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no
homem, e faz da carne o seu brao, e aparta o seu corao do Senhor!
Porque ser como a tamargueira no deserto e no sentir quando vem o
bem; antes, morar nos lugares secos do deserto, na terra salgada e
inabitvel. Bendito o varo que confia no Senhor, e cuja esperana  o
Senhor. Porque ele ser como a rvore plantada junto s guas, que
estende as suas razes para o ribeiro e no receia quando vem o calor,
mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequido, no se afadiga nem
deixa de dar fruto." Jer. 17:5-8. Special Testimonies on Education, 27
de agosto de 1896. 57 Um Exemplo Divino Pg. 442 Desde os tempos mais
remotos, deram os fiis de Israel muita ateno ao assunto da educao.
O Senhor havia indicado que desde a primeira infncia, devia-se ensinar
s crianas acerca de Sua bondade e grandeza, especialmente como 
revelada em Sua lei e na histria de Israel. Mediante o canto, a orao
e as lies derivadas das Escrituras e adaptadas  desabrochante
inteligncia, tinham os pais e as mes que ensinar aos filhos que a lei
de Deus  uma expresso de Seu carter e que,  medida que recebessem no
corao os princpios dessa lei, delinear-se-ia na mente e na alma a
imagem de Deus. Tanto na escola como no lar, grande parte do ensino era
oral; mas os jovens tambm aprendiam a ler os escritos hebreus; e os
rolos de pergaminho das Escrituras do Antigo Testamento se abriam a seu
estudo. Nos dias de Cristo, a instruo religiosa dos jovens era
considerada to importante que a vila ou cidade que no provesse escolas
com essa finalidade, era encarada como estando sob a maldio de Deus.
Contudo, tanto na escola como no lar, o ensino tornara-se mecnico e
formal. Visto que, "em todas as coisas", convinha que "fosse semelhante
aos irmos" (Heb. 2:17), e Jesus obteve conhecimento como ns podemos
faz-lo, a ntima familiaridade com as Escrituras que Ele evidenciou em
Seu ministrio, testifica da diligncia com que, em Seus primeiros anos,
Ele Se entregou ao estudo da Palavra sagrada. E diariamente obtinha
conhecimento da grande biblioteca da Natureza animada e inanimada.
Aquele que criara todas as coisas, era agora um filho da humanidade, e
estudava as lies que Sua prpria mo havia escrito na Terra, no mar e
no firmamento. As parbolas por meio das quais, durante Seu ministrio,
gostava de ensinar Suas lies de verdade, demonstram quo aberto estava
o Seu esprito s influncias da Natureza e como, em Sua juventude, Se
deleitara em recolher o ensino espiritual daquilo que rodeava Sua Pg.
443 vida cotidiana. Para Jesus, o significado do mundo e das obras de
Deus desdobrava-se gradualmente  medida que procurava compreender a
razo das coisas, como qualquer jovem pode procurar faz-lo. A cultura
de santos pensamentos e conversaes
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era-Lhe peculiar. Todas as janelas de Sua alma estavam abertas para o
Sol, e  luz do Cu Sua natureza espiritual se fortalecia e Sua vida
manifestava a sabedoria e a graa de Deus. Toda criana pode obter
conhecimento das obras da Natureza e das pginas da santa Palavra de
Deus, como o fez Jesus.  medida que procurarmos familiarizar-nos com
nosso Pai celestial por meio de Sua Palavra, os anjos se aproximaro de
ns, nossa mente se fortalecer, nosso carter se elevar e se refinar,
e tornar-nos-emos mais semelhantes a nosso Salvador. Ao contemplarmos o
que  belo e grandioso na Natureza, nossas afeies se dirigiro a Deus;
enquanto o esprito se enche de reverncia, a alma  fortalecida ao
pr-se em contato com o Infinito por meio de Suas obras. A comunho com
Deus atravs da orao desenvolve as faculdades mentais e morais, e as
energias espirituais se fortalecem ao cultivarmos pensamentos de carter
espiritual. A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto
criana, pensava e falava como criana; mas nenhum trao de pecado
desfigurava nEle a imagem divina. Desde os primeiros sinais de
inteligncia, cresceu continuamente em graa celestial e conhecimento da
verdade. Special Testimonies on Education, 1896. 58 A Bblia, o Livro
Mais Importante Para a Educao em Nossas Escolas Pg. 444 A Bblia  a
revelao de Deus a nosso mundo, expondo-nos o carter que precisamos
ter para alcanar o paraso de Deus. Devemos consider-la como a
exposio de Deus a ns de coisas eternas - de coisas de suma
importncia para o nosso conhecimento. Ela  posta de lado pelo mundo,
como se houvesse terminado o seu manuseio, mas mil anos de pesquisas no
esgotariam o tesouro oculto nela contido. S a eternidade revelar a
sabedoria deste Livro. As jias que nela se acham escondidas so
inexaurveis, pois  a sabedoria de uma Mente infinita. Em nenhum
perodo de tempo o homem aprendeu tudo o que pode ser aprendido da
Palavra de Deus. Ainda h novos aspectos da verdade a serem divisados, e
muito a ser compreendido sobre o carter e os atributos de Deus - Sua
benignidade, Sua misericrdia, Sua longanimidade, Seu exemplo de
perfeita obedincia. "E o Verbo Se fez carne e habitou entre ns, e
vimos a Sua glria, como a glria do Unignito do Pai, cheio de graa e
de verdade." Joo 1:14. Este  um valiosssimo estudo que estimula o
intelecto e fortalece a capacidade mental. Depois de examinar
diligentemente a Palavra, so descobertos tesouros escondidos, e o
amante da verdade exclama em tom triunfal: "E, sem dvida alguma, grande
 o mistrio da piedade: Aquele que Se manifestou em carne foi
justificado em esprito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no
mundo e recebido acima, na glria." I Tim. 3:16. "De sorte que haja em
vs o mesmo sentimento que houve tambm em Cristo Jesus, que, sendo em
forma de Deus, no teve por usurpao ser igual a Deus. Mas aniquilou-Se
a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens."
Filip. 2:5-7. A Bblia, sendo plenamente aceita e estudada como a voz de
Deus, declara  famlia humana como atingir as moradas Pg. 445 de
felicidade eterna e obter os tesouros do Cu. "Toda Escritura
divinamente inspirada  proveitosa para o ensinar, para redargir, para
a corrigir, para instruir em justia, para que o homem de Deus seja
perfeito e perfeitamente instrudo para toda boa obra." II Tim. 3:16 e
17. Somos, ento, to obtusos que no podemos compreend-la?
Cultivaremos profunda avidez pelas produes de sbios autores e
desprezaremos a Palavra de Deus?  este grande anseio por alguma coisa
que eles nunca deveriam almejar, que leva os homens a substituir a
sabedoria por aquilo que no pode torn-los sbios para a salvao.
"Porque no vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus
Cristo, seguindo fbulas artificialmente compostas, mas ns mesmos vimos
a Sua majestade, porquanto Ele recebeu de Deus Pai honra e glria,
quando da magnfica glria Lhe foi dirigida a seguinte voz: Este  o Meu
Filho amado, em quem Me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do
cu, estando ns com Ele no monte santo. E temos, mui firme, a palavra
dos profetas,  qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que
alumia em lugar escuro, at que o dia esclarea, e a estrela da alva
aparea em vosso corao, sabendo primeiramente isto: que nenhuma
profecia da Escritura  de particular interpretao; porque a profecia
nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de
Deus falaram inspirados pelo Esprito Santo." II Ped. 1:16-21. "Porque
tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que,
pela pacincia e consolao das Escrituras, tenhamos esperana." Rom.
15:4. "Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu
aproveitamento seja manifesto a todos." I Tim. 4:15. " Toda carne 
erva, e toda a sua beleza, como as flores do campo. Seca-se a erva, e
caem as flores, mas a Palavra de nosso Deus subsiste eternamente." Isa.
40:6 e 8.  pelo estudo da Bblia que a mente  fortalecida, refinada e
elevada. Se no houvesse outro livro no vasto mundo, a Palavra de Deus,
posta em prtica pela graa de Cristo, tornaria o homem perfeito neste
mundo, com um Pg. 446 carter habilitado para a futura vida imortal. Os
que estudam a Palavra, aceitando-a pela f como a verdade, e
introduzindo-a no carter, sero completos nAquele que  tudo em todos.
Graas a Deus pelas possibilidades colocadas diante da humanidade. Mas o
estudo de numerosos autores diferentes confunde e fatiga a mente, e
exerce danosa influncia sobre a vida religiosa. Na Bblia so
distintamente especificados os deveres do homem para com Deus e para com
os semelhantes; mas, como podem ser cumpridas essas condies sem o
estudo da Palavra? Precisamos ter conhecimento de Deus, pois "a vida
eterna  esta - disse Cristo _: que conheam a Ti s por nico Deus
verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste". Joo 17:3. No sejam
consideradas como verdade as afirmaes de homem algum, quando so
contrrias  Palavra de Deus. O Senhor Deus, o Criador dos cus e da
Terra, a Fonte de toda cincia, tem a primazia. Mas os supostos grandes
autores, que do a nossas escolas seus livros para o estudo, so aceitos
e glorificados, mesmo que no tenham vital conexo com Deus. Por meio de
tal estudo o homem tem sido desviado de Deus para caminhos proibidos;
inteligncias tm sido afadigadas at  morte mediante desnecessrio
trabalho em procurar obter o que  para eles como o conhecimento que
Ado e Eva obtiveram                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet desobedecendo a Deus. Se Ado e Eva
jamais houvessem tocado na rvore do conhecimento, teriam estado numa
posio em que o Senhor poderia transmitir-lhes o conhecimento de Sua
Palavra, o qual no precisaria ser deixado para trs com as coisas deste
mundo, mas poderia ser levado por eles para o paraso de Deus. Hoje em
dia, os rapazes e as moas levam anos a adquirir uma educao que  como
lenha e restolho, a serem consumidos na ltima e grande conflagrao.
Muitos gastam anos de sua vida no estudo de livros, obtendo uma educao
que perecer com eles. A tal educao Deus no d nenhum valor. Essa
pretensa sabedoria obtida do estudo de diversos autores tem eliminado e
diminudo o brilho e o valor da Palavra de Deus. Muitos estudantes Pg.
447 deixam a escola impossibilitados de receber a Palavra de Deus com a
reverncia e o respeito que lhe rendiam antes de ali terem entrado. Sua
f foi eclipsada, no esforo de distinguir-se nos vrios estudos. A
Bblia no foi considerada, em sua educao, assunto vital, mas livros
impregnados de atesmo e propagadores de teorias perversas foram postos
diante deles. No h nada to enobrecedor e revigorante como o estudo
dos grandes assuntos concernentes  nossa vida eterna. Procurem os
estudantes compreender essas verdades dadas por Deus; procurem avaliar
essas coisas preciosas, e sua mente se expandir e se fortalecer com o
esforo. Mas a mente abarrotada com um acmulo de matrias que nunca
chegar a usar,  diminuda e enfraquecida, porque s se ocupa em lidar
com coisas comuns. No se tem aplicado  tarefa de considerar as
sublimes e elevadas revelaes provenientes de Deus. "Porque Deus amou o
mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unignito, para que todo aquele
que nEle cr no perea, mas tenha a vida eterna." Joo 3:16.  medida
que a mente for chamada a considerar estes grandes temas, erguer-se-
cada vez mais alto na compreenso desses assuntos de importncia eterna,
deixando cair como peso morto as questes mais vulgares e
insignificantes. Todas as matrias desnecessrias devem ser extirpadas
dos cursos de estudo, e oferecidos ao aluno unicamente os estudos que
lhe forem de real valor. Com esses, apenas, precisa ele se familiarizar,
para que consiga obter a vida que se compara com a vida de Deus. E 
medida que aprende estas coisas, sua mente se fortalecer e se expandir
como a mente de Cristo e a de Joo Batista. Que tornou grande a Joo
Batista? - Ele cerrou a mente ao acervo de tradies apresentadas pelos
mestres da nao judaica, abrindo-a  sabedoria que vem do alto. Antes
de Joo nascer, o Esprito Santo testificou a seu respeito: "porque ser
grande diante do Senhor, e no beber vinho, nem bebida forte, e ser
cheio do Esprito Santo, j desde o ventre Pg. 448 de sua me. E
converter muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e ir
adiante dele no esprito e virtude de Elias, para converter o corao
dos pais aos filhos e os rebeldes,  prudncia dos justos, com o fim de
preparar ao Senhor um povo bem disposto." Luc. 1:15-17.Em sua profecia,
disse Zacarias com referncia a Joo: "E tu,  menino, sers chamado
profeta do Altssimo, porque hs de ir ante a face do Senhor, a preparar
os Seus caminhos, para dar ao Seu povo conhecimento da salvao, na
remisso dos seus pecados, pelas entranhas da misericrdia do nosso
Deus, com que o oriente do alto nos visitou, para alumiar os que esto
assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos ps
pelo caminho da paz. E o menino crescia, e se robustecia em esprito, e
esteve nos desertos at ao dia em que havia de mostrar-se a Israel."
Luc. 1:76-80. Simeo disse a respeito de Cristo: "Agora, Senhor, podes
despedir em paz o Teu servo, segundo a Tua palavra, pois j os meus
olhos viram a Tua salvao, a qual tu preparaste perante a face de todos
os povos, luz para alumiar as naes e para glria de Teu povo Israel."
Luc. 2:29-32. "E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graa
para com Deus e os homens." Luc. 2:52. Jesus e Joo eram apresentados
pelos educadores daquele tempo como ignorantes, porque no tinham
estudado sob a sua direo. O Deus do Cu, porm, era seu professor, e
todos quantos os ouviam ficavam maravilhados com o seu conhecimento das
Escrituras, embora nunca tivessem aprendido. Deles, na verdade, no o
haviam feito; mas aprenderam de Deus a mais elevada espcie de
sabedoria. O critrio dos homens, mesmo o de professores, pode estar
muito afastado do alvo quanto ao que constitui a verdadeira educao. Os
mestres nos dias de Cristo no educavam os jovens no correto
conhecimento das Escrituras, que est na base de toda educao
merecedora desse nome. Cristo declarou aos fariseus: "Errais, no
conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus", (Mat. 22:29) "ensinando
doutrinas que so preceitos dos homens." Mat. 15:9. E orou pelos Seus
discpulos: "Santifica- os Pg. 449 na verdade; a Tua Palavra  a
verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, tambm Eu os enviei ao
mundo. E por eles Me santifico a Mim mesmo, para que tambm eles sejam
santificados na verdade." Joo 17:17-19. "Falou mais o Senhor a Moiss,
dizendo: Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente
guardareis Meus sbados, porquanto isso  um sinal entre Mim e vs nas
vossas geraes; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos
santifica." xo. 31:12 e 13. "Seis dias se trabalhar, mas o stimo dia
vos ser santo, o sbado do repouso ao Senhor; todo aquele que fizer
obra nele morrer." xo. 35:2. Foi Satans bem-sucedido em remover a
santidade do dia assim distinguido acima de todos os outros? Ele foi
bem-sucedido em colocar outro dia em seu lugar, mas jamais poder tirar
do sbado a bno do Senhor. "Guardaro, pois, o sbado os filhos de
Israel, celebrando o sbado nas suas geraes por concerto perptuo."
xo. 31:16. Que pode ser mais positivo e claro do que estas palavras?
Acaso Deus mudou? Ele permanecer o mesmo atravs de toda a eternidade,
mas os homens "buscaram muitas invenes". A Bblia est repleta de
conhecimento, e todos quantos se pem a estud-la com o desejo de
compreend-la, verificaro que a mente se expande e as faculdades so
fortalecidas para entender essas preciosas verdades de grande alcance. O
Esprito Santo as inculcar na mente e na alma. Mas os que do instruo
aos jovens precisam primeiro tornar-se estultos para que possam ser
sbios. Se desprezam um claro "Assim diz o Senhor" e colhem da rvore do
conhecimento o que Deus proibiu que tivessem, isto : o conhecimento da
desobedincia, sua transgresso faz com que caiam em condenao e
pecado. Exaltaremos tais homens por seu grande conhecimento?
Sentar-nos-emos aos ps dos que desprezam as verdades que santificam a
alma? "Vivo                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet eu, diz o Senhor Jeov, que, com mo forte, e
com brao estendido, e com indignao derramada, hei de reinar sobre
vs." Ezeq. 20:33. Por que os educadores da atualidade Pg. 450 no
atendem a essas advertncias? Por que tropeam sem saber contra o que
esto tropeando?  porque Satans cegou-lhes os olhos, e a pedra de
tropeo de sua iniqidade  colocada diante dos outros por seu preceito
e exemplo. Assim outros olhos so cegados, e os que deveriam andar na
luz esto andando em trevas, pois no olham firmemente para Jesus, a Luz
do mundo. Grande luz foi concedida aos reformadores; muitos deles,
porm, aceitaram os enganos do erro pela m interpretao das
Escrituras. Estes erros foram transmitidos atravs dos sculos, mas
embora sejam muito antigos, no tm a apoi-los um "Assim diz o Senhor".
Pois o Senhor declarou: "No alterarei o que saiu dos Meus lbios." Sal.
89:34. Em Sua grande misericrdia, o Senhor permitiu que nestes ltimos
dias brilhasse ainda maior luz. Enviou-nos Sua mensagem, revelando Sua
lei e mostrando-nos o que  verdade. Cristo  a fonte de todo
conhecimento. NEle centralizam-se as nossas esperanas de vida eterna.
Ele  o maior mestre que o mundo j conheceu, e se quisermos ampliar a
mente das crianas e dos jovens, e induzi-los, se possvel, a ter amor 
Bblia, devemos firmar-lhes a mente na verdade clara e simples,
extraindo o que tem estado coberto pelo entulho da tradio, e pondo 
mostra as preciosas gemas. Incentivai-os a perscrutar estes assuntos, e
o esforo despendido ser uma disciplina inestimvel. A revelao de
Deus, segundo  apresentado em Jesus Cristo, prov um grandioso assunto
para meditao, o qual, se for estudado, aguar a mente, e elevar e
enobrecer as faculdades.  medida que o instrumento humano aprender
estas lies na escola de Cristo, procurando tornar-se como Ele era,
manso e humilde de corao, aprender a mais proveitosa de todas as
lies: que o intelecto s  supremo quando santificado por viva conexo
com Deus. A advertncia e a instruo dadas na Palavra de Deus com
referncia aos falsos pastores, devem ter alguma influncia sobre Pg.
451 os professores e alunos em nossas escolas. Deve-se aconselhar os
alunos a no tomar tais pastores como autoridade suprema. Que
necessidade h para os estudantes rematarem sua educao indo a Ann
Arbor a fim de receber o ltimo retoque? Isso se tem demonstrado para
muitos o ltimo retoque no que diz respeito  espiritualidade e a crena
na verdade.  uma disciplina desnecessria, abrindo a mente  semeadura
do joio entre o trigo; e no apraz a nosso Grande Mestre que se
glorifique assim a professores que no tm ouvidos para ouvir nem
entendimento para compreender um claro "Assim diz o Senhor". Honrando
deste modo os que educam diretamente em direo oposta  verdade, no
deparamos com a aprovao de Deus. Deixemos que as palavras do Senhor,
proferidas ao mundo por intermdio do profeta Isaas, tenham influncia
sobre ns. "Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na
eternidade e cujo nome  Santo: Em um alto e santo lugar habito e tambm
com o contrito e abatido de esprito, para vivificar o esprito dos
abatidos e para vivificar o corao dos contritos." Isa. 57:15. "Perto
est o Senhor dos que tm o corao quebrantado e salva os contritos de
esprito." Sal. 34:18. "O homem para quem olharei - diz o Senhor - 
este: o aflito e abatido de esprito e que treme da Minha palavra." Isa.
66:2. Os humildes, que buscam o Senhor, tm sabedoria para a vida
eterna. A maior sabedoria, e a mais essencial,  o conhecimento de Deus.
O prprio eu se reduz a uma insignificncia quando contempla a Deus e a
Jesus Cristo, a quem Ele enviou. A Bblia precisa tornar-se o fundamento
de todo o estudo. Individualmente precisamos aprender deste livro que
Deus nos deu, a condio para a salvao de nossa alma, pois  o nico
livro que nos diz o que devemos fazer para ser salvos. No somente isto,
mas dela tambm se pode obter vigor intelectual. Os muitos livros que se
imagina serem abrangidos pela educao, so desorientadores, um engano e
uma iluso. "Que tem a palha com o trigo?" Satans est agora incitando
Pg. 452 a mente dos homens para fornecer ao mundo literatura de
natureza inferior e superficial, com a qual ele fascina a mente,
prendendo-a numa rede de sua inveno. Depois de ler estes livros, a
mente vive num mundo irreal, e a vida, tanto quanto se refere 
utilidade,  to estril como uma rvore infrutfera. O crebro 
inebriado, tornando impossvel a compreenso das realidades eternas, as
quais so essenciais para o presente e o futuro. A mente educada a se
alimentar com refugo  incapaz de discernir na Palavra de Deus as
belezas que se encontram ali. Perde-se o amor a Jesus e a inclinao
para a justia, pois a mente  constituda por aquilo de que se
alimenta. Nutrindo a mente com empolgantes histrias de fico, o homem
est trazendo para o fundamento "madeira, feno, palha". Ele perde todo o
gosto pelo guia divino e no se interessa em estudar o carter que
precisa formar para viver com a multido de remidos e habitar nas
manses que Cristo foi preparar. Deus concedeu-nos bondosamente um tempo
de graa em que podemos preparar-nos para a prova que nos sobrevir.
Todo benefcio nos  outorgado pela mediao de Cristo. Se o instrumento
humano estudar a Palavra, notar que foi provida gratuitamente toda
facilidade para os que procuram ser vencedores. O Esprito Santo est
presente a fim de conceder foras para a vitria, e Cristo prometeu:
"Eis que Eu estou convosco todos os dias, at  consumao dos sculos."
Mat. 28:20. Special Testimonies on Education, 1896. 59 Correta
Disciplina Colegial Pg. 454 Tnhamos alguns alunos insubordinados na
escola de ________, os quais estavam resolvidos a desrespeitar as
instrues oriundas da Palavra de Deus e trair sagrados depsitos por
seu modo de ao. O Senhor olhou do Cu para eles e contemplou suas
prticas enganosas e a falsa contestao de suas aes. Labutou-se
fielmente em seu favor; mas estavam muito perto da cidade, e surgiam
constantemente novas tentaes. Eles deixaram de ser fiis e leais 
santa lei de Deus. Transgrediram os Seus mandamentos. Ficaram
embevecidos, e revelaram que, como estudantes, no possuam integridade
moral para ser sinceros. Parecia estar em atividade uma fora satnica
para desanimar os professores e desmoralizar a escola. Alguns que
atuavam como professores no exerciam uma influncia correta. Quando
toda a influncia deveria ter sido colocada do lado da
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disciplina e da ordem, tais professores, embora conhecessem todas as
tribulaes que os alunos desordeiros estavam trazendo para o diretor e
seus colaboradores, que se achavam sobrecarregados e abatidos, e que
buscavam fervorosamente ao Senhor, manifestavam simpatia pelos que
serviam ao inimigo com o mximo ardor. Os alunos - os delinqentes -
sabiam isso. Alguns criaram coragem para enfrentar seu errneo modo de
ao at que lhes foi apresentado to vigorosamente que reconheceram
haver desobedecido aos regulamentos da escola e procurado ento
ocultar-se sob o disfarce da falsidade. O corpo docente efetuou
deliberaes sigilosas a fim de considerar o que se deveria fazer. Havia
uma voz nessas deliberaes que procurava frustrar os planos
apresentados para manter a disciplina e a ordem. Por meio dessa voz
condoda insinuaram-se aos estudantes palavras indiscretas com
referncia s questes debatidas no conselho deliberativo. Essas coisas
foram percebidas pelos alunos. Eles julgaram que tal professora tinha
toda a razo, e que era perspicaz. Teria Pg. 455 simpatia pelos
delinqentes. Assim as mos dos que carregavam pesado fardo no foram
fortalecidas, mas debilitadas. Os esforos feitos para reprimir o mal
eram considerados severos e descaridosos. "Os jovens precisam ter seus
perodos de alegria", era reiterado junto com outros palavrrios
inspidos. Uma palavra insinuada aqui e outra ali deixavam sua
perniciosa impresso; e os delinqentes sabiam que havia na escola os
que no julgavam que sua conduta de engano e falsidade era um grande
pecado. Apoiar, porm, continuamente a causa dos delinqentes, no dando
importncia ao seu afastamento da retido e verdade, e de firme
integridade,  um grave pecado contra Deus. Havia na escola os que eram
sustentados no decorrer dos anos letivos porque no dispunham de
recursos pessoais. Estes deveriam ter feito o mximo esforo para obter
todas as vantagens possveis, manifestando assim sua gratido a Deus e
pela bondade dos amigos que os ajudaram. Quando os rapazes e as moas
realmente esto convertidos, ser observada uma decidida mudana por
todos quantos tm alguma ligao com eles. Sua frivolidade se afastar
deles; o contnuo anseio por diverses e prazeres egostas, o veemente
desejo de alguma espcie de variao e de participar de festas e
excurses, no mais sero vistos. Ouvi as palavras do grande Mestre:
"Porque o po de Deus  Aquele que desce do Cu e d vida ao mundo."
Joo 6:33. No  necessrio ser tolo e indolente, e viver somente para
satisfao comum e terrena. A todo crente  concedido vida, bem como
conforto e serenidade. Todos podem sentir alegria oriunda da satisfao
de ter a Cristo como hspede permanente na alma. Quando Jesus disse 
multido: "O po de Deus  Aquele que desce do Cu e d vida ao mundo",
(Joo 6:33) alguns dentre a multido replicaram: "Senhor, d-nos sempre
desse po." Joo 6:34. O Po do Cu estava no meio deles, porm no O
reconheceram como o Po da Vida. Jesus disse ento claramente: "Eu sou o
Po Pg. 456 da Vida; Aquele que vem a Mim, no ter fome; e quem cr em
Mim, nunca ter sede." Joo 6:35. O sexto captulo de Joo contm as
mais preciosas e importantes lies para todos os que esto sendo
educados em nossas escolas. Se querem aquela educao que perdure
atravs do tempo e da eternidade, introduzam em sua vida prtica as
maravilhosas verdades desse captulo. Todo o captulo  muito
instrutivo, mas s  compreendido indistintamente. Insistimos em que os
estudantes acatem essas palavras de Cristo, a fim de que compreendam
seus privilgios. O Senhor Jesus nos ensina o que Ele  para ns, e que
benefcio nos advir individualmente de comer Suas palavras, concebendo
que Ele mesmo  o grande centro de nossa vida. "As palavras que Eu vos
disse - disse Ele - so esprito e vida." Joo 6:63. Tendo a Cristo no
corao, nosso nico objetivo ser a glria de Deus. Devemos
esforar-nos por entender o que significa estar em completa unio com
Cristo, o qual  a propiciao pelos nossos pecados e pelos pecados do
mundo inteiro, nosso Substituto e Fiador perante o Senhor Deus do Cu.
Nossa vida deve estar estreitamente ligada  vida de Cristo, devemos
constantemente extrair dEle, participando de Sua Pessoa, o Po vivo que
desceu do Cu, sorvendo de uma fonte sempre refrigerante, sempre
emitindo seus abundantes tesouros. Quando esta  em realidade a
experincia do cristo, v-se em sua vida um frescor, uma simplicidade,
submisso, mansido e humildade de corao que revelam a todos com os
quais ele se comunica, que tem estado com Jesus e dEle aprendido. Esta
experincia confere a todo professor as prprias habilitaes que o
tornam um representante de Cristo Jesus. Os mtodos do ensino de Cristo,
caso sejam seguidos, daro poder e eficcia a suas comunicaes e
oraes. Seu testemunho em favor de Cristo no ser acanhado, montono e
sem vida, mas assemelhar-se-  preparao do terreno, avivando a
conscincia, abrindo o corao e preparando-o para a semeadura da
verdade. Ningum que lida com os jovens deve ser de corao duro, Pg.
457 e, sim, afetuoso, terno, compassivo, corts, cativante e socivel;
deve saber, no entanto, que precisam ser feitas repreenses, sendo at
mesmo necessrio proferir graves censuras para eliminar algum mau
procedimento. Incentivai os jovens a glorificar a Deus, expressando sua
gratido ao Senhor por todas as Suas misericrdias. Sejam freqentemente
proferidos seus agradecimentos no corao e com a voz, e manifeste-se
abnegao e sacrifcio pessoal. Se os que pretendem ser discpulos de
Cristo comerem a Sua carne e beberem o Seu sangue, que  a Sua Palavra,
tero a vida eterna. "E Eu o ressuscitarei no ltimo dia", (Joo 6:54)
diz Cristo. "Porque a Minha carne verdadeiramente  comida, e o Meu
sangue verdadeiramente  bebida. Quem come a Minha carne e bebe o Meu
sangue, permanece em Mim, e Eu nele." Joo 6:55 e 56. "Assim como o Pai,
que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, assim quem de Mim se alimenta
tambm viver por Mim." Joo 6:57. Quantos experimentaram isto? Quantos
compreendem o verdadeiro significado destas palavras? Procuraremos
individualmente compreender a Palavra de Deus e pratic-la? Esta
Palavra, se for aceita,  para toda alma verdadeiramente convertida o
generoso dom da graa. No pode ser adquirida por meio de dinheiro.
Devemos inteirar-nos continuamente de que no merecemos a graa por
nossos mritos, pois tudo o que temos  dom de Deus. Ele nos diz: "De
graa recebestes, de graa dai." Mat. 10:8.
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atmosfera da descrena  pesada e deprimente. O riso leviano, gracejos e
pilhrias fazem adoecer a alma que se est nutrindo de Cristo. Conversas
baixas e insensatas so penosas para Ele. Com o corao humilde, lede
atentamente I S. Pedro 1:13-18. Os que gostam de conversar devem
certificar-se de que suas palavras so apropriadas e bem escolhidas.
Sede cuidadosos quanto  maneira em que falais. Sede cuidadosos com a
maneira pela qual representais a religio que aceitastes. Talvez no
julgueis ser pecado bisbilhotar e tagarelar, mas isto ofende a vosso
Salvador e entristece os anjos celestiais. Qual  o testemunho dado por
Pedro? "Deixando, pois, toda malcia, e todo engano, e fingimentos, e
invejas, e todas as murmuraes, desejai afetuosamente, como meninos
novamente nascidos, o leite racional, Pg. 458 no falsificado, para
que, por ele, vades crescendo, se  que j provastes que o Senhor 
benigno. I Ped. 2:1-3.  Aqui  realado outra vez distintamente o mesmo
princpio. Ningum precisa cometer um erro. Se como crianas recm-
nascidas desejais o genuno leite da Palavra, para que por ele vos seja
dado crescimento, no tereis apetite para participar de um prato de
maledicncia, mas todo alimento desta natureza ser imediatamente
rejeitado, pois os que provaram que o Senhor  bondoso no podem
participar do manjar da tolice, da insensatez e da calnia. Eles diro
resolutamente: "Leve esse prato embora. No quero comer semelhante
alimento. Ele no  o po do Cu. Isto  comer e beber o prprio
esprito do diabo, pois a sua ocupao  ser um acusador dos irmos."
Convm que toda alma observe aprimoradamente qual o alimento mental que
lhe  servido. Quando se aproximam de vs os que vivem para conversar e
que se acham preparados e equipados para dizer: "Conte e ns o
contaremos", detende-vos a pensar se a conversao proporcionar auxlio
e eficincia espirituais, para que em comunicao espiritual comais a
carne e bebais o sangue do Filho de Deus. "E, chegando-vos para Ele, a
pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus
eleita e preciosa." I Ped. 2:4. Estas palavras dizem muito. No devemos
ser mexeriqueiros, bisbilhoteiros ou boateiros; no devemos dar falso
testemunho. Somos proibidos por Deus de empenhar-nos em conversas
frvolas e insensatas, em gracejos e pilhrias, ou proferir palavras
ociosas. Temos de prestar contas a Deus do que dizemos. Seremos levados
a juzo por nossas palavras precipitadas, que no fazem bem para quem
fala ou para quem ouve. Falemos todos, portanto, palavras que sejam boas
para edificao. Lembrai-vos de que sois valiosos para Deus. No
permitais que vossa experincia crist se componha de conversas baixas e
insensatas ou de princpios errneos. "Para com Deus eleita e preciosa."
I Ped. 2:4. Considere isto todo aquele que professa o nome de Cristo:
Tendes provado que o Senhor  bondoso? Tornou-se isto uma parte de vossa
experincia real, simbolizada em Joo seis por comer a carne e beber o
sangue do Filho de Deus? Como crianas recm-nascidas, estais aprendendo
a desejar ardentemente o genuno Pg. 459 leite da Palavra, para que por
ele vos seja dado crescimento? Fostes verdadeiramente convertidos nalgum
tempo de vossa vida? Nascestes de novo? Se no,  alto tempo de obterdes
a experincia que Cristo disse ser necessria a um dos principais
lderes. "Importa-vos nascer de novo", (Joo 3:7) disse Ele. "Aquele que
no nascer de novo no pode ver o reino de Deus." Joo 3:3. Isto , no
pode discernir as condies essenciais para ter uma parte nesse reino
espiritual. "No te maravilhes de te ter dito: Necessrio vos  nascer
de novo." Joo 3:7. Se abrirdes a mente  exposio da Palavra de Deus,
com a determinao de pratic-la, haver luz, pois a Palavra d
entendimento aos simples. Esta  a verdadeira educao que todo
estudante necessita. Quando ela  obtida, se eles se converterem,
modificar-se- a vida leviana que levavam anteriormente. O Universo
celestial contemplar os caracteres transformados. Ser abandonada a
atitude frvola e comum, e seus ps sero postos sobre o primeiro degrau
da escada que  Cristo Jesus. Subiro passo a passo, degrau aps degrau,
em direo ao Cu. Cristo ser revelado em seu esprito, em suas
palavras, em suas aes. "Vs tambm, como pedras vivas, sois edificados
casa espiritual e sacerdcio santo, para oferecerdes sacrifcios
espirituais, agradveis a Deus, por Jesus Cristo." I Ped. 2:5. Estudaro
os professores e alunos esta representao para ver se pertencem 
classe que, mediante a abundante graa provida, est obtendo uma
experincia que se acha em harmonia com a real e genuna experincia que
todo filho de Deus precisa ter se ingressar na posio mais elevada?
Quando Nicodemos foi ter com Jesus, Cristo exps-lhe as condies da
vida divina, ensinando-lhe o prprio alfabeto da converso. Nicodemos
perguntou: "Como pode ser isso?" Joo 3:9. "Tu s mestre de Israel e no
sabes isso?" Joo 3:10. Respondeu-lhe Cristo. Esta pergunta podia ser
feita a muitos que ocupam posies de responsabilidade como mestres, mas
negligenciaram a obra essencial que deviam Pg. 460 fazer antes de se
acharem habilitados para serem professores. Se as palavras de Cristo
fossem recebidas na alma, haveria muito maior inteligncia, e muito mais
profundo conhecimento espiritual do que constitui um discpulo e sincero
seguidor de Cristo. Quando sobrevierem a toda alma provaes e
dificuldades, haver apostasias. Homens traidores, obstinados,
orgulhosos e presumidos desviar-se-o da verdade, naufragando na f. Por
qu? - Porque no cavaram fundo para tornar firme o seu fundamento. No
estavam firmados na Rocha eterna. Quando lhes so apresentadas as
palavras do Senhor, por intermdio dos Seus mensageiros escolhidos, eles
murmuram e julgam que o caminho se tornou muito estreito. Assim como os
que eram considerados discpulos de Cristo, mas se ofenderam com as Suas
palavras e j no andavam com Ele, apartar-se-o de Cristo. "Ningum
pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, o no trouxer; e Eu o
ressuscitarei no ltimo dia." Joo 6:44. Em que consiste o ato de
trazer? - "Est escrito nos profetas: E sero todos ensinados por Deus.
Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a Mim." Joo 6:45.
H homens que ouvem, mas no aprendem a lio como alunos diligentes.
Tm aparncia de piedade, mas no so crentes. No conhecem a verdade
pela prtica. No receberam a palavra implantada. "Pelo que, rejeitando
toda imundcia e acmulo de malcia, recebei com mansido a palavra em
vs enxertada, a qual pode salvar a vossa alma. E sede cumpridores da
palavra e no somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.
Porque, se algum  ouvinte da palavra e no cumpridor,  semelhante ao
varo que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla
a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era." Tia. 1:21-24. Ele
no aceitou a impresso causada em sua mente ao
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comparar seu modo de ao com o grande espelho moral. No viu seus
defeitos de carter. No se reformou, e esquecendo tudo a respeito da
impresso causada, no seguiu o caminho de Deus, e, sim, o seu caminho,
permanecendo irregenerado. Pg. 461 Ouvi qual  a nica maneira correta
de todo ser humano proceder se quiser desfrutar uma experincia segura e
completa. "Aquele, porm, que atenta bem para a lei perfeita da
liberdade e nisso persevera, no sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da
obra, este tal ser bem-aventurado no seu feito [pois h uma obra a ser
feita, que  negligenciada com risco da alma]. Se algum entre vs cuida
ser religioso e no refreia a sua lngua, antes, engana o seu corao, a
religio desse  v. A religio pura e imaculada para com Deus, o Pai, 
esta: visitar os rfos e as vivas nas suas tribulaes e guardar-se da
corrupo do mundo." Tia. 1:25-27. Efetuai isto, como prova de religio
pura e sem mcula, e a bno de Deus seguir-se- infalivelmente. "Pelo
que tambm na Escritura se contm: Eis que ponho em Sio a pedra
principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer no ser
confundido." I Ped. 2:6. Notai a figura apresentada no verso cinco: "vs
tambm, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdcio
santo, para oferecerdes sacrifcios espirituais, agradveis a Deus, por
Jesus Cristo." I Ped. 2:5. Ento essas pedras que vivem exercem tangvel
e prtica influncia na casa espiritual do Senhor. So sacerdcio santo,
realizando um servio puro e sagrado. Oferecem sacrifcios espirituais,
agradveis a Deus. O Senhor no aceitar um servio negligente, uma
sucesso de cerimnias que na realidade esto destitudas de Cristo.
Seus filhos devem ser pedras vivas no edifcio de Deus. Se todos se
entregassem incondicionalmente a Deus, se parassem de estudar e planejar
para seu entretenimento, para excurses e associaes amantes do prazer,
e estudassem as palavras: "No sois de vs mesmos... porque fostes
comprados por bom preo; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no
vosso esprito, os quais pertencem a Deus", (I Cor. 6:19 e 20) jamais
teriam fome e sede de atraes ou mudana. Se  para nosso verdadeiro
interesse ser espirituais, e se a salvao de nosso povo depende de
estarmos firmados na Rocha eterna, no seria melhor nos empenharmos em
buscar aquilo que Pg. 462 prender todo o edifcio  principal pedra
angular, para que no sejamos embaraados e confundidos em nossa f?
"Para vs outros, portanto, os que credes,  a preciosidade; mas, para,
os descrentes, a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a
principal pedra, angular e: pedra de tropeo e rocha de ofensa. So
estes que tropeam na palavra, sendo desobedientes, para o que tambm
foram postos [designados]." I Ped. 2:7 e 8. Todos os homens, mulheres e
jovens so designados para fazer determinada obra. Alguns, porm,
tropeam na Palavra da verdade. Ela no se harmoniza com as suas
inclinaes, e recusam ser, portanto, praticantes da Palavra. No querem
tomar o jugo de Cristo, de perfeita obedincia  lei de Deus. Consideram
esse jugo como um fardo, e Satans lhes declara que, desvencilhando-se
dele, tornar-se-o como deuses. Ningum dominar sobre eles ou lhes dar
ordens; podero fazer o que lhes apraz e ter toda a liberdade que
desejarem. Em realidade, eles tm sido opressos e embaraados em todo o
sentido na sua vida religiosa, mas essa vida religiosa era uma farsa.
Foram designados para ser colaboradores de Jesus Cristo, e jungir-se a
Cristo era sua nica oportunidade para perfeito descanso e liberdade. Se
houvessem feito isso, jamais teriam sido confundidos. "Mas vs sois a
gerao eleita, o sacerdcio real, a nao santa, o povo adquirido, para
que anuncieis [vossa prpria suficincia, e atrairdes a ateno para vs
mesmos e procurardes vossa prpria glria? - No; no] as virtudes
dAquele que vos chamou [para desagradvel e penosa vida de servido?]
das trevas para a Sua maravilhosa luz." I Ped. 2:9. No pensareis na
elevada posio a que fostes designados? Os que professam o nome de
Cristo no se apartaro da iniqidade? Iremos - vs e eu - agastar-nos
sob o jugo de Cristo? Quando acalentais ansiedade e amor pelos
divertimentos e para ter intensos e agitados perodos de exibio do
prprio eu, satisfazendo e deleitando a vontade natural, em vez de fazer
a vontade de Deus, pode haver descanso?  o templo de Deus edificado em
vossa vida pela concepo leviana que tendes do cristianismo? Pg. 463
"Tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que
falam mal de vs, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da
visitao, pelas boas obras que em vs observem." I Ped. 2:12. Acaso a
Palavra de Deus no deve ser nosso guia e nosso diretor? Deve algum ser
moroso em estudar essa Palavra? Deve algum professar ser cristo, e, no
entanto, por seu modo de ao, tornar-se uma repreenso  f,
simplesmente porque deseja viver para satisfazer suas prprias
inclinaes naturais? Seguiro eles, embora professem ter f na verdade,
um procedimento que abuse dessa f e desonre a verdade de origem
celestial? Quem tem apreciado as valiosas oportunidades que lhe so
concedidas no tempo de graa para formar um carter que Deus possa
aprovar pelo fato de tomarem o jugo de obedincia que Cristo tomou? Que
diz Ele a esse respeito? "Tomai sobre vs o Meu jugo, e aprendei de Mim,
que sou manso e humilde de corao, e encontrareis descanso para a vossa
alma. Porque o Meu jugo  suave, e o Meu fardo  leve." Mat. 11:29 e 30.
Muitos que professam crer em Cristo no tomam o Seu jugo. Julgam que o
fazem; mas, se no fossem iludidos e enganados por Satans, teriam
pensamentos correspondentes a sua f, e s grandes verdades em que
professam crer. Perceberiam que as palavras de Cristo significam algo
para eles. "Se algum quiser vir aps Mim, negue-se a si mesmo, e tome a
sua cruz, e siga- Me." Mar. 8:34. Se seguis a Jesus, sois Seus
discpulos; se seguis vossos prprios impulsos, vosso prprio corao
no santificado, dizeis claramente: "No quero o Teu caminho,  Senhor,
e, sim, o meu." Devemos perceber a situao e decidir qual  o nosso
propsito. Tenho profundo interesse nos rapazes e nas moas que se
alistaram no exrcito do Senhor. Meu amor a Jesus Cristo imbui-me de
amor pelas almas de todos pelos quais Cristo morreu. As palavras: "Sois
cooperadores de Deus" significam muito. Ningum pode estipular condies
com Deus. Somos servos do Deus vivo, e todos quantos se educarem em
nossa escola devem preparar-se para ser obreiros. Pg. 464 Eles labutam
para adquirir princpios corretos. Devem ligar-se a Cristo pela f.
Podem proporcionar assim grande satisfao ao Universo celestial. Se
todo voluntrio no exrcito do Senhor fizer o que pode, Deus far o
resto. No devem considerar coisa                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet alguma como sendo deles mesmos. Quando
lutam pela vitria, devem lutar legitimamente. A Palavra deve ser seu
professor. No sero impelidos pela ambio profana, pois s Deus pode
conceder-lhes verdadeira sabedoria e compreenso; mas Ele no trabalhar
de parceria com Satans. Se forem acalentadas a inveja e a ambio
profana, se eles pelejarem pela vitria para obter glria humana, a
mente se encher de confuso. Fazei o melhor que puderdes. Avanai o
mais depressa possvel para alcanar um elevado padro nas coisas
espirituais. Submergi o prprio eu em Jesus Cristo e sempre almejai
glorificar-Lhe o nome. Tende em mente que talento, cultura, posio,
riqueza e influncia so dons de Deus, devendo, portanto, ser
consagrados a Ele. Procurai obter uma educao que vos habilite a ser
sbios mordomos da multiforme graa de Cristo Jesus, e Seus servos para
cumprir-Lhe as ordens. Procurem todos os estudantes ter a mais ampla
viso possvel de suas obrigaes para com Deus. No devem aguardar um
tempo aps a concluso do ano letivo em que pretendem efetuar grande e
notvel trabalho. Mas devem estudar diligentemente como podem comear a
atividade prtica em sua vida estudantil jungindo-se a Cristo. Esteja
todo impulso do lado do Senhor. No puxeis para baixo, desanimando os
que so vossos professores. No oprimais a sua alma, manifestando um
esprito de leviandade e indiferente desconsiderao aos regulamentos.
Estudantes, podeis tornar esta escola de superior qualidade quanto ao
xito, colaborando com os vossos professores a fim de ajudar outros
estudantes, e elevando-vos ardorosamente acima de um nvel barato, baixo
e comum. Veja cada um, qual o progresso que pode fazer harmonizando sua
conduta com os preceitos bblicos. Os que procurarem ser, eles mesmos,
elevados e enobrecidos, esto cooperando com Jesus Cristo tornando-se
refinados na linguagem e no temperamento, sob a direo do Esprito
Santo. Esto Pg. 465 ligados a Jesus Cristo. Eles no pularo para c e
l, tornando-se turbulentos e cuidando unicamente de si, considerando
seus prprios prazeres e satisfaes egostas. Aplicam todos os seus
esforos com Jesus Cristo como mensageiros de Sua misericrdia e amor,
ministrando Sua graa a outros. Seu corao palpita em unssono com o
corao de Cristo. So um com Cristo em esprito, um com Cristo em ao.
Procuram abastecer a mente com os preciosos tesouros da Palavra de Deus,
para que cada um possa realizar a obra que lhe foi designada por Deus,
procurando captar os brilhantes raios do Sol da Justia, para que
incidam sobre os outros. Se vigiardes e orardes, e se fizerdes intensos
esforos na direo certa, sereis completamente imbudos do esprito de
Jesus Cristo. "Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e no tenhais
cuidado da carne em suas concupiscncias." Rom. 13:14. Decidi tornar
esta escola um sucesso, e se atentardes para a instruo dada na Palavra
de Deus, podereis partir com um desenvolvimento de poder intelectual e
moral que far at os anjos regozijarem-se, e Deus exultar a vosso
respeito com cnticos. Caso estejais sob a disciplina de Deus,
assegurareis a harmonia e a cooperao das energias fsicas, mentais e
morais, e o mais completo desenvolvimento das faculdades que vos foram
dadas por Deus. No permitais que a instabilidade e a concupiscncia da
juventude, por meio de mltiplas tentaes, tornem vossas oportunidades
e privilgios um fracasso. Dia a dia revesti-vos de Cristo, e no curto
perodo de vossas provaes e dificuldades aqui na Terra, mantende a
dignidade na fora de Deus, como colaboradores dos mais elevados
agentes, durante vossa vida escolar. Todos devem dizer: No irei
fracassar. Por minha influncia, no entregarei a mim mesmo ou a meus
companheiros nas mos do inimigo. Atenderei s palavras do Senhor. "Que
se apodere da Minha fora e faa paz comigo; sim, que faa paz comigo."
Isa. 27:5. Lembrai-vos sempre de que tendes Algum ao vosso lado que vos
diz: "No temais." "Eu venci o mundo." Joo 16:33. Tende em mente que
Cristo veio como o Prncipe do Cu e tem Se empenhado numa eterna peleja
Pg. 466 contra os princpios do pecado. Todos quantos se unirem com
Cristo sero cooperadores de Deus nessa peleja. "E por eles Me santifico
a Mim mesmo - disse Cristo - para que tambm eles sejam santificados na
verdade." Joo 17:19. O Senhor Jesus  o caminho, a verdade e a vida; e
os que se unem com Ele, revestindo-se dEle, trabalharo como Seus
colaboradores, conformando-se com os princpios da verdade.
Contemplando, tornam-se imbudos da verdade, e se unem com Cristo para
transformar o templo vivo entregue aos dolos, a fim de que os seres
humanos possam tornar-se purificados, refinados, santificados - templos
para habitao do Esprito Santo. "Eu lhes fiz conhecer o Teu nome -
disse Cristo - e lho farei conhecer mais, para que o amor com que Me
tens amado esteja neles, e Eu neles esteja." Joo 17:26. O Senhor tomou
providncias para que Seu amor nos seja dado do mesmo modo que Sua
generosa e abundante graa, como nossa herana nesta vida, para
habilitar-nos a difundi-lo estando jungidos a Cristo. Jesus comunica a
circulante vitalidade de puro e santificado amor semelhante ao Seu a
todas as partes de nossa natureza humana. Quando este amor  manifestado
no carter, revela a todos com quem nos relacionamos que  possvel Deus
ser formado em ns, a esperana da glria. Demonstra que Deus amou os
obedientes como ama a Jesus Cristo; e nada menos do que isto satisfaz
Suas aspiraes a nosso respeito. Logo que o instrumento humano se une
com Cristo em corao, alma e esprito, o Pai ama essa alma como parte
de Cristo, como membro do corpo de Cristo, sendo Ele mesmo a gloriosa
Cabea. MSS, 21 de junho de 1897. 60 A Bblia em Nossas Escolas Pg. 467
No  prudente enviar nossos jovens a universidades onde dediquem seu
tempo  aquisio de conhecimentos de grego e latim, ao passo que a
cabea e o corao se enchem dos sentimentos dos autores incrdulos
estudados por eles a fim de dominar essas lnguas. Obtm um conhecimento
que no  absolutamente necessrio, ou que no est em harmonia com as
lies do grande Mestre. Em geral, os que se educam desta maneira tm um
conceito exagerado de si mesmos. Crem haver alcanado o pinculo da
educao superior e se portam orgulhosamente, como se nada mais tivessem
que aprender. Esto arruinados para o servio de Deus. O tempo, os
recursos e o estudo que muitos tm despendido na obteno de uma
educao comparativamente                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet intil deveriam ter sido empregados em
adquirir uma educao que os tornasse homens e mulheres ntegros e
idneos para a vida prtica. Tal educao seria do mais alto valor para
eles. Que levam consigo os estudantes quando deixam nossas escolas?
Aonde vo? Que iro fazer? Possuem o conhecimento que os habilitar a
ensinar a outros? Foram educados para ser pais e mes sbios? Podem
pr-se  testa de uma famlia, como instrutores entendidos? Em sua vida
domstica, podem ensinar de tal modo a seus filhos que Deus possa
contemplar sua famlia com prazer, por ser um smbolo da famlia
celestial? Receberam a nica educao que realmente pode ser chamada de
"educao superior"? Que  educao superior? Nenhuma educao pode ser
chamada de educao superior a menos que leve a semelhana do Cu, a
menos que incentive jovens de ambos os sexos a serem semelhantes a
Cristo e os habilite a porem-se  testa de suas famlias, em lugar de
Deus. Se, durante sua vida escolar, um jovem deixou de adquirir um
conhecimento de grego e latim e os sentimentos contidos nas obras de
autores incrdulos, no Pg. 468 sofreu grande perda. Se Jesus Cristo
houvesse considerado essencial esta espcie de educao, no a teria
dado a Seus discpulos, aos quais estava educando para realizarem a
maior obra que j foi confiada aos mortais - a de represent-Lo perante
o mundo? No entanto, em seu lugar, colocou-lhes nas mos a verdade
sagrada, para ser transmitida ao mundo em sua simplicidade. H ocasies
em que so necessrios os eruditos em grego e latim. Alguns precisam
estudar estas lnguas. Isto est bem. Mas no todos, nem muitos, devem
estud-las. Os que crem que o conhecimento de grego e latim  essencial
 educao superior, no podem ver muito longe. Tampouco  necessrio um
conhecimento dos mistrios daquilo que os homens do mundo chamam
cincia, para entrar no reino de Deus.  Satans que enche a mente de
enganos e tradies que excluem a verdadeira educao superior e que
perecero com o estudante. Os que receberam uma falsa educao no olham
para o Cu. No podem ver Aquele que  a verdadeira Luz, "que alumia a
todo homem que vem ao mundo". Joo 1:9. Encaram as realidades eternas
como fantasmas, e chamam tomo a um mundo, e mundo a um tomo. Deus
declara a respeito de muitos que adquiriram a chamada educao superior:
"Pesado foste na balana e foste achado em falta" (Dan. 5:27) - em falta
no conhecimento das atividades prticas; em falta no conhecimento de
como fazer o melhor uso do tempo; em falta no conhecimento de como
trabalhar para Jesus. A natureza prtica do ensino dAquele que deu a
vida para salvar os homens  uma evidncia do valor que lhes atribui.
Ele ofereceu a nica educao que pode ser chamada de educao superior.
No despediu os discpulos porque no haviam recebido sua instruo de
mestres pagos e incrdulos. Estes discpulos proclamariam uma verdade
que abalaria o mundo, mas antes que pudessem faz-lo, antes que pudessem
ser o sal da Terra, deviam formar novos hbitos, e desaprender muitas
coisas que lhes ensinaram sacerdotes Pg. 469 e rabinos. E, hoje em dia,
os que querem representar a Cristo, tambm precisam formar novos
hbitos. Devem ser abandonadas as teorias que se originam no mundo. Suas
palavras e obras tm de ser segundo a semelhana divina. No devem
pr-se em ligao com os degradantes princpios e sentimentos prprios
do culto de outros deuses. No podem obter uma educao segura dos que
no conhecem a Deus nem O reconhecem como a vida e a luz dos homens.
Estes homens pertencem a outro reino. So governados por um prncipe
desleal e confundem fantasmas com realidades. Nossas escolas no so o
que deveriam ser. O tempo que deveria ser dedicado a trabalhar para
Cristo  consumido na considerao de assuntos sem valor e em satisfao
prpria. Surgem imediatamente conflitos se  feita oposio a opinies
preconcebidas. Foi assim com os judeus. Para vindicar opinies pessoais
e interesses mesquinhos e satisfazer  ambio mundana, rejeitaram o
Filho de Deus. O tempo passa. Aproximamo-nos da grande crise da histria
terrestre. Caso os professores continuem a cerrar os olhos para as
necessidades do tempo em que vivemos, devem ser separados da obra.
Muitos educadores nas escolas da atualidade esto praticando o engano ao
conduzirem seus alunos a campos de estudo relativamente inteis, os
quais exigem tempo, concentrao e recursos que deveriam ser empregados
para obter a educao superior que Cristo veio transmitir. Ele assumiu a
forma humana para que pudesse elevar a mente, das lies que os homens
consideravam essenciais para as que envolvem conseqncias eternas. Ele
viu o mundo envolto em engano satnico. Viu homens seguindo
resolutamente sua prpria imaginao, pensando ter alcanado tudo se
descobrissem como poderiam ser chamados grandes no mundo. Mas no
obtiveram mais que a morte. Cristo colocou-Se nos caminhos e atalhos da
Terra e contemplou a multido em sua ansiosa busca de felicidade, certos
de que em cada novo projeto que formavam haviam descoberto o modo de ser
deuses neste mundo. Cristo chamou-lhes a ateno para cima, Pg. 470
dizendo-lhes que o nico conhecimento verdadeiro  o conhecimento de
Deus e de Cristo, o qual trar paz e felicidade na vida atual e
assegurar o dom gratuito de Deus, a vida eterna. Instou com Seus
ouvintes, como homens que possuam a faculdade do raciocnio, a no
deixarem a eternidade fora de suas cogitaes. "Buscai primeiro o reino
de Deus, e a Sua justia - disse Ele - e todas essas coisas vos sero
acrescentadas." Mat. 6:33. Sois ento colaboradores de Deus. Para isto
vos comprei com Meus sofrimentos, humilhao e morte. A grande lio a
ser dada aos jovens  que, como adoradores de Deus, devem acalentar os
princpios bblicos e pr o mundo em segundo lugar. Deus quer que todos
sejam instrudos acerca de como fazer as obras de Cristo e entrar pelas
portas na cidade celestial. No devemos permitir que o mundo nos
converta a ns, e, sim, procurar com o mximo fervor converter o mundo.
Cristo nos outorgou o privilgio e dever de defend-Lo em todas as
circunstncias. Rogo aos pais que ponham os seus filhos onde no sejam
fascinados por uma falsa educao. Sua nica segurana est em aprender
de Cristo. Ele  a grande Luz central do mundo. Todas as outras luzes,
toda outra sabedoria, so tolices.                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Os homens e as mulheres constituem a
aquisio do sangue do Filho unignito de Deus. So propriedade de
Cristo, e sua educao e preparo devem ser dados, no com relao a esta
vida curta e incerta, mas com relao  vida imortal, que se compara com
a vida de Deus. No  Seu desgnio que aqueles cujo servio foi
adquirido por Ele sejam ensinados a servir a Mamom, a receber louvor ou
glorificao humana, ou a ser subordinados ao mundo. "Jesus, pois, lhes
disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se no comerdes a carne do
Filho do homem e no beberdes o Seu sangue, no tereis vida em vs
mesmos. Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e
Eu o ressuscitarei no ltimo dia. Porque a Minha carne verdadeiramente 
comida, e o Meu sangue verdadeiramente  bebida. Quem come a Minha carne
e bebe o Meu Pg. 471 sangue permanece em Mim, e Eu, nele." Joo
6:53-56. So estas as condies de vida estabelecidas pelo Redentor do
mundo antes de serem postos os fundamentos da Terra. Esto os
professores de nossas escolas dando de comer o Po da Vida aos alunos?
Muitos deles esto guiando os seus alunos pelo mesmo caminho palmilhado
por eles. Crem que esse  o nico caminho certo. Do aos alunos um
alimento que no manter a vida espiritual, mas causar a morte dos que
dele participam. Esto fascinados por aquilo que Deus no requer que
conheam. Os professores que se acham to decididos como o estavam os
sacerdotes e maiorais a conduzir seus alunos pelo mesmo velho caminho em
que o mundo continua andando, penetraro em maiores trevas ainda. Os que
poderiam ter sido colaboradores de Cristo e que, no obstante,
desdenharam dos mensageiros e sua mensagem, perdero o rumo. Andaro em
trevas, no sabendo em que tropeam. Os tais esto propensos a ser
enganados pelos erros dos ltimos dias. Sua mente est preocupada com
interesses subalternos e perdem a bendita oportunidade de jungir-se a
Cristo e ser cooperadores de Deus. A pretensa rvore do conhecimento se
transformou num instrumento de morte. Satans, com seus dogmas e falsas
teorias, tem- se entretecido artificiosamente na instruo comunicada.
Da rvore do conhecimento ele profere as mais agradveis lisonjas no
tocante  educao superior. Milhares participam do fruto dessa rvore;
mas esse fruto significa morte para eles. Cristo lhes diz: "Gastais o
dinheiro naquilo que no  po. Estais empregando os talentos que Deus
vos confiou na obteno de uma educao que Ele declara ser tolice."
Satans est procurando conseguir toda a vantagem. Deseja conquistar no
somente os alunos, mas tambm os professores. J elaborou os seus
planos. Disfarado de anjo de luz, percorrer a Terra como taumaturgo.
Com bela linguagem apresentar sentimentos sublimes. Falar boas
palavras e realizar bons atos. Personificar a Cristo, mas num ponto
haver notvel diferena. Satans apartar as Pg. 472 pessoas da lei de
Deus. No obstante, imitar to bem a justia que, se fosse possvel,
enganaria os prprios eleitos. Cabeas coroadas, presidentes,
governantes em altos postos curvar-se-o ante suas falsas teorias. Em
vez de dar lugar  crtica, s divises, ao cime e  rivalidade, os que
esto em nossas escolas devem ser um em Cristo. Somente assim podem
resistir s tentaes do arquienganador. O tempo passa, e Deus pede que
toda sentinela esteja em seu posto. Ele achou por bem conduzir-nos a uma
crise maior do que qualquer outra desde o primeiro advento de nosso
Salvador. Que faremos? O Esprito Santo de Deus nos tem declarado o que
devemos fazer; no entanto, assim como os judeus do tempo de Cristo
rejeitaram a luz e escolheram as trevas, o mundo religioso tambm
rejeitar a mensagem para a poca atual. Homens que professam piedade
tm desprezado a Cristo na pessoa de Seus mensageiros. Como os judeus,
eles rejeitam a mensagem de Deus. Os judeus perguntaram a respeito de
Cristo: "No  este Jesus, o filho de Jos?" Joo 6:42. Ele no era o
Cristo que os judeus haviam esperado. Do mesmo modo, hoje em dia, os
mensageiros enviados por Deus no so os que os homens tm esperado. Mas
o Senhor no perguntar a nenhum homem a quem dever enviar. Ele enviar
a quem quiser. Os homens talvez no compreendam por que Deus envia esta
ou aquela pessoa. Sua obra poder ser objeto de curiosidade. Deus no
satisfar essa curiosidade, e Sua palavra no voltar para Ele vazia.
Que todos quantos crem na Palavra de Deus entrem na obra de preparar um
povo para permanecer de p no dia da preparao de Deus. Durante os
ltimos poucos anos tem sido feita uma obra transcendental. Importantes
perguntas tm agitado a mente dos que crem na verdade presente. A luz
do Sol da Justia tem brilhado em toda a parte, sendo recebida por
alguns e seguida perseverantemente. A obra tem sido levada avante
segundo as normas de Cristo. Toda alma que professa o nome de Cristo
deve estar prestando servio. Todos devem dizer: "Eis-me aqui, envia-me
a mim." Isa. 6:8. Os lbios dispostos a falar, embora imundos, sero
tocados com a brasa acesa, e purificados. Sero habilitados a Pg. 473
proferir palavras que penetrem na alma. Chegar o tempo em que os homens
sero chamados a prestar contas pelas almas a quem deveriam haver
comunicado luz, mas que no a receberam. Os que faltaram assim no
cumprimento de seu dever, os que receberam luz, mas no a acolheram, de
modo que nada tm a comunicar, so classificados nos livros do Cu entre
aqueles que esto em inimizade com Deus, no querendo submeter-se a Sua
vontade ou direo. Uma influncia crist deve encher nossas escolas,
nossos hospitais, nossas casas publicadoras. Sob a direo de Satans,
esto- se formando confederaes, e continuaro a formar-se para
eclipsar a verdade por meio da influncia humana. Os que se unem a essas
confederaes jamais podero ouvir as boas-vindas de Cristo: "Bem est,
servo bom e fiel; ... entra no gozo do Teu Senhor." Mat. 25:21. Os
agentes estabelecidos por Deus devem avanar, no assumindo compromissos
com o poder das trevas. Muito mais precisa ser realizado segundo as
normas de Cristo, do que tem sido feito at agora. Todo estudante deve
acalentar estrita integridade. Toda inteligncia deve volver-se com
reverente ateno para a revelada Palavra de Deus. Ser concedido luz e
graa aos que assim obedecem a Deus. Eles vero maravilhas na lei
divina. Grandes verdades que no foram ouvidas e contempladas desde o
dia de Pentecoste resplandecero da Palavra de Deus em sua pureza
original. Aos que realmente amam a Deus, o Esprito Santo revelar
verdades que desapareceram da mente, e tambm lhes
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revelar verdades inteiramente novas. Os que comem a carne e bebem o
sangue do Filho de Deus extrairo dos livros de Daniel e do Apocalipse
verdades inspiradas pelo Esprito Santo. Poro em ao foras que no
podem ser reprimidas. Sero abertos os lbios das crianas para
proclamar os mistrios que tm estado ocultos  mente dos homens. "Mas
Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sbias; e
Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes." I
Cor. 1:27. Pg. 474 No se deve introduzir a Bblia em nossas escolas
para ser intercalada no meio da incredulidade. A Bblia deve tornar-se o
fundamento e o assunto da educao.  verdade que sabemos muito mais da
Palavra do Deus vivo do que sabamos no passado, mas ainda h muito mais
a aprender. Ela deve ser usada como a Palavra do Deus vivo e considerada
como o primeiro e o ltimo e o melhor em todas as coisas. Ento se ver
verdadeiro crescimento espiritual. Os alunos desenvolvero salutar
carter religioso, porque comem a carne e bebem o sangue do Filho de
Deus. A no ser, porm, que seja cuidada e promovida, a sade da alma
decair. Mantende-vos no conduto de luz. Estudai a Bblia. Os que servem
fielmente a Deus sero abenoados. Aquele que no deixar sem recompensa
nenhum trabalho fiel, coroar todo ato de lealdade e integridade com
demonstraes especiais de Seu amor e aprovao. Review and Herald, 17
de agosto de 1897. 61 Testemunho Especial Acerca de Poltica Pg. 475
Aos Mestres e Diretores de Nossas Escolas: Aqueles a cujo cargo se acham
nossas instituies e escolas, devem acautelar-se diligentemente, no
seja que, por suas palavras e sentimentos, levem os alunos por caminhos
falsos. Os que ensinam a Bblia em nossas igrejas e escolas, no se
acham na liberdade de se unir aos que manifestam seus preconceitos a
favor ou contra homens e medidas polticos, pois assim fazendo, incitam
o esprito dos outros, levando cada um a defender suas idias favoritas.
Existem, entre os que professam crer na verdade presente, alguns que
sero assim incitados a exprimir seus sentimentos e suas preferncias
polticas, de maneira que se introduzir na igreja a diviso. O Senhor
quer que Seu povo enterre as questes polticas. Sobre esses assuntos, o
silncio  eloqncia. Cristo convida Seus seguidores a chegarem 
unidade nos puros princpios evanglicos que so positivamente revelados
na Palavra de Deus. No podemos, com segurana, votar por partidos
polticos; pois no sabemos em quem votamos. No podemos, com segurana,
tomar parte em nenhum plano poltico. No podemos trabalhar para agradar
a homens que iro empregar sua influncia para reprimir a liberdade
religiosa, e pr em execuo medidas opressivas para levar ou compelir
seus semelhantes a observar o domingo como sbado. O primeiro dia da
semana no  um dia para ser reverenciado.  um falso sbado, e os
membros da famlia do Senhor no podem ter parte com os homens que o
exaltam, e violam a lei de Deus, pisando Seu sbado. O povo de Deus no
deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois assim
fazendo, so participantes nos pecados que eles cometem enquanto
investidos desses cargos. No devemos transigir com os princpios, para
ceder s opinies e preconceitos que talvez animssemos antes de nos
unir com o povo de Deus, observador dos mandamentos. Pg. 476 Temo-nos
alistado no exrcito do Senhor, e no nos cabe combater do lado do
inimigo, mas do lado de Cristo, onde podemos ser um todo unido, em
sentimento, ao, esprito e comunho. Os que so verdadeiramente
cristos so ramos da Videira verdadeira, e daro o mesmo fruto que ela.
Agiro em harmonia, em comunho crist. No usaro distintivos
polticos, mas os de Cristo. Que devemos ento fazer? - Deixai os
assuntos polticos em paz. "No vos prendais a um jugo desigual com os
infiis; porque que sociedade tem a justia com a injustia? E que
comunho tem a luz com as trevas? E que concrdia h entre Cristo e
Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?" II Cor. 6:14 e 15. Que
pode haver de comum entre esses partidos? No pode haver sociedade, nem
comunho. A palavra "sociedade" importa em participao, parceria. Deus
emprega as mais vigorosas imagens para mostrar que no deve haver unio
entre partidos mundanos e aqueles que esto buscando a justia de
Cristo. Que comunho pode haver entre a luz e as trevas, a verdade e a
injustia? - Nenhuma, absolutamente. A luz representa a justia; as
trevas, o erro, o pecado, a injustia. Os cristos saram das trevas
para a luz. Eles se revestiram de Cristo, e usam a divisa da verdade e
obedincia. So regidos pelos princpios elevados e santos que Cristo
exemplificou em Sua vida. O mundo, porm,  regido por princpios de
desonestidade e injustia. "Pelo que, tendo este ministrio, segundo a
misericrdia que nos foi feita, no desfalecemos; antes, rejeitamos as
coisas que, por vergonha, se ocultam, no andando com astcia nem
falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos  conscincia
de todo homem, na presena de Deus, pela manifestao da verdade. Mas,
se ainda o nosso evangelho est encoberto, para os que se perdem est
encoberto, nos quais o deus deste sculo cegou os entendimentos dos
incrdulos, para que no lhes resplandea a luz do evangelho da glria
de Cristo, que  a imagem de Deus. Pg. 477 Porque no nos pregamos a
ns mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e ns mesmos somos vossos
servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas
resplandecesse a luz,  quem resplandeceu em nossos coraes, para
iluminao do conhecimento da glria de Deus, na face de Jesus Cristo."
II Cor. 4:1-6. So apresentados aqui dois partidos, e  revelado que no
pode haver unio entre eles. Os mestres, na igreja ou na escola, que se
distinguem por seu zelo na poltica, devem ser destitudos sem demora de
seu trabalho e suas responsabilidades; pois o Senhor no cooperar com
eles. O dzimo no deve ser empregado para pagar ningum para discursar
sobre questes polticas. Todo mestre, pastor ou dirigente em nossas
fileiras, que  agitado pelo desejo
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ventilar suas opinies sobre questes polticas, deve-se converter pela
crena na verdade, ou renunciar  sua obra. Sua influncia deve ser a de
um coobreiro de Deus no conquistar almas para Cristo, ou devem ser-lhe
cassadas as credenciais. Se ele no muda, h de ser nocivo, apenas
nocivo. Em nome do Senhor, desejo dizer aos professores de nossas
escolas: Aplicai-vos  obra que vos foi designada. No sois convidados
por Deus para vos empenhardes na poltica. "Vs todos sois irmos",
(Mat. 23:8) declara Cristo, "e, como uma s pessoa, deveis colocar-vos
sob o estandarte do Prncipe Emanuel." "Que  o que o Senhor, teu Deus,
pede de ti seno que temas o Senhor, teu Deus, e que andes em todos os
Seus caminhos, e O ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, com todo o teu
corao e com toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor e
os Seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem? ... Pois o Senhor
vosso Deus  o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande,
poderoso e temvel, que no faz acepo de pessoas, nem aceita suborno;
que faz justia ao rfo e  viva, e ama o estrangeiro, dando-lhe po e
vestes. Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra
do Egito. Ao Senhor teu Deus temers; a Ele servirs, a Ele te chegars,
e pelo Seu nome jurars. Ele  o teu louvor, e o teu Deus." Deut. 10:12,
13, 17-21. Pg. 478 O Senhor tem concedido grande luz e privilgios a
Seu povo. "Vede aqui vos tenho ensinado estatutos e juzos", diz Ele;
"Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta ser a vossa sabedoria e o
vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouviro todos estes
estatutos e diro: S este grande povo  gente sbia e inteligente.
Porque, que gente h to grande, que tenha deuses to chegados como o
Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o chamamos? E que gente h to
grande, que tenha estatutos e juzos to justos como toda esta lei que
hoje dou perante vs? To-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a
tua alma, que te no esqueas daquelas coisas que os teus olhos tm
visto, e se no apartem do teu corao todos os dias da tua vida, e as
fars saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos." Deut. 4:5-9.
Como um povo, devemos colocar-nos sob o estandarte de Jesus Cristo.
Devemos consagrar-nos a Deus como um povo distinto, separado e peculiar.
Ele fala a ns, dizendo: "Inclinai os ouvidos e vinde a Mim; ouvi, e a
vossa alma viver; porque convosco farei um concerto perptuo, dando-vos
as firmes beneficncias de Davi." Isa. 55:3. "Com justia sers
confirmada e estars longe da opresso, porque j no temers; e tambm
do espanto, porque no chegar a ti. Eis que podero vir a juntar-se,
mas no ser por Mim; quem se ajuntar contra ti, cair por amor de ti.
... Toda ferramenta preparada contra ti no prosperar; e toda lngua
que se levantar contra ti em juzo, tu a condenars; esta  a herana
dos servos do Senhor e a sua justia que vem de Mim, diz o Senhor." Isa.
54:14,15 e 17. Rogo aos meus irmos designados para educar, que mudem
sua maneira de agir.  um engano de vossa parte o ligar vossos
interesses com qualquer partido poltico, dar o vosso voto com eles ou
por eles. Os que ocupam o lugar de educadores, de pastores, de
colaboradores de Deus em qualquer sentido, no tm batalhas a travar no
mundo poltico. Sua cidadania se acha nos Cus. O Senhor pede-lhes que
Pg. 479 permaneam como um povo separado e peculiar. Ele no quer que
haja cismas no corpo de crentes. Seu povo tem de possuir os elementos de
reconciliao.  porventura sua obra fazer inimigos no mundo poltico? -
No, no! Eles tm de permanecer como sditos do reino de Cristo,
levando a bandeira em que se acha inscrito: "Os mandamentos de Deus e a
f em Jesus." Apoc. 14:12. Tm de ter a responsabilidade de uma obra
especial, de uma especial mensagem. Temos uma responsabilidade
individual, e isso tem de ser revelado em presena do Universo celeste,
dos anjos e dos homens. Deus no nos pede que ampliemos nossa influncia
misturando-nos com a sociedade, ligando-nos com os homens em questes
polticas, mas ficando como partes individuais de Seu grande todo, tendo
Cristo como nossa cabea. Cristo  nosso Prncipe, e, como sditos Seus,
cumpre-nos realizar a obra que nos foi designada por Deus.  de suma
importncia que os jovens compreendam que o povo de Cristo deve ser
unido; pois esta unidade prende os homens a Deus pelos ureos laos do
amor, e impe a cada um a obrigao de trabalhar pelos semelhantes. O
Capito de nossa salvao morreu pela humanidade para que os homens
pudessem estar unidos com Ele e uns com os outros. Como membros da
famlia humana, somos partes individuais de um grande todo. Ningum pode
tornar-se independente dos outros. No deve haver disputas partidrias
na famlia de Deus, pois o bem-estar de cada um  a felicidade de todos.
No deve ser construda nenhuma parede separatria entre o homem e seu
prximo. Cristo, como o grande centro, precisa unir a todos em um s.
Cristo  nosso Mestre, nosso Dirigente, nossa Fora, nossa Justia; e
nEle nos comprometemos a evitar todo modo de ao que cause diviso. As
questes em debate no mundo no devem ser o tema de nossas conversaes.
Devemos convidar o mundo a contemplar um crucificado Salvador, por cujo
intermdio nos tornamos necessrios uns aos outros e a Deus. Cristo
ensina Seus sditos a imitar Suas virtudes, Sua mansido e humildade,
Sua bondade, pacincia e amor. Pg. 480 Consagra, portanto, o corao e
as mos a Seu servio, tornando o homem um conduto pelo qual o amor de
Deus possa fluir em copiosas correntes para abenoar a outros. No haja,
pois, nenhuma sombra de contenda entre os adventistas do stimo dia. O
Salvador convida toda alma, dizendo: "Vinde a Mim, todos os que estais
cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vs o Meu jugo, e
aprendei de Mim, que sou manso e humilde de corao, e encontrareis
descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo  suave, e o Meu fardo 
leve." Mat. 11:28-30. Aquele que mais se aproxima da perfeio da divina
benevolncia de Cristo causa alegria entre os anjos celestiais. O Pai Se
regozija a seu respeito com cnticos; pois, acaso, no est trabalhando
no esprito do Mestre, sendo um com Cristo assim como Ele  um com o
Pai? Em nossos peridicos no devemos exaltar a obra e o carter de
homens em posies de influncia, mantendo constantemente seres humanos
diante das pessoas. Mas podeis exaltar a Cristo nosso Salvador tanto
quanto quiserdes. "Mas todos ns, com cara descoberta, refletindo, como
um espelho, a glria do Senhor, somos transformados de glria em
glria,[de carter em carter] na mesma imagem, como pelo Esprito do
Senhor." II Cor. 3:18. Os que amam e servem a Deus devem ser a luz do
mundo, brilhando entre as trevas morais. Mas nos lugares que receberam a
maior luz, onde o evangelho mais tem sido pregado,
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pessoas - pais, mes e filhos - tm sido instigadas por um poder de
baixo a unir seus interesses a projetos e empreendimentos mundanos. H
grande cegueira nas igrejas, e o Senhor diz a Seu povo: "E que consenso
tem o templo de Deus com os dolos? Porque vs sois o templo do Deus
vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu
serei o seu Deus, e eles sero o Meu povo. Pelo que sa do meio deles, e
apartai-vos, diz o Senhor; e no toqueis nada imundo, e Eu vos
receberei; e Eu serei para vs Pai, e vs sereis para Mim filhos e
filhas, diz o Senhor todo-poderoso." II Cor. 6:16-18. Pg. 481 A
condio para ser admitido na famlia do Senhor  sair do mundo,
separando-se de todas as suas influncias contaminadoras. O povo de Deus
no deve ter ligao alguma com a idolatria em qualquer de suas formas.
Eles devem atingir uma norma mais elevada. Devemos separar-nos do mundo,
e ento Deus declara: "Eu vos receberei como membros de Minha famlia
real, filhos do celeste Rei." Como crentes na verdade devemos ser
diferentes, na prtica, do pecado e dos pecadores. Nossa cidadania est
no Cu. Devemos compreender com mais clareza o valor das promessas que
Deus nos fez e apreciar mais profundamente a honra que nos foi dada por
Ele. Deus no poderia conceder aos mortais mais elevada honra do que
adot-los em Sua famlia, dando-lhes o privilgio de cham-Lo Pai. No
h degradao em nos tornarmos filhos de Deus. "O Meu povo saber o Meu
nome", declara o Senhor; "por esta causa, naquele dia, porque Eu mesmo
sou o que digo: Eis-Me aqui." Isa. 52:6. O Senhor Deus onipotente reina.
"Quo suaves so sobre os montes os ps do que anuncia as boas-novas,
que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvao, que
diz a Sio: O teu Deus reina! Eis a voz dos teus atalaias! Eles alam a
voz, juntamente exultam, porque olho a olho vero, quando o Senhor
voltar a Sio." Isa. 52:7 e 8. Por que se d tanta ateno a
instrumentos humanos, ao passo que h to pouco esforo mental em
direo ao Deus eterno? Por que os que pretendem ser filhos do Rei
celestial se acham to absorvidos nas coisas deste mundo? Que o Senhor
seja exaltado! Que a Palavra do Senhor seja engrandecida! Sejam os seres
humanos colocados em posio inferior, e que o Senhor seja exaltado!
Lembrai-vos de que reinos, naes, reis, estadistas, conselheiros e
grandes exrcitos terrestres, e toda a magnificncia e glria mundanas,
so como o p da balana. Deus tem a fazer um ajuste de contas com todas
as naes. Todo reino tem que ser abatido. A autoridade Pg. 482 humana
deve tornar-se como nada. Cristo  o Rei do mundo, e Seu reino deve ser
exaltado. O Senhor deseja que todos os portadores da mensagem para estes
ltimos dias compreendam que h grande diferena entre os que professam
a religio, mas no so praticantes da Palavra, e os filhos de Deus, que
so santificados pela verdade e tm aquela f que atua pelo amor e
purifica a alma. O Senhor refere-Se aos que pretendem crer na verdade
para este tempo, os quais no discernem, porm, qualquer incoerncia em
tomarem parte na poltica, misturando-se com as pessoas violentas destes
ltimos dias, como os circuncisos que se misturam com os incircuncisos,
e declara que destruir ambas as classes juntamente, sem distino.
Esto fazendo uma obra que no lhes mandou fazer. Desonram a Deus por
seu esprito faccioso e por suas contendas, e Ele condenar de igual
maneira a ambas as classes. Talvez se pergunte: No devemos ter ligao
alguma com o mundo? A Palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer
ligao com os infiis e incrdulos, que nos viesse identificar com
eles,  proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles, e ser
separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de
trabalho. Mas no devemos viver isoladamente. Cumpre-nos fazer aos
mundanos todo o bem que nos seja possvel. Cristo nos deu um exemplo
disto. Quando convidado a comer com publicanos e pecadores, no Se
recusava; pois de nenhum outro modo, seno misturando-Se com eles,
poderia chegar a essa classe. Mas, em toda ocasio lhes dava talentos de
palavras e influncia. Puxava temas de conversao que lhes apresentavam
ao esprito os interesses eternos. E esse Mestre nos ordena: "Assim
resplandea a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas
obras e glorifiquem o vosso Pai, que est nos Cus." Mat. 5:16. Quanto 
questo da temperana, assumi, sem vacilao, vossa atitude. Sede firmes
como a rocha. No participeis dos pecados dos outros. Atos de
desonestidade em transaes comerciais, com crentes ou descrentes, devem
Pg. 483 ser condenados; e se eles no do prova de reforma, retirai-vos
do meio deles, separai-vos. H uma grande vinha a ser cultivada; mas,
conquanto os cristos tenham de trabalhar entre os incrdulos, no se
devem parecer com os mundanos. No devem gastar seu tempo a falar de
poltica e agir em favor dela; pois assim fazendo, do oportunidade ao
inimigo de penetrar e causar desinteligncias e discrdias. Aqueles,
dentre os pastores, que desejam ser polticos, devem perder suas
credenciais; pois essa obra Deus no deu a elevados nem a humildes
dentre Seu povo. Deus pede a todos quantos ministram em palavra e
doutrina, que dem  trombeta um sonido certo. Todos quantos receberam a
Cristo, pastores e membros leigos, devem levantar-se e resplandecer;
pois grandes perigos se acham iminentes sobre ns. Satans est agitando
os poderes da Terra. Tudo neste mundo se acha em confuso. Deus pede a
Seu povo que mantenha acima de tudo a bandeira que apresenta a mensagem
do terceiro anjo. No devemos ir a Cristo por intermdio de algum ser
humano, mas por meio de Cristo devemos compreender a obra que Ele nos
deu a fazer pelos outros. Deus apela para Seu povo, dizendo: "Sa do
meio deles, e apartai-vos." II Cor. 6:17. Ele pede que o amor que tem
manifestado por eles seja retribudo e evidenciado por meio de
voluntria obedincia a Seus mandamentos. Os filhos de Deus tm de
separar-se da poltica, de toda unio com os incrdulos. No devem ligar
seus interesses aos do mundo. "Provai vossa aliana comigo", diz Ele,
"permanecendo como Minha herana escolhida, como um povo zeloso de boas
obras." No tomeis parte em lutas polticas. Separai-vos do mundo, e
refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou na escola idias que ho de
levar a contendas e perturbaes. As dissenses so o veneno moral
introduzido no organismo pelos seres humanos egostas. Deus quer que
Seus servos tenham clara percepo, verdadeira e nobre dignidade, para
que sua influncia manifeste o poder da verdade. A vida crist no deve
ser vivida a esmo ou depender de emoes. A verdadeira influncia
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484 crist, exercida para a realizao da obra designada por Deus,  um
precioso instrumento, e no se deve unir com poltica, ou ligar em unio
com incrdulos. Deus tem de ser o centro de atrao. Toda mente em que o
Esprito Santo opera, satisfar-se- com Ele. Deus pede que os
professores de nossas escolas no fiquem interessados no estudo de
questes polticas. Introduzi o conhecimento de Deus em nossas escolas.
Vossa ateno pode ser atrada para sbios homens mundanos, que no so
suficientemente sbios para compreender o que as Escrituras dizem no
tocante s leis do reino de Deus; volvei-vos, porm, deles para Aquele
que  a Fonte de toda a sabedoria. Buscai em primeiro lugar o reino de
Deus e a Sua justia. Fazei disto o primeiro e o ltimo. Buscai com
grande diligncia conhecer Aquele ao qual conhecer devidamente  vida
eterna. Cristo e Sua justia  a salvao da alma. Ensinai s
criancinhas o que significa obedincia e submisso. Em nossas escolas, a
cincia, a literatura, a pintura e a msica, e tudo o que a cultura do
mundo pode proporcionar, no devem ocupar o primeiro lugar. Seja dado o
primeiro lugar ao conhecimento dAquele em quem se centraliza a nossa
vida eterna. Implantai no corao dos alunos aquilo que adornar o
carter e habilitar a alma, mediante a santificao do Esprito, a
aprender lies do maior Mestre que o mundo j conheceu. Assim os alunos
sero habilitados para serem herdeiros do reino de Deus. 62 Semear Junto
a Todas as guas Pg. 487 A convite, assisti  reunio realizada em
Healdsburg, em conexo com o encerramento do ano escolar, no dia 29 de
maio de 1903. Fiquei contente por saber que os professores e alunos se
uniram em dispensar as enfadonhas e inteis atividades que geralmente
acompanham o encerramento de uma escola, e que as energias de todos, at
o fim, foram dedicadas a estudo proveitoso. Na sexta-feira de manh, os
certificados foram silenciosamente entregues aos que se achavam
habilitados a receb-los, e os alunos e professores uniram-se ento numa
reunio de experincias, em que muitos relataram as bnos que
generosamente haviam recebido de Deus durante o ano. No sbado de manh,
falei a um grande auditrio na espaosa casa de culto da igreja de
Healdsburg. Os alunos e professores estavam sentados na frente, e fui
bem-sucedida em apresentar-lhes sua responsabilidade como cooperadores
de Deus. O Salvador pede que nossos professores e alunos prestem
eficiente servio como pescadores de homens.  noite um grande auditrio
reuniu-se na igreja para ouvir o programa musical oferecido pelo irmo
Beardslee e seus alunos. O bom canto  uma parte importante do culto a
Deus. Estou contente de que o irmo Beardslee esteja adestrando os
alunos, de modo que possam ser cantores-evangelistas. Fiquei muito
satisfeita com o que vi na escola. Durante o ano passado ela fez
acentuado progresso. Tanto os professores como os alunos esto atingindo
um nvel cada vez mais elevado na vida espiritual. No decorrer do ano
passado houve notveis converses. Ovelhas perdidas foram encontradas e
conduzidas de volta ao aprisco. Review and Herald, 14 de julho de 1903.
63 A Obra de Nossos Educandrios Pg. 488 A obra de nossos colgios e
educandrios deve ser fortalecida ano aps ano. No H Tempo Para
Delongas O tempo  curto. Em toda parte h necessidade de obreiros para
Cristo. Deveria haver cem trabalhadores diligentes e fiis nos campos
missionrios nacionais e estrangeiros onde agora h s um. Os caminhos e
atalhos ainda no foram trabalhados. Urgentes incentivos devem ser
apresentados aos que deviam estar agora empenhados em trabalho
missionrio para o Mestre. Os sinais que mostram que a vinda de Cristo
est prxima se cumprem rapidamente. O Senhor convida nossos jovens a
labutarem como colportores e evangelistas, a realizarem trabalho de casa
em casa nos lugares que ainda no ouviram a verdade. Ele fala a nossos
jovens, dizendo: "No sois de vs mesmos... porque fostes comprados por
bom preo; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso esprito,
os quais pertencem a Deus." I Cor. 6:19 e 20. Os que sarem para a obra
sob a direo divina sero maravilhosamente abenoados. Os que nesta
vida fazem o melhor que podem obtero uma adaptao para a futura vida
imortal. O Senhor chama voluntrios que assumam firmemente posio ao
Seu lado e faam o voto de unirem-se a Jesus de Nazar, para fazer
justamente o servio que precisa ser feito agora, e exatamente agora. H
entre ns muitos jovens de ambos os sexos que, sendo incentivados a
faz-lo, se inclinariam naturalmente a seguir um curso de diversos anos
de estudo em Battle Creek. Mas valer a pena? Os talentos do povo de
Deus devem ser empregados em transmitir ao mundo a ltima mensagem de
misericrdia. O Senhor pede que os que se acham ligados a nossos
hospitais, casas publicadoras e outras instituies ensinem os jovens a
efetuar trabalho evangelstico. Nosso tempo Pg. 489 e dinheiro no
devem ser aplicados em to grande medida no estabelecimento de
hospitais, fbricas e depsitos de alimentos, e restaurantes, que sejam
negligenciados outros setores da obra. Jovens de ambos os sexos que
deviam estar empenhados no ministrio pastoral, na obra bblica e na
colportagem, no devem estar presos a ocupaes mecnicas. Os jovens
devem ser incentivados a freqentar nossas escolas, que se devem tornar
cada vez mais semelhantes s escolas dos profetas. Nossas escolas tm
sido estabelecidas pelo Senhor, e se forem dirigidas em harmonia com o
Seu propsito, os jovens a elas enviados sero preparados rapidamente
para se empenharem nos diversos ramos da obra missionria. Alguns sero
educados para entrar no campo como enfermeiros missionrios, outros como
colportores, evangelistas, professores e pastores evanglicos.
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Senhor me instruiu claramente a respeito de que nossos jovens no devem
ser incentivados a dedicar tanto tempo e energia  obra
mdico-missionria da maneira como tem sido levada avante ultimamente. A
instruo que eles recebem no tocante s doutrinas bblicas no  de
molde a habilit-los para realizar devidamente a obra que Deus confiou a
Seu povo. Satans procura diligentemente desviar as almas dos princpios
corretos. Multides que professam pertencer  verdadeira igreja de Deus
esto caindo sob os enganos do inimigo. Esto sendo levados a afastar-se
de sua lealdade ao bendito e nico Potentado. Um Dever Presente Todos os
nossos colgios e educandrios denominacionais devem tomar providncias
para dar a seus alunos a educao essencial para evangelistas e para
homens de negcios cristos. Os jovens e os mais avanados em idade que
sentem ser seu dever habilitar-se para trabalho que requer a aprovao
em certos exames legais deveriam ser capazes de conseguir nos
educandrios de nossa Unio-Associao tudo o que  essencial, sem
precisar ir a Battle Creek para sua educao preparatria. Pg. 490 A
orao efetuar maravilhas pelos que se entregam a ela, sendo vigilantes
neste sentido. Deus quer que todos ns estejamos em esperanosa posio
de espera. Ele cumprir o que prometeu, e se houver exigncias legais
que tornem necessrio que os estudantes de medicina faam determinado
curso preparatrio, ensinem nossos colgios os estudos adicionais
requeridos de maneira compatvel com a educao crist. O Senhor tem
manifestado Seu desagrado de que tantos de nosso povo se estejam
deslocando para Battle Creek; e visto que Ele no quer que tantos se
dirijam para l, devemos entender que Ele quer que nossas escolas em
outros lugares tenham professores eficientes e faam devidamente a obra
que precisa ser feita. Devem tomar providncias para conduzir os seus
alunos ao necessrio ponto de instruo literria e cientfica. Muitas
dessas exigncias tm sido feitas porque grande parte da obra
preparatria efetuada nas escolas comuns  superficial. Seja todo o
nosso trabalho cabal, fiel e consciencioso. Em nossos educandrios a
Bblia deve tornar-se a base de toda a educao. E nos estudos
requeridos, no  necessrio que nossos professores introduzam os livros
condenveis que o Senhor tem recomendado que no sejam usados em nossas
escolas. Pela luz que o Senhor me tem dado, sei que nossos educandrios
em diversas partes do campo devem ser colocados na posio mais
favorvel possvel para habilitar nossos jovens a enfrentar os exames
especificados pelas leis do Estado com respeito aos estudantes de
medicina. Com esta finalidade devem conseguir-se os maiores talentos no
magistrio, para que nossas escolas correspondam ao padro exigido. No
sejam, porm, os rapazes e as moas em nossas igrejas aconselhados a ir
a Battle Creek a fim de obter uma educao preparatria. H um
congestionado estado de coisas em Battle Creek que torna esse lugar
desfavorvel para a devida educao de obreiros cristos. Visto que no
foram atendidas as advertncias no tocante  obra nesse centro
congestionado, o Senhor permitiu que duas de nossas instituies Pg.
491 fossem consumidas pelo fogo. Mesmo depois dessa manifestao de Seu
evidente desagrado, Suas advertncias no foram atendidas. O hospital
ainda est ali. Se ele tivesse sido dividido em diversos
estabelecimentos e sua obra e influncia dedicados a vrios outros
lugares, quanto mais Deus teria sido glorificado! Mas agora que o
hospital foi reconstrudo, devemos fazer tudo o que est ao nosso
alcance para ajudar os que ali esto lutando com muitas dificuldades.
Repito: No  necessrio que tantos de nossos jovens estudem medicina.
Mas para os que precisam seguir esses estudos, os educandrios de nossa
Unio-Associao devem fazer ampla proviso de oportunidades para a
educao preparatria. Assim os jovens de cada Unio-Associao podem
ser preparados mais perto de casa e livrar-se das tentaes especiais
que acompanham a obra em Battle Creek. Review and Herald, 15 de outubro
de 1903. 64 Devemos Estabelecer-nos ao Redor de Nossas Instituies?
Pg. 492 Tem-me sido dada luz especial com referncia a mudar nossas
casas publicadoras, hospitais e escolas para fora das cidades, a lugares
mais favorveis a sua obra, onde os que se acham ligados com eles no
sejam expostos a todas as tentaes da vida urbana. Nossas escolas,
especialmente, devem estar longe das cidades. No  para o bem
espiritual dos obreiros de nossas instituies que elas se localizem nas
cidades, onde as tentaes do inimigo aumentam em toda a parte. A
instruo dada com referncia  mudana da obra de publicaes de Battle
Creek para alguma localidade rural perto de Washington, D.C., era clara
e distinta, e espero ansiosamente que essa tarefa seja apressada. Tambm
foi dada a instruo de que a Pacific Press deve ser mudada de Oakland.
Com o passar dos anos, a cidade cresceu, e agora  necessrio
estabelecer a editora nalguma localidade rural, onde seja possvel
conseguir terrenos para os lares dos funcionrios. Os que se acham
ligados aos nossos centros de publicaes no devem ser obrigados a
viver nas cidades apinhadas. Devem ter a oportunidade de conseguir casas
onde possam residir sem precisar receber altos salrios. Os aprendizes
em nossas casas publicadoras devem obter mais cuidado paternal do que
tm obtido.  necessrio dar-lhes completo preparo nos diferentes
aspectos da arte grfica; e devem obter tambm toda oportunidade para
adquirir conhecimento da Bblia, pois est prximo o tempo em que os
crentes sero dispersos em muitos pases. Aos obreiros de nossas casas
publicadoras deve ser ensinado o que significa ser um sincero seguidor
de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. No passado, muitas almas foram
deixadas sem proteo. No lhes foi ensinado o que  abrangido pela
cincia da piedade. Pg. 493 Nem todos os que assumiram
responsabilidades tm levado uma vida crist. Precisa-se de Obreiros
Consagrados Prestei ateno s palavras proferidas por Algum que
conhece o passado, o presente e o futuro. Foi feita uma solenssima
representao, delineando o carter que devem possuir os que so aceitos
como companheiros de trabalho em nossas
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instituies. Estas instituies precisam de homens que sejam moderados
na mais ampla acepo da palavra. Deus no permita que sejam
introduzidos em nossas instituies em Washington, D. C., e Mountain
View, Califrnia, homens que no aprenderam a dominar-se a si mesmos e
que negligenciam a edificao de seu carter a fim de fazer planos para
alguma outra pessoa. Os obreiros de nossas instituies devem atender 
instruo dada por Cristo. Quando a verdade habita no corao dos
dirigentes, quando eles andam na luz que resplandece da Palavra de Deus,
os obreiros mais novos desejaro compreender melhor as palavras ouvidas
na assemblia do povo de Deus. Solicitaro maiores esclarecimentos e
haver perodos especiais para buscar o Senhor e estudar Sua Palavra.
Era nalgum aposento sossegado ou nalgum lugar retirado, no campo, que
Cristo explicava aos discpulos as parbolas que Ele proferira diante
das multides. Esta  a obra que precisa ser feita em favor dos jovens
em nossas casas publicadoras. A Tendncia de Colonizar Os que
necessariamente esto situados perto de nossas instituies devem ser
cuidadosos com referncia a emitirem brilhantes informaes acerca do
local. Em toda parte h pessoas intranqilas e descontentes, e que
almejam ir para algum lugar em que - pensam eles - sero mais
bem-sucedidos do que no ambiente em que se encontram presentemente.
Julgam que se conseguissem trabalho em conexo com alguma de nossas
instituies, teriam melhores possibilidades para ganhar a subsistncia.
Pg. 494 Os que so tentados a se aglomerarem em volta de nossas
instituies devem compreender que  de trabalhadores especializados que
h necessidade, e que pesados encargos recaem sobre todos quantos se
acham devidamente ligados  obra. Os que esto relacionados com nossas
instituies precisam ser produtores assim como consumidores. Desejo
dizer para os que querem mudar de residncia e estabelecer-se perto de
uma de nossas instituies: Pensais que se vos estabelecerdes nas
proximidades de uma instituio conseguireis ganhar a subsistncia sem
perplexidades ou trabalho penoso? Consultastes o Senhor no tocante a
esta questo? Tendes a evidncia de que vosso desejo de mudana de
residncia est isento de motivos egostas e seria uma honra para Deus?
De cartas recebidas pelos que se acham ligados a nossas instituies e
pelas mudanas j efetuadas, vemos que muitos querem adquirir casas
perto dessas instituies. Minha mente est acabrunhada de perplexidade
a esse respeito, porque tenho recebido instruo do Senhor acerca da
influncia que seria exercida sobre indivduos e sobre nossa obra caso
nosso povo se aglomerasse de forma egosta em volta de nossas
instituies. Durante anos, em advertncias freqentemente repetidas,
tenho declarado a nosso povo que Deus no Se deleitava em ver famlias
deixarem as igrejas menores e aglomerarem-se nos lugares onde esto
estabelecidas nossas casas publicadoras, hospitais e escolas, por sua
prpria convenincia, conforto ou lucro mundano. Na Austrlia, fomos
para a floresta e conseguimos uma grande extenso de terra para nossa
escola. Traaram-se planos com vistas a vender para nossos irmos
terrenos para construo, perto dos internatos e da casa de culto. Mas
foi-me ordenado protestar contra a permisso de famlias se
estabelecerem prximo aos internatos de nossa escola. O conselho dado
era que seria muito melhor que as famlias no residissem perto da
escola e no morassem muito prximo uma das outras. Os que esto
inclinados a estabelecer-se nas proximidades de nossa casa publicadora
ou de nosso hospital e escola em Takoma Park, devem pedir conselho antes
de se mudarem. Desejo dizer aos que esto olhando para Mountain View
como um lugar propcio para morar pelo fato de que ser Pg. 495
estabelecida ali a Pacific Press: Olhai para outras partes do mundo que
necessitam da luz que recebestes em custdia. Lembrai- vos de que Deus
deu a cada homem a sua obra. Escolhei alguma localidade em que tereis
oportunidade de deixar vossa luz brilhar no meio das trevas morais.
Sempre se d o caso de que quando uma instituio  estabelecida num
lugar, h muitas famlias que desejam estabelecer-se perto dela. Assim
tem sido em Battle Creek e em Oakland, e, at certo ponto, em quase
todos os lugares em que temos uma escola ou um hospital. H pessoas
intranqilas que, se fossem residir numa nova localidade, ainda estariam
desgostosas, pois h em seu corao o esprito de descontentamento, e
uma mudana de lugar no produz uma mudana de corao. Seu carter no
foi refinado e enobrecido pelo Esprito de Cristo. Elas precisam
aprender a lio do contentamento. No analisam da causa para o efeito.
No procuram compreender as provas bblicas do carter, que so
essenciais ao verdadeiro xito. Muitos h que esto desejosos de mudar
de ocupao. Almejam obter vantagens que supem existirem nalgum outro
lugar. Perguntem a si mesmos que proveito haveria em mudarem de
residncia se no aprenderam a ser bondosos, pacientes e prestimosos no
lugar onde esto. Examinem-se a si mesmos  luz da Palavra de Deus e se
esforcem ento no sentido em que h necessidade de aperfeioamento. Os
que esto pensando em estabelecer-se em Mountain View lembrem-se de que
isso no  prudente, a menos que sejam chamados a ligar-se ali com a
obra de publicaes. O mundo  extenso; suas necessidades so grandes.
Ide, formai novos centros em lugares onde h necessidade de luz. No vos
aglomereis num s lugar, cometendo o mesmo erro que foi cometido em
Battle Creek. H centenas de lugares que precisam da luz que Deus vos
deu. E onde quer que residais, sejam quais forem as circunstncias,
tende o cuidado de introduzir os ensinos da Palavra de Deus em vossos
lares, em vossa vida diria. Buscai a Deus Pg. 496 como vossa luz,
vossa fora, vosso caminho para o Cu. Lembrai-vos de que a toda pessoa
Deus confiou talentos, a fim de serem usados para Ele. Aprendei aos ps
de Jesus as lies de mansido e humildade, e trabalhai ento no
esprito do Salvador pelos que se acham ao vosso redor. Por meio de
voluntria obedincia aos mandamentos, tornai vosso lar um lugar em que
a honra de Deus se deleite em habitar. "Porque assim diz o Alto e o
Sublime, que habita na eternidade e cujo nome  Santo: Em
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alto e santo lugar habito e tambm com o contrito e abatido de esprito,
para vivificar o esprito dos abatidos e para vivificar o corao dos
contritos." Isa. 57:15. Cada um de ns tem uma obra individual a fazer.
Devemos consagrar-nos a Deus de corpo, alma e esprito. Cada um de Seus
filhos tem algo a fazer pela honra e glria de Seu nome. Podeis ser uma
bno onde quer que estejais. Se parece haver apenas escassa
possibilidade de ganhar a subsistncia no lugar onde estais, tirai o
mximo proveito de toda oportunidade. Elaborai planos sensatos. Ponde em
uso todo resqucio da capacidade que Deus vos deu. Cumpri o dever que
tendes para com vossa prpria pessoa, aumentando em conhecimento e
adaptabilidade, tornando-vos dia a dia mais habilitados a fazer o melhor
uso das capacidades mentais e fsicas que Deus vos concedeu. Ele quer
que sejais um sucesso. Quer que sejais uma bno em vosso lar e nas
imediaes da localidade em que residis. Pais, ajudai vossos filhos a
ajudarem a vs e uns aos outros. Sede bondosos e corteses para com os
vizinhos. Por meio de boas obras, deixai brilhar a vossa luz no meio das
trevas morais. Se sois verdadeiros cristos, tornar-vos-eis cada vez
mais capazes de compreender qual  a vontade do Senhor, e avanareis
passo a passo na luz de Sua Palavra. Estudai a vida de Cristo e
esforai-vos por seguir o modelo que Ele vos deu. Perguntai a vs mesmos
se tendes cumprido todo o vosso dever para com a igreja em vossa casa e
vosso dever para com os vizinhos. Tendes sido fiis em ensinar a vossos
filhos lies de polidez crist? Acaso no h muitas Pg. 497
oportunidades de aperfeioamento no governo de vosso lar? No
negligencieis vossos filhos. Aprendei a disciplinar a vs mesmos, para
que sejais dignos do respeito de vossos filhos e de vossos vizinhos. Se
Cristo no habita em vosso corao, como podeis ensinar aos outros as
lies de pacincia e bondade que devem ser manifestadas na vida de todo
cristo? Certificai-vos de estar guardando o caminho do Senhor e ensinai
ento a verdade aos que se acham ao vosso redor. Review and Herald, 2 de
junho de 1904. 65 Lies da Vida de Salomo Pg. 498 "Separai-vos"
Colocado  testa de uma nao que havia sido posta como luz para as
naes circunvizinhas, Salomo poderia haver trazido grande glria para
o Senhor do Universo por meio de uma vida de obedincia. Poderia haver
incentivado o povo de Deus a evitar os males que eram praticados nas
naes circunvizinhas. Poderia ter usado a sabedoria que Deus lhe dera e
o poder de influncia na organizao e direo de um grande movimento
missionrio para iluminao dos que no conheciam a Deus e Sua verdade.
Deste modo multides teriam sido ganhas para a lealdade ao Rei dos reis.
Satans bem sabia os resultados que se seguiriam  obedincia; e durante
os primeiros anos do reinado de Salomo - anos gloriosos por causa da
sabedoria, beneficncia e retido do rei - ele procurou introduzir
influncias que haviam de desarraigar traioeiramente a lealdade de
Salomo aos princpios e faz-lo separar-se de Deus. E que o inimigo foi
bem-sucedido nesse esforo, sabemos pelo relato: "Salomo se aparentou
com Fara, rei do Egito, e tomou a filha de Fara, e a trouxe  cidade
de Davi." I Reis 3:1. Formando concerto com uma nao pag, e selando o
pacto pelo casamento com uma princesa idlatra, rejeitou Salomo
temerariamente as sbias providncias que Deus fizera para manter a
pureza de Seu povo. A esperana de que essa esposa egpcia se
convertesse no foi seno uma fraca desculpa ao pecado. Em violao de
um positivo mandamento de permanecer separado de outras naes, o rei
uniu sua fora com o brao da carne. Por algum tempo, em Sua compassiva
misericrdia, Deus dominou esse terrvel erro. A mulher de Salomo se
converteu; e o rei, por uma sbia direo, poderia ter feito muito para
combater as foras do mal que sua imprudncia pusera em operao.
Salomo comeou, porm, a perder de vista a Fonte de seu poder e glria.
Pg. 499 A inclinao tomou ascendncia sobre a razo.  medida que
crescia sua confiana em si mesmo, ele procurou cumprir os desgnios do
Senhor ao seu modo. Raciocinava que concertos polticos e comerciais com
as naes circunvizinhas levariam essas naes ao conhecimento do
verdadeiro Deus; e entrou assim em unio profana com nao aps nao.
Freqentemente esses concertos eram selados pelo casamento com princesas
pags. Os mandamentos de Jeov foram postos de lado em favor dos
costumes dos povos ao redor. Durante os anos da apostasia de Salomo, o
declnio espiritual de Israel foi rpido. Como poderia ter sido
diferente, se o seu rei se unira com agentes satnicos? Atravs desses
agentes o inimigo operou para confundir a mente do povo com respeito ao
verdadeiro e ao falso culto. Eles se tornaram presa fcil. O intercmbio
matrimonial com os pagos tornou-se uma prtica comum. Os israelitas
depressa perderam sua repulsa pela idolatria. Adotaram-se costumes
pagos. Mes idlatras levaram seus filhos a observar ritos pagos. A f
dos hebreus tornava-se rapidamente uma mistura de idias confusas. O
comrcio com outras naes colocou os israelitas em ntimo contato com
os que no tinham amor a Deus, e seu amor por Ele foi grandemente
diminudo. Seu agudo senso do elevado e santo carter de Deus foi
amortecido. Recusando seguir na trilha da obedincia, transferiram sua
vassalagem para Satans. O inimigo regozijou-se no seu xito em
obliterar a imagem divina da mente das pessoas que Deus escolhera como
Seus representantes. Por meio do intercmbio matrimonial com os
idlatras e da constante associao com eles, Satans ocasionou aquilo
pelo que estivera labutando h muito tempo - a apostasia nacional.
Alianas Contrrias s Escrituras O Senhor deseja que os Seus servos
preservem seu carter santo e peculiar. "No vos prendais a um jugo
desigual Pg. 500 com os infiis",  a Sua ordem; "porque que sociedade
tem a justia com a injustia? E que comunho tem a luz com as trevas? E
que concrdia h entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o
infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os
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dolos? Porque vs sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles
habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles sero o
Meu povo. Pelo que sa do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e no
toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vs Pai, e vs
sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso." II Cor.
6:14-18. Nunca houve um tempo na histria terrestre em que essa
advertncia fosse mais apropriada do que na atualidade. Muitos professos
cristos pensam, como Salomo, que podem se unir com os descrentes
porque sua influncia sobre os que se acham no erro ser benfica; mas
muitas vezes eles prprios, enredados e vencidos, cedem sua f sagrada,
sacrificam os princpios e separam-se de Deus. Um passo em falso induz a
outro, at que afinal eles se colocam onde no podem esperar romper as
cadeias que os prendem. Deve a juventude crist exercer grande cuidado
na formao de amizades e na escolha de companheiros. Cuidai, para que
isso que agora julgais ser ouro puro, no se vos demonstre metal vil. As
companhias profanas tendem a pr empecilhos no caminho de vosso servio
a Deus, e muitas almas so arruinadas por unies infelizes, quer em
negcios quer no casamento, com os que no podem nunca elevar ou
enobrecer. Os filhos de Deus no devem nunca aventurar-se a pisar
terreno proibido. O casamento entre crentes e incrdulos  proibido por
Deus. Mas muitas vezes o corao no convertido segue seus prprios
desejos, e formam-se casamentos no sancionados por Deus. Por causa
disso muitos homens e mulheres esto sem esperana e sem Deus no mundo.
Suas nobres aspiraes se acham mortas; por uma cadeia de circunstncias
eles esto detidos na rede de Satans. Os que so governados pela paixo
Pg. 501 e pelo impulso tero amarga colheita a ceifar nesta vida, e sua
conduta poder resultar na perda de sua alma. A Obra Institucional Os
que so colocados  frente das instituies do Senhor necessitam muito
da fora, graa e poder mantenedores de Deus, a fim de que no andem
contrariamente aos sagrados princpios da verdade. Muitos, muitssimos
so tardos de compreenso no tocante  sua obrigao de preservar a
verdade em sua pureza, no contaminada por um s vestgio de erro. Seu
perigo est em conservarem a verdade em pouca estima, deixando assim nas
mentes a impresso de que pouco importa o que cremos se, ao levarmos a
cabo planos de inveno humana, podemos exaltar-nos perante o mundo como
detentores de uma posio superior, como ocupando o mais alto lugar.
Deus chama homens cujo corao seja to fiel como o ao, que permaneam
firmes na integridade, intrpidos s circunstncias. Ele chama homens
que permaneam separados dos inimigos da verdade. Chama homens que no
ousaro recorrer ao brao da carne, associando-se com os mundanos a fim
de conseguir meios para o avano de Sua obra - mesmo para a construo
de instituies. Em virtude de sua unio com incrdulos, Salomo
adquiriu grande quantidade de ouro e prata; sua prosperidade, porm,
tornou-se sua runa. Os homens hoje no so mais sbios do que ele, e
esto igualmente sujeitos a ceder s influncias que causaram a sua
derrota. Durante milhares de anos Satans esteve adquirindo experincia
na arte de enganar; e, aos que vivem nesta poca, apresenta-se ele com
poder quase irresistvel. Nossa nica segurana encontra-se na
obedincia  Palavra de Deus, a qual nos foi dada como guia e
conselheiro infalveis. O povo atual de Deus deve conservar-se distinto
e separado do mundo, de seu esprito e de suas influncias. "Pelo que
sa do meio deles, e apartai-vos." II Cor. 6:17. Ouviremos a voz de Deus
e obedeceremos, ou faremos parcialmente a obra em apreo e procuraremos
servir a Deus e a Mamom? Pg. 502 H trabalho importante diante de cada
um de ns. Pensamentos corretos, e propsitos puros e santos, no nos
vm espontaneamente. Temos que lutar por eles. Os puros e santos
princpios devem lanar razes em todas as nossas instituies, nossas
casas publicadoras, colgios e hospitais. Se as nossas instituies
forem o que Deus deseja que elas sejam, os que com elas esto associados
no se moldaro s instituies mundanas. Elas permanecero peculiares,
governadas e controladas pelas normas bblicas. No se harmonizaro com
os princpios do mundo para conseguir apoio. Motivo algum ter
suficiente fora para mov-las dos retos caminhos do dever. Os que esto
sob o controle do Esprito de Deus no buscaro o seu prazer ou
divertimento. Se Cristo reinar no corao dos membros de Sua igreja,
eles atendero ao apelo: "Sa do meio deles, e apartai- vos". II Cor.
6:17. "No sejas participante dos seus pecados." Apoc. 18:4. Deus quer
que aprendamos a solene lio de que estamos decidindo nosso prprio
destino. O carter que formamos nesta vida determina se estamos ou no
habilitados para viver pelos sculos eternos. Ningum pode com segurana
tentar servir a Deus e a Mamom. Deus  perfeitamente capaz de
guardar-nos no mundo, mas no do mundo. Seu amor no  incerto e
vacilante. Ele vigia sempre sobre Seus filhos com um cuidado que 
incomensurvel e eterno. Mas requer que Lhe dediquemos submisso
integral. "Ningum pode servir a dois senhores, porque ou h de odiar um
e amar o outro ou se dedicar a um e desprezar o outro. No podeis
servir a Deus e a Mamom." Mat. 6:24. Salomo fora dotado com maravilhosa
sabedoria; mas o mundo afastou-o de Deus. Precisamos guardar nossa alma
com toda a diligncia, para que os cuidados e as atraes do mundo no
absorvam o tempo que deve ser dedicado s coisas eternas. Assim como
Deus advertiu a Salomo, tambm nos adverte hoje a que no ponhamos em
perigo nossa alma pela afinidade com o mundo. "Sa do meio deles", Pg.
503 pede Ele, "apartai-vos...; no toqueis nada imundo; e Eu vos
receberei, e eu serei para vs Pai, e vs sereis para Mim filhos e
filhas, diz o Senhor todo-poderoso." II Cor. 6:17 e 18. Review and
Herald, 1 de fevereiro de 1906. 66 Os Professores Como Exemplos de
Integridade Crist Pg. 504                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Tenho uma mensagem para os que esto 
frente de nossas instituies educacionais. Sou instruda a chamar a
ateno de todos quantos ocupam uma posio de responsabilidade, para a
lei divina como base de toda conduta correta. Devo comear chamando a
ateno para a lei dada no den, e para a recompensa da obedincia e o
castigo da desobedincia. Como resultado da transgresso de Ado, o
pecado penetrou no belo mundo criado por Deus, e os homens e as mulheres
tornaram-se cada vez mais ousados em desobedecer a Sua lei. O Senhor
olhou para o mundo impenitente, e decidiu que precisava dar aos
transgressores uma exibio de Seu poder. Ele revelou Seu propsito a
No, e recomendou-lhe que advertisse o povo enquanto construa uma arca
na qual os obedientes pudessem encontrar abrigo at haver passado a
indignao divina. Durante cento e vinte anos, No proclamou a mensagem
de advertncia ao mundo antediluviano; mas bem poucos se arrependeram.
Alguns dos carpinteiros que ele empregou na construo da arca creram na
mensagem, mas morreram antes do Dilvio; outros conversos de No
apostataram. Os justos sobre a Terra eram poucos, e s oito viveram at
entrar na arca. Estes foram No e sua famlia. A raa rebelde foi
exterminada pelo Dilvio. A morte constituiu o seu quinho. Pelo
cumprimento da advertncia proftica de que todos quantos no quisessem
guardar os mandamentos do Cu haveriam de beber as guas do Dilvio, foi
exemplificada a verdade da Palavra de Deus. Aps o Dilvio as pessoas
aumentaram novamente sobre a Terra, e a perversidade tambm aumentou. A
idolatria tornou-se quase universal, e o Senhor deixou finalmente que os
transgressores empedernidos seguissem seus maus caminhos, enquanto
escolhia a Abrao, da linhagem de Sem, e o tornava o defensor de Sua lei
para geraes Pg. 505 futuras. Veio-lhe a mensagem: "Ora, o Senhor
disse a Abro: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu
pai, para a terra que Eu te mostrarei." Gn. 12:1. Pela f Abrao
obedeceu; "e saiu sem saber para onde ia". Heb. 11:8. A descendncia de
Abrao se multiplicou, e finalmente Jac, seus filhos e suas famlias
desceram ao Egito. Eles e seus descendentes permaneceram ali durante
muitos anos, at afinal o Senhor os chamar para fora, a fim de
conduzi-los  terra de Cana. Era Seu desgnio fazer desta nao de
escravos um povo que revelasse Seu carter s naes idlatras do mundo.
Se houvessem sido obedientes a Sua palavra, logo teriam entrado na terra
prometida. Eles foram, porm, desobedientes e rebeldes, e durante
quarenta anos viajaram no deserto. S dois dos adultos que saram do
Egito entraram em Cana. Foi durante a peregrinao dos israelitas no
deserto que Deus lhes deu Sua lei. Ele conduziu-os ao Sinai, e ali, no
meio de cenas de terrvel magnificncia, proclamou os Dez Mandamentos.
Podemos com proveito estudar o relato dos preparativos feitos pela
congregao de Israel para ouvir a lei. "Ao terceiro ms da sada dos
filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia, vieram ao deserto do
Sinai. Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai e
acamparam-se no deserto; Israel, pois, ali acampou-se defronte do monte.
E subiu Moiss a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim
falars  casa de Jac e anunciars aos filhos de Israel: Vs tendes
visto o que fiz aos egpcios, como vos levei sobre asas de guias, e vos
trouxe a Mim; agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e
guardardes o Meu concerto, ento, sereis a Minha propriedade peculiar
dentre todos os povos; porque toda a terra  Minha." xo. 19:1-5. Quem,
ento, deve ser considerado como o Soberano das naes? - O Senhor Deus
Onipotente. Todos os reis, todos os governadores, todas as naes, so
Seus e esto sob Seu domnio e autoridade. Pg. 506 "E veio Moiss, e
chamou os ancios do povo, e exps diante deles todas estas palavras que
o Senhor lhe tinha ordenado." xo. 19:7. Qual foi a resposta da
congregao, em nmero de mais de um milho de pessoas? "Ento, todo o
povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que o Senhor tem falado
faremos. E relatou Moiss ao Senhor as palavras do povo." xo. 19:8.
Assim os filhos de Israel foram denominados povo especial. Por meio de
solenssimo concerto comprometeram-se a ser leais a Deus. Ordenou-se,
ento, que o povo se preparasse para ouvir a lei. Na manh do terceiro
dia foi ouvida a voz de Deus. Falando da espessa escurido que O
envolvia, encontrando-Se Ele sobre o monte, rodeado de um cortejo de
anjos, o Senhor deu a conhecer a Sua lei. Deus associou a proclamao de
Sua lei com manifestaes de Seu poder e glria, para que o povo ficasse
imbudo de profunda venerao pelo Autor da lei, o Criador do Cu e da
Terra. Queria tambm mostrar a todos os homens a santidade, a
importncia e a estabilidade de Sua lei. O povo de Israel ficou possudo
de terror. Eles se afastaram da montanha com reverente temor. A multido
clamou a Moiss: "Fala tu conosco; e ouviremos; e no fale Deus conosco,
para que no morramos." xo. 20:19. As mentes do povo, cegadas e
degradadas pela escravido, no estavam preparadas para apreciar
plenamente os princpios de grande alcance dos dez preceitos de Deus.
Para que as obrigaes do Declogo pudessem ser compreendidas e impostas
de maneira mais completa, foram dados preceitos adicionais, ilustrando e
aplicando os preceitos dos Dez Mandamentos. Ao contrrio do Declogo,
estes foram transmitidos em particular a Moiss, o qual devia
comunic-los ao povo. Ao descer do monte, "Vindo, pois, Moiss e
contando ao povo Pg. 507 todas as palavras do Senhor e todos os
estatutos, ento, o povo respondeu a uma voz. E disseram: Todas as
palavras que o Senhor tem falado faremos. E Moiss escreveu todas as
palavras do Senhor, e levantou-se pela manh de madrugada, e edificou um
altar ao p do monte e doze monumentos, segundo as doze tribos de
Israel; e enviou certos jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram
holocaustos e sacrificaram ao Senhor sacrifcios pacficos de bezerros.
E Moiss tomou a metade do sangue e a ps em bacias; e a outra metade do
sangue espargiu sobre o altar. E tomou o livro do concerto e o leu aos
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ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor tem falado faremos
e obedeceremos. Ento, tomou Moiss aquele sangue, e o espargiu sobre o
povo, e disse: Eis aqui o sangue do concerto que o Senhor tem feito
convosco sobre todas estas palavras.". xo. 24:3-8. Assim, por meio de
solenssima cerimnia, os filhos de Israel foram mais uma vez separados
como povo peculiar. O espargir do sangue representava o derramamento do
sangue de Jesus, pelo qual os seres humanos so purificados do pecado. O
Senhor tem novamente palavras especiais a serem dirigidas a Seu povo.
Lemos no captulo trinta e um do livro de xodo: Falou mais o Senhor a
Moiss, dizendo: Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo:
Certamente guardareis Meus sbados, porquanto isso  um sinal entre Mim
e vs nas vossas geraes; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos
santifica. ... Guardaro, pois, o sbado os filhos de Israel, celebrando
o sbado nas suas geraes por concerto perptuo. Entre Mim e os filhos
de Israel ser um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os
cus e a Terra, e, ao stimo dia, descansou, e restaurou-se. E deu a
Moiss (quando acabou de falar com ele no Monte Sinai) as duas tbuas do
testemunho, tbuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus." xo. 31:12,
13, 16-18. Pg. 508 Foram-me apresentados muitos outros textos acerca da
santidade da lei de Deus. Cena aps cena, estendendo-se at o tempo
presente, passou perante mim. As palavras proferidas por Deus a Israel
foram confirmadas. O povo desobedeceu, e s dois dos adultos que saram
do Egito entraram em Cana. Os outros morreram no deserto. No vindicar
o Senhor Sua Palavra hoje em dia, se os dirigentes de Seu povo se
afastarem de Seus mandamentos? Minha ateno foi chamada para o quarto
captulo de Deuteronmio. Deve ser estudado todo este captulo. Notai
especialmente a declarao: "Pelo que hoje sabers e refletirs no teu
corao que s o Senhor  Deus em cima no cu e embaixo na terra; nenhum
outro h. E guardars os Seus estatutos e os Seus mandamentos, que te
ordeno hoje, para que bem te v a ti e a teus filhos depois de ti e para
que prolongues os dias na terra que o Senhor, teu Deus, te d para todo
o sempre." Deut. 4:39 e 40. Os captulos oito e onze de Deuteronmio
tambm significam muito para ns. As lies neles contidas so de suma
importncia, e so dadas a ns to verdadeiramente como aos israelitas.
Deus declara no captulo onze: "Eis que hoje Eu ponho diante de vs a
bno e a maldio: a bno, quando cumprirdes os mandamentos do
Senhor vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldio, se no cumprirdes os
mandamentos do Senhor vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje
vos ordeno para seguirdes outros deuses que no conhecestes." Deut.
11:26-28. Como mensageira do Senhor, tenho sido instruda a alongar-me
particularmente sobre o relato do pecado de Moiss e seu triste
resultado, como solene lio para os que ocupam posies de
responsabilidade em nossas escolas, e especialmente para os que
desempenham a funo de diretores dessas instituies. Diz a Palavra de
Deus a respeito de Moiss: "Era o varo Moiss mui manso, mais do que
todos os homens que havia sobre a Terra." Nm. 12:3. Por muito tempo ele
suportara a rebelio e obstinao Pg. 509 de Israel. Mas afinal sua
pacincia falhou. Eles se encontravam nas fronteiras da terra prometida.
Antes, porm, de entrarem em Cana, precisavam demonstrar que criam nas
promessas de Deus. A proviso de gua acabou. Era esta uma oportunidade
para andarem por f, e no por vista. Mas eles esqueceram a Mo que por
tantos anos suprira suas necessidades, e, em vez de se volverem para
Deus em busca de auxlio, murmuraram contra Ele. Seus clamores foram
dirigidos contra Moiss e Aro: "E por que trouxestes a congregao do
Senhor a este deserto, para que morramos ali, ns e os nossos animais? E
por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau?
Lugar no de semente, nem de figos, nem de vides, nem de roms, nem de
gua para beber." Nm. 20:4 e 5. Os dois irmos colocaram-se  frente da
multido. Mas, em vez de falar  rocha, como Deus ordenara, Moiss feriu
a rocha iradamente, clamando: "Ouvi agora, rebeldes: porventura,
tiraremos gua desta rocha para vs?" Nm. 20:10. Amargo e profundamente
humilhante foi o juzo proferido imediatamente. "Porquanto no Me
crestes a Mim, para Me santificar diante dos filhos de Israel, por isso
no metereis esta congregao na terra que lhes tenho dado." Nm. 20:12.
Teriam de morrer com o rebelde Israel antes de atravessar o Jordo. Da
experincia de Moiss, o Senhor quer que Seu povo aprenda que quando
eles fazem o que d preeminncia ao prprio eu, Sua obra  negligenciada
e Ele  desonrado. O Senhor Se opor aos que trabalham contra Ele. Seu
nome, e s este, deve ser engrandecido na Terra. Por mais de vinte anos
tm ocorrido coisas estranhas entre ns, em ocasies diferentes. Os que
se tornaram infiis e que no exaltaram os princpios da justia, devem
agora buscar o Senhor com profunda humilhao da alma, e converter-se,
para que Deus possa curar as suas transgresses. Pg. 510 Aquele que
est  frente de uma escola deve dedicar todos os seus interesses  obra
de torn-la exatamente o que o Senhor quer que ela seja. Se ele
ambiciona subir cada vez mais alto, se se coloca acima das reais
virtudes de seu trabalho e acima de sua simplicidade, e despreza os
santos princpios do Cu, aprenda ele da experincia de Moiss que o
Senhor certamente manifestar Seu desagrado para com o seu fracasso em
atingir  norma colocada diante dele. Em especial, deve o diretor de uma
escola cuidar atentamente das finanas da instituio. Deve compreender
os princpios bsicos da contabilidade. Cumpre-lhe relatar fielmente o
emprego de todo o dinheiro que passe pelas suas mos para o uso da
escola. No devem os fundos da escola ser retirados em excesso, mas se
deve fazer todo esforo para aumentar a utilidade da escola. Aqueles a
quem foi confiada a direo das finanas de nossas instituies
educacionais no devem permitir nenhum descuido no dispndio dos meios.
Tudo o que se relacione com as finanas de nossas escolas deve ser
perfeitamente correto. As maneiras de Deus, devem ser estritamente
seguidas, embora isso no esteja em harmonia com as maneiras dos homens.
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Desejo dizer aos que dirigem nossas escolas: Estais tornando a Deus e
Sua lei vosso deleite? Os princpios que adotais so corretos, puros e
genunos? Na vida prtica, mantendes a vs mesmos sob o controle de
Deus? Compreendeis a necessidade de obedecer-Lhe em todos os pormenores?
Se fordes tentados a empregar o dinheiro que entra em nossas escolas de
maneira que nenhum benefcio especial lhes traga, vossa norma de
princpios precisa ser cuidadosamente criticada, para que no chegue o
tempo em que tenhais de ser criticados e achados em falta. Quem  o
vosso contador? Quem  o vosso tesoureiro? Quem  o vosso gerente
financeiro? So cuidadosos e competentes? Vede isto.  possvel ser o
dinheiro mal empregado, sem que se entenda claramente como isso veio a
acontecer; e  possvel uma escola estar continuamente perdendo, devido
a gastos nada sensatos. Pg. 511 Podem as pessoas encarregadas sentir
agudamente essa perda e ainda supor que fizeram o melhor que podiam. Mas
por que permitem que as dvidas se acumulem? Verifiquem cada ms os
responsveis por uma escola a sua verdadeira situao financeira. Meus
irmos de responsabilidade, exaltai a lei do reino de Cristo
prestando-lhe obedincia voluntria. Se vs mesmos no estais sob o
controle do Soberano do Universo, como podeis obedecer a Sua lei,
segundo  requerido em Sua Palavra? Aqueles que foram colocados em
posies de autoridade so, eles prprios, os que necessitam compreender
perfeitamente sua responsabilidade para com a lei de Deus e a
importncia de obedecer a todos os seus requisitos. Nalguns aspectos,
muitos dos que se acham ligados a nossas escolas deveriam estar numa
plataforma mais elevada. Sabemos que alguns tm o resoluto propsito de
ser obedientes a toda palavra que procede da boca de Deus. A tais homens
e mulheres ser concedido poder intelectual para discernir a diferena
entre a justia e a iniqidade. Possuem a f que atua pelo amor e
purifica a alma, e revelam Deus ao mundo. Todos ns precisamos obter
muito mais profunda experincia nas coisas de Deus do que temos obtido.
O prprio eu tem de morrer, e Cristo deve tomar posse do templo da alma.
Mdicos, pastores, professores e todos os outros em posies de
responsabilidade precisam aprender a humildade de Cristo antes que Ele
possa ser revelado neles. Com demasiada freqncia, o prprio eu  uma
fora to importante na vida de um homem, que o Senhor no  capaz de
mold-lo e model-lo. O prprio eu domina a torto e a direito, e a
pessoa se lana  frente do modo como lhe apraz. Cristo diz ao prprio
eu: "Saia do Meu caminho. Todo aquele que quer vir aps Mim, a si mesmo
se negue, tome a sua cruz e siga-Me. Ento posso aceit-lo como Meu
discpulo. A fim de servir-Me satisfatoriamente, ele deve fazer a obra
que lhe dei em harmonia com as Minhas instrues." Review and Herald, 16
e 23 de agosto de 1906. 67 O Essencial na Educao Pg. 512 A educao
mais essencial a ser obtida por nossos jovens hoje em dia, e que os
habilitar para os cursos superiores da escola do alto,  a que os
ensinar a revelar ao mundo a vontade de Deus. Negligenciar este aspecto
de seu preparo e introduzir em nossas escolas um mtodo mundano, 
causar prejuzo tanto aos professores como aos alunos. Pouco antes de
ser levado para o Cu, Elias visitou as escolas dos profetas e instruiu
os alunos sobre os pontos mais importantes de sua educao. As lies
que lhes havia transmitido em visitas anteriores, ele as repetiu agora,
inculcando na mente dos jovens a importncia de deixarem a simplicidade
assinalar todo aspecto de sua educao. Deste modo, unicamente, poderiam
receber o molde do Cu e sair a trabalhar segundo a vontade do Senhor.
Se forem dirigidas de acordo com o desgnio de Deus, nossas escolas
nestes dias finais da mensagem efetuaro uma obra semelhante  que foi
efetuada pelas escolas dos profetas. Os que saem de nossas escolas para
se empenharem na obra missionria tero necessidade de experincia no
cultivo do solo e em outros ramos do trabalho manual. Devem receber um
preparo que os habilite a se apoderarem de qualquer ramo de trabalho nos
campos a que sero chamados. Nenhum trabalho ser mais eficaz do que
aquele que  realizado pelos que, tendo obtido uma educao na vida
prtica, saem preparados para instruir assim como foram instrudos. Em
Seus ensinos o Salvador representou o mundo como uma vinha. Faremos bem
em estudar as parbolas em que  usada esta figura. Se em nossas escolas
a terra fosse cultivada com mais fidelidade, e os edifcios mais
desinteressadamente cuidados pelos alunos, o amor pelos esportes e
diverses, que ocasiona tanta perplexidade em nossa obra educacional, se
dissiparia. Quando o Senhor colocou nossos primeiros pais no Jardim do
den, f-lo com a recomendao de que o "cultivassem" e Pg. 513 o
"guardassem". Deus conclura a obra da criao e declarara que todas as
coisas eram muito boas. Tudo correspondia  finalidade com que fora
feito. Enquanto Ado e Eva obedeceram a Deus, seus trabalhos no jardim
eram um prazer; a Terra produzia em abundncia para suprir-lhes as
necessidades. Mas quando o homem se afastou de sua obedincia a Deus,
foi condenado a lutar com as sementes da semeadura de Satans e a ganhar
o po no suor do rosto. Dali em diante ele teria de batalhar, em meio de
labutas e privaes, contra o poder ao qual submetera sua vontade. Era
desgnio de Deus eliminar pela labuta o mal que o homem introduzira no
mundo pela desobedincia. Por meio da labuta as tentaes de Satans
poderiam tornar-se ineficazes, e ser detida a mar do mal. O Filho de
Deus foi dado ao mundo para que por Sua morte fizesse expiao pelos
pecados deste ltimo e por Sua vida ensinasse aos homens como deviam ser
frustrados os planos do inimigo. Assumindo a natureza humana, Cristo
granjeou as simpatias e os interesses de Seus irmos, e por uma vida de
infatigvel labuta ensinou como os homens poderiam tornar-se
cooperadores de Deus na edificao de Seu reino no mundo. Se os que
receberam instruo no tocante ao plano de Deus para a educao dos
jovens nestes ltimos dias submeterem a vontade a Deus, Ele lhes
ensinar Sua vontade e Seu caminho. Cristo deve ser o Mestre em todas as
nossas escolas. Se os professores e os alunos Lhe derem o lugar a que
tem direito, Ele operar por intermdio deles para levar a cabo o plano
da redeno.                  www.terceiroanjo.org             Sua fonte
de pesquisa na internet Os alunos devem ser ensinados a buscar o
conselho de Deus em orao. Devem ser ensinados a olhar para seu Criador
como Guia infalvel. Devem aprender as lies de clemncia e confiana,
de verdadeira bondade e afabilidade de corao. Devem aprender a lio
da perseverana. Seu carter deve corresponder s palavras de Davi:
"Para que nossos filhos sejam, como plantas, bem desenvolvidos na sua
mocidade; Pg. 514 para que as nossas filhas sejam como pedras de
esquina lavradas, como colunas de um palcio." Sal. 144:12. Em tudo isso
eles esto-se habilitando para o servio no campo missionrio. O
estudante convertido quebrou a cadeia que o prendia ao servio do pecado
e se colocou na devida relao para com Deus. Seu nome  inscrito no
livro da vida do Cordeiro. Encontra-se sob a solene obrigao de
renunciar ao mal e colocar-se sob a jurisdio de Deus. Deve apegar-se a
Cristo por meio de fervorosa orao. Negligenciar isto, rejeitar o Seu
servio,  perder o favor do Grande Mestre, e tornar-se vtima das
artimanhas de Satans. Era o desgnio do Cu, pelo infinito sacrifcio
de Cristo, reintegrar os homens e as mulheres no favor de Deus. A
educao que pe o estudante em ntima relao com o Mestre enviado por
Deus,  verdadeira educao. Os filhos de Deus so os Seus instrumentos
escolhidos para o engrandecimento de Sua igreja na Terra. Eles devem
buscar o conselho de Deus. Diverses e entretenimentos mundanos no
devem ocorrer na vida do cristo. Em seguir o caminho do Senhor deve
estar a fora de Seu povo. Sua f na ddiva do Filho unignito de Deus
deve ser patente. Isto causar sua impresso na mente das pessoas
mundanas. Aquele que assume uma posio separada do mundo e procura
tornar-se um com Cristo, ser bem-sucedido em atrair almas para Deus. A
graa de Cristo ser to evidente em sua vida, que o mundo reconhecer
que ele esteve com Jesus, e dEle aprendeu. "Vai trabalhar hoje na Minha
vinha", (Mat. 21:28) ordena o Salvador. "Portanto, quer comais, quer
bebais ou faais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glria de
Deus." I Cor. 10:31. Todos os que pretendem ser filhos do Rei celestial
procurem constantemente representar os princpios do reino de Deus.
Lembre-se cada um de que no esprito, nas palavras e nas obras deve ser
leal e fiel a todos os preceitos e mandamentos do Senhor. Devemos ser
leais e fidedignos sditos do reino de Cristo, Pg. 515 para que os que
so sbios segundo o mundo tenham uma verdadeira representao das
riquezas, da bondade, da misericrdia, da delicadeza e da cortesia dos
cidados do reino de Deus. Review and Herald, 24 de outubro de 1907. 68
Uma Mensagem aos Professores Pg. 516 Foi-me dada uma mensagem para os
professores de todas as nossas escolas. Os que aceitam a sagrada
responsabilidade que repousa sobre os professores precisam estar
continuamente avanando em sua experincia. No devem contentar-se em
permanecer na plancie, mas devem estar sempre ascendendo em direo ao
Cu. Tendo nas mos a Palavra de Deus e sendo conduzidos  diligncia
pelo amor s almas, devem avanar passo a passo em eficincia. Profunda
experincia crist ser associada  obra da verdadeira educao. Nossas
escolas devem avanar firmemente no desenvolvimento cristo; e para
fazer isto, as palavras e o exemplo do professor devem ser um constante
auxlio. "Vs tambm, como pedras vivas", declara o apstolo, "sois
edificados casa espiritual e sacerdcio santo, para oferecerdes
sacrifcios espirituais, agradveis a Deus, por Jesus Cristo." I Ped.
2:5. Seria bom que todo professor e aluno estudasse atentamente estas
palavras fazendo a si mesmo a pergunta: Estou eu, por meio da abundante
graa provida, obtendo a prpria experincia que, como filho de Deus,
preciso ter a fim de avanar constantemente passo a passo ao nvel mais
elevado? Em todo ramo de instruo, os professores devem procurar
transmitir a luz da Palavra de Deus e mostrar a importncia de obedecer
a um "Assim diz o Senhor". A educao deve ser de tal natureza que os
alunos faam dos princpios corretos o guia de toda ao. Esta  a
educao que subsistir pelos sculos eternos. Foram-me dadas palavras
de advertncia aos professores de todas as nossas escolas estabelecidas.
A obra de nossas escolas deve receber um cunho diferente do que 
recebido por algumas de nossas escolas mais populares. O simples estudo
dos livros comuns no  suficiente; e muitos dos livros que tm sido
usados so desnecessrios para as escolas estabelecidas com o objetivo
de preparar alunos Pg. 517 para a escola do alto. Como resultado, os
alunos dessas escolas no esto recebendo a mais perfeita educao
crist. So negligenciados os prprios pontos de estudo que so mais
necessrios a fim de preparar os estudantes para enfrentarem o ltimo
grande exame, e habilit-los para a obra missionria nos campos
nacionais e estrangeiros. A educao necessria agora  a que habilitar
os alunos para a obra missionria prtica, ensinando-os a colocar toda
faculdade sob o controle do Esprito de Deus. O livro do mais alto valor
 o que contm as instrues de Cristo, o Mestre dos mestres. O Senhor
espera que nossos professores excluam de nossas escolas os livros que
ensinam conceitos que no esto de acordo com Sua Palavra, e dem lugar
aos livros do mais alto valor.  o desgnio do Senhor que os professores
de nossas escolas sobrepujem em sabedoria a sabedoria do mundo, porque
estudam a Sua sabedoria. Deus ser honrado quando os professores de
nossas escolas, desde os cursos superiores at os mais baixos, revelarem
ao mundo que possuem mais do que simples sabedoria humana, pelo fato de
estar  sua frente o Mestre por excelncia. Nossos professores precisam
estar constantemente aprendendo. Todos os reformadores devem colocar-se
sob a disciplina de Deus. Sua prpria vida precisa ser reformada, seu
corao sensibilizado pela graa de Cristo. Todo hbito e idia mundanos
que no esto em harmonia com a vontade de Deus devem ser abandonados.
Quando Nicodemos, douto mestre em Israel, foi ter com Jesus a fim de
inquiri-Lo, Cristo apresentou-lhe os princpios fundamentais. Embora
ocupasse honrosa posio em Israel, Nicodemos no tinha correta noo do
que devia ser um mestre em                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Israel. Necessitava de instruo
acerca dos prprios princpios fundamentais da vida religiosa, pois no
aprendera o alfabeto da verdadeira experincia crist. Em resposta 
instruo de Cristo, disse Nicodemos: "Como pode ser isso?" Cristo
replicou: "Tu s mestre de Israel e no sabes isso?" Joo 3:9 e 10. A
mesma pergunta poderia ser feita a muitos que ocupam posies de
responsabilidade Pg. 518 como professores, mdicos e pastores, mas tm
negligenciado a parte mais essencial de sua educao, que os habilitaria
a lidar com as mentes humanas de maneira semelhante  de Cristo. Na
instruo que Cristo deu a Seus discpulos e s pessoas de todas as
classes que vieram ouvir Suas palavras, havia aquilo que os elevava a um
alto nvel de pensamento e ao. Se as palavras de Cristo, em vez das
palavras dos homens, fossem transmitidas aos estudantes hoje em dia,
veramos indcios de inteligncia superior, de mais clara compreenso
das coisas celestiais, de mais profundo conhecimento de Deus, de uma
vida crist mais pura e vigorosa. Cristo declarou: "Na verdade, na
verdade vos digo que aquele que cr em Mim tem a vida eterna. Eu sou o
po da vida. Vossos pais comeram o man no deserto e morreram. Este  o
po que desce do Cu, para que o que dele comer no morra. Eu sou o po
vivo que desceu do Cu; se algum comer desse po, viver para sempre."
Joo 6:47-51. "Sabendo, pois, Jesus em Si mesmo que os Seus discpulos
murmuravam a respeito disso, disse-lhes: Isto vos escandaliza? Que
seria, pois, se vsseis subir o Filho do homem para onde primeiro
estava? O esprito  o que vivifica, a carne para nada aproveita; as
palavras que Eu vos disse so esprito e vida." Joo 6:61-63. Demoramos
a compreender o quanto precisamos estudar as palavras de Cristo e Seus
mtodos de trabalho. Se os Seus ensinos fossem melhor compreendidos,
grande parte da instruo que agora  ministrada em nossas escolas seria
avaliada pelo seu devido valor. Ver-se-ia que muito do que agora 
ensinado no desenvolve a singeleza da piedade na vida dos estudantes. A
sabedoria finita receberia ento menos honra, e a Palavra de Deus
ocuparia uma posio mais honrosa. Quando nossos professores estiverem
verdadeiramente convertidos, tero fome de alma pelo conhecimento de
Deus, e, como humildes discpulos na escola de Cristo, estudaro para
conhecer Sua justia. Retos princpios dominaro a Pg. 519 vida, e
sero ensinados como os princpios que regem a educao celestial.
Quando os professores procurarem de todo o corao introduzir corretos
princpios na obra educacional, anjos de Deus estaro presentes para
causar impresses no corao e na mente. Review and Herald, 7 de
novembro de 1907. 69 Providncia em Favor de Nossas Escolas Pg. 520 Um
Apelo a Pastores, Mdicos e Professores no Sul da Califrnia Os homens
colocados como lderes em qualquer parte da solene obra da ltima
mensagem evanglica devem cultivar e acalentar amplos pontos de vista e
idias.  o privilgio de todos os que assumem responsabilidades na obra
do evangelho serem hbeis discpulos na escola de Cristo. O professo
seguidor de Cristo no deve ser guiado pelos ditames de sua prpria
vontade; sua mente deve ser ensinada a pensar os pensamentos de Cristo e
iluminada para compreender a vontade e o caminho de Deus. Tal crente
ser um seguidor dos mtodos de trabalho de Cristo. Nossos irmos no
devem esquecer que a sabedoria de Deus tomou providncias em favor de
nossas escolas de maneira a trazer bnos a todos quantos participam no
empreendimento. O livro Parbolas de Jesus foi doado para a obra
educacional, a fim de que os alunos e outros amigos das escolas pudessem
manusear esses livros e, por sua venda, angariar grande parte dos
recursos necessrios para saldar o dbito da escola. Mas este plano no
tem sido apresentado a nossas escolas como deveria ser; os professores e
os alunos no foram ensinados a pegar esse livro e promover
corajosamente sua venda para benefcio da obra educacional. H muito
tempo, os professores e os alunos de nossas escolas deveriam ter
aprendido a aproveitar a oportunidade de angariar recursos pela venda de
Parbolas de Jesus. Vendendo estes livros os alunos estaro servindo 
causa de Deus, e, enquanto fizerem isso, pela disseminao de preciosa
luz, aprendero inestimveis lies na experincia crist. Todas as
nossas escolas devem agora alinhar-se, procurando diligentemente cumprir
o plano apresentado a ns para a educao dos obreiros, para o amparo
das escolas e para a conquista de almas para a causa de Cristo. Nas
cidades de Riverside, Redlands e So Bernardino Pg. 521 acha-se aberto
diante de ns um campo missionrio no qual, at agora, apenas tocamos
com as pontas dos dedos. Foi realizada ali uma boa obra at o ponto em
que nossos obreiros tiveram estmulo para efetu-lo; h, porm,
necessidade de meios para levar avante a obra com xito. Era o desgnio
de Deus que pela venda dos livros A Cincia do Bom Viver e Parbolas de
Jesus fossem angariados muitos recursos para a obra de nossos hospitais
e escolas, e que desse modo nosso povo se sentisse mais livre para doar
de seus meios para a abertura da obra em novos campos missionrios. Se
nosso povo se empenhar agora na venda desses livros como deve fazer,
teremos muito mais recursos para conduzir a obra do modo como o Senhor
deseja. Onde quer que o trabalho de vender Parbolas de Jesus foi
empreendido ardorosamente, o livro tem produzido bom resultado. E as
lies aprendidas pelos que se empenharam nessa obra tm compensado
sobejamente os seus esforos. E agora todo o nosso povo deve ser
incentivado a participar desse esforo missionrio especial. Tem-me sido
dada a luz de que, de toda maneira possvel, devem ser concedidas
instrues a nosso povo quanto aos melhores mtodos de apresentar esses
livros s pessoas.                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet Fui instruda a respeito de que em nossas
grandes reunies devem estar presentes obreiros que ensinem nosso povo a
semear as sementes da verdade. Isto significa mais do que ensin-los a
vender a revista Signs of the Times e outros peridicos. Abrange cabal
instruo sobre o manuseio de livros como Parbolas de Jesus e A Cincia
do Bom Viver. Estes so livros que contm preciosas verdades e dos quais
o leitor pode extrair lies do mais alto valor. Por que no foi
designado algum na vossa reunio campal [em 1907] para apresentar a
nosso povo as vantagens deste aspecto da obra? Devido  omisso em fazer
isso, perdestes uma preciosa oportunidade de colocar grandes bnos ao
alcance das pessoas, e perdestes tambm a oportunidade de angariar meios
para amparo de nossas instituies. Meus irmos, incentivemos nosso povo
a assumir esta obra sem mais delongas. H alguns que tm tido
experincia na venda de alimentos Pg. 522 saudveis, os quais deveriam
interessar-se agora na venda de nossos preciosos livros; pois neles h
alimento para a vida eterna. Los Angeles foi-me apresentado como um
campo muito fecundo para a venda de Parbolas de Jesus e A Cincia do
Bom Viver. Os milhares de habitantes transitrios e os visitantes
tirariam proveito das lies contidas nestes livros, e os que tm
responsabilidades em nossos hospitais devem agir sensatamente nesta
questo, incentivando a todos - enfermeiros, auxiliares e alunos - a
reunir dessa maneira a maior quantidade possvel do dinheiro requerido
para cobrir as despesas das diferentes instituies. Por que nosso povo
 to tardo em compreender o que o Senhor quer que eles faam? Nossos
dirigentes devem preparar-se com antecedncia para aproveitar suas
oportunidades de apresentar esses livros a nosso povo, em nossas grandes
e pequenas reunies, chamando voluntrios que queiram empenhar-se em sua
venda. Quando esta obra  assumida com o ardor que nossos tempos
requerem, o dbito que agora repousa sobre nossas escolas ser
grandemente diminudo. E ento as pessoas que agora esto sendo
convidadas a dar abundantemente de seus recursos para sustentar estas
instituies, ficaro livres para empregar uma parte maior de suas
ofertas na obra missionria em outros lugares necessitados, onde ainda
no foram feitos esforos especiais. Grande benefcio resultar de levar
esses livros ao conhecimento dos dirigentes da Unio Feminina de
Temperana Crist. Devemos convidar esses obreiros a nossas reunies e
dar-lhes a oportunidade de se familiarizarem com nosso povo. Colocai
esses preciosos livros em suas mos e contai-lhes a histria de sua
doao para a causa, e seus resultados. Explicai como, pela venda de A
Cincia do Bom Viver, podero ser levados ao hospital, para tratamento,
pacientes que jamais conseguiriam chegar ali sem ajuda; e como por esse
meio ser prestado auxlio no estabelecimento de hospitais em lugares
onde so grandemente necessrios. Se nossos hospitais forem sabiamente
administrados por homens e mulheres que tm diante de si o temor do
Senhor, eles sero um meio de colocar-nos em ligao com os Pg. 523
obreiros na Unio Feminina de Temperana Crist, e esses obreiros no
demoraro a ver a vantagem do ramo mdico de nossa obra. Como resultado
de seu contato com nossa obra mdica, alguns deles aprendero verdades
que necessitam saber para o aperfeioamento do carter cristo. Um ponto
que jamais deve ser esquecido por nossos obreiros  o de que o Senhor
Jesus Cristo  nosso principal diretor. Ele delineou um plano pelo qual
as escolas podem ser libertadas de seus dbitos; e Ele no justificar o
procedimento dos que pem este plano de lado por falta de confiana em
seu xito. Quando Seu povo avanar unido em socorro de Sua causa na
Terra, no lhes ser negada nenhuma das boas coisas que o Senhor tem
prometido. Em lugares como Los Angeles, onde a populao est
constantemente mudando, so apresentadas maravilhosas oportunidades para
a venda de nossos livros. Tem havido grande perda porque nosso povo no
tem aproveitado esta oportunidade de maneira mais completa. Por que no
devem os professores e os alunos da Escola de So Fernando fazer de Los
Angeles um campo especial para a venda de Parbolas de Jesus? Se com
diligncia e f eles executarem o plano que nos foi dado no tocante ao
uso deste livro, anjos de Deus acompanhar-lhes-o os passos, e a bno
do Cu estar sobre os seus esforos. Teria sido excelente coisa se os
professores da Escola de So Fernando tivessem, durante as frias,
aproveitado essa oportunidade de promover a obra com o Parbolas de
Jesus. Teriam encontrado uma bno em sair com os alunos, ensinando-
lhes como enfrentar as pessoas e como apresentar o livro. A histria da
doao do livro e sua finalidade levariam alguns a ter especial
interesse no livro e na escola em cujo favor  vendido. Por que os
professores de nossas escolas no fizeram mais desse trabalho? Se nosso
povo to-somente compreendesse isto, no haveria trabalho mais aceitvel
a ser efetuado no campo nacional do que empenhar-se na venda de
Parbolas de Jesus; pois ao mesmo tempo que esto ajudando Pg. 524
assim a cumprir o plano do Senhor para o amparo de nossas escolas, esto
tambm levando ao conhecimento do povo as preciosas verdades da Palavra
de Deus. A indiferena que alguns tm manifestado para com este
empreendimento desagrada a Deus. Ele quer que tal empreendimento seja
reconhecido por todo o nosso povo como o Seu mtodo para livrar nossas
escolas de dvidas.  pelo fato deste plano ter sido negligenciado que
sentimos agora to pungentemente nossa falta de recursos para o avano
da obra. Tivessem as escolas aproveitado a providncia assim tomada em
seu favor, haveria mais dinheiro na tesouraria escolar e mais dinheiro
nas mos do povo de Deus, para aliviar as necessidades de outros
departamentos da causa; e, acima de tudo, os professores e os alunos
teriam recebido as prprias lies que precisavam aprender no servio do
Mestre. Envio-vos estas linhas porque vejo que h necessidade de
intuio mais profunda, de mais ampla percepo da parte de nossos
obreiros mdicos e educacionais, se desejam obter todo o benefcio que
Deus tenciona conceder-lhes mediante o uso de Parbolas de Jesus e de A
Cincia do Bom Viver. Rogo-vos, meus irmos, que leiais estas palavras
para o nosso povo, a fim de que aprendam a revelar o esprito de
sabedoria, de poder e de so discernimento. Review and Herald, 3 de
setembro de 1908.                  www.terceiroanjo.org             Sua
fonte de pesquisa na internet 70 Professor, Conhece-te a Ti Mesmo Pg.
525 Conhecer-se a si mesmo  grande conhecimento. Verdadeiro
conhecimento de si prprio conduzir a humildade, que deixar o Senhor
educar a mente, e moldar e disciplinar o carter. A virtude da humildade
 grandemente necessria aos obreiros para Cristo neste perodo da
histria do mundo. Nenhum professor pode fazer trabalho aceitvel sem
ter em mente suas prprias deficincias e sem eliminar de suas
cogitaes todos os planos que debilitaro sua vida espiritual. Quando
os professores esto dispostos a eliminar de sua obra tudo o que no 
essencial  vida eterna, pode-se dizer realmente que esto desenvolvendo
sua salvao com temor e tremor, e edificando sabiamente para a
eternidade. Estou instruda a dizer que alguns de nossos professores se
acham muito atrasados na compreenso da espcie de educao necessria
para este perodo da histria terrestre. Este no  um tempo para os
estudantes estarem acumulando um conjunto de conhecimento que no
podero levar consigo para a escola do alto. Eliminemos cuidadosamente
de nosso curso de estudos tudo quanto pode ser dispensado, a fim de que
haja lugar na mente dos estudantes para serem introduzidas as sementes
da justia. Esta instruo produzir fruto para a vida eterna. Todo
professor deve aprender diariamente na escola de Cristo, para que no
perca o senso do que constitui verdadeira excelncia fsica, mental e
moral. Ningum deve colocar-se como mestre dos outros se no estiver
constantemente desenvolvendo sua prpria salvao ao receber e comunicar
uma educao completa. O verdadeiro professor educar-se- em excelncia
moral, para que por preceito e exemplo possa conduzir almas 
compreenso das lies do Grande Mestre. Ningum que se contente com uma
baixa norma deve ser incentivado a assumir a obra de lecionar. Ningum
est habilitado a ensinar os grandiosos mistrios da piedade enquanto
Cristo no  formado interiormente, a esperana da glria. Pg. 526 Todo
professor precisa receber a verdade por amor de seus princpios
sagrados; ento no poder deixar de exercer uma influncia purificadora
e nobilitante. O professor cuja alma permanece em Cristo falar e agir
como cristo. Tal indivduo no se contentar enquanto a verdade no
purificar sua vida de tudo que  dispensvel. No estar satisfeito, a
no ser que sua mente seja dia a dia moldada pelas santas influncias do
Esprito de Deus. Ento Cristo pode falar ao corao, e Sua voz,
dizendo: "Este  o caminho; andai nele", (Isa. 30:21) ser ouvida e
obedecida. O professor que tem correta compreenso da obra da verdadeira
educao no considerar suficiente fazer de vez em quando referncias
casuais a Cristo. Com o prprio corao aquecido pelo amor de Deus, ele
exaltar constantemente o Homem do Calvrio. Tendo a prpria alma
imbuda do Esprito de Deus, procurar fixar a ateno dos alunos no
modelo, Cristo Jesus, o mais distinguido entre dez mil, Aquele que 
totalmente desejvel. O Esprito Santo  grandemente necessrio em
nossas escolas. Este agente divino vem ao mundo como representante de
Cristo. Ele no  somente a testemunha fiel e verdadeira da Palavra de
Deus, mas tambm o esquadrinhador dos pensamentos e desgnios do
corao. Ele  a fonte a que devemos volver-nos em busca de eficincia
na restaurao da imagem moral de Deus no homem. O Esprito Santo era
buscado ansiosamente nas escolas dos profetas; sua influncia
transformadora devia colocar at mesmo os pensamentos em harmonia com a
vontade de Deus e estabelecer viva ligao entre a Terra e o Cu.
Professores, se abrirdes o corao para a habitao do Esprito de Deus,
se derdes bom acolhimento ao Hspede celestial, Deus vos tornar Seus
colaboradores. Em cooperao com o Mestre por excelncia, ser expelido
o esprito de egosmo e ocorrero maravilhosas transformaes. Durante a
noite foram-me proferidas estas palavras: "Exorta os professores de
nossas escolas a prepararem os alunos para o que sobrevir ao mundo." O
Senhor tem esperado por Pg. 527 muito tempo que nossos professores
andem na luz que lhes enviou. H necessidade de humilhao do prprio
eu, para que Cristo possa restaurar a imagem moral de Deus no homem. O
carter da educao ministrada precisa ser consideravelmente alterado
antes que ela possa dar a devida feio a nossas instituies.  somente
quando as faculdades intelectuais e morais so combinadas para se obter
educao, que  alcanada a norma da Palavra de Deus. Estas palavras
foram proferidas com clareza e vigor: "Confessai as vossas culpas uns
aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis." Tia. 5:16. Avanai
juntos; avanai juntos, e amai-vos como irmos. Orai juntos. O Senhor
pagou o preo de Seu sangue pela salvao do mundo. Ele sofreu toda a
espcie de afrontas que os homens e Satans podiam inventar, para
cumprir o plano da salvao. No procure o professor exaltar a si
prprio, mas veja a necessidade de aprender diariamente de Cristo e
torn-Lo o modelo. Para os professores e os alunos nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo deve ser o nico exemplo. Tende em mente que o
Senhor s aceitar como professores os que queiram ser professores
evanglicos. Repousa uma grande responsabilidade sobre os que se
esforam por ensinar a ltima mensagem do evangelho. Eles devem ser
cooperadores de Deus na educao de mentes humanas. O professor que no
mantm a norma bblica sempre diante de si, perde uma oportunidade de
ser cooperador de Deus em dar  mente a feio que  essencial para um
lugar nas cortes celestiais. Review and Herald, 3 de setembro de 1908.
71 A Obra  Nossa Frente Pg. 529 H uma obra muito grande e importante
a ser feita por nossas associaes na Amrica do Norte. Devemos conduzir
a obra na Amrica do Norte de tal maneira que sejamos um amparo e um
auxlio para os que esto proclamando a mensagem em regies distantes.
Toda nao, lngua e povo devem ser despertados e levados ao
conhecimento da verdade. Algo est sendo feito, porm ainda h muito a
ser efetuado, muito a ser aprendido aqui mesmo nesta associao, para
que a obra avance de um modo que honre e glorifique a Deus.
www.terceiroanjo.org             Sua fonte de pesquisa na internet Minha
alma tem estado to oprimida que no consigo descansar. Sobre que
aspecto podemos demorar-nos para causar a mais profunda impresso na
mente humana? H as nossas escolas. Elas devem ser dirigidas de tal
maneira que desenvolvam missionrios que saiam pelos caminhos e atalhos,
semeando as sementes da verdade. Esta foi a ordem de Cristo a Seus
seguidores. Eles deviam sair pelos caminhos e atalhos, levando a
mensagem da verdade s almas que seriam conduzidas  f do evangelho.
Fiquei profundamente impressionada ao ver o quanto precisa ser feito nos
lugares que visitei recentemente. Temos de levantar-nos na fora de Deus
para realizar esta obra. Em seu trabalho cada um dos obreiros deve olhar
para Deus. Devemos labutar como homens e mulheres que tm viva ligao
com Deus. Devemos aprender a entrar em contato com as pessoas onde elas
esto. No permitais que existam tais condies como as que encontramos
nalguns lugares quando voltamos para a Amrica do Norte, em que
indivduos membros de igreja, em vez de compreenderem sua
responsabilidade, procuravam a orientao de homens; e pessoas a quem
foram confiados sagrados e santos encargos na promoo da obra deixaram
de compreender o valor da responsabilidade pessoal e assumiram a obra de
ordenar e ditar o que seus irmos deviam ou no deviam fazer. Estas
coisas Deus no Pg. 530 tolerar em Sua obra. Ele colocar os Seus
encargos sobre os Seus agentes. Toda alma individual tem uma
responsabilidade diante de Deus, e no deve ser arbitrariamente
instruda por homens acerca do que tem de fazer, de dizer, e aonde deve
ir. No devemos depositar a confiana no conselho de homens e concordar
com tudo o que eles dizem, a menos que tenhamos provas de que se acham
sob a influncia do Esprito de Deus. Estudai o primeiro e o segundo
captulos de Atos. Foi-me dada a luz de que nossa obra precisa ser
levada avante de maneira mais elevada e ampla do que tem sido conduzida
at agora. A luz do Cu deve ser apreciada e acalentada. Esta luz  para
os trabalhadores.  para os que crem que Deus lhes deu uma mensagem e
que tm uma sagrada responsabilidade a desempenhar em sua proclamao. A
mensagem da presente verdade deve preparar um povo para a vinda do
Senhor. Compreendamos isto, e cheguem os que foram colocados em posies
de responsabilidade a tal unidade que a obra avance firmemente. No
permitais que algum homem se insinue como dominador arbitrrio e diga:
Deveis ir ali, e no acol; deveis fazer isto, e no aquilo. Temos uma
grande e importante obra a realizar, e Deus quer que a empreendamos
inteligentemente. A colocao de homens em posies de responsabilidade
nas diversas associaes no os transforma em deuses. Ningum possui
suficiente sabedoria para agir sem buscar conselho. Os homens precisam
consultar seus irmos, deliberar juntos, orar juntos e planejar juntos
para o avano da obra. Ajoelhem-se os obreiros conjuntamente e orem a
Deus, pedindo-Lhe que dirija o procedimento deles. Tem havido grande
falta de nossa parte neste sentido. Temos confiado demais em projetos
humanos. No nos podemos permitir fazer isso. Tempos perigosos esto
diante de ns, e devemos chegar  situao em que saibamos que o Senhor
vive e reina e que habita no corao dos filhos dos homens. Precisamos
ter confiana em Deus. Aonde quer que sejais enviados, abrigai no
corao e na Pg. 531 na mente o temor e o amor de Deus. Dirigi-vos
diariamente ao Senhor em busca de instruo e orientao; confiai em
Deus quanto a luz e conhecimento. Orai por essa instruo e por essa luz
at obt-las. De nenhum proveito vos ser pedir, e ento esquecer aquilo
pelo que orastes. Conservai o pensamento em vossa orao. Podeis fazer
isto enquanto trabalhais com as mos. Podeis dizer: Senhor, eu creio;
creio de todo o corao. Permite que venha sobre mim o poder do Esprito
Santo. Se entre ns houvesse mais orao, mais exerccio de uma f viva,
e menos dependncia de que alguma outra pessoa tenha uma experincia por
ns, estaramos muito  frente do que estamos hoje, em discernimento
espiritual. O que necessitamos  de profunda experincia individual de
corao e alma. Ento seremos capazes de relatar o que Deus est fazendo
e como Ele est operando. Precisamos de uma viva experincia nas coisas
de Deus; e no estamos seguros se no a desfrutarmos. H alguns que tm
uma boa experincia e vos declaram algo a seu respeito, mas quando vos
dais ao trabalho de avali-la, percebeis que no  uma experincia
correta, pois no est em harmonia com um claro "Assim diz o Senhor". Se
j houve um tempo em nossa histria no qual deveramos humilhar diante
de Deus nossa alma individual, esse tempo  a poca atual. Precisamos ir
a Deus com f em tudo o que  prometido na Palavra, e andar ento em
toda a luz e poder concedidos por Deus. Senti profunda emoo quando
nossos irmos que vieram de campos estrangeiros me contaram um pouco de
suas experincias e do que o Senhor est fazendo no sentido de trazer
almas para a verdade.  isto que carecemos neste tempo. Deus no quer
que permaneamos em ignorncia. Deseja que compreendamos nossas
responsabilidades individuais para com Ele. Revelar-se-  para toda alma
que dEle se aproxime com toda a humildade e que O busque de todo o
corao. H escolas a serem estabelecidas em pases estrangeiros e em
nosso prprio pas. Precisamos aprender de Deus como dirigir essas
escolas. Elas no devem ser administradas como muitas o tm sido. Nossas
instituies devem ser consideradas como Pg. 532 instrumentos de Deus
para a promoo de Sua obra na Terra. Precisamos volver-nos para Deus em
busca de orientao e sabedoria; precisamos implorar-Lhe que nos ensine
a conduzir a obra firmemente. Reconheamos que o Senhor  nosso Mestre e
Guia, e ento conduziremos a obra de maneira correta. Devemos permanecer
como um grupo unido que esteja inteiramente de acordo. Ento veremos a
salvao de Deus revelada  direita e  esquerda. Se trabalhamos em
harmonia, damos a Deus a oportunidade de trabalhar em nosso favor. Em
todas as nossas atividades escolares precisamos ter correta compreenso
do que  a educao essencial. Os homens falam muito sobre educao
superior, mas quem pode definir o que  educao superior? A educao
mais elevada se encontra na Palavra do Deus vivo. Essa educao, que nos
ensina a submeter a alma a Deus com toda a humildade e que nos habilita
a aceitar a Palavra de Deus e crer exatamente o que ela diz,  a
educao que  mais necessria. Por meio dessa educao veremos a
salvao de Deus. Com o Esprito de Deus sobre ns, devemos levar a luz
da verdade pelos caminhos e atalhos, para que a salvao de Deus possa
ser revelada de maneira notvel.                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet Levaremos avante a obra segundo a
vontade do Senhor? Estamos dispostos a ser ensinados por Deus? Lutaremos
com Deus em orao? Receberemos o batismo do Esprito Santo? Isto  o
que necessitamos e podemos ter neste tempo. Sairemos ento com uma
mensagem do Senhor, e a luz da verdade brilhar como uma lmpada que
arde, estendendo-se a todas as partes do mundo. Se andarmos humildemente
com Deus, Ele andar conosco. Humilhemos a alma diante dEle, e veremos a
Sua salvao. Review and Herald, 21 de outubro de 1909. 72 Conselho aos
Professores Pg. 533 Desejo ler II Corntios, captulo seis: "E ns,
cooperando tambm com ele, vos exortamos a que no recebais a graa de
Deus em vo (porque diz: Ouvi-te em tempo aceitvel e socorri-te no dia
da salvao; eis aqui agora o tempo aceitvel, eis aqui agora o dia da
salvao); no dando ns escndalo em coisa alguma, para que o nosso
ministrio no seja censurado. Antes, como ministros de Deus,
tornando-nos recomendveis em tudo: na muita pacincia, nas aflies,
nas necessidades, nas angstias, nos aoites, nas prises, nos tumultos,
nos trabalhos, nas viglias, nos jejuns, na pureza, na cincia, na
longanimidade, na benignidade, no Esprito Santo, no amor no fingido,
na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justia, 
direita e  esquerda, por honra e por desonra, por infmia e por boa
fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas
sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e
no mortos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas
enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo." II Cor.
6:1-10. "No vos prendais a um jugo desigual com os infiis; porque que
sociedade tem a justia com a injustia? E que comunho tem a luz com as
trevas? E que concrdia h entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o
fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os dolos?
Porque vs sois o templo do Deus vivente, como Deus Pg. 534 disse:
Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles
sero o Meu povo. Pelo que sa do meio deles, e apartai- vos, diz o
Senhor; e no toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para
vs Pai, e vs sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor
todo-poderoso." II Cor. 6:14-18. Deveis estudar tambm o captulo sete,
mas no tomarei tempo para l-lo agora. H constante perigo entre o
nosso povo de que os que se empenham no trabalho em nossas escolas e
hospitais abriguem a idia de que precisam pr-se em harmonia com o
mundo, estudar as coisas que o mundo estuda e familiarizar-se com aquilo
com que o mundo se familiariza. Este  um dos maiores erros que podem
ser cometidos. Cometeremos graves erros, se no dermos especial ateno
ao exame da Palavra.  feita a pergunta: Que  educao superior? No
existe educao mais elevada do que a que est contida nos princpios
delineados nas palavras que li para vs do sexto captulo de II
Corntios. Procurem nossos alunos diligentemente compreender isto. No
se pode adquirir uma educao mais elevada do que a que foi dada aos
primeiros discpulos e que nos  transmitida por meio da Palavra. Oxal
o Santo Esprito de Deus nos impressione a mente com a convico de que
nada existe em todo o mundo, no setor da educao, que seja to sublime
como a instruo contida no sexto e stimo captulos de II Corntios.
Avancemos em nosso trabalho at onde nos conduzir a Palavra de Deus.
Labutemos inteligentemente por essa educao superior. Seja nossa
retido o sinal de nossa compreenso da vontade de Deus a ns confiada
por Seus mensageiros.  o privilgio de todo crente fazer da vida e dos
ensinos de Cristo o seu estudo dirio. A educao crist significa a
aceitao, em sentimento e princpio, dos ensinos do Salvador. Abrange o
consciencioso andar dirio nas pegadas de Pg. 535 Cristo, o qual
consentiu em depor Sua vestimenta e coroa reais e vir a nosso mundo na
forma humana, para que pudesse dar ao gnero humano um poder que eles
no conseguiriam obter de nenhum outro modo. Qual era esse poder?  o
poder resultante da unio da natureza humana com a natureza divina, o
poder de aceitar os ensinos de Cristo e segui-los ao p da letra. Em Sua
oposio ao mal e Seu trabalho em favor dos outros, Cristo estava dando
aos homens um exemplo da mais elevada educao que algum pode alcanar.
O Filho de Deus foi rejeitado por aqueles a quem veio abenoar. Ele foi
agarrado por mos perversas e crucificado. Mas depois de ressuscitar
dentre os mortos, esteve quarenta dias com os Seus discpulos, e
deu-lhes nesse tempo preciosssimas instrues. Exps a Seus seguidores
os princpios fundamentais da educao superior. E quando estava prestes
a deix-los e ir para junto de Seu Pai, Suas ltimas palavras a eles
foram as seguintes: "Eis que Eu estou convosco todos os dias, at 
consumao dos sculos." Mat. 28:20. A muitos que pem seus filhos em
nossas escolas sobreviro fortes tentaes pelo fato de desejarem que
eles obtenham o que o mundo considera como a educao mais essencial.
Quem sabe o que constitui a educao mais essencial, a menos que seja a
educao a ser obtida do Livro que  a base de todo conhecimento
verdadeiro? Os que consideram essencial o conhecimento a ser adquirido
de acordo com as diretrizes da educao mundana esto cometendo um
grande erro, o qual far com que sejam desviados por opinies
individuais que so humanas e falveis. Desejo dizer aos que julgam que
seus filhos precisam ter o que o mundo chama de educao essencial:
Conduzi vossos filhos  simplicidade da Palavra de Deus, e estaro
seguros. Seremos em breve grandemente dispersos, e o que fazemos precisa
ser feito depressa. Tem-me sido dada a luz de que sero feitas tremendas
presses sobre todo adventista do stimo dia com quem o mundo pode
entrar em ntima ligao. Os que buscam a Pg. 536 educao que o mundo
tem em to alta conta, so gradualmente levados para mais longe dos
princpios da verdade at se tornarem mundanos educados. A que preo
obtiveram sua educao! Separaram-se do Santo Esprito de Deus.
Escolheram aceitar o que o mundo chama de conhecimento, em lugar das
verdades que Deus tem confiado aos homens mediante Seus
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pastores, profetas e apstolos. E alguns, tendo adquirido essa educao
secular, pensam que podem introduzi-la em nossas escolas. Permiti-me
dizer-vos, porm, que no deveis tomar o que o mundo chama de educao
superior e traz-lo para dentro de nossas escolas, hospitais e igrejas.
Precisamos compreender estas coisas. Falo categoricamente para vs. Isso
no deve ser feito. Na mente de todo estudante deve ser inculcado o
pensamento de que a educao  um fracasso, a no ser que o entendimento
tenha aprendido a apoderar-se das verdades da revelao divina, e a
menos que o corao aceite os ensinamentos do evangelho de Cristo. O
estudante que, em lugar dos amplos princpios da Palavra de Deus, aceita
idias comuns e permite que o tempo e a ateno sejam absorvidos em
questes corriqueiras e triviais, notar que a mente se torna diminuda
e enfraquecida. Ele perdeu a faculdade do crescimento. A mente precisa
ser ensinada a compreender as importantes verdades que dizem respeito 
vida eterna. Recebi a instruo de que devemos conduzir a mente de
nossos alunos a um nvel mais elevado do que agora se considera
possvel. O corao e a mente devem ser ensinados a preservar sua pureza
recebendo provises dirias da Fonte da verdade eterna. A Mente e a Mo
divina preservaram atravs dos sculos o relato da criao em sua
pureza.  unicamente a Palavra de Deus que nos d um relato autntico da
criao de nosso mundo. Esta Palavra deve ser o principal estudo em
nossas escolas. Nela podemos manter conversao com patriarcas e
profetas. Nela podemos aprender o que a nossa redeno custou para
Aquele que era igual ao Pai desde o princpio, e que sacrificou Sua vida
para que pudesse Pg. 537 permanecer em p diante dEle um povo remido de
tudo que  terreno e comum, renovado  imagem de Deus. Se  que devemos
aprender de Cristo, precisamos orar como os apstolos oraram quando o
Esprito Santo foi derramado sobre eles. Necessitamos de um batismo do
Esprito de Deus. No estamos seguros por uma hora sequer enquanto
deixamos de prestar obedincia  Palavra de Deus. No digo que no deve
haver estudo de lnguas. As lnguas devem ser estudadas. Em breve haver
positiva necessidade de muitos deixarem seus lares e irem trabalhar
entre pessoas de outras lnguas; e os que tm algum conhecimento de
idiomas estrangeiros sero desse modo capazes de se comunicar com os que
no conhecem a verdade. Alguns de nosso povo aprendero as lnguas nos
pases a que forem enviados. Esta  a melhor maneira. E h Algum que
estar bem ao lado do fiel obreiro para abrir o entendimento e dar
sabedoria. O Senhor pode tornar frutfera sua obra onde os homens no
conhecem a lngua estrangeira. Ao andarem entre o povo e apresentarem as
publicaes, o Senhor operar na mente das pessoas, transmitindo o
conhecimento da verdade. Alguns que empreendem a obra em campos
estrangeiros podem ensinar a Palavra por meio de um intrprete. Como
resultado de fiel esforo, haver uma colheita cujo valor no
compreendemos agora. H outro ramo de trabalho a ser levado avante: a
obra nas grandes cidades. Deve haver grupos de fervorosos obreiros
trabalhando nas cidades. Os homens devem estudar o que precisa ser feito
nos lugares que tm sido negligenciados. O Senhor tem chamado nossa
ateno para as multides negligenciadas nas grandes cidades; contudo,
tem sido dada pouca considerao ao assunto. No estamos suficientemente
dispostos a insistir com o Senhor com nossas peties, e a suplicar-Lhe
o dom do Esprito Santo. O Senhor quer que O importunemos a esse
respeito. Deseja que apresentemos com insistncia nossas peties ao
trono. O poder convertedor de Deus precisa ser Pg. 538 experimentado
atravs de todas as nossas fileiras. A mais valiosa educao que se pode
obter ser encontrada em sair com a mensagem da verdade aos lugares que
agora se acham em trevas. Devemos sair assim como os primeiros
discpulos saram em obedincia  ordem de Cristo. O Salvador deu
instrues aos discpulos. Em poucas palavras, disse-lhes o que poderiam
esperar encontrar. "Eis que vos envio", disse Ele, "como ovelhas ao meio
de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e smplices como as
pombas." Mat. 10:16. Esses obreiros deviam sair como representantes
dAquele que deu Sua vida pela vida do mundo. O Senhor deseja que nos
coloquemos em harmonia com Ele. Se fizermos isto, Seu Esprito poder
governar nossa mente. Se temos correta compreenso do que constitui a
educao essencial e procuramos ensinar os seus princpios, Cristo nos
ajudar. Ele prometeu a Seus seguidores que quando tivessem de
comparecer perante conclios e juzes, no deviam preocupar-se com o que
haveriam de dizer. Eu vos instruirei, disse Ele. Eu vos guiarei. Sabendo
o que  ser ensinado por Deus, quando forem trazidas  nossa lembrana
palavras de sabedoria celestial, haveremos de diferenci-las de nossos
prprios pensamentos. Acat-las-emos como as palavras de Deus, e veremos
nas palavras de Deus sabedoria, vida e poder. ... Compete-nos ensinar os
jovens a exercerem igualmente as faculdades mentais e fsicas. O salutar
treinamento de todo o ser proporcionar uma educao que  ampla e
envolvente. Tivemos de fazer rigorosa obra na Austrlia, no sentido de
educar os pais e os jovens quanto a estes aspectos; mas perseveramos em
nossos esforos at ser aprendida a lio de que, a fim de se obter uma
educao completa, o tempo de estudo deve ser dividido entre a aquisio
de conhecimento dos livros e a aquisio de conhecimento do trabalho
prtico. Uma parte de cada dia era passada em trabalho til, aprendendo
os alunos como limpar o terreno, como cultivar o solo e como construir
casas, usando o tempo que de outra maneira teria sido gasto em jogos e
na busca Pg. 539 de diverses. E o Senhor abenoou os estudantes que
assim dedicaram seu tempo  aquisio de hbitos de utilidade. Instru
os alunos a no considerarem a parte terica de sua educao como a mais
essencial. Seja cada vez mais profundamente inculcado em cada estudante
que devemos ter inteligente conhecimento sobre como se deve tratar o
organismo fsico. E muitos h que teriam maior compreenso destes
assuntos se no se limitassem a anos de estudo sem experincia prtica.
Quanto mais plenamente nos colocarmos sob a direo de Deus, tanto maior
ser o conhecimento que dEle receberemos. Digamos a nossos alunos:
Mantende-vos em conexo com a Fonte de todo o poder. Sois cooperadores
de Deus. Ele deve ser vosso principal instrutor. Review and Herald, 11
de novembro de 1909.                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet 73 O Verdadeiro Ideal Para Nossos
Jovens Pg. 541 Devido a um falso conceito da verdadeira natureza e
objetivo da educao, muitos tm sido induzidos em erros srios e at
fatais. Essa falta  cometida quando se negligencia a regulao do
corao ou o estabelecimento de princpios corretos ao fazer esforos
para obter cultura intelectual, ou quando, no vido desejo de vantagens
temporais, so esquecidos os interesses eternos.  justo que os jovens
pensem em dar a suas faculdades naturais o mximo desenvolvimento. No
ousaramos restringir a educao para a qual Deus no estabeleceu
limite. Nossas realizaes no tero, porm, valor algum se no forem
utilizadas para honra de Deus e para o bem da humanidade. A menos que
nosso conhecimento seja um degrau para a realizao dos mais elevados
propsitos, no ter valor algum. A necessidade de estabelecer escolas
crists -me apresentada com muita insistncia. Nas escolas de hoje,
ensinam-se muitas coisas que so mais um empecilho do que um benefcio.
H necessidade de escolas em que se faa da Palavra de Deus a base da
educao. Satans  o grande inimigo de Deus, e seu constante desgnio 
afastar as almas de sua lealdade ao Rei do Cu. Quer que as mentes sejam
educadas de tal modo que homens e mulheres exeram sua influncia do
lado do erro e da corrupo moral, em vez de usar seus talentos no
servio de Deus. Seu objetivo , de fato, alcanado quando, pervertendo
as suas idias acerca da educao, consegue atrair para o seu lado a
pais e mestres; pois uma educao errnea coloca freqentemente a
inteligncia na senda da incredulidade. Em muitas das escolas e dos
colgios da atualidade, so cuidadosamente ensinadas e explicadas na
ntegra as concluses a que os sbios tm chegado como resultado de suas
pesquisas cientficas; ao passo que se d distintamente a impresso de
que se estes eruditos esto certos, a Bblia no pode ter razo. Os
espinhos do ceticismo so dissimulados; Pg. 542 eles so encobertos
pela louania e o verdor da cincia e da filosofia. O ceticismo 
atraente para a mente humana. Os jovens vem nele uma independncia que
fascina a imaginao, e acabam sendo enganados. Satans triunfa; sucede
conforme o seu desgnio. Ele nutre toda semente de dvida lanada nos
coraes juvenis, e logo haver abundante colheita de incredulidade. No
podemos permitir que a mente de nossos jovens se contamine dessa
maneira, pois dependemos desses jovens para levar avante a obra do
futuro. Desejamos para eles algo mais do que a oportunidade de se
instrurem nas cincias. A cincia da verdadeira educao  a verdade, a
qual deve ser to profundamente gravada na alma que no possa ser
obliterada pelo erro que aumenta por toda a parte. A Palavra de Deus
deve ocupar um lugar - o primeiro - em todo sistema de educao. Como
poder educativo, ela  mais valiosa do que os escritos de todos os
filsofos de todos os sculos. Em sua amplitude de estilo e assuntos h
algo capaz de interessar e educar a mente, e de enobrecer todo
interesse. A luz da revelao brilha claramente no longnquo passado
sobre o qual os anais humanos no lanam nenhum raio de luz. Nela h
poesia que tem causado surpresa e admirao ao mundo. Em fulgurante
beleza, em sublime e solene majestade, em comovedora ternura, no tem
sido igualada pelas produes mais brilhantes da inteligncia humana.
Contm slida lgica e veemente eloqncia. Nela so retratados os
nobres atos de homens nobres, exemplos de virtude pessoal e de honra
pblica, lies de piedade e de pureza. No existe funo na vida, nem
fase da experincia humana para a qual a Bblia no contenha valiosa
instruo. Governador ou sdito, senhor ou servo, comprador ou vendedor,
o que empresta ou o que toma emprestado, pai ou filho, professor ou
aluno - todos podem nela encontrar lies de inestimvel valor. Acima de
tudo, porm, a Palavra de Deus expe o plano da salvao: mostra como o
homem pecador pode reconciliar-se com Deus; estabelece os grandes
princpios da verdade e do dever que devem governar nossa vida, e nos
promete o Pg. 543 auxlio divino em sua observncia. Vai mais alm
desta vida fugaz, mais alm da breve e agitada histria de nossa raa.
Franqueia ao nosso olhar o extenso panorama das eras eternas - eras no
obscurecidas pelo pecado, no ofuscadas pela tristeza. Ensina-nos como
participar das moradas dos bem-aventurados e nos convida a firmar e
fixar ali as nossas esperanas e afetos. Os verdadeiros motivos de
servio devem ser mantidos diante de adultos e jovens. Os alunos devem
ser instrudos de tal maneira que se transformem em homens e mulheres
teis. Deve-se empregar todo recurso que possa elev-los e enobrec-los.
Precisam ser ensinados a dar a suas faculdades o melhor uso. As
faculdades fsicas e mentais devem ser aplicadas de igual modo. Tm de
ser cultivados hbitos de ordem e disciplina. Deve-se mostrar aos alunos
o poder exercido por uma vida pura e sincera. Isto os ajudar na
preparao para um servio til. Dia a dia crescero em pureza e vigor,
estando melhor preparados, por Sua graa e pelo estudo de Sua Palavra, a
fazer dinmicos esforos contra o mal. A verdadeira educao consiste no
incutir idias que impressionem o esprito e o corao com o
conhecimento de Deus, o Criador, e de Jesus Cristo, o Redentor. Essa
espcie de educao renovar a mente e transformar o carter.
Robustecer e fortificar o esprito contra as enganadoras insinuaes
do adversrio das almas, habilitando-nos a conhecer a voz de Deus.
Habilitar o instrudo a se tornar coobreiro de Cristo. Se nossa
juventude adquirir este conhecimento, ser capaz de obter tudo mais que
 essencial; se no, todo o conhecimento que possam receber do mundo no
os colocar nas fileiras do Senhor. Podero reunir todo o saber
proporcionado pelos livros, e ser ainda ignorantes dos primeiros
princpios daquela justia que lhes poderia dar um carter aprovado por
Deus. Os que esto buscando adquirir conhecimentos nas escolas da Terra,
devem lembrar que outra escola os reivindica Pg. 544
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tambm como alunos - a escola de Cristo. Dessa, nunca os alunos saem
graduados. Entre seus discpulos h adultos e jovens. Os que do ouvidos
s instrues do divino Mestre, esto sem cessar adquirindo mais
sabedoria e nobreza de alma, achando-se assim preparados para entrar
naquela escola superior, onde o progresso continuar por toda a
eternidade. A Infinita Sabedoria pe diante de ns as grandes lies da
vida - as lies do dever e da felicidade. Estas so muitas vezes
difceis de aprender, mas sem elas no podemos fazer nenhum progresso
real. Talvez nos custem esforo, lgrimas e mesmo angstias; no
devemos, porm, vacilar nem cansar-nos.  neste mundo, entre suas provas
e tentaes, que nos devemos tornar aptos para a sociedade dos puros e
santos anjos. Os que se absorvem com estudos de menos importncia, de
modo a deixar de aprender na escola de Cristo, vo ao encontro de
ilimitado prejuzo. Toda faculdade, todo atributo com que o Criador
dotou os filhos dos homens, deve ser empregado para Sua glria; e neste
uso encontra-se seu mais puro, mais nobre e feliz exerccio. Os
princpios do Cu devem estar em primeiro lugar na vida, e todo passo
avanado que se d na aquisio de conhecimentos ou na cultura do
intelecto, deve ser no sentido da assimilao do divino pelo humano. A
muitos que pem seus filhos em nossas escolas sobreviro fortes
tentaes pelo fato de quererem que eles obtenham o que o mundo
considera como educao mais essencial. Que constitui, porm, a educao
mais essencial, a no ser que seja a que se obtm do Livro que  o
fundamento de todo o verdadeiro saber? Os que consideram como essencial
o conhecimento adquirido de acordo com a educao mundana esto
cometendo um grande erro, que os levar a serem governados por opinies
humanas e falveis. Os que buscam a educao que o mundo tem em to alta
estima se afastam gradualmente dos princpios da verdade at se tornarem
mundanos educados. A que preo adquiriram Pg. 545 sua educao!
Separaram-se do Santo Esprito de Deus. Escolheram aceitar o que o mundo
chama de conhecimento, em lugar das verdades que Deus entregou aos
homens por meio de Seus pastores, profetas e apstolos. Sobre os pais e
as mes recai a responsabilidade de darem educao crist aos filhos que
lhes foram confiados. Em caso algum devem eles deixar que qualquer ramo
de negcio de tal maneira lhes absorva a mente, o tempo e os talentos
que a seus filhos seja permitido afastarem-se at estarem separados de
Deus. No devem permitir que os filhos escapem de suas mos para as de
incrdulos. Devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar
que absorvam o esprito do mundo. Devem prepar-los para se tornarem
coobreiros de Deus. Devem ser a mo humana de Deus, preparando a si
mesmos e aos filhos para uma vida sem fim. H uma importante obra a ser
feita em favor das crianas. Antes que o flagelo transbordante
sobrevenha a todos os habitantes da Terra, o Senhor convida os que so
israelitas de verdade a servirem-nO. Reuni vossos filhos em vossas
prprias casas, separando-os daqueles que proclamam as palavras de
Satans e desobedecem aos mandamentos de Deus. Abranjamos em nossa obra
educacional a muito mais crianas e jovens, e haver todo um exrcito de
missionrios prontos a trabalhar para Deus. Nossas instituies
educacionais tm muito que fazer no sentido de atender aos pedidos de
obreiros preparados para os campos missionrios. H falta de obreiros
por todas as partes do mundo. A verdade de Deus deve ser levada aos
pases estrangeiros, para que os que esto em trevas recebam a luz. H
necessidade de talentos cultivados em todas as partes da obra de Deus. 
o desgnio de Deus que nossas escolas sejam o meio de desenvolver
obreiros para Ele - obreiros dos quais no tenha que envergonhar-Se. Ele
convida nossos jovens a ingressarem em nossas escolas e a se prepararem
rapidamente para o servio. Review and Herald, 22 de agosto de 1912. 74
Mensagem Para os Nossos Jovens Pg. 546 Pg. 547 H livros de vital
importncia que no so olhados por nossos jovens. So negligenciados
por no lhes parecerem to interessantes como certas leituras leves.
Cumpre-nos avisar a juventude de que devem lanar firmemente mo dessa
leitura que se recomenda para o reerguimento do carter cristo. Os
pontos mais essenciais de nossa f devem ser gravados na memria dos
jovens. Eles tm tido um vislumbre dessas verdades, mas no um
conhecimento que os leve a considerar com agrado o estudo das mesmas.
Nossos jovens devem ler aquilo que exera no esprito um efeito
saudvel, santificador. Isto necessitam eles, a fim de serem capazes de
discernir o que seja a verdadeira religio. H muita leitura boa que no
contribui para santificar.  agora o nosso temo favorvel para trabalhar
em benefcio da juventude. Dizei-lhes que nos achamos atualmente numa
poca de crise perigosa, e precisamos perceber o que seja a verdadeira
piedade. Nossa juventude precisa ser ajudada, erguida e animada, mas
pela devida maneira; no, talvez, como eles desejariam, mas de modo que
os auxilie a obter um esprito santificado. Eles precisam mais da boa e
santificadora religio que de qualquer outra coisa. No espero viver
muito. Minha obra est quase concluda. Dizei aos nossos jovens que eu
quero que minhas palavras os animem naquela maneira de viver que mais
atrativa ser aos seres celestes, e que sua influncia sobre os outros
seja enobrecedora. Estive, durante as horas da noite, pondo de lado
livros que no so de proveito para os jovens. Devemos escolher-lhes
livros que os estimulem  sinceridade de vida, e os levem a abrir a
Palavra. Isto me foi apresentado em tempos passados, e pensei pr isso
diante de vs, e assent-lo. No nos podemos permitir oferecer 
juventude leitura destituda de valor. Necessitam-se livros que sejam
uma bno  Pg. 548                  www.terceiroanjo.org
Sua fonte de pesquisa na internet mente e  alma. Estas coisas so
consideradas com demasiada leviandade; portanto, nosso povo se deve
familiarizar com o que estou dizendo. No penso que eu tenha mais
Testemunhos para nosso povo. Nossos homens de slida mentalidade sabem o
que convm ao reerguimento e edificao da obra. Mas, com o amor de Deus
no corao, necessitam aprofundar-se mais e mais no estudo das coisas
divinas. Sinto-me muito ansiosa de que nossa juventude receba a devida
espcie de leitura; ento os mais idosos tambm a conseguiro.
Cumpre-nos conservar os olhos na atrao religiosa da verdade. Devemos
manter mente e crebro abertos s verdades da Palavra de Deus. Satans
se achega quando os homens esto despercebidos. No nos devemos
satisfazer com o haver a mensagem de advertncia sido uma vez
apresentada. Cumpre-nos apresent-la repetidamente. Poderamos iniciar
um curso de leitura to intensamente interessante, que atrairia e
influenciaria muitos espritos. Caso eu seja poupada para trabalho
posterior, de boa vontade ajudarei no preparo de livros para os nossos
jovens. H uma obra a ser feita em favor dos jovens pela qual seu
esprito seja impressionado e moldado pela santificadora verdade de
Deus.  meu sincero desejo, quanto aos nossos jovens, que eles encontrem
o verdadeiro sentido da justificao pela f, e da perfeio do carter
que os preparar para a vida eterna. No espero viver muito, e deixo
esta mensagem aos jovens, a fim de que o objetivo que se propem no se
venha a malograr. Exorto meus irmos a animar os jovens a que conservem
sempre a preciosidade e graa de Deus grandemente exaltadas. Trabalhai e
orai constantemente pelo senso da preciosidade da verdadeira religio.
Introduzi nela a bem-aventurana e o atrativo da santidade e da graa de
Deus. Tenho sentido um peso a esse respeito, pois sei que 
negligenciado. No tenho nenhuma certeza de que minha vida se prolongue
muito, mas sinto que estou aceita pelo Senhor. Ele sabe como eu tenho
sofrido ao ver as baixas normas de vida Pg. 549 adotadas pelos chamados
cristos. Tenho sentido ser imperioso que a verdade se manifeste em
minha vida, e que meu testemunho seja dirigido ao povo. Quero que faais
o que estiver ao vosso alcance para que meus escritos sejam postos nas
mos do povo nas terras estrangeiras. Dizei aos jovens que eles tm tido
muitas vantagens espirituais. Deus quer que faam fervorosos esforos
para apresentar a verdade ao povo. Tenho a impresso de ser meu dever
especial dizer estas coisas. Review and Herald, 15 de abril de 1915.
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